ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 455 - 17/11/2009
  Caderno da Cidadania
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OI NA TV
TV Brasil, um canal com
muitos sotaques e independente 

Por Lilia Diniz em 17/10/2007

O Observatório da Imprensa exibido na terça-feira (16/10) pela TVE levou ao estúdio da emissora em Brasília a presidente da futura TV Brasil, Tereza Cruvinel. A jornalista foi convidada para assumir a presidência da EBC, Empresa Brasil de Comunicação, que vai gerir a TV pública que o governo Lula colocará no ar dia 2 de dezembro. Graduada em jornalismo, com mestrado em Comunicação Social, observadora da cena política desde 1980, foi colunista política do jornal O Globo durante 20 anos e comentarista política da Globonews nos últimos 10 anos.

Para sabatinar a jornalista, foram convidados o presidente do conselho Curador da TV Cultura, Jorge da Cunha Lima; Carlos Marchi, repórter e analista político de O Estado de S.Paulo e Marcelo Beraba, repórter especial da Folha de S.Paulo (leia o perfil dos participantes ao final do texto).

No editorial que inicia o programa, o jornalista Alberto Dines comparou o impacto das transmissões digitais e a nova rede pública. "A TV digital constitui um avanço tecnológico com evidentes desdobramentos sociais, mas a rede pública de TV marca uma alteração substantiva e institucional na mídia eletrônica porque consolida uma alternativa à TV privada. Isso equivale a uma revolução", analisou.

Dines ressaltou que a futura rede não poderá ser classificada estritamente como pública porque é do Estado, mas será de interesse público: "Atender ao interesse público significa reforçar a qualidade, valorizar os aspectos culturais e apostar na diversidade informativa."

Para o editor do programa, será necessário promover associações entre a TV Brasil e outras emissoras educativas e culturais.

Uma rede preocupada com a diversidade

A primeira pergunta de Dines à Tereza Cruvinel foi sobre o diferencial que a TV Brasil oferecerá para o telespectador. A jornalista explicou que a TV pública é um anseio antigo. Na visão da presidente da futura empresa, já existe um "campo de TV pública" no país, mas ainda não há uma grande rede que possa mostrar a diversidade e refletir o Brasil sob diferentes olhares.

Para Cruvinel, um dos desafios do novo canal seria reunir as diferentes emissoras do campo púbico, mesmo que não a totalidade delas, uma vez que algumas têm experiências independentes bem-sucedidas, como a TV Cultura. A jornalista explicou que, ao contrário do ocorrido na Europa, a TV no Brasil surgiu comercial e não pública e que o grande êxito das TVs privadas dificultou a discussão e o avanço dos canais públicos.

Tereza Cruvinel afirmou que a TV Brasil não pretende competir com a programação, o alcance nem na audiência TVs comerciais, mas sim preencher as lacunas. O foco seria cobrir com maior ênfase educação, cultura e informação e mostrar a diversidade do país: "Nosso maior ativo são nossas diversidades, tanto biológica quanto cultural", disse. Outra proposta da nova TV pública seria abrir mais espaço para o debate de questões nacionais.

Jornalismo e espetáulo

Jorge da Cunha Lima pediu para Tereza comentar a linha de jornalismo que será adotada na empresa. A jornalista afirmou que o diferencial do jornalismo e dos demais conteúdos do canal será o investimento na compreensão dos fatos, na tradução da notícia. "Vamos fazer a notícia com mais tempo para que ela possa cumprir a sua finalidade de informar. O direito de informação é outro, é do cidadão. Cumpre-nos fazer uma notícia que sirva mais ao direito de informar do que de espetacularizar", afirmou.

Apesar de buscar cobrir todos os assuntos de destaque no cenário nacional, a TV tem limitações de recursos técnicos que, pelo menos na fase inicial, inviabilizarão este objetivo. Cruvinel afirmou que a TV não será pautada pela pressa e pela velocidade. A presidente da futura empresa contou que a jornalista Helena Chagas, que será a diretora de jornalismo, já está em contato com profissionais das principais unidades que irão compor a TV Brasil para estruturar a linha de jornalismo que será adotada.

