ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 453 - 17/11/2009
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RESPONSABILIDADE SOCIAL DA MÍDIA
A liberdade de imprensa entendida como um dever

Por Eugênio Bucci em 2/10/2007

Segundo de uma série de quatro artigos sob o título geral "A imprensa e o dever da liberdade – A responsabilidade social do jornalismo em nossos dias"

Não há razoabilidade, como já ficou demonstrado [ver "A missão de servir ao cidadão e vigiar o poder"] em supor que a liberdade de imprensa deva se condicionar à inexistência de erros. Ela não é uma recompensa que se outorgue aos veículos que acertam ou um privilégio que se interdite aos que erram; é, sim, premissa inegociável para a prática do jornalismo, seja ele bom ou ruim. A ninguém no governo pode caber a tarefa (ou a veleidade) de melhorar (ou de pretender melhorar) o nível do jornalismo. Isso não faz sentido.

Desde que o governo, qualquer que seja ele, não atrapalhe, o jornalismo, qualquer que seja ele, pode se dedicar a se aprimorar – e ele só melhora quando cumpre o seu dever de ser livre. Dever: esta é a palavra. Fala-se muito no dever da verdade, e com razão. Fala-se na fidelidade com que se devem reportar os fatos e o debate das idéias, também com razão. Mas a busca da verdade factual começa pela busca da verdade essencial do jornalismo, cujo nome é liberdade. Esta é a verdade interior que o anima e, sem cultivar sua verdade interior, ele seria incapaz de divisar a verdade que lhe é exterior. O profissional do jornalismo não pode admitir – nem a sociedade pode admitir que ele admita – a hipótese de que o exercício do jornalismo não seja livre, afirmativamente livre.

Ser livre é um imenso desafio, o maior de todos. A liberdade não é apenas letra. Ela só existe se for exercida de fato, por meio da visão crítica, do rigor, da objetividade, na obstinação por tornar públicas as informações que o poder preferiria ocultar. A liberdade floresce mais no conflito que no congraçamento, tanto que alguns a confundem com a mera falta de educação – o que também é uma forma de rebaixá-la. De um modo ou de outro, por um caminho ou por outro, ela precisa ser explícita, ostensiva mesmo, pois disso depende a confiabilidade, a credibilidade e a autoridade da imprensa. Se não reluzir na liberdade quente, a imprensa morre.

Cânones da ética

Quanto à responsabilidade, esta não deve ser entendida como um contrapeso da liberdade. Ao contrário, a liberdade é a maior e a primeira das responsabilidades do jornalismo. O resto vem depois: justiça, equilíbrio, ponderação, elegância etc. As chamadas virtudes do ofício existem para sustentar seu bem maior, a liberdade. Ela é a virtude-mãe, diante da qual as demais são acessórias.

Nem mesmo o apartidarismo, um cânone da boa prática de imprensa, é para o jornalista um imperativo tão alto quanto o de ser livre. O apartidarismo é uma exigência? Sem dúvida, é uma exigência – mas apenas porque reforça o primado da independência editorial, que está na base da qualidade da informação. Isso significa que uma revista ou um jornal têm todo o direito de apoiar abertamente uma causa partidária, desde que não o faça com dinheiro fornecido pelos cofres públicos – nesse caso, teríamos o erário financiando uma legenda em detrimento de outras, o que configuraria uma forma de uso da máquina pública para fins partidários ou pessoais.

Essa distinção não é menor. Basta ver que uma emissora de TV ou de rádio, sendo concessão pública, sofre – e deve sofrer – restrições que a impedem de promover editorialmente uma candidatura a cargo público, por exemplo, pois os serviços públicos não devem se prestar à promoção partidária, o que também caracterizaria uma forma de apropriação privada de serviços públicos. Quanto a um veículo impresso ou eletrônico que não seja concessionário da administração pública, este pode, dentro da sua esfera de liberdade, lançar apelos para que seus leitores se filiem a uma campanha ou mesmo que votem num determinado candidato.

Claro que, no plano ético, não se deve burlar o pacto de comunicação com o público. Para o seu próprio bem, não é recomendável que uma publicação dissimule o seu conteúdo, fingindo que está veiculando uma coisa – informação objetiva – para entregar outra – proselitismo. Agindo assim, além de ameaçar a si mesma com o risco do descrédito, ela macularia as bases da instituição da imprensa. Fora isso, no plano da legalidade ou da normalidade institucional, um veículo impresso pode muito bem exercer a sua liberdade abraçando uma bandeira que o identifique com um determinado partido, num determinado momento.

