ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 451 - 24/11/2009
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ABRIL & TELEFÔNICA
A falta de transparência no setor de comunicações

Por Venício A. de Lima em 18/9/2007

A ausência de transparência nas transações comerciais envolvendo as aquisições, fusões e joint ventures de empresas concessionárias dos serviços públicos de comunicações não é um fato novo. São inúmeras as possibilidades de burlar as poucas restrições que a confusa legislação impõe e raramente chega ao conhecimento público o que de fato é realizado e quais os interesses – outros que não o interesse público – servidos.

No final de 2006, a reação da TV Bandeirantes a suspeitas levantadas com relação à existência de um acordo com o governo para bancar a PlayTV fizeram vir a público que tanto o Ministério da Justiça quanto a Justiça Criminal de São Paulo estavam investigando a "transferência de ações entre duas empresas que pertencem ao Grupo Abril, a Tevecap, que controla as empresas de TV a cabo, e a AbrilCom" e "a venda de 30% das ações da Editora Abril para o grupo sul-africano Naspers". [Tratamos do tema neste Observatório, em 5/12/2006 – ver "Mídia em debate, sem limite e sem medo".]

Como sempre acontece, dias depois o assunto desapareceu da grande mídia e, aparentemente, as pendências legais foram solucionadas.

Recentemente, em circunstâncias politicamente contaminadas – o processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente do Congresso Nacional –, voltaram a surgir suspeitas de que ilegalidades estariam sendo cometidas na transferência de controle e outorgas de empresas de televisão paga do Grupo Abril para o Grupo Telefônica (Telesp). Voto contrário à transação do conselheiro Plínio de Aguiar Júnior, apresentado na 443ª. Reunião do Conselho Diretor da Anatel (disponível aqui) passou a circular publicamente.

O assunto mereceu iniciativa parlamentar de instalação de uma CPI (ainda não decidida), notas públicas de esclarecimento das empresas envolvidas, lobby pesado junto a parlamentares e avaliações a priori de analistas que se deixaram influenciar pelas circunstâncias políticas em que o assunto veio a público.

Ata indisponível

A proposta de instalação de uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar eventuais irregularidades na transação comercial entre o Grupo Abril e a Telefônica (Telesp) provocou reações que consideraram a iniciativa, sem mais, apenas como despropositada e vingativa, além, é claro, de um "atentado à liberdade de imprensa".

As suspeitas ilegalidades envolvidas na transação referiam-se à contrariedade da Lei do Cabo (Lei 8.977/1995) em pelo menos três pontos:

1. o Grupo Abril estaria repassando à Telefônica o controle de 86,7% da Comercial Cabo (São Paulo) e 91,5% da TVA Sul (Curitiba, Foz do Iguaçu, Florianópolis e Camboriú);

2. de que um Acordo de Acionistas da Comercial Cabo deixaria a operação e o gerenciamento da operadora a cargo da Telefônica (Telesp); e

3. de que estaria sendo desrespeitada a proibição de que uma operadora de telefonia (Telesp) detenha também, na mesma área, concessão de TV a Cabo.

O Ato n. 66.085 de 18/7/2007 do Conselho Diretor da Anatel (disponível aqui) concordou previamente com as transações, mas, em seu Parágrafo Único, estabeleceu:

"A anuência prévia constante do caput deste artigo, no tocante à operação envolvendo a outorga para prestação do Serviço TV a Cabo na área de São Paulo, no Estado de São Paulo, detida pela empresa COMERCIAL CABO TV SÃO PAULO S.A., fica condicionada à comprovação, no prazo de até 30 (trinta) dias, contado da publicação deste Ato, da eliminação das relações de controle vedadas pela regulamentação, decorrentes da aplicação do Regulamento aprovado pela Resolução nº 101, de 4 de fevereiro de 1999, mediante a apresentação de novo acordo de acionistas envolvendo a empresa COMERCIAL CABO TV SÃO PAULO S.A."

