ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 381 - 24/11/2009
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OS SENHORES DA ABRIL
Atire antes, pergunte depois

Por Gilson Caroni Filho em 16/5/2006

Há algum tempo, mais precisamente na edição de 19/3/2003, definimos Veja como "publicação que negligencia apuração factual para reiterar uma petição de alinhamento incondicional" [ver "O sangue seco de Veja"]. Indagávamos: um veículo que "editorializa reportagens, oculta fatos, distorce dados, sempre na defesa canina dos donos do poder podia ser chamado de produto jornalístico?".

Passados pouco mais de três anos, a revista não só mantém as características ressaltadas como consegue aprofundá-las sem qualquer constrangimento. Veja não tem limites. Para os senhores da Abril, pirâmide invertida não é técnica de redação, mas posicionamento editorial. O vértice, lado mais fino, menos relevante, não é fim de texto. É o local destinado à ética, ao compromisso com a informação conseqüente.

Nesta semana, a revista [edição nº 1956, de 17/5/2006] publicou reportagem afirmando que o presidente Lula e outras lideranças petistas teriam contas bancárias em paraísos fiscais. Atribuindo a informação ao banqueiro Daniel Dantas, a reportagem, assinada por Márcio Aith, é um primor de paradoxos lógicos em parágrafos seguidos. Reforça a impressão de que a atual crise, com os préstimos de parcela expressiva da mídia, só acabará com a derrota ou o impeachment de Lula. E para isso todos os recursos são válidos. Até publicar denúncias sem o mínimo de apuração.

Mesmo admitindo não saber se é autêntica, a revista não hesita em publicar uma lista com supostos depósitos do presidente e de outros políticos petistas. Veja teima em ignorar fronteiras entre fatos e versões inconsistentes. O encadeamento de alguns trechos da matéria denota pouco apreço pela inteligência do leitor. O que importa é continuar tentando colonizar o imaginário de frações da classe média e municiar os aliados políticos de sempre. O multicolorido pasquim da direita sequer se preocupa com o acabamento do produto. O fundamental é colocar o bloco na rua.

Detalhe secundário

Há linhas que valem mais do que mil editoriais. São as que revelam os objetivos de um texto e o descompromisso com a informação divulgada. Não comportam normas prescritas em códigos de ética, seguem tão-somente a lógica da promoção de eventos. Algo do tipo "domingo é dia de botar fogo no circo, espetacularizar a crise e colher o frutos ao longo da semana". Lógico, para tal empreitada contam com o apoio logístico de outros meios de comunicação, além da acolhida "bem-humorada" de alguns jornalistas-blogueiros.

Vejamos o parágrafo abaixo. Nada poderia ser mais auto-explicativo. Observemos como os fins justificam os meios para o panfleto dos Civita.

"Se pelo menos uma parte desse material for verdadeira, o governo Lula estará a caminho da desintegração. Isso, é claro, se o Brasil ainda mantiver as aspirações a se tornar um país sério. Se o material for fruto de falsificação, Dantas vai afundar-se ainda mais na confusão policial na qual se meteu desde que contratou a Kroll para montar dossiês de seus adversários dentro do governo. Em entrevista ao colunista Diogo Mainardi, o banqueiro dá uma idéia do que tem em mãos. Seu arsenal é maior".

É assim, sem subterfúgios, que a revista de maior circulação nacional se jacta de produzir reportagens de qualidade. Pela lógica do baronato, se pelo menos uma parte dessa matéria for verdadeira, Veja terá ajudado o Brasil a se tornar um país sério. Caso contrário, a fonte é que terá de arcar com as conseqüências, porque a Abril não apura o que merece chamada de capa.

É o equivalente jornalístico da máxima policial "atire antes, pergunte depois". A vítima, a verdade factual, é detalhe secundário quando se trata de ação entre amigos. Não está em discussão se os Civita e Dantas se merecem, mas se uma sociedade que almeja ser democrática pode ficar à mercê das falcatruas de ambos.

O móbil da matéria

Os trechos reproduzidos mostram como se dão os arranjos no andar de cima. Os critérios de publicação e os cálculos para divulgação de material fraudulento demonstram o lugar da revista na luta político-partidária. A publicação faz análise de conjuntura à luz de seu engajamento. Se fosse possível um entretitulo para o que se segue, certamente um "Às favas todos os escrúpulos" não trairia o conteúdo.

"Por todos os meios legais, Veja tentou confirmar a veracidade do material entregue por Manzano. Submetido a uma perícia contratada pela revista, o material apresentou inúmeras inconsistências, mas nenhuma suficientemente forte para eliminar completamente a possibilidade de os papéis conterem dados verídicos. Diante de tal indefinição, e tendo em vista que o nome de Dantas voltou a aparecer na CPI, Veja decidiu quebrar o acordo feito com o banqueiro do Opportunity e Manzano. O compromisso inicial era preservar o nome de ambos, caso se pudesse comprovar a veracidade das contas. Nada mais justo: a revelação seria um serviço prestado ao Brasil, uma vez que levaria grandes nomes da República a ter de explicar a origem do dinheiro depositado no exterior. Revelar agora que Dantas – e, por tabela, Manzano – está por trás de uma lista em que o presidente Lula aparece como dono de uma conta num paraíso fiscal viabilizará, acredita Veja, que investigações oficiais sejam abertas".

Certamente não fugiu ao leitor o móbil da matéria, segundo palavras extraídas do próprio texto. O governo Lula estará a caminho da desintegração por um serviço prestado. Exagerará o presidente ao afirmar que não pode considerar isso jornalismo? Segundo ele "o jornalista que escreve uma matéria daquela poderia dizer que é bandido, mau-caráter, malfeitor, mentiroso".

Matéria sem fundos

O diretor de redação, Eurípides Alcântara, distribuiu nota em resposta às críticas de Lula. Nela, afirma:

"O presidente Lula não leu e não gostou do que não leu. Ainda assim reagiu intempestivamente à reportagem de Veja. Insultou jornalistas e a publicação, uma atitude imprópria para um presidente da República. É imperioso ler antes de criticar".

Tem razão. Mas talvez fosse interessante o editor ouvir o que sua fonte, o banqueiro Daniel Dantas, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo:

"A minha sensação é de que havia, sim, corrupção no governo, mas os dados das contas não tinham nada a ver com a disputa societária [na Brasil Telecom]. Na verdade não tenho a menor idéia se existem essas contas ou não. Veja mente quando diz que tinha um compromisso comigo para preservar meu nome como fonte, caso essas contas fossem verdadeiras. Isso nunca existiu".

Em resumo, o Opportunity afirma que a revista emitiu uma "matéria sem fundos". Mais imperioso ainda, repetimos, seria averiguar antes de publicar. Concluindo, o jornalista da Abril é categórico:

"Veja reafirma seu compromisso com os leitores e com o Brasil de prosseguir em sua tarefa de fiscalizar o poder em todas as suas esferas, a fim de impedir que ‘sofisticadas organizações criminosas’, para usar das palavras do procurador-geral da República, continuem a corroer a democracia brasileira".

Quem vai apurar?

Interessante. Mas se a mídia fiscalizasse mídia, talvez outras sofisticadas organizações jornalísticas operassem com maior transparência. Há pouco tempo, Renato Rovai publicou na revista Fórum:

"Os laços entre os Civita e a família tucano-pefelê são sanguíneos e os interesses comerciais comuns. O atual vice-presidente de Finanças do grupo Abril foi presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo FHC. Emílio Carrazai ficou na CEF até 2002. De lá saiu para ajudar a Abril a enfrentar a campanha presidencial vindoura. Deixou a presidência de um banco público para dirigir o caixa de uma revista de banca.

"Há outros irmãos de sangue tucano-pefelê na turma dos Civita. Claudia Costin, secretária de Cultura do governo Alckmin até maio deste ano, é a vice-presidente da Fundação Victor Civita. Costin foi também ministra de Administração Federal e Reforma do Estado nos tempos FHC. Lembram-se da reforma de Estado na era FHC?"

Se pelo menos parte do texto acima for verdadeiro, algo de muito podre estará a caminho da desintegração no imaginário da classe média. E não se tratará de um governo. Quem vai apurar?