Marcelo Beraba questionou se a origem da reflexão sobre a implantação da TV pública não teria sido contaminada pelas discussões sobre o papel da mídia na eleição presidencial de 2006, quando a imprensa foi acusada de golpismo e levantou-se o debate sobre monopólio das TVs no país. Para Cruvinel, a criação da TV Pública não foi uma resposta do governo. A jornalista comentou que ocorreram tentativas anteriores de formação de uma rede pública de TV, como por exemplo em 1998, e que em 2003 já havia seminários e discussões sobre o tema. Cruvinel analisou que o momento atual reuniria muitas condições favoráveis, como a implantação da transmissão digital, o crescimento das discussões teóricas sobre o tema, o amadurecimento das TVs estaduais e a disposição do governo. E afirmou que a TV Brasil será independente das posições políticas do governo.

Debater a TV pública no Brasil

A falta de discussão pública sobre o papel da EBC foi levantada por Carlos Marchi. A empresa foi criada por uma medida provisória assinada pelo presidente Lula (MP 398, publicada no Diário Oficial da União em 11/10), e não por um Projeto de Lei com tramitação no Congresso. A jornalista concordou que a TV Pública deve ser uma construção coletiva e afirmou que houve bastante discussão em segmentos fechados da sociedade e que pretende estimular o debate aberto.

Cruvinel disse que a medida provisória não foi editada com pressa pelo governo, que este estudou o assunto por quatro anos, e que havia um cronograma a ser respeitado para que a entrasse em rede no mesmo período das primeiras transmissões digitais. Inicialmente, a grade de programação não será reformulada - por falta de tempo e recursos - mas haverá uma grade unitária construída a partir dos três canais federais e das emissoras afiliadas que compõe a EBC. A nova programação levaria em conta a participação popular.

Outro fator importante, na opinião jornalista, é que uma tramitação longa, que poderia durar um ano, geraria ainda mais insegurança no corpo funcional da Asscociação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (ACERP) mantenedora da TVE, e da Radiobrás, as estruturas que serão fundidas para criar a nova empresa. Tereza Cruvinel afirmou que não existe um plano de demissões em massa e que haverá uma unificação tranqüila e produtiva. Gradativamente, os funcionários da ACERP – tanto os estatutários quanto os celetistas - migrariam para o quadro da EBC. ‘Queremos construir a TV Brasil com o corpo de profissionais de todas as áreas das duas instituições’, garantiu.

Cruvinel disse que pretende fortalecer a diversidade cultural na nova grade e que esta será montada com a participação das emissoras estaduais que se filiarem. O tempo inicial de produção regional seria de quatro horas. A TV Brasil também pretende estimular a produção independente através do aproveitamento dos incentivos federais já existentes, como a Lei Rouanet, e trabalhará para estes produtos ficarem mais visíveis. Para evitar possíveis que favorecimentos a grupos, serão adotados critérios, através de editais, e as propostas serão avaliadas pela qualidade e preço.

Independência

Para a jornalista, somente o tempo poderá confirmar a independência da rede. Cruvinel ressaltou que o modelo institucional está baseado no formato de TVs públicas bem-sucedidas em outros países, que buscam o controle da sociedade sobre a diretoria executiva. O conselho curador da EBC será composto por 20 membros, sendo 15 representantes dos diversos segmentos da sociedade, levando em conta a pluralidade de pensamento e postura dentro da sociedade civil; quatro representantes do governo e um dos funcionários.

O conselho terá poder para emitir voto de desconfiança ou de censura em relação aos integrantes da diretoria, incluindo a presidente da TV. Na opinião da jornalista, este instrumento de controle seria o mais testado do mundo, mas ponderou que para funcionar a sociedade teria que ter mais compromisso com a rede: "A sociedade vai compreender, debater e ter a TV pública como sua."

Marcelo Beraba questionou se a montagem do conselho poderia ser independente do governo, já que o presidente teria poder de destituir um integrante mediante a aprovação de três quintos dos membros. A jornalista afirmou que em nenhum os modelos internacionais estudados havia eleição direta e que torce para que no futuro a interatividade permita que os conselhos nasçam da sociedade. O economista Luiz Gonzaga Belluzo foi encarregado de compor uma lista múltipla de representantes que expressem a pluralidade da sociedade. Os nomes serão submetidos ao presidente Lula.

