ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 435 - 17/11/2009
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CRISE NA USP
Polícia na universidade só com vestibular

Por Deonísio da Silva em 29/5/2007

Não é hora de saber se quem tem razão são os estudantes, que invadiram a reitoria da USP, ou o governo, que ameaça utilizar a polícia para desalojá-los, depois de ter obtido na Justiça a reintegração de posse.

Não se trata de ficar em cima do muro. Trata-se de dar ouvidos e olhos a juízos sensatos, de que é exemplo a entrevista que o professor Roberto Romano, da Unicamp, deu ao Estado de S.Paulo de domingo (27/5, pág. A14), em que diagnosticou: "Todo mundo grita, ninguém tem razão".

A mídia vem apresentando o conflito de forma quase sempre maniqueísta, como se fosse um jogo do qual sairão necessariamente vencidos e vencedores. Antes de qualquer resultado, já obtivemos um que é simplesmente lamentável: ameaçar estudantes com a polícia, tratando-os como se fossem desordeiros.

A questão é muito mais complexa e começa com as súbitas mudanças de muitos professores universitários quando assumem o poder, sejam reitorias ou outras governanças.

Todos estão atentos ao desfecho. Será que José Serra, ex-professor da Unicamp e ex-presidente da UNE, vai jogar a polícia em cima dos estudantes? Se o fizer, vai manchar para sempre a sua biografia.

Uma filigrana

José Aristodemo Pinotti, também ex-professor da Unicamp, de que foi reitor, vai ser o braço direito que permitirá a entrada de policiais na universidade? Numa universidade pública há apenas duas portas de entrada: o concurso público para professores e funcionários, e o vestibular para os alunos.

Está em questão a autonomia universitária, que foi parar na Constituição de 1988, por obra do então deputado Florestan Fernandes. Como diz Roberto Romano, no plano federal, a autonomia universitária ainda não foi regulamentada. E no estadual, também não.

Esclarece Romano que o decreto que deu autonomia orçamentária à USP, à Unicamp e à Unesp é obra do governo de Orestes Quércia, em 1989. Como se trata de decreto, tudo que ali está garantido pode ser revogado a qualquer momento, ao contrário das verbas para a Fapesp, cuja autonomia está garantida na Constituição do Estado de São Paulo.

A situação está confusa. É evidente que os estudantes não têm o direito de invadir a reitoria. Mas que outros recursos lhe foram dados que pudessem evitar o ato extremo? E por que misturar a reivindicação emergencial de 3% de aumento e 200 reais nos salários dos docentes com a questão que pode resolver o presente e o futuro das universidades estaduais paulistas?

Compare-se a invasão da reitoria com as invasões do MST, ainda que os organizadores do movimento prefiram usar o verbo "ocupar" – uma filigrana, pois o resultado para os donos das propriedades ocupadas ou invadidas é sempre o mesmo. O Brasil patina até no modo de formular os problemas: as questões sociais, sejam de estudantes ou de sem-terra, não podem ser tratadas como caso de polícia.

Audiência mútua

Chamar a polícia nessas horas é brincar com fogo. Freqüentemente tragédias irrompem no bojo de mútuas intolerâncias, como foi o caso do emblemático episódio de Eldorado dos Carajás, ocorrido no sul do Pará, quando eram 17 de abril de 1996.

Naquela ocasião, 21 sem-terra foram mortos pela Polícia Militar, 67 foram feridos e alguns ficaram mutilados para o resto da vida. Segundo o legista Nélson Massini, 10 sem-terra foram executados. Sete lavradores foram mortos por instrumentos cortantes, como foices e facões. O então ministro da Agricultura, José Eduardo Andrade Vieira, pediu demissão na mesma noite. E uma semana depois do massacre, o governo FHC criava o Ministério da Reforma Agrária, indicando para ministro o então presidente do Ibama, Raul Jungmann.

O monumento projetado por Oscar Niemeyer para lembrar as vítimas, inaugurado em 7/9/1996, foi destruído dias depois. "Aconteceu o mesmo quando levantamos o monumento em homenagem aos operários mortos pelo Exército na ocupação da CSN, em Volta Redonda (RJ)", disse o arquiteto na ocasião.

Diálogo demora, pois é preciso haver audiência mútua. A polícia pode fazer tudo mais ligeiro, mas chamá-la foi a pior alternativa.

