ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 423 - 24/11/2009
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MAIORIDADE PENAL
Sociedade é adultocêntrica e hipócrita

Por Alveni Lisboa em 6/3/2007

Onde está a "comoção nacional"? E a mídia sensacionalista [ver abaixo]? Quando a violência é cometida por um adolescente, a população indigna-se. Mas quando a violência é praticada contra a criança ou um adolescente nada acontece. Nenhum parlamentar envia PL (Projeto de Lei) para votação, nenhum jornalista publica textos exaltados, nenhum governador se manifesta. Nem sequer é divulgada a notícia.

Atualmente, morrem 250 jovens para cada 100 mil habitantes e não há emoção por parte da sociedade. O massacre dos jovens acabou sendo absorvido e transformando-se em um fato comum.

"Comoção nacional"

O adolescente tornou-se o bode expiatório da violência. Todos os casos que acontecem envolvendo-os, que não são a regra, mas a exceção, tomam proporções desnecessárias. Vale ressaltar que apenas 150, dentre os mais de 15.500 adolescentes infratores, cometeram crimes hediondos, ou seja, menos de 1%. A violência é um grito de liberdade do adolescente para reconhecimento e valorização. É a sua forma de expor a situação na qual está inserido.

A nossa sociedade é adultocêntrica e hipócrita. Em vez de cobrar melhorias na infra-estrutura do país para proporcionar chance igualitária, prefere apontar a punição como forma de resolver todos os problemas.

A chamada "comoção nacional" tem muitos interesses por trás. E isso é triste e preocupante.

***



Menina morre baleada

Danilo Almeida # copyright Folha de S.Paulo, 27/2/2007

A menina Vitória Gabrielly Silva de Carvalho, de três anos, foi morta com um tiro no peito durante uma tentativa de assalto quando estava no colo do avô, José Solange da Silva, 55, na porta de casa, em Mauá (Grande São Paulo).

Embora a bala tenha perfurado a criança, não atingiu o avô, que saiu ileso. O crime aconteceu por volta da 0h de ontem.

O filho de José, Paulo André dos Santos Silva, 26, tinha acabado de chegar à casa que divide com os pais, no Jardim Salgueiro, após encerrar o expediente na pizzaria da qual é dono, em sociedade com o pai, em um bairro vizinho.

Ao abrir o portão para guardar seu Pointer, foi abordado por dois desconhecidos que o chamaram gritando "Ô, rapaz". Paulo, que tinha sido assaltado no mesmo local no dia 17, se jogou no chão.

"Ela não agüentou"

Os criminosos então fizeram um disparo. Segundos antes, ao ouvir o carro, o pai do comerciante havia aberto a porta da sala, que dá acesso à garagem. No colo, carregava a neta. O tiro perfurou o peito da criança, que é sobrinha de Paulo – filha de sua irmã Adriana, 28.

Separada do marido, Adriana mora na casa dos pais com a filha e o irmão. Ela estava dentro de casa quando o crime ocorreu. "Eu ouvi o barulho do tiro e depois ouvi minha filha gritando. Corri até ela, que já estava toda ensangüentada. Corremos para levar Vitória ao hospital, mas ela não agüentou", contou.

Menino de 4 anos baleado

No desespero para levar a sobrinha ao hospital, o comerciante chegou a arrancar o portão da garagem com o carro. A menina chegou viva ao hospital, mas morreu minutos depois. Foi enterrada ontem à tarde num cemitério de Mauá.

Os criminosos fugiram, aparentemente a pé, sem levar nada. Paulo disse não ter visto o rosto deles, devido à escuridão.

A família desconfia que os ladrões sejam os mesmos autores do roubo sofrido por Paulo no dia 17. Naquela noite, uma dupla encapuzada rendeu o comerciante na garagem de casa e levou R$ 1.200 (o movimento da pizzaria) e um celular.

Poucas horas antes desse crime, houve outro assalto na vizinhança. A polícia civil não se manifestou sobre o caso.

Na noite de sábado, um menino de quatro anos morreu depois de ter sido baleado na cabeça, durante a perseguição do vigia de um posto de gasolina a um ladrão. O tiroteio ocorreu em Santo André (ABC).