Curiosamente, a Ata da 443ª Reunião do Conselho Diretor da Anatel, que tomou esta decisão, não está disponível no site da agência, embora as Atas das reuniões anteriores e posteriores lá estejam (acesso em 16/9/2007). Não se conhece, portanto, os detalhes da decisão que não acolheu o voto contrário do conselheiro Plínio de Aguiar Júnior.

Exigências democráticas

Por outro lado, os atos autorizando as transferências das empresas de televisão paga em MMDS do Grupo Abril para a Telefônica (Telesp) já foram publicados no Diário Oficial da União (13/9/2007). Ao que se sabe, a Anatel preferiu adiar a decisão final sobre as empresas de televisão paga a cabo, na esperança de um clima politicamente mais favorável.

O que fica claro em mais esse episódio, todavia, é que a transparência é uma exigência da prática democrática que deve valer para todas as instituições. Certamente, deve valer para o governo, as agências reguladoras, as instituições que são concessionárias de serviço público e, em especial, os grupos de comunicações. Da mesma forma, a demanda por transparência, não pode, in limine, ser descartada como "atentado à liberdade de imprensa".

Será democrático aplicar-se as exigências da democracia apenas em certas circunstâncias e para certas instituições?

Comentários (29)
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Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 23/9/2007 às 7:29:32 PM
Já comentei, mais de uma vez, que este Observatório é um ótimo lugar para troca de opiniões, somas, complementações, etc. Mas debater é difícil. Quando o tema chega em um certo limite, as pessoas preferem se tornar "oponentes". E aí, entram em um "vale-tudo" argumentativo. Entre outros recursos, os "oponentes" discursam apenas dentro do terreno que preferem, "esquecendo" questões principais e secundárias, e relativizando todo o discurso. Senhor Max Morel, confesso que não tenho paciência para debater neste contexto de "vale-tudo". O nível costuma cair. Quanto ao início deste Caixa 2 recente (1998), o senador Azeredo e mais alguns responderão no STF. A denúncia é questão de tempo. No mais, a verdade vai aparecer. Mas a mídia não vai mostrar. Vai fazer parecer uma novela.
Ricardo Camargo , Porto Alegre-RS - advogado
Enviado em 23/9/2007 às 12:20:38 PM
Sr. Max Morel, ainda estamos na mesma questão: a necessidade ou não de investigação a respeito do Governo do PT e mesmo da quebra (ocorrida com a EC 16) da tradição constitucional inaugurada em 1891 quanto à vedação da reeleição para a Chefia do Executivo não arreda o problema da necessidade de examinar o grau de concentração dos meios de comunicação no Brasil, inclusive no que diz respeito à ocorrência de oligopolização ou mesmo monopolização - algo que não foi arredado sequer pela abertura da mídia ao capital estrangeiro ocorrida ao final de 2002, quebrando outra tradição inaugurada em 1934, saudada pelo sr. Dines e pela Veja (num dos raros pontos de concordância entre eles, já que o sr. Mainardi acusou o OI de "posto avançado do PT") -. Outra falácia não-formal identifico em seu pronunciamento, com o devido respeito: a "mutatio controversiae", isto é, a tentativa de desmontar o argumento adverso mediante o desvio para um tema que não guarde qualquer pertinência com ele. E o curioso é que, com relação à concentração midiática, o órgão jurisdicional da OEA - a Corte Interamericana de Direitos Humanos, sediada em San José da Costa Rica - já se pronunciou acerca do perigo que ela significa para a liberdade de manifestação do pensamento. Vale conferir o pronunciamento, nesta mesma edição, do Article 19.