Comentários (22)
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Júlio Arantes , Campinas-SP - Estudante
Enviado em 3/6/2007 às 1:51:51 AM
Gastar dinheiro com universitário é ruim. Então gastar mais dinheiro com um presidiário do que com um estudante de escola pública deve ser muito melhor? E depois o povo tem a coragem de vir com a demagoga frase: "O Brasil precisa investir em educação". O pessoal aí precisa se informar mais sobre os motivos da greve e o que traz de mal esses decretos do Serra. Como disse um professor meu: Esse é o começo do fim da USP (e das outras estaduais). A ignorância não é uma bênção e cada povo tem o goverso que merece.
Ivo Aldo Auerbach , Palhoça-SC - Aposentado
Enviado em 3/6/2007 às 12:37:43 AM
Até parece que o Sr. NEWSON KHAVIERES, fala com conhecimento de causa, até porque ele foi um dos inúmeros universitários que comprovam isto.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 2/6/2007 às 11:47:33 PM
"DROGAS, MARX E ROCK AND ROLL E... DEPOIS DE FORMADOS..... QUAL É A CONTRIBUIÇÃO PARA UMA SOCIEDADE QUE PAGOU 42 MIL REAIS POR ANO... PARA CADA? NENHUMA.": cada um? Entao ta bom demais!!! Voce ja deu uma olhada na differenca entre um politico novato e um politico quatro anos mais tarde? QUEM SUBTRAI MAIS DO BRASIL? QUEM ENRIQUECE MAIS? QUEM CUSTA MAIS?
Marco Costa Costa , São Caetano do Sul-SP - T.P.A.
Enviado em 2/6/2007 às 3:50:52 PM
Newson, quanta bobagem, não seja retrogrado, devemos gastar milhões para que o jovem estude e se forme, para quem sabe termos um Brasil menos desumano. Na sua visão se o jovem não estuda é vagabundo, se o jovem estuda é vagabundo, tenha cuidado, pois escrever é uma arte, seja um artista competente, não uma pessoa vulgar. [ ].
Silvio  Miguel Gomes , Olímpia-SP - Func. Publico
Enviado em 2/6/2007 às 1:44:43 PM
A Justiça Eleitoral decidiu que o mandato do Politico eleito é do Partido (é uma lei nova, devia valer daqui pra frente). A Justiça Eleitoral então devia obrigar os Governantes a cumprirem o que prometem durante a campanha. Se cumprissem o que está no Estatuto do Partido, no plano de governo, não haveriam manifestações como do MST, ST e dos Professores e alunos. Agora foi publicado no D.O. a mudança nos decretos que provocaram as greves. (é isto aí!).
NEWSON KHAVIERES , SÃO PAULO-SP - AGRONOMO
Enviado em 2/6/2007 às 11:00:06 AM
BORRACHADA E EXPULSÃO É ISTO QUE MERECEM... ESTUDANTES.... ESTUDAM O QUE? FUMA UM BASEADINHO DE VEZ EM QUANDO..... ENCHEM A CARA TODO O DIA.... SEXO... DROGAS, MARX E ROCK AND ROLL E... DEPOIS DE FORMADOS..... QUAL É A CONTRIBUIÇÃO PARA UMA SOCIEDADE QUE PAGOU 42 MIL REAIS POR ANO... PARA CADA? NENHUMA.
Clovis Ferreira Frias , Araraquara-SP - Advogado
Enviado em 31/5/2007 às 1:50:33 AM
Os estudantes universitários dificilmente conseguem simpatia popular, porque as universidades públicas se transformaram em redutos, onde não se vê a prática da cidadania, consistente numa atividade, nem que seja extracurricular, voltada para o auxílio à população carente - ou no mínimo a permissão de algum tipo de acesso do povo em geral, ao conhecimento acumulado nas universidades. Porisso, quando reinvindicam algo, a maioria da população, que pouco acesso tem ao ensino superior, não se identificam com os estudantes. Ao contrário, ficam hostis quando sentem que o Poder Público titubeia em usar a força contra os estudantes, pois isto não ocorre quando os manifestantes são pessoas pobres. Os estudantes, além disso, tem uma certa arrogância no trato com os "iletrados" e demonstram desprezo para com a força policial. É clássico a anedota do policial que investe contra um grupo de estudantes, gritando: "alto lá, é a polícia" e recebe como resposta: "bem feito, quem mandou não estudar". Ou então a pixação preferida dos estudantes: "a menor jaula do mundo é a farda...só cabe um animal dentro". Por estas e outras, fico apreensivo com a possibilidade de um confronto entre a polícia e os estudantes. Esperava que o José Serra fosse um melhor estadista. Estou ficando decepcionado.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 30/5/2007 às 10:40:44 PM
