ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 562 - 24/11/2009
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YOANI SÁNCHEZ
A mulher embargada

Por Eugênio Bucci em 6/11/2009

Reproduzido do Estado de S.Paulo, 5/11/2009; título original “A mulher embargada pela ditadura cubana”, intertítulos do OI

Há pouco mais de 15 anos, no Estado de S.Paulo, comentei a decrepitude da ditadura cubana – decrepitude, sim, já naquela época. Foi no "Caderno2", onde assinei, por dois anos, uma coluna semanal sobre TV, chamada "Sintonia Fina". No dia 16 de julho de 1994, minha coluna se dedicou a um bom documentário sobre Cuba, levado ao ar no programa Documento Especial, do SBT. Reproduzo, a seguir, trechos do parágrafo final do velho artigo, cujo título foi "A utopia virou refém da tirania em Cuba".

"A Revolução cubana, 35 anos atrás, deve ter sido de uma euforia magnífica, de uma dignidade sem par. Hoje, ela é um poço de desencanto. Ou de desespero. (...) Por certo, e isso ninguém contesta, em Cuba as crianças não morrem de fome como aqui. Nem ficam sem escolas como aqui. Mas somos obrigados a reconhecer, ainda que seja tarde: a utopia virou refém da tirania. Para os cubanos, a escassez é a regra; o padrão de sobrevivência, humilhante. E na `bolsa negra´ ninguém acha liberdade para comprar."

Na década de 1990, a "bolsa negra" – o mercado ilegal – já tinha ocupado todos os espaços da vida social em Cuba. Uma reportagem esplêndida de Humberto Werneck, publicada em maio de 1994 na revista Playboy, contou em detalhes como isso aconteceu. Sob o título "Viver em Cuba ¡no es fácil!", o longo relato – que mais tarde seria republicado no livro Habana Vieja, com fotos de Claudio Edinger (DBA, 1997) – descreveu em detalhes os malabarismos da sobrevivência em Havana, cujos moradores eram sufocados por cerceamentos políticos e práticos. No plano político, tinham de declarar em gestos e palavras sua total anuência à discurseira fálica dos ícones do regime: homens barbudos, revólver na cinta e charuto na boca, que se esganiçavam ao microfone. No plano prático, muito mais premente, tinham de recorrer a métodos heterodoxos se quisessem driblar a fome. No plano político, fingiam concordar para se safar. No plano prático, transgrediam para se alimentar.

"Estou cansada"

Numa de suas passagens inesquecíveis, a reportagem narrava os apertos dos cubanos que começaram a criar porcos dentro do apartamento, sem que as autoridades percebessem, para depois vendê-los na "bolsa negra". Eram tempos de desespero. A União Soviética já não podia subsidiar a economia e, com isso, a subsistência virou um desafio de vida ou morte para a imaginação e para a fibra de cada um. Werneck sintetizou muito bem esse estado de coisas:

"Sem gasolina e sem automóvel, sem gás e sem fósforos, sem rum e sem charuto, sem luz, sem sabonete. Falta tudo para o povo. Tudo, menos criatividade."

Em 1994, muitos ainda acreditavam que as escolas e os hospitais em Cuba funcionassem direito. Eu, por exemplo, acreditava que lá as necessidades básicas estariam atendidas. Só o que parecia injustificável era a ditadura, embora não se possa falar em justiça social e em direitos humanos num país em que não há liberdade. Agora, em 2009, o quadro é bem pior. Já não se pode dizer que a ditadura exista "apesar" das conquistas sociais. Ao contrário, a opressão fardada só está lá para ocultar à força o fiasco das tais "conquistas sociais". As estatísticas oficiais não são confiáveis. No plano político, o regime é uma usina de falsificações. No plano prático, um despachante da escassez.

Em 1994, a cubana Yoani Sánchez não tinha 20 anos de idade. Estava apenas começando a se cansar dos comícios intermináveis de Fidel Castro. Agora, em 2009, ela está farta, como deixa bem claro no blog que criou em abril de 2007, Generación Y:

"Estou cansada do macho envolto no seu uniforme verde-oliva, do adjetivo `viril´ associado à coragem, dos pêlos no peito mandando mais que as mãos na escumadeira. Toda a minha progesterona aguarda que essa parafernália tão robusta dê lugar a palavras como `prosperidade´, `reconciliação´, `harmonia´ e `convivência´."

