ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 448 - 17/11/2009
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SILÊNCIO DA MÍDIA
O presidente da Philips e o Piauí

Por Fabio Pereira em 28/8/2007

O repúdio a declarações e gestos infelizes de auxiliares do presidente Lula durante o desenrolar da chamada crise área criou a idéia de que a imprensa brasileira não teria tolerância aos ditos "atos falhos" de homens públicos. O "relaxa e goza" da ministra do Turismo, Marta Suplicy, e o "top-top" do assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, foram os episódios mais emblemáticos desta nova era no jornalismo brasileiro.

Pois bem, temos então uma imprensa que vilaniza todos aqueles que de alguma forma ocupam postos importantes na sociedade brasileira e, em um lapso, se manifestam publicamente de forma grosseira? Não! Não temos. Semana passada o presidente da Philips, Paulo Zotollo, um dos líderes do movimento oposicionista "Cansei", criado após a tragédia de Congonhas, disparou, em entrevista ao jornal Valor Econômico: "Não se pode pensar que o Brasil é um Piauí, no sentido de que tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado" e, pasmem!, nenhuma indignação na grande imprensa.

Zottolo se desculpou – é claro –, pois não é de bom tom para um executivo de uma multinacional holandesa expressar o que pensa sobre um estado pequeno de uma região que fornece mão-de-obra barata para os grandes centros urbanos do país. Até aí, tudo dentro da formalidade. O que é de se estranhar é o silêncio, a tranqüilidade com que essa declaração foi recebida pelos jornalistas dos veículos que ultimamente têm se empenhado em bombardear comentários "impróprios" de pessoas públicas – claro!, desde que sejam do PT ou do governo Lula.

Nefasta declaração

Só para lembrar: a Philips está patrocinando o movimento "Cansei", articulado por setores da elite paulistana em oposição ao governo Lula. Mas, aí não teríamos um caso de interferência na soberania nacional? Vocês lembram quando o presidente venezuelano Hugo Chávez disse que o Senado brasileiro era papagaio dos Estados Unidos? Quanto ódio nossos jornalistas dispararam, com editoriais, comentários, xingamentos... Claro, tudo em nome da soberania do país, não é?

E agora? Uma empresa estrangeira pisa em solo nacional e patrocina um movimento político que tem um slogan golpista: Fora Lula! Seu diretor revela sua face nazista e ninguém diz nada! Não tem repercussão! Por quê? Onde está a fúria eloqüente do Alexandre Garcia, do Arnaldo Jabor, da Miriam Leitão, da Dora Krammer? Onde colocaram a língua? Não responderei, pois poderei estar cometendo um ato falho.

E o Ali Kamel, homem forte do jornalismo da Rede Globo? Não disse que o grande fluxo e a variedade de anunciantes garantem à grande imprensa o equilíbrio e a chamada independência? Ora! Será que a Philips holandesa ameaçou não anunciar mais na Globo se a emissora descesse o sarrafo no seu representante no Brasil? Se a resposta for sim, a teoria da independência do Kamel está errada.

Será que se o teor da declaração de Zottolo fosse usado por Lula ou alguém de seu governo ou do PT teria o mesmo desprezo? Acho que o vídeo postado pelo repórter Luiz Azenha no YouTube responde o que a maioria dos nossos jornalistas faria se soubesse que a nefasta declaração fosse dada por algum membro do governo ou pelo próprio presidente.

