ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 444 - 24/11/2009
  Jornal de Debates
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OI NA TV
Mídia no Pan, entre a torcida e a crítica

Por Lilia Diniz em 1/8/2007

Ufanista, realista ou pessimista? Refletir sobre a cobertura da imprensa nos Jogos Pan-Americanos de 2007 foi o objetivo do programa Observatório da Imprensa na TV exibido na terça-feira (31/07). Dias antes do início da competição, em 10/07, o OI na TV já havia tratado do Pan, mas com enfoque na estrutura montada para a cobertura e nas expectativas da imprensa.

Foram convidados profissionais de diferentes mídias para traçar um panorama diversificado do trabalho dos meios de comunicação durante os jogos. Participaram do debate com Alberto Dines os jornalistas Juca Kfouri, colunista da Folha de S.Paulo; Alvaro Oliveira Filho, gerente de Esportes do Sistema Globo de Rádio e Maurício Torres, apresentador da Rede Record. Também esteve presente o psicanalista Waldemar Zusman, que analisou o comportamento da torcida, a necessidade de criar ídolos, e explicou a origem do esporte na sociedade.

Alberto Dines abriu o programa com um editorial sobre o ufanismo nas competições esportivas internacionais [ver íntegra abaixo]. Para ele, a mídia eletrônica precisa justificar as verbas de publicidade, por isso é obrigada a valorizar a competição e acaba caindo no exagero: "O ufanismo subverteu a cobertura, sobretudo televisiva. Ao telespectador não foi oferecida uma visão ampla do Pan, mas sim uma visão dos feitos dos atletas brasileiros. Um bronze verde-amarelo era mais importante do que um ouro cubano, americano ou canadense". Dines observou ainda que a credibilidade da mídia pode ser posta em dúvida por conta da falta de equilíbrio que permeou a cobertura dos jogos.

A reportagem exibida antes do início dos debates avaliou que a mídia deu amplo destaque aos jogos, mas não foi unânime: na televisão, os profissionais teriam feito coro com a torcida, enquanto os jornais impressos teriam oscilado entre a crítica e o otimismo. A matéria também observou que a cobertura da TV ficou restrita às modalidades em que o Brasil tinha maiores chances de medalhas, e que não destacou os vencedores quando estes eram estrangeiros. Outros pontos levantados foram o destaque dado ao quadro de medalhas quando Brasil começou a ter reais chances de conquistar o segundo lugar e as transmissões que incentivavam a rivalidade e a hostilidade entre os países.

Em entrevista gravada, o editor de Esportes do Globo, Antonio Nascimento, disse que apesar de parte da imprensa paulista acreditar que os jogos não seriam bem-sucedidos, predominaram as notícias positivas. O editor observou também havia duas vertentes na cobertura dos veículos jornalísticos do Rio: "Havia as `cassandras´, que achavam que o Pan ia ser um fracasso, ia ter nó de trânsito, tudo ia dar errado, a Vila Pan-Americana ia afundar. E havia um outro grupo de pessoas, que eu me incluo, que era otimista".

Otimismo x derrotismo

Dines questionou Juca Kfouri sobre o editorial "Os ouros e o Tesouro" publicado pela Folha de S. Paulo na terça-feira (31/07). O texto julgava que o desempenho do Brasil nos jogos precisaria ser compreendido num contexto mais realista. Dines ressaltou que não é muito comum um jornal como a Folha publicar um editorial sobre esportes. Juca tem mais 30 anos de profissão, participa do programa Linha de Passe, apresenta o Juca Entrevista, ambos na ESPN, apresenta o CBN Esporte Clube, na rádio CBN, e mantém um blog no portal UOL e não acredita que a Folha tenha sido bairrista. "Entre o ufanismo exacerbado e o derrotismo exacerbado, eu prefiro o realismo exacerbado. E eu acho que é isso que está muito bem exposto no editorial da Folha e em alguns momentos no próprio Globo. Nunca na TV aberta", opinou.

Alvaro Oliveira, que foi repórter esportivo e subeditor de Esportes do Globo e editor do Lance!, participa da cobertura dos Jogos Pan-Americanos há vinte anos. Ele comparou o trabalho do rádio com o das TVs e dos jornais impressos. O jornalista concluiu que o veículo foi um meio-termo entre os dois extremos, mostrando os erros e acertos da organização e também destacando os resultados obtidos pelos atletas brasileiros.

Ao retomar oi tema da cobertura das emissoras de TV aberta, Dines perguntou a Maurício Torres: "Será que a TV aberta, apesar do espetáculo, apesar de ser tão acessível ao país inteiro, não poderia ser um pouco mais rigorosa na suas avaliações e na sua crítica também?" Maurício, que tem 20 anos de carreira, trabalhou na Rádio Globo do Rio de Janeiro, no Canal pago Sportv, cobriu quatro Copas do Mundo, quatro Olimpíadas e outros três jogos Pan-Americanos, acredita que a televisão aberta vive um dilema que tem origem na vocação do veículo. De um lado, precisa buscar os melhores índices de audiência para manter as verbas publicitárias, mas, por outro, deve atender ao público multifacetado e não deixar de fora esportes menos conhecidos.

