ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 433 - 24/11/2009
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CLASSIFICAÇÃO & PUBLICIDADE
Em defesa da lei da selva na terra de ninguém

Por Alberto Dines em 18/5/2007

Os norte-americanos criaram os neo-cons, neo-conservadores, turma da pesada cujo símbolo é o dedo no gatilho – primeiro atiram e depois perguntam quem vem lá.

No Brasil, terra dos pudores e manhas, é difícil achar quem queira assumir-se integralmente como neo-lib, neoliberal. Preferem o uniforme "libertário", sem se incomodar em parecer os antigos anarquistas que combatiam qualquer ação reguladora do Estado.

Estes libero-anarquistas detestam normas, limites e ordenações, prostrados aos pés do Deus do Mercado e de sua cônjuge, a Deusa Livre Iniciativa. Usam o crachá de democratas, mas desprezam solenemente o bem-comum, o interesse público, a comunidade e a sociedade.

Esse é o mix ideológico do estranhíssimo lobby que reúne os adversários da classificação indicativa da programação de TV e da regulamentação da publicidade de cervejas na mídia eletrônica. O denominador comum é o rancor contra qualquer tipo de regulamentação. Em nome de uma liberdade imprecisa e indefinida, advogam a lei da selva.

Compromissos esquecidos

A classificação indicativa da programação da TV, assim como o controle sobre a publicidade de bebidas alcoólicas, está prevista de forma explícita e insofismável em diversas passagens dos artigos 220 e 221 da Constituição:

** "Compete à lei federal regular as diversões e espetáculos públicos, informar sobre a sua natureza e as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada (art. 220, parágrafo 3º, inciso I).

** "Compete à lei federal estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no artigo 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente." (art. 220, parágrafo 3º, inciso II).

** "A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais nos termos do inciso II do parágrafo anterior e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso." (art. 220, parágrafo 4º).

O citado artigo 221 prevê no seu inciso IV que a produção e programação das emissoras de rádio e TV devem respeitar "os valores éticos e sociais da pessoa e da família".

O legislador-constituinte não foi casuísta, foi preciso. Excepcionalmente claro e objetivo. Não deixou qualquer contradição entre a letra e o espírito da lei como muitas vezes acontece. Preocupado com o uso indevido das concessões de rádio e TV – e com as confusões costumeiras entre o público e privado – amarrou muito bem a regulamentação sobre a programação e sobre a difusão de publicidade nociva à saúde. O interesse comercial não pode impor-se ao interesse social, sobretudo numa esfera claramente pública (o espectro da radiodifusão).

Os juristas contratados pelas cervejeiras, empresas de radiodifusão e de propaganda desta vez precisarão suar as suas camisas de seda para encontrar aquelas famosas brechas ou imprecisões que convertem nossas leis num emaranhado de lapsos. Estranha muito que o Conar, geralmente apontado como paradigma de auto-regulamentação, no caso dos comerciais de cerveja esqueça os seus compromissos com a saúde pública, seduzido pelas fabulosas verbas de publicidade das cervejeiras.

Celebridade instantânea

O governo Lula não inventou coisa alguma em matéria de classificação indicativa. Deu seqüência ao trabalho de José Gregori ao tempo em que ainda era Secretário de Direitos Humanos do governo FHC, ao igualar a baixaria televisiva a um atentado aos direitos humanos.

Agora os neo-libs nativos, a pretexto de fidelidade libertária, passam ao largo dos compromissos com a preservação dos valores humanos e morais indispensáveis à democracia.

Os ministérios da Justiça e da Saúde e a presidência da República estão certos ao exigir uma regulamentação nessas duas frentes. O único erro foi a proposta de vedar às celebridades a participação em comerciais de cerveja. Aqui houve intenção de discriminar: a celebridade não tem culpa de ser célebre. Na sociedade do espetáculo em que vivemos a fabricação da fama é instantânea – ou quase. Em apenas 15 minutos qualquer pagodeiro desconhecido pode converter-se num celebrado Zeca Pagodinho.

Obra coletiva

Estão errados os neolibertários, liberalóides e falsos democratas ao impedir que a sociedade brasileira produza os antídotos necessários à defesa da saúde e à formação das crianças e adolescentes.

Nos EUA, pátria do liberalismo e da resistência às regulamentações, a classificação etária para a exibição de filmes em cinemas ou teatros tem mais de meio século. Algumas decisões são eventualmente contestadas, mas ninguém ousaria opor-se à idéia de eliminar os limites. As redes abertas de TV também adotam princípios rígidos para compatibilizar sua grade com horários e faixas etárias.

O processo civilizador, como obra coletiva, impõe normas. Pretender uma civilização do tipo vale-tudo leva fatalmente a um intransponível beco sem saída.