Comentários (125)
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Lucio Rodrigues Lemos , São Paulo-SP - Administrados
Enviado em 22/5/2006 às 5:53:39 PM
Foi difícil e deprimente, ter que acompanhar anualmente o processo de escolha e a chegada de jovens vindos das melhores universidades do país, com todo aquele alvoroço e num frisson danado por terem sido aprovados no Curso Abril de Jornalismo. E é duro saber que, passado alguns anos, as vezes meses, estariam sentados nas cadeiras de antigos e bons jornalistas.
Fernando Braga , São Paulo-RJ - estudante
Enviado em 22/5/2006 às 4:13:18 PM
Sem trocadilho. Veja é um pf (prato feito) para a PF (polícia federal)
Carlos Eduaro Marcondes , Rio de Janeiro-RJ - advogado
Enviado em 22/5/2006 às 4:09:08 PM
O grande problema de Veja é que ela, agora, está condenada a manter a linha editorial. Como alguém comentou abaixo, é claro o risco de redução do número de vendas e assinaturas. Ora, resta saber quem está financiando a revista. Não é bom para o país Cisneros ditar as regras editoriais de uma publicação
Geórgia Costa , São Paulo-SP - Física
Enviado em 21/5/2006 às 6:09:40 PM
A imprensa marrom, da qual veja é digna representante, não tem lugar em país democrático. As manifestações de hoje foram um fiasco. O golpismo já não tem lugar nesse país. Aos poucos seus articuladores estão batendo em retirada.
vilmar viana domingues domingues , guanambi-BA - comerciante
Enviado em 21/5/2006 às 3:42:42 PM
eu fui assinante de veja, por muitos anos, masdepois que eu descobri a ligação de veja com o que ha de mais nefasto a vida nacional, como são esses grupos que foram encastelados no poder durante o governo fhc/pfl, eu nao tive duvida, deixei de ler a dita publicação. Temos que repensar o papel da imprensa e a chamada liberdade de imprensa. Porque não é justo que determinados tipos de imprensa, com é o caso de veja, usem essa liberdade para difamar a vida alheia, é não se olha para dentro do seu ventre onde estão as verdadeiras podridão que enlameiam a vida dessa nação. Não é senhores CIVITA...
Silvio Leite , São Paulo-SP - Consultor
Enviado em 21/5/2006 às 10:46:48 AM
Fórmula para o sucesso midiático: Meta = Lucro. Formação do Lucro = mão-de-obra barata (pseudo-jornalistas mainardistas) + matérias sensacionalistas, sem critérios de pesquisa e fundamentação + anunciantes de produtos fúteis + bom relacionamento com políticos / empresários + consumidores portadores da síndrome da alienação. Obs: não estou querendo afirmar que haja alguma relação com "OLHE", imagine.....
Deborah Marcelli , Rio de Janeiro-RJ - Bacharelanda em jornalismo
Enviado em 20/5/2006 às 10:26:26 PM
Quando Veja foi uma grande revista, como dizem, eu era muito pequena. Desde que me tornei leitora, ela sempre jogou pesado contra tudo que há de progressista. Até hoje me lembro de uma capa criminosa contra o Stédile. Veja não é uma revista, é um partido de extrema-direita
Norelly Mattos de Lima , Curitiba-PR - Administrador
Enviado em 20/5/2006 às 10:20:18 PM
Excepcional. Precisamos de mais relexões assim. Ironicamente devemos à Veja uma análise tão primorosa sobre a imprensa de Pindorama
Izabel Buarque Meirelles , Rio de Janeiro-RJ - Gerente editorial
Enviado em 20/5/2006 às 5:34:10 PM
Vejam como a relação com políticos acaba por desmoralizar a imprensa. 1) IstoÈ perdeu toda a credibilidade ao publicar aquela pesquisa sem os resultados do segundo turno. Deveria ter entrado em greve de fome junto com garotinho. 2) Época até agora está precisando de um caseiro para reparar o papelão que fez ao quebrar o sigilo de Francenildo. 3) Veja- desde o primeiro governo de FHC é uma caricatura de revista. É por essas e outras que estou deixando de ler jornais e revistas. Basta uma olhadinha na Internet para ver que o facciosimo continua dominando. É golpismo midiático sim. Claro que a mídia sempre tentará desqualificar os argumentos de quem a denuncia. O OI é uma das ilhas de qualidade que ainda existem. Por isso reservo meus sábados para a leitura de um site que tem dez anos de boas análises.
Cristina Glycério Marques , São Paulo-SP - Psicóloga
Enviado em 20/5/2006 às 5:11:53 PM
Como é ridícula a claque dos leitores da Veja. Como são despolitizados nossos paulistanos da Daslu, Apenas repetem o discurso convencional contra o Lula e PT. São papagaios de pirata. Apenas reproduzem o que Dioguito escreve. Que tal começar a pensar com a própria cabeça? Tentem a partir deste artigo e o do Dines.
Clarissa Chechinel , Florianópolis-SC - estudante de história
Enviado em 20/5/2006 às 5:01:44 PM
Muita oportuna a publicação deste artigo. Os antilulistas precisam entender que não será com jogadas antidemocráticas que impedirão sua reeleição. Será que as pessoas não percebem que a parcialidade da Veja acabará fazendo com que ela patrocine passeatas contra o nosso presidente? Podem chorar à vontade, mas eu gostaria que me dissessem um governo que foi melhor que esse. JK? Não era o que diziam as "Vejas" da época? Getúlio? As "Vejas" só sosegaram com o suicídio. Jango? As "Vejas" fizeram o que puderam para depô-lo. Sobrou a ditadura. Acho que os defensores de Veja acham que foi um período interessante.
josé adailton ribeiro , matão-SP - aposentado
Enviado em 20/5/2006 às 4:04:13 PM
Senhores, a democracia no Brasil é fato.As mazelas do atual governo sendo expostas à opinião pública é uma prova inconteste.Um dia talvez, aprimoraremos nossos comportamentos éticos .Não vejo no presente , na imprensa, credibilidade na esquerda e nem na direita.Jornalistas e intelectuais da esquerda estão no Olimpo juntos, como "petistas impolutos", imunes a qualquer censura à sua conduta crítica.
Beatriz Amorim Gonsaga , Campinas-SP - Estudante de jornalismo e bancária
Enviado em 20/5/2006 às 3:40:46 PM
A Veja está totalmente desmoralizada. Se ela disser que Einstein criou a teoria da relatividade, tal informação terá que ser reavaliada. O que ela publica tem que ser checado depois. Xô, lixo!
Fabiano Duarte Pereira , São Paulo-SP - Amnistrador
Enviado em 20/5/2006 às 3:11:20 PM
O pior é que fui assinante da revista Veja por um bom tempo. Era o tempo em que ela tinha Millôr na sua melhor fase. Depois veio Jô Soares e a coisa já estava meio sem graça.Em seguida puseram um tal de Arc, marciano, que não conseguia fazer uma tirada engraçada. Perderam o humor. Agora com Mainnard, os caras perderam a ética e a credibilidade. Mainardi não é um colaborador da Veja. Ele é a própria. A falta de cultura que mistura presunção e falsa cultura. Pobre imprensa brasileira................
Gilson Raslan , Jaru-RO - Advogado
Enviado em 20/5/2006 às 2:55:28 PM

A revista VEJA é mesmo intrigante e deixa as pessoas curiosas com suas afirmações. Se o propalado encontro do Ministro da Justiça com o banqueiro trambiqueiro Daniel Dantas foi secreto, como a Veja sabe disto? E mais: Se foi um encontro secreto, como a Veja tomou conhecimento do assunto tratado entre o Ministro e banqueiro? De todo esse embroglio só me resta uma certeza: quando o banqueiro Daniel Dantas afirmou à Folha de São Paulo que não entregou nenhum material de contas de pessoas do Governo no exterior nem fez acordo com a Veja, a revista se viu no mato-sem-cachorro e inventa o encontro do Ministro com o banqueiro.

Os leitores de Veja são consumidores e como tais têm que ser tratados, segundo o Código de Defesa do Consumidor. Os leitores da revista OPUS DEI VEJA merecem uma indenização, porque, afinal de contas, foram enganados com a reportagem das contas secretas. Já está mais do que na hora de alguém acionar a Justiça para por fim aos descalabros desta revista. Os CIVITAS da vida estão iguais ao JOÃO-PASSO-CERTO: os editorialistas deste país são unânimes em condenar as atitudes irresponsáveis da Veja, mas eis que surge o Civita e apaniguados para dizerem que a revista está no caminho certa. O jornalismo praticado pela Veja devia ser chamado de FOFOQUISMO, tamanha é a sua desfaçatez, as suas mentiras, a sua irresponsabilidade sem tamanho.

