ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 462 - 24/11/2009
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RANKING DA EDUCAÇÃO
Mídia não veste a carapuça

Por Alberto Dines em 6/12/2007

Comentário para o programa radiofônico do OI, 6/12/2007

A culpa é sempre dos outros, a mídia nunca veste a carapuça. Na quarta-feira (5/12), os jornalões espernearam contra o baixo desempenho de nossos alunos no ranking internacional de compreensão de leitura. Todos, sem exceção, caíram em cima das autoridades estaduais ou federais da área da educação.

O Estado de S.Paulo, seguindo a paranóia privatista, chegou a aventar a hipótese de que um ranking só com alunos da rede privada deixaria o país em 27º lugar, e não na vexatória 49º posição do conjunto de escolas.

A mídia não teria uma parcela de responsabilidade na incapacidade de nossas crianças e jovens em entender o que lêem? Alguém já abriu o Globinho, o Estadinho e a Folhinha, cadernos infantis dos sábados, para verificar a qualidade dos seus textos? E a Folhateen, das segundas-feiras, estimula os adolescentes a refletir sobre o que lêem ou é apenas uma convocação para modismos e consumismo juvenis?

A imprensa é uma importante ferramenta de fomento de leitura – o desleixo e a pobreza de seus textos vão aparecer lá adiante, na sala de aula. Conviria que treinasse um mea-culpa.

Comentários (33)
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Filipe Fonseca , Rio de Janeiro-RJ - Funcionário Público
Enviado em 10/12/2007 às 3:21:28 PM
O comentário do Thiago Conceição é exemplar: o sujeito reclama do argumento do Dines, para em seguida reforçá-lo. A tal "cultura imbecilizada" a que ele se refere, afinal, é a própria mídia. Sensacional!
eustáquio fernandes , bh-MG - professor
Enviado em 9/12/2007 às 4:25:45 PM
Acompanhando o noticiário vi que o salário para alguém que entre hoje na Polícia Rodoviária Federal seria de 5.500 reais (comparem com o piso estabelecido pelo Lula: 800 reais). Depois, ainda, vi uma comparação com os salários dos professores da Finlândia (ao que disseram os professores por lá ganham como os juíses). Bate até uma depressão. A questão é priorizar a coisa certa. Priorizamos por aqui o quê? Num país estadólatra como o nosso e ao mesmo tempo patrimonialista e nada meritocrático, CORPORAÇÕES ESTATAIS FORTES puxam seus salários para o alto. Demais servidores públicos, corporações fracas, se contentam com salários não monetários, como estabilidade, institutos de previdência e assistência média (IPSEMG aqui em Minas). O resto do povo que se lixe. Acontece que as corporações fracas querem ser fortes. Daí as greves... O melhor seria implantar planos de carreiras justos que considerem o mérito do servidor. Mas isto nem as corporações fortes e fracas querem... O país tem que escolher suas prioridades e dar excelência à sua máquina estatal, que para isto tem que ser enxuta... Mas isto as coorporações se somam às esquerdas para rejeitar...
eustáquio fernandes , bh-MG - professor
Enviado em 8/12/2007 às 3:42:31 PM
Vê-se pelos comentários que estamos perdidos. Cada um aponta para um lado e atira. O piso para o salário do professor estabelecido pelo governo Lula é de 800 reais por quarenta horas de trabalho por semana. Conseguirá com este salário contratar as melhores cabeças? Continuamos pensando como o Newton Cardoso, ex-governador de Minas que disse: "Professor é como sal, é essencial mas tem que ser barato." Educação boa é a que educa para a liberdade e para a ciência , não a capitalista ou a socialista, a particular ou a pública. Erramos feio no diagnóstico, nas alternativas oferecidas e até na crítica. Comentaristas vem até este site e criticam privatizações, criticam o liberalismo e apontam o quê como solução: estatizar mais ainda? a educação dogmática à moda cubana ou da Coréia do Norte? Gente vamos cair na real: educação que funcionou não foi da da Coréia do Norte, foi sim a da Coréia do Sul. Temos que adaptar modelos de sucesso pelo mundo, que formem cidadãos leitores, cientistas e técnicos competentes. E não modelos que ensinam como o socialismo é perfeito, ou sistema em que acaba a aula de matemática e começa a de Marxismo... Educação, ciência, tecnologia, progresso material, tudo isto é fruto da modernidade que tem como apanágio o racionalismo: temos que buscar o que é mais racional, funcional e emancipatório do homem o resto é sonho e às vezes pesadelo!