Comentários (48)
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JOSE VALMIR  DANTAS , ADUSTINA-BA - PROFESSOR
Enviado em 21/5/2007 às 11:52:16 AM
O controle da publicidade debebidasalcólicas e tabaco, têm mesmo que serem controlados. A Inglaterra, beço do Estado de direito, controla a téo fechamento dos seus bares.
Marco Costa Costa , São Caetano do Sul-SP - T.P.A.
Enviado em 19/5/2007 às 11:00:25 PM
Quando estamos com febre, algo de ruim esta acontecendo com o nosso organismo. Essa anomalia podemos chamar de alerta máximo que estamos doentes. Se algo não vai bem com a programação televisiva, isto significa que temos que aplicar uma injeção de classificação indicativa na programação, ou seja, tem que existir regras que evite que crianças e jovens tenham acesso a pornoporcarias em horários não compatíveis com essas faixas etárias. Em função dos parcos recursos financeiros de uma parcela considerável da população, cujo único meio de lazer é a televisão, o proletariado costuma ficar horas defronte ao aparelho de massificar a massa atrasada. Portanto, os democratas de mentirinha não precisam ficar assustados, pois não se trata de censura, mas de limites, visto que a escol não pode e não deve jogar [ ] nas nossas casas
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 19/5/2007 às 6:47:15 PM
Para aqueles que acham que a seleção de horários para veiculação de filmes é bobagem; é censura, deixo a seguinte proposição: Que todas as emissoras de tv decidam, em conjunto, veicular filmes pornô, das 07:00 às 18:00 horas, cinco dias na semana. E o restante das horas dos dias programas evangélicos(para compensar). O que faríamos nós? Desligaríamos os nossos televisores, ou deixaríamos as nossas crianças assistirem a todos os filmes. Um lembrete: isso é possível, então pode ser uma hipótese. É preciso acabar com essa paranóia de censura. Controle é coisa normal. Basta que prestemos atenção ao nosso próprio corpo; ao nosso organismo. Sem o controle de um determinado esfíncter, tudo pode dar em m...
clovis ferreira frias , Araraquara-SP - Advogado
Enviado em 19/5/2007 às 1:57:11 AM
Sempre que uma lei é editada, com a finalidade de regulamentar algo, um pouco da nossa liberdade vai embora. Acho justo que os legisladores queiram proteger a sociedade, mas invariavelmente o que deveria ser "proteção", se transforma em "tutela". Eu, cá com meus botões, como diria meu avô, prefiriria que o Poder Público se limitasse em proporcionar a todos, uma boa educação e o acesso irrestrito a maior quantidade de informações possíveis e depois cada um que julgasse o que é melhor para si, sem precisar que um "pai da pátria" faça esta escolha por nós. Não sei se posso ser classificado como anarquista, mas eu não gosto que ninguém venha me dizer o que é bom ou o que é ruim, como se eu fosse um descabeçado, sem condições de decidir e precisasse da máquina estatal para decidir por mim. Já que os Estados Unidos são a fonte onde nós "macaquitos", vamos beber, é bom lembrar que lá, a Constituição proíbe a elaboração de leis que venham a limitar a liberdade da palavra e de imprensa. E lá também, o Poder Judiciário não se acanha em "tascar" salgadas sentenças nos que abusam deste direito. Por aqui, ficamos todos embasbacados a espera do Governo "paizão", para nos proteger, porque o Poder Judiciário ainda é de uma timidez lamentável, quando o assunto é indenização por danos morais. Fazer o que?
silvio  cesar , campinas-SP - engenheiro
Enviado em 19/5/2007 às 12:04:03 AM
So essa que faltava , vergonha na cara é artigo raro por aqui... O governo contratou com meu /seu dinheiro meia duzia de "bate paus" para fazerem censura prévia na programaçao televisa e os "defensores" da liberdade , "progressistas" aplaudem... Vcs nao percebem o quanto ridiculo e atrasada e sua retorica?? Quem recusa-se sempre a cumprir normas e o estado de direito sao os "progressistas" e afins , sempre acompanhados de sua moral e etica mutantes...exemplo acabado e este OI . Felizmente so doentes ideologicos e deliquentes intelectuais levam isso a serio .... Façam um favor ao pais....parem de falar em nome da sociedade,comunidade e que tais. Nos brasileiros nao somos idiotas para crer nas besteiras que vc escreveu , censura previa e censura previa , nao existe outra leitura!!!
Henrique Torres , Rio de Janeiro-RJ - engenheiro
Enviado em 18/5/2007 às 2:24:39 AM