Adriano Gouvea Filho , Rio de Janeiro.-RJ - Aposentado
Enviado em 20/5/2006 às 2:44:59 PM
Parabéns, professor Gilson Caroni Filho. Espero que nas próximas edições o Observatório mantenha o mesmo rigor. A leitura que faz pensar é a mais poderosa arma que um ser humano pode ter contra o arbítrio dos que sistematicamente atentam contra a liberdade.
Adriana Mattos , Rio de Janeiro-RJ - jornalista
Enviado em 20/5/2006 às 1:30:26 PM
As matérias de Veja são um monumento ao sofisma. Deviam ser estudadas nas faculdades, em disciplinas de lógica; é impressionante a quantidade de falácias, o nível de argumentação ao rés-do-chão. Sintomático é o fato de que esse lixo, essa vergonha do jornalismo brasileiro, tenha tantos leitores fiéis entre a classe média. A Veja trata seus leitores como idiotas, e o pior é que estes não cansam de lhe dar razão.
Cláudio Elano Narcondes , Bagé-RS - artista plástico
Enviado em 20/5/2006 às 10:23:33 AM
Veja leu o Observatório e ficou furiosa. Vocês estão de parabéns. Não Veja acusou o golpe. "Ao mesmo tempo que VEJA era atacada pelo governo e por colunistas e editorialistas crédulos, loucos para acreditar em tudo que favoreça o governo, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, reunia-se secretamente com Dantas". Parabéns a Dines e Gilson pelo serviço prestado á democracia.
Roberto Almeida , Brasília-DF - Adminsitrador
Enviado em 20/5/2006 às 1:55:55 AM
Somente leio Veja para saber como o inimigo pensa, articula e age.
Claúdia Barelli , São Paulo-SP - estudante de jornalismo
Enviado em 19/5/2006 às 11:29:17 PM
Poucas vezes vi algo tão importante sobre as armações desta revista. O professor Caroni Filho não faz afirmações abstratas, pelo contrário, tudo o que é escrito é amparado em trechos da reportagem. Excelente trabalho de análise. Seguro, sem adjetivos desnecessários, o articulista mostra toda a canalhice de Veja. Um texto para ser estudado e relido. Um abraço em todos do OI.
Bianca hans Fernandes , Brasília-DF - nutricionista
Enviado em 19/5/2006 às 5:58:02 PM
Veja há muito tempo não é uma revista para ser comprada ou assinada. Basta ver que seu comportamento direitista e manipulador nõo se restringe ao nosso presidente. Veja é contra o MST. ´R pró Bush, odeia palestinos e odeia a luta do povo cubano. É por tudo isso que ela tem leitores que a defendem com unhas e dentes. São pessoas que odeiam uma palavrinha: democracia. Só isso.
Sheila Heizen , Curitiba-PR - professora
Enviado em 19/5/2006 às 5:48:53 PM
Veja é, como diz o autor do artigo, sem limites. E sem noções. Não tem limite na sua ânsia de caluniar. E a noção de ética é algo que passou daquele grupo há muito tempo. O que irrita é a política de mandar exemplares sem que eu seja assinante. Espero que alguém de lá leio esses comentários. Não adianta, eu não assino panfleto mentiroso. Já chega os que eu recebo nas calçadas de Curitiba.
Paulo Albero Canarim , Campos.-RJ - engenhero de produção
Enviado em 19/5/2006 às 3:35:11 PM
Engraçado como o Sr, Daniel Dantas depois que deixou de ser amigo de Veja tornou-se alguém tão sem credibilidade. Estou certo que sempre foi um homem probo. Os verdadeiros donos do Opportunity que participaram de todas as negociatas se chamam respectivamente. Alberto Dines e Gilson Caroni. A PF deveria investigá-los sob orientação dos diretores de Veja. Ora, tenham paciência, tucanos de alta e pouca plumagem. Acostumem-se a ler o que lhes desagrada.
Juliana Matos , Palmas-TO - estudante de jornalismo
Enviado em 19/5/2006 às 3:08:38 PM
Realmente é de se pasmar. A revista Veja, não somente nas capitais como principalmente no interior brasileiro, atrás dos noticiários de tv, é um veiculo do qual boa parcela da população desentendida do assunto tem acesso. E como temos observado a revista tem revelado seu lado parcial. É de se lamentar que a classe média brasileira se "Veja" sujeita a um veículo que discursa seus compromissos e se aperfeiçoa no construcionismo dos fatos.
Igor Mello Sanchez , Anápolis-GO - radialista.
Enviado em 19/5/2006 às 2:58:39 PM
Esse artigo lava a alma de quem é desrespeitado semanalamente pela revista do PSDB. Parabenizo o Observatório por contar com colaboradores dessa qualidade. Os leitores saem ganhando sempre.
Carlos Alberto Teixeira Hanzer , São Paulo-SP - Redator publicitário
Enviado em 19/5/2006 às 2:33:18 PM

Sinto que alguns comentaristas revelam uma nostalgia perigosa. Há quem diga que o governo é corrupto e o atual Congresso não teria moral para decretar o impedimento do presidente.Passam longe da verdade. Não só esse governo é o que mais apurou as denúncias, dando total autonomia à Polícia Federal, como os parlamentares não são piores que no passado. Nunca a classe política foi tão investigada como hoje. Nunca um governo nomeou um Procurador-Geral que passa longe do engavetamento praticado por Brindeiro nos desgovernos de FHC.

Bons eram aqueles tempos, não é mesmo amigos de direita? O governo abafava com o apoio da mídia e as notícias eram róseas. Mas talvez a saudade remonte a um passado mais longíquo: o tempo dos generais. Aquilo sim é que era decência. A imprensa censurada (inclusive a antiga Veja que nada tem a ver com a atual), o Congresso com maioria arenista homologando as determinações dos milicos. Lembram da ARENA? Aquilo é que era partido éitco. A seleção ganhando o tri e alguns insatisfeitos torturados. Que maravilha.....tempos que não voltam. Não havia Observatório para denunciar o conluio da grande imprensa com o regime. Dines criando capas geniais sobre o Chile porque, por determinação dos governantes íntegros, não podia falar em golpe no Chile. Pinochet era a promessa de um Chile moderno. E artigos como esse custariam a prisão do seu autor.

Entendo a saudade da direita, reformada ou não, mas o tempo passa, o mundo gira e a Lusitana roda. O que vocês não perdoam mesmo é um operário no poder. Afinal não foi pra isso que vocês prduziram uma sociedade tão desigual e injusta. Mas há uma saída. Não reclamem do Gilson, do Dines, do Luciano, do Venício e outros ditadores. CHAMEM O MOURÃO.