Sérgio Luiz do Prado , SBC-SP - Professor
Enviado em 7/12/2007 às 8:57:23 AM
Ah, pois é... A despeito das críticas que o texto sofreu nos comentários anteriores, está aí! Especialmente no trecho "... estimula os adolescentes a refletir sobre o que lêem ou é apenas uma convocação para modismos e consumismo juvenis?", chega-se bem perto de uma das causas reais do problema, embora oS governoS, independente da plumagem ideológica, tenham, sim, muita responsabilidade - ou culpa. Remeto ao meu texto, publicado aqui mesmo no Observatorio, há pouco menos de 1 mês (http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=459DAC001) que aborda sobre a verdade e sobre responsabilidades referentes a educação pública. Professores têm culpa, sim. Principalmente no que se refere ao silêncio e à submissão. Só que críticas à sua formação e qualificação são insensatas, burras, infantis, inconseqüentes. Final de ano, chegamos na época de pressões, ameaças e chantagens têm início com a finalidade de aprovar alunos, seja na 4a e na 8a série/ano (finais de ciclo, onde o desempenho reprova) ou nas demais séries/anos, quando o aluno pode ser reprovado pela freqüência mas, mesmo assim, querem que os "empurremos" adiante, pela glória das estatísticas. Aí vem uma prova para rankings internacionais e acontece isso! Mas a responsabilidade sobre educação não está somente dentro da escola, não. Depende - e muito - do que a sociedade valoriza para a vida.
Werner Piana , BHZ-MG - Md Rad
Enviado em 7/12/2007 às 8:09:58 AM
Correto, Dines. A maior "vidraça nacional, a grande imprensa , só sabe atirar pedras - apesar de ter os meios para, muitas vezes, participar efetivamente de melhorias, como no caso citado pelo sr. aqui.
Fernando Schweitzer de Oliveira , Florianópolis-SC - Aror Não Global, Diretor Teatral e Jornalista
Enviado em 7/12/2007 às 8:07:57 AM
Carlos Henrique, só uma correção... Leonel Brixola no estado do Rio construiu 7889mCieps de ensino integral, que foram sucateados posteriormente por Franco Montoro e Marcelo Alencar... Diziam à época que era desperdício de dinheiro público manter as crianças "trancadas na escola" o dia todo, creio que preferiram entregá-las aos cuidados do tráfico!
David Almeida Almeida , Manaus-AM - Ator(...)
Enviado em 6/12/2007 às 10:01:46 PM
Com todo respeito, para jogar pedra nos outros não precisa fazer faculdade. É perda de tempo. Basta um dia debaixo de uma mangueira se exercitando e pronto, a mira está aprumada. No dia em que em que a mídia, realmente, interpretar o seu papel e mostrar todo o seu poder, tornarse-a peça fundamental para a ajuda da llibertação dos pensamentos. Como está agora só encherá de excremento, a cabeça daqueles, que batem palmas para se alimentar do que sobrou da festa de ontem na corte.
Geofrey Santos , São Paulo-SP - Analista TI
Enviado em 6/12/2007 às 9:26:07 PM
O comentário de Thiago Conceição só comprova o que Dines escreveu e o ranking confirmou: o brasileiro não sabe ler!!! Além de não entender nada do texto ainda desfiou o rosário do já batidíssimo perigo vermelho!!!É leitor de um assunto só (o tipo mais perigoso), que beira a paranóia: o anticomunismo. Ele acredita piamente nos extremamente mal escritos e primários artigos do mídia sem máscara (reduto de militares rançosos e dublê de intelectual - Olavo de Carvalho) , para quem até a Madre Tereza foi comunista!!! É gente que engole sem mastigar.
Wilon  Sobral , Caruaru-PE - tentando ser um pequeno produtor rural
Enviado em 6/12/2007 às 9:20:34 PM
É impressionante a "cara de pau da grande mídia! Meu deus do céu! Será que só vamos conseguir reverter esse quadro daqui a cem anos? Não,não não! Eu ainda quero estar vivo pra ver esse momento! Pra gritar de alegria, e poder dizer viva viva viva o povo brasileiro! Um forte abraço a todos cheio de energia positiva.
