ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 405 - 24/11/2009
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A POLÊMICA DA `RAÇA´
Colunista condenado por crime de opinião

Por Marcel Gomes em 2/11/2006

Reproduzido da Agência Carta Maior, 1/11/2006, com o título original "Emir Sader é condenado em processo movido por Bornhausen; cabe recurso"

O cientista social e colunista da Carta Maior Emir Sader foi condenado à perda de seu cargo de professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e a um ano de detenção, em regime aberto, conversível à prestação de serviços à comunidade, pela 11ª Vara Criminal de São Paulo, que julgou um processo de injúria movido pelo senador Jorge Bornhausen (PFL-SC). Cabe recurso à decisão, ainda em primeira instância.

Na sentença, o juiz Rodrigo César Muller Valente avaliou que Sader cometeu crime ao tratar Bornhausen como "racista" em um artigo publicado na Carta Maior em 28 de agosto do ano passado. O colunista se referia a uma manifestação pública do senador feita dois dias antes, na qual, ao ser questionado em um evento com empresários se estava desencantado com a crise política, ele respondeu: "Desencantado? Pelo contrário. Estou é encantado, porque estaremos livres dessa raça pelos próximos 30 anos".

Marcelo Bettamio, advogado de Sader, disse que irá recorrer da decisão, que só passa a valer após o trânsito em julgado da sentença. Segundo ele, houve cerceamento do direito de defesa durante o trâmite do processo. "O juiz não intimou as testemunhas de defesa, cujo comparecimento ao Tribunal fora pedido pelo defendente", alega. Sobre a cassação do professor de seu cargo na Uerj, Bettamio considera a decisão descabida, uma vez que o artigo assinado por Sader não tem relação com sua função docente naquela universidade.

O senador Jorge Bornhausen foi procurado para se manifestar sobre o caso, mas sua assessoria disse que ele não se manifestaria. O juiz Rodrigo César Muller Valente também foi contatado através de sua secretária, mas ainda não respondeu à solicitação de entrevista.

A polêmica

Na época, ao explicar a declaração, Bornhausen disse se referia aos petistas e à expectativa de que Lula fosse derrotado nas eleições deste ano. A expressão "raça" utilizada por ele gerou manifestações de repúdio no governo, no PT e em esferas da esquerda. Cartazes acusando o senador de racismo chegaram a ser distribuídos em Brasília. Diante da repercussão, o senador, que também é presidente do PFL, publicou um artigo no jornal Folha de S.Paulo, em 29 de setembro, em que tentava explicar o uso da expressão.

"Quanto a ter usado a palavra `raça´ – não como designação preconceituosa de etnia, ideologia, religião, caracteres, mas como camarilha, quadrilha, grupo localizado –, tão logo alguns falsos intelectuais surgiram, incriminando-me, apareceram preciosos testemunhos a meu favor. Confesso que falei `dessa raça´ espontaneamente, sem premeditação, usando meu modesto universo vocabular, a linguagem coloquial brasileira com que me expresso, embora meus adversários tentem me isolar numa aristocracia fantasiosa", escreveu Bornhausen.

Segundo o advogado Marcelo Bettamio, na apresentação de sua defesa, Emir Sader alegou que, ao usar o termo racismo, "não visou ofender a honra nem subjetiva nem objetiva do senador, mas sim fazer uma crítica a um parlamentar que fez uma declaração pública, perante a mídia, com termos preconceituosos". Bettamio considera que, através do artigo na Folha de S. Paulo, o próprio senador se retratou. "O prof. Emir Sader apenas exerceu o direito à livre manifestação e à crítica, salvaguardado na Constituição", disse o advogado. [Colaborou Flávio Aguiar]

***

Sociólogo é condenado por acusar Bornhausen

Copyright Folha de S.Paulo, 2/11/2006

O sociólogo e cientista político Emir Sader, professor do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), foi condenado por crime de injúria contra o senador Jorge Bornhausen (SC), presidente nacional do PFL. Sader disse, por intermédio da assessoria de imprensa da Uerj, que recorrerá da decisão. Procurado pela reportagem da Folha, o sociólogo não respondeu às ligações.

O juiz auxiliar da 22ª Vara Criminal de São Paulo, Rodrigo César Muller Valente, condenou o sociólogo à pena de um ano de detenção, em regime inicial aberto. O juiz determinou que a pena seja substituída por serviços à comunidade, pelo fato de o sociólogo ser réu primário. A condenação baseou-se também no fato de que "a injúria foi largamente difundida, alcançando caráter difuso a número indeterminável de pessoas".

A sentença diz ainda que Sader deve deixar o cargo público na universidade. Ontem, ele trabalhou normalmente. E permanecerá no cargo, segundo a Uerj. A razão da condenação foi um desdobramento da polêmica frase de Bornhausen, em 2005 -"A gente vai se ver livre desta raça por pelo menos 30 anos", em referência ao PT e à esquerda brasileira.

Emir Sader respondeu à frase de Bornhausen em artigo publicado no dia 28 de agosto de 2005, na agência de notícias na internet "Carta Maior". O sociólogo escreve artigos em um blog na "Carta Maior".

"O senador Jorge Bornhausen é das pessoas mais repulsivas da burguesia brasileira. Banqueiro, direitista, adepto das ditaduras militares (...) revela agora todo o seu racismo e seu ódio ao povo brasileiro com essa frase, que saiu do fundo da sua alma -recheada de lucros bancários e ressentimentos", disse Sader na ocasião. Ele defendeu ainda que Bornhausen fosse processado por discriminação e racismo, e acusou o senador de atitude fascista.

Bornhausen impetrou queixa-crime contra Emir Sader. "Inegável, pois, que o artigo de autoria do querelado conteve ofensa à dignidade e decoro do querelante", disse o juiz. "Ao adjetivar um senador da República de "racista", esqueceu-se o réu de todos os honrados cidadãos catarinenses que através do exercício democrático do voto o elegeram como legítimo representante em nossa República Federativa. Trata-se, pois, de conduta gravíssima, que de modo algum haveria de passar despercebida, principalmente porque partiu de alguém que, como profissional vinculado a uma universidade pública, jamais poderia se valer de um meio de comunicação de grande alcance na universidade em que atua para divulgar ilícito penal".