Comentários (21)
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José de Ribamar Batalha Chaves , São Luis-MA - bancário
Enviado em 1/9/2007 às 11:57:28 PM
Com relação à declaração preconceituosa do presidente da Philips, digo: o Piauí, ou qualquer outro estado pobre do nordeste brasileiro, não sentiria falta da Philips caso ela deixasse de existir! Mas tenho dúvidas se a multinacional holandesa, que deve ter seus produtos comercializados na maioria das nações pobres do mundo, seria a potência que é comercializando seus produtos apenas em seus país.
Ricardo Camargo , Porto Alegre-RS - advogado
Enviado em 1/9/2007 às 4:37:33 PM
Parabenizo os serenos comentários do Sr. Fábio CArvalho, da Sra, Alexandra e digo, em relação ao Sr. Thiago Conceição, que pare, não com a "vigarice" - expressões plebéias são de estranhar em quem exige de mim o comportamento de um cavalheiro -, mas sim que verifique que suas manifestações em relação à minha pessoa não passam de transferÊncia, no sentido freudiano do termo. Não dirigi nenhum adjetivo ao sr. durante toda a discussão, mas procurei, antes, mostrar a fonte das minhas conclusões e o porquê de isto não implicar logicamente uma adoção de uma postura anti-capitalista. Agora, o sr. se alimenta de espetáculos e vive cercado em seu mundo de guerra fria. Vá em frente e dê o seu show.
Alexandra  Garcia , São Paulo-SP - psicologa
Enviado em 1/9/2007 às 12:57:51 AM
Pois é, Fábio, quando a colocação infeliz é do Lula ou de alguém do governo, a chamada elite branca (que não é necessariamente composta apenas de ricos, mas de coisa muito pior, como os aspirantes a ricos e os remediados que se imaginam ricos) faz um escarcéu danado e as pessoas viram motivo de chacota na grande mídia, e em especial nos programas de humorismo da Globo. Mas, quando a frase infeliz é dita por um estrangeiro, feito o assessor de imprensa da delegação americana no PAN do Rio, que sem a menor cerimônia nos comparou à República do Congo, a isso esses parvenus não dão a mínima importância, e são poucos os que se atrevem a comentar, até porque, se tiverem que fazê-lo, certamente irão concordar com o americano ou com o holandês diretor da Phillips. Por essas e por outras é que o Lula disse recentemente, e com toda razão, que essa gente é a primeira a meter o pau no país. Essa gente não tem amor, muito menos respeito pelo Brasil. Vivem cuspindo para cima e é tudo o que sabem fazer...
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 31/8/2007 às 3:11:57 PM
Prezado Thiago Conceição, é fato que a acusação de "comuna" foi feita pelo senhor, em seu primeiro comentário. Esqueçamos o Piauí e o empresário cansado. Imagine o senhor se Bill Gates, cidadão estadunidense, declarasse que "se o Brasil deixasse de existir, ninguém sentiria a falta, tanto faz como tanto fez, pois trata-se de um país insignificante". Nossa participação no comércio internacional é infinitamente menor que a dos EUA. Temos um PIB muito menor e não temos assento no Conselho de Segurança da ONU. A hipotética manifestação do dono da Microsoft seria ofensiva aos brasileiros? A dignidade das pessoas não é medida pela quantidade de dinheiro que se tem no bolso, tampouco pela sua capacidade de interferir na vida política de um país. Portanto, reitero que considero sua opinião autoritária. Ao vocalizar a incontida arrogância da locomotiva paulista, o senhor demonstra desconhecer o conceito de cidadania.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 31/8/2007 às 1:23:07 PM
Fábio Carvalho, a acusação de comunista foi feita apenas contra o Ricardo Camargo e alguns outros (como o Marcelo e Gustavo Morais) e mais ninguém. Alguns deles são comunistas confessos, outros negam embora os seus comentários sempre dão a impressão do oposto. O Piauí é insignificante se comparado a São Paulo. Por quê? Tem pouco impacto na economia brasileira e historicamente influenciaram muito pouco a realidade atual do Brasil. Isso não é ofensa e tampouco ataque, é apenas a verdade. Deduzir que isso significa "o valor da vida humana", assim como o comunista Gustavo Morais faz, é uma simples mentira. Comparar isso com o "relaxa e goza" da ministra é um disparate, pois o que ela disse nem chega perto de ser verdade, é apenas a demonstração do descaso com o caos aéreo.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 31/8/2007 às 12:56:28 PM