A cobertura de escândalo envolvendo integrantes do governo foi levantada por Carlos Marchi. Tereza Cruvinel afirmou que a EBC cobrirá possíveis escândalos com o mesmo rigor que os demais veículos de comunicação e que não será uma TV de "chapa branca, nem preta". O jornalismo buscará equidade e terá compromisso com os fatos. Cruvinel afirmou que a empresa não fará publicidade de atos do governo. A função continuará a cargo do canal governamental fechado NBR.

No encerramento do programa, a presidente da futura TV Brasil lembrou uma frase do ex-governador Mário Covas sobre a relação do estado de São Paulo com a TV Cultura: "Como é esta televisão que eu pago, mas na qual não mando?" Tereza Cruvinel afirmou que gostaria de manter a mesma relação com o governo federal - que ele ajude a manter a TV pública, mas que ele não seja o patrão, e sim a sociedade.

Perfil dos participantes do programa

Tereza Cruvinel, jornalista, foi convidada para assumir a presidência da EBC, Empresa Brasil de Comunicação, que vai gerir a TV pública que o governo Lula está criando, a TV Brasil. Graduada em jornalismo, com mestrado em Comunicação Social, observadora da cena política desde 1980, foi colunista política do jornal O Globo durante 20 anos e comentarista política da Globonews nos últimos 10 anos.

Jorge da Cunha Lima é presidente do conselho Curador da TV Cultura. Advogado, pós-graduado em administração de empresas, é também jornalista e escritor. Foi presidente da TV Cultura e da Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais, a ABEPEC, entre outras funções públicas.

Carlos Marchi é repórter e analista político de O Estado de S. Paulo. Jornalista desde 1971, trabalhou como repórter nos principais jornais brasileiros. Também foi assessor de imprensa e dirigiu agências de publicidade.

Marcelo Beraba, jornalista, é repórter especial da Folha de S.Paulo, onde foi ombudsman por três anos. Preside da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Iniciou sua carreira no jornal O Globo, foi secretário de redação da Folha de S. Paulo, editor-executivo do Jornal do Brasil e do Jornal da Globo, da TV Globo.

***

2 de dezembro: um marco histórico

Alberto Dines # editorial do programa Observatório da Imprensa na TV nº 438, no ar em 16/10/2007

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

O próximo 2 de dezembro vai entrar para a história da TV brasileira: neste dia começarão as transmissões no sistema digital e também começará a funcionar a TV Brasil, a rede pública de televisão.

A TV digital constitui um avanço tecnológico com evidentes desdobramentos sociais, mas a rede pública de televisão marca uma alteração substantiva e institucional na mídia eletrônica porque consolida uma alternativa à TV privada. Isto equivale a uma revolução.

Mesmo que a nossa rede pública não possa ser classificada estritamente como pública, porque é do estado, nossa tradição nesta área estabeleceu um paradigma intermediário - TV de interesse público. Atender ao interesse público significa reforçar a qualidade, valorizar os aspectos culturais e apostar na diversidade informativa.

Há ainda um longo caminho a percorrer no tocante às associações entre a nova TV Brasil e outras emissoras educativas e culturais, sobretudo a rede Cultura de São Paulo. Também não podem ser esquecidas as preocupações em preservar independência da futura TV Brasil.

Mas este Observatório da Imprensa que, em seus quase dez anos de vida, já dedicou oito edições à TV pública não pode deixar de regozijar-se com a Medida Provisória assinada na semana passa pelo presidente da República formalizando a existência da TV Brasil.

