ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 349 - 17/11/2009
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JÔ SOARES & JOSÉ DIRCEU
A confissão à luz da análise do discurso

Por Luiz Horacio de Almeida Geribello em 4/10/2005

Depois de assistir ao Programa do Jô de quarta-feira (26/9), resolvi tomar partido do deputado José Dirceu. Acho que não está certo o que o programa está fazendo com o PT, com o governo do presidente Lula e com o deputado e ex-ministro José Dirceu, expondo de modo negativo e unilateral toda a crise política, e não discutindo as causas essenciais da crise, ou seja, a disputa política, ideológica e eleitoral que cada vez mais assume a orientação central das disputas. Mas esta é outra conversa. Vamos ao ponto em questão, a análise lingüística e discursiva da citação feita no programa de quarta-feira, amplamente explorada na televisão, e que partiu da seguinte declaração, não sei se exatamente essa, mas nesses termos:

Deputado José Dirceu: "Estou cada vez mais convencido de minha inocência".

O apresentador se equivocou ao deixar transparecer que essa dúvida do deputado José Dirceu se refere ao episódio dos empréstimos de Marcos Valério, de tecnologia criada pelo PSDB, usados irregularmente por Delúbio Soares para quitar dívidas de campanha de vários deputados e alguns partidos.

A culpa e a responsabilidade que o deputado José Dirceu examina, em sua autocrítica, é se ele poderia sido o culpado por esse esquema, mesmo sem ter participado dele, justamente pelo fato de que Jô e as jornalistas alegaram, de que Dirceu seria o "comandante" do PT. Acredite Jô Soares, isto é um sinal de humildade e de honestidade de José Dirceu, e não uma confissão de culpa. Ele mesmo questionou sua responsabilidade, colocou-a em dúvida, e disse que a assumiria, se tivesse alguma culpa direta naqueles fatos. Mas, depois de acompanhar todos os acontecimentos, de ter lido dezenas de vezes os depoimentos, de ter refletido e observado a reação da mídia, do meio político e da sociedade, ele de fato assumiu certa responsabilidade, que nada tem a ver com a utilização de caixa 2 pelo PT, mas, sim, diz respeito à responsabilidade anterior, na época em que ele presidiu o partido e, em conjunto com todas as lideranças e instâncias do partido, criou as estratégias de governo e de alianças políticas.

Convicção crescente

Porém, diante do gigantesco peso que recaiu sobre ele, o deputado José Dirceu colocou a si mesmo em dúvida. Nessa declaração, especificamente, a marcação do enunciado é uma afirmativa de que ele, primeiro, se colocou eqüidistante do cenário, depois, fez e está fazendo a sua avaliação, e agora, considerando melhor os fatos, está se convencendo de que não cabe a ele assumir essa enorme carga perante a mídia, o meio político e a sociedade. Conhecendo melhor os fatos, que ele também desconhecia, pôde julgar melhor a sua participação no episódio que envolveu Roberto Jefferson, Delúbio Soares e Marcos Valério. Pois só então pôde medi-los, compará-los e contrapor suas decisões e as conseqüências que elas tiveram ou não tiveram.

Portanto, de fato o apresentador tem razão, mas apenas em metade da idéia. Na outra metade e no resultado final a conclusão dele está errada, sinto dizer. Como pesquisador de análise de discurso e lingüística, ainda que não seja um grande especialista, tenho conhecimentos suficientes para afirmar que, quando alguém diz estar acreditando cada vez mais em sua inocência, isso estabelece uma correspondência direta com o que a gente chama nessas disciplinas de "pressuposto". Mas o pressuposto aqui não é necessariamente a assunção de culpa. Se considerarmos então o contexto mais amplo dessas "situações produtivas", das "enunciações" transmitidas, pode-se afirmar que de modo algum o conteúdo semântico de "antes não estar convencido de sua inocência" dialoga com as irregularidades cometidas no PT, após a sua saída da diretoria.