Ricardo Camargo, pare com a vigarice. Não há como continuar um debate de um dos lados se recusa a manter um nível intelectual decente. O fato de você ser comuna foi estabelecido em outros artigos destes observatório, como por exemplo "a crítica do capitalismo", onde juntamente com outros notórios militantes e comunistas confessos uma pauta anti-capitalista era promovida sob um ardil, ou seja, o pretexto era "a crítica do capitalismo" que a imprensa deveria ter, o que em si já estabelecia que há problemas e os problemas são do capitalismo e não de políticas do governo. Existir num debate nesses termos automaticamente estabeleceria uma visão anti-capitalista propícia a partidos interessados em implantar o socialismo, assim como o PT.
Inês  Estrada , Rio de Janeiro-RJ - jornalista
Enviado em 31/8/2007 às 12:45:30 PM
Fábio, seu artigo é super-oportuno. Gostei muito. Pena que quase todos os "comentaristas" fiquem preocupados em trocar farpas uns com os outros e não vejam ou não queiram ir a verdade dos fatos, porque já têm uma "opinião" formada (pela mídia sensacionalista e golpista) sobre a questão. Coitados. Um abraço.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 30/8/2007 às 10:04:52 PM
Prezado Thiago Conceição, o Piauí não é insignificante. Se até o [ ] pediu desculpas, não deve ser tão verdade assim a bobagem que ele disse. A dignidade, o respeito com o diferente e princípios elementares de educação são demonstrações de civilidade. O senador Heráclito Fortes, filiado ao Democratas, não é comunista, acredite. Caso o senhor não tenha se dado conta, sua opinião é autoritária, grosseira, desrespeitosa e faz um ataque indigente a um recorte geográfico em vivem milhões de pessoas que ficaram, sim, ofendidas com a suposta verdade dita pelo [ ]. Não trate os outros da maneira que o senhor, possivelmente, não gostaria de ser tratado.
Ricardo Camargo , Porto Alegre-RS - advogado
Enviado em 30/8/2007 às 7:44:01 PM
Então, para o senhor, Kant não escreveu a Paz Perpétua, as fontes em que me louvei são comunistas perigosos, ou, se não são, não disseram o que eu disse que eu disse, unma sociedade anônima não tema as características que eu mencionei, nem os estudiosos como Ripert e Ascarelli disseram o que eu disse. O sr., ao invés de checar a veracidade das informações que lhe presto, prefere acusar-me de invencionices. Isto só se traduz por uma palavra, que se aplica com o uma luva ao sr.: sectarismo.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 30/8/2007 às 6:42:54 PM
Ricardo Camargo, o problema é que você tenta convencer os demais através da verbosidade e de uma retórica tortuosa ao invés de ser objetivo. Será vício da profissão? Parece-me até que você deseja passar uma impressão aos demais de que é mais do que realmente é, enquanto tenta confundir quem quer que seja seu interlocutor no momento. Atribui-lhe afirmações esdrúxulas para construir uma lógica que lhe seja favorável, e assim consiga convencer os outros do impossível. Um humilde brasileiro como eu que estuda latim nas horas vagas e lê um livro ou outro de vez em quando pode ver isso, talvez você não esteja fazendo certo? Voltando ao assunto, todos nós sabemos que ninguém convence ninguém aqui e que há muitos militantes do PT e de partidos de esquerda interessados apenas em fazer a sua opinião prevalecer. O Piauí é irrelevante se comparado a São Paulo. São Paulo é muito mais significativo para a história do Brasil do que pinturas rupestres, e esse foi único sentido adotado tanto por mim quanto pelo presidente da Philips quando citou o Piauí na entrevista. Todo o resto é invenção sua. Eu chamei apenas você de comuna, e mais alguns outros que aqui freqüentam (como o Marcelo, o Célio, etc). Todo o resto também é invenção sua. Hoje em dia a ONU até diz como o governo brasileiro deve usar o território, como o caso da reserva indígena, e ainda "se irritam" se há hesitações em obedecer.
Gustavo Morais , Barreiras-BA - Serv. Púb.
Enviado em 30/8/2007 às 1:58:41 PM
Noutras palavras, a declaração de Zottolo, dentro da visão puramente materialista dos capitalistas, é: “A vida do rico possui maior valor e é mais importante do que a vida do pobre. Se um pobre morrer ninguém (eles, os capitalistas) vai ficar chateado.” Tal pensamento é simplesmente estúpido e lamentável, mas, retrata fielmente a faceta perversa e cruel do Capitalismo.
Ricardo Camargo , Porto Alegre-RS - advogado
Enviado em 30/8/2007 às 10:52:45 AM
Por outro lado, como não existe um poder supranacional, com força de imposição sobre todos os Estados soberanos, não se pode esquecer que as regras do Direito Internacional seguem, muito mais, o princípio considerado regra de ouro do direito liberal, que é o da necessidade de observar rigorosamente os pactos livremente celebrados - "pacta sunt servanda" -. E, para que os tratados internacionais se considerem válidos, é necessário que sejam celebrados por sujeitos dotados de soberania - qualquer manual elementar de Direito Internacional diz isto -. A idéia da Paz Perpétua, pelo estabelecimento de um Governo mundial, provém de Kant - o livro com este título (A Paz Perpétua) foi traduzido para o português pelas Edições 70, de Lisboa -. E Kant não tinha a menor simpatia pela "plebecula abiecta", defensor que era do voto censitário. A adjetivação como instrumento de "argumentação" não passa de um recurso de afirmação de fé, sem força de convencimento para além do momento em que proferida. Desta vez, pelo menos, não estamos no campo perigoso da "mutatio controversiae", como ocorreu em outra ocasião, referida pelo Sr. Cério. Estamos, pelo menos, debatendo o mérito das proposições - e "proposição", conceito da lógica formal, como se sabe, não é sinônimo de "proposta" -.
