ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 467 - 24/11/2009
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NOVAS MÍDIAS
Alternativas da TV aberta na era digital

Por Nelson Hoineff em 8/1/2008

Passagem de ano serve normalmente para efeitos fiscais e para que as pessoas que estejam frustradas com seus próprios desempenhos possam fazer promessas de ajustamento que jamais serão cumpridas. Mas poucos anos terão sido tão importantes quanto este que começa agora no que diz respeito à possibilidade de renovação da televisão e, mais do que isso, de toda a expressão audiovisual do país. Isso ocorre não pela troca do calendário, mas pelo extraordinário somatório de conquistas tecnológicas e mudanças de hábitos dos consumidores do produto audiovisual que acontecem neste momento.

A aposentadoria da era da televisão massiva, por exemplo, passa a ser bem visível. Demorou mais do que se esperava porque até há bem pouco tempo seria difícil imaginar a decadência um modelo de televisão aberta que já precisou de 65% ou 70% do mercado para viabilizar suas produções e chegou com freqüência a passar dos 85%. Pois "massivo", em televisão aberta brasileira, hoje quer dizer 30%.

Se Glória Maria cai do Fantástico porque o programa despencou para 21%, a culpa obviamente não é da apresentadora, nem de qualquer outra pessoa que esteja construindo a atração. A culpa é dos novos tempos. O programa já flutuou acima dos 70%, mas isso não tornará a acontecer, simplesmente porque o mundo mudou. São novos tempos irreversíveis em que o público procura outras alternativas para ver televisão, mas sobretudo sai em busca de alternativas mais modernas à própria televisão.

Isso é muito bom para a sociedade. A televisão está colhendo o que plantou – e 2008 será um ano de grandes colheitas. O mote de que o público é burro e o conteúdo que lhe é ofertado tem que ser nivelado por baixo não encontra respaldo em qualquer dado científico. Ele é agressivo, estúpido, pernicioso e preconceituoso em relação a toda a sociedade. No Brasil, preconceito contra raça, cor, sexo ou religião pode levar o ofensor à cadeia. Mas preconceito que engloba tudo isso, não. Durante muitos anos, a televisão se viu livre para afirmar que público é gado – e induziu sua audiência a agir como tal, livrando-se de qualquer traço de auto-estima.

Foto no museu

O espectador tornou-se mesmo robotizado, incapaz de exprimir seu gosto porque o que ele conhecia da televisão era o que a televisão lhe ofertava. O que o meio espelhava não era a sociedade que estava fora dos estúdios, mas os construtores da programação, que estavam dentro deles. A burrice que justificava o baixo nível, enfim, não estava em quem via televisão, e sim em quem a fazia.

Mas a internet começou a mudar tudo. Sugeriu a possibilidade de outras opções. Tornou possível ao usuário buscar o que ele desejava, e não ser obrigado a seguir um cardápio estupidificante