ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 387 - 24/11/2009
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JORNALISTA CONFESSA
`Eu sou o criminoso do caso PC Farias´

Por Lucas Figueiredo em 29/6/2006

O governo Fernando Collor passou à História como sinônimo de corrupção. Da eleição (1989) ao impeachment (1992), a gangue que ocupou o Poder Executivo naquele período arrecadou 1 bilhão de dólares com achaques, mutretas e golpes, segundo cálculos da Polícia Federal. A máquina de roubar ficou conhecida como Esquema PC, uma referência ao nome do tesoureiro da campanha presidencial de Collor, Paulo César Farias.

Como é sabido, com exceção de PC Farias, até hoje nenhum dos integrantes daquele grupo (empresários, políticos e autoridades) foi condenado em última instância pelos crimes cometidos. Collor, por exemplo, foi absolvido de todas as acusações, incluindo corrupção. (Ele cogita se candidatar a deputado federal por Alagoas nas próximas eleições.) O próprio Paulo César acabou sendo condenado por dois crimes, digamos, menores: falsidade ideológica (ele abriu contas bancárias com nomes falsos) e evasão de divisas. Só foi parar na cadeia, onde passou dois anos, porque fez a besteira de fugir do país.

O correto, portanto, seria refazer a frase da abertura deste artigo: o governo Collor passou à História como sinônimo de corrupção e também de impunidade.

E a impunidade atravessou os tempos. No dia 23 de junho de 1996, PC foi assassinado na sua casa de praia, em Maceió. O corpo do tesoureiro foi encontrado na cama, ao lado do corpo de sua namorada, Suzana Marcolino, ambos com um tiro de revólver calibre 38. Num primeiro momento, a Polícia Civil de Alagoas divulgou que Suzana teria matado PC e se suicidado. A investigação, no entanto, foi marcada pelas falhas, para dizer o mínimo.

Anos depois, pressionado pelo trabalho de investigação da imprensa, a polícia alagoana mudou sua versão do crime para duplo assassinato. Mesmo assim não foi capaz de dizer quem deu os tiros em PC e Suzana e quem mandou matá-los. Mais uma vez, os criminosos se safaram. E, ao que tudo indica, com muito dinheiro, já que a sobra do butim do Esquema PC nunca foi encontrado.

Esta é a história conhecida. Estou aqui para contar outra: eu sou o criminoso do caso PC Farias.

Ameaças e arapucas

Comecei a escrever sobre os desmandos do governo Collor quando ainda estava na universidade. Recém-formado, fiz reportagens sobre o declínio do governo e sobre o impeachment. Em Brasília, como repórter, vi em 1994 a absolvição de Collor no Supremo Tribunal Federal. Dois anos depois, cobri em Maceió a morte de Paulo César e Suzana. O caso grudou em mim – e eu grudei no caso.

Nos quatro anos seguintes, dediquei-me a investigar as duas questões centrais do enigma PC-Collor. Ou seja, quem matou Paulo César Farias e onde foi parar o dinheiro do Esquema PC. Voltei a Maceió algumas vezes, e as pistas levantadas acabaram me levando à Itália, à Suíça, à Argentina, aos Estados Unidos e ao Uruguai.

Não fui capaz de responder integralmente os enigmas, mas considero que fiz avanços. Em 1997, por exemplo, expus as ligações do Esquema PC com o crime organizado internacional. No mesmo ano, revelei que o Ministério Público de Alagoas tinha uma gaveta cheia (e fechada) com exames feitos por peritos e legistas independentes que indicavam que PC e Suzana tinham sido mortos por uma terceira pessoa. Outras informações vieram com o tempo, como os dados das contas de PC Farias no exterior, algumas delas ativas mesmo depois de sua morte.

No meio do caminho, como era esperado, esbarrei numa pressão brutal de quem preferia o mistério à luz. Fui ameaçado de morte em Alagoas e, em Houston (Texas), para onde fui atraído por um falso informante, escapei de uma arapuca.