Assumirá o risco: se o seu gesto deixar a impressão de que renunciou à sua própria liberdade para se converter num apêndice de uma agremiação ideológica, a perda de credibilidade virá. Esse veículo terá jogado no lixo a razão pela qual um dia mereceu o respeito do público, mesmo daquele público que, eventualmente, concorde com as causas que ele abraçou. De resto, o apoio a uma causa de um partido, num momento delimitado, não significa partidarismo, mas, é bom ter claro, até mesmo a prática ou a aparência de prática do partidarismo, que contraria um dos cânones da ética de imprensa, só é um problema para o jornalismo porque implica a renúncia da liberdade – esse sim, o valor maior.

Direito e dever

Em resumo, a liberdade não funciona como redoma, um manto protetor que acolhe maternalmente os profissionais, livrando-os de cobranças, de julgamentos e condenações. Liberdade não é impunidade, mas um fator que impele o jornalista a se expor a julgamentos e punições. É uma bandeira que a imprensa tem o dever de empunhar, por mais que isso lhe custe – e custa. Quando negocia algumas de suas franjas, ainda que mínimas, ela deixa de ser imprensa e se converte na sua pior negação, traindo suas origens passadas e turvando o seu futuro.

Para o jornalista, exercer a liberdade é um dever porque, para o cidadão, ela é um direito. Para que este possa contar com o respeito cotidiano ao seu direito à informação, o jornalista não pode abrir mão do dever da liberdade. [Continua.]

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A missão de servir ao cidadão e vigiar o poder – Eugênio Bucci

"O jornalismo precisa ser livre do governo, qualquer governo" – Luiz Egypto entrevista Eugênio Bucci