"Maniqueísmo, Brasil Ame-O ou Deixe-o, Venezuela ou concorda com o Chavez ou é pró Bush": eu nao disse nada disso. Disse e digo que a direita latino americana eh ladra e sempre foi ladra desde o principio. Tambem disse e digo que ela muda de cara de acordo com o cliente, e que por isso Lula esta cercado de sabotadores, espioes, e mais sabotadores. Por sinal, "ame o ou deixe o" eh perola da ditadura importada dos EUA tanto como as leis de protecao aos ricos.
ELISAMAR  MACHADO , PALMAS-TO - ESTUDANTE
Enviado em 30/5/2007 às 9:55:45 PM
ABSURDAS SÃO AS OPINIÕES EXPRESSAS NESSE ARTIGO DEONÍSO DA SILVA. COMO PODE ACHAR NORMAL QUE GRUPOS INVADAM UMA ORGANIZAÇÃO PÚBLICA E DELA SE RECUSEM A SAIR,MESMO COM DETERMINAÇÃO JUDICIAL? A UNIVERSIDADE NÃO É DOS ESTUDANTES, É DA SOCIEDADE BRASILEIRA. TEM QUE HAVER RESPEITO PELO PATRIMÔNIO PÚBLICO,TEM QUE HAVER AINDA MAIS SENSATEZ POR PARTE DOS GOVERNANTES E ESTUDANTES. A POLÍCIA JÁ DEVERIA TER SIDO ORDENADA A RETIRAR OS INVASORES Á FORÇA,POIS OS MESMOS ACHAM QUE SÃO OS DONOS DA USP E NÃO RESPEITAM AS AUTORIDADES CONSTITUÍDAS. A LEI E AORDEM DEVEM SER NOSSOS PILARES E EXISTEM PARA SEREM CUMPRIDAS POR QUEM QUER QUE SEJA.
Maria Natalia lebedev martinez moreira , belo horizonte-MG - médica
Enviado em 30/5/2007 às 7:25:34 PM
Chamar a policia para pobres" baderneiros" pode, para os estudantes da USP não pode. Prender traficantes e usuários de drogas na favela pode , prender estudantes professores que compram vendem seu baseadinho básico e outras coisas para aliviar o stress não pode. A corrupção no PSDB, DEM no governo FHC não pode, é coisa de neoliberal, a corrupção no governo Lula do PT pode, são percalços que devem ser ignorados na luta pelo socialismo. Em resumo USP, o PT, o OI, A carta Capital, o Chaves ... são o Bem , a Esquerda, os que merecem viver, já as universidades privadas e seus estudantes burgueses "cheios da grana", o resto dos partidos que não estão na base aliada, a Veja, o Uribe... são o Mal, a Direita e portanto os que não merecem viver. E é assim o rico debate democrático promovido pelos ex estudantes da USP que escrevem para esse Observatório. Maniqueísmo, Brasil Ame-O ou Deixe-o, Venezuela ou concorda com o Chavez ou é pró Bush. Fraco,medíocre ,retaguarda do pensamento. E a proposta era para ser outra.
Marco Costa Costa , São Caetano do Sul-SP - T.P.A.
Enviado em 30/5/2007 às 7:04:54 PM
Muito se fala da quantidade de professores disponíveis para cada aluno na USP e em outras Universidades e que existem filhinhos de papai nesse embrulho, pura discriminação contra o jovem, mas pouco se diz sobre o baixo nível de ensino que esses professores executam suas atividades. Não acredito um milímetro naquilo que às pesquisas compradas reproduzem de verdade, puro sofisma com o objetivo de mostrar para a população que o governo esta resolvendo a questão da cultura no país. Infelizmente, estamos abandonados a própria sorte, bem como estamos nas mãos de pessoas sem escrúpulos, que estão rezando na cartilha do FMI e assemelhados. Não temos que copiar absolutamente nada, temos que entender que é criando situações novas que iremos sair do jugo dos gringos.
Bruna Fonseca , SJCampos-SP - Servidora pública
Enviado em 30/5/2007 às 5:58:23 PM
Pra começar a falta de informação sobre o motivo das manisfestações é absurdo. Mais uma vez uma mídia que nada informa, apenas confunde. A forma como tudo é transmitido cria no telespectador a sensação de que todos são estudantes arruaceiros. Meu Deus! Todos nós sabemos a importância da classe estudantil em nosso país. A diferença que ela faz. Infelizmente os estudantes não tem idéia do poder que têm. Não sei se a invasão é a melhor solução, mas se existe insatisfeitos (professores, funcionários, alunos), que estes também se manifestem, como alguém já citou. O fato é que não dá pra ficar de braços cruzados esperando que