Comentários (20)
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joana Paula A. S. N. Sousa , Rio de Janeiro-RJ - Pedagoga
Enviado em 6/4/2007 às 12:38:00 PM
Alveni Lisboa, também sou jovem (26 anos) e recém-formada em Pedagogia e talvez, por isso, tenha compreendido seu pensamento e concordado com o mesmo. Lamento que os comentarista, embora tenham lido seu texto e sejam pessoas "bem instruídas", já que no Brasil, apenas a "elite" cursa Medicina, não o compreenderam e até mesmo destorceram o foco do texto (típico do Srº. Paulo Bandarra). Não perca seu tempo em debater com o Srº. Paulo Bandarra. Eu já cometi esse erro e te digo: não vale a pena. Ele, provavelmente [ ] pede punição para os adolescentes marginais (esses das classes desfavorecidas), mas que, caso seu filho cometa um crime, contrata logo um bom advogado para livrar seu filhinho da cadeia. Cadeia no Brasil só pra adolescente POBRE, não é Srº. Paulo Bandarra?
Paulo Bandarra , Paulo Bandarra-RS - Médico
Enviado em 20/3/2007 às 9:14:57 AM
Interessante, caro jovem Jornalista Alveni Lisboa , Brasilia-DF -, que em medicina médico só se pode dizer que é depois de formado. Em jornalista já se é apenas passando no vestibular! Para jornalista todo o conhecimento que virá do segundo semestre em diante é dispensável para formar o profissional, o que ocorre ao contrário em outras profissões! Só não entendo porque leigos não podem fazer jornalismo se este conhecimento é dispensável para a formação e a legitimidade de se autodenominar jornalista. Mas acho que estes anos a mais devem dar mais traquejo, mais informação e formação para que o profissional de verdade saiba usar mais argumentos mais informação, do que apenas preconceitos e atribuir para os que não pensam igual epítetos como adultocêntricos, hipócritas, fascistas, usar falácias argumentativas! Agradeço os seus votos de felicidade e desejo o mesmo para você depois que estiver formado em jornalismo!
Alveni Lisboa , Brasilia-DF - Jornalista
Enviado em 19/3/2007 às 11:48:24 AM
É.. Parabéns... seja feliz NA SUA profissão e nos seus comentários pouco fundados e facistas cansei de debater com uma pessoa que se contradiz em tudo que fala
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 13/3/2007 às 10:15:42 AM
Mais dois ensinamentos, caro Alveni Lisboa. Dizer que a maioria dos intelectuais são a favor das tuas idéias é a falácia argumentum ad populum, também chamada falácia populista. Se a maioria dos intelectuais da época de Galileu acreditavam que a terra era parada e o centro do universo, então deveria ser. O segundo conselho é que quando se vai pedir a adesão as nossas idéias, elas devem ser feitas por nossos argumentos e não pela nossa capacidade de ofensa. Chamar a sociedade de adultocentrica e de hipócrita pode parecer bonito para quem inicia a carreira, mas fecha a porta do convencimento aos que são dirigidas as mensagens! Pense nisto!
Paulo belarmino  Cristovão , são paulo-SP - advogado
Enviado em 12/3/2007 às 4:32:45 PM
Não há lógica no discurso que defende os adolescentes. Creio que tanto os adolescentes desamparados quanto os da classe média praticam crimes. Basta conferir o noticiário para saber de Suzane e irmãos Cravinhos, Matheus Meira e outros jovens abastados que consomem drogas e cometem crimes bárbaros ou mesmo os jovens da periferia que se aliam ao crime. Não podemos, na minha modesta opinião, esquecer que o adolescente quando prática crime deixa de ser um mero jovem desestruturado, para ser, de fato, um criminoso, que o ECA "Estatuto da Criança e Adoles.." chama de infrator. Ao praticar crimes os meliantes logo se auto proclamam juvenis desamparados, apenas para evitar reprimenda penal mais severa. Hipocrisia é não reduzir a maioridade penal para 16 anos e deixar de aplicar a lei com severidade. Hipocrisia é a sociedade ficar refëm de uma legião de malfeitores de todas as idades. Nós temos que ter um plebiscito para discutir a maioridade penal. A sociedade reclama isto. Tem que ter punição, sim, e severa, com o peso necessário para não se esquecer munca. Os juízes e promotores estão cansados do incremento da criminalidade no país, São preparadissimos, podemos ter certeza que um outro erro haverá em qualquer sistema implantado, mas na infinita maioria a adequada Justiça será feita. Ou então fiquemos nós e nossos filhos a perecer gratuitamente na mão destes facinoras.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 12/3/2007 às 3:56:09 PM