Comentários (94)
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Rodrigo Augusto Bizarria , São Paulo-SP - estagiário - direito
Enviado em 1/12/2006 às 9:19:15 AM
Novamente a indignação e sensação que vivemos num país desorganizado, a Deus dará, vai crescendo diariamente. Chego as vezes até ter certo desânimo com relação a escolha de meu curso, pois quando tomei a decisão de fazê-lo, foi exatamente pela importância e qualidade ( certo que caiu um pouco, confesso ! ) da profissão. De fato é vergonhoso esta nossa Justiça que não pensa no bem comum, ou seja, numa Justiça que praticamente perdeu os valores de origem... Afinal nem a Lei Maior de nosso país é respeitada hoje. Cadê o direito de expressão ? ninguém sabe, ninguém viu !!!
Carlos Alberto Lungarzo , São Paulo-SP - Professor titular da UNICAMP
Enviado em 22/11/2006 às 12:25:26 PM
A condenação de Sader produziu idignação em setores progressistas, e chocou a muitas outras pessoas. Entretanto, algumas destas opiniões estam baseadas em simples formalismos, como se o racismo fosse um crime técnico, sem violação do direito natural. Discute-se este assunto da mesma forma que se discute se as taxas de juros devem valer 15 ou 10%. Deixo fora aos que defendem matérias cheias de ódio, sarcasmo e avacalhação, exacerbadas pela surpresa que receberam no 2o. turno. O que se requer para provar racismo? Que o réu mate ou torture uma pessoa de outra raça, como fazia o KKK até 1950? (hoje, eles já não fazem mais isso). ALIAS, MESMO PARA QUEM MATA UM NEGRO, INDIO, JUDEU, etc., COMO SE PROVA QUE O MATOU POR RACISMO?? Ontem, (21/11), uma brasileira foi detida em Guaruglhos porque chamou a uma atendente de "negrinha". A delegada admitiu que a mulher estava descontrolada e, no final, tentou amenizar. Mesmo assim, foi detida e espera julgamento. Pode pegar até 4 anos, porque humilhou a vítima em presença de outras pessoas. Quando pessoas foram testemunhas do convite a destruir a raça do PT ??? Aliás, quais são as consequencias? A justiça não apenas ignorou a manifestação do dito senador, o que seria habitual. Ela foi além: defendeu sua honra (sic). Mas, isso não foi tudo: CONDENOU A QUEM FEZ A DENÚNCIA. Aliás, a pena de demissão mostra o começo de um pogrom na academia
Joana  jARL , Suécia-IN - Do lar
Enviado em 9/11/2006 às 12:44:02 PM
Minha irmã estudante da Uff me enviou esse e-mail sobre o caso do professor Emir Sader. Apesar de morar atualmente em outro País e de não me sentir envolvida por tudo que ocorre no Brasil, principalmente pelo fato de estar revoltada com todo absurdo que se passa por aí, li atentamente e no final de tudo isso, a única coisa que me vem a cabeça é...meu Deus, como estava certa de novamente, depois de tentar dois anos, ter tirado meus filhos desse país, dessa terra tão maravilhosa, mas que infelizmente as pessoas fazem dela, com que fique inviável de se habitar. Que vá se danar aqueles que só querem dizer o que pensam mas que depois usam o poder para calar os que também querem se expressar! Meus filhos vão crescer dando a opinião deles, eles ESTÃO NA ESCOLA É JUSTAMENTE PARA ISSO!!! Que vergonha!!!
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 7/11/2006 às 8:34:05 AM
Infelizmente a falta de educação leva as pessoas a fazerem ataques por falta de argumentos, assim como a nem mesmo saber diagnosticar a política econômica que está sendo perseguida pelo atual governo: o neoliberalismo radical e a globalização em busca de novos mercados tanto na China, Índia como na África. Radical porque FHC nunca poderia ter a colocado nestes termos com a ferrenha oposição na época. A discussão é só entre monetaristas e desenvolvimentistas, estes últimos defendendo a volta da política do FHC nem tanto preocupada com a responsabilidade fiscal e aceitando a volta da inflação.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Bandarra
Enviado em 6/11/2006 às 10:56:23 PM
Caro Arquiteto Caetano Greco Junior , São Paulo-SP – Opinar não é julgar. Tenho o mesmo direito de fazer do que os outros. Por que deveria concordar? De Direita são os regimes irmãos dos comunistas, os nacionais socialistas. Ambos nascido entre os trabalhadores para tomar o poder e ambos inimigos da imprensa. Ambos nascidos contra as elites. Ambos contra os liberais e democrata-cristãos. Apenas o primeiro gostava de estatais e o segundo gostava que o estado fosse uma estatal única.
Jeferson  J.A , Chapecó-SC - Jornalista e Func. Público
Enviado em 6/11/2006 às 10:50:35 PM
"Salve o DR."... “democracia, preconceito, nazismo, liberdade”...quantas PALAVRAS! Uma das capacidades mais instigantes do ser humano e a busca pela verdade absoluta, pela hipocrisia demente e pela covardia do eu sou melhor e tudo posso. Os valores absolutistas dos comentários e ataques do “Sr. Médico de Porto Alegre” materializadas em sua arrogância e preconceito representam as vertentes de uma pequena elite que vê seu projeto de mundo neoliberal apagando-se a cada passo que a história político brasileira e latino americana dá. Quero meu BRASIL para todos, e no todos estão os esquerdistas sim! Quero afagar as diferenças e olhar para horizontes onde o vermelho, o verde, o azul e preto se completam. Quero ver as muitas verdades e sentir suas diferenças. Deixem –me livre para gritar, para berrar bem forte...Quero um país de idéias, de opiniões e muitas verdades! Emir Sader, a democracia precisa de seus pensamentos, e as correntes da “ditadura do medo” serão rompidas pelos homens de bem.
Eduardo Alex , Vila Velha-ES - Funcionário Público
Enviado em 6/11/2006 às 12:45:21 PM
Caro Alexandre de Florianópolis, jamais incorreria no erro de tratar coisas distintas de maneira igual. Se alguém tentasse atingir minhas preferências, receberia o tratamento devido - nunca distorcido. Por exemplo: como poderia eu querer te acusar de racista, se você critica a torcida do meu time ou a localidade onde resido? Quantas vezes já ouvimos o termo raça empregado de forma a se referir a determinado grupo social ? Não se pode lidar com assunto tão sério de maneira irresponsável como fez o sr. Sader. Se este realmente viu crime de racismo nas palavras do Bonhausen, por que, ao invés de toda a patacoada por ele criada, não agiu de forma legal? Ora, se o sr. Sader entendeu como racismo a atitude do senador, deveria tê-lo processado ao invés de ter armado o circo para receber aplausos de seu público. Mas o que esperar de uma pessoa que se indigna com crimes provocados pelo capitalismo, mas não raro relativiza ações sangrentas de comunistas?
Caetano Greco Junior , São Paulo-SP - Arquiteto
Enviado em 6/11/2006 às 12:18:49 PM
Dr. Paulo Bandarra, V.Sa. gosta de julgar e condenar aqueles que são contrários às vossas opiniões. Deverias ter se formado em Direito, pois darias um bom juiz, como o que temos visto por todo o país. E o título de Doutor seria o mesmo. Mas, com relação ao vosso comentário sobre o meu, gostaria de dizer que não foi intenção manipular vossas palavras para “tentar sair-me bem”. Pincei-as sim, no qual peço desculpas por tal acinte, mas para mostrar que a questão é ideológica. A conotação, se leres meu comentário novamente, e não com a percepção de nossos juízes, fui EU quem a deu. A vossa conotação, que respeito, embora discorde, foi mantida íntegra. Espero, com estas humildes explicações, mostrar que não tripudiei sobre tão ilustre e sapiente doutor. Com relação aos jornalistas Jabor e Casoy espero que não sejam julgados como foi o Professor Sader, pois deverão ser condenados. A não ser que a ideologia a que estão comprometidos seja simpática aos de seus julgadores.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 6/11/2006 às 9:05:29 AM
Isto que é jornalista? Jornalista Flávia D. , SC-SC – “ninguém está pedindo sua opinião sobre nossos comentários”---- “Aqui é um espaço plural e democrático e cada um de nós tem o direito de dizer o que pensa, o senhor gostando ou não.” Ou seja só os de “nós” podem se manifestar. A pluralidade seria pelo pensamento único! Mas comerciante Cid Elias , de Fortaleza-CE – veja que a definição está correta. Quem se manifestou em um momento de paixão foi o senador. E se retratou após. O professor Emir escreveu e teve todo o tempo para escolher as palavras e para impedir a publicação. Até mesmo para se retratar passado o momento de paixão. Quanto ao senhor achar que corja é adequado aos ministros do FHC é um juízo de valor apenas. Apropriado aos pensadores “nós” mas inadequado num estado democrático e plural (de verdade)!
Alexnadre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 6/11/2006 às 8:44:58 AM
E eu não queria comentar "comentaristas", afinal esse espaço é para comentar a matéria e não os que a discutem. Mas não me contive, em relação ao comentário do Sr. Eduardo Alex, de Vila Velha. Ele afirma que não existe a etnia petista, tampouco a flamenguista e assim vai. Claro que ele tem razão. Não é tema de qualquer estudo antropológico. Contudo, a apropriação do termo "raça" pelo senador foi em tom pejorativo, preconceituoso e difamatório, cabendo recurso a quem quer que seja, sim. Tenho certeza absoluta que, se alguém dissesse que queria ver banida a "raça de Vila Velha", o sr. se manifestaria em contráio, mesmo que não impetrasse algum recurso jurídico. Assim como qualquer flamenguista se sentiria profundamente ofendido se alguém quisesse ver banida dos estádios a "raça flamenguista". Eu, de minha parte, desejaria ver respondendo processo alguém que dissesse que a "raça de Florianópolis" teria que desaparecer. É próprio da "raça humana" agir em defesa de suas identidades.
cid elias , fortaleza-CE - comerciante
Enviado em 6/11/2006 às 2:38:24 AM
Não é necessário procurar bandarra, sei muito bem o que significa corja, e também sei um por um o rosário de crimes que a corja praticou em 8 anos de pilhagem ao nosso patrimônio. E leia a definição do código penal, magistrado bandarra:Artigo 140- 3º - INJÚRIA - exige para sua caracterização:- no delito em epígrafe, ao contrário da calúnia e da difamação, não se exige imputação de fato determinado, mas, sim, de uma qualidade negativa ao sujeito passivo (pouco importando se verdadeira ou falsa); e - pessoa ou pessoas determinadas. Obs.: a injúria constitui uma ofensa a honra subjetiva do sujeito passivo, ou Obs.: na exaltação emocional ou discussão praticados nos crimes contra a honra, decidiu o STF que não se pode prescindir da vontade de lesionar a honra alheia. Não há crime contra a honra se o discurso do agente, motivado por um estado de justa indignação, traduz-se em expressões, ainda que veementes, pronunciadas em momento de exaltação. Espero a nova miopia do ministro bandarra
Flávia  D. , SC-SC - Jornalista
Enviado em 6/11/2006 às 2:15:26 AM
Caro Sr. Paulo Bandarra Primeiramente, ninguém está pedindo sua opinião sobre nossos comentários. Aqui é um espaço plural e democrático e cada um de nós tem o direito de dizer o que pensa, o senhor gostando ou não. Nem deveria me dar o trabalho de lhe explicar o que eu quis dizer no meu comentário. Mas, visto que o senhor com toda a sua inteligência, memória e astúcia não entendeu, uso as palavras de Marco Aurélio Weissheimer para lhe explicar: "(...)Enquanto isso, a Veja, a Folha de S.Paulo e a Rede Globo, entre outros, protestam contra a ameaça à liberdade de imprensa no Brasil. E os escribas da direita de plantão seguem acusando e insultando lideranças da esquerda dia e noite sem que nada lhes aconteça. Lula já foi chamado inúmeras vezes de “bêbado”, “mentiroso”, “ladrão”, “corrupto”, apenas para citar os adjetivos mais leves. Qualquer menção a uma reação jurídica aos que emitem tais opiniões é imediatamente taxada de “ameaça à liberdade de imprensa”. " Passar bem.