Fabio Passos , Curitiba-PR - Engenheiro
Enviado em 22/9/2007 às 12:36:29 PM
O silêncio da grande mídia quanto as sérias acusações contra a Abril-Naspers é revelador. É um partido político - Partido do Apartheid Social - protegendo como cúmplices um de seus integrantes. Falta transparência? Evidente. O que surpreende é que a grande mídia não tem o menor interesse em investigar e sequer cita o caso. Comportamento de uma quadrilha, que finge fazer jornalismo, mas não passa de uma oligarquia senil de propaganda política anti-democrática. Os negócios duvidosos dos Civita não serão investigados por Marinho, Frias e Mesquita.
Max M , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 21/9/2007 às 10:11:51 PM
Caro Marcelo Não, os dólares na cueca não existiram, assim como não houve a renúncia do Genoíno tão logo foi divulgada a apreensão do dinheiro. Não, os dólares com os petistas aloprados também não existiram, nem tampouco o comentário do pres Lula dizendo que "uns aloprados" tinham feito uma besteira. Não, o caixa 2 não começou com o PT; isto tem acontecido há muito tempo. Vamos logo saber (assim que o PGR apresentar sua denúncia) que o valerioduto aconteceu também em 1998 em MG. O que começou com o PT foi o Mensalão, que é o nome genérico pelo qual ficou conhecido o esquema de compra de deputados, pagamento de dívidas de publicitários com depósitos no exterior (crime passível de extinção de partido político), propinas para os envolvidos, etc, arrancando dinheiro de estatais, com empréstimos fantasmas. Tudo isto será devidamente investigado no processo que já corre no STF. Nunca antes neste país houve isto: compra de partidos e deputados de outros partidos para composição de base aliada. Isto começou sim com o PT, que se dizia o único dono da ética, mas se revelou (na verdade sempre foi) um partido anti-ético, onde o fim sempre justifica os meios, e a ética é definida pelo o que o partido entende ser ético, Como você disse, a verdade sempre aparece; ela apareceu no mensalão, nos aloprados, nos sanguessugas, no waldomiro, no Zé Dirceu, Delúbio, Silvinho, Genoíno et
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 21/9/2007 às 8:02:28 PM
Prezado Max Morel, de novo, você não falou da questão principal. Mas vamos lá. Você já está confundindo algumas coisas. Principalmente, está confundindo versões com fatos. Por exemplo, dólares na cueca. Você viu? Estava lá? Ou apenas viu fotos com texto em cima? Ah, sobre dólares? A Veja estampou uma capa que o PT trouxe dólares em garrafas de whiski vindas de Cuba. Se fosse rum, ficaria menos surreal? O que é isso, Max? O que deu no jornal ou na TV, ou na Veja não são parâmetro de verdade. Espero que não sejam para você. Sobre quem fez o quê, muitas pessoas acham que o Caixa 2 começou com o PT. A grande imprensa jura que isso é verdade. Nós sabemos onde e com quem começou. Mas voltemos a questão principal. Isso é um jogo. E nenhuma peça desse jogo é inocente. O grupo Abril atacou Renam. Renam se juntou com o Jáder Barbalho e atacou de volta. Agora ou depois, a verdade vai aparecer.