Eduardo Esteves , Taboão da Serra-SP - microempresario
Enviado em 19/5/2006 às 2:12:01 PM
Parabens pela postura do OI em relação a imprensa que não cumpre sua função social. A cada dia me convenço que o Brasil já não apresenta condições pra golpes de estado. A corrupção sempre existirá em qualquer setor da sociedade. Deve fazer parte do DNA humano. Espero ainda ver um estado com controle sobre ela, que deixe de ser uma endemia social. Basta apuração e punição. Quanto a difamação a que se presume o presidente Lula foi vítima, sua reação pessoal e imediata é compreensível. Mas não cabe ao presidente processar ninguem. O cargo está acima dessas baixarias. O presidente vem agindo com paciencia e bom senso invejáveis. Gostaria eu de ser assim no trânsito de São Paulo e nas armadilhas da vida.
Pedro Reis Barbosa , Vila Velha-ES - economista
Enviado em 19/5/2006 às 1:35:20 PM
Junto-me aos que não admitem que Alberto Dines e Gilson Caroni Filho sejam alvos de reprimendas dos "simpatizantes" da pior revista semanal que este país já teve. Talvez não saibam o que é imprensa séria, mas já deveriam ter percebido a diferença entre o OI e Veja. Tentem publicar algo contrário a Mainnardi ou o colunista da última página na seção de cartas daquela revistinha de quinta-coluna. Não sai uma linha. Aqui tanto críticas quanto elogios aos " ditadores" Dines e Caroni são publicados. Onde está a democracia? Será que algum dia vocês gostaram dela?
Alberto Lago Vital , São Paulo-SP - Professor
Enviado em 19/5/2006 às 11:20:50 AM
É muito interessante ler os comentários da direita abaixo. Um insinua que a Veja começou a ser anti-ética após o governo Lula. Quem a lê sabe que sempre foi uma publicação dada a armações. O outro dá credibilidade às palavras de Dantas se esquecendo que ele fez e aconteceu nos dois governos de FHC. Minha total solidariedade à inteligência e coragem de Alberto Dines e Gilson Caroni. A imprensa não pode ser analisada com tapinha nas costas. Ainda mais quando sabemos quem esquenta as costas destas publicações. Querem saber quem é? Vamos lá: latifúndio, empresários escravocratas e que cresceram à sombra de incentivos fiscais e uma classe média que acha tudo isso a ordem natural das coisas. Para eles o mundo é a Avenida Paulista, Higienópolis, Ipanema, Savassi e a Ilha de Caras. Será que não notam que são os mesmos privilegiados que circulam nesses espaços. Isso não ó o Brasil. Isso é Matrix. Por fim, uma recomendação: tem tanto site de direita por aí. Por que não comentam lá? Os articulistas são ótimos e éticos. Aqui temos Dines e sua "troupe radical". As pessoas mais lúcidas que escrevem sobre mídia. Deve ser muito chato ler a verdade bem escrita. Pedala direitada, pedala.
josé aroldo de carvalho queiroz , manaus-AM - meteorologista
Enviado em 19/5/2006 às 10:11:37 AM
Quem vai apurar?Meu caro Gilson Caroni,espanta-me muito esta escolha de momentos da verdade, quando o Sr. Dantas acusa a Veja de ser uma revista sem escrúpulos,sem compromisso com a verdade,ele é o melhor dos homens, o mais honesto, o de maior credibilidade, e se eu não me engano,esta frase "isso nunca existiu"foi dita em pelo menos centenas de vezes nos depoimentos na CPI, pelos mesmos cidadãos que ora o senhor defende,e quanto a jornalistas com parentescos no poder vide Franklin Martins,que nós vimos no que deu,não é?não nos esqueçamos como o os senhores do PT,usavam e abusavam, de teorias conspiratórias,sem provas para conseguir o poder, conseguiram é verdade, mas hoje,infelizmente temos o que temos.Deixem quem de direito investigar, até agora a maiorias da noticias infundadas, mostraram-se verdadeiras,aguardemos, e pelo bem do nosso amado Brasil ,não seja mais uma vergonha nacional.Grato.
JOÃO RICARDO FRANCO , FORTALEZA-CE - ADVOGADO
Enviado em 18/5/2006 às 9:20:46 PM
Sobre a liberdade de imprensa diz Marx que "porém, a primeira condição que precisa ter a liberdade é a autoconsciência, e a autoconsciência é impossível sem um auto-exame prévio". Onde está o auto-exame prévio e a autoconsciência das revistas da Editora Abril e de outras não menos vulgares se produzem reportagens que admitem, de logo, serem inverossímeis e cuja publicação levam à cabo para atenderem interesses inconfessos? O povo brasileiro, na sua grande maioria não merece tanto escárnio. Liberdade de imprensa sim, mas com responsabilidade e limites!
Rogério Martins , Rio de Janeiro-RJ - Publicitário
Enviado em 18/5/2006 às 9:07:13 PM
Um tempo atrás a Veja publicava matérias sobre saúde, comportamento etc, lembram? Era um tal de novidades no tratamento do coração pra cá, como lidar com filhos adolescentes pra lá: tudo motivado pelas pesquisas de mercado que diziam que era isso o que o leitor queria ver. Minha pergunta é: esse posicionamento ideológico da Veja não seria, na verdade, mercadológico?
Michelle Paiva Novaes , Rio de Janeiro.-RJ - estudante de história
Enviado em 18/5/2006 às 9:03:23 PM
Uma aula de ética. A revista da elite haitiana sofreu um forte revés. Foi flagrada em uma pose pra lá de indiscreta, tramando golpes e mentiras.
Alfredo Krueger Rabello , Itajaí-SC - educador
Enviado em 18/5/2006 às 8:32:12 PM
Impossível ignorar os estragos que Veja produz ao país e não é de hoje. Parabenizo a coragem de Alberto Dines e Gilson Caroni Filho por se exporem à sanha da direita raivosa que defende com unhas e dentes sua fonte de argumentos. É a mesma direita que apóia restrições aos direitos humanos, criminalização de problemas sociais e a segregação étnica, muito clara nos indicadores sociais. Com gente, como os dois autores acima, o Observatório observa bem mais que a imprensa e incomoda a militância da Daslu.
Damião Mason , Londrina-PR - redator
Enviado em 18/5/2006 às 7:53:25 PM
Amigos, por um bom tempo trabalhei em revistas semanais. Nunca tive oportunidade de conhecer a Veja. É o que chamo de uma magnífica não-experiência. Imagino a prepotência que deve existir na redação. São os donos do escândalo da semana. Uma espécie de Tititi da política. Apenas isso. Estão muito longe de ser uma "Times" de Pindorama. Têm tudo que faz a alegria das crianças. Trapézio, picadeiro e rede de proteção. Só que estes apetrechos não constituem propriamente o ambiente de uma redação. O que Veja será então?
Ademilde Freitas de Mattos , Rio de Janeiro-RJ - assessora de imprensa
Enviado em 18/5/2006 às 7:43:48 PM
Que beleza! A engenhosidade deste professor deixa Mainardi, Caieb e demais membros da equipe de Veja caídos no lamaçal que produzem. Profilático e definitivo. Muuuuuuuito bom!
Ana Augusta de Mello , São Paulo-SP - Professora
Enviado em 18/5/2006 às 7:38:52 PM
A Abril apresentou à escola em que leciono um projeto de intercâmbio. Em nome da ética e do ensino com ela comprometido, educadamente recusamos. Era só o que faltava.
Alana De Pontes Dicksteim , Lago Sul-DF - fucionária pública
Enviado em 18/5/2006 às 7:34:54 PM
Quando alguém compra essa revista está colaborando para a devastação política, ecológica e moral do país. O argumento de que expressa uma posição ideológica e como tal deve ser respeitada é tolice. Veja não respeita ninguém. Nem a si própria. Vive do ridículo em que se transformou.
Carlos T. Costa , Belém-PA - Coronel Reformado
Enviado em 18/5/2006 às 7:28:47 PM

Como já comentei em alguns artigos do Dines: o site do OI deveria mudar o nome para Patrulha Anti- Veja. Incrível o cinismo dos editores do site e o modo agressivo e destemperado como se referem à revista patrulhada por eles, contradizendo frontalmente sua própria advertência colocada na página dos comentários: " Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem intolerância ou crime". Textos intolerantes e agressivos pode?? Se a reportagem de Veja é falsa, a Justiça vai puni-la. Mas para isso será preciso antes provar que o que está lá é falso mesmo. Não são Dines ou Caroni que vão, a priori e ditatorialmente, decidir isso.

Olhando a nossa realidade atual, com a corrupção desenfreada das instituições patrocinada pelo PT, as denúncias de Daniel Dantas são perfeitamente possíveis. Só não admite quem não quer ou quem está se aproveitando da situação. Estamos assistindo a uma luta entre quadrilhas por domínio de território e os editores do OI, por opção ideológica deles, estão querendo partidarizar a questão, como se tudo se resumisse a uma tentativa de golpe para derrubar o Presidente Lula, o que é ridículo.

Em nosso país o Presidente não se derruba com reportagens. Ele pode, eventualmente, ser impedido e destituido pelo Congresso (caso exista, na ocasião, um Congresso que honre este nome, o que não é o nosso caso nos atuais dias de mensalão e sanguessugas). Lendo os comentários, fiquei impressionado com a quantidade de pessoas que se deixam levar, como bois em manadas, pelos textos carimbados e demagógicos destes isentos senhores.