Mas dialoga com o fortalecimento de sua convicção crescente, de que realmente não deveria ser apontado como responsável por esses acontecimentos. E realmente essa progressão discursiva, indicada pelo uso de "cada vez mais", indica estarem, o avanço das investigações e das confrontações políticas em que o deputado está se envolvendo, nas formalidades cumpridas em sua defesa, fortalecendo essa convicção. Ou seja, mesmo se sentido um pouco culpado, ele esclareceu para si mesmo a sua responsabilidade, e nesse exame cuidou de ver se existia uma relação lógica ou necessária entre as suas gestões anteriores no partido e a atitude que Delúbio Soares tomou. Devemos nos ater aos fatos, não é mesmo? E é isso que os fatos indicam, independentemente de nossos desejos ou do que se gostaria de acreditar. Quando alguém não se conforma com a materialidade dos fatos, fazer o quê?

Nos limites da normalidade

Por isso acho que Jô, pela responsabilidade, pela imagem, de tantos anos conversando com políticos, em momentos importantes, pela grande habilidade comunicacional, representatividade e importância para a cultura brasileira, deve esse esclarecimento ao público: o conteúdo semântico da dúvida do ex-ministro naquela frase não é o que o apresentador e as jornalistas indicaram. Refere-se justamente ao passado de José Dirceu e às gestões dele no partido. Ele ponderou, para saber se tinham conexão com os fatos atuais. E concluiu ("está concluindo cada vez mais") que não – após estudar os fatos e considerar todas as hipóteses, durante um bom tempo.

Essa explicação deveria ser dada para confirmar o espírito democrático do apresentador, para não prejudicar José Dirceu, que está sendo injustamente perseguido, e para não prejudicar a democracia brasileira, patrimônio coletivo do Brasil. Há muita coisa em jogo neste momento, e somente o processo democrático pode equacionar adequadamente a enorme complexidade dos desafios do país.

O fato é que o deputado José Dirceu precisava de mais dados para tirar suas próprias conclusões, e que ele mesmo não se inocentou antes da hora. Além disso, José Dirceu está assumindo, sim, sua parcela de culpa, só que ela não diz respeito às atitudes de irregularidades partidárias. Ele se atribui culpa, e a estende a todas as lideranças do PT, porque reconhece outros erros, de planejamento estratégico, na formulação dos projetos e programas partidários, que nada têm a ver com Marcos Valério e Delúbio Soares. Mas não são erros de ilícitos, são erros comuns de gestão, em toda e qualquer instituição. Não estão além dos limites da normalidade. É isso que ele tem dito.

Conflito aberto

Mudar esses sentidos seria manipular de modo malicioso as informações. No episódio em questão, A postura dele é totalmente oposta à proximidade com os fatos. É o contrário. José Dirceu diz que lamenta não ter participado mais da vida do partido, depois de ter ido para o governo, pois talvez pudesse ter evitado que o episódio Marcos Valério e Delúbio Soares acontecesse. E, contrariando o que o programa tem dito, ele está sim dando todas as explicações à sociedade, só não vê quem não quer, ou quem se recusa a ver o que é óbvio. Mas não se pode obrigá-lo a ir ao Programa do Jô, nem usar a exposição agressiva contra ele para fazer barganha com a decisão tomada livremente.

Agora, Jô Soares é um homem experiente em seu trabalho. Não pode alegar ingenuidade diante do conflito político e de interesses que se estabeleceu entre o governo de bases populares do presidente Lula e as forças políticas ligadas às classes sociais mais privilegiadas. Ainda mais diante da sucessão presidencial de 2006, que tinha o PT como partido imbatível, antes que a crise política real passasse a ser explorada de modo astucioso pelos opositores do governo. E é nesse ponto que o deputado José Dirceu diz que está sofrendo uma clara perseguição política, justamente por ter sido o principal coordenador das políticas de governo.

Ademais, existe um conflito de interesses aberto entre a Rede Globo e José Dirceu. Este acusou veículos da mídia de estarem se comportando neste momento da vida nacional como verdadeiros partidos políticos, em disputa aberta pelo poder, portanto, sem o necessário distanciamento e a isenção que devem orientar o trabalho de comunicação social. Eu e provavelmente milhões de pessoas endossam totalmente essa visão. A Rede Globo está se envolvendo demais em política partidária, no caso, tomando partido ideológico, como se fosse uma espécie de tutora auto-proclamada da sociedade brasileira.