Dines, concordo com você em quase tudo. Só não acho que seja por ideologia que essas pessoas estão protestando: é por interesse mesmo. Senão, por que ninguém protestou quando a Rede Globo censurou a famosa cena que não houve do "beijo gay" na novela América? É claro, ninguém vai querer ir contra o patrão. A Globo, não contente em ter o monopólio da audiência, quer ter também o monopólio da censura. Quem diz que os pais são os únicos responsáveis pelo que os filhos devem ver deve morar em outro planeta, no qual os pais podem acompanhar todos os momentos da vida dos filhos. E para quem usa como justificativa a falta de competência dos funcionários que fazem a classificação, eu pergunto: se a polícia é incompetente, isso é motivo para não haver polícia? Sobre a regulação da publicidade: onde está o famoso auto-regulador, o CONAR, que não vê - além das acintosas propagandas de bebida - que 99% das peças publicitárias de automóveis se baseiam no abuso da velocidade e no uso do automóvel como afirmação de um comportamento agressivo no trânsito? Depois disso, quem vai conseguir fazer campanhas de segurança no trânsito?
Paulo Mora , Rio de Janeiro-RJ - Médico
Enviado em 17/5/2007 às 8:50:51 PM
"Usam o crachá de democratas". Ah, mas é um crachá bem novinho... Afinal aquela época de torturar, desaparecer com o corpo, biônicos, etc. era só uma... forma de "democratas", oras !
Marco Vitis , São Paulo-SP - Professor
Enviado em 17/5/2007 às 7:03:13 PM
Como cidadão e defensor do Estado de Direito Democrático, reitero a urgente necessidade de garantia ao Direito à Informação. A Liberdade de Imprensa - um bem indispensável a uma Nação Livre - deve servir para que todo cidadão tenha atendido o seu Direito à Informação. Exatamente para poder exercer com consciência o seu papel de cidadão numa Democracia. Os grandes veículos de Comunicação Social estão deturpando a Liberdade de Imprensa e corrompendo a consciência nacional, em favor de mesquinhos interesses econômicos e políticos.
Américo Leal Viana Leal , Paragominas-PA - Professor
Enviado em 17/5/2007 às 6:05:12 PM
Mais um bom artigo publicado aqui. Não porque ele se encaixe àquilo que penso sobre os temas nele abordados, mas porque o autor justifica seu pensamento com argumentos técnicos - e não políticos, como desejam alguns comentaristas do OI, que, somente para dar as suas alfinetadas, aproveitam-se da oportunidade, e produzem verdadeiras jóias da mediocridade. Parabéns, Dines. Você estava nos devendo um artigo como esse.
Otavio Mendoza , Brasília-DF - Analista da Classificação Indicativa
Enviado em 17/5/2007 às 5:37:28 PM
Acho mais fácil tomar uma posição utilizando um exemplo radical. Já imaginou determinada emissora, que tem um programa semanal de vídeos eróticos, veiculados de madrugada, decidindo veicular um desses filmes às duas da tarde? Já pensou em um desses filmes de terror com mutilações, gritos de dor, decapitações e escalpelamentos sendo veiculados de manhã? Arbitrariamente, sem aviso prévio aos pais que não querem que os filhos tenham acesso a isso? Não concordar com a portaria, com os critérios de análise das obras é uma coisa... Deixar a questão dos conteúdos (impactantes e traumatizantes para crianças e adolescentes, em dados casos), da informação prévia do que contém a obra e reservar um espaço para determinados conteúdos é algo que qualquer televisão de um Estado Democrático de Direito deveria aplicar. Aos interessados, dêem uma olhada no artigo 76 do ECA. Acham que ele é inconstitucional? Abraços. O debate constrói!
José de Souza Castro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 17/5/2007 às 4:56:29 PM
"O trabalho é desempenhado por um grupo de jovens. Parte são funcionários do Ministério da Justiça, que recebem R$ 1 mil pelo trabalho. Outros são estagiários, que ganham entre R$ 390 e R$ 520 por mês". É um problema: inexperiência e salário baixo. Uma porta fácil para o ingresso de corruptores. É o que desanima nas iniciativas do governo. Por mais meritórias que sejam, tudo acaba como mais um cabide de empregos.
Luiz Carlos Bernardo , Campinas-SP - Advogado
Enviado em 17/5/2007 às 3:25:44 PM
Sr. Dines, permita-me transcrever um tópico de seu brilhante texto:: "Usam o crachá de democratas, mas desprezam solenemente o bem-comum, o interesse público, a comunidade e a sociedade". Tem toda razão. O Brasil é um pais de mentirinha. Que legado recebemos dos nossos descobridores!
pedro bandeira , niteroi-RJ - administrador
Enviado em 17/5/2007 às 2:55:21 PM
Leiam o que disse o diretor do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, José Eduardo Romão: "A Abert, em nome das emissoras, fala como se essas fossem indivíduos privados titulares de direitos à liberdade de expressão, mas não o são. São titulares de concessões dadas pelo Estado brasileiro." Começa controlando a titularidade de direitos da liberdade de expressão das emissoras, depois....
glauco ferreira , rio de janeiro-RJ - advogado
Enviado em 17/5/2007 às 12:08:15 PM