Adriana Marquezinni Hiratta , São Paulo-SP - Arquiteta e Artista Plástica
Enviado em 18/5/2006 às 7:05:38 PM
È interessante. Mas vocês já perceberam que os leitores de Veja têm o mesmo estilo agressivo da revista? É a direita furiosa, desesperada com um governo que está dando certo. Não tenho dúvidas que até as eleições teremos " bombas" atrás de " bombas". E após a reeleição isso continuará. Mas quem disse que Veja decide alguma coisa? Na época do Collor, eles iam negociar. Quem detonou o esquema foi IstoÉ/Senhor com a entrevista do motorista. Dá pra separar o joio do trigo e colher um país melhor.
Alberto H. de Âlcantara de Lima , Porto Alegre.-RS - Professsor universitário
Enviado em 18/5/2006 às 6:55:20 PM
Li este artigo no www.informante.net. Lá, creditada a fonte de origem, ele está encimando o site como a Opinião que faz a diferença. E faz mesmo. Não só ele, como vocês. Múltiplos artigos sobre os mais variados temas. Todos extremamente importantes. Que bom ter alternativas deste porte.
Tatiana Ribeiro de Lima , Natal-RN - Antropóloga
Enviado em 18/5/2006 às 6:44:14 PM
Será ue finalmente estamos perdendo a confortável posição de vítimas da alienação? Veja fez Collor, se calou diante de FHC e é panfletária contra Lula. Isso é tão evidente que só não enxerga quem só tem olhos para as promessas neoliberais. Não Veja é a direita em estado bruto. A TFP com logomarca e circulação semanal.
Luciano Maques de Lima , Santos-SP - Advogado
Enviado em 18/5/2006 às 6:38:01 PM
Assinar Veja é coonestar suas barbaridades. É tirar do próprio bolso para manter Civita, Cisneros e sabe-se lá mais quem. Discordo, com profundo respeito, do comentarista abaixo. Numa sociedade como a brasileira, o pluralismo se reduz a ser contra ou a favor da concentração de renda, da exclusão social. Não temos grandes variações.
Rafael Chat , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 18/5/2006 às 6:32:02 PM
Antes que me trucidem, o que sempre acontece, só quero dizer que a errada desta vez é a Veja.
Rafael Chat , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 18/5/2006 às 6:17:09 PM
Concordei com o Dines. É raro concordar, pois ele é a favor do [ ] da "isenção". O pessoal dos comentários vibra, pois acham que quem ataca a esquerdas é o mal, mesmo quando tem razão. Ninguém pode discordar dos "plurais e democráticos".
samira Moratti , Cachoeiro de Itapemirim-ES - Acadêmica de Jornalismo
Enviado em 18/5/2006 às 6:01:46 PM
O jornalismo investigativo virou peça de museu, se formos analisar os meios midiáticos atuais. Esse tipo de jornalismo, pregado com furor por Veja, é o que podemos chamar de Jornalismo Imediatista, que não verifica os fatos, como antigamente. Creio, apesar dos pesares, que o jornalismo investigativo tem muito o que evoluir com os novos meios tecnológicos, que sempre tem notícias de segundo a segundo e não devem somente ficar guardados nos armários.. devemos colcoar em prática esse instrumento tão válido e maduro do jornalismo, e "deletar" de nossas vidas o imediatismo barato e a objetividade demasiada, que por si só é subjetiva.
Fernando Braga Martin , Campos.-RJ - estudante de jornalismo
Enviado em 18/5/2006 às 5:50:54 PM
Concordo com quase todos os comentários, mas não acho que a Veja seja uma vilã numa sociedade cheia de bens intencionados. O leitor não é enganado, engana-se quem pensa assim. Ele é cúmplice do jornal que lê, da revista que assina. Não sou advogado da Abril mas se ele produz material dessa quelidade é porque há demanda. Enquanto não tomarmos vergonha na cara, veremos muitas reportagens como essa.
Bruna Tatiane Tozetto , Ribeirão Preto-SP - estudante
Enviado em 18/5/2006 às 4:26:13 PM
Matéria com um brilhantismo e objetividade singulares. Se não posso confiar em uma revista de tão grande repercurssão, se a mídia e a imprensa hoje em dia nem sempre se preocupam com a informação objetiva e imparcial, e esse é o único meio na qual posso me informar, o que então farei? Boas críticas... Mas vai mudar alguma coisa eu ficar aqui, tecendo comentários e atacando a Veja? Eu acho que não! Então o que será preciso para levantarmos da cadeira e lutarmos por um meio de circulaçaõ de informações mais digno?! Poucos são os que lêem.... E o que lemos nem sempre é verdade... Confiamos numa mentira.... O que dizer? Lamentável.... apenas...
Michelle Monte Mor , São José do Rio Preto-SP - Jornalista
Enviado em 18/5/2006 às 2:09:29 PM
Infelizmente, esse tipo de "jornalismo" está se tornando cada vez mais comum. Inclusive nas cidades do interior.
Maria Helena Andrade , Taguatinga-DF - Funcionária Pública Federal
Enviado em 18/5/2006 às 1:23:04 PM
Parabéns, professor, por mostrar com clareza toda essa farsa montada por Veja. Muitos que não conheciam a natureza da revista agora não podem alegar inocência. E, como diz Lembo, a burguesia vai ter que abrir a bolsa. Quando fizer isso, caem dez exemplares da Veja. Um abraço
Israel Lentine Jr , São Paulo-SP - historiador
Enviado em 18/5/2006 às 10:59:04 AM
Se Veja existisse no Império não haveria abolição. É a revista da Casa Grande e suas perversões. É a publicação de uma elite sem lustro cultural e arrogância de império perdido. Por tudo, ainda estamos por fazer um país.
Adalberto Gonzaga de Primo , Porto Alegre-RS - agrônomo
Enviado em 18/5/2006 às 10:04:51 AM
Não fugir à liça é a única forma de derrotar esta revista que é tão exaltada pelos reacionários. Não fugir à luta é a única forma de dar um basta nos desatinos de um tipo de imprensa que tem como função enfraquecer a nossa já frágil democracia. Há quem lendo Veja se sinta culto e informado. São os mais perigosos.
Lúcio Fernandes Penedo , Goiania-GO - economista
Enviado em 18/5/2006 às 9:53:47 AM
A Veja não tem qualquer ilusão. Sabe que não é bem vista por leitores esclarecidos. Sabe que põe a credibilidade da imprensa abaixo. Mas o que lhe interessa são os interesses corporativos e partidários. É bem paga e faz o serviço.
JOÃO RICARDO FRANCO , FORTALEZA-CE - ADVOGADO
Enviado em 18/5/2006 às 9:42:25 AM

A "Veja" está se tornou, e não de hoje, um caso de polícia. Não é possível que em nome da liberdade de imprensa um órgão editorial de circulação nacional e internacional até, promova tão vis ataques contra o presidente da república e fique impune. Qualquer cidadão que ofenda a honra e a integridade de outrem tem por dever provar, sob pena de poder vir a ser condenado na justiça penal e civil. Se tal pode ocorrer ao cidadão comum que tem o seu direito de expressão igualmente assegurado pela Carta Magna o que nos faz supor que a Veja ou qualquer outro periódico tenha imunidade para fazer graves acusações como estas que constam na última edição do folhetim dos Civita que diz ter o chefe do executivo e outras importantes autoridades contas bancárias em paraísos fiscais, reconhecendo, de logo, uma evidente possibilidade de o conteúdo da "reportagem" não corresponder aos fatos?

É evidente que a C.F. garante e protege a liberdade de imprensa, mas o que está se dando com a Veja é a prática da "libertinagem" de imprensa, que não tem guarida nem no texto constitucional nem na legislação ordinária, ao contrário, pois comete crime de imprensa aquele que abusa no direito de informar. Disciplina o art. 12, "caput", da Lei nº 5.250/67, "aqueles que, através dos meios de informação e divulgação, praticarem abusos no exercício da liberdade de manifestação do pensamento e informação ficarão sujeitos as penas desta Lei e responderão pelos prejuízos que causarem". Isso para ficarmos apenas na seara criminal, já que persiste na esfera civil o direito à reparação do dano ao(s) ofendido(s).