Sob embargo

Como fazer um blog em Cuba também "no es fácil", pois o acesso à internet é controlado pela polícia, Yoani foi obrigada a lançar mão da velha criatividade dos cubanos para postar seus artigos na rede. Um de seus truques é se passar por turista alemã e entrar na rede dentro dos hotéis internacionais. Ela teve ainda de aprender a conviver com agentes da repressão que a seguem por toda parte e, mais de uma vez, levaram seu marido, o jornalista Reinaldo Escobar, a prestar esclarecimentos. "O machismo tem só um lado positivo", ela escreve. "Confrontados com o dilema de quem prender, era meu marido que levavam toda hora."

O esforço deu resultado. Generación Y transformou sua autora em celebridade mundial. Em 2007 ela foi eleita uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time. Depois foi agraciada com vários prêmios internacionais, mas não pôde recebê-los pessoalmente porque o governo não lhe concede a autorização para sair do país (ver aqui nota deste Observatório). Yoani Sánchez está sob embargo do regime. Sob bloqueio.

Na sexta-feira (6/11) à noite, ao lado do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e do professor e editor Jaime Pinsky, participo de um debate, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, para marcar o lançamento do primeiro livro de Yoani Sánchez no Brasil: De Cuba, com Carinho (Editora Contexto). A obra reúne relatos que ela publicou no blog. São crônicas inspiradas, com flagrantes de uma realidade em que a "normalidade" é ultrajante. Dona de um estilo literário que se lê com prazer, Yoani pensa com desenvoltura, sem escorregar pelas pregações doutrinárias. É uma "intelectual verdadeira", como a define o posfácio de Demétrio Magnoli. Ela repudia os que lhe dizem que discordar do governo é trair a pátria.

Ah, sim: no debate, como é óbvio, Yoani Sánchez não estará conosco. O seu corpo continua sob embargo, acorrentado à ilha dos irmãos Castros. Mas as suas ideias escaparam e seguem escapando, para bem da verdade e da melhor criatividade do povo cubano.