Comentários (21)
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Hélio Vieira , SJCampos-SP - Professor
Enviado em 7/10/2007 às 2:31:01 PM
A minha liberdade não pode esta acima e independente de tudo. Enquanto ao jornalista a Constituição garante a Liberdade de Imprensa, ao cidadão a mesma Constituição garante o Direito à Informação. O que vemos diariamente é o uso dessa "liberdade" na manipulação da informação com o objetivo óbvio de manipular a consciência dos cidadãos. Esta Liberdade preconizada pelo sr. Bucci é a racionalização do comportamento arrogante que vemos na maioria dos jornalistas. Essa "liberdade" é aquela usada por um "jornalista" que afirmou na TY:" A calúnia é uma arma válida de pressão". E esse "jornalista" tem aplicado esse princípio de "liberdade" no seu dia-a-dia.
Silvia Ambrósio Nogueira de Sá , são borja-RS - estudante
Enviado em 4/10/2007 às 9:55:49 PM
Imprensa livre é uma premissa para a democracia. No entanto, o que existe hoje no Brasil é uma mídia de "rabo preso" com politicagens. Uma imprensa autêntica, que expõe seus preceitos e intentos ideológicos, é a verdadeira manifestação de sua liberdade, propiciando embates para uma verdadeira esfera pública de discussões.
Francisco Hugo Vieira de Freitas , Formosa-GO - Professor
Enviado em 4/10/2007 às 8:55:11 PM
"A ninguém no governo pode caber a tarefa (ou a veleidade) de melhorar (ou de pretender melhorar) o nível do jornalismo. Isso não faz sentido." -- escreve Bucci. "Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado ..." -- reza a Constituição. Ao cuidar da Educação -- o que lamentavelmente não ocorre -- o Governo faria por melhorar o nível do jornalismo sim. Pessoas educadas não são as que têm diploma(s). Analfabetas, minhas duas avós eram absolutamente educadas. Perseguiam inabalavelmente o Bem, quer dizer, eram éticas. Seus filhos, netos e bisnetos, todos, têm curso superior. A diplomação sempre foi momento de grande alegria para elas mas, se nunca cobraram títulos de seus descendentes, eram irredutíveis quanto à honestidade, à etica. “Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio” – também reza a Constituição, cujo artigo 221 define os princípios que devem nortear a produção e a programação das emissoras de rádio e televisão. Quem os segue? A dita "grande" imprensa outorgou-se como 4º Poder (sem voto). Nas redações, profissionais cuidam de manter seus empregos e nelas grassa o pior dos preconceitos: o contra a inteligência ética. Recomendo a leitura de Balzac -- Ilusões Perdidas -- e uma reflexão evangélica:" Seja sua palavra sim, quando for sim; e não, quando for não!" Boa regra para bom jornalismo, não?!
Mirela  Costa , Juazeiro-BA - Estudante de Jornalismo
Enviado em 4/10/2007 às 8:28:11 AM
O Sr. Bucci tem razão quando fala de liberdade de imprensa, quando comenta que o jornalismo tem que ser livre. Porem, são poucos os veiculos que concedem essa liberdade para seus profissionais, os interesses da "empresa Jornalistica" estão sempre a frente e acaba que podando o profissional de realizar seu trabalho com liberdade. Em relação a politica talvez se fosse permitido que o jornalista explicitasse suas preferencias politicas, ele tivesse o cuidado de ser o mais imparcial possivel, uma vez que seria do conhecimento de seu publico suas posições politicas.
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 3/10/2007 às 7:02:50 PM
Sr. Bucci, o senhor escreve bem. Mas, é só isso. E é isso o que leva grande parte dos seus leitores a dar-lhe os parabéns. O seu texto é contraditório. Não resiste a uma análise mais aprofundada. Há quem esteja interpretando-o como um puxão de orelhas a alguns jornalistas, mas não foi esse o seu intento; muito ao contrário. Contudo, o espaço que nos é reservado não nos permite a análise que gostaríamos. Por isso, recolho-me à minha insignificância de mero leitor. Um abraço.
Fernando Borges Lima , São Paulo-SP - economista
Enviado em 3/10/2007 às 6:44:26 PM
Bucci, você é a lucidez contra a insanidade de alguns jornalistas e muito leitores. Que ótimo que o Observatório esteja publicando essa série de textos. Ganhamos todos os que querem discutir mídia a sério.
calypso escobar velloso , rio de janeiro-RJ - cronista l.
Enviado em 3/10/2007 às 6:23:05 PM
Não acredito em liberdade em qualquer setor,o indivíduo localizado em qualquer setor,venha o quente ou frio tem a obedecer "deveres" e muitos.A Imprensa,a família,indústria,chefe encima de outros mandantes e nem Lula tem a tal da liberdade que não é dever e sim contrôle de expor,equilíbrio da contensão.Contudo é melhor entender-se na quantidade de notícias e de lá tirar uma proposta mais verídica.Loucura? É o manejo estabelecido como terapia...grata
Luciano Prado , Rio de Janeiro-RJ - advogado