CLAUDIO OLIVEIRA , GAMA-DF - BIBLIOTECARIO
Enviado em 6/12/2007 às 8:57:16 PM
Se formos fazer uma análise do que é escrito na imprensa, poderemos chegar à conclusão que ela não é responsável pelo baixo desempenho dos alunos brasileiros. Pelo contrário: ela é vítima do sistema educacional. Forma jornalistas comprometidos com a informação e a notícia, requer um sistema educacional excelente e que não esteja interessado apenas em colocar um aluno no mercado de trabalho, mas que tenha compromisso com a sua formação humana. Culpar esses mesmos profissionais seria culpar a vítima por está no lugar errado e na hora errada.
Miro Junior , Brasilia-DF - analista
Enviado em 6/12/2007 às 8:56:09 PM
A solução é simples e cristalina. Basta implantar o modelo de aprovação automática do PSDB nesta tal pesquisa!
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TST
Enviado em 6/12/2007 às 7:33:01 PM
Temos um ser supremo que destila toda a sua "sabedoria" direitista sobre a ralé esquerdistafrenica, segundo o "DEUS" absoluto da verdade verdadeira de sua mente desconectada da realidade atual, a educação é um problema somente dos pais. Ledo engano, a educação é responsabilidade de todos, viemos à este mundo com o único abojetivo de aprendermos um com os outros e vice-versa. Portanto, propiciar boas escolas com qualidade de ensino envolve governantes, sociedade, pais e agregados. O dinheiro que hoje é investido nesse sistema de ensino manco sai do bolso de todos nós, ou não? Pôr isso, quando tivermos um ensino de qualidade, com certeza, teremos uma sociedade mais humana e civilizada, como também teremos uma nação de verdade, real e para todos, não somente para uma meia dúzia de privilegiados. Senhor quando for escrever algo, não faça pôr impulso, muito menos com o rancor que domina seu pouco q)uem i)ndicou.
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TST
Enviado em 6/12/2007 às 5:58:49 PM
A mídia nacional não só veste, como também usa incessantemente a carapuça. Trata-se de uma mídia capitalista, que no cotidiano só tem caneta para escrever sobre os feitos e defeitos da fina flor econômica e política que circulam livre, leve e solto pelos corredores da corrupção nacional. Quanto aos meios de comunicação, somente escreve ou fala do pobre, com assuntos que estão relacionados com a criminalidade e nada mais. Portanto, existe uma mídia bajuladora dos capitalistas, pois trata-se de órgãos vinculados a mesma elite da safadice.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 6/12/2007 às 5:52:12 PM
Meu Deus do céu, quanta abobrinha! Tanto do autor do artigo quanto da seqüência de comentários. Desde quando é responsabilidade da imprensa educar as crianças? Nunca! O autor só deu corda para os bolivarianos que já não precisam de muita razão para tentar calar a imprensa. A escola tem apenas uma parte da responsabilidade, a outra fica com a família e outra ainda com o próprio indivíduo. No Brasil a maior parte acredita que estudo é coisa de idiotas ou, na melhor das hipóteses, acredita que é algo puramente mecânico para se aprender uma profissão e nada mais. Enquanto a cultura da imbecilidade reinar o Brasil vai ficar para trás. Como mudar a cultura da imbecilidade? Promovendo valores sadios e não funks e batucadas, promovendo a meritocracia sem "pobrismo", esquerdismo ou apadrinhamentos, promovendo o invidualismo, etc. A performance dos alunos do Brasil é conseqüência da cultura porca e esquerdizada que temos. Para ver como é triste o estado atual do Brasil basta ler os comentários daqui. Não há um pingo de raciocínio, mas apenas repetição de palavras de ordem e outras baboseiras ideológicas de pessoas adestradas a não pensar.
Fernando Pinto , São Paulo-SP - jornalista aposentado
Enviado em 6/12/2007 às 5:50:15 PM
Os jornais não têm o menor apreço pela norma culta. São inúmeros os erros diários de grafia,concordância e regência. Isso é feio, pois esses veículos são fiscais ferozes dos deslizes de Lula. Deveriam criar aulas de normas gramaticais em cada editoria. Lacerda escrevia bem.