Max Morel , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 21/9/2007 às 5:04:28 PM
Caro Marcelo R Concordamos nisto: Ninguém consegue esconder a verdade muito tempo. Também acho que fatos deveriam se sobrepor a versões; infelizmente nem sempre tem sido assim. Veja o caso da estabilização da moeda com a implantação do Plano Real (que foi combatido pelo petismo). Pesquisa indica que a população pensa que o Lula é o responsável pela estabilidade econômica, quando fez apenas continuar a política do governo anterior. O que eu coloco são apenas fatos: tudo o que disse é verdade. Tudo o que eu disse que o pres. Lula falou, ele realmente falou. Tudo é verdade: os dólares foram apreendidos com os petistas. Os aliados do lulo-petismo são os mesmos "execrados direitistas" tão combatidos pelos petistas e satélites (PCdoB, PSB) antes de chegar ao poder federal. Em SP tivemos a vergonhosa aliança da Martaxa "relaxa e goza" com o nefasto (segundo ela em outra campanha) Maluf; onde nos debates o Maluf ficava junto ao PT só atacando o Serra. Sim a verdade ha de prevalecer, e nós haveremos de nos livrar desta turma que tanto mal tem feito às instituições democráticas brasileiras; eles querem usar a democracia para acabar com ela, à moda Gransciana, pondo a culpa na midia. Sim, haveremos de nos livrar destes subversivos da verdade, criminosos da ética e da honestidade, enganadores do pobre povo brasileiro.
Julio  Valerio Neto , Poços de Caldas-MG - funcionario publico
Enviado em 21/9/2007 às 3:30:31 PM
E nenhuma palavra sobre o caso na grande imprensa Esse silencio q é o pior.
Marcelo r , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 21/9/2007 às 1:41:52 PM
Prezado Max Morel, o autor poderia, até, já ter publicado livro defendendo o nazismo, e ter sido patrocinado pelo movimento "esperança branca"... mas qual a questão principal? As empresas violaram alguma legislação? A pressa em esconder procedimentos sempre dá a impressão que "tem algo errado" acontecendo. E seu texto parece o texto dessa mídia marrom que tem por aí, sempre procurando botar o foco em outra direção. Lição que aprendi: fatos sempre se sobrepõem à versões. Ninguém consegue esconder a verdade muito tempo.
João Motta , Florianópolis-SC - dentista
Enviado em 21/9/2007 às 10:48:46 AM
A reação da imprensa tentando caracterizar a CPI da Abril como sendo apenas vingança de Renan é escandalosa. Se o grupo Civita fez tudo direitinho, na lei, por que o medo de investigação?
Rogerio  Martins , Joinville-SC - Produtor cultural
Enviado em 21/9/2007 às 10:19:57 AM
POR FAVOR! ALGUÉM ENVIA ESSE ARTIGO PARA O SR. DINES! ELE ESTÁ AFIRMANDO FOI O RENAN QUEM MANDOU ISNTALAR(?) A CPI POR PURA VINGANÇA! Será que lhe falta o que? Ler o que os colegas escrevem? Muito bom! Muito oportuno. Depois de ler o assombroso e pérfido artigo do Dines, ler esse bom trabalho. Deu higienizada... Parabéns Venício!
Alexandra  Garcia , São Paulo-SP - psicologa
Enviado em 20/9/2007 às 11:22:34 PM
Estou chocada, não só com a falcatrua que o Grupo Abril está em vias de praticar, e com assentimento da agencia reguladora Anatel, mas pelo silencio da midia em torno desse caso. É tudo uma grande máfia, mnas seguindo a indicação abaixo do Eduardo Silva - operário, acabei de entrar no http://www.petitiononline.com/CPI_TVA/petition.htm e subscrevi o requerimento pedindo a abertura da CPI . Só é preciso informar o nome e o email, e mais nada.