Ricardo Camargo , Porto Alegre-RS - advogado
Enviado em 30/8/2007 às 10:37:00 AM
Curioso é que a acusação de comunismo, na boca de alguns que se vangloriam da própria falta de cultura humanística, é sinônimo puro e simples da frase "não gosto de ti" - e o gosto é uma questão personalíssima, em relação à qual nada se pode fazer, é como o fato de chover ou fazer sol -, até porque não foi indicado nenhum dado que confirmasse que eu seria merecedor de tal acusação, salvo a fúria de quem a faz. Chamar, outrossim, o Prof. Luiz Olavo, que é advogado de empresas transnacionais, muito bem sucedido, de comuna - porque é ali que está a informação referida, no livro Empresa transnacional e Direito, prefaciado pelo Prof. Celso Lafer - é quase como chamar o Papa Bento XVI de ateu. A informação acerca dos sítios arqueológicos, ofertada por entusiastas do movimento de 64, sendo que um deles se destaca mundialmente pelo trabalho de Niede Guidon, só se tornaria irrelevante para quem pretende seguir os passos de certas hordas que arrasavam tudo o que encontravam. Por outro lado, onde é mesmo que as tropas do comandante português Fidié se renderam, durante as batalhas que D. Pedro I teve de travar para consolidar a independência do Brasil? Agora, a ONU, desde 1948, empreende tentativas de banir o arbítrio do âmbito das relações internacionais, superando a visão hobbesiana. Por que a doutrina da Suprema Corte dos EUA não valeria para o Brasil?
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 30/8/2007 às 8:59:46 AM
Uma coisa incoerente de alguns comunas é que reclamam de ameaça a soberania e logo em seguida citam a ONU. Estranho. O Brasil é uma das vítimas mais indefesas da ONU, pois as pessoas sequer questionam as suas ações. Nos EUA a idéia de um "governo mundial" é muito discutida, pois isso é um verdadeiro ataque a soberania de qualquer país. Eu me solidarizo com o presidente da Philips, pois apenas disse a verdade.
Gustavo Morais , Barreiras-BA - Serv. Púb.
Enviado em 29/8/2007 às 10:05:07 PM
Excelente artigo. Verdadeiramente, a grande mídia omite, subestima, repercute ou até mesmo deturpa o fato e cria versões, conforme as próprias conveniências, de acordo com os propósitos que visa atingir. A frase da Ministra e o gesto assessor foram explorados de forma deturpada, notadamente, criando-se, sob encomenda, uma versão de deboche. No que diz respeito a infeliz declaração do Sr. Zotollo, que se deu de forma tão natural e espontânea, aquela retrata o efetivo o pensamento do mesmo, denotando extremo preconceito a um Estado do tão sofrido Nordeste brasileiro. Note-se que já tendo feito uma comparação infeliz, com evidente desdém, o Sr. Zotollo ainda arremata: “Se o Piauí deixasse de existir NINGUÉM vai ficar chateado”. O que é um absurdo. Deve-se considerar ainda que o referido senhor, enquanto diretor de uma multinacional, não deveria imiscuir-se nas questões internas do País, o que configura uma ameaça a soberania brasileira. Portanto, mereceria toda indignação e repúdio, que não se deu pela conveniência e pela posição parcial e seletiva da mídia.
Ricardo Camargo , Porto Alegre-RS - advogado
Enviado em 29/8/2007 às 9:53:33 PM
Ainda existe um outro dado técnico a ser considerado: a Philips é uma sociedade anônima, que é financiada a partir da captação da poupança popular (companhia aberta, nos termos da lei vigente). O caráter quase público das sociedades anônimas foi muito enfatizado por autores clássicos, como Georges Ripert, um dos maiores juristas da primeira metade do século XX, que se podem colocar como um dos grandes defensores dos dogmas da civilística do Code Napoleon (o monumento legislativo do liberalismo, que serviu de modelo para todos os demais Códigos Civis), desencantado com os rumos que a intervenção do Estado no domínio econômico passava a assumir na França, e Tullio Ascarelli, que veio para o Brasil como refugiado (era de ascendência judaica) e, durante a Guerra, lecionou na Faculdade de Direito da USP. O debate acerca da concentração de empresas - não estou, sequer, tocando aqui no problema da concentração midiática, que, no meu ver, mereceria um aprofundamento muito maior do que os estudos que se têm realizado, dado que não é uma mercadoria como outra qualquer o produto por ela vendido - coloca-se, justamente, tendo em vista as características da sociedade anônima, que movimenta grandes capitais obtidos - como um meio inteligente de propiciar a realização de grandes empreendimentos - a investidores que, muitas vezes, jamais virão a conhecer-se entre si.