Torcedor como parte da guerra

Para o psicanalista Waldemar Zusman, a questão do excesso de ufanismo e das "patriotadas" é vinculada à origem de todos os esportes, que nasceram das guerras. O médico, que é presidente-honorário da Associação Psicanalítica Rio 3, filiada à International Psychonalytical Association, fundada por Sigmund Freud, explicou: "Os torcedores são indivíduos que também tomam parte na guerra. Tomam de uma maneira especial porque a multidão, os indivíduos que assistem à partida de futebol, constituem a multidão que está ali para assistir à guerra e para também para escolher um lado (...) Toda vez que uma multidão se reúne, ela perde os princípios de contenção que nosso superego exige de nós como pessoas. Uma vez que a multidão se reúne, então o que passa a reger são sentimentos primitivos, violentos, que geram vaias e que geram agressões".

Zusman explicou que a vaia é um desejo de punição e Maurício Torres destacou que a falta de cultura esportiva dos brasileiros pode ter contribuído para o comportamento inadequado dos torcedores. O jornalista observou que o público, acostumado a acompanhar somente partidas de futebol de perto, ainda não aprendeu como lidar com o protocolo que outros esportes exigem.

Interesse em esportes amadores

Outro foco do debate foi o pouco destaque que a imprensa dá aos esportes olímpicos e amadores. Dines ressaltou a necessidade de se criar uma continuidade fora das grandes competições internacionais. Alvaro Oliveira avaliou que o rádio realmente dedica pouco espaço aos esportes, com exceção dos futebol, mas que também precisa haver o interesse do ouvinte. Este interesse seria criado a partir de uma cultura esportiva gerada pelos formadores de opinião da imprensa. Além disso, ressaltou a necessidade de uma forma criativa de transmitir os esportes que tradicionalmente são rotulados como "não radiofônicos". Juca Kfouri concordou com Alvaro e Maurício Torres questionou: "De que jeito vai reagir a audiência se a gente puser no ar um programa de 30 minutos de badminton numa televisão aberta?"

Questionado por Dines sobre o papel do esporte da sociedade, Waldemar Zusman definiu o esporte como um esforço que a humanidade faz para transformar as competições, rivalidades e guerras em atitudes mais civilizadas, mas ponderou que este objetivo ainda não foi alcançado de maneira plena. Mais adiante, enfatizou que a idolatria dos atletas pode ser uma compensação aos problemas que o país enfrenta: "Certamente não se pode esperar que um jogador de futebol, ou de vôlei, vá dar solução a um problema político. Mas, a esperança humana é multiforme e algumas vezes nós desviamos para algum tipo de herói todas as nossas necessidades de heroísmos", disse

Mídia fiscalizadora

Juca Kfouri chamou a atenção para o modo como o Rio de Janeiro ganhou a candidatura para o Pan, ao prometer pagar as passagens dos atletas e dirigentes de todos os países – um fato inédito. O jornalista destacou a necessidade de a imprensa investigar como o dinheiro destinado aos jogos foi gasto. Também sobre o papel fiscalizador da mídia, Alvaro Filho enfatizou que é uma obrigação da mídia verificar como as instalações montadas para os jogos serão mantidas.

Um telespectador perguntou a Maurício Torres se não seria obrigação dos jornalistas pesquisarem sobre os esportes menos divulgados para não recorrer a ex-atletas como comentaristas nas transmissões. Para Torres, os profissionais de imprensa têm se preparado para as transmissões, mas os ex-atletas são fontes seguras e a experiências práticas deles são insubstituíveis.

Balanço final

Nos comentários finais, Alvaro Oliveira concluiu que apesar dos problemas da organização do evento, fica um legado positivo dos Jogos Pan-Americanos de 2007: "O esporte pode mudar a vida das pessoas Tomara que daqui a um ano, nas Olimpíadas de Pequim, a gente tenha muito mais motivos para festejar os nossos atletas do que para criticar a organização". Juca Kfouri encerrou sua participação dizendo que o papel da imprensa é o de "colocar o dedo na ferida", contar a verdade jogando luz nos fatos. Maurício Torres finalizou parafraseando o slogan do Observatório: "Esse público que esteve presente, que viu de perto os jogos Pan-Americanos, nunca mais vai ver esporte da mesma maneira".