Rafael Leandro Iafelix , Ribeirão Pires-SP - Advogado
Enviado em 18/5/2006 às 9:27:39 AM
Mais uma matéria que decifra o "Código da Vinci" do panfletário semanal da burguesia podre brasileira. Parabéns Gilson, operário da democracia, Peço uma pequena nota a respeito do filhote semanal da revista, que nos presenteou na última semana com a figura do ex-secretário do [ ]Paulo Maluf, [ ] Gilberto Kassab, prefeito de uma das maiores cidades do mundo, é interessante nesta semana ler as cartas de leitores elogiando a matéria. A revista deveria vir com uma advertência do Ministério da Saúde "O Ministério da Saúde adverte: ler essa revista pode causar enjou, perda de raciocínio lógico e emburrecimento precoce".
Alberto Nunes Castro , Ilhéus-BA - engenheiro florestal
Enviado em 18/5/2006 às 9:19:35 AM
Perfeito. Só nos resta Carta Capital. As outras revistas estão comprometidas com interesses poderosos. Quem te viu, Veja no tempo de Mino Carta, não te reconhece em tempos de Mainardi. Quanto decadência sem elegância.
Elisa Reis Mendes , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 18/5/2006 às 8:58:35 AM
Veja já não tem qualquer credibilidade a perder e ela sabe disso. Funciona como "mula" de um tráfico político-ideológico de direita. Não teme a reação do leitor porque certamente tem financiamento das forças auxiliares. O método jornalístico dela foi bem esmiuçado pelo autor do artigo. Mas não nos iludamos. A classe média, que se presta ao papel de massa do manobra do golpismo de direita, sabe disso e aprova. É sua base política.
Renato Guerra Freire , São Paulo-SP - Produtor cultural
Enviado em 18/5/2006 às 8:47:42 AM
Finalmente uma intervenção contundente. Há anos que esta revista produz finais de semana de sobressalto. Leviana e golpista, Veja atenta contra os princípios mais elementares do direito de infomação e cidadania. Parabéns. Mas fica a pergunta: quem financia esse atentado. Por uma CPI da Mídia
Marcio Raed Silveira , Rio de Janeiro-RJ - jornalista
Enviado em 18/5/2006 às 8:40:18 AM
Mais um petardo contra a direita tacanha. Veja envergonha a imprensa brasileira. Como se isso ainda fosse possível....
Beatriz Cleto Sá , Brasília-DF - economista
Enviado em 17/5/2006 às 8:33:42 PM
O que lemos aqui mostra a encruzilhada entre a lógica mercantil e a obrigação de informar. É uma revista pusilânime, mas será a exceção num país capitalista periférico?
Fernando Souza Anacleto , Rio de janeiro-RJ - bancario
Enviado em 17/5/2006 às 8:24:43 PM
A Veja ficou totalmente desmascarada. Artigos assim levam o leitor a fazer tudo o que horroriza a imprensa sem compromisso com a democracia. Pensar.
Keliane Muniz , Rio de Janeiro-RJ - estudante de Jornalismo
Enviado em 17/5/2006 às 7:24:35 PM
O papel da imprensa deveria ser informar e não manipular informações. Afinal, o que é ética na profissão? O compromisso é com a verdade ou com a "midiocridade"?! A sociedade brasileira precisa abrir os olhos e aprender a questionar.
Jorge Bastos , Rio de Janeiro-RJ - advogado
Enviado em 17/5/2006 às 6:31:49 PM
A Abril, finalmente, se revela como empresa de fins desconhecidos. E seus leitores financiam crime contra liberdade da imprensa.
Cleide Vialli Corrêa , Campinas-SP - Publicitária
Enviado em 17/5/2006 às 5:40:14 PM
"Não está em discussão se os Civita e Dantas se merecem, mas se uma sociedade que almeja ser democrática pode ficar à mercê das falcatruas de ambos". Para mim, é aqui que está a questão central. Até quando seremos cúmplices por omissão?
Nelson Duarte Freire , São Paulo-SP - bancário
Enviado em 17/5/2006 às 5:35:25 PM
Não chegou a hora de investigar quem financia este tipo de publicação? Não se fala mais em CPI da mídia. De onde vem tanto medo? Que poder é esse que assusta e cala os demais?
Carlos Eduardo A. Martins , Rio de Janeiro-RJ - Economista
Enviado em 17/5/2006 às 5:29:47 PM
O facciosismo descarado, a editorialização do suposto noticiário, o apelo ao espalhafato, ao escândalo e ao sensacionalismo baratos, a submissão a interesesses escusos e a total falta de compromisso com os fatos que dirá com qualquer vislumbre de algo que se possa ainda que de loge chamar de "ética" não são novidade na "mídia", e não são exclusividade da publicação em questão – o que não a torna menos abjeta. Mas há um aspecto mais grave a se considerar (além de outros igualmente graves mas adstritos à esfera dita jornalística): a quebra de um limite já não de decência, outro valor perdido, mas sim da reles preocupação com a autopreservação. Um veículo que não hesita em perpetrar tal torpeza obviamente está respaldado por forças políticas que lhe conferem a certeza de impunidade e tem, ou está a serviço de, objetivos mais sinistros e de mais longo alcance. O que leva à pergunta seguinte: quais são essas forças, e quais são esses objetivos?
Luciane Moreira , Rio de Janeiro-RJ - Estudante
Enviado em 17/5/2006 às 5:24:24 PM
"Atire antes, pergunte depois"! Mais uma vez... perfeito! É imperioso ler antes de criticar", diz o diretor de redação, Eurípides Alcântara. Fico imaginando se não seria igualmente imperioso publicar denúncias sem antes averiguar. Enfim... nada mais a dizer!
Andrea Suza Martins , São Paulo.-SP - professora primária.
Enviado em 17/5/2006 às 4:45:18 PM
Incrivel a nossa história. Em nosso país, a mídia nunca apoiou a democracia. Nosso "quarto poder" sempre esteve aliado ao capital e ao latifúndio. O que esperar que saia das redações? Linhas ditadas pelas elites. Aqui o poder escreve errado por linhas tortas. E a classe média bate palminhas.
Ana Costa Figueiredo , Salvador-BA - Professora Universitária
Enviado em 17/5/2006 às 4:22:33 PM
Eu não acho a Veja uma revista sensacionalista apenas. Ela faz parte de um projeto de poder que pretende se reinstalar no país. Minha pergunta é uma só: ao divulgar dossiês falsos, desmoralizar autoridades em capas e desdenhar instituições não seria a Abril um foco desestabilizador do Estado de direito? A liberdade que a mídia quer é a de empresa e essa é compatível com regimes antidemocráticos. O ovo da serpente tem sede em São Paulo e sucursais nas prinipais cidades do Brasil. Cisneros-Civita devem ser combatidos. Semanalmente.
Precyla Vieira , Rio de Janeiro -RJ - Jornalista
Enviado em 17/5/2006 às 3:06:04 PM
Meus parabéns pelo belíssimo artigo. Uma coisa é a Veja assumir que é de direita, outra é inventar matéria difamando uma pessoa, ainda mais sendo ele presidente deste país. Abaixo a impressa MARROM.
Maria Izabel Ladeira Silva Silva , Aracaju-SE - professora
Enviado em 17/5/2006 às 2:48:56 PM
Caro Gilson, no início da década de 1960 o IPES (Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais) e o IBAD (Instituto Barsileiro de Ação Democrática, se não me falha a memória) colonizavam o imaginário da classe média com acusações sinistras contra o presidente João Goulart. E diziam defender o Brasil, a democracia, o Estado de Direito. Conclamavam a população para uma cruzada cívica a fim de salvar a país da perversão coministas. Taxavam o presidente de fraco, incapaz e perigoso. Pois bem. Será que estamos fadados a repetir essa história? Seria a VEJA (ou quem esta por trás dela) o similar atual do IPES e do IBAD? Com os mesmos propósitos mesquinhos e interesses políticos espúrios? A VEJA, se alto proclama defensora da economia de mercado e da democracia. O mesmo cinismo dos golpistas que nos legaram a tenebrosa e longa noite da militar ditadura! Um pouco de História não faz mal a ninguem, Pobre classe média! Não canso de repetir!
Fernando Braga Pinheiro , Goiânia-GO - Psicólogo
Enviado em 17/5/2006 às 2:29:49 PM
Considero que o ciclo do PT, como alternativa à esquerda, se esgotou. Repilo a traição programática e a capitulação ao pensamento neoliberal. Dito isso, não posso deixar de registrar minha idignação com o fascismo enviesado de Veja. Inimiga pública de movimentos sociais e de todas as forças de esquerda, esta revista tem um mistério a ser decifrado. Sua composição societária é tão misteriosa que engloba desde poderosa corporação americana ao arquiinimigo de Chavez: o mega-empresário de mídia Cisneros. Muito bem, afinal, quem a publica? A burguesia brasileira, o capital estrangeiro ou o magnata golpista da Venezuela? Creio estar aí o ponto cental do foco raivoso de suas matérias. O fascismo, manifeste-se onde se manifestar, deve ser repelido. Veja é a extrema-direita bem diagramada.
Fábio Paim , Rio de Janeiro-RJ - Fotógrafo
Enviado em 17/5/2006 às 1:21:56 PM
Agora, a indisfarçável parcialidade da Veja não chega ser uma surpresa ou novidade, não é mesmo? O que, é claro, não nos exime da obrigação de prosseguir alertando os menos avisados.