Eduardo Alex , Vila Velha-ES - Funcionário Público
Enviado em 6/11/2006 às 1:10:26 AM
Bem, não queria mais me manifestar, mas me vem esse tal de Cid citar meu nome, com peito inflado, munido (?) do mais profundo conhecimento "barsal" para tentar dar respaldo ao que disse o sr. Sader. Ora, criatura, desde quando petista é etnia? Desde quando é raça? Desde quando, eu por ser flamenguista pertenço a "etnia flamenga", a "raça flamenga"? Acorde de seu pesadelo homem!!! Desapegue-se de sua ideologia sufocante e vá ler - e interpretar! - o que seu guru escreveu. Se ele tivesse provas ou pelo menos evidências de que o senador pefelista - por quem não morro de amor nem ao longe - fosse racista, na acepção real do termo, eu o estaria aplaudindo. Mas o que ele fez? Criou uma quimera, digna do mundo saderiano. Pode-se discutir a dureza da pena, mas achar o que esse cidadão fez correto, é sabujice ideológica.
Antonio Abrão , São Paulo-SP - Engº Agrônomo
Enviado em 5/11/2006 às 9:58:59 PM
Muito Estranho! A justiça, tão morosa para casos como: Desabamento do prédio do Sérgio Naia; Queda do avião da TAM; Enchentes em São Paulo; Explosão no Shopping de Osasco; Desapropriação de terras onde se planta drogas, onde há trabalho escravo entre muitos outros casos; foi super célere para julgar um processo impetrado pelo "ilustre" Senador. É ... uns são mais iguais que outros neste País!!!!Não?!?!?!?!?!? O texto do professor Emir Saber é muito militante para o meu gosto... e francamente, perde o foco. Ao invés de focar no problema, que é o fato do senador ter ofendido claramente um grupo de pessoas, específicamente o presidente Lula e os petistas, se perde em calúnias do mesmo calibre das do Senador contra o próprio. Contudo, a sentença é descabida... Perder a cátedra? Quer dizer que o concurso e os anos de trabalho do professor não valem nada? O Juiz se excedeu!!!! Me solidarizo com o Professor, principalmente por que o Sr. Bornhausen não exerce com dignidade seu cargo de senador... Ele devia termais respeito, se não pelo Lula, (como pessoa física), pelo cargo do Presidente da República, outorgado DEMOCRATICAMENTE por 62% dos brasilieiros, no dois mandatos. Mas acho que ele não sabe o que é DEMOCRACIA!!!Né???? "Ele se fez na DITADURA, no PDS, no Centrão, no PEFELÊ do ÉFEAGACÊ... hehehe... vamo vê se ele vai re-elegê!!!!"rsssss....
Gregorio Silva , Sao Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 5/11/2006 às 9:49:58 PM
Mando esse comentário apenas para responder a alguns defeitos de analise de colegas frequentadores do site: 1. Tanto faz que chamem o Lula de ladrão, bebum ou coisa que seja. A lei não é relativa, e é preciso que uma reclamação seja feita à justiça. A lei pode ser relativa sim, em ditaduras comunistas, mas no nosso país não é. Os incomodados que abram o processo, e, se não o fizerem, não estarão abrindo precedente para a impunidade alheia. 2. Imagino que nenhum dos grandes intelectuais, da mais poderosa elite filosófica do país, que enviaram comentários a favor do Emir Sader, e teorizaram sobre a palavra raça, não iriam processar nosso maravilhoso Ary Barroso, autor da "infame e racista colocação" que diz, em música conhecidíssima que "É também um pouco de uma raça". 3. Imagino também que os filósofos do mais alto escalão também peçam ocasionalmente ajuda ao nosso amigo dicionário, que considera a palvra "raça" tambem como denominação para grupos.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 5/11/2006 às 9:38:03 PM
Cid elias , fortaleza-CE - comerciante. Procure a definição do código penal brasileiro e não na Barsa. Assim como não possui justificativa a manifestação do professor universitário! Por sinal, os petistas poderiam ter pedido quebra de decora parlamentar. Não pediram por quê? Você acha que é pior do que o Lula chamar de "corja" do FHC em 1999? Procure na Barsa o que é corja!
Ricardo  Martini , são paulo-SP - designer
Enviado em 5/11/2006 às 9:19:46 PM
O que ocorreu foi uma grande bobeada de Emir Sader - afinal, confundiu opinião com calúnia. Da mesma forma que Lula tem o direito de processar quem o chame de ladrão, Bornhausen também tem o direito de processar quem o acusa de um crime - tendo em vista que racismo é crime inafiançável, o professor Sader acusou Bornhausen de um crime, sem embasamento algum. Talvez o prof. Sader tenha sido levado ao temerário ato por sua crença na impunidade garantida por ser "amigo do rei" (afinal, todos sabem que o site Agência Carta Maior é completamente chapa-branca, sendo sustentado pelo "bolsa-opinião" por meio de banners da Petrobras que começaram a aparecer depois que o PT chegou ao poder). Ao mesmo tempo, o senhor Bornhausen extrapola - obviamente, seu processo foi movido não por eventuais prejuízos causados à sua figura pública, mas por ódio ideológico que o senador exprime constantemente (inclusive em sua fala sobre a "raça" do PT). O senador pode estar em seu direito, porém deve-se divulgar ao máximo a questão para demonstrar claramente que uma figura pública usa a Justiça para vendetas pessoais - mesmo tendo razão em seu processo, pode-se argumentar que Bornhausen demonstra um excesso de zêlo que só pode ser explicado por sua indisfarçável tendência ao autoritarismo.
Cid elias , fort-CE - comerciante
Enviado em 5/11/2006 às 9:00:07 PM
Seguem pequenas amostras de ofensas, calúnias e agressões que vemos diariamente no imprensalão e na uébi. Se todos fossem processados (tirando os covardes que se valem da aberração chamada imunidade parlamentar)...: - Não que eu acreditasse que um governo Alckmin pudesse ser uma grande maravilha, mas ao menos não pesa sobre ele tudo o que se atribui a um verdadeiro chefe de quadrilha, como acontece com Lula. ( artigo de josué maranhão) - LIMPA BRASIL blogspot Dessa imundice chamada PT. Vamos varrer o PT e sua militância suja, do nosso país verde das nossas matas e amarelo do nosso ouro, que esses bandidos vermelhos estão devastando e roubando. Sabemos que o povo que esta cansado de saber que Lulla e sua máfia, é muito pior que qualquer outro. - Num discurso inusitado, Bolsonaro fez referência ao projeto da união civil entre pessoas do mesmo sexo para falar de Lula. "Senhor presidente (da Câmara, Severino Cavalcanti), o senhor tem um trabalho muito forte nesta Casa contra a legalização do casamento homossexual. Todo mundo apenas fala do gay, já reparou? Do homossexual ativo ninguém fala, apenas dos boiolas. Temos de começar a desmascarar este governo: se a corrupção existe nesta Casa, quem a pratica, o homossexual ativo, é o presidente Lula. Temos de começar um movimento para desbancar o presidente da República. Não queremos homossexual passivo nem ativo neste governo."(Congresso em Foco) - Zulaê Cobra (PSDB-SP) A deputada foi denunciada ao conselho por ofensas ao Presidente Lula. A tucana chamou o Presidente da República de “bandidão” em discurso. O acaso está na fase de instrução. (CMI) - E repito: o Presidente da República ou é corrupto ou é idiota, das duas, uma. Eu prefiro, ainda, chamá-lo de idiota. É um elogio que faço a Sua Excelência e uma condescendência que tenho para com o processo democrático do País. (Artur 3% Virginzílio) Do brog democrático...FORA-MULLA: - Direitos humanos ou direitos dos bandidos? - por Félix Maier Os acontecimentos de São Paulo são um reflexo do que ocorre no Brasil, especialmente no Governo Lula, quando as leis são pisoteadas, a ladroagem institucionalizada, o Congresso Nacional desmoralizado, a Suprema Corte humilhada, a bandidagem exaltada. Os atentados de São Paulo vieram em boa hora para Lula, servindo como uma cortina de fumaça para cobrir as últimas denúncias contra o presidente e seus asseclas, que teriam contas bancárias no exterior.
Cid elias , fortaleza-CE - comerciante
Enviado em 5/11/2006 às 7:19:40 PM
Este trecho que está no blog "Eu Quero Falar" vem desmascarar os desinformados Cleber Mira, Eduardo Alex, Pauno Bandarra, Gregório e o arquivista Dilermando. Se vocês estão certos enviem uma mensagem para a Barsa corrigir o erro> Racismo sm 1. Conjunto de teorias ou crenças que estabelecem uma hierarquia entre as raças, entre etnias. 2. Doutrina ou sistema político fundado no direito de determinada raça, considerada superior, de dominar outras. 3. Preconceito extremado contra indivíduos que pertencem a outra raça ou etnia, comumente considerada inferior. 4. Atitude hostil em relação a determinada categoria de pessoas. Racista adj 2g 1. Que se refere ao racismo. 2. Que revela racismo. Adj 2g e s 2g 3. Que ou quem processa o racismo. -Quando alguém declara que se verá livre de uma raça nos próximo trinta anos, se não estou errado, trata-se de: 4. Atitude hostil em relação à determinada categoria de pessoas, segundo o dicionário Barsa da Língua Portuguesa, configura racismo; ainda segundo o mesmo dicionário, racista: 2. Que revela racismo, o que se configura na declaração. -Assim ao me referir a este alguém como racista não estaria de forma alguma infringindo a lei. -Poderíamos chamar até de uma solução simplista para o caso, de repente até seja, mas em que um leigo poderia se fundamentar senão na simplicidade da interpretação das palavras? Que certamente não é o caso da justiça. -Logo até aonde conheço de leis, quem deveria estar em julgamento seria o autor da declaração e não quem o chamou de racista que segundo o dicionário, fez apenas uma constatação.Perdoem-me senhores juristas esta pretensão de imiscuir-me em seus assuntos, mas hoje, temos a chance de falar, mesmo que errados.
Dilermando Botelho , Sao Paulo-SP - arquivista
Enviado em 5/11/2006 às 4:41:52 PM
Emir Sader não foi condenado por crime de opinião, mas por calúnia. Mentiu ao chamar o senador Jorge Bornhausen de "racista" e "assassino de trabalhador". Não é preciso ser eleitor ou admirador do senador Bornhausen para perceber a mentira. Democracia não é apenas ter liberdade para se dizer o que bem pensa -- mas também arcar com as conseqüências de fazê-lo.
josé nogueira , São Bernardo do Campo-SP - funcionário público
Enviado em 5/11/2006 às 3:52:54 PM
A condenação de Emir Sader é mais um ato da tragicomédia que se chama liberdade de expressão, ou liberdade de imprensa neste país. Depois que mainardis, jabores, acm s, mídia e oposição chamaram o presidente Lula de ladrão, imbecil e outros termos pouco lisongeiros, o repúdio dos descontentes é tachado neste observatório como uma mentalidade autoritária, além de tentarem vender a idéia de que a mídia está sendo cerceada de seus direitos básicos. No entanto, quando um intelectual desqualifica uma crítica feita ao partido que está no governo, é condenado até a perder até o seu emprego. Nesta hora, a mídia facista e seus fiéis vassalos não falam em liberdade de expressão e liberdade de imprensa.
Vivian Stipp , São Paulo-SP - autônoma
Enviado em 5/11/2006 às 1:23:42 PM