Autocrítica e recuo

O papel dela não deve ser este. Na semana passada, o artigo de Marilena Chaui explicou muito bem esse comportamento atual da mídia, querendo obrigá-la a falar ou usando a imagem dela em suas matérias, para dizer que então nem era preciso escutá-la. Esse monólogo unilateral da mídia também está presente no Programa do Jô. A reunião das quartas-feiras é um tribunal de exceção, pois não há a presença equivalente do ponto de vista contrário ao que as debatedoras dizem. Por isso, a própria mediação adquire um tom tendencioso e até agressivo. Vira um bombardeio puro e simples, sem qualquer resposta. É um espetáculo deprimente do ponto de vista da democracia brasileira, e da luta que a sociedade brasileira precisou travar para vencer o autoritarismo e o arbítrio. O debate da crise precisa de uma orientação mais séria. Não pode obedecer à estrutura de um show de denúncias e acusações unilaterais.

Seria muita ingenuidade do deputado José Dirceu aceitar ir ao programa no calor desses acontecimentos. Primeiro, a linguagem de análise é puramente informativa, e não especializada (personalidades imparciais reconhecidas). Fica o dito pelo não dito. Depois, reina a campanha do "tem que ser cassado", inclusive na emissora. As linhas editoriais hostis ao deputado têm sustentado o clima de que as denúncias são verdades comprovadas e incontestáveis, e que a imagem de José Dirceu deve ser obrigatoriamente maculada. Há uma orquestração de temas tentando incriminá-lo em alguma coisa. Terceiro, a contínua execração pública a priori e unilateral faz com que seja imprevisível a reação do auditório convidado. Qualquer manifestação mesmo isolada de algum "tucano" paulistano já funcionaria como arapuca, como um endosso para o "tem que ser cassado", para a condenação prévia.

E, acima de tudo, elevando bastante o nível, agora, acredito que o maior interesse tanto da parte do apresentador quanto da parte de José Dirceu seria o de oferecer um programa digno, à altura dos dois, que restabelecesse a justiça e a democracia. Por isso, mais uma vez, foram lamentáveis os comentários no programa de quarta-feira 28 de setembro de 2005. Faço votos de que a Rede Globo e o Programa do Jô, e ele próprio, saibam também fazer a sua autocrítica e recuar desses ataques injustificados.