Claudia Perdigão , Rio de Janeiro-RJ - Estudante
Enviado em 17/5/2006 às 11:54:27 AM
Mais uma vez a Veja mostra que não aplica o verdadeiro JORNALISMO em suas matérias. O que é lamentável. Como estudante de jornalismo acho a ética dos profissionais da área, não só na revista como em outras mídias, está cada vez mais deixada de lado. Cadê a deontologia do jornalismo? É triste vê que uma revista que já foi referência para estudantes está realizando um jornalismo MARROM! As publicações da VEJA não tem uma apuração CORRETA. concordo plenamente com o título do artigo, o jornalismo da revista é o "atire antes, pergunte depois". Está de parabéns!!!!!!!
Anna Beatriz Cavalcanti , São Paulo.-SP - Atriz
Enviado em 17/5/2006 às 11:06:28 AM
Lendo vários comentários, só me restam algumas palavras para definir esse artigo. Uma bela peça em dois atos. Coragem e inteligência. Veja ficou muito mal na foto.
Isabel Ferraro , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 17/5/2006 às 11:01:11 AM
Como sempre um artigo fantástico contra o emburrecimento promovido por alguns setores da mídia. Não podemos esperar outra coisa da referida revista, afinal eles têm Diogo Mainardi como colunista
Andrelli Marcelli Oliveira , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista e produtora
Enviado em 17/5/2006 às 10:59:01 AM
Há muito tempo que não considero a Veja referência de jornalismo!!! Na semana que saiu esta matéria sobre a conta bancária do presidente Lula em paraíso fiscal, uma pessoa veio falar comigo sobre isso e comentar sobre este suposto escândalo. Então eu disse: "Sinceramente, vindo da Veja não posso considerar fonte de investigação séria e comprometida com a verdade".
Walter Jr. Aguilera Campos , Nova Friburgo-RJ - Publicitário
Enviado em 17/5/2006 às 10:49:45 AM
Afim de que os comentários sejam "sinonimados", prefiro estendar a prática do jornalismo marrom a todo o Brasil. Em cada canto do país temos mídias que se opõem ou se aliam aos governos de acordo com interesses aqueles que passam longe, muito longe da premissa da informação. Veja é "apenas" a grande "líder espiritual" da prática. Cada vez mais difícil informar-se, uma vez que a credibilidade da informação neste cenário hediondo acaba por ser feia, mal tratada e consequentemente menos persuasiva.
Luiza Saldanha Marinho , Rio de Janeiro-RJ - estudante
Enviado em 17/5/2006 às 9:42:11 AM
Eu gostaria de saber: por que essa revista é a de maior circulação? Se todo mundo sabe que ela manipula e mente por que tem tantos assinantes? Os leitores deveriam deixar de assinar. Quem sabe assim eles não aprendem?
Eduardo Amorim , Brasília-DF - estudante
Enviado em 17/5/2006 às 9:37:26 AM
Um banho de democracia e análise. O que torna o Observatório referência em análise da mídia é o compromisso dos seus autores de ponderar acima de considerações partidárias. São textos primorosos pela preocupação que manifestam com a correção e a clareza. Como leitor assíduo já aprendi muito com vocês.
Raquel Seixas , São Paulo-SP - webmaster
Enviado em 17/5/2006 às 9:31:54 AM
Notável exercício de patriotismo. Este texto deve ser recitado sempre que alguém falar na "seriedade" da imprensa. Fica a sensação de ter assinado um engodo. Uma impressão de que nas bancas não há nada que mereça ser lido. Um abraço.
Fernanda Araújo , Niterói-RJ - Relações Públicas
Enviado em 17/5/2006 às 9:24:36 AM
Quem pautou quem nesta reportagem? O repórter partou Mainardi ou Mainardi pautou o repórter? Qual será o segredo de Vejinha? Vergonhoso.
Rafael Rey Guimarães , Florianópolis-SC - Advogado
Enviado em 17/5/2006 às 9:20:13 AM
Peço-lhes que continuem publicando artigos desta qualidade. Uma revista que não respeita o próprio dever de imprensa( fiscalizar com isenção) deve ser constantamente vigiada.
Eduardo Norelly , Maringá-PR - Analista de sistema
Enviado em 17/5/2006 às 9:12:55 AM
http://www.informante.net/. Li lá e comento aqui. Um artigo para ficar na memória de leitores e eleitores. Veja é uma farsa. Lembrem-se disso quando virem suas capas no programa eleitoral do PSDB
Gisele Marona de Souza , Rio de Janeiro-RJ - estudante de jornalismo
Enviado em 17/5/2006 às 9:07:34 AM
Um texto precioso para quem quer enxegar com nitidez os desserviços prestados por esta revista ao país. Parabéns, professor Gilson. Seu artigo certamente será de grande importância para estudantes de jornalismo.
Denise Savio Motta , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 17/5/2006 às 8:58:05 AM
Uma matéria que se derrruba a si mesma. Chega às raias do amadorismo. Confesso que Veja me surpreende, não pela contumaz falta de ética, mas pela incompetência seguida. Parece coisa de amador. Continuemos fiscalizando.
Maria Mercedes Figueiro , São Paulo-SP - bancario
Enviado em 17/5/2006 às 8:23:38 AM
A Veja tem vendido matéria podre (em desintegração), que pode causar - em leitores imunizados - uma intoxicação cerebral. É esta a qualidade do produto jornalístico que ela tem a oferecer para o seu público consumidor? Deveria ser vendida com tarja vermelha informando ao leitor que o conteúdo da revista é falso, imoral e que eles não se responsabilizam pela matéria publicada.
Christopherson Miranda , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 17/5/2006 às 2:22:41 AM
Parabéns Gilson, um artigo perfeito. Mostra mais uma vez a visão política da midia.
Athos Maron , Niterói-RJ - Estudante de Jornalismo
Enviado em 17/5/2006 às 12:58:25 AM
Na mosca. Novamente abre nossos olhos para reportagens "ultra-tendenciosas" que manipulam uma classe-média do "ME ENGANA QUE EU GOSTO!" Esse silencio todo, perante os semanais vexames que a Veja publica, sem nenhum resquício de ética me atordoa. Entro numa profissão onde o que mais importa é uma informação verossímel ou uma manipulação por débito automático??
Zélia Lopes , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 16/5/2006 às 11:57:23 PM
É frustrante perceber que a saida da precariedade do Brasil está muito mais longe do que parece. Muito mais distante do que a honestidade de um governo que não a conhece, muito além das verdades estendidas em mesas de bar e jantares de família, muito irônica que nem a comunicação se manifesta pra quebrar mentiras. E o que sobra é o conformismo hipócrita conservador. Decepcionante.
Renato Auar , Rio de Janeiro-RJ - Autônomo
Enviado em 16/5/2006 às 10:40:59 PM
Gilson faz, como sempre, uma análise que toca no âmago da mídia. A Veja, desde que lançou uma capa com o nome "Lula" com dois "L" fazendo referência a Collor demonstrou que nunca soube, e ainda não aprendeu a fazer jornalismo. Lula faz um governo pífio, o que não dá direito à prática do denuncismo. Veja não é uma revista de ultra-direita, é uma revista de contos de fada.
Alcir Barbosa de Sá , Rio de Janeiro-RJ - estudante
Enviado em 16/5/2006 às 10:16:26 PM
Há muito cancelei a assinatura desta revista e eles insistem em mandar propostas de renovação. Vão esperar sentados porque aquilo ali deveria ser proibido vender em bancas. É propaganda enganosa. Não é jornalismo. É, como o senhor diz, um panfleto da direita.
Affonso Barsa Maciel , Santos.-SP - adminstrador de empresa
Enviado em 16/5/2006 às 10:03:51 PM
Perfeito. É isso mesmo. Veja atira antes e pergunta depois. Mas parece que agora ficou complicado. Com essa matéria atirou na própria cabeça. Mainard e Civita estão grogues.
Amanda Spínula , Taguatinga-DF - artista plástica.
Enviado em 16/5/2006 às 9:30:43 PM
Está explicado por que o Observatório completou 10 anos de pleno êxito. Seus colaboradores não abrem mão da crítica fundamentada. Não há impropérios ou chavões. Tudo é produto de bons textos, ricos em análise e dados. Creio que a pergunta do texto é o lema do sítio "Quem vai apurar? A respota é óbvia: o cidadão bem-informado. Aquele que não tem veja na cabeceira da cama. Muitíssmo agradecida.
Gabriel Fortes , São Paulo-SP - geógrafo
Enviado em 16/5/2006 às 9:21:50 PM
Os senhores não conseguem mais disfarçar a simpatia do site pelo PT. É quase uma coisa do gênero " o Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo". Claro que a reportagem tem furos, mas que tal comentar os erros de Caros amigos e Carta Capital? Aí fica problemático. Eu entendo.
Thaís Freitas , Riod e Janeiro-RJ - Estudante
Enviado em 16/5/2006 às 8:41:08 PM
A Veja dessa vez passou dos limites e deixou bem claro que é não há ética dentro de sua base jornalística.É triste ver uma revista que FOI tão importante estar neste nível. Quando Mainardi "escreve" sabemos que boa coisa não virá.