Meu caro Dines, você deveria ler reportagem de Gustavo Kriger na Roling Stones. Ele entrou nas salas do Ministério da Justiça que faz a classificação dos programas. Um trecho:A primeira surpresa de quem conhece o departamento por dentro está literalmente na cara. Na cara dos classificadores. O trabalho é desempenhado por um grupo de jovens. Parte são funcionários do Ministério da Justiça, que recebem R$ 1 mil pelo trabalho. Outros são estagiários, que ganham entre R$ 390 e R$ 520 por mês. Lucas Brasil, estudante de Ciências Sociais, é um deles. Com 18 anos, mal tem idade para assistir aos filmes mais pesados, segundo a análise do departamento. Ele foi recrutado por ser um especialista em RPG, aqueles jogos nos quais os participantes assumem personagens medievais ou mágicos e vão criando a aventura a partir de um livro de regras. "Entreguei meu currículo, fiz uma prova e fui contratado", conta. "Nunca imaginei que jogar RPG ia me garantir uma vaga, admite. A prova que eles fazem é simples. São quatro itens. No primeiro, respondem se gostam de a
Lica Cintra , Rio-RJ - educadora
Enviado em 17/5/2007 às 11:26:39 AM
A classificação indicativa não impede a exibição de nenhum programa apenas dispõe sobre o horário que devem ser exibidos. Com tanta barbaridade no ar em horário de público infantil, é super razoável que se regulamente que programa e publicidade com conteúdo adulto seja exibido em horário de adulto. Auto-regulamentação é um caminho que já foi tentado, as emissoras são incapazes. O que não dá é para deixar na mão de grupos empresarias, sem nenhum tipo de regulamentação, o uso de um bem que é público.
Márcia Pimentel Coelho , Rio de Janeiro-RJ - jornalista/atriz
Enviado em 17/5/2007 às 9:38:20 AM
Dessa vez, concordo integralmente com o Dines. Além do mais, não posso (e não tenho como) transformar a educação do meu filho num BBB, com acompanhamento 24h por dia de tudo que ele faz, inclusive quando está resguardado dentro da minha casa. Posso regular a hora em que ele dorme e acorda, mas é impossível, eu - da rua, do trabalho - vigiá-lo, pra ver se ele está acompanhando o programa A ou B na televisão. Porque eu tenho que arcar com o estresse dessa vigília? Quanto a televisão vai me pagar pra eu fazer papel de vigia de programação dentro da minha própria casa? Acho que a sociedade (o que inclui a televisão) deve ter, sim, compromisso com a preservação da saúde pública, de valores éticos, familiares, etc... Estado sem norma não é democrático, é anárquico (como bem sugeriu Dines).
Lúcia Adélia Fernandes , Curitiba-PR - Professora
Enviado em 17/5/2007 às 9:07:49 AM
Depois de um tenebroso inverno volto a participar deste Site. Mas somente o leio quando o encontro em outros blog e neste caso foi no blog do Dirceu. Caro Dines, não posso deixar de dizer que essas são sábias palavras, realmente é um discurso que favorece o público, coisa meio esquecida hoje pelos meios de comunicação social e infelizmente alfunas vezes até neste site que se propõem a observar a imprensa. Parabéns pela colaboração nesta empreitada, mesmo sabendo que é sua obrigação, mas há muitos outros que tem essa mesma obrigação e fingem que não sabem e prestam deserviço à população, que o caso da grande maioria dos meios de comunicação do nosso país, que infelizmente é o que temos, mas não merecemos.
Samuel Noronha , SP-SP - Biomédico
Enviado em 17/5/2007 às 2:51:45 AM
Dines, ocê quer importar logo legislação e comportamaneto dos USA? Isso nóis num precisa de lá´, homi!!! Lá de cima...nóis só qué tecnologia, Budweiser gelada, loira peituda e um baita chapeuzão de caubói, sô!! Agora, me explica uma coisa: Constituição? O que é isso? Abraços. PS. Desculpe-me pela ironia, mas ela é válida em alguns casos.
Alexandre Pereira , Rio-RJ - outros
Enviado em 16/5/2007 às 11:51:47 PM
Caro Dines, Por acaso você leu o “Manual da Nova Classificação indicativa”, elaborado pelo Ministério da Justiça? Na página 3 ele diz: as emissoras não podem exibir programas em horário diverso daquele definido pela classificação. Isso vai contra a Constituição!!! E o tal manual ainda mostra com clareza que os critérios vagos de critérios servirão apenas pra disseminar ainda mais o "modo petista de ver o mundo". Leia lá e veja se mesmo você não muda de idéia.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 16/5/2007 às 9:37:40 PM
"comportamentos repreensíveis e não desejáveis". Diz o manual: "São contextos/cenas/diálogos que exemplificam, valorizam ou estimulam comportamentos tais como irresponsabilidade, egoísmo, desonestidade, desrespeito para com os demais, manipulação, preconceito, ameaça, fuga de conflitos - sem que, ao mesmo tempo, haja uma clara mensagem de repúdio a essas práticas". Pelo texto, só a missa do Papa poderia ser exibido! É este controle que defende o OI como necessário?
mauricio  botelho , Petropolis-RJ - administrador
Enviado em 16/5/2007 às 8:56:44 PM