Comentários (10)
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Fernando Menezes , Boa Vista-RR - Médico
Enviado em 17/12/2005 às 1:37:22 AM
Este governo até que tentou! Campanhas como o "melhor do Brasil são os brasileiros", tentou mas não conseguiu melhorar uma cultura de "pensamento pequeno" que assola o país. No Brasil até o que é obvio, vamos acabar com a fome, é criticado. Ninguem ajuda nada, somente critica. Dizer eu não disse ou eu falei que não ia dar certo é o esporte preferido de uma parcela intelectualizada (?) da população. Os preconceitos, então, são interessantes, operário não pode ser presidente porque não estudou (!?). Como professor universitário e ex-ocupante de cargo de direção em universidade, digo: o governo dos "gênios da intelectualidade" Fernando Henrique Cardoso e Paulo Renato foram um fiasco. Mas ninguém nunca viu uma campanha contra eles como esta que a imprensa agora (?) faz. Lula não pode ganhar, isto foi decidido ainda no final da campanha passada. Ele poderá ser presidente, mas, contemos com os brasileiros (pessimistas/com mentalidade tacanha) para de forma "ordenada" desmoraliza-lo. Vamos a todo custo evitar um segundo mandato. Não vamos nos lembrar de quem comprou votos para tal no governo passado. Com a benevolencia detes grandes formadores de opinião. O programa do Jô enquadra-se no que há de pior na atualidade, é debochado, amoral e antiético. O pior achamos engraçado. O grande irmão não faria melhor.
Joaquim Neiva , Cachoeiro de Itapemirim-ES - empresário
Enviado em 14/10/2005 às 9:15:34 AM
Lamentavelmente, Jô Soares, que ultimamente se mostrava um humorista amadurecido, inteligente e crítico, retrocedeu aos velhos tempos da chanchada. Só que desta vez mais pretenciosa que galhofeira. Tenho menos medo de que tudo acabe em pizza que em pastelão.
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - técnico da Receita Federal
Enviado em 7/10/2005 às 12:27:35 AM
O texto de Luiz Horácio de Almeida Geribello, para mim, é perfeito, ao comparar o programa do Jô a um tribunal de exceção. Eu diria que não só às quartas-feiras, mas sempre que Jô Soares se refere a política. O antipetismo dele é evidente. Quando Fernando Henrique era presidente, Jô Soares entrevistou Juca Chaves e protagonizou um momento deprimente: primeiro, quando Juca Chaves dizia que em seu novo show fazia várias piadas com Fernando Henrique, Jô o admoestou, dizendo que achava que o presidente não devia ser motivo de piadas. Depois, quando Juca Chaves começou a cantar uma música em que chamava o Brasil de "país Tiazinha", porque tinha um bundão na presidência (em referência à personagem de Suzana Alves, a Tiazinha do programa de Luciano Hulk), Jô Soares ficou fazendo gestos veementes de que não concordava com o que Juca Chaves dizia, constrangendo o humorista de tal forma, que ele parou de cantar. Jô Soares está se mostrando uma anti-petista fanático. Dois exemplos disso, em programas dele de quartas-feiras (dia do tribunal de exceção): num, Jô Soares levantou a suposição de que o dinheiro roubado do Banco Central de Fortaleza (quase 165 milhões de reais) poderia ser obra do PT, para tapar o rombo das contas de Marcos Valério, já que o PT dificilmente poderia justificar a origem do dinheiro do Caixa 2; noutro, agora, dia 5/10, Jô Soares, justificando por que votaria "não" no plebiscito do dia 23, disse que faria isso porque o PT bem poderia estar querendo desarmar o Brasil como forma de facilitar o projeto do partido de ficar 20 anos no poder, insinuando, assim, que Lula estaria preparando um golpe de Estado.
Francisco das Chagas Alves , Paulista-PE - comerciante
Enviado em 6/10/2005 às 11:06:46 AM
Até que enfim leio a expressão do meu pensamento! Especificamente no que se refere ao deputado José Dirceu e também na postura adotada pelo apresentador Jô Soares no tratamento da crise política atual. A mim parece que, vislumbrando a repetição do que aconteceu com Collor (como, de resto, boa parte da imprensa), Jô apressou-se em tomar posição de destaque entre os formadores da opinião pública a respeito do assunto. E como se acha do "lado do bem", perdeu a condição de mediador, influindo na escolha dos convidados (tem que ser de preferência contra com o governo) e até na condução de suas opiniões (muitas vezes corrigindo as falas).
José Paulo Badaró , Granja Vianna-SP - advogado
Enviado em 5/10/2005 às 9:23:59 PM

Não tenho grande afinidade ou admiração pelo Sr. José Dirceu, meu contemporâneo na Faculdade Paulista de Direito, mas a sua análise no caso é perfeita. Há mais de dois meses o apresentador Jô Soares o agride abertamente, sem jamais deixar de dizer, claro, que o espaço está aberto para quando ele quiser ir lá. Ora, eu desço o cacete em você todo santo dia na padaria, na farmácia, na feira, na borracharia, na vizinhança em geral, deixando mais do que claro que não quero ver a sua cara na minha frente, mas, ao mesmo tempo, como um perfeito tartufo, viro pra todo mundo e digo: Tá vendo? Eu já convidei esse sujeito um monte de vezes para vir a minha casa e o safado não vem. Viu como ele tem o rabo preso?