No ano 2000, o resultado da minha investigação virou um livro: Morcegos Negros: PC Farias, Collor, máfias e a história que o Brasil não conheceu, publicado pela Record. Mesmo tendo passado oito anos do impeachment de Collor e quatro da morte de PC, o livro foi muito bem aceito, vendendo 30 mil exemplares, o que lhe rendeu 14 semanas na lista dos mais vendidos de revista Veja (categoria não-ficção). E foi assim que me tornei um criminoso.

Fio de coerência

Ainda no ano 2000, o juiz de Alagoas Alberto Jorge Correia de Lima (responsável pelo caso da morte de PC e Suzana) leu Morcegos Negros e não gostou. Ele entrou com um processo por danos morais, em Alagoas, contra mim e contra a Editora Record. Na ação, o juiz questionava uma única frase do livro. A frase é a seguinte:

"O juiz Alberto Jorge, que só reclamava, resolveu tomar uma atitude e solicitou à Secretaria de Segurança que indicasse um novo delegado para o caso".

Segundo o entendimento do juiz, ao dizer que ele "só reclamava" eu teria afirmado que ele nada fazia. Sendo assim, por vias tortas, eu teria afirmado que ele prevaricara.

A reclamação de Alberto Jorge foi aceita por seus colegas da Justiça de Alagoas, tendo início um processo kafkiano contra mim.

No julgamento de primeira instância, o juiz que analisou o caso não ouviu as minhas testemunhas, entre elas o senador Eduardo Suplicy e o ex-juiz Walter Maierovitch. E acabou por condenar a mim e a Record a pagar 350 salários mínimos, mais custas de advogado (aproximadamente 200 mil reais, em valores corrigidos, um valor altíssimo para ações dessa natureza).

Tentei recorrer, mas na segunda instância Kafka voltou a atacar. O Tribunal de Justiça de Alagoas confirmou a condenação, mas, descumprindo uma norma sagrada da Justiça, não realizou corretamente a publicação do acórdão, deixando de intimar meu advogado local. Ou seja, fui condenado novamente, e dessa vez não fui avisado.

Ao verificar a falha, em 3 de agosto de 2004 entrei com uma petição no TJ de Alagoas comunicando o erro. Na petição, pedi a republicação do acórdão (ou seja, da sentença de condenação em segunda instância), a fim de que fosse aberto o prazo para eu recorrer da decisão. A petição foi recebida pelo tribunal, conforme comprovam duas fontes diferentes: o protocolo do TJ de Alagoas em meu poder e o site do tribunal, na seção de consulta a processos.

Além de entrar com a petição, enviei meu advogado, dr. Fernando Quintino, a Maceió. Em audiência com Quintino, o assessor de gabinete do TJ de Alagoas reconheceu o erro e afirmou que a sentença seria então publicada, reabrindo o prazo para que eu recorresse ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. Passados quase dois anos, no entanto, o acórdão não foi republicado.

Em abril passado, meu advogado foi pessoalmente verificar o motivo de tanta demora. Foi quando tomei conhecimento de que minha petição simplesmente havia desaparecido do processo. O dr. Quintino folheou todo o processo e também não encontrou nenhum oficio solicitando ao tribunal a republicação do acórdão. Estava assim concluído Der Process: eu e Record éramos culpados.

Sim, eu me sinto perplexo, indignado e impotente diante do ocorrido. Mas ainda assim vejo um fio de coerência em toda essa história: se a gangue que se formou sob a sombra do governo Fernando Collor é inocente, eu só poderia estar mesmo do outro lado.