Onde estão Dines e todos os colunistas e órgãos de classe dos jornalistas que não gritam contra a censura??? Acham um absurdo os jornalistas da veja serem interrogados como testemunhas e se calam frente a esse episódio???? Muito estranho...
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 5/11/2006 às 8:31:16 AM
A adIministradora daniela staub , flop-SC – representa uma classe interessante. A dos místicos de esquerda. Um dos defeitos de personalidade insanável que me acusaram num fórum de homeopatas foi o de ter aposto o meu nome em uma lista de protesto contra a prisão de jornalistas em Cuba. Eles consideram prova de mau caráter insanável. Mas como a esquerda incorpora o materialismo histórico, fica difícil entender este casamento entre o místico espiritualismo e homeopatia com ela. Fica mais próximo aos gostos dos adeptos do Nacional Socialismo alemão. Como Hahnemann desenvolvera esta falácia, uma medicina alemã, era uma paixão do partido esta prática contra a medicina científica representada pelos americanos. Não por acaso também odiados pelos nazistas. Em 1910, o Relatório Flexner desacredita as escolas de homeopatia por não ensinarem ciência médica. Envaidece-me saber que a mesma anda revendo os fóruns em que participei. Não me considerava ter tamanho poder para representar uma ameaça ao pensamento único, que ela defende que seja reservado neste espaço. Uma atitude de patrulha, sem dúvida. Afinal, aqueles que ganham dinheiro vendendo ilusão anticientífica não gostam de ser questionados. Mas, infelizmente, faz com uma argumentação desqualificada cheia de um ranço pessoal e nenhuma base fora do que ela mesma se acha sábia. Emir Sader já está pagando justamente por este tipo de atitude. Tema do artigo. No RGS tentaram desqualificar a candidata Yeda Crusios por ser paulista de nascimento, uma “raça” inferior do que a do gaúcho macho concorrente.
Augusto Felix , Rio-RJ - Professor
Enviado em 5/11/2006 às 6:42:21 AM
Ah! Coitado! Essa foi a minha primeira reação ao saber da via-crúcis do professor Emir Sader. Decerto fruto de um juízo de valor precipitado e totalmente firmado num espírito de corpo introjetado e numa natural falta de simpatia pelo senador Bornhausen. Entretanto, curioso, revolvi ler o tal libelo. O mestre pesou pesado. Pesadíssimo. Um ano de serviços comunitários saiu barato. Só não concordei com a perda da cátedra. Excessos da toga, talvez. Podemos falar mal de alguém sem xingá-lo. Com classe. Podemos escrachar alguém e não ofendê-lo. Sem hidrofobia. A linguagem utilizada no texto não foi a de um sociólogo, os comentários foram os de um militante. Ao sociólogo, faltou savoir-faire. Ao militante, savoir-vivre.
Sonia  Pereira Gomes , Santo André-SP - funcionária pública
Enviado em 4/11/2006 às 10:58:08 PM
Lamentável a sentença deste Juiz... Sader expressou um sentimento de revolta compartilhado por muitos... Quando Bornhausen fala em raça petista, ou melhor, em extermínio da raça petista, na realidade ofende a todos aqueles que apoiam o Presidente Lula. Aliás, processados e condenados deveriam sim ser todos aqueles que se utilizam de expressões desonrosas ao referir-se ao Presidente!
Rosa Sart , Rio de Janeiro-RJ - Professora
Enviado em 4/11/2006 às 10:38:16 PM
Inacreditável que em pleno século XXI, somos obrigados a conhecer casos como este do professor Emir Sader, vítima da arbitrariedade, da inconsistência moral para assunto de tão pouca relevância em país de tantas urgências sociais e políticas. Senão, vejamos: se este Observatório da Imprensa fosse "julgado" com a mesma peça jurídica de que dizem ter sido julgado o professor, NENHUM observador da imprensa sairia ileso. Todos seriam condenados! Felizmente, apesar de algumas artimanhas, vemos com seriedade este espaço democrático e de direito de todos brasileiros! Por quê? Porque acreditamos nos ideais da Revolução Francesa, liberdade, fraternidade e igualdade. E como não poderia deixar de ser, o Brasil é um dos signatários da Carta de Direitos Humanos da ONU a qual a lei máxima do país se reportou. Outra questão que chama atenção, refere-se à lingüística, ciência a que estudiosos do vernáculo levantam situações envolvendo evolução, desenvolvimento e criação. No caso em pauta, senador sentiu-se ofendido pela palavra "racista" em resposta do professor ao manifesto do senador no qual queria acabar com essa "raça" de petistas. Ora, quem deve explicação aos petistas e aos brasileiros, por extensão, é o senador. Quem tem conhecimento sobre o que acontece no Congresso Nacional nos discursos verborrágicos, chegando à aberração de parlamentares vociferarem do palanque contra Presidente LULA, utilizando-se de xingamentos, ofensas graves, até "SURRAR" o presidente da República... sem que absolutamente "NADA" aconteça àqueles parlamentares, estamos certamente à beira do precipício civilizatório. Ou é para isso que serve a imunidade parlamentar? Francamente, sentimo-nos envergonhados por tantos desmandos dos senhores congressistas, representantes do povo! Professor Emir Sader é uma das poucas personalidades no país que acredita na democracia e por ela luta diariamente no seu trabalho em benefíciar milhões de brasileiros no direito de expressar-se livremente, no diálogo ainda que pense ao contrário. Professor Emir Sader é peça fundamental nesse processo.
Eduardo  Figueiredo , Campo Grande-MS - Servidor Público Federal
Enviado em 4/11/2006 às 8:50:44 PM
Essa condenação foi descabida e desproposital. Quando muito, bastaria exigir a retratação do acusado. Pessoalmente acho que Emir, exageros à parte, não faltou com a verdade em suas acusações contra o senador em questão. Para mim, ele representa o lixo. Tanto quanto os "aloprados do PT". Lados opostos da miséria brasileira.
daniela  staub , flop-SC - adIministradora
Enviado em 4/11/2006 às 8:24:46 PM
Paulo bandarra: seria ótimo se fosses procurar um debate só com gente do teu naipe. Seus comentários são muito superiores aos nossos, ninguém têm essa onisciência que demonstras. Parece que foi inaugurado um site só para Phds, semi-deuses, gênios,doutos e afins. Estão ávidos pelos teus maviosos pensamentos peníferos. Faria um imenso bem a este espaço, se nos abandonasse e nos relegasse ao nosso analfabetismo crônico que nem alopatas podem curar. Você é demais! Como visitei vários fóruns onde fostes partícipe, pude perceber como és um ser Maior, um ser em via de atingir a perfeição, um mestre em todas as artes, em todas as ciências e um portador de todo conhecimento já descoberto por outros seres humanos bem menos capazes que tu. E a forma de tratar os incapacitados que ousarem discordar de magnânimas elucidações que proferes, é a mais equilibrada e carinhosa possível. Dá gosto de ler seu vocabulário divino quando alguém tenta divergir dessa sumidade-mor. É o fino da moderação, só vendo para crer. Espero que não demore a nos deixar. Nosso azar é que o OI é pluralista, e, neste momento, necessita de contra-peso, de defensores do indefensável, de uma forcinha no repúdio aos petistas fanáticos que são maioria, porquee senão aconteceria, como também pude observar nos ditos fóruns, onde tu ensinastes, pregastes, mostrastes a verdade absoluta e depois. os incultos te defenestraram!
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 4/11/2006 às 7:28:14 PM
O jornalista João Pequeno , do Rio de Janeiro-RJ – foi no nervo, como se diz. Este foi o crime do professor. Tentar criar no desabafo do Senador Catarinenses em uma pretensa ofensa ao povo brasileiro. Tentar enganar o povo como se o senador tivesse se referindo a alguém que não fosse os petistas que nunca foram raça. Queria uma nova definição. Será que a Marta Suplicy e seu ex-marido senador seriam esta raça? Tarso Genro, José Genuíno ou Zé Dirceu a quem o senador repudiava os métodos? Quem cabe julgar a ofensa é o próprio ofendido e não os amigos e sectários do professor. A justiça só pode julgar os fatos. Lula na campanha do Fora FHC/FMI que elevou o risco país pelo risco Lula, chamou a “corja” do FHC. Está nos anais da radiobras. Será que o PFL e o PSDB fariam agora depois de perderem o segundo turno uma insensatez destas contra o país?
Caronte Hades , João Pessoa-PB - P.liberal
Enviado em 4/11/2006 às 6:39:30 PM
[ ] desde quando a carta-capital tem algum vinculo com a Universidade? em que seu cargo de professor o favoreceu para divulgar ilícito penal se o blog em que foi divulgado o comentário do professor há tempos era utilizado pelo mesmo? este país precisa de uma reforma no seu judiciário urgente, nem que seja preciso Geisel ressuscitar e reeditar outro pacote de abril
João Pequeno , Rio de Janeiro-RJ - jornalista
Enviado em 4/11/2006 às 6:32:40 PM
Circula na internet um manifesto de ditos intelectuais em defesa de Emir Sader. É a defesa do "direito" de se cometer um crime, pois racismo é crime e acusar alguém de um crime também é crime. Qualquer pessoa dotada de mais de dois neurônios entende que o senador referiu-se ao PT. Ao tentar estender a qualificação, por mais grosseira, ao "povo brasileiro", ou a qualquer grupo dentro deste, Sader blefou para tentar imputar um crime ao senador e até pediu que ele fosse processado (ele pode, né?). Diga-se de passagem, tentar fudir o PT e o povo brasileiro como uma coisa só, além de mentiroso é uma tremenda sacanagem com o povo brasileiro. Emir não tem direito a livre expressão para acusar falsamente ninguém de um crime, mas a so called intelectualidade acadêmica brasileira pretende dar a seus baluartes todo o salvo-conduto para caluniar quem quer que seja "da direita" - nesse caso, todo xingamento é permitido. Não é de se espantar que os signatários do movimento sejam aqueles que atacam a imprensa por noticiar a quadrilha mensaleira, mesmo com todas as provas recolhidas, e que celebram a política de mãos sujas... E ainda há quem venha falar de Crime de Opinião nesta caso. Acusar alguém de uym crie sem provas não é questão de opinião Seguem trechos da injúria hidrófoba de Sader: "revela agora todo o seu racismo e seu ódio ao povo brasileiro " "um embate contra o povo – que ele significativamente trata de “raça”. " (...) "Ele merece processo por discriminação, embora no seu meio – de FASCISTAS e banqueiros – sabe-se que é usual referir-se ao povo dessa maneira – são “negros”, “pobres”, “sujos”, “brutos”, " (...) "Mas não se engane, senhor Bornhausen, banqueiro e RACISTA" http://www.vermelho.org.br/diario/2005/0828/0828_sader-burquesia.asp
felicio rodrigues , porto alegre-RS - engenheiro
Enviado em 4/11/2006 às 1:03:19 PM
Emir Sader: “Toda vez que um justo fala Um carrasco o vem calar Quem não presta fica vivo Quem é bom mandam matar” Cecília Meirelles
Carla Caroline de Oliveira Silva , Aracaju-SE - Estudante de Direito
Enviado em 4/11/2006 às 10:46:46 AM
Olha o Profº Emir Sader pode possuir posições radicais e uma linha ideológica da qual eu não compartilho. Seu artigo foi extremo, tanto que acabou mexendo no calcanhar de Aquiles do excentissímo senador. É lamentável, mas o professor acabou sendo condenado apenas por dizer a verdade nua e crua. Talvez se ele tivesse usado mais eufemismos nada disso teria acontecido.... Paciência...
frank brandi , rio-RJ - professor
Enviado em 4/11/2006 às 10:37:40 AM
