ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 398 - 17/11/2009
  Interesse Público
Início > Índice Geral > Interesse Público + A | - A
[imprimir] [enviar por email ] [link permanente]
 

CONCENTRAÇÃO E DIVERSIDADE
CCS abre discussão do Legislativo sobre marco regulatório

Por Francine de Souza em 12/9/2006

Reproduzido do boletim e-Fórum nº 116, de 8/9/2006, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

Antecipando-se ao interesse dos parlamentares, o Conselho de Comunicação Social realiza sua primeira audiência pública para discutir um novo marco regulatório para a área das comunicações. Empresas, governo e sociedade possuem visões distintas sobre como atualizar a legislação. Só concordam sobre a necessidade de atualização.

Durante a audiência pública do Conselho de Comunicação Social, realizado no dia 4/9, em Brasília, foram realizadas discussões em torno do marco regulatório do setor. O objetivo da discussão é a criação de um novo quadro legal para as comunicações no país. João Carlos Saad, presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, apresentou um novo ponto de vista para a questão. Segundo ele, a criação de uma nova legislação não deve ficar apenas entre os radiodifusores e as teles, mas, na verdade, é necessário criar uma lei que regule toda a comunicação social brasileira.

Celso Schröder, coordenador-geral do FNDC e representante da categoria profissional dos Jornalistas no CCS, acredita que o debate trouxe à tona questões importantes. “Apesar de ter sido muito dividido, com o turno da manhã trazendo as questões de um segmento e o da tarde de outro, foi muito bom. A questão suscitada pelo Saad sobre uma legislação que regule toda a comunicação social que é feita no Brasil é um debate muito interessante e mais complexo.”, afirma Schröder. O representante dos jornalistas faz uma alusão ao fato de até então a discussão sobre atualização do marco regulatório das comunicações centrar-se na atuação das empresas de telecomunicações ou dos radiodifusores. Schröder lembra que “é preciso criar uma lei que articule os dois segmentos, mas que defenda o interesse público”. Ele ainda recorda que a importância da nova questão foi, inclusive, observada pelo relator da Comissão do Marco Regulatório, Paulo Tonet Camargo.

Sem surpresas

Evandro Guimarães, representante da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e vice-presidente de Relações Institucionais das Organizações Globo, não surpreendeu ao exigir apenas o enquadramento jurídico das operadoras de telefonia. “No Brasil já existe muita regulamentação para as radiodifusoras e nenhuma para as teles”, afirmou. Em relação a isso, Luiz Alberto Santos, representante da coordenação da Ação Governamental da Casa Civil da Presidência da República criticou a situação de regulação no país e defendeu a Lei Geral, lembrando que as empresas têm se mostrado contrárias a qualquer tipo de regulação.

O conselheiro representante da categoria profissional de técnicos de cinema e vídeo, Geraldo Pereira dos Santos, salientou o discurso do diretor do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Gustavo Gindre. “Ele apontou as dificuldades encontradas, por conta do corporativismo, na busca pela democratização da comunicação”, ressalta o conselheiro. Gindre ainda defendeu que a criação de uma nova regulamentação não é censura e que a “antiga legislação é conservadora na origem e defasada no tempo”. “Acho importante que o conselho ouça outros atores importantes que não foram ouvidos, como por exemplo, a área acadêmica, representantes parlamentares, a sociedade e ainda as próprias teles, que já apresentaram projetos individuais mas ainda não participaram de uma audiência pública”, comenta Pereira dos Santos.

Comentários (0)
Comentar
Compartilhe
[imprimir] [enviar por email ] [link permanente]
Este é um espaço de diálogo e troca de conhecimentos que estimula a diversidade de idéias e pontos de vista. Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem intolerância ou crime. Os comentários devem ser pertinentes ao tema da matéria e aos debates que naturalmente surgirem. Evite vulgaridades e simplificações grosseiras. Não escreva em maiúsculas: isso dificulta a leitura do texto e, na linguagem da internet, é interpretado como gritos. Mensagens que não atendam a estas normas serão deletadas, e os comentaristas que habitualmente as transgredirem poderão ter interrompido seu acesso a este fórum.
         
Nome :   Sobrenome :
E-mail:   Profissão:
Cidade:   Estado:
Comentário:


para o limite de 1400.
 
The CAPTCHA image
Clique aqui para ouvir o
texto soletrado(mp3)
Digite no campo abaixo o texto
que você vê na imagem ao lado.

 
Compartilhe este texto
Blig Blig BlinkList BlinkList BlogBlogs BlogBlogs BlogLines BlogLines Delicious del.icio.us
Digg Digg Furl Furl Google Bookmarks Google Bookmarks Linkk Linkk Magnolia ma.gnolia
netscape Netscape netvibes Netvibes newsvine Newsvine reddit reddit Stumble Upon Stumble Upon
Technorati Technorati Twitter Twitter Windows Vista Windows Vista Yahoo! MyWeb Yahoo! MyWeb Facebook
Francine de Souza

Outros artigos desta Seção
TV DIGITAL
A perspectiva dos usos
sociais da tecnologia

Estela Kurth
12/9/2006
CONCENTRAÇÃO
& DIVERSIDADE
Formação de monopólio da
RBS em SC será questionada

Laura Schenkel
12/9/2006
CONCENTRAÇÃO & DIVERSIDADE
CCS abre discussão
do Legislativo sobre
marco regulatório

Francine de Souza
12/9/2006
VOTO SECRETO
NO CONGRESSO
O articulista e o tenso
equilíbrio da democracia

Luiz Otávio de Figueiredo Mantovaneli
12/9/2006

Últimos 5 artigos de
Francine de Souza
REFORMA POLÍTICA
O que a comunicação tem a ver com isso
10/4/2007
ENTREVISTA / GABRIEL PRIOLLI
"Não há integração efetiva se não houver integração cultural"
13/2/2007
ENCONTRO EM PARIS
Ação da Unesco pela democratização da comunicação
30/1/2007
CONSELHO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Renovação do CCS está prevista para março
16/1/2007
JORNALISTAS E MAGNATAS
Raio X da comunicação latino-americana
9/1/2007
Mais artigos de
Francine de Souza >>