Comentários (22)
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Dalton Catunda Rocha , Fortaleza-CE - Agrônomo
Enviado em 22/4/2007 às 9:39:20 AM
Rapaz, não confunda história e direito, como algo similar a uma religião.Em direito e história se tem que provar, que uma coisa de fato existe ou existiu.Em religião, basta acreditar numa coisa e pronto.E uma crença pode ter mais um bilhão de seguidores, mas eu posso não acreditar.Ter 26% da humanidade acreditando nele, não faz eu acreditar mais em Alá, que em Iemanjá, Zeus ou Perséfone.Em valores de hoje, o total arrecadado por PC Farias foi em torno de R$18 milhões.E de todas as contribuições dadas a ele, NENHUMA foi ligada a uma ação de Fernando Collor.Nem mesmo como coincidência.Dentre todas as contribuições ao esquema PC, apenas uma teve ligação POSSÍVEL com decisão do governo Collor.Foi um pífio aumento de 14% concedido à Rodonal, pela então ministra Zélia, em 1990. Só isto e mais nada.A imprensa falou de um oceano, mas só se achou este copo d água, ligado apenas à Zélia.Ligado a Collor, nada, nem mesmo coincidência.Dos cerca de US$18 milhões arrecadados por PC, a esmagadora maioria foi para campanhas políticas como Renan Calheiros,etc.Disseram que PC Farias tinha US$1 bilhão, já em 1990.Se tinha, por que ele teve que tomar um empréstimo para abrir um pasquim em 1992?O único favor possível de PC aos empresários, foi o caso Rodonal.Por que iam dar ao PC US$1 bilhão por isto?Nada apareceu que tornasse Collor 0,01% pior moralmente, que Sarney, FHC e Lula.O resto é só crença.
Carlos Moliterno , Maceió-AL - Funcionário Público
Enviado em 4/7/2006 às 11:51:37 AM
Infelizmente, muitos daí do"progressista" sul-maravilha, confundem o povo alagoano com suas elites apodrecidas, aliás não muito diversas daquelas a que se referiu o governador Lembo. Durante o processo do impedimento do Collor, uma das coisas que mais me chamavam a atenção, em meio a todos os protestos registrados pela mídia nacional, era a omissão quanto a mostrar que os alagoanos também se mobilizavam contra o farsante do Planalto. Aqui tivemos imensas mobilizações que passaram despercebidas pelo resto do Brasil. Lí seu livro, que guardo como documento para filhos e netos, pois o considero o mais completo levantamento do esquema criminoso que empolgou o poder após a derrocada da ditadura. Vá em frente na sua luta por justiça, que nós, alagoanos com vergonha na cara, lhe seremos sempre agradecidos.
nil caiana , joão pessoa-PB - aposentaado
Enviado em 3/7/2006 às 8:50:20 PM
mulher matar o companheiro e depois se matar, não existe isso.
Aloísio Morais Martins , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 3/7/2006 às 3:19:12 PM
A eleição do Collor, e tudo o que veio à tona depois, serviu para mostrar a podridão alagoana, que tem como pano de fundo a oligarquia que lá está instalada nos poderes há séculos. Tenho amigos em Maceió e já tive a oportunidade de ir de férias, por duas vezes, à bela e hospitaleira Alagoas (que recomendo). Mas, infelizmente, ao circular por suas entranhas dá para sentir por todos os cantos as injustiças, o mandonismo, o coronelismo e vários outros ismos, entranhados em todos os poderes. Infelizmente, ética e justiça ainda são bens essenciais raros em Alagoas, onde só se salva o seu pobre povo sofredor. O seu caso é uma boa oportunidade para lutarmos contra este estado de coisas. Minha solidariedade e boa sorte, Lucas!
Márcio Freire , São Paulo-SP - contabilista
Enviado em 3/7/2006 às 1:55:55 PM
Caro Lucas, Acabo de ler o comentário do Marcelo Soares sobre sua condenção no Blog do "Deu no Jornal", e venho trazer-lhe minha solidariedade, pois como jornalista investigativo, você tem relevantes serviços prestados ao Brasil. Um abraço, Márcio - SP
Rafael Chat , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 3/7/2006 às 1:43:07 PM
Que Deus o ajude, mas acho que não há solução. Um bom exemplo do estado das coisas "neste país" está nos comentários do DANTE e JESSE. O primeiro acha que o roubo de antes do PT anula e absolve a ladroagem do PT. Para o segundo, se o ladrão rouba pro partido não é crime. E se roubar pra si e devolver (Silvinho) está perdoado. Dois belos exemplos da moral torta que nos leva ao atraso e impunidade.
Lúcio Flávio Pinto , Belém-PA - jornalista
Enviado em 2/7/2006 às 1:34:35 PM
Meu caro Lucas: No seu artigo, você não deixa claro de que maneira o seu advogado não foi informado sobre o acórdão. Se o aresto, como dizem no fórum, não incluiu o nome do seu advogado na resenha, então essa é uma nulidade. Sanável, sim, mas obriga o tribunal a republicar a decisão e reabrir o prazo, independentemente de pedido de ofício. Nulidade pode ser argüida em qualquer momento. Por isso, imaginei que talvez você devesse fazer isso; entrar com uma argüição de nulidade da decisão por erro formal essencial. Se, entretanto, tal providência tiver prescrito (por não se tratar de nulidade absoluta), partilho sua indignação e tramsito-lhe minha total solidariedade. Aprendi, no curso de 14 anos de perseuição via judicial no Pará, que nossos adversários apostam nessas filigranas formais para nos atingir, o que não podem fazer na essência da questão, em seu mérito e conteúdo. Por um motivo simples: estamos ao lado da verdade. Um abraço, Lúcio Flávio Pinto
josé antunes mendes caldeira , Passa quatro-MG - industrial
Enviado em 2/7/2006 às 9:08:31 AM
Já lhe passou pela cabeça, que em Alagoas, bem como em demais estado nordestinos, mas, principalmente em alagoas, justiça é alguma coisa que nunguém faz a menor ideia do que seja? Aquela região do país, anda está na idade da pedra lascada. O resto do Brasil, já evoluiu para a idade do bronze. Daqui a 1.000 anos, pode ser que este triste país, vire alguma coisa mais ou menos séria
JOEL CONRADO VEIGA , Provence França-IN - Escritor
Enviado em 1/7/2006 às 7:35:46 PM
Não tive a oportunidade de ler seu livro e compartilho de seu desespêro e enfrentar à justiça e os grandes grupos econômicos. A respeito do caso, não lembro de ter lido um esclarecimento por que a primeira pessoa a entrar no quarto não usou a porta e sim a janela. Constatada a fratura ou arrombamento da janela, as evidências seriam aceitas como um intrusso que não pode ter acesso a porta do quarto pois que teria que passar pelos seguranças no exterior da residência. Mas.... como as investigações foram direcionadas bem longe desse importante detalhe gostaria de saber, pois não me recordo, quem foi a pessoa que "arrombou" a janela, entrou no quarto e abriu a porta o para todos aqueles que no corredor, aguardavam o acesso ao local do crime. Estranho... o crime perfeito, muitas vezes precisa não um, mais dois alibis.. JOEL CONRADO VEIGA France Provence
Clara Arreguy , brasília-DF - jornalista
Enviado em 1/7/2006 às 2:35:31 PM
Lucas, não desista nem diante dos processos kafkianos e injustos nem diante do cinismo que muitas vezes tende a tomar conta de nosso espíritos cansados, o que é muito comum entre nossos pares, no jornalismo. Lute, denuncie, não se cale. Beijos e boa sorte!
J. Miguel , Porto Alegre-RS - jormiguel@gmail.com
Enviado em 30/6/2006 às 10:35:08 AM