Comentários (21)
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ulisses machado , augsburg-IN - trabalhador
Enviado em 24/10/2007 às 8:20:01 AM
acho a iniciativa muito boa da tv Brasil temos que mudar esse jornalismo marrom do brasil que tem até pessoal da c.i.a instalado na globo gerenciando o que pode e oque nao pode ir para o ar
Jonas Paulo Negreiros , Jundaí-SP - técnico em eletrônica
Enviado em 23/10/2007 às 6:58:29 AM
Queremos a TV pública em Jundiaí. Temos saudades da TVE. Atualmente a TV Cultura é repetida no canal 14 e 41 (UHF). Por que não dividir a programação?
Eugênio Simões , Porto Alegre-RS - Músico
Enviado em 22/10/2007 às 3:34:33 PM
O curioso é que faz mais de uma semana que este texto dá plantão na pagina inicial do OI e a "militância" ainda não apareceu para defender a idéia da Lulla News... acho que até eles reconhecem o caráter dispendioso e pouco democrático de tal iniciativa...
ney candia , cuiabá-Mt - eng. civil
Enviado em 22/10/2007 às 11:58:08 AM
TV Brasil, muitos sotaques, independencia e nenhuma audiência... e nós otários pagando por isso...
neli  faria , são paulo-SP - advogada
Enviado em 20/10/2007 às 8:39:08 PM
Um absurdo NÓS PAGARMOS IMPOSTOS para o governo inventar televisão e dar empregos para jornalistas,etc. Um acinte ter tantas televisões estatais e afigura-se-me que não passa de fomentadores de empregos para jornalistas. Os 410 milhões para a TVTereza...ou TVPT...ou TVLula,seriam melhores aplicados em saneamentos básicos,na educação,na segurança e na saúde. para quê ter tantas TVS,como TV senado,TV Cãmara,TV Justiça,NBR TV,tv E...pasmemlleitores,tem até TV câmara de balneário camboriú,isso sem falar nas inúmeras tvs assembléias,etc. Um acinte nós os brasileiros pagarmos impostos taõ altos quantop os suiços,para sustentas esses desperdiços. POR ISSO O BRASIL ESTÁ CONDENADO A ESSE ETERNO SUBDESENVOLVIMENTO.
LEONARDO GUEDES DO NASCIMENTO , RIO DE JANEIRO-RJ - UNIVERSITÁRIO
Enviado em 19/10/2007 às 5:26:25 PM
Com todo o respeito à TVE, que mora no meu coração, mas a minha opinião sobre a futura TV Brasil é esta: vai ser mais do mesmo.
Marco  Auélio , Curitiba-PR - Estudante de Jornalismo
Enviado em 18/10/2007 às 11:05:58 AM
...Vejo com bons olhos ésta iniciativa, e oportuna, assisto a todo tipo de programa, de todos os canais abertos (Não tenho TV paga) meu controle remoto parece um ventilador, e acredito que a maioria que postou comentários aqui os fáz igual, mais os unicos canais que merecem minha atenção são, a TVE e Cultura, Futura, Recordnews (meio fraca ainda), MTV, no resto assisto a jornalismo, mais de todas para comparação de mesma noticias, pois todas tem as mesmas, e esportes e filmes. se alguem que está preocupado com o lixo que assistimos e sendo que as consessões, deveriam ser para produção cultural e brasileira e não comercial e norte americana, parabens pela iniciativa, o Brasil precisa de iniciativa social e não de graficos de RENTABILIDADE. Viva as TVS educativas Viva a TV Pública Viva a Cultura Brasileira.
Cristiano de Aguiar , Fortaleza-CE - Estudante
Enviado em 17/10/2007 às 9:02:13 PM
Fundamentar opiniões talvez seja muito cedo. Deve-se focalizar na possível grade proposta pela TV Brasil e no público (ressalte-se, a maioria) que permanece à revelia de um bom sinal de canais públicos. Achar pessoas que não tenham à sua disposição o trio globo, sbt e record como únicas opções de "imagem nítida e colorida" é como procurar agulha no palheiro. Mais difícil é encontrar quem tem um bom sinal dos canais públicos. Deve-se considerar essa questão.
Thereza whitaker , são paulo-SP - tradutora
Enviado em 17/10/2007 às 6:50:26 PM
Senhores, sinto muito, mas essa nova televisão não acrescenta nada. E pesa no bolso do contribuinte. Cidadãos são formados em escolas, com fundamentos sólidos, para que possam ter a dignidade de trabalhar, prover a própria subsistência, formar opinião por conta própria. É pena ver a jornalista Cruvinel tão equivocada. Gostaria que essa idéia tivesse origem no Congresso, onde seria debatida e não apenas criada por um grupo dirigente. Não gosto de grupos dirigentes; compostos por seres humanos são falhos e sujeitos à tentação do poder. Grata pela atenção.