Juliano Azeredo , Francisco Beltrão-PR - estudante
Enviado em 20/9/2007 às 9:22:01 PM
Belo artigo, parabéns. Agora como todas as CPIS contra o governo estão sendo aprovadas através da oposição, espero que esta também seja. Eu acho engraçado algumas pessoas acharem que a grande mídia ñ é partidarizada, por que esse tema não está sendo discutido nesta mesma midia? A democracia é pra todos, se no caso do Renan a democracia foi jogada no lixo ( segundo a imprensa marrom), nesse caso se ñ for investigado, a democracia afundará ainda mais, pois ficará ainda mais claro a parcialidade dos meios de comunicação no Brasil.
Fabiana Tambellini , São Paulo-SP - comerciante
Enviado em 20/9/2007 às 6:41:36 PM
Achei ótimo esse artigo. A verdade é que a turma dos interesses privados se protege. As empresas de mídia não cobram as malfeitorias da esfera privada com a mesma contundência que cobram a esfera pública, isso é evidente. O Renan é corretamente apertado e questionado, já a Mendes Junior.... O jornalismo não publicou uma linha de satisfação da empreiteira à opinião pública. Roriz é massacrado (com razão) e Nenê Constantino preservado (sem razão). Jornais, TVs, rádios etc são "business", certo?
Nilton Andrade Bergamini , Bauru-SP - Micro-Empresário
Enviado em 20/9/2007 às 5:49:10 PM
Max Morel, do que afinal você está falando ? com certeza não é sobre o texto acima... Não sei se é um problema de interpretação de texto, analfabetismo funcional ou se apenas imaginou as palavras que queria. Mas com certeza não tem a ver com o texto do Venício. Aliás o surto a la Mainardi/Azevedo está perfeito !!! Abraços !!!
Ricardo Camargo , Porto Alegre-RS - advogado
Enviado em 20/9/2007 às 5:27:07 PM
Uma correção no que eu disse: o artigo da Constituição Federal é 220 e não 330. Sr. Max Morel: creio que do fato de o autor ter livro publicado pela Fundação Perseu Abramo não decorre a falta de qualquer mérito na informação em si mesma, ainda mais pelo fato de, entre os seus títulos, estar o de Professor de uma das mais sérias Universidades do País. O fato é que, em termos de pesquisas sobre a concentração nos meios de comunicação, estamos ainda engatinhando, e os dados que venham a ser trazidos não podem ser desprezados, ao pseudo-argumento de que tomá-los em consideração implicaria "apoio ao Governo Federal". Isto é uma das famosas falácias não formais, conhecida como "argumentum ad personam" ou "falácia genética".
Jose Paulo Badaro , São Paulo-SP - desempregado
Enviado em 20/9/2007 às 4:22:34 PM
Em que pese o brilho da exposição acima, sejamos bem claros: O que está por trás dessa confusa bandalheira é o fato da lei brasileira proibir que o controle de empresas de comunicação fiquem nas mãos de estrangeiros, no caso nas mãos da espanhola Telefonica. E como isso é proibido, o jeito que esse “patriota” do Civita inventou para burlar a lei brasileira é fazer um contrato aparentemente legal, onde a Telefonica figuraria apenas como sócia, como investidora minoritária, mas nunca como proprietária e controladora, sendo que, por um contrato de gaveta, o Civita funcionaria como um perfeito laranja, um pau mandado da Telefônica , razão pela qual o conselheiro Plínio, de olho na maracutaia, virou a mesa e pediu que o seu voto perdedor (a sacanagem foi aprovada por 3 votos a 2), fosse tornado público no próprio site da Anatel:

http://www.anatel.gov.br/Portal/documentos/202162.pdf?numeroPublicacao=202162&assuntoPublicacao=null&caminhoRel=Cidadao-Biblioteca-Acervo%20Documental

Despiciendo dizer que, se o assunto fosse contra o Lula ou contra o governo, a CPI já estaria instalada, a despeito do intenso lobby que a Abril vem fazendo junto aos 181 deputados que subscreveram o pedido nesse sentido, sendo que até 05.09 já tinham conseguido mudar a opinião de 21 deles, inclusive a de dois petistas!
Jose Paulo Badaro , São Paulo-SP - desempregado
Enviado em 20/9/2007 às 4:19:33 PM
De resto, o que esperar de um imprensa golpista e de rabo preso, que para se defender se espelha na bandalheira anteriormente perpetrada pela concorrente, Rede Globo, na exata medida em que a própria Veja reconhece e declara, numa de suas últimas edições, que A associação da TVA com a Telefônica é análoga àquela entre NET e Telmex. , isto é, semelhante à maracutaia anteriormente perpetrada pela Globo ?!?

Oras, já que são análogas (e, portanto, irregulares), que se instaure imediatamente a CPI antes que o poder econômico e o poder da mídia façam a cabeça e/ou o bolso de mais alguns deputados, a fim de que se investiguem criteriosamente ambas transações! Indícios de irregularidades, diriam os dois conselheiros que votaram contra essa farra do boi, é que não faltam!!!
Max Morel , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 20/9/2007 às 3:47:39 PM
o autor tem livro publicado pela editora fundação Perseu Abramo que é ligada ao PT ...... sei ....... isento ...... sei ...... Da série pensamentos do presidente Lula: Quem é de esquerda depois de uma certa idade tem problema (mental?). Não sou de esquerda. (não, é apenas um sindicalista que deu certo) Ninguém é mais ético neste país do que eu (mudou a ética ou mudei eu?) Fui traído. (por ocasião do Mensalão) (quem o traiu?) Não existiu Mensalão (pena que o PGR denunciou e o STF acatou a denúncia do "inexistente") (a presidência da República) é o ápice do ser humano ! (essa é demais ....) é como diz o ditado: cada enxadada é um minhocoçu, o nosso viajor-mór fala, fala e fala. Como fala ! A propósito: de quem afinal eram os dólares na cueca do assessor do irmão do Genoíno ? e de quem eram os dólares apreendidos pela PF no Hotel com os (segundo o pres. Lula) aloprados ? Falando nisso, os aliados do Lulo-petismo de hoje: Sarney, Quercia, Maluf, Jader, Renan, Jeferson, Waldemar Costa, etc e etc, são de qual espectro político ? extremo centro? meia-esquerda ligeira? quase direita light ? 1/4 de esquerda soft? meio-centro avançado? hein hein ???? não tem problema: relaxe e goze .... pode responder daqui a mil anos.
Eduardo Silva , exterior-IN - operário
Enviado em 20/9/2007 às 2:31:47 PM
Desculpe por estar ocupando este espaço, mas acredito ser de interesse geral este importante aviso! Já assinaram o manifesto on-line em apoio à CPI da TVA? Relembrando: O site Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, promove um manifesto on-line em apoio à criação da CPI TVA-Telefonica, dirigido ao Congresso Nacional. Para incluir seu nome é só clicar no link abaixo. Clique no botão no final do manifesto e preencha seu nome no formulário. http://www.petitiononline.com/CPI_TVA/petition.html By Zé Augusto . Quinta-feira, Setembro 20, 2007 no blog amigos do presidente lula (texto reproduzido)(http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/) NÃO DEIXEM DE ASSINAR! TÁ NA HORA D ELES TAMBÉM COMEÇAREM A EXPLICAR SUAS FALCATRUAS!
Menjol Almeida , São Paulo-SP - Analista Cobrança
Enviado em 20/9/2007 às 12:54:20 PM
Todas essas informações que a mídia grande finge ignorar são provas irrefutáveis de que a mídia faz política partidária, de oposição ao governo Lula. Os grandes jornais e revistas, especialmente o Grupo Abril, não tem qualquer condição moral de julgar alguém, nem mesmo o nefasto Renan Calheiros.
Dante  Caleffi , Rio de Janeiro-RJ - publicitário
Enviado em 20/9/2007 às 11:05:13 AM
O melhor estaria por vir, se o clima político ajudasse.Dia 5 de outubro,expira a concessão de emissoras de televisão.Não é tentador?
Cid Elias , Fortaleza-CE - Hoteleiro
Enviado em 19/9/2007 às 7:57:29 PM

Desculpe senhor Egypto, estou sabendo agora. Até então eu considerava observadores da casa: Dines, Weis, Malin(que saiu), Brickmann, Rolf, Lucchesi, Luciano(recente) e o L.A.M., veja bem que digo que estes EU considerava "da casa", porque os via presentes em todas, ou quase todas edições, ok? **O OI agora tem um nome de peso entre os "da casa": ivan berger - o apolítico e apartidário!(Egypto, blincadeilinha, viu?!!!!!)