alguém lá do poder faça alguma coisa, até mesmo porque geralmente quando fazem, a situação piora. Os recursos que as universidades recebem são altos sim, mas são distribuídos de forma desigual. Existem "filhinhos de papai" sim, mas aí o problema é a forma de seleção (façam então com que universidade pública seja apenas para pessoas de baixa renda). E para o ilustre "64 professores por aluno que existe na França": no Brasil essa estatística deve ser até maior em escolas públicas de ensino médio e fundamental, e talvez seja esta a explicação para o despreparo dos nossos jovens em encarar uma universidade, um mercado de trabalho tão exigente. Temos que copiar sim os países de 1° mundo, mas apenas nos quesitos que serão benéficos para o país.
antonio caetano , santos-SP - engenheiro
Enviado em 30/5/2007 às 10:37:53 AM
Angelo, então você acha certo colocar 64 alunos por professor? Näo dá pra comparar Brasil com a França. Afinal, o governo do estado de São Paulo está fazendo algo similar no ensino fundamental, que é aumentar o número de alunos por sala. Sabe o resultado? A qualidade do ensino só piorou nos últimos anos, não apenas por este mastambém por outros motivos. Isso é pra mostrar que o (des)governo do estado de São Paulo encara a educação (em geral) como gasto, despesa, ao invés que encarar como investimento.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 30/5/2007 às 12:29:52 AM
"Tenho certaza que o governador Serra não quer acabar com a excelente imagem das três universidades publicas estaduais(USP,Unicamp e Unesp),para que universidades privadas venham oculpar esse lugar de destaque.Ou estou enganado?": Ta. Ache um unico politico que jamais confessou ter tido uma gota de intencao de acabar com a imagem da Vale antes dela ser vendida por centavinhos. Ninguem tinha. Ninguem queria. Esse foi o curso da historia das privatizacoes. Um absurdo de minerio sai de MG todos os dias hoje e ninguem sabe aonde esse dinheiro vai parar --e ainda te lembram dos x mil empregados da Vale se voce perguntar a respeito, como se outra compania nao tivesse que pagar funcionarios da mesma maneira e *mostrar os lucros**. O negocio brasileiro vive acuado dentro do Brasil de uma maneira tao grosseira, tao aberta, que quem faz dinheiro no Brasil sao as companias que teem condicoes de exportar o dinheiro. O governo e seu modelo economico validam os exportadores (de dinheiro) aas custas dos brasileiros, como nao poderiam validar a pre-sabotagem de companias a serem privatizadas quando sao tao excessivamente lucrativas pra pouquissimos no ato da privatizacao? Se o presente nao eh o passado cabe ao governo demonstrar lo.
aldemir rocha rocha , fortaleza-CE - advogado
Enviado em 29/5/2007 às 9:44:46 PM
O Doutor em Letras Dionisio Silva é de uma parcialidade chocante e por isso não merece ser apreciado ou criticado. Deve ficar com seus proprios conceitos.
Nivaldo  Silva dos Santos , Itaquaquecetuba-SP - Estudante
Enviado em 29/5/2007 às 9:44:01 PM
Infelizmente a imprensa não tem dado informações suficientes sobre a oculpação da reitoria,tudo se resume a noticiar os ultimos acontecimentos.Longe de me apresentar como um representante dos alunos,quero apanas tecer algumas considerações. Temos na universidade um paradoxo,cursos com última palavra em tecnologia convivem com outros que seus laboratórios se resumem em secos e molhados (com uma pia e outro sem).Alunos que não conseguem moradia no Crusp são jogados em qualquer lugar.Temos hoje uma USP sucateada,em que os professores estão lá somente pelo "status",em qualquer outra universidade digna de respeito teriam um salário melhor.Se há entre os alunos alguns que têm melhores condições financeiras,não podemos julgar todos como "filhinhos de papai".Paises como Estados Unidos,Canadá,Japão e China,chegaram onde estão hoje porque encararam os recursos a serem despendidos em educação não como despesa,mas como investimento.Tenho certaza que o governador Serra não quer acabar com a excelente imagem das três universidades publicas estaduais(USP,Unicamp e Unesp),para que universidades privadas venham oculpar esse lugar de destaque.Ou estou enganado?