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TSS
Enviado em 17/10/2007 às 3:14:28 PM
Troca-se o alimente, mas a panela continua a mesma. A TV pública que esta sendo gerada nas entranhas do governo Lulla, tem data marcada para nascer, justamente num mês aonde todos estão festejando o final de ano. Nessa inauguração terá muita badalação com convidados VIP da imprensa nacional, na festa vai rolar bolo, champanhe e muito oba-oba. Essa emissora vem ao mundo cercada dos arcaicos e velhos escribas da imprensa tupiniquim, com certeza, nada tem há acrescentar de útil para às novas gerações. Um canal de TV se faz com jovens e idéias novas, que vem aditar um jornalismo com a cara dos jovens de hoje, que estão a margem do processo de desenvolvimento tecnológico. Essa antigüidade poderia pegar seu apoio de mão e seguir o rumo de casa, a fim de fazer companhia a dona da pensão, aquela que ficou um vida inteira pilotando um veículo que é movido a GLP. Senhores, o preconceito passa longe destas mal fadadas linhas, mas os senhores a de convir que o novo necessita ter a sua vez, isto porque a vida é como um foguete que é lançado no vazio do espaço sideral, ouvimos o ruído mas não temos noção do tempo que ele vai durar. Em suma, assisti o programa, e não ouvi nada de novo!
Eugênio Simões , Porto Alegre-RS - Músico
Enviado em 17/10/2007 às 3:08:24 PM
Independência de quem? Com certeza a Lulla News será tudo, menos independente... Por isso é que o governo petista precisa cobrar impostos acachapantes dos contribuintes: para manter o assistencialismo barato das bolsas miséria e, agora, para manter o panfleto eletrônico oficial, com jornalistas que prestaram "servicinhos" ideológicos aos novos donos do poder. Pior que os "tubarões da mídia" são os "tubarões da mídia paga com a grana do povão", os capitalistas do dinheiro alheio que utilizam os impostos dos desdentados para fazer proselitismo de um partido e garantir "carguinhos" bem remunerados. E a isto chamam, como é mesmo?, "independência"...Como diria Orwell: guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força...
Cleonice Alencar , Belo Horizonte-MG - Psicóloga/professora
Enviado em 17/10/2007 às 10:08:34 AM
Prezado Senhor Dines Gosto mto do seu Programa. Não sei como me definir em "tendências políticas": concordo com a maioria dos objetivos declarados pelas esquerdas, mas discordo da maioria dos meios e métodos utilizados. Não sou mto afeita a doutrinas e cartilhas pq prefiro combinar idéias por mim mesma e não costumo outorgar a outrem a condução dos meus pensamentos. Sempre pensei q tínhamos TV s públicas - Educativa, Cultura s, Senado,Câmara,Justiça...). Então, esta nova é Executivo! Cruvinel citou Inglaterra: lá o governo não é presidencial/personalista nem existe tamanho aparelhamento do Estado. Conselhos e Democracia Direta? Onde? Aqui no BR? Será q ela acredita mesmo? Eu, NÂO! Achei q ela estava meio "entalada". Encontrou saída retórica pq é mto competente! Penso em Hitler, Stalin, Fidel, Chaves, Ditadura/64! Comunicação e formação de opinião: que perigo! Para mim, comunicação chapa branca = horizontes negros! Roda Viva - José de Souza Martins:"... os brasileiros aprenderam a fazer análise socialista, não análise sociológica..." Perde-se, então, a possibilidade de análise crítica e da dimensão ampla da realidade, considerada por todos os seus ângulos. Não quero isto para mim nem para o meu país! Isto não é democrático! Prenda-se tudo e ainda haverá saída quando conservamos a liberdade no pensar. Estou mto apreensiva por esses objetivos obscuros! Cleonice
paulo fernando barreto lessa , palmares-PE - policial
Enviado em 16/10/2007 às 11:45:14 PM