Enviado em 3/10/2007 às 5:56:53 PM
A melhor crítica que podemos fazer a nós mesmos é não escamoteando a verdade. Eleger sempre a liberdade de expressão para justifricar todas as práticas deletérias cotidianas excessivas da grande imprensa, não contribui, não repara, não educa. Jovens jornalistas ingressam nas redações já sabendo o que lhes esperam: comprometimento com os interesses do patrão em detrimento dos fatos e da verdade. O fascínio pelo escudo da empresa tranforma rapidamente o idealista novato. É essa a realidade há vários anos. Os bons exemplos são raros e terminam em demissões vergonhosas e mal explicadas. Se queremos uma imprensa melhor é necessário sermos verdadeiros e imparciais até nas críticas. A realidade em que nos deparamos, no que se refere a prática da grande imprensa, é tão vil, tão deletéria que não podemos aceitar nenhuma justificativa até que verifiquemos mudanças que comtemplem o interesse da sociedade: a verdade verdadeira. Toda ela. Doa a quem doer.
Fernando Pinto , São Paulo-SP - jornalista aposentado
Enviado em 3/10/2007 às 5:00:20 PM
Não há como negar o brilhantismo de Eugênio Bucci. A direita que aqui aporta e o critica sai ganhando. Leu alguma coisa que preste, o que não é comum entre os membros dela.
Eduardo Tenório , Niterói-RJ - Administrador
Enviado em 3/10/2007 às 3:31:28 PM
Sim, a Imprensa deve ser livre, assim como livre deve ser a minha filha. Mas a liberdade de ambas nunca deverá ser maior do que suas responsabilidades. A irresponsabilidade de minha filha, numa visão baseada em acontecimentos gerais, pode trazer malefícios à minha filha, à minha família e às pessoas que nos cercam. A irresponsabilidade de jornalistas, formadores de opinião, pode trazer malefícios e miséria a milhões de pessoas, a uma Nação inteira. O jornalista pode escrever e dizer o que quiser, mas tem de responder juridicamente e criminalmente por aquilo que diz ou escreve. Por exemplo, o que a Grande Imprensa (Sist. Globo e Editora Abril) faz com o governo que aí está é de uma covardia atroz. Acusam e não provam. Iluminam o que há de ruim ou falhas no governo e, escondem o que o governo faz de produtivo e bom. Se dizem apartidários, mas a maioria do que eles classificam como "massa" já entende que não é bem assim. À Imprensa uma infinita libertade, permeada em sua plenitude pelos rigores da Lei. A televisão funciona por meio de concessão pública. Se é pública é do povo. Se é do povo não pode funcionar a serviço de fragmentos mais abastados da sociedade. Não poderia nem tomar partido, a favor ou contrário a governos. Deveria apenas entretar e informar. Nunca através de editoriais inclinar para cá ou para lá o pensamento alheio. Noticie, o povo que tire as suas conclusões.
Maria Izabel L. Silva Silva , Aracaju-SE - professora
Enviado em 3/10/2007 às 12:57:21 PM
Sr. Eugenio. Gostei especialmente da frase "liberdade não é impunidade". Como bem diz o senhor a Imprensa, no exercicio da sua liberdade, não esta isenta de julgamentos, avaliações e punições. E eu complemento:em diversas ocasiões, a Imprensa, no exercicio da sua liberdade, também manipula, distorce e mente. Ninguem é perfeito. Muito menos as instituições. "A perfeição é uma meta perseguida pelo goleiro que joga na seleção ..." mas não pela Imprensa.
Teo Ponciano , São Paulo-SP - músico
Enviado em 3/10/2007 às 12:31:23 PM
Um pouco de história, com a palavra Maílson da Nóbrega: “No dia 5 de janeiro, o presidente (José Sarney) me ligou perguntando: ‘O senhor teria problemas em trocar umas idéias com o Roberto Marinho?’. Respondi: ‘De jeito nenhum, sou um admirador dele e até gostaria de ter essa oportunidade’... A Globo tinha um escritório em Brasília. Fui lá e fiquei mais de duas horas com o doutor Roberto Marinho. Ele me perguntou sobre tudo, parecia que estava sendo sabatinado. Terminada a conversa, falou: ‘Gostei muito, estou impressionado’. De volta ao ministério, entro no gabinete e aparece a secretária: ‘Parabéns, o senhor é o ministro da Fazenda’. Perguntei: ‘Como assim?’. E ela: ‘Deu no plantão da Globo [no Jornal Nacional]”. Da mesma forma como indicou, o poderoso Marinho também derrubou o ministro, segundo sua interpretação. “Um belo dia, o jornal O Globo me demitiu. Deu na manchete: ‘Inflação derruba Maílson, o interino que durou vinte meses”, descreve o ex-ministro, que arremata. “Isso teve origem num projeto de exportação de casas pré-fabricadas, para pagamento com títulos da dívida externa, que o Ministério da Fazenda vetou. O doutor Roberto Marinho tinha participação neste negócio... O fato é que O Globo começou a fazer editoriais contra o Ministério da Fazenda”
José Orair Silva , Belo Horizonte-MG - Bancário
Enviado em 3/10/2007 às 11:52:30 AM