Nessa discussão toda, falta dizer que não é função e nem obrigação das emissoras e muito menos do governo, de qualquer governo, educar os nossos filhos. É desculpa esfarrapada dizer que os pais hoje em dia não têm tempo para educar os filhos. Tem que arranjar tempo, tem que educar, tem que orientar sobreo que pode ou não deve ser visto ou lido. Não quero o governo ou as emissoras me substituindo. Quem pensa assim, não pensou na hora de de gerar os filhos. desculpem os que pensam em contrário.Eu fico com muito medo de voltarmos à época da censura. Porque começa assim, uma restrição aqui, uma impoisção bem intencionada acola... e pronto. A velha senhora volta a mandar.
ricardo monserratt , rio de janeiro-RR - analista
Enviado em 16/5/2007 às 8:48:06 PM
inacreditável jornalistas como Dines e Mauro Malin ainda defenderem essa tal classificação para programa depois do tal Romão, o chefe dos novos censores declarar que televisão não tem direito à liberdade de expressão porque é concessão pública. Impressionante um funcionário assumir que quer mesmo controlar conteúdo de televisão. Se é concessão pública, não é de governo. Logo, quem tem que decidir o que vai ao ar é o público. Um funcionário defendendo controle de conteúdo em concessionário acho que nem na ditadura!
Aparecida Torneros , Rio de Janeiro -RJ - Jornalista
Enviado em 16/5/2007 às 8:40:45 PM
Este grito de ordem postulado por um decano do jornalismo brasileiro como o Dines, na realidade, nos remete a um momento em que é preciso estarmos atentos e fortes. Sabemos todos que é por "debaixo dos panos", na velha tradição da prática do comando e controle que a mídia oligárquica costuma alicersar suas finanças e seus interesses vários, desprezando, se for preciso, o bem comum, colocando o lucro da indústria capitalista de comunicação em detrimento de supostos valores morais, sociais, éticos, salvo raras exceções. Não dá mais para aceitarmos que na vivência de uma sociedade plural e de grandes distâncias sociais, com tanta injustiça, os responsáveis pela comunicação de massa não se engagem em propostas saudáveis, limitando, de acordo com o consenso e a partir de discussão madura, conteúdos, horários, das suas programações ou reportagens, mesmo que isso implique em reordenamento de índices de lucros, uma vez que adiante, o saldo positivo virá , certamente, a partir de uma sociedade melhor, mais igualitária, menos violenta, com melhores níveis de escolaridade e acesso democrático à informação de qualidade, menos manipulada.
Luiz Mario  Pimenta Filho , Porto Alegre-RS - advogado
Enviado em 16/5/2007 às 8:24:57 PM
Como é bom ouvir uma voz do quilate de Alberto Dines se levantar contra essa verdadeira ditadura da mídia e dos ditos"intelectuais" contra a classificação indicativa. Parabéns pela brilhantismo do comentário
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 16/5/2007 às 8:12:28 PM
O comportamento de torcida organizada, lulista ou anti-qualquer coisa-que-pareça-estar-à-esquerda (coisa que o governo Lula, aliás, não parece ser em infinitas oportunidades), é patético. Acabaram as acusações de venalidade e as convicções de que a Fundação Ford manda e desmanda na opinião do editor do OI. "Dines está de volta", comemora a claque. É que agora há concordância com o autor. Quando discordavam, xingavam, promoviam linchamentos - e podem voltar a fazê-lo, pois estão se expressando livremente. Os míopes têm, sim, direito de se expressar. A torcida do "nosso guia" é de um cinismo equivalente aos neo-democratas (cujos expoentes endossaram o pior período de efetiva censura vivido no Brasil). É triste o cinismo, a falta de argumento e o deserto de opinião própria.
aprigio nogueira , brasília-DF - jornalista
Enviado em 16/5/2007 às 6:51:07 PM
Prezados Srs., Os lobbies são sempre dos mesmos autores. Os mesmos que se rebelam e conseguem barrar toda e qualquer regulamentação das comunicações no Brasil. Aqueles mesmos que estão juntos agora pela manutenção da famigerada emenda 3. São eles os representados pela ABERT. Resta saber quando o mundo político vai ter forças suficientes para, além de seus interesses eleitorais, pensar um pouco mais em construir um país decente. Onde a opinião pública é a do povo e não aquela que a grande mídia acha que deva ser.
José de Souza Castro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 16/5/2007 às 11:07:03 AM
Um artigo para petista nenhum botar defeito. É o Dines de sempre, um jornalista isento, mas com idéias que, em geral, desagradam alguém mais à esquerda ou mais à direita. A regulamentação prevista na Constituição de 1988, que Ulysses Guimarães batizou de "Constituição cidadã" e que vem sendo aos poucos reformada pelos neoliberais adoradores do Deus Mercado e da Deusa Livre Iniciativa, só agora começa a ser implementada. É uma das muitas coisas boas do governo Lula que amenizam as muitas coisas ruins. Parece claro que a sociedade não pode continuar sob a lei da selva imposta pelos detentores do poder econômico e político, os mesmos que, ao fim e ao cabo, são os responsáveis pela concessão às rádios e televisões que tanto resistem à regulamentação.