Caro jovem Alveni Lisboa. Que dados precisam ser apresentados para provar que os trabalhadores adultos sustentam toda a sociedade? Você ainda tem dúvida disto? Intelectuais concordam contigo em quê? Que as criança devem ser sustentadas e carinhadas pelas pessoas que não as geraram e não as sustentam, colocado pelos seus pais nas costas dos outros a paternidade irresponsável que tiveram? Não entendi a tua colocação! Seria em relação a criminalidade impune das crianças assassinas que matam impunemente as outras crianças vítimas que a intelectualidade defende? Em primeiro lugar, só se eu fosse maria-vai-com-as-outras para não ter opinião própria e dever me alinhar para me esconder dentro da manada. Não sei se realmente a intelectualidade berra pelo joãozinho ou pelos assassinos ficarem impunes. Eu berro por ele e as centenas de crianças mortas nas vilas e favelas. Elas também merecem proteção e justiça muito mais do que os seus assassinos. Em segundo lugar estas opinião piegas não têm obtido resultados a não ser defender o descarte das vítimas como custo social para assassinos ficarem impunes, por serem coitadinhos! Será que braços adultos produtivos merecem ser abatidos pelas crianças como forma de recreração para protestarem? Abraços
Alveni Lisboa , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 12/3/2007 às 10:38:04 AM
Caro Paulo, o sr. se contradiz em vários pontos. Onde estão os dados e fontes que o sr. diz ter? Não vi apresentá-los em momento algum... Respeito sua opinião devido a sua formação e a sua relativa experiência. Não nasci sabendo e sei pouco até hoje, mas procuro sempre estar inteirado dos assuntos. Como jornalista, analiso sempre os lados da questão para tirar alguma conclusão. E esta é a minha opinião e da maioria dos intelectuais desse país.
Jorge Valentim , Rio de Janeiro-RJ - médico
Enviado em 12/3/2007 às 10:05:59 AM
Palpitando no debate, como se pretender que a sociedade não se centre na classe produtiva. Devem os adultos ser escravos dos velhos e das crianças?
Jorge Valentim , Rio de Janeiro-RJ - médico
Enviado em 12/3/2007 às 10:02:35 AM
Alveni, um detalhe. A comoção não ocorreu porque um menor participava do assassinato, mas porque um menor morreu na ocasião, de modo torpe.
Paulo Fessel , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 10/3/2007 às 10:42:11 AM
Wolinski já matara a charada há mais de 20 anos.
Paulo Mora , Rio de Janeiro-RJ - Médico
Enviado em 8/3/2007 às 6:08:13 PM
O Nassif publicou que o filósofo está arrependido do que escreveu porque está horrorizado com o tipo de gente que o apoiou. Ops ! O ruim do sofisma é que faz perder um tempo enorme lendo !
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 8/3/2007 às 11:53:22 AM
Caro acadêmico de jornalismo Alveni Lisboa , Brasília-DF – Eu vou contar o que aprendi no primeiro ano do curso de medicina. Tão novo como você deve ser. Afinal, todos viramos pó, mas nem por isto devemos agir como um asno cujo pó terá a mesma composição do que nós! Uma coisa que as pessoas insistem em defender, é que as pessoas já nascem sabendo, e sabem tanto como que já possui experiência e formação! Que os diplomas e inscrições não diferenciam as pessoas! Pois meu professor de fisiologia dizia para nós, que a nossa opinião de acadêmicos era a coisa mas dispensável no mundo médico, pois a opinião de quem não tinha formação, experiência e vivência, não conta. Oque sabe na realidade? Depois de anos ,que a pessoa tenha um cabedal de estudo na profissão, pode ser que a sua opinião apenas possa ser colocada em jogo. Antes disto, sempre se deve colocar a opinião de quem possui estrada, os dados e as fontes. Não acredite que a função do jornalismo seja difundir a palavra dos tolos como se sábios fossem. Justamente a função desta profissão é a de difundir a palavra dos sábios para que ela se difunda, e não permaneçam todos como tolos!
Paulo Mora , Rio de Janeiro-RJ - Médico
Enviado em 7/3/2007 às 7:18:45 PM
Alveni, nenhuma profissão dá automaticamente instrução ou cultura, muito menos discernimento. Títulos, diplomas e "carteiras" só servem de argumento para quem tem falta deles. Tenho grandes "professores" que carecem dessa instrução formal, tão valorizada como ícone da falsa liderança. No fim, todos viramos pó ou cinzas, junto com nossas certezas, arrogâncias e feitos.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 7/3/2007 às 5:16:15 PM