Fabiana Tambellini , São Paulo-SP - comerciante
Enviado em 29/5/2007 às 8:01:21 PM
Acho que falta jogo de cintura dos dois lados para negociar que é o melhor caminho para resolução de conflitos. A invasão não é um procedimento aceitável e o decreto do governador tem problemas. Se de fato existe uma esmagadora maioria de estudantes e professores que rejeitam a ocupação e a greve, que se organizem, se manifestem, votem em peso nas assembléias contra o movimento. Não adianta ficar só se lamentando, quem não chora não mama, mexam-se.
Marcos Vinicius  Gomes da Silva , Taboão da Serra-SP - professor de inglês
Enviado em 29/5/2007 às 4:19:41 PM
O texto é parcial, pois trata os estudantes da Universidade de São Paulo como se fossem vestais, destituídos de ideologias partidárias com desejos subliminares de tomada de poder (em todas as esferas sociais). A invasão é patrocinada por um grupo manipulado por mentores experientes (os chamados carreiristas da USP, que estudam lá há anos e anos). Se este episódio de invasão tivesse ocorrido numa escola do estado, a polícia já teria "descido o porrete", pois pobres e mulatos no Brasil não têm vez, e esses seriam a maioria numa escola de periferia
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 29/5/2007 às 2:41:50 PM
"Pelo que sei, esiste uma decisão judicail a ser cumprida": o precedente eh o de sempre, sim. Quem esta acreditando em "decisao judicial" ainda nao descobriu de que lado a justica brasileira esta, mesmo que esteja cada dia mais dificil esconder 500 anos de pilhagem. O precedente estabelecido por essa invasao da reitoria tem consequencias desastrosas para o futuro, mas nao comecou ontem, ele acontece ha decadas. Ate o Congresso foi invadido pelo MST (te dou um doce se voce souber dizer porque). O que se tornou o modus operandi do Brasil tem, necessariamente tem, que ignorar "decisoes justiciais" principalmente se elas somente protegem os protegidos e etacam os atacados. Alias, a PM foi mais uma vez colocada de plantao pra fazer o trabalho "de emergencia" de calar a boca dos estudantes que cabia ao governador-que-assinou-sem-ler. Nao comecou com os estudantes esse impasse porque a invasao eh um ato politico e sempre foi. O assunto eh os decretos.
Marco Costa Costa , São Caetano do Sul-SP - T.P.A.
Enviado em 29/5/2007 às 12:58:48 PM
Policia para quem precisa de polícia, neste momento quem precisa de milicos são os corruptoides lá capital Federal, não estou generalizado, dessa história o povo esta de fora, pois ele é vítima. Quer brincar de Serra, Serra, Serra o papo do vovô fique a vontade, mas de polícia e mocinho, isso não é correto, a estudantada não merece uma traição de um cidadão que já foi presidente da UNE, bem como professor Universitário. Senhor governador com todo o respeito, vá [ ].
Angelo  Azevedo Queiroz , Rasília-DF - Funcionário Público
Enviado em 29/5/2007 às 11:54:49 AM
Pelo que sei, esiste uma decisão judicail a ser cumprida. O que se passa na invasão da reitoria assim com nas do MST é a esculhambação do estado democrático de direito. Cada minoria organizada vai lá arromaba e entra. A USP tem mais de 80.000 mil alunos e mais de 5000 professores. E o direito desta gente de estudar e trabalhar? Quem defende? A USP dtem um orçamento de mais de 2bi e faz o que bem quer o que esta bolada paga pelo povo paulistano. O que ela quer mais? Não esta na hora de mostrar por que há 15 professores por aluno na USP contra 64 na França?
Daniel Braga , Belo Horizonte-MG - bancário
Enviado em 29/5/2007 às 11:25:44 AM
Sinto falta de mais informações a respeito da greve, os jornais televisivos enfocam somente os confrontos dos estudantes com os policiais. O Bom Dia Brasil de hoje (Globo, 29/05/07) flertou com as causas da greve, mas não foi a fundo.
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