A idéia da criação de uma televisão pública me parece excelente; porém, seria bom o governo tomar conhecimento que, infelizmente, na imensa maioria dos pobres municípios do nordeste e, acredito eu, em grande parte do Brasil, a maioria das prefeituras municipais não disponibiliza o sinal das tvs públicas para a população de baixa renda que não pode comprar uma antena parabólica. Retransmitem globo, sbt e band. Nossos políticos mesquinhos não querem que o povo desperte. Portanto, é interessante que o governo federal consiga levar o sinal da nova tv pública recém criada à casa dessa gente esquecida pelos nossos governantes municipais. Caso contrário, continuaremos do jeito que está. Um abraço a todos.
Luiz Baruck , Niteroi-RJ - Historiador
Enviado em 16/10/2007 às 11:37:40 PM
Isso é um debate ou um interrogatório? Por isso (pelo posicionamento e ênfase dos debatedores, não pelo programa O.I.) é que se fazem tão urgentes mais meios realmente isentos e com um mínimo de profundidade. Hoje, para a "opinião públicada" do Brasil, parece que tudo que vem do Estado é necessariamente ruim e danoso. Voltamos aos mesmos tabus maniqueístas dos anos 60 e 70.
Carlos Henrique Pereira Pereira , Goiânia-GO - Economista
Enviado em 16/10/2007 às 11:31:04 PM
O nosso presidente não estaria tentado em transformar nosso pais em mais uma republiqueta latino americana , Estaria preparando terreno para o controle da mídia e depois implantar um estado lulista
wanderley p.ligero , SAO BERNARDO DO CAMPO-SP - autonomo
Enviado em 16/10/2007 às 11:29:42 PM
perdoem-me mas a justificatica da necessidade, tá parecendo ser por inveja. todos os países da Europa tem por que nós não temos? E como a empresa Oi patrocina voces, to achando muito branda a colocação de voces. pela resposta que ela ta dando agora 23.30H sobre os investimentos é realmente uma TV de lavagem cerebral de tudo quanto for gente que for assistir.
Ivan Barbin , Tambaú-SP - advogado
Enviado em 16/10/2007 às 11:25:14 PM
Tereza, considerando seu prestígio profissional, se a TV Pública passar a ser porta voz do Governo Federal, você terá iniciativa de pedir demissão da direção?
Antonio Sergio de Jesus Jesus , São Vicente-SP - aposentado
Enviado em 16/10/2007 às 11:22:51 PM
NO programa que está indo ao ar neste momento, entrevistando a Tereza Gruvinel, gostaria de perguntar, porque na composição do conselho da TV Pública, o governo nomeou a maioria dos conselheiros (ou todos), não respeitou assim a PARIDADE . Se assim o fizesse a sociedade estaria ali representada tornando esse processo bem mais democrático. Abraço a todos.
Cristiano Ramos , Recife-PE - jornalista
Enviado em 16/10/2007 às 11:19:44 PM
Ao mesmo tempo que está se criando uma nova TV, as emissoras federais universitárias há anos, governo após governo, vêm sendo abandonadas e deterioradas pela falta de recurso. Falando de investimentos, e não apenas de espaço na grade para o local, vai sobrar alguma fatia do bolo para apoiar as demais emissoras, ou agora somos todas apenas potenciais filiais? Cristiano Ramos - produtor e apresentador da TV Universitária, pertencente à Rede Pública de Televisão.
wanderley p.ligero , são bernardo do campo-SP - autonomo
Enviado em 16/10/2007 às 11:18:53 PM
desculpe a minha ignorancia. mas já que tem a TVE e a TVCultura. pra que uma TVpublica. eu já paguei as duas. por que devo pagar a terceira. Se a questão é rede, è so fazer a TVE virar rede. Agora a saude tá um desastre. As rodovias estão outro desastre, a aviação tá um desastre, a escola tá um desastre, a segurança ta um desastre, por que eu tenho que pagar uma nova TV que forçosamente mais cedo ou mais tarde vai se tornar comercial, pois senão for vai virar o maior comedor de dinheiro publico com já foram várias empresas. assim não tenha a menor pretensão em apoiar esse tipo de ação governamental e por decreto. gostari de receber uma resposta.
José Nennes , Rio de Janeiro-RJ - jornalista
Enviado em 16/10/2007 às 11:13:26 PM
Como será o processo de contratação das equipes da TV Brasil. Haverá edital?
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