Ricardo Camargo , Porto Alegre-RS - advogado
Enviado em 29/8/2007 às 9:28:25 PM
Há algumas questões que se devem colocar, francamente: (1) frases infelizes, tanto de integrantes do Governo quanto de integrantes de empresas privadas cujo poder ultrapassa - de acordo com o que a própria ONU entende, a ponto de haver elaborado um Código de Conduta das Empresas Transnacionais, consoante estudo elaborado em 1986 pelo Prof. Luiz Olavo Baptista, da Universidade de São Paulo - a possibilidade de submissão a um único regime jurídico, são igualmente graves, igualmente ofensivas, igualmente denegatórias da dignidade da pessoa humana - o conceito deve ser buscado em Kant, clássico do liberalismo, a propósito - e hão de ser avaliadas de acordo com a doutrina construída pela Suprema Corte dos EUA no caso Shelley v. Carr; (2) recomendo a leitura da obra dos dois juristas anti-comunistas Carlos Alberto de Melo Lacerda e Lauro Lacerda Rocha, na qual a relevância do Piauí sob o ponto de vista, p. ex., da arqueologia - dois sítios importantes ali se localizam, Sete Cidades e São Raimundo Nonato - é destacada (Comentários ao Código de Mineração. Rio de Janeiro: Forense, 1983); (3) o espaço de manifestação do pensamento do Presidente da Philips, em qualquer veículo de comunicação social, dificilmente será sonegado. Claro que isto não lhe dá imunidade, como aquelas que são asseguradas, desde a Revolução de Cromwell, aos Parlamentares.
Sandro Romão , blumenau-SC - estudante
Enviado em 29/8/2007 às 5:44:32 PM
Bom... o articulista não sabe distinguir a diferença que há entre o peso de declarações de ocupantes de cargos da cúpula do governo, remunerados justamente por aqueles a quem se dirigem, e as opiniões de meros funcionários de empresas privadas. Diante disso, não há muito para se comentar, apenas lamentar...
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 29/8/2007 às 4:19:58 PM
Haha. Célio, como vai a ciência jornalística petista? Essa é mais uma estratégia esquerdista? Espalhar comentários contando que os leitores não procurarão saber o que aconteceu. Mas voltando ao assunto, se comparado ao estado de São Paulo o Piauí é irrelevante mesmo, não apenas economicamente mas também historicamente. São Paulo é muito mais significativo para a história do Brasil que qualquer outro. O que há de mal em dizer a verdade? O presidente da Philips é tão brasileiro quanto eu ou você e tem direito as opiniões dele. Agora vejamos quem chiou sobre isso? Os comunistas de sempre, inimigos da liberdade de expressão, tentando destruir o movimento Cansei. O pessoal do Cansei é mais perdido que barata tonta, estão levando bordoada de comunista e nem sabem por quê.
Cerio Santos , Itabuna-BA - microempresário
Enviado em 28/8/2007 às 11:10:07 PM
O Thiago Conceição está aqui nesse espaço? O Sr. Thiago fugiu covardemente do espaço de discussão do artigo “Imprensa não faz a crítica do capitalismo”. Levou uma “surra” homérica. Foi desmontado e destroçado e capitulou. Há há há Sugiro aos demais dar uma conferida ali. Há há há Foi hilário!!! E o Piauí é tão insignificante que registrou o melhor ensino do País, enquanto que o potentoso estado de São Paulo teve um desempenho pífio. Lembra a "insignificante" Cuba, o pequeno notável. Aliás, o sr. Gustavo Morais manda lembranças ao programado comentarista.
Thiago Conceicão , Campinas-SP - Programador
Enviado em 28/8/2007 às 2:23:54 PM
Observatório dos Comunas. Não, isso não chega nem perto do "relaxa e goza" e muitas outras obscenidades do governo Lula. Ele foi sincero e disse a verdade, o Piauí é insignificante. O que há de errado em dizer a verdade? E o movimento Cansei não é golpista. Apesar da iniciativa ser boa, eles não tem nenhuma orientação política e preferem se esconder atrás de coisas abstratas, o que, obviamente, não levará a nada, mas já é um começo. Isso mostra que as pessoas estão saindo da letargia, apesar de ainda serem tímidas. Elite é o grupo de milionários do PT e toda a [ ] alimentada através de cabides de emprego no funcionalismo público cargos de confiança. Alguém que trabalha e obtem sucesso é um herói. Sendo assim o Estado de São Paulo tem mais heróis que qualquer outro lugar do país, e alguns deles participam do movimento Cansei.
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