Denis Rafael Costa da Silva , Fortaleza-CE - Universitário
Enviado em 16/5/2007 às 9:59:14 AM
Bela aula de constitucional Dines. você está melhor que o professor Miguel Reale! Bom o problema dessa seara política é a política. Ficamos a discutir liberalismo X comunismo; neoliberalismo X neocomunismo, quem é o melhor a esquerda ou a direita? devemos ir para a esquerda ou à destresa? nenhum dos dois. Devemos é ir para frente! esse bate-boca de anarquistas, liberalistas e comunistas é pra quem não tem o que fazer. o que tem que ser discutido é a vergonha na cara. Quem vai ter primeiro? Bom, entrando no assunto da classificação de programação. Concordo. Tem que haver. Por exemplo, os [ ] assistam a rede Globo de mentiras, os [ ] o bbb - [ ] - e os alienados o jornal nacional do Bonner, os que gostam de esporte o antiquado do Galvão Bueno. E assim por diante. E que tal assistirmos a missa do papa?
Jadel Abacuque , São Paulo-SP - Agrimensor
Enviado em 16/5/2007 às 9:01:20 AM
"defesa da saúde e à formação das crianças e adolescentes." Por quê será que essa frase acima me parece pescada de algum manual fascista ou comunista? Desde quando eu preciso da opinião do sr. Dines, ou de algum burocrata petista, para saber o que é melhor para os MEUS filhos? Quando eu quiser que eles não assistam algum programa na TV, eu mesmo tenho a prerrogativa de fazer com que ele assista ou não.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 16/5/2007 às 8:47:53 AM
Tratar os assuntos como se fossem parecidos com deuses é apelar para a ignorância e não entender os argumentos de quem defende certos comportamentos! O fumo já foi combatido a propaganda depois de décadas de luta, e o álcool continua livre! No entanto, o governo incentiva a indústria do fumo e o judiciário defende intransigentemente contra a sua responsabilização pelos danos provocados nos indivíduos e na sociedade! Hospitais, bem público essencial, entende a justiça que deva ser rigorosamente penalizado pelo insucesso, enquanto o fumo deve ser protegido totalmente pelos malefícios que provoca nos seus consumidores enganados pelo glamour difundido! Assim como a indústria do álcool que destrói vidas e sociedades no país! A solução deveria ser legal, se lesou o consumidor, como ocorre até com uma empresa de transporte urbano, que ressarça o consumidor, pois ao escolher esta indústria e comércio livremente, assumiu o risco de produzir os danos ao consumidor! Para o governo, vale mais a proteção do vício que viceja pelos incentivos, do que os negócios essenciais para a sociedade!
Benedito F. Oliveira , Rio de Janeiro-RJ - Engenheiro
Enviado em 16/5/2007 às 4:19:07 AM
Certas correntes políticas e certas personalidades brasileiras na falta de causas justas e meritórias parecem condenadas a defender o indefensável e a resvalar cada vez mais para a ilegalidade e até para o crime. Em menos de sessenta dias essas correntes e essas personalidades passaram a defender a fraude trabalhista (caso da Emenda 3), a leniencia com o alcoolismo e a os maus costumes na TV brasileira. O Observatório da Imprensa não faz mais do que ser coerente quando se manifesta do jeito que se manifestou nesse artigo de Alberto Dines.
João Pequeno , Rio de Janeiro-RJ - jornalista
Enviado em 16/5/2007 às 1:53:11 AM
Matéria da revista Época resuma bem o espírito que Alberto Dines esqueceu dessa classificação indicativa (que submetida previamente à vista oficial, trata-se, expressamente de censura). Segue a matéria: "O Manual de Classificação Indicativa tem um alto teor de dirigismo cultural. Um bom exemplo de sua fragilidade é oferecido pela seguinte passagem, que define "comportamentos repreensíveis e não desejáveis". Diz o manual: "São contextos/cenas/diálogos que exemplificam, valorizam ou estimulam comportamentos tais como irresponsabilidade, egoísmo, desonestidade, desrespeito para com os demais, manipulação, preconceito, ameaça, fuga de conflitos - sem que, ao mesmo tempo, haja uma clara mensagem de repúdio a essas práticas". A frase, em sua vaga e quase infinita abrangência, equivale a uma sentença de morte proferida contra toda e qualquer modalidade de trama. Carlitos, o imortal vaga-bundo criado por Charles Chaplin, ou o atormentado Hamlet, de William Shakespeare, dificilmente sobreviveriam a tal crivo. A Capitu de Machado de Assis não existiria sob a égide do manual. Nem a Ana Karenina de Tolstói. Nem a Emma Bovary de Flaubert. Nem praticamente um único personagem de Balzac." Pois é. Falsa democracia é chamar essa [ ] de bem comum.