Leia também

"Cuba me dói" – Mauro Malin entrevista Yoani Sánchez

Comentários (18)
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José Maria e Silva , Goiânia-GO - jornalista e mestre em sociologia
Enviado em 10/11/2009 às 10:05:31 AM
Prezada antropóloga Carolina Porto, o grande Lévi-Strauss acabou de morrer. Não queira revirá-lo ainda quente em seu túmulo, conspurcando a profissão que ele tão dignamente exercia, com esse comentário estilisticamente paupérrimo e eticamente indigente sobre Eugenio Bucci. Quase sempre discordo do que Bucci escreve, mas daí a dizer que um intelectual com a capacidade dele, um dos mais lúcidos e preparados do jornalismo brasileiro, está mendigando espaço no Estadão depõe não contra ele, mas contra a inteligência de quem escreve tal disparate. Parodiando Lula, nunca antes na história do jornalismo brasileiro, alguém desrespeitou de forma tão canhestra este Observatório e a inteligência de seus leitores, ao supor que um de seus melhores colaboradores escreve apenas para ver se o Estadão o contrata. Antes de defender tão cegamente a Ilha-Cárcere e seu Ditador-Vampiro, que não morre nunca e suga o sangue dos cubanos, entre na página dos Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) e veja a lista dos 23 jornalistas cubanos presos por mero crime de opinião, entre os quais, 19 foram condenados a penas que variam de 14 a 27 anos de prisão, sob péssimas condições sanitárias, em cárcere fechado. Não é possível defender esse regime. Bucci já o condenava há mais de 15 anos. Dizer que o faz agora para agradar o Estado é ser portador de um Muro de Berlim mental que turva irremediavelmente a razão.
João Amadeu Penteado , Recife-PE - mecânico
Enviado em 9/11/2009 às 6:20:50 PM
Existem pelo menos dois reacionários por demais conhecidos nos tópicos do Observatório. São cópias escarradas do Diogo Mainardi e do Reinaldo Azevedo que freqüentam espaços como este, com a única e exclusiva finalidade de contestarem o que os outros comentaristas, normalmente os de esquerda, dizem. Não se contentam ou não se limitam a dirigir suas críticas, de conteúdo duvidoso, grosseiro e de humor no mínimo discutível, contra os autores dos textos, mas, como inconvenientes que são, adoram dar pitacos ou palpites nas opiniões alheias. Como dizem os mais jovens, não ficam na deles! Gostam mesmo é de arruaça. Funcionam para o Observatório como clowns ou como “animadores de auditório” no melhor estilo Abelardo Barbosa. São rebarbativos. Vão e voltam a um mesmo artigo inúmeras vezes, como se o volume de vezes que se expressam e não o conteúdo do que dizem é o que importa. São os donos da razão, da ratio essendi, da verdade absoluta. Todo mundo percebe o quanto são intempestivos, autoritários, e bem assim as estultices que eles dizem. Mas estão certos em deixa-los sem resposta ou atenção. Afinal, o comportamento esquizofrênico de sobrepor a opinião própria sobre as demais a qualquer custo de repente pode ser contagioso
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 9/11/2009 às 4:36:46 PM
A pobreza no linguajar só perde para a indigência do raciocínio. "Dilminha 2010" diz o comentarista ... pobre Brasil , que tempos! que tristeza!
Eustaquio fernandes , BH-MG - prof
Enviado em 9/11/2009 às 4:35:33 PM
Ô João, quem precisa de deuses como Che, Mao, Fidel, Chaves, Stalin, Pol Pot e outros é a esquerda. Salvadores da pátria quem precisa é quem não acredita em sociedade civil e opinião pública pressionando. Cadê a esquerda que iria "rever as privatizações", "romper com o FMI", liquidar o neo-liberalismo? Ficou domada. Enquadrou-se. Graças a Deus. Não voto na "Dilmão" por temer recaída e por não acreditar nas credenciais democráticas dela, mas acho improvável que ela reverta a direitização do Lula (graças a Deus de novo). Se for para tocar o bonde assim, tudo bem! Não pode, por exemplo é aproximar-se do proto-ditador Hugo Chaves que quer mandar na Am. Latina e já prejudicou o Brasil muitas vezes.
João Amadeu Penteado , Recife-PE - mecânico
Enviado em 9/11/2009 às 3:15:10 PM
Engraçado mesmo é ver um amontoado de reacionários, de direitistas que se imaginam o the state of art em matéria de ideologia política, mas que nunca de nunca ouviram falar em Yoani não sei das quanta, mas que do dia para a noite resolveram eleva-la ao grau de divindade, de santidade! Yoani, minha Santa! Yoani minha deusa inspiradora! Yoani minha ídola! rsrsrs Não por acaso são os mesmos que até outro dia colocavam os boxeadores cubanos fujões ao nível de mártires, desciam o pau na Luiza Helena, na Marina Silva na Luiza Erundina, etc. São de um ridículo atroz, de uma pobreza de espírito de dar inveja a qualquer pobre diabo. Mas é a direita que temos e a quem devemos dar graças a Deus, pois desse jeito, nesse mar de flagrante incompetência e indigência de argumentos, é que Dilminha 2010 irá nadar de braçada.