***

Um balanço da cobertura do Pan

Alberto Dines # editorial do programa Observatório da Imprensa na TV, exibido em 31/7/2007

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa,

As novas gerações talvez não saibam a origem das palavras ufanismos e ufanistas. É coisa antiga, do início do século XX, quando o conde Afonso Celso escreveu um livrinho dedicado aos seus filhos: "Por que me ufano do meu país". Foi um dos nossos primeiros best-sellers, sobretudo porque os sucessivos governos compraram tiragens inteiras para distribuir nas escolas. Hoje, o livro sequer é encontrado nos sebos.

Mas o ufanismo ficou, continua muito vivo, sobretudo nas competições esportivas internacionais, quando a mídia eletrônica, para justificar as verbas de publicidade, é obrigada a esquentar a competição com apelos patrioteiros. Assim foi no ano passado, durante a Copa do Mundo da Alemanha e assim foi nos jogos Pan-americanos, o Pan, recém terminado no Rio.

O ufanismo subverteu a cobertura, sobretudo televisiva. Ao telespectador não foi oferecida uma visão ampla do Pan, mas sim uma visão dos feitos dos atletas brasileiros. Um bronze verde-amarelo era mais importante do que um ouro cubano, americano ou canadense. As vaias antiesportivas aos nossos competidores não surgiram por acaso. Foram feias, ficamos com fama de mal-educados e antiesportivos.

A necessidade de criar ídolos faz parte da condição humana, mas a mídia não é obrigada a embarcar nesta perigosa aventura. Sua credibilidade pode ser posta em dúvida já no próximo ano, antes mesmo das olimpíadas de Beijing.