1. Não li o livro e não conheço o juiz: Acaba de fazer outra denúncia contra a justiça de Alagoas (tiraram o documento do processo), é possível que tenha que se defender disso também; 2. 11 comentários favoráveis a pessoa que escreveu a matéria, acredito então que todos eles te conheçem pessoalmente ou no mínimo leram o livro, senão como tomar partido? Pela emoção? 3. Não há mais desculpas para se colocar textos como este ou como um livro que vai denunciar pessoas e pronto, hoje você pode pode ter um IP só seu, colocar um servidor em sua casa, instalar um programa CMS gratuito e disponibilizar todos os meios de prova coletados em suas matérias para dirimir dúvidas, fortalecer o conteúdo principal, citar quantas fontes desejar e muito mais, hospedado em lugar que você confia (seu computador). Pode fazer cópia de segurança do conteúdo (textos, links, imagens, etc) e colocar num cartão de memória de 1Gb (cabe uma enciclopédia de coisas) e levar para um lugar seguro junto com o material. Quando acordarmos para isso, não veremos mais matérias como estas sem fontes sólidas, sem material de apoio, pois fica tão fácil criar links para conteúdo hospedado em sua casa.

Esta é minha sugestão para colunistas da Internet. Espero ter contribuido e se você estiver certo te desejo toda a sorte do mundo e quem sabe não poderei ajuda-lo no futuro (só com a parte técnica claro). Já não acredito mais em qualquer matéria escrita sem fontes, links, material de apoio, mesmo que você imprime um jornal ou vende um livro, deveria manter um servidor como o citado anteriormente ou similar com muito material de apoio disponível. É minha simples opinião, é a nova forma de mostrar respeito ao leitor e dar credibilidade a um assunto.