eustáquio  fernandes , bh-MG - prof.
Enviado em 9/11/2009 às 9:55:44 AM
Ôh José Bueno, se ligar à extrema esquerda, assassina (de gente e de liberdade) pode? É ver os links daqueles sites que atacam YONI SANCHEZ e notaremos seus vínculos com partidos stalinistas, maoistas, chavistas, assassinistas e outros. O muro de berlim precisa cair para certas pessoas... Viva a liberdade de expressão e a liberdade de ir e vir!!!
Stanley Pontatlantica , São Paulo-SP - webwriter
Enviado em 8/11/2009 às 9:32:01 AM
Mal comparando: Yoani é a menina que depois de linchada moralmente foi expulsa da faculdade taliban e declarada culpada de seu linchamento. E Cuba é igualzinha ao Maranhão, depois da pancadaria no sindicato dos bancários durante o lançamento do livro Honoráveis Bandidos do Palmério Doria e Mylton Severiano, da persistente censura prévia ao estadão. Não vou comparar o bigodudo com el comandante porque o autor dos marimbondos bebados é muito mais maquiavélico.
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 8/11/2009 às 1:22:02 AM
O tempo passou na janela e só Carolina ( e Joel, João, Herman e Dante) não viu. Nada justifica um regime de partido único, de jornal único, de ditador eterno e único, de crítica zero, de liberdade de ir e vir zero, de economia falida (et pour cause ...) Viva Yoani ! receba virtualmente nossa solidariedade em sua luta. Viva Cuba (que um dia será livre dos ditadores e deste regime fracassado e opressor).
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 7/11/2009 às 5:49:13 PM
Ela (a tal blogueira) se passa por alemã assim como a tal Juanita (Castro?) se passou por agente da CIA!. É que o companheiro Fidel é muito canastrão para ser um di.ta.dor!. E guerrilheiro revolucionário de péssima qualidade foi mesmo o companheiro Che Guevera, né!. Deixar-se ser preso pelo exército boliviano, hein!. PS. Cuba é apenas o quintalzão da mansão do companheiro Fidel!. Trocaram Fulgêncio por Fidel!. E no que resultou de bom aos cubanos?!. Trocaram seis por meia dúzia!.
Joel Bueno e Silva , Brasília-DF - bancário
Enviado em 7/11/2009 às 11:07:44 AM
Faltou dizer algumas coisinhas. 1. De fato o blog da brava Yoani está hospedado em um provedor alemão - o "Cronos AG Ragensburg", que também hospeda páginas de extrema direita e neonazistas, razão por que já foi denunciado pelo Partido Verde de lá. 2. A heroina Yoani deve ser mais genial que o James Bond, para ir escondida até um hotel de luxo, usar a internet wi-fi cobrada em dólares e dar entrevista coletiva para a imprensa internacional, tudo sem a feroz ditadura cubana tomar conhecimento. 3. O blog da combativa Yoani tem, de fato, muita audiência e muitos comentários. Muitos desses comentários vêm de Cuba. É só ir no site para comprovar. Como é que esses cubanos todos, proibidos de acessar o blog da democrata Yoani, fazem comentários lá? 4. Compara a maior crise da história recente de Cuba, com a implosão da URSS, com os tempos de hoje, e ainda dizer que hoje está pior, é pura e simplesmente DESONESTIDADE INTELECTUAL. Qualquer turista despolitizado que vai a Cuba constata as MELHORAS. Há muitas razões para criticar o regime cubano. Não precisa mentir e se ligar à extrema direita.
João Humberto  Venturini , Piracicaba-SP - Biólogo
Enviado em 7/11/2009 às 1:44:23 AM
Acho q essa história de ela se disfarçar de turista alemã pra acessar a internet do hotel é meio furada. Se é ditadura e tem agentes da repressão q a seguem por toda a parte, então como ela conseguiria entrar no hotel sem q eles soubessem? Q raio de ditadura é essa? Ou será q eles só a seguem de vez em qdo? Ela é conhecida no mundo e principalmente pelas autoridades, então se é ditadura mesmo, ela não conseguiria fazer isso e estaria presa. Uma professora q tenho contato e não é simpatizante do regime foi para Cuba no final dos anos 90 e em2002. Ela passou 1 mês lá e disse q o país é pobre mesmo e falta muita coisa, mas a questão de educação e saúde ela disse ser bom mesmo. Ela visitou escolas e disse q embora não tivessem infra-estruturas modernas, todas as crianças estudavam, todos tinham uniforme e a disciplina era fantástica. Lá ela disse q as famílias tem os médicos q vão até as casas e fazem um trabalho muito bom. O problema é q a remuneração é baixa, mas o desenvolvimento da medicina lá é inegável. Acho q Cuba é um país simbólico no q restou do ranço da guerra fria. Ranço esse q a mídia ainda possui e se esforça pra mostrar a falta de liberdade de expressão naquele país, mas aqui fecham os olhos para a censura q ha por aqui. Se Yoani morasse aqui e fosse critica do governo Serra por exemplo, ela nem sequer seria ouvida por essa imprensa.
carolina porto , sao paulo-SP - antropologa