Eduardo Schiavoni , Franca-SP - Jornalista
Enviado em 6/12/2007 às 5:26:56 PM
O grande Dines pisou, e feio, na bola. A culpa da má-educação é, sem dúvida alguma, dos governos. São eles os responsáveis - ou ao menos deveriam ser - por formar cidadãos com nível educacional ao menos suficiente para entender um texto. A imprensa tem o pape de informar. Sabe-se hoje que o texto informativo é diferente do texto literário (embora o chamado joanlismo literário seja sensacional). Colocar a culpa na imprensa, ao todo ou em parte, parece uma forçada de barra muito além do recomendável. O mau desempenho dos rankings não é resultado - nem na ínfima parte - de textos desinteressantes em suplementos destinado a crianças. Os maus resultados acontecem porque o sistema educacional, que deveria ensinar as pessoas a habilidade da leitura (incluído aqui o entendimento do texto)) forma, seguidamente, analfabetos. Esses, meu caro Dines, não compram jornais. O argumento de Dines esgota-se mais ainda quando falamos de literatura. No País, temos excelentes escritores, em especial alguns de literatura infantil, como a grande Ana Maria Machado. Não consta que livros deste tipo - que estão disponíveis para empréstimo de graça na maioria das cidades - tenham aumentado o índice de leitura do povo brasileiro.
Marcos Simões , São Vicente-SP - Policial Militar
Enviado em 6/12/2007 às 5:08:42 PM
Dines, vamos desenterrar os cadáveres sepultados vivos. Comece pelo caso Banestado (estima-se que 250 bilhões de dólares foram enviados, de forma fraudulenta e criminosa, aos paraísos fiscais, via EUA - a maior lavandeira de dinheiro escuso do mundo). Junto a essa operação lesa-pátria vieram as privatizações dos chamados serviços públicos (saúde, energia, telefonia - tudo dominado pelas ANAS, sangradoras dos bolsos brasileiros). Se a educação pública fosse de qualidade não precisaria de escolas particulares. Assim seria com a saúde e os planos privados. A telefonia, campeã de reclamações nos Procons, esfola o trabalhador com um serviço de péssima qualidade, mas com preços irreais. Ora, pode-se encaminhar um PIB para essas áreas que elas, mesmo assim, serão deficitárias. Faz parte do plano macabro iniciado pelos tucanos. Vendeu-se (doou-se) quase tudo em nome do estado mínimo. Deixou-se o brasileiro comum com um mínimo em tudo. Você conhece a verdade. Fala-se à boca pequena que muitos jornaLISTAS figuram no rol do Banestado/Araucária. Vamos lá, Dines, seja o arauto da moralidade. Recupere a sua história.
Carlos Henrique , Florianópolis-SC - Analista de Sistemas
Enviado em 6/12/2007 às 4:58:41 PM
Ao invés de culpar governos estaduais e federais, seria mais interessante que a grande mídia tivesse iniciado uma discussão acerca de propostas que nos permitissem mudar essa situação. O piso nacional para os professores foi uma conquista, ainda que seu valor seja insuficiente. Educação em período integral é outra proposta com potencial transformador que nunca foi largamente aplicada. Finalmente, sugiro um compromisso ético por parte de nossos governantes, por meio do qual eles se comprometeriam a somente fazer uso dos serviços públicos oferecidos pelos governos, seja na educação, saúde ou segurança. Se os filhos e netos de nossos senadores estivessem na escola pública, a realidade dela seria completamente diferente, tenho certeza disso.
Fernando Schweitzer de Oliveira , Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral e Jornalista
Enviado em 6/12/2007 às 4:38:21 PM
É culpa do Governo não investir, mas onde está a mea culpa dos que se dizem cidadão e compactuam com esse sistema de governo e de Educação capitalçista privatizador, que surgiu em 1964? Ensino capitalista, mentes burras e capitalistas!
Yuhka Guimarães , Goiânia-GO - Analista de sistemas
Enviado em 6/12/2007 às 4:37:32 PM
A mídia nunca tem culpa de nada, ela, atualmente, só serve de pretexto para os EUA interferirem nos assuntos internos dos países e tentar influenciar seus cidadãos. A mídia tambem não teve culpa na participação da RCTV, uma agência americana disfarçada de emissora, que tramou com a direita do país um golpe contra um presidente legitimamente eleito pela maioria dos eleitores!!!
manoel messias silva , são paulo-SP - consultor em vendas
Enviado em 6/12/2007 às 4:29:55 PM
Parabéns!! É com satisfação que vejo alguém criticar "deus" (imprensa), que acha que pode fazer o que quiser contra tudo e contra todos. Que está acima do bem e do mal. Isso mostra que as coisas estão mudando, lentamente, mas está. Quando o povo aprender a não acreditar em tudo que se fala na imprensa, esse país dará um grande salto de qualidade. Emissoras de televisão são empresas. Jornais escritos são empresas. Revistas são empresas. Emissoras de rádio são empresas...defendendo acima de tudo, seus interesses financeiros e políticos. muitas vezes, sem ética, sem, sem conteúdo, sem a verdade. Mais uma vez, parabéns!!