raquel luz , niteroi-RJ - estudante de jornalismo
Enviado em 16/5/2006 às 8:31:13 PM
o artigo nos abre os olhos quanto a parcialidade declarada da revista de circulaçao nacional como a vejae nos esclarece muitas coisas.
Marcelo Maciel , Rio de Janeiro-RJ - músico
Enviado em 16/5/2006 às 8:26:56 PM
Não aguentamos mais o jornalismo desonesto da revista Veja. Isso tem que acabar.
Tereza de Jesus Mallory , São Paulo-SP - secretária
Enviado em 16/5/2006 às 8:26:08 PM
Veja perdeu ótima oportunidade para fazer matéria sobre ginástica para sedentários. Desta vez teve resposta à altura. Não somos tão burros como a revista imagina.
Isabel Palmeira , Rio de Janeiro-RJ - estudante-jornalismo
Enviado em 16/5/2006 às 8:22:31 PM
Parabéns Gilson. Precisamos reagir ao péssimo jornalismo desta revista Veja. Precisamos lutar plea ética e por um jornalismo comprometido com a verdade. A Veja não quer que ninguém veja. NÃO VEJA.
Allan Geraldo Massote , Rio de Janeiro.-RJ - Professor
Enviado em 16/5/2006 às 8:08:04 PM
Talvez este artigo responda à pergunta da urna eletrônica. Claro que a credibilidade da imprensa está lá embaixo. Já a de vocês está nas alturas. Parabéns não só por esse mas por vários outros artigos. O bem que a equipe do site faz às gerações mais novas é simplesmente incalculável. Como professor agradeço.
Isabel Palmeira , Rio de Janeiro-RJ - Estudantes-jornalismo
Enviado em 16/5/2006 às 8:06:17 PM
Gilson Caroni acertou. É preciso reagir prontamente ao péssimo jornalismo da revista Veja. Precisamos lutar por um jornalismo ético e limpo. NÃO VEJA.
Miriam Muniz de Paes , João Pessoa.-PB - Professora Universitária
Enviado em 16/5/2006 às 7:34:40 PM
Serei sucinta. Este artigo é a contracapa de Veja. Em vez de anúncio, um grito de ética.
Illana Moreira , Caxias do Sul.-RS - estudante
Enviado em 16/5/2006 às 7:25:20 PM
Gente, recebi este artigo de uma amiga. Confesso que não conhecia o site. Estou lendo vários artigos e estou achando o máximo. Se o que está nos últimos parágrafos é verdade, estamos diante de uma coisa bem reveladora. Veja nunca me enganou.
Marcos Alexandre Gomes , Rio de Janeiro-RJ - Professor
Enviado em 16/5/2006 às 7:12:13 PM
Ótimo texto. Nos leva a refletir sobre a postura da Veja nesses últimos acontecimentos do cenário político. Nossa mídia anda com baixa credibilidade e a Veja tem um papel de destaque nessa triste história. A publicação é uma trincheira tucana. O professor Gilson Caroni colocou o dedo na ferida. Gostei do comentário mais breve que li sobre esse assunto; depois desse artigo não assino mais a Veja. Eu desisti faz anos...
Ângela Zorzetto , Londrina.-PR - Jornalista
Enviado em 16/5/2006 às 7:08:25 PM
Triste é lembrar que essa revista já teve seus dias gloriosos. Com Mino Carta à frente, escreveu as mais belas páginas da imprensa brasileira. Hoje, infelizmente, virou isso. Na feliz definição do professor, um pasquim da direita.
Adriana Miranda Bastos , Rio de Janeiro-RJ - estudante
Enviado em 16/5/2006 às 6:37:21 PM
Este número do Observatório desmonta a Veja. Dines e Gilson, cada um a seu modo, mostram que não estão pra brincadeirinha. Azar da Veja, coitadinha.
Marcia Nunes Filippo , São Paulo.-SP - Pedagoga
Enviado em 16/5/2006 às 6:24:58 PM
Este artigo nos remete a uma velha questão. Veja é conhecida por suas armações. Como o autor brilhantemente destacou, algo de muito podre está a caminho no imaginário da classe média. É aí que vejo o problema: a classe média, em sua grande maioria, endossa as jogadas de veja. Nossa sorte são os que não lêem Veja. Os chamados desinformados que, na verdade, são a grande massa crítica da sociedade. Quem trabalha com ações pedagógicas na periferia paulista sabe muito bem que a verdadeira consciência não está em Higienópolis. Um belo texto que nos leva a pensar que tipo de sociedade os setores supostamente mais escalarecidos querem para o país.
Vinicius Neves , são Paulo-SP - consultor
Enviado em 16/5/2006 às 5:59:37 PM
Cancelei minha assinatura de VEJA após esse artigo. Abs
thaissa castelo branco , rio de janeiro-RJ - estudante/jornalismo
Enviado em 16/5/2006 às 5:41:03 PM
Até aonde vai a ética no jornalismo? ou melhor, o que será a ética no jornalismo?! vale tudo por uma noticia ou vale tudo para vender uma noticia? As vezes acho que a Veja deveria se tornar um semanal de teor humoristico. Eles erram mais do que acertam, mas o mais interessante é que continua sendo consumida, lida e levada a sério pelos leitores, que diga-se de passagem só possuem duas fontes de consulta e opinião: a dita cuja e a Rede Globo. Estamos feitos hein!
Adriana Duboc Mendes , Niterói-RJ - museóloga
Enviado em 16/5/2006 às 5:17:49 PM
Matou a pau. A Abril produz um jornalismo de baixissima credibilidade, embora contenha profissionais competentes. A que conclusão podemos chegar? Trata-se de uma editora que privilegia seus interesses políticos sobre a verdade dos fatos. Credibilidade zero.
Bianca Figueira , São Paulo-SP - publicitária
Enviado em 16/5/2006 às 4:46:33 PM
O que me intriga é como a Veja continua sendo a revista semanal mais vendida do Brasil. Se hovesse mais "Caronis" a revista estaria a falência. Como não gosto de jogar dinheiro fora, não compro a revista, prefiro me informar com gente que faça um trabalho sério.
Ariane Leite , Ipatinga-MG - Professor
Enviado em 16/5/2006 às 4:41:38 PM
O professor crítica a revista Veja, mas não sem embasamento para tanto, ao contrário da Veja (que com toda sua história) que publica difamações e pede para que o outro apure.
Nilson Junior , Niterói-RJ - Psicólogo
Enviado em 16/5/2006 às 4:37:16 PM
É mesmo um absurdo, uma revista "séria" (ou pelo menos era) publicar matérias sem fundamento, sem checagem, é puro denuncismo barato.
Patrícia Eller , Rio de Janeiro-RJ - estudante de jornalismo
Enviado em 16/5/2006 às 4:30:08 PM
Os jornalistas da Veja vêm desonrando sua profissão, não merecem o título. Caroni faz uma interpretação correta do quem vem ocorrendo: panfletismo.
Ana Holanda Cavalcanti , ribeirão preto-SP - estudante
Enviado em 16/5/2006 às 4:17:42 PM
Impecável. A Abril presta desserviços enormes ao país com esse tipo de jornalismo deprimente. Será que já estamos imunizados? Ou será que precisaremos sempre do brilhantismo de alguns articulistas?
Antonio Carlos Valente Jr. , Cascavel-PR - Bancário
Enviado em 16/5/2006 às 3:07:48 PM
Parabéns, professor. Depois da farsa das Farc, dos dólares cubanos agora temos os falsos depósitos. Continue com essa resistência crítica. Precisamos de gente assim em um país tão açoitado pela infâmia.
julia campos , rio de janeiro-RJ - estudante
Enviado em 16/5/2006 às 3:01:36 PM
é vergonhoso ver que grande parte da população (principalmente a calsse média) se deixa influenciar por uma revista inescrupulosa. até quando a mídia vai tentar manipular a opinião pública com suas mentiras?
Analice Giullia Magalhães , Rio de Janeiro-RJ - Médica
Enviado em 16/5/2006 às 2:58:18 PM
Dossiês falsos, entrevistas mentirosas, dados deturpados. Até onde vão os senhores da Abril? Magnífica denúncia de uma farsa
Paulo César de Almeida Fontes , São Paulo-SP - Assessor
Enviado em 16/5/2006 às 2:51:52 PM
Essa revista só reproduz o que interessa ao que há de mais retrógado na sociedade brasileira. Veja é panfleto. Nada existe de pior na imprensa brasileira. O triste é ser a de maior tiragem. Diz muito sobre a sociedade brasileira.
Guilherme Marques Cardos , São Paulo-SP - engenheiro
Enviado em 16/5/2006 às 1:27:09 PM
Essa revista não tem mais jeito. Tal como a violência pode ser explicada pelos usuários, os crimes de Veja são legitimados por seus assinantes. É só não ler. É só não assinar.
Jairo Areas Montes , São Paulo-SP - Professor universitário
Enviado em 16/5/2006 às 1:22:44 PM
Parabéns Gilson, Parabéns Dines. Quando Diogo Mainardi entrevista Daniel Dantas todos corremos risco. Obrigado pela pronta reação.
Carlos Eduardo Marcondes , Campinas-RJ - advogado
Enviado em 16/5/2006 às 12:43:53 PM
Mais uma vez, o autor acerta um belo tiro no alvo." Atire antes, pergunte depois" é um libelo contra a imprensa marrom. É um desagravo à cidadania atingida pela Abril. Muito bom
Helena Restelli , São Paulo-RJ - Professora
Enviado em 16/5/2006 às 12:40:37 PM
Belíssima traulitada na revista que abandonou há muito tempo qualquer veleidade ética. É [ ] sem verniz. [ ]
Sergio Gomes , Rio de Janeiro-RJ - Advogado
Enviado em 16/5/2006 às 12:36:50 PM
Veja merece o menosprezo da sociedade. Publicação [ ] e mentirosa. Repugnante
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