Nota do OI: O expediente do Observatório está disponível nesta página: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/equipe.asp 

Fábio José de Mello , Descalvado-SP - Jornalista
Enviado em 19/9/2007 às 4:18:24 PM
Onde estão as vacas sagradas do jornalismo brasileiro que não exigem a criação da CPI para investigar as eventuais maracutaias do Grupo Abril? Cadê os editoriais furibundos, exigindo uma investigação profunda sobre a transação bilionária? Os sempre corajosos blogueiros-clipeiros sumiram - o assunto é espinhoso demais. Afinal, com o "grupo" que edita a revista Veja não se brinca.
Ricardo Camargo , Porto Alegre-RS - advogado
Enviado em 19/9/2007 às 8:49:18 AM
O problema da concentração nos meios de comunicação social é, realmente, de difícil equacionamento prático: basta recordar qe a nossa primeira lei geral anti-truste, o DL 7.666, de 1945, não chegoua com pletar um ano de vida, devido à feroz campanha movida pelo principal atingido - os Diários Associados -, chamando-a, inclusive, de "Lei Malaia", numa alusão ao tipo físico do seu idealizador, AGamenon Magalhães. E no setor de comunicações, então, a questão é mais sensível. Observe-se que o voto sequer dirigiu - frustrantemente, já que pretendeu analisar o sistema normativo pertinente - o § 5º do artigo 330 da Constituição Federal.
cid eliasq , fort-CE - Hoteleiro
Enviado em 19/9/2007 às 2:46:16 AM

O Professor Venício comprova neste irretocável artigo, que é perfentamente possível analisar um tema espinhoso como este da Abril, diga-se de passagem vergonhosamente omitido pela mídia grande, fato este devidamente observado pelo autor, questionando detalhes técnicos, legais, sem tomar partido em momento algum. Os dois últimos parágrafos "valem o ingresso", resumem tudo aquilo que há algum tempo estamos presenciando, e, diariamente no OI, tentando fazer com que os observadores da casa enxerguem!

Nota do OI: Venício A de Lima é um observador "da casa". (L.E.)

Marcio Peralta , Petrópolis-RJ - Médico
Enviado em 18/9/2007 às 9:50:36 PM
A CPI da Abril , se não for utilizada apenas para fazer contraponto às diversas CPIs oposicionistas, poderá trazer um pouco de luz ao sombrio setor de comunicações. É dificil sua instalação e vai requerer muita habilidade na indicação de seus componentes para não naufragar e inviabilizar qualquer outra tentativa democrática que desnude um pouco a mídia Parabéns pelo artigo. Coerente como sempre.
Duda Ferreira , Rio de Janeiro-RJ - Analista de Sistemas
Enviado em 18/9/2007 às 7:37:00 PM
Será esta a razão da Editora Abril (Veja) bater tanto no governo? A possibilidade de se trocar a cobertura agressiva da Abril em relação ao governo Lula pela venda ilegal da TVA a uma empresa estrangeira poderia explicar esta postura tão agressiva da Abril em relação ao governo...
Mauricio  Senise , São Paulo-SP - Publicitário
Enviado em 18/9/2007 às 6:22:55 PM
Esse é apenas mais um caso onde fica provada a manipulação e publicação seletiva de matérias que a grande mídia faz. Se houvesse alguma ligação dessa tramóia da Abril com alguma pessoa filiada ao PT, todos veículos de comunicação já estariam pedindo a cabeça do Lula. É incrivel. Parabéns pelo texto!
Orlando Silva , São Paulo-SP - funcionário público
Enviado em 18/9/2007 às 4:14:03 PM
Sr. Venício A. de Lima : como sempre, seus artigos são esclarecedores e honestos. Parece que com raras exceções, a maioria dos observadores deste sítio não são isentos ( a começar pelo Sr. Dines), mas alguns como o Sr. conseguem manter a acuidade, inteligência e hombridade. Parabens.
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Venício A. de Lima

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