Zulcy  Borges , Itajubá-MG - jornalista
Enviado em 6/12/2007 às 3:44:41 PM
Já estava tarde para alguém observar a incipiência didática, pedagógica, da imprensa e por extensão rádios e televisões nacionais. Quem realmente, criança, adolescente, se interessa ou sente-se estimulado a ler o9 que é produzido pelos senhores da mídia naciobnal? Ainda bem que nasci e vivi em outra época, onde existia imprensa alternativa.
Edmilson Fidelis , Belo Horizonte-MG - Analista de sistemas
Enviado em 6/12/2007 às 2:51:09 PM
A culpa é sempre do governo. Sempre será. É mais fácil para todos não ter nada com problema. É mais fácil ainda para alguns simplesmente ignorar as coisas ruins do páis. Se não houvessem pobres no Brasil seríamos o país mais rico do mundo.
Avelino de Oliveira , Sorocaba-SP - Professor
Enviado em 6/12/2007 às 2:25:14 PM
Caro AD Os jornais citados, representam e escrevem para uma oligarquia ou seus seguidores, acreditando-se donos da opinião pública, a Educação assim, como os recursos naturais, deveria ser tratado como Segurança Nacional, o seu desmantelamento, seguido por inúmeros governos, tem sido escondido pelos meios de comunicação, que tem outros interesses, inclusive esse, por isso perde assinantes, alguns por não aceitarem a manipulação e outros por naõ se interessarem por leituras. Acreditei por um tempo, que o Ministro da Educação, chamaria todos Secretários para fazer um arrastão na Educação, colocando-a no lugar que merece, indo contra os interesses dessa oligarquia, mas não aconteceu. Aqui há um jogo de quem é o culpado, se é o município, o estado ou o federal, direita e esquerda reclamam, ambas se acusam, mas a destruição continua. Alguém consegue imaginar o direito de faltar 250 aula por ano, de um total de 1000 e ainda passar para a série seguinte?! De alunos que passam automaticamente, pelo simples comparecimento a escola, como acontece da 5ª a 7 ª série?! Paro por aqui. Saudações
Cesar Lenzi , Jaraguá do Sul-SC - advogado
Enviado em 6/12/2007 às 2:08:24 PM
Como previsto, o mensalão tucano que a mídia tentou circunscrever à Minas Gerais denominando-o de "mensalão mineiro" desinflou rapidamente. O "modus operandi" engendrado pelos tucanos na operacionalizaçao do caixa 2 em 1998 inspirou alguns petistas que adotaram a mesma prática a partir de 2003. O ilícito petista foi objeto de intensa investigação parlamentar e massacrante destaque na mídia. Até hoje ouve-se e le-se sobre a "quadrilha" de petistas. Contudo, a descoberta do ilícito ornito-ranfastídico rapitamente desapareceu das manchetes. Até este Observatório "esqueceu" do assunto.
josé nogueira , São Bernardo do Campo-SP - funconário público
Enviado em 6/12/2007 às 1:52:56 PM
A despeito dos suplementos infantis e juvenis dos jornais terem todos os defeitos apontados pela reportagem, acho que a responsabilidade sobre a educação dos alunos é da escola. Em minha opinião, apesar de vários defeitos da imprensa, desta vez a crítica às autoridades municipais, estaduais e federais, no que se refere a educação é correta.
Eduardo  Vieira , Rio de Janeiro-RJ - Analista de Sistemas
Enviado em 6/12/2007 às 1:41:49 PM
Senhor Alberto Dines, Sinceramente, fiquei pasmo de ver seu comentário. Jornais são feitos para serem lidos, e a maior preocupação do Editor é agradar ao Leitor, conseguir captar a atenção do mesmo. Não é papel do jornal educar crianças. Elas simplesmente não lerão os "Globinhos" da vida se o mesmo não a interessar. JORNAL NÃO É LIVRO DIDÁTICO. Até concordo que os governos não são os únicos culpados. Afinal de contas, os governos fazem o que precisam para serem releitos. A culpa na verdade é da sociedade como um todo, que não dá a mínima para a educação. Se desse, elegeria governantes que a priorizassem e não que priorizassem a entrega de esmolas na forma de "benefícios sociais". Aqueles que podem pagar, resolvem o problema da educação de seus filhos pagando escolas particulares. Aqueles que não podem pagar (e que deveriam ser os mais preuocupados) preferem garantir a receita através do bolsa-família. Com esse pensamento de curto-prazo, não vamos a lugar nenhum. Agora, isso não é culpa da imprensa. Me dá a imprensão que o senhor, a todo custo, quer livrar a cara do governo. Pelo menos então procure o alvo certo.