Enviado em 6/11/2009 às 10:01:58 PM
que vergonha ver alguem que já posou de esquerda escrevendo um texto odioso como esse. feito sob medida para agradar os donos do estadão. vai acabar conseguindo emprego de novo no jornal... para gente como eugêncio cuba é culpada inclusive pelo criminoso embargo a que é submetida. a dor dos palestinos, a miséria no mundo, cubanos presos nos eua, nada disso comove nosso autor. já o dramazinho de uma blogueira, que ganhou projeção por fazer o que outrros já fizeram, difamar cuba, o deixa pro-fun-da-men-te indignado. melhor seria se ficasse calado, eugênio!
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 6/11/2009 às 9:09:16 PM
Excelente artigo do prof. Bucci. Não há nenhuma justificativa moral para este impedimento de um cubano viajar para o exterior. Brava Yoani, perfeita a colocação: "Ela repudia os que lhe dizem que discordar do governo é trair a pátria." . Assim é por aqui também ... não se pode apontar erros deste governo lulo-petista-base alugada que logo vem os mesmos com a cantilena... PIG, etc, etc; ou então, que o partido de oposição fez pior, etc.
Herman  Fulfaro , Sorocaba-SP - taxidermista
Enviado em 6/11/2009 às 7:11:52 PM
A mim não importa e nem faz diferença o que essa senhora diz ou escreve. Aliás, para quem ela faz falta? Para a direita ou para a CIA? Ao que parece o mesmo aparato de reacionários que sempre deu corda em Juanita Castro agora resolveu botar pilha em Yoani Sánchez , a nova musa da oposição ao insuportável regime cubano... No entanto, quantos regimes autoritários de direita - opostos ao modelo cubano de “ditadura do proletariado” – não existem mundo afora, principalmente no Oriente Médio, onde a liberdade de expressão e tão ou mais restrita, e nem por isso a direita norte americana ou tupiniquim abre a boca para protestar?! Aliás, o simples fato dessa senhora manter um blog e editar livros com as críticas que julga pertinente fazer contra o regime e aqueles que dirigem a ilha é um bom indício de que a pobrezinha está sendo barbaramente oprimida, pero non mutcho...
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 6/11/2009 às 6:40:41 PM
Sim, o tal Israel é mesmo um país-satélite dos states (USA ou EEUU ou EUA) -Estados Unidos da América!. Mas, a tal Cuba também foi um país-satélite da então URSS-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas!.
Ney José  Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 6/11/2009 às 5:31:34 PM
Pô, se a tal Cuba pode "embargar" os seus cidadãos (e as suas cidadãs) por que os tais Estados Unidos da América não pode "embargar" a tal Cuba?!. E olha que para os "revolucionários de esquerda" a (liberdade) dos cidadãos e das cidadãs é mais importante do que os produtos e as mercadorias!. Importados!.
Zé da Silva Brasileiro , Belo Horizonte-MG - Bancário Aposentado
Enviado em 6/11/2009 às 4:16:37 PM
Para o mal ou para o bem a pequena ilha caribenha tem uma desproporcional presença midiática. Defensores ferrenhos e críticos ardorosos sempre estão nos informando sobre o que lá acontece. De Cuba, conhecemos os políticos, os intelectuais, os desportistas, os artistas e agora até os blogueiros. Do restante da América Central, por outro lado, nada sabemos? Nenhum elogio. Nenhuma crítica. É como se não existissem. Como vivem os habitantes destes países? Existem blogueiros? Por que esses países não existem para a mídia brasileira? Sabemos que muitos cubanos fogem para os Estados Unidos. Existem casos de fugas de cubanos para esses países? São informações importantes para situarmos Cuba dentro da realidade da América Central.
Dante Caleffi su , Rio de Janeiro-RJ - Publicitário Rio
Enviado em 6/11/2009 às 3:47:11 PM
Imagine Israel sem o subsidio dos EUA,como enfrentaria seus vizinho-desafetos? Criação estratégica oriunda diretamente da "guerra-fria" é um porta-aviões encalhado no deserto,vigiando a riqueza tão cobiçada e inalienável dos patronos da "única democracia " do oriente médio. Cuba, é mais resultado de sua proximidade com o gigante americano do que sua altivez político-ideológica. Só observar o México,e ao que ficou reduzido:70 anos de ditadura do PRI e nem por isso seu vizinho de fronteira lhe apontou canhões,nem fez sobrevoos provocativos, tampouco tentou invadir-lhe o território,muito menos lhe impôs boicote econômico.Hoje,produz para o grande viciado do norte que consome "alcalóide"em quantidades industriais e em troca, se desfaz como nação. Cuba é caso único na história moderna. Minúscula ilha que desafia o gigante continental,há 50 anos. Deveria ser motivo de orgulho e exemplo para as nações, que procuram reencontrar-se com sua dignidade perdida, em algum momento da história.
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Eugênio Bucci

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