Rafael Chat , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 15/5/2007 às 10:23:47 PM
Finalmente um bom argumento. Está na constituição e ponto final. Mudei minha posição, só me preocupa agora é como o PT vai aparelhar este sistema.
Richard  Jakubaszko , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 15/5/2007 às 10:20:07 PM
Muito boa, Dines, essa pegou na jugular, me lembrou vc de outros tempos, e ainda deixou seu desafeto lá da Óia com cara de tacho. A "censura" da classificação está na constituição de 1988, não é do FHC nem do Lula, precisava regulamentar, assim como os juros de 12% da mesma constituição, até hoje não regulamentados. A novela das 9 da Globo vai ao ar, lá no Acre, pontualmente às 18.00 horas... Minha neta de 4 anos assiste em Cuiabá às 20.00 horas. E nessa novela, como em outras anteriores, por vezes tem sexo quase explícito, autores e diretores irresponsáveis que querem autorização oficial e liberdade para dizer o que pensam. Ficha de classificação neles! E não se esqueçam do fuso horário do Acre e Cuiabá! Tem de valer pela base do horário menor.
Jedeão Carneiro , Cuiabá-Mt - Arquiteto
Enviado em 15/5/2007 às 10:15:48 PM
O Dines tem toda a razão. A mídia exige ética e moralidade, mas dos outros... Recentemente a Globo começou a descer o porrete no governo do Pará. Agora ta explicado, o governo do Pará, na gestão da petista Ana Júlia, vai anular um convênio irregular, ilegal, fraudulento e lesivo aos cofres públicos, que permitia à Globo usar a estrutura pública para retransmitir sua programação em cidades do Pará, e ainda receber mensalmente do estado por isso. Ética e moralidade no ... dos outros é refresco! http://www.direitoacomunicacao.org.br/novo/content.php?option=com_content&task=view&id=500
Washington Ferreira , Ubá-MG - Jornalista
Enviado em 15/5/2007 às 7:41:04 PM
Bom, muito bom mesmo ver o velho (novo) Dines em ação...
João  Motta , Florianópolis-SC - dentista
Enviado em 15/5/2007 às 5:43:47 PM
Aos desavisados: os projeto de classificação indicativa não é do PT. O autor é José Gregori, tucaníssimo, foi ministro de FHC. O governo Lula acerta ao implementar esse tipo de controle na programação de TV.
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 15/5/2007 às 5:33:45 PM
Gostaria de acompanhar o comportamento da mídia, em todos os seus segmentos, diante de um Governo que possibilitasse o fiel cumprimento das normas suscitadas no texto do Senhor Dines. Arriscando um palpite, diria que seria chamado, por todos, de censor, ditador e coisas que tais, principalmente se este governo fosse o do "outrora comunista de boné seboso, Dom Lulla", como se referiu um dos comentaristas deste OI. A hipocrisia é um veneno que corrói a alma.
LEONARDO CANDIDO BASTOS , Niterói-RJ - Advogado
Enviado em 15/5/2007 às 4:42:55 PM
A portaria 264 do Munistério da Justiça cumpre a Constituição da República. Tão-somente isso. A nossa Lei Maior confere a União competência para “exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de programas de rádio e televisão” (art. 21, inciso XVI). Tachar esse cumprimento de censura é ignorância ou simplesmente patifaria. O Direito Fundamental de Liberdade de Expressão (art. 5º, inciso XI da CRFB/88) não é absoluto e, por esse motivo, deve ser conjugado e ponderado com outros Direitos Fundamentais, tais como, por exemplo, os inerentes às crianças e aos adolescentes. Ademais, a leitura serena e imparcial da Portaria nº 267/2007 revela razoabilidade e prestígio aos Princípios Fundamentais do art. 1º da Constituição de 1988. A classificação indicativa não enseja nenhum dano a Liberdade de Expressão. Pelo contrário, o discurso da censura e o ofertado em qualquer horário pelas TVs e rádios é que conspurcam a nobreza da Liberdade de Expressão. A classificação indicativa feita pelo Poder Público, aliás, existe nos Estados Unidos e em vários outros países. No Brasil, no entanto, as empresas de rádio e TV - sobretudo a Rede Globo -, pensam que podem tudo, não obstante serem concessões públicas. Querem a preponderância de seus interesses econômicos em detrimento dos valores consagrados na Constituição de 1988. Não! Classificação Indicativa já!!!
Fabiana Tambellini , São Paulo-SP - comerciante
Enviado em 15/5/2007 às 3:56:23 PM
A classificação indicativa de programação (que não tem nada a ver com censura) é um procedimento que já existe há um tempão nos países desenvolvidos e que parece-me de um bom senso total. Se um programa ou publicidade tem conteúdo inadequado para crianças, que seja exibido depois das 22 horas, respeitando o fuso horário local, simples assim.
Lycio  Faria , Rio de Janeiro-RJ - Administrador-aposentado