Luis Fernando Assunção , Joinville-SC - jornalista
Enviado em 30/6/2006 às 9:16:21 AM
Caro Lucas Isso tudo que vc está passando, além de ser um tremendo absurdo, mostra o como nosso país precisa evoluir. A corrupção entranhada em nosso meio, se esparrama em todos os níveis, afetando de alguma forma a vida dos cidadãos. E isso vale para a justiça. O seu caso prova isso. Um conselho: bota a boca no trombone. Denuncia a quem puder: ABI, Fenaj, FIJ (Federação Internacional dos Jornalistas, com sede em Genebra). Não pode ficar assim. É possível fazer barulho para que esses "magistrados" não se sintam donos do mundo. Força! Abraços
Plínio José Venturini Dotto , São Gabriel-RS - jornalista
Enviado em 29/6/2006 às 11:06:37 PM
"...1 bilhão de dólares segundo cálculos da Polícia Federal...", "Não fui capaz de responder integralmente...". Lucas, o problema é que você perdeu um tempão escrevendo um livro que não serve para provar o que pretendia. Ora, onde estão os documentos da Polícia Federal que dão veracidade a esse volume de dólares arrecadados? Quando você sentiu que não obteria as respostas que buscava, devia ter desistido de editar o livro. Se o livro não tivesse sido publicado, o juiz não o teria lido. É uma relação de causa e efeito. Você acabou sendo vítima da subjetividade de um juiz, o que é lamentável. Mas, agora que você amadureceu, tem chance de escrever um outro livro, sobre a corrupção do governo Lula, de nível muitas vezes mais elevado e com provas mais claras e contundentes que do governo Collor. O Ministério Público até já encontrou uma quadrilha de 40 e estaria investigando mais uns 500. Não se iluda com essa falsa solidariedade da patrulha petista. Faço votos que você acabe saindo ileso desse processo.
jesse fernandes , São José do Rio Preto-SP - jornalista
Enviado em 29/6/2006 às 6:10:27 PM
Caro Luciano, você não deve desanimar e sim continuar sendo um cara honrado e sério. Podemos perder e ganhar, assim é a vida. Agora, aqui entre os pobres comentaristas, tem uns que aproveitam para destilar o seu ódio contra o presidente Lula e o PT. Mensalão é uma palavra inventada. Roberto Jeferson foi cassado justamente porque não conseguiu prová-lo. Agora que tem corrupto claro que tem. Por que será que Jefferson queria manter Dimas Toledo? E o Daniel Dantas? Vamos separar sim, o joio do trigo. Com excessão do Silvinho Pereira (que já devolver o carro) tem alguem que se beneficiou? Ora, ora, desculpem o desabafo, mas o preconceito e os ataques abaixo da cintura cansam...., embora saiba que fazem parte do jogo político. Mas Luciano, você não é bandido e também sou solidário.
Daniel Campos , Curitiba-PR - Cientista
Enviado em 29/6/2006 às 6:07:01 PM
É apenas mais uma prova que não existe justiça de verdade no nosso "país". Tenham medo se dependerem um dia de nossa justiça
José de Souza Castro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 29/6/2006 às 5:16:56 PM
"E acabou por condenar a mim e a Record a pagar 350 salários mínimos, mais custas de advogado (aproximadamente 200 mil reais, em valores corrigidos, um valor altíssimo para ações dessa natureza)". A denúncia de Lucas Figueiredo expõe o judiciário alagoano a várias suspeitas, entre elas a de corporativismo, mas, não menos grave, a de favorecer a indústria da indenização, beneficiando juízes e advogados, e a de intimidar a imprensa. Não é de hoje que a justiça vem desempenhando o papel de censura à imprensa, antes (ditaduras Getúlio Vargas, Costa e Silva, Garrastazu, Geisel e Figueiredo) entregue à área policial. Isso não é bom para o Judiciário, é ruim para a imprensa e péssimo para o país.
Ananias José de Freitas Freitas , belo Horizonte-MG - Jornalista e Professor
Enviado em 29/6/2006 às 5:02:29 PM