Luis  Medina , jouy en josas-IN - biologo
Enviado em 6/12/2007 às 12:55:46 PM
Este problema eh de toda imprensa e nao so dos jornais citados. Pena que esta materia nao chegue a todos os lares do Brasil.
Menjol Almeida , São Paulo-SP - Analista de Cobrança
Enviado em 6/12/2007 às 12:47:17 PM
Na impossibilidade de se culpar o presidente Lula o sr. Alberto Dines resolveu "observar" a imprensa porca. O fato é, sr. Dines, a educação oferecida pelos governos do PSDB (que o senhor recusa-se a observar) é bem pior que a educação do sr. Orestes Quércia da época em que eu fazia o colegial em escola estadual. E olha que era ruima naquela época. Pois é, 20 depois... piorou. Mas como isso não tem nada a ver com o mensalão do PT e é preciso manter o OI na TV Cultura, então vamos colocar a culpa em quem não tem nada a ver. Dines, o povo brasileiro, os usuários da educação (?) pública estão se lichando para os jornais que o senhor "observa". Tanto que esses jornais faziam campanha para Geraldo Alckmin e o povo votou no Lula. Esses jornalões e a imprensa porca como um todo estão acabando, eles não falam ao povo. Cobre das autoridades estaduais, e federais também, o descaso com a educação. Tenha um mínimo de bom senso.
Antonio Carlos Silva , Rio de Janeiro-RJ - Funcionário Público
Enviado em 6/12/2007 às 11:41:55 AM
Será que dá para acreditar nesta porca imprensa que por objetivos políticos atacava sorrateira, e virulentamente o ex Governador Leonel Brizola e o seu conceituadíssimo projeto educacional denominado CIEP ? .
DANIEL BARBOZA DE NOVAIS NOVAIS , Osasco-SP - Economista
Enviado em 6/12/2007 às 10:52:30 AM
Olá Dines, bom dia. Todos nos temos a nossa parcela de responsabilidade nisso tudo. TEMOS É QUE REFLETIR, e ver em que podemos contribuir para a mudança desse quadro. Sem dúvida, alguns conceitos tem que ser mudados e para que isso ocorra é necessario que haja muita reflexão, e muita ação, de todos os principais agentes que atuam de forma positiva e propositiva em nossa sociedade. O setor que envolve a imprensa e a mídia é um dos que precisa mais dessa reflexão, e essa mensagem precisar chegar a todos os atores dessa mudança que tanto almejamos. E o caso esta tão grave, que vários desses atores vão PRECISAR SOFRER UMA VERDADEIRA METAMORFOSE, e eu não vejo nenhum demérito nisso, muito pelo contrario. é produtivo e vai melhorar a cultura e a inteligencia de nosso povo
Fabiano  Mendes , Belo Horizonte-MG - Rep. Comercial
Enviado em 6/12/2007 às 10:30:19 AM
Dines, só para lembrar aos esquecidos de conveniência ou não, incluso aí certa mídia, que para atender a um certo requisito do FMI, o Sr. FHC baixou uma certa lei em que era proibido a tal repetência. Nas reuniões escolares, os pais eram informados que muitos alunos sabendo disso, pouco preocupavam em aprender. Está aí o resultado. O mal feito é sempre difícil de consertar. É mais uma das heranças malditas.
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TST
Enviado em 6/12/2007 às 10:07:39 AM
O bom senso diz, 27º lugar ou 49º lugar o que muda em termos de saber mais ou menos. Essa elite podre não se conforma que o Brasil é um país de quinto mundo, graças a participação nefasta dessa mesma elite nessa atual conjuntura econômica e política e, para completar essa balbúrdia em que o país se encontra, os governantes não dão a mínima para melhorar o nível de ensino no país. Para que aja uma mudança radical no ensino em geral, seja público ou privado, se faz necessário uma participação de toda a sociedade nesse processo. Que não exista preconceito e discriminação de quem quer que seja, pode parecer utópico, mas que tenha uma união de pobres, ricos, governantes, iniciativa privada e de gregos e troianos, só assim teremos condições de reverter esse quadro vergonhoso, seja no ensino público ou privado, sem distinção! Esse é o verdadeiro retrato de um Brasil abandonado e explorado pelos gananciosos de sempre!
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