Eu, humildemente, discordo de todos, aqui nesse espaço. Eu acho que Sader está sendo processado por não saber escrever - seu texto é de uma indigência surpreendente para um professor.
Eduardo Alex , Vila Velha-ES - Funcionário Público
Enviado em 4/11/2006 às 2:45:32 AM
Não vou estender-me com a polêmica criada pelo leitor Eduardo Guimarães, meu homônimo, mas, agradeço aos céus, em nada mais somos parecidos. Ele tenta me impingir a mácula dos difamadores; eu tento mostrar-lhe que minha opinião está embasada no que já li - e leio - do sr. Sader, o que me permite não gostar desse cidadão e achá-lo péssimo professor - assim como muitos da minha universidade também. Contudo, para ele basta qualquer um que brade contra o imperialismo e seja pró-Cuba e pró-socialismo para ser considerado um bom docente. Pedi apenas que fizesse uma pesquisa sobre o livro "A Infelicidade do Século" de Alain Besançon, para que ele visse o tipo de serviço prestado pelo seu guru, e ele ignora. Ignora por saber que o que vai encontrar ali corrobora minha opinião e densconstrói sua inoportuna acusação de que sou um simples difamador via internet. Mas tudo bem: quer viver com os olhos blindados, imerso em uma ideologia retrógrada e somente democrata nos sonhos dos ditadores comunistas, se afogue à vontade. Mas na esperança que ele um dia saia de seu estado ideologicamente letárgico, deixo-lhe uma frase providencial de Weber: "A tarefa do professor é servir aos alunos com seu conhecimento e experiência e não impor-lhes suas opiniões pessoais". Doutrinação deixe aos religiosos!
Gabriel Girnos , São Carlos-SP - Arquiteto
Enviado em 3/11/2006 às 10:21:39 PM
Tenho pouca simpatia pelo professor Emir Sader, cujas opiniões e textos são com freqüencia apaixonados e militantes demais e rigorosos de menos. Tenho, contudo, menos simpatia ainda pelo senador Bornhausen. O texto de Sader sobre Bornhausen é, de fato, agressivo e ruim. Processá-lo dessa maneira, por outro lado, já é um ato repulsivo por parte do senador. Duvido que a declaração de "racismo" por parte de Sader consiga convencer qualquer um que já não desgoste do caluniado em questão. É insignificante como peça de difamação, penso eu. O que Boprnhausen faz -- como o tipo de pessoa despótica de longa tradição de poder que abunda no PFL -- é só pra mostrar que ninguém pode ofendê-lo e ficar impune -- especialmente essa esquerdalhazinha, essa "raça". Bem, nada disso é surpreendente. O que é triste mesmo é que não vi ninguém na imprensa se manifestar sobre decoro e difamação quando nosso atual presidente foi chamado de bêbado, retardado e coisas afins. Liberdade de expressão não admite qualquer coisa, é verdade; mas é engraçado como os alarmes só tocam pra alguns e não para outros. Ideológicos são sempre os outros, não é verdade? Não gosto de Sader, mas o que parece é que seu crime é, na verdade, não fazer parte das panelinhas "corretas" da imprensa.
lauril eter , ourinhos-SP - técnico
Enviado em 3/11/2006 às 10:02:05 PM
os juizes julgam sem temer o próprio julgamento. a toga dá-lhes proteção. Em alguns não há temor a Deus nem respeito ao homem.
Miguel Leonel dos Santos Santos , Campinas-SP - Téc. em Adminitração
Enviado em 3/11/2006 às 9:50:18 PM
Não é só a mídia que tem tido comportamento parcial. A posição do Juíz dá margem a interpretarmos que a sentença não fora feito com base na análise jurídica e sim fundamentada em sustentar uma visão política preconceituosa de uma elite de direíta que não só não aceita o jogo democrático como também quer impôr qual tipo de pessoas e partidos podem participar da vida democrática. Esta "raça" do PT nâo pode! É este o preconceito que o sr. Juíz quer sustentar, este tipo de preconceito e de ódio aos Petistas que, aliás, unidos ao ódio propagado pela mídia se tenta criar um clima que faz cidadãos não petistas a terem comportamentos facistas como aquele em que tucanos agridem petistas num Bar no Rio de janeiro. Aquele episódio, entre outros, (ilustram o ódio da direita facista do Brasil), da tucana que tirou na dentada uma parte do dedo da petista. É este preconceito que o sr. Juíz e a mídia tem aderido e acreditaram que poderiam generalizar este ambiente, convencendo, e levando o povo a caçar e perseguir os petistas como se for petista fosse sinônimo de ladrão, "leprósos" ou outro "adjetivo" que tentaram impor para eliminar o PT. Com que base legal o Juíz quer cassar o cargo de Professor de Emir Sader? O Excelente Professor Emir sader! Eu afirmo: O Juíz não está movido por análise jurídica, está movido com o ódio, o mesmo ódio que levou o Senador Bornhausen a fazer a tal discriminação aos petistas. É este ódio que a direita propaga nos meios de comunicação. No fundo não aceitam a realidade de que o povo tem o direito de votar em Lula ou em qualquer outro petista. O Juíz deixa de ser Juíz e assume uma posição política assim como a imprensa tem feito. A sentença é apenas mais um elemento, mais um fato absurdo que fere os papéis das intituíções apenas pra promover um ódio ao partido que o povo escolheu de novo pra ser o mais votado do Brasil. Não por acaso o povo aprova Lula e desaprova a mídia com mais de 58 milhões de votos!
Marcos Dantas , São Paulo-SP - Funcionário Público
Enviado em 3/11/2006 às 7:55:41 PM
Curioso! São dois pesos e duas medidas? No caso do interrogatório dos jornalistas da Veja é intimidação e violação da liberdade de imprensa. Com o Emir Sader é a justa aplicação da lei... Parece aquela história: para os inimigos as duras penas da Lei. Para os amigos, a Lei? Oras a Lei!
Anna Carolina Souza , Salvador-BA - Advogada
Enviado em 3/11/2006 às 4:47:43 PM
Todo o meu apoio ao professor Emir Sader, intelectual de primeiríssima grandeza, cuja obra acompanho. Já assinei o manifesto em seu apoio, e assinaria centenas de vezes, se pudesse. Tudo o que ele disse em seu texto foi o que eu gostaria de dizer ao autoritário sr. Bornhausen, figura política que, eu espero, desapareça do cenário público o mais rápido possível, para o bem da verdadeira Democracia. E não me venham com essa de que chamar de "raça" não é preconceito. Algum carioca gostaria de ser chamado de essa "raça" de cariocas? ou paulistas de essa "raça" de paulistas? Ou advogados de essa "raça" de advogados? Nosso judiciário produz pérolas a cada momento, e essa sentença infeliz (onde já se viu destituir um jornalista de seu cargo como professor?) vai entrar para a história da virulência com que a esquerda é tratada em nosso país. Aquele reporterzinho do New York Times foi defendido por toda a classe jornalística tupiniquim, chamando de bêbado o nosso Presidente da República. É mesmo incrível! Agora, não vejo qualquer manifestação de apoio ao professor Emir, nem mesmo nesse Observatório! E então, sr. Dines?
Maria Silva , São Paulo-SP - Produtora Editorial
Enviado em 3/11/2006 às 3:57:55 PM
"Uhumm... Bornhaussen não é racista! E eu acredito em Papai Noel!" Professor Emir Sader, eu concordo com o senhor em gênero, número e grau! Eu o apoio!
Sérgio Moura , São Paulo-SP - Pesquisador
Enviado em 3/11/2006 às 3:48:54 PM
Eu acho que se apagassem da memória que um é símbolo da esquerda e outro é símbolo da direita esse caso não teria a repercussão que está tendo. Para mim é muito simples, não houve crime de um lado tão somente uma opinião de muito mal gosto. Do outro, houve difamação e calúnia públicas. A condenação é mais do que justa.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 3/11/2006 às 3:40:24 PM
Pois é, mas olha, cada vez entendo menos. Devo estar ficando burro com o tempo. Então aquele dublê de Paulo Francis com Carlos Lacerda, que semanalmente depõe comentários nada elegantes a respeito do presidente (e não ataca o governo, mas o presidente mesmo), naquela coisa xinfrim que dizem ser uma revista semanal, e há uns parvos que o defendem. Aqui, nesses comentários, apelam para a lei, a justiça, mas lá, quando os comentàrios chegam ao desrespeito pessoal ao presidente, um cargo que deve ser levado a sério, nada dizem. Que coisa! Não morro de amores por Lula e acho que ele deve sim, muitas explicações ao país, mas daí a apelar para o preconceito barato, sinceramente. E os boboõs da direita reacionária e perdida acham que está tudo bem, que ele pode. O raça! Seu fim chegou. Peguem a barca dos 800 empresários de Mario Amatto e vão embora.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 3/11/2006 às 3:30:19 PM
Não foi condenado por Opinião 1 maneira de pensar, de ver, de julgar; asserção, afirmação que o espírito aceita ou rejeita 2 julgamento pessoal (justo ou injusto, verdadeiro ou falso) que se tem sobre determinada questão; parecer, pensamento Injúria Rubrica: termo jurídico. ilícito penal praticado por quem ofende a honra e dignidade de outrem Difamação Rubrica: termo jurídico. imputação ofensiva de fato(s) que atenta(m) contra a honra e a reputação de alguém, com a intenção de torná-lo passível de descrédito na opinião pública Interessante que há pouco se justificava aqui mesmos pelos comentadores a justeza da censura de Arnaldo Jabor? Como se comportou o Carta Capital em relação ao Jabor e ao caso Boris Casoy?
Müller  Borges , Uberlândia-MG - Advogado
Enviado em 3/11/2006 às 3:20:47 PM
Quem ouviu o pronunciamento feito pelo Senador Jorge Bornhausen que deu início à carta que teria provocado o processo e a posterior condenação em primeira instância do Professor Emir Sader sentiu-se na presença de uma pessoa racista, e isso é fato. Agora, precisamos entender que, no Brasil, não se pode falar algumas coisas, pelo menos até que a democracia seja implementada por essas bandas... Por outro lado, não haverão desembargadores suficientes pra manter essa condenação em segunda instância... fé, paciência, e claro, um advogado pra cuidar dos detalhes...
Paulo Eduardo Araujo Antonechen , Curitiba-PR - Estudante
Enviado em 3/11/2006 às 2:43:39 PM
É lamentavel ver alguns comentários abaixo!! Achar que foi justa a "condenação" em primeira instância de Emir Sader é ABSURDO. Primeiro - ele está no seu mais legitimo direito a expressão, e de veiculação do que pensa; segundo - as declarações da "nobre" figura, o "excelentíssimo" senador Bornhausen merecia condenação pra ele sim, de crime de rascismo, só quem não conhece o histórico do "ilustríssimo" senador o defende!!; terceiro - vamos começar então a condenar algumas dezenas de jornalista, parlamentares, por injúrias contra LULA, o PT e seus militantes, pois os termo utlizados por essas pessoas mereçem um processo! Até ameaça de "surra" o Presidente da República sofreu de um Senador (Arthur Virgílio) do PSDB. Acho bom que abra-se este precedente, aí poderemos ver pra quem a Justiça pende, se for imparcial, aí podemos começar os processos contra aqueles que usaram do mais baixo nível nos seus textos e discursos, durante todo esse período de Governo LULA! Vamos aguardar os recursos, para ver o entendimento das outras instâncias! Solidariedade a EMIR SADER! Paulo Eduardo
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 3/11/2006 às 2:20:49 PM