Comentários (12)
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Marcos Adriano Rodrigues da Silva , Olinda-PE - Pecuarista
Enviado em 4/8/2007 às 9:11:07 PM
Fama, não, Dines:nós, brasileiros, SOMOS anti-esportivos e mal-educados.
Rodival  Rodrigues de Almeida , Petrópolis-RJ - autonomo
Enviado em 4/8/2007 às 8:17:10 PM
A cobertura mostrou que somos capazes de realizar. Vejo uma turma de brasileiros secos por más notícias. Oconteceu o acidente da Tam. Fomos os segundos melhores dentro de uma competição. E até que se prove ao contrário O Rio deu show. Deu pena de vê o Juca Mora em cidade que cai metrô, não um time do estado na frente do brasileirão. Imaginem se caísse uma trave de um dos gols no Brasil, na maratona alguém interrompesse o atleta americano ou pior se a vila olímpica fosse assaltada. Foi isso que faltou para o "PANDEMONIUM" que muitos torciam.
Ana  Heinsius , Rio de Janeiro-RJ - psicóloga
Enviado em 3/8/2007 às 1:41:39 PM
Considero que a mídia brasileira é muito parcial em todas as coberturas que faz sempre tendendo para o patrioteirismo, isso fomenta um tipo de nacionalismo infantil num povo já sem muita visão crítica e de pouca educação. O comportamento da gente neste Pan mostra que este país não tem maturidade para sediar um evento internacional, receber delegações de outros países, respeitando as diferenças e aceitando a superioridade de outros atletas. Por outra parte, é o circo que as autoridades esperam para ocultar as falcatruas que já são difíceis de serem discutidas pela maioria da população como já avaliei, infantiloide e de pouca educação. A mídia favorece essa imaturidade e falta de crítica do povo pela forma como trata qualquer assunto, de forma romanceada, simplória omitida e com comentários sempre patrioteiros, principalmente a mídia televisiva de alcance nacional.
Vera Lucia Torres , São Paulo-SP - autonoma
Enviado em 3/8/2007 às 1:38:56 PM
Não perco toda 3ª este programa, muito bom analisar a opinião de pessoas muito bem informadas sobre assuntos que estão na ordem do dia, como a dos entrevistados nesta semana sobre o Pan, admiro muito as opiniões do Jorge Kfouri . Hoje recebi por e-mail esta entrevista de 30/07/2007 18:48h, do site de Paulo Henrique Amorim "Conversa Afiada", onde Marilena Chaui fala sobre a mídia, agindo como inquisidores, dando como certa a causa da queda do avião em Congonhas, antes mesmo da caixa preta ser encontrada e analisada pra se saber a verdadeira causa do acidente, nãu seria um bom tema pra se discutir? A mídia pode noticiar e condenar segundos após o fato acontecer? Segue abaixo o texto contendo a entrevista . http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/446501-447000/446655/446655_1.html Bom dia e boa sorte pra nós todos( como no filme e como Paulo Amorim encerra seu programa de domingo na Record
alex prado , poços de caldas-MG - jornalista
Enviado em 2/8/2007 às 9:59:02 PM
Creio que outra polêmica ficou fora do debate: os direitos de transmissão de grandes eventos nas emissoras abertas. Estamos acostumados à supremacia da Globo, principalmente nas Copas de Mundo de Futebol e dos Jogos Olímpicos. E com isto, a emissora líder se acostumou a criar heróis nos Jogos Panamericanos, criando audiência futura para os jogos Olímpicos. Resta saber como será o comportamento da Globo, após os jogos de Pequim. Como se despedirá Galvão Bueno? Nos vemos em..." já que a Record comprou a exclusividade de Londres 2012. Será que, em Guadalajara 2011, a Globo dará destaque ao evento panamericano? Por outro lado, a cobertura do Rio 2007, pela Record, mostra que a rede está mesmo copiando o exemplo da Globo. A Record mostrou-se refratária a alterar sua grade de programação para exibir os jogos. A novela das 22h não foi tirada do ar e até mesmo a programação matinal foi preservada. Assim, parece que a audiência da tv aberta terá o mesmo tratamento, tanto na Globo como na Record. E vale lembrar Pan de Indianópolis, quando nenhuma rede aberta quis comprar os direitos de transmissão, e viram-se diante da primeira derrota dos EUA no basquete! Só a tv pública tinha as imagens! Quem se lembra? Todos sabem do feito de Oscar e companhia, mas as imagens eram da tv pública!
Marco Antônio da Costa , São Caetano do Sul-SP - T.P.A.
Enviado em 1/8/2007 às 6:36:04 PM
O circo do PAN foi o mais mambembe que já montaram no Brasil, com um mastro todo torto, uma lona furada e uma arquibancada suja e melada. A imprensa patriota de lábia, a todo pulmão gritava que nós somos de músculos cobertos com uma camada de puro ouro, os melhores atletas do mundo do esporte. Esses bajuladores de seus patrões em momento algum falaram ao povo que a delegação Americana trouxe o quarto escalão de atletas, e que o Canada trouxe o terceiro escalão. Quanto a Cuba, vieram atletas meia boca, esses caras de paus podem enganar pôr um tempo, mas não poderão enganar pôr todo o tempo. O PAN foi um fracasso em todos os aspectos, o que valeu mesmo foi a vai que o Lulla recebeu como condecoração pêlos péssimos serviços prestados a população esportista.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 1/8/2007 às 4:00:25 PM
"a mídia não é obrigada a embarcar nesta perigosa aventura": pode embarcar aa vontade. O Pan nao enganou ninguem e os 3 e meio bilioes de dinheiro PUBLICO gastos com ele ninguem jamais sabera aonde estao. Nao enganou ninguenzinho. Meno ainda que a Copa do ano passado.
João Carlos Barreto , Ap de Goiânia-GO - Jornalista
Enviado em 1/8/2007 às 12:32:03 AM
Gostaria de saber em que Estado nasceu o Juca e em que Estado ele trabalha?
antonio augusto lima de almeida , são luis-MA - estudante de odontologia
Enviado em 31/7/2007 às 11:34:32 PM
E sobre as vaias serem ensaiadas conforme publicou-se em inúmeros blogs?! Houve investigação sobre os ingressos de 20 reais que sumiram para a abertura do PAN? Quem os comprou? As vaias representam a opinião do público em geral? O quão era representativo aquele público em relação ao povo brasileiro Antônio Augusto - Maranhão
Vilquer Rodrigues Dias , Alegrete-RS - universitário
Enviado em 31/7/2007 às 11:19:02 PM
Gostaria da opinião dos convidados do programa de hoje a respeito de até que ponto um evento como este último Pan-americano serve para desviar a atenção da imprensa e do povo brasileiro a respeito da corrupção na política brasileira?
Sérgio Gustavo de Miranda , Santa Adélia-SP - Professor
Enviado em 31/7/2007 às 11:07:09 PM
A voluptuosidade da mídia brasileira tranformou, como se o mundo tivesse parado de girar, os noticiários do mês de julho num "PAN TAM PAN TAM". Estou absorto com a declaração do jornalista de O Globo, o qual reclama por ter o acidente da TAM prejudicado a cobertura do PAN.Como é possível preterir a vida de pessoas diantes de jogos esportivos. Sendo execrado ou não, preciso dizer que o "esporte" é um dos grandes dogmas ocidentais. Uma atividade que efetivamente nada faz pela população mas que é santificada pela imprensa. Nunca vi qualquer emissora, revista ou jornal que questionasse o real papel dos eventos esportivos. Muito dinheiro que não salvou vidas. Muitos heróis que lutavam apenas por uma medalha. Muita noticia que não diza nada. Sérgio Gustavo de Miranda
Sylvio Pélico Leitão Filho , Rio de Janeiro-RJ - jornalista
Enviado em 31/7/2007 às 10:59:56 PM
É lamentável que até esse programa, a exemplo da imprensa paulista, insista em denominar o recente evento esportivo de PAN DO BRASIL, em lugar de PAN DO RIO. Não leio nos jornais de São Paulo referências às Olimpíadas da China e sim às Olimpíadas de Pequim...
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