Caro jovem Alveni Lisboa , Brasília-DF – Jornalista. É perigoso usar argumentos ad homini! Tome cuidado, que para um estudante de jornalismo, é muito fácil virar para você. Saber que os adultos mantém a economia e criam o mundo que faz as crianças sobreviverem, pode acreditar, é uma realidade, e não um preconceito! Por isto mesmo que os casos comentados sobre as marginalidade juvenil tem como pano de fundo a ausência dos adultos que o geraram e não lhe deram o amor e o sustento. Por isto que pessoas idosas devem ter, e em muitos países orientais são venerados, pois eles que criaram este mundo que os hoje adultos, quando crianças, ganharam. Não caiu do céu, mas os velhos, quando adultos trabalharam, proveram seus filhos, criaram progressos e benefícios para os que chegavam sem nada nas mãos a não ser necessidades e vontades. O único lugar em que velho foi descartado foi na ex-URSS que não recebiam amparo por não produzirem. Este assunto não me afetaria, pois não sou parente do João e nem dos adolescentes mortos pelo Chambinho! Mas com o direito de quem já trabalhou mais que você, de quem já viveu muito mais que você, que possui experiência profissional muito maior do que você, de quem conhece muito mais dramas do que você, e contando com a liberdade de pensamento e opinião, que não foi conquistado pela sua geração que a recém chegou, expresso as minhas idéias mais abalizada!
Alveni Lisboa , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 7/3/2007 às 3:09:59 PM
Sr. Paulo. Um médico, pessoa supostamente instruída, com essa mentalidade preconceituosa. Quer dizer que a sociedade tem que girar em torno dos adultos, certos? Já que os adolescentes não "contribuem para a economia do país", vamos aprisioná-los, não é verdade? Então faremos os mesmo com os idosos aposentados? Eles não trabalham e por isso devem ser condenados a prisão? E os chamados "índios não-socializados"? Eles não pagam a minha bolsa-estágio e por isso eu devo lutar para que eles sejam confinados? Lindo pensamento o seu... O mal de algumas pessoas é esse: só pensam nos seus interesses!
Alveni Lisboa , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 7/3/2007 às 2:45:01 PM
Só reforçando uma coisa: a frase que coloquei no texto, destacada pelo Sr. Paulo, foi inspirada em outra dita por Luiz Eduardo de Mello Soares, ex-ministro, ex-secretário de segurança pública do RJ e um dos maiores especialistas na área de segurança pública do país. Então, imagino que não preciso dizer mais nada. Aliás, eu não tenho posicionamento nenhum esquerdista. Apenas não apoio atitudes facistas.
Alveni Lisboa , Brasilia-DF - Jornalista
Enviado em 7/3/2007 às 2:32:36 PM
O único comentário a realizar: os comentários abaixos provam que certas pessoas não sabem interpretar um texto. Entenda o que escrevi e depois opine corretamente. Não estou incentivando ninguém a nada. Meu texto apenas alfineta a mídia por criar alardes com segundas intenções. Porque quando uma criança ou adolescente mata, todos criam polêmica. Mais e quando morrem? Nossa sociedade não avança porque nunca chegamos ao foco do problema. Sempre foi assim e sempre será.
Francisco Leido Jr. , Natal-RN - Técnico em informática
Enviado em 6/3/2007 às 5:57:26 PM
Lamentável. Glorificar a delinquência juvenil é chamar de idiota aquele adolescente que, apesar de todas as dificuldades, se esforça para prosperar e transformar-se num homem de bem.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 6/3/2007 às 4:34:08 PM
Sabe Alveni, quando você crescer vai descobrir que o leite em pó que você mamou após a sua mãe parar de amamentar, as vacinas que você tomou, a casa que você habitou, o colégio que você estudou foram todas realizadas por adultos. Imagine se a sociedade dependesse de crianças e adolescentes para pagar impostos que sustentam a tua bolsa de estágio? Este seu discurso de esquerda que incentiva a criminalidade como ato de rebeldia, de revolta, de direito inalienável de ser mal feitor. “A violência é um grito de liberdade do adolescente para reconhecimento e valorização. É a sua forma de expor a situação na qual está inserido.” O adolescente passa a se sentir no direito sagrado de delinqüir livremente se não ganhar tudo de graça, sem a contrapartida de possuir qualquer obrigação. Por isto que em países como a Índia e Egito, de pobreza muito maior, a criminalidade é menor do que nos países ocidentais! Mais uma vez a família do Joãzinho deve ficar emocionada com a sua defesa da vida descartável do mesmo! Foi apenas um ato para os adolescentes darem um gritinho!
Paulo Mora , Rio de Janeiro-RJ - Médico
Enviado em 6/3/2007 às 2:10:23 PM
Comoção Nacional é prima-irmã da Opinião Pública. Uma criatura intangível pelo ser humano comum, mas gerida, conduzida e dispensada pelos grandes veículos de comunicação e seus interesses variados.
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Alveni Lisboa

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