O Arquiteto Caetano Greco Junior , de São Paulo-SP – tenta manipular as palavras para tentar se sair bem - Então corta a frase só no ponto que quer. “É uma pessoa ideologicamente comprometida com a doutrina da intolerância em nome do coletivismo e controle do estado.” Não me conste que o eminente professor tenha alguma vez se oposto ao método que o PT tem utilizado processando jornalistas. Seu compromisso com o partido e com esta ideologia o faz não solidário com os outros que sofreram o mesmo processo. Como se comportou o Carta Capital em relação ao Jabor e ao caso Boris Casoy?
Yúdice Nascimento , Belém-PA - advogado e professor universitário
Enviado em 3/11/2006 às 1:41:23 PM
Na condição de professor de Direito Penal, fiz alguns comentários a respeito da sentença que condenou Emir Sader, sob uma perspectiva jurídica. Meu texto e os links para os demais elementos que utilizei podem ser encontrados em www.yudicerandol.blogspot.com Aos que tiverem interesse em conhecer essa outra abordagem, agradeço a visita.
Eduardo  Guimarães , São Paulo-SP - comerciante
Enviado em 3/11/2006 às 1:21:19 PM
Vou apontar o que disse o leitor Eduardo Alex sobre o professor Emir Sader que julgo ser suficiente para abertura de processo judicial por difamação: 1 - "O professor Emir Sader é um péssimo exemplo do professor universitário". 2 - "É (...) um mistificador" - este termo, segundo o Houaiss, significa "ludibriador, impostor, mentiroso" 3 - "(...)o tipo de intelectual que é [Emir Sader]: arrivista e mistificador" - arrivista, segundo o Houaiss, quer dizer "Que ou quem se determinou a triunfar a qualquer preço, mesmo em prejuízo de outrem" Se dizer de alguém que dedica sua vida a ensinar jovens que essa pessoa é "péssimo exemplo", mentirosa, impostora e que quer triunfar a qualquer preço em prejuízo do próximo não for difamar essa pessoa, então não sei mais o que é difamar. A sorte desse indivíduo é a de que o professor Emir é um democrata e não gastará seu tempo com alguém que se vale desses métodos.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 3/11/2006 às 1:09:51 PM
Concordo plenamente com a jornalista Flavia D. de Concórdia, quando diz que a expressão "raça", usada na espécie humana, tem um caráter preconceituoso. Segundo os alfarrábios da Biologia, essa delimitação não existe. Por isso, digo efusivamente e saboreando cada letra dessa palavra: a RAÇA dessa gente que perdeu as eleições está com os dias contados. Eles esperneiam, cospem quando falam, mas sabem que a sociedade não lhes quer mais. A fábrica de pijamas já está em plena movimentação.
Eduardo Alex , Vila Velha-ES - Funcionário Público
Enviado em 3/11/2006 às 12:42:55 PM
O leitor Eduardo Guimarães, no anseio de defender seu – vá lá – guru, sugere ao mesmo que me processe. Ora, desafio a ele e ao seu mestre mostrar que eu tenha escrito alguma mentira em minha postagem. Mais fácil seria eu, com fartos documentos arquivados, demonstrar sem sombra de dúvidas o caráter mistificador, contraditório e calunioso do sr. Sader reinante na mídia nativa. E o leitor é prova cabal do que o exercício desse sr. pode causar na mente dos cidadãos. E outra: Sader está longe de ser um cidadão comum. É um formador(?) de opinião, com espaço e acesso livre tanto na grande imprensa – a mesma que ele tanto denigre – como nos meios alternativos. Cidadão comum sou eu, que o leitor tenta denigrir apenas por ter emitido uma opinião contrária aos seus desejos e suas preferências. Como disse antes, dê-se ao menos ao trabalho mínimo de pesquisar sobre a atuação de Emir Sader na tradução e orelhas da obra "A Infelicidade do Século" de Alain Besançon. Se depois disso o sr. ainda considerar Sader grande intelectual, será prova definitiva do estrago que a ideologia pode fazer ao ser humano.
Zilda de Araujo Rodrigues Araujo , Goiânia-GO - Professora
Enviado em 3/11/2006 às 11:29:06 AM
Cadê a reação da mídia contra essa aberração jurídica cometida por um juiz de primeira instância? Francamente, nossos jornalistas, principalemente os "(de)formadores de opinião" é que precisam ter mais respeito por nós, leitores. Espero que a partir dessa crise em que a mídia foi jogada (ou se jogou) na berlinda haja a democratização dos meios de comunicação, haja o retorno do projeto de Conselho de controle da mídia (como em todos os países desenvolvidos: França, EUA, Espanha etc., etc.). Já fomos por demais agredidos em nossa intelig^wencia e senso crítico. Liberdade de imprensa, sim. Liberdade de empresa, não. Definitivamente!
Caetano Greco Junior , São Paulo-SP - Arquiteto
Enviado em 3/11/2006 às 11:17:54 AM
Queria agradecer ao Dr. Paulo Bandarra por clarear o presente debate, ao deixar claro que o professor "... é uma pessoa ideologicamente comprometida ...". E é este o motivo de sua condenação: ser ideologicamente comprometido com doutrinas contrárias com aquelas que a direita reacionária admite. Caso fosse haver condenação por injúria, calúnia e difamação pelo que aconteceu durante os últimos 18 meses na grande imprensa, estaríamos diante de prisões em massa nas redações. Acontece que a grande mídia também é ideologicamente comprometida, mas sabe a qual ideologia se comprometer.
Paulo Cesar Caringi Caringi , Florianópolis-SC - Engenheiro
Enviado em 3/11/2006 às 11:03:04 AM
O "Jornalista" Jabour faz a mesma coisa a anos na TV em seus comentarios racista e discriminatorios e as vezes até pior e não dá nada..O tal do Betting, recebi via internet, outro dia xingou o Presidente de vadio e vagabundo e nada deu ...Que coisa .. Quando xingou-se o PT de raça, isto não é discriminação??..
Rose Mary Duarte , Caxias do Sul-RS - publicitária/professora
Enviado em 3/11/2006 às 10:44:01 AM
Gostaria de saber se este juiz condenaria todos aqueles que chamaram o presidente e outros petistas de ladrão, chefe de quadrilha , nordestino analfabeto e outros adjetivos?
Cleber Valgas Gomes Mira , Campinas-SP - estudante
Enviado em 3/11/2006 às 9:31:15 AM
O professor Emir Sader cometeu injúria ao acusar o senador de algo que ele não é: racista. Como citado em outros comentários, Sader cometeu também calúnia pois Bornhausen não é banqueiro ou udenista. Além disso o professor utilizou-se do poder de influência do cargo para incentivar a outros que fizessem cartazes difamando o senador. Não estamos tratando de um caso de censura, pois o texto está disponível para quem quiser ler (e espero que continue assim), mas o responsável pelo texto deve assumir o que escreveu e pagar pelo crime de injúria.
Eduardo  Guimarães , São Paulo-SP - Comerciante
Enviado em 3/11/2006 às 9:31:13 AM
Não pode haver maior covardia do que um político protegido por imunidade parlamentar processar um cidadão comum. Se o presidente Lula e vários outros expoentes do PT adotassem essa conduta de Bornhausen, poderiam processar vários leitores-comentaristas daqui do Observatório, inclusive. Basta ler o que dizem não só do presidente e de seus correligionários como de Emir Sader. Lula, apesar dos insultos, das manipulações desrespeitosas de sua imagem, ou o professor Emir, não processam seus agressores porque são democratas e entendem que esses excessos verbais ou por escrito fazem parte do debate político e que não se pode sair por aí processando todo mundo que cometê-los. É melhor, no entanto, que os entusiastas da conduta de Bornhausen ponham suas barbas de molho. Os antipetistas são os que dão maiores motivos para processos por calúnias e por insultos.
Francisco Campos , Porto Velho-RO - Revisor de acórdãos
Enviado em 3/11/2006 às 8:47:24 AM
O senador e o professor. O presidente do PFL e o jornalista. Bornhausen e Sader. Todo meu apoio ao professor e jornalista!
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 3/11/2006 às 6:47:06 AM
A Jornalista Flávia D. , -SC – alega que a condenação e ameaça de perda de emprego (alguém acredita mesmo que isto vai ocorrer?) contra o professor universitário petista é usar dois pesos. Lembrando que o famoso jornalista Paulo Francis foi processado por imputar ao Presidente da Petrobrás crime de subtração de recursos e estava sendo condenado quando morreu, pode se verificar que não é novo o processo de procurar na justiça contra crimes de injúria, difamação. Além disto não é de hoje que o PT usa a máquina pública para fazer isto em nome do partido. Dois pesos é achar que no presente caso a liberdade de opinião seja usada para difamação seja considerado uma exceção. O Estudante Oliver Pacheco , Rio Branco-AC – acha que a condenação deveria do mesmo a pena alternativa, dar aulas. Mas parece que a linha do professor é difundir e pregar o marxismo e não ensinar sociologia. É uma pessoa ideologicamente comprometida com a doutrina da intolerância em nome do coletivismo e controle do estado. Não iría mesmo dar aulas. Mas é o que muitos setores da Universidade se dedicam. Mais um motivo para a baixa produtividade científica devolvida ao contribuinte. Como se comportou o Carta Capital em relação ao Jabor e ao caso Boris Casoy?
Thomaz Magalhães , são paulo-GO - jornalista
Enviado em 3/11/2006 às 3:58:37 AM
Não é crime de opinião. É injúria. Vamos ver o TEXTO do Emir Sader: "O senador Jorge Bornhausen é das pessoas mais repulsivas da burguesia brasileira. Banqueiro, direitista, adepto das ditaduras militares, do governo Collor, do governo FHC, do governo Bush, revela agora todo o seu racismo e seu ódio ao povo brasileiro com essa frase, que saiu do fundo da sua alma - recheada de lucros bancários e ressentimentos." Temos, escrito, que Emir Sader afirmou que o senador revelou todo seu racismo. Que racismo? Contra a raça PT? O senador também não é banqueiro. Calúnia.
nildo arcan , goiania-GO - jornaleiro
Enviado em 3/11/2006 às 2:58:51 AM
Professor Emir Sader, estou com você e não abro nem pro trem! E para piorar, ainda tenho que ler estultices dos clones bandarra/eduardo alex. É um palavreado monstro, a moda enrolando eu berro. Estes treinees da daslu, rabinos da seita vejaqmjentira, escrevem uma tonelada e não se aproveita um quilo. Se questionados com perguntas que desmascaram seus frágeis pensares peníferos, somem da discussão e vão tirar a sintonia de outro espaço da uébi. Eleitores de quem? Dou, para quem errar, um santinho original, de valor incalculável, outrora muito comum em Pernambuco, um que trazia a foto do Lula e em lugar do 13 Campeão, os camaradas dos clones imprimiram o número -45 da farsa dasluzística plastificada abafa abafa qual a origem qual a origem qual a origem. Bem, foi apenas mais um crime dos meliantes éticos por, ao final de 2002, se submetido à cirurgia de reconstituição do hímen. Os veterinários tiveram muito trabalho, visto que 100% dos tucanos há décadas já haviam perdido o selo da virgindade.
Iury Lima , São Paulo-SP - Empresário
Enviado em 3/11/2006 às 1:54:22 AM
LEIAM O TEXTO DO EMIR SADER. Gostem ou não do Bornhausen, não existe a menor dúvida que a sentença foi correta. Aliás, o texto é muito ruim, fraquinho de dar dó.
Dilermando Botelho , Sao Paulo-SP - arquivista
Enviado em 3/11/2006 às 1:18:48 AM
O que a justiça fez com Emir Sader foi confirmar o que sua produção intelectual já fazia supor: trata-se de um caluniador. A inconformidade dos missivistas petistas deixa entrever seu desespero: se proibirem a mentira neste país, o que será de Lula?
Oliver Pacheco , Rio Branco-AC - Estudante
Enviado em 3/11/2006 às 1:07:18 AM