Enviado em 15/5/2007 às 3:48:44 PM
Parabéns ao Dines. Deus queira que o bom senso volte a ser o senso comum.
JOSE ORAIR Silva , BELO HORIZONTE-MG - BANCÁRIO
Enviado em 15/5/2007 às 3:19:17 PM
Parabéns ao Alberto Dines por tomar uma posição pela cidadania e contra os donos dos meios de comunicação. Finalmente temos de volta o velho Dines que vivenciou e participou ativamente, ao lado de jornalistas como Claudio Abramo, Mino Carta e Raimundo Rodrigues Pereira, de grandes e históricos momentos do jornalismo brasileiro. Pelo visto os donos da imprensa julgam-se também donos da sociedade e não admitem qualquer mediação na relação entre as TVs e os seus passivos telespectadores. Se estamos irremediavelmente condenados ao lixo produzido pelas TVs abertas, tentemos pelo menos preservar nossas crianças da droga midiática.
Silvano Carvalho , V. Velha-ES - Advogado
Enviado em 15/5/2007 às 2:56:59 PM
Viva, o DINES está de volta, está vivo, agora sim teremos alguém para observar esta imparcial mídia. ALELUIA.
Luis Neubern , São Paulo-SP - Administrador de Empresas
Enviado em 15/5/2007 às 2:08:30 PM
Dines, esqueceu os neo-left? O dirigismo cultural do projeto vai muito além da simples classificação indicativa. Pecisamos ler as letras minúsculas do contrato. Quem é que vai determinar o que é adequado ou não no programa? A sociedade? Claro que não. É a cartilha gramsciana petista. Outra coisa, bato na tecla neste OI à muito tempo que as propagandas de bebidas alcoólicas deveriam ser proibidas, inclusive as de cerveja, que são claramente voltada às crianças e adolecentes. O Ministro Temporão não tem peito de enfrentar as cervejeiras, amoleceu, medrou, mas é corajoso o suficiente para dar pitos no Papa na questão do aborto. É brincadeira.
Bela Prin , Matosinhos-BA - Cozinheira
Enviado em 15/5/2007 às 12:47:15 PM
Bom texto. É o velho Dines, de volta à lucidez...
Marco Costa Costa , São Caetano do Sul-SP - T.P.A.
Enviado em 15/5/2007 às 12:12:24 PM
Estamos vivendo plenamente o neoliberalismo, com o qual os políticos estão envolvidos e tem a cara do sistema modernoso. Começando pelo outrora comunista de boné seboso, Dom Lulla, que reza corretamente e religiosamente na bíblia sagrada do capitalismo atual, aquele do quem pode mais, leva mais. Quanto a classificação indicativa da programação da máquina de triturar cérebros em formação e deformar aqueles que já estão no tamanho adequado, visa evitar que as pessoas de qualquer faixa etária, estejam expostas ao baixo nível de entretenimento que a TV nos oferece, seja de dia ou a noite, verdadeiro lixo cultural. No que concerne a publicidade de bebidas alcoólicas, trata-se de uma cara de pau despudorada dos publicitários, quando usam e abusam da imagem da mulher nua em suas propagandas, chegando ao ponto de tratá-las como prostitutas de cabarés em decadência. Neste item, não usando a censura como subterfúgio, às “autoridades” devem proibir a propaganda de bebidas alcoólicas em qualquer horário. Existem outros meios para que às empresas façam suas campanhas publicitárias sem chegar diretamente aos olhares e ouvidos das crianças e dos jovens. Uma nação se forma com disciplina, educação e cultura dos jovens. Do contrario sempre seremos tratados como um país não sério.
Fábio de Oliveira Ribeiro , Osasco-SP - advogado
Enviado em 15/5/2007 às 12:12:05 PM
Defendi aqui no OI a responsabilização das cervejarias ( http://www.intercidadania.net/noticia.kmf?noticia=6073460&canal=54&total=118755&indice=0) pelos danos decorrentes do abusivo da propaganda que acarrata o aumetno do consumo de seus produtos (e dos males que eles provocam aos individuos e à coletividade). Muito embora você tenha razão ao se referir às normas que possibilitam a regulamentação da propaganda, a censura continua a me parecer inadequada. Mesmo que não seja inadequada, a censura é um remédio quase impossível de ser adotado em razão d lobby dos fabricantes de bebidas. Portanto, não sou nem liberal, nem tampouco submisso ao Deus Mercado. Prefiro reconhecer as limitações políticas brasileiras e sugerir uma solução que contorna a necessidade de regulamentação do setor.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 15/5/2007 às 11:39:01 AM
1-"O denominador comum é o rancor contra qualquer tipo de regulamentação. Em nome de uma liberdade imprecisa e indefinida, advogam a lei da selva": porque eh que FHC esta calado quando todo mundo sabe que a lei eh cria dele e se desenvolveu independente dele? Porque sempre esteve do lado da "lei da selva"? 2-curiosissimo: "Os norte-americanos criaram os neo-cons, neo-conservadores" mas a palavra "con", tambem abbreviacao de "condenado", eh o verbo "dar golpe", "passar pra traz".
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