Quando nós achamos que nada mais irá nos surpreender, eles conseguem. Este processo kafkiano levado a cabo pela justiça alagoana é uma destas afrontas a todos, que como você, levam a sério o que fazem. E fazem bem feito. Minha solidariedade sempre. Zeca de Freitas - Belo Horizonte
Maraísa Bueno Ferreira , São Paulo-SP - Estudante
Enviado em 29/6/2006 às 4:23:39 PM
É inacreditável como a justiça brasileira conegue driplar todos e culpar pessoas que simplesemente queriam mostrar uma outra versão dos fatos (aliás até hoje nenhuma versão foi comprovada). O que eles sentem é medo que alguém descobrir o que realmente aconteceu e onde o dinheiro foi parar e como isso inventam outras histórias para distrair a todos, ou melhor, fazer esquecer do que se trata. Agora um jornalista quando quiser correr atrás da verdade de um caso muito mal resolvido, ao invés de mostrar os culpados, acaba sendo o culpado e tendo que pagar por isso. Realmente o jornalismo é manipulado por grandes empresas.
Douglas Gardiman , Vitoria-ES - jornalista
Enviado em 29/6/2006 às 4:11:25 PM
Fico imaginando daqui uns anos acontecer a mesma coisa com o mensalão. Esses políticos são todos iguais. Parecem que continua como estava, passa Collor, FHC, Lula... Por fim, boa sorte Lucas. No final tudo vai dar certo. Mas como disse a colega acima, no Brasil, só pode mexer com colarinho sujo.... Outra coisa que me intriga e muito é que: o mensalão existiu, mas cadê as empresas PRIVADAS que forneceram dinheiro, sabemos que existem muitas... mas nada se fala.
Dante callefi , rio de janeiro-RJ - publicitário
Enviado em 29/6/2006 às 3:33:01 PM
Comparar o processo" menssalônico " com o "caso collor", é tudo o que a aposição deseja.E não consegue. Os propósitos,as personagens,os meios,os rumos,o enrêdo,e o epílogo,mostram o ineditismo daquela tragédia escrita a múltilplas mãos por shakespeares alagoanos. Pensando bem,o autor que se torna réu pelo que escreve,assemelhasse, àquele que tendo inspirado uma nova ética partidária,com lutas e sacrifícios reconhecidos ,é vergastado no pelourinho da opinião pública,pelos algozes históricos do povo brasileiro.
Marco Antônio Leite Costa , São Caetano do Sul-SP - T.P.A.
Enviado em 29/6/2006 às 3:27:32 PM
Caro JORNALISTA, vc começou sua carreira de forma errada. Na faculdade onde estudou não avisaram-lhe que nos devemos investigar somente criminosos do colarinho encardido. Com certeza, estes marginais estariam mortos ou presos num desses luxuosos presídios de segurança mínima. Não sou jovem, durante minha trajetória de vida, nunca destemunhei ou fiquei sabendo que um, um bandido do colarinho alvo sequer, foi condenado e (falando na gíria) puxou cadeia neste país do faz de conta. Infelizmente, sou obrigado a considerá-lo um laranja do sistema. Outrossim, muitos juízes são comprados pela escol dominante.
Habib Stephanne Seixas , Manaus-AM - Universitaria
Enviado em 29/6/2006 às 2:08:28 PM
è dif´cil de acreditar até hoje como age a justiça Brasileira, pois cada vez que fico sabendo de uma história dessas a minha indignação cresce!!! Como pode o STJ, querer favorecer uma pessoa, no caso esse juíz? Como pode haver tanta falta de respeito? E o que mais me impressiona na justiça, é que casos assim, em que favorece quem está no poder a justiça(stj, Tj, STF) ou sei lá o que, são rapidas em tomar uma atitude! Tendo em vista que casos como exemplo de alunos da UEA(universidade do estado do Amazonas) em que lutam pela suas vagas na universidade, ate hoje esperam essa "atitude" da justica! Uma Justica dessa que se diz atender a todos e se contaradiz a atender somente a quem tem mais dinheiro e quem esta no poder!!!
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