Ambos estão errados. O senador disse que o PT é raça. Acho que na verdade ele tentou dizer BANDO. Já o dotô imputou ao senador um crime não cometido. Acho que demitir o professor é forte demais. Acredito que a pena deveria ser mais "pesada", algo do tipo, dar aulas, chegar na hora certa, aplicar provas e corrigí-las, enfim. Acho que ele deveria gastar seu tempo fazendo aquilo que é (bem)pago.
Flávia  D. , Cdia-SC - Jornalista
Enviado em 3/11/2006 às 12:46:49 AM
Eu acho uma graça ler os comentários em diferentes textos do OI. Quando um PFL xinga os Petistas ele está exercendo seu direito de expressão. Quando um Petista xinga um PFL ele está comentendo um crime. (Por favor, não sejamos ingênuos em dizer q a palavra "raça" não é preconceituosa. Usada em qq frase tem sentido preconceituoso e qualquer um sabe disso) Quando as pessoas dizem que a imprensa precisa ter responsabilidade e ser punida quando comete abusos, estamos contra a liberdade de imprensa e de expressão. Quando um professor, jornalista, escreve seu ponto de vista, num artigo e é mandado calar a boca e deixar o emprego daí a justiça está agindo corretamente. Hipocrisia! Essa é a palavra. Nesse OI tudo tem dois pesos e duas nedidas. Dines já deixou isso bem claro. É uma pena. Me solidarizo com Sader e espero que o próximo juiz seja mais lúcido.
Adma Viegas , Rio de Janeiro-RJ - Professora
Enviado em 3/11/2006 às 12:19:26 AM
Muito curiosa a lógica do Sr. Gregório Silva. Para ele, Emir Sader deve ser processado porque "caluniou" um indivíduo que disse que iria acabar com a "raça"dos petistas. Isso é calúnia. Já jornalistas chamarem o presidente da república de bebum. ladrão, burro, irresponsável, isso pode. Segundo seu raciocício, a grande maioria dos joranlistas deveriam ser presos e perder seu emprego também. É um peso e duas medidas?
Márcia Coelho , Rio de Janeiro-RJ - jornalista/atriz
Enviado em 2/11/2006 às 10:57:05 PM
Eu estou cada vez mais boquiaberta com a postura da grande mídia e de algumas estrelas do jornalismo que se dizem críticas. Defender os jornalistas da Veja e se calar diante do caso de Emir Sader é, realmente. um chamamento para a permanência do clima de tensão que foi instaurado junto com o tom udenista que tomou conta da oposição. Isso é sinal de que os opositores e suas mídias aliadas ainda se sentem muito espaçosos, mesmo depois da pisa que levaram nas eleições. Não estão nem um pouco sensibilizados com as críticas que receberam. Apenas alerto que quem está do outro lado - as vozes que ganharam as eleições - está ficando cada vez mais irritado. Acho que as grandes mídias não estão acreditando que muitas e muitas dessas vozes não vêm da parte nem dos políticos, nem dos militantes. Mas acredito que algum processo de transformação desse quadro já está iniciado. Só tenho medo de que o processo de mudança possa ser, lá na frente, abortado por um golpe. Infelizmente, não consigo baixar a guarda, depois que os golpistas tentaram colocar as manguinhas de fora.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 2/11/2006 às 10:25:56 PM
Quando o PT faz do processo público com recursos do estado para processar jornalistas, pensadores, filósofos, daí pode. Mas quando o mesmo se faz contra pessoas com falta de educação com desculpa de opinião, não pode porque o individuo é petista de carteirinha. Espero que o mesmo não acabe em pizza. Só nesta hora não se pode desempregar uma pessoa. E como fica a ação do Zé Dirceu contra o Boris Casoy? E contra um monte de jornalistas pressionados pelo governo para porem para rua senão as verbas de propaganda caiam fora? O professor [ ] está apenas tomando do próprio remédio que o partido que ajudou a crescer usa para tentar alinhar a mídia!
Gregorio Silva , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 2/11/2006 às 10:24:43 PM
Acho que todos que comentaram nessa mensagem e citaram "ofensas" da Veja, oposição e outros em relação ao governo Lula e ao PT, estão esquecendo de um detalhe muito importante: Trata-mse de situações diferentes. Apresentar matéria ilustrada com um "pé na bunda" do presidente, ou criticar o PT não é crime. Se tratam de posições cuja autoria e o conteúdo são bem delineados e se apresentam dentro do que é concebido como liberdade de expressão. O que o Sr. Emir Sader fez não foi opinar ou simplesmente expressar uma posição. Ele afirmou, de forma categórica, sobre o que o tal Bornhausen é ou deixa de ser. Não se trata de opinião pessoal ou posicionamento individual / coletivo e sim de difamação explícita. Ao afirmar, duas vezes de forma explícita, e diversas vezes de forma velada, que o tal senador é racista, ele não emitiu opinião e sim caluniou. Comparar o exercício da liberdade de expressão com uma atitude irresponsável e criminosa de um militante agressivo é, no mínimo, algo desonesto. A mídia possui o direito de expressar opiniões e posições, mas não o de reportar esse tipo de falsas verdades. A lei brasileir é clara em relação a calúnia e difamação, e por mais que o tal professor universitário não se sinta confortável com nossas leis capitalistas, ele terá que as respeitar. Quanto à pena aplicada, considero justa, uma vez que o autor usufrui de forma plena os benefícios de autoridade intelectual que obtém através de seu cargo de professor universitário. Ao se apresentar como professor da citada universidade, está representando o seu cargo público, e deve agir de forma responsável. O benefício da autoridade não vem sozinho: junto a ele se encontram responsabilidades. O autor, curiosamente, seguiu o mesmo caminho de seu partido em sua defesa: "não sei de nada, não fiz nada". Se fosse dotado da honestidade que agressivamente cobra dos outros, admitiria seu erro, ao invés de esquivar-se e buscar apoio popular, na tentativa de chantagear o poder jurídico e, quem sabe, conseguir visibilidade em seu partido e junto a isso um voto de salvação. Considero decepcionante o fato de que muitos defendam a atitude do autor apenas por serem da esquerda. Falta auto-crítica à esquerda brasileira.
M Moebius , SBC-SP - Matematico
Enviado em 2/11/2006 às 10:15:15 PM
Ëxiste um lembrete quando se vai fazer comentários neste blog, está escrito "Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem intolerância ou crime" isso foi exatamente que Emir Sader fez xingamentos, ofensas e no fim de seu texto incitou intolerância e crime. Por isso foi condenado, se este blog não aceita xingamentos, ofensas, intolerância e crime por que a justiça deveria aceitar. Viva a Justiça.
Eduardo Guimarães , São Paulo-SP - comerciante
Enviado em 2/11/2006 às 9:59:53 PM
Se eu fosse o professor Emir Sader, processaria o leitor Eduardo Alex, que acaba de escrever ofensas tais ao acadêmico que, pela ótica de quem o condenou, deveriam condenar o leitor e funcionário público que o ofendeu a também ser preso e perder seu emprego. Ou será que, no Brasil, só é punido pela Justiça quem "ofende" senadores?
Célio Mendes , Vitória-ES - Bancario
Enviado em 2/11/2006 às 9:04:08 PM
Gosto muito do filme Matrix, achei o dialogo entre Neo e o Arquiteto uma das cenas mais antológicas dos últimos anos no cinema e sempre acho um contexto onde elas se encaixam como uma luva, o caso do Sader me parece mais um destes, não tem muito tempo no episódio do Larry Rother a mídia nacional se comportou como um vespeiro quando se ameaçou cassar o visto do jornalista que delicadamente havia chamado o presidente de bebum, a liberdade de imprensa e expressão foi alçada a categoria de direito inalienável do cidadão o que me leva a parafrasear o arquiteto “O que nos traz finalmente ao momento da verdade, em que a falha fundamental é definitivamente expressa e a anomalia revela ser tanto o começo quanto o fim” , me pergunto onde estão agora as vozes em defesa do direito de livre expressão? Será que o americano tem mais direto de chamar o presidente do Brasil de bebum do que o Emir de chamar o Bornhausen de racista? Esta a mídia tão zelosa de sua liberdade tratando o novo atentado a livre expressão com a mesma virulência que o outro ? com a palavra nossos observadores da imprensa.
Eduardo Alex , Vila Velha-ES - Funcionário Público
Enviado em 2/11/2006 às 8:50:04 PM
O professor Emir Sader é um péssimo exemplo do professor universitário nos dias de hoje, no Brasil. É um militante, um mistificador, que acha tudo válido quando o assunto é defender sua causa. Foi irresponsável em seu comentário, buscando somente acentuar o seu desejo insano de lutas de classes no país. Foi um bom exemplo, que serve para os esquerdistas fundamentalistas, prepotentes e que se acham detentores da busca pela justiça a qualquer custo, refletirem. E para quem acha o sr. Sader um exemplo de grande intelectual, sugiro prucurar no google considerações acerca de sua tradução e escritos nas orelhas da obra "A Infelicidade do Século", de Alain Besançon. Ali ele revela o tipo de intelectual que é: arrivista e mistificador. Intelectuais como Sader e Marilena Chauí são retratos perfeitos da esquerda - pelo menos a que se quer assim - brasileira: um atraso!!!
Kenneth  Camargo , Rio-RJ - Professor universitário
Enviado em 2/11/2006 às 8:14:51 PM
Ainda estarrecido com a inusitada sentença contra meu colega de universidade, gostaria de manifestar tanto meu apoio ao Emir Sader, quanto compartilhar da estranheza expressa em vários comentários pelo silêncio da imprensa, com as raras e honrosas exceções de sempre (leia-se Mino Carta, que já fez várias referências ao caso em seu blog).
Benedito F. Oliveira , Rio de Janeiro-RJ - Engenheiro
Enviado em 2/11/2006 às 7:34:07 PM
Aguardo ansioso do Sr. Alberto Dines um candente, indignado e incisivo editorial contra essa inacreditável sentença judicial que representa. ela sim, a verdadeira ameaça à liberdade de imprensa.
Verbena  Melo , Brasilia-DF - Jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 6:42:32 PM
Cade a grande mídia para defender a liberdade de expressão, cade os colunistas e jornalistas ofendidos após o segundo turno, que vergonha companheiros, ou seria melhor dizer falsos jornalistas
Marcelo de Souza  Silva , Uberaba-MG - historiador
Enviado em 2/11/2006 às 6:31:40 PM
Hipócritas. Só isso define a imprensa brasileira atualmente.
Carlos Martins , Rio de Janeiro-RJ - Economista
Enviado em 2/11/2006 às 6:01:11 PM
Nada a estranhar na ausência de candentes editoriais do OI. Assim como a justiça (justiça?) se pauta pela lei de Aninal Farm ("All animals are equal, but some animals are more equal than others"), o Observatório é caolho: só enxerga "ameaças à liberdade de imprensa" quando o que está sob ataque são as grandes corporações oligopolíticas.
francisco jose alves pinto alves pinto , maceio-AL - bancario
Enviado em 2/11/2006 às 5:57:27 PM
Emir Sader é um intelectual da melhor qualidade que o Brasil possui. Todo brasileiro honesto e com razoável nível cultural já ouviu falar ou leu algum dos brilhantíssimos artigos e livros que ele escreve. Mais respeito seu juiz ! Agora, uma sugestão: o CNJ (Conselho Nacional de Justiça] deveria rever urgentemente o processo seletivo para magistratura, qualificando melhor o futuro juiz. Para que não ocorram sentenças como essa.
fabio lopes , fortaleza-CE - professor
Enviado em 2/11/2006 às 5:40:51 PM