Acredito que o jornalismo precisa ser livre do governo, qualquer governo, mas também precisaria ser livre dos grandes anunciantes... Essa história de o jornalismo servir ao cidadão é uma grande balela. Alguém já escreveu aquí mesmo no OI que quem paga o flautista dá o tom. Se o percentual de receitas oriundas dos grandes anunciantes for significativamente maior que o percentual de receitas oriundo de assinaturas ou venda em bancas, fica claro de onde vem o dinheiro e quem é o principal cliente a ser agradado... Qual jornal publicaria uma matéria negativa contra os seus principais anunciantes? No Brasil, aconteceram algumas experiências com a chamada "imprensa do leitor", ou seja, jornais financiados exclusivamente com recursos de assinaturas ou venda em bancas e que, portanto, não recebiam anúncios. Nenhum prosperou. Não se trata aquí de vilanizar a imprensa por sua falta de isenção... Afinal, quem é isento? O judiciário, responderiam alguns, para descrédito de muitos...Devemos sim lutar por alternativas que nos conduzam a uma imprensa plural. Por isso prefiro o universo aparentemente caótico dos blogs onde a pluralidade de manifestações divergentes e até mesmo contrárias induz o leitor a necessariamente proceder a uma análise crítica das muitas supostas "verdades" e "isenções" para extrair daí a sua verdade.
Marnei Fernando , Anapolis-GO - Publicitario
Enviado em 3/10/2007 às 10:28:36 AM
Assisti palestra do Eugeio Bucci na ultima segunda feira e me decepcionei demais com seus posicionamentos de defesa do terrorismo midiatico que assola as redações da grande midia... um momento d maior empolgação em seu dis curso, o cara me sai com a seguinte pérola... É DEVER DA IMPRENSA FISCALIZAR O GOVERNO (FEDERAL É CLARO, E SÓ DO PT)... É DEVER DO JORNALISTA ENCONTRAR ERROS ONDE NÃO EXISTE E FUSTIGAR O GOVERNO... Pode? um desperdício total do meu tempo.
Felipe Faria , Rio de Janeiro-RJ - estudante
Enviado em 3/10/2007 às 9:34:59 AM
Liberdade não é o dever de falar a verdade, é a possibilidade de falar a verdade. Liberdade é a possibilidade de ficar quieto, inclusive. senão o jornalista se transforma em fiscal da verdade.
EDWARD  CHADDAD , Dois Córregos-SP - advogado
Enviado em 2/10/2007 às 10:31:29 PM
Essa liberdade que o articulista evidencia deve ser entendida com a maior liberdade possível dentro dos limites da ética, nela inserida o compromisso da verdade. Infelizmente, há muitos setores da mídia que não confirmam esse dever. Inclusive, muitas vezes, a verdade exibida é tão uníssona, os fatos guardam tanta uniformidade e as opiniões são tão convergentes e sem contraditório, que parecem fazer parte de uma orquestra, que não desafina, executando uma sinfonia universal. Bem, aí eu desconfio que há algo podre no reino da ...
Ivanilson Alves , Paranaíba -PI - Servidor Público
Enviado em 2/10/2007 às 9:50:50 PM
Parabéns Eugênio Bucci!! Pelo excelenete texto. Sei que é pedir demais, mas o seu Dines, apesar de bastante tempo na Mídia, poderia rever seus conceitos e fazer uma refelexão de seus textos paratidarizados, a partir da leitura desse texto. Parabéns Eugênio!!
Felipe Faria , Rio de Janeiro-RJ - estudante
Enviado em 2/10/2007 às 9:47:52 PM
Não li o texto ainda, mas se é um dever, não é liberdade.
Bernardo Sampaio , bRASÍLIA-DF - Empresário
Enviado em 2/10/2007 às 5:16:41 PM
Também considero imperativa a questão da liberdade de imprensa, sobre todas as outras necessidades a que um jornalista deve se submeter, porém a realidade é muito diferente, pois não existe liberdade de imprensa, existe a liberdade do dono do veículo falar o que lhe interessa, e não somente em relação à política, nos outros campos também. O fato é que todos os veículos de médio e grande porte (acho que só alguns sites poderíam se gabar de possuir liberdade de imprensa), não dão liberdade a seus jornalistas, apenas a colunistas que pela própria função, opinam, não informam como fim. Enquanto as pessoas não entendrem que liberdade de imprensa não existe, que o que muda é a direção do veículo, existirão debates vagos e esperançosos como esse, quando a realidade é bem diferente.
Silvano Carvalho , V. Velha-ES - Advogado
Enviado em 2/10/2007 às 1:36:06 PM
Este artigo deveria ser lido por todos os ditos "jornalista".
Eduardo Goulart , Niteroi-RJ - estudante
Enviado em 2/10/2007 às 1:33:37 PM
Parabéns Eugenio. É necessário esclarecer o papel da imprensa pois existe uma minoria na nossa sociedade que quer valer suas idéias através da subjugação da imprensa as mesmas. A imprensa não tem compromisso com engajamentos politicos. Aliás, ninguém é obrigado a ter. Isso deve ser da escolha de cada um. E nada mais.
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Eugênio Bucci

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