Tenho certeza de que o Sr. Zé Dirceu não se furtaria a comparecer a um programa de nível, do tipo Roda Viva, onde não se sujeitaria a apenas um, mas a vários interrogadores. Acho que o Dirceu faz muitíssimo bem em não ir ao programa, que ultimamente, e mais do que nunca, tem tido recaídas homéricas... Pelo menos em duas oportunidades eu o peguei tecendo rasgados elogios ao delirante e febril Sr. Diogo Mainardi, com quem a cara da Veja cada dia que passa mais e mais se assemelha...

Renato Godinho , Joinville-SC - fiscal municipal
Enviado em 5/10/2005 às 6:59:42 PM
Que bom que eu não perco meu tempo assistindo a isto, melhor dormir cedo. Muito irônico o Sr. Luiz Geribello quando considera Jô Soares um apresentador sério, esse ex-humorista ruim foi entronado como intelectual diante do incauto telespectador, assim como Arnaldo Jabor, ex-cineasta péssimo, com a dura missão de mentirem descaradamente e parecerem pessoas de bem, cultas e donas da verdade. Ainda bem que o professor Geribello assistiu e, tão bem, deu-nos seu testemunho.
Odorico Carvalho , Picos-PI - jornalista
Enviado em 5/10/2005 às 11:21:35 AM
Ufa! Pensei que só eu estava vendo a parcialidade descarada naquele espetáculo mambembe promovido pelo Jô Soares e suas partners. O que se faz ali é um acinte à inteligência dos brasileiros, uma hora de malhação desmedida, sem contato com a razão e sem qualquer direito ao contraditório. A desconstrução da figura histórica do Zé Dirceu interessa a quem? É lamentável que uma emissora que já teve seus repórteres atacados nas ruas, que viu a casa do senhor Roberto Marinho ser atingida, ainda assim volta a cometer os mesmos erros, com esse jornalismo sectário e maldoso.
Kyoko Yamashita , Porto Alegre-RS - desenhista
Enviado em 5/10/2005 às 12:31:32 AM
Embora não tenha assistido ao programa em questão, gostaria de manifestar minha empatia com o texto. Na ocasião do último depoimento do José Dirceu na CPI, tive certa convicção de que seu depoimento estritamente racional era mais digno de credibilidade do que o coro maniqueísta da grande parte da imprensa e até do próprio partido. Sempre fui simpatizante do partido, mas penso que nenhuma ideologia seria capaz de me fazer ignorar a natureza humana. Sempre analiso os fatos como ações humanamente possíveis em meio a determinada circunstância.
Alcindo Dalcin , Santa Rosa-RS - professor
Enviado em 4/10/2005 às 11:03:27 PM
Lamentavelmente, o Jô "pisou na bola". Infelizmente, um profissional e comunicador como ele, com larga trajetória, poderia ser bem mais isento e dar mais oportunidade para que telespectadores e ouvintes fizessem seus juízos. Como disse o autor do texto, o programa das quartas-feiras é um verdadeiro tribunal inquisitório, teatral e, infelizmente, colocando a mulher neste papel de "inquisidora", quando historicamente, ela foi vítima e ainda o é de uma "coisificação", ou seja, ela só é usada pelos meios de comunicação. Um baita abraço desde a fronteira daqui do Rio Grande do Sul.
Clovis Checchia Junior , Campinas-SP - webdesigner
Enviado em 4/10/2005 às 3:46:04 PM
Deputado José Dirceu: "Estou cada vez mais convencido de minha inocência". E eu ainda acredito em Papai Noel. Só mesmo se pararmos de dar risada e começarmos a chorar pra ver se as pessoas começam a entender o que está acontecendo. Um cara que é presidente, assina um documento e se diz inocente? Pera aí!! "Quando alguém não se conforma com a materialidade dos fatos, fazer o quê?" Como foi bem dito, com a materialidade, ou seja, tem provas do erro e mesmo assim quer ser inocente? Continuem votando neles então, e deixem o PT continuar a vetar a quebra do sigilo bancário das contas da Previdência, a chamar a prostituição infantil de pouca coisa, a salvar a Marta Suplicy de ir para a cadeia, com medidas provisórias retroativas. Pra frente Brasil! Que atrás tem gente, morrendo atropelada por causa disso.
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