É isso aí. O PSDB/PFL juntamente com seus aliados da mídia marron pode tecer os comentários mais ácidos contra o PT,contra os movimentos populares, piadinhas contra o presidente, vale ridicularizá-lo, ameaçá-lo, fazer troça, como pude testemnhar uma certa vez o sr joão ubaldo ribeiro de pileque no programa do Jô Soares e juntamente com ele chegarem às raias do desrespeito com o próprio público tal o grau do deboche, sem falar na ameaça de agressão do sr. Artur Virgílio, ladeado pelo garoto ACM Neto e Heloisa Helena contra o presidente e outras aberrações q não dá pra descrever por falta de espaço. Tudo isso e muito mais pode ocerrer e encarado com normalidade e defendido com direito de expressão. Basta um homem do quilate do prof. Emir fazer uma caracterização da atitude de Her Bornhausen, a meu ver, corretíssima, para a "justiça" brasileira interferir e punir quem ousar levantar a voz contra os membros da elite brasileira. Isso apenas vem confirmar a suspeita q cresce entre os brasileiros de que aqui a mídia e a justiça têm partido sim, e mal conseguem ocultar qual é.
Eduardo  Guimarães , São Paulo-SP - Comerciante
Enviado em 2/11/2006 às 5:24:15 PM
Muitos se levantaram para defender o direito da Veja de insultar o presidente da República, publicando até fotos dele com a marca de um pé na parte de trás de seu paleto, na altura das nádegas, simulando algo que o dito popular chama de "pontapé na bunda", e para defenderem a pobre Veja de um simples depoimento de seus reporteres à polícia. Mas quem se levantará para defender o mesmo direito de verter referências desairosas que deve ter um Emir Sader tanto quanto uma Veja ou um Bornhausen? Provavelmente ninguém que tenha espaço na grande mídia. Afinal, Bornhausen é um senador, com imunidade parlamentar, e Sader é um mero professor, que por não ter a mesma imunidade do senador catarinense para insultar seus desafetos, foi condenado à prisão e a perder o emprego. Isso é democracia? Que corporação se levantará em favor de Sader? A dos professores universitários? Não, porque não tem o mesmo "sprit de corps". O intenso corporativismo da imprensa é o que lhe garante a impunidade com que comete seus crimes, destruindo vidas, reputações, condenando quem não foi condenado pela Justiça, tomando partido de grupos políticos enquanto se diz isenta e com uma cara-de-pau de dar engulhos, e calando todos os que ousem questioná-la, ou, no limite da "generosidade", esciolhendo que críticas sobre si irá permitir. Mas estamos nos levantando contra isso. A sociedade colocou a mídia na pauta e a está obrigando a se defender. Estamos fazendo o mastodonte se enervar com as moscas que o rodeiam. Se continuarmos, esse mastodonte irá acabar se atirando num precipício debatendo-se enloquecidamente enquanto tenta matar diminutas mosquinhas com seu peso e porte paquidérmicos.
alfredo sternheim , são paulo-SP - jornalista/cineasta
Enviado em 2/11/2006 às 5:23:08 PM
Curioso: para os padrões do Judiciário em nosso País, o processo andou rápido. Curioso tambem que boa parte da imprensa não se indignou contra essa sentença injusta, exagerada e, de fato, contra a liberdade de expressão em artigo nada ofensivo ou bem menos ofensivo do texto que deu razão ao artigo de Sader. Ao mesmo tempo, surgiram amplos editoriais sobre o eventual constrangimento (há provas?) dos jornalistas da Veja na sede da Polícia Federal. Dois pesos, duias medidas. Depois, Dines e outros dizem que está havendo uma ofensiva contra a imprensa. Por favor... Outro fato espantoso: impedir a atividade de professor de Sader.O que tem a ver o fato com a atividade? Vai entender...
Maria  de Lima , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 2/11/2006 às 5:19:44 PM
Está circulando pela Internet um manifesto em apoio a Emir Sader. Quem quiser assinar, o texto é o seguinte: APOIO Manifesto em solidariedade a Emir Sader . Da Redação – Carta Maior A sentença do juiz Rodrigo César Muller Valente, da 22ª Vara Criminal de São Paulo, que condena o professor Emir Sader por injúria no processo movido pelo senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), é um despropósito: transforma o agressor em vítima e o defensor dos agredidos em réu. O senador moveu processo judicial por injúria, calúnia e difamação em virtude de artigo publicado no site Carta Maior , no qual Emir Sader reagiu às declarações em que Bornhausen se referiu ao PT como uma "raça que deve ficar extinta por 30 anos". Na sua sentença, o juiz condena o sociólogo "à pena de um ano de detenção, em regime inicial aberto, substituída (...) por pena restritiva de direitos, consistente em prestação de serviços à comunidade ou entidade pública, pelo mesmo prazo de um ano, em jornadas semanais não inferiores a oito horas, a ser individualizada em posterior fase de execução". O juiz ainda determina: “(...) considerando que o querelante valeu-se da condição de professor de universidade pública deste Estado para praticar o crime, como expressamente faz constar no texto publicado, inequivocamente violou dever para com a Administração Pública, motivo pelo qual aplico como efeito secundário da sentença a perda do cargo ou função pública e determino a comunicação ao respectivo órgão público em que estiver lotado e condenado, ao trânsito em julgado”. Numa total inversão de valores, o que se quer com uma condenação como essa é impedir o direito de livre-expressão, numa ação que visa intimidar e criminalizar o pensamento crítico. É também uma ameaça à autonomia universitária que assegura que essa instituição é um espaço público de livre pensamento. Ao impor a pena de prisão e a perda do emprego conquistado por concurso público, é um recado a todos os que não se silenciam diante das injustiças. Nós, abaixo-assinados, manifestamos nosso mais veemente repúdio. (Os que desejarem assinar, favor enviar e-mail para solidariedadeaemirsader@hotmail.com)
Clara andre , São Paulo-SP - artista gráfica
Enviado em 2/11/2006 às 4:53:59 PM
Arbitrariedade de um juizinho. Solidarizo-me com o professor. Repudio Jorge Bornhause e seu preconceito virulento. Repudio juízes conservadores e anti-democrático. Repudio a perniciosa mídia que agora se cala frente a esse episódio.
Camus vander , rj-RJ - aposentado
Enviado em 2/11/2006 às 4:44:45 PM
Exagero a condenação de Sader. Tambem não sei se seria certo chama-lo de burro. Será que ele não entendeu o termo"raça"?, e quiz dar outro caminho, entortou o termo, sendo professor, não devia. ô raça!
Zaitsev Staufeberg , Fortaleza-CE - Servidor
Enviado em 2/11/2006 às 4:40:29 PM
Engraçado, o Diogo Mainardi faz o que faz e nada... A justiça é cega, sim é mesmo...
Fabio de Oliveira Ribeiro , Osasco-SP - advogado
Enviado em 2/11/2006 às 4:37:33 PM
No auge da crise politico\jornalistica um senador de direita disse que o Brasil ficaria livre da "raça petista". O professor Emir Sader escreveu um artigo rebatendo a declaração do senador e chamando-o de racista. O ofensor processou criminalmente Emir Sader e o Judiciário Paulista rapidamente condenou o professor por crime de racismo: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=405CID006 Ninguém deve estranhar nova jurisimprudência do Judiciário Paulista. Afinal, o mesmo Judiciário Paulista que absolveu o Coronel das 111 execuções cometidas no Carandirú na década de 1990 só podia mesmo condenar o Emir Sader. A Constituição Brasileira prescreve a liberdade de consciência e de expressão, bem como a igualdade dos cidadãos perante a Lei. Contudo, o Judiciário Paulista endossou a tese de que o "direito do senador de direita de ofender" é qualitativamente melhor e quantitativamente maior do que o "dever do professor de esquerda de calar". A condenação de Sader atende ao típico princípio de equidade salomônica usada em São Paulo. Na dúvida o Judiciário atende o senador, mesmo que tenha que esquertejar a criança, as mães e a constituição. Fábio de Oliveira Ribeiro
Marco Tognollo , Sâo Bernardo do Campo-SP - sem profissão
Enviado em 2/11/2006 às 4:18:16 PM
Embora nao tenha conhecimento do inteiro teor da sentença - que, diga-se de passagem é de 1ª instancia, sendo cabível recurso, portanto - esperava, no mínimo, um comentário do acontecido por este Observatório da Imprensa. Ao que parece, por não se tratar o Emir Sader de "membro" da grande imprensa televisiva e dos jornalecos (antigos jornalões), os seus "colegas" pouco se importam com ele. Porque não estão com a choradeira da moda "cerceamento a liberdade de imprensa"?? Será que vão falar que o Sr. Emir Sader é "pau mandado" do governo, hein, Dines???
rubens nanako , sao paulo-SP - economista
Enviado em 2/11/2006 às 4:10:28 PM
Meu Deus, jornalista Emir condenado por delito de opinião! E ainda, se bem que em primeira instância, com a perda do cargo público de professor, que nada tem a ver com sua função de jornalista! Nenhuma, mas nenhuma palavra mesmo, do Sr. Weis e do Sr. Dines, quanto a esse absurdo? Esse "Observatório" não anda mais "observando" ou só "observa" o que quer? Vai se esperar o resultado do julgamento nas instâncias superiores, para uma "manifestação mais equilibrada" sobre o caso? Quanto aos reporteres da Veja, esses sim foram intimidados,acuados,sofreram coerção, atentou-se contra a liberdade de imprensa,etc! Cadê sua indignada manifestação contra esse atentado à liberdade de imprensa? Sua decantada imparcialidade tinha prazo de validade até 29.10.06?
Fabio de Oliveira Ribeiro , sithan@ig.com.br-SP - advogado
Enviado em 2/11/2006 às 3:55:09 PM
Nenhum estranhamento. O mesmo judiciário que absolveu o Coronel morto das 111 mortes só poderia mesmo considerar o senador que ofendeu os petistas vítima de racismo. Trata-se de mais uma daquelas jurimprudências que atestam a maravilhosa situação do judiciário brasileiro. A CF\88 prescreve que todos são iguais diante da Lei, mas é evidente que o "direito do senador de ofender" vale mais do que o do "dever do professor de calar". A equidade salomônica da decisão é evidente. Em se tratando de senador, o Juiz esquerteja a criança, as mães e até a própria CF\88.
Daniel Campos , Curitiba-PR - Cientista
Enviado em 2/11/2006 às 3:15:07 PM
Onde está a tão preciosa liberdade de imprensa agora? [ ]
rosalie correa , rio de janeiro-RJ - medica
Enviado em 2/11/2006 às 2:35:55 PM
esperava encontrar algum comentário sobre a condenação do Prof. Emir Sader . Como ficam a liberdade de imprensa e a liberdade de opinião ?
José Renato Bonato Marinho , Niterói-RJ - Engenheiro
Enviado em 2/11/2006 às 2:35:42 PM
Registro o meu veemente protesto e repúdio à condenação do Professor Emir Sader por professar seu sagrado direito constitucional de livre-expressão e à autonomia universitária. Pela reversão da condenaçãso e pelo reinstamento imediato do Professor à sua Honrada Cátedra na Universidade. José Renato Bonato Marinho
Paulo Mora , Rio de Janeiro-RJ - Médico
Enviado em 2/11/2006 às 2:32:38 PM
ISSO a mídia não comenta, não defende ou protesta. Os intolerantes que tripudiaram e agrediram verbalmente o ex-ministro José Dirceu também não foram criticados pela imprensa. As falsas acusações contra Freud Godoy, o pseudo-dinheiro de Cuba e o surgimento de laranjas contratados pelo PSDB idem. Nada disso importa, apenas quando é contra a mídia. Qualquer tentativa de criticar a imprensa, logo é tomada como tentativa de cerceamento à "liberdade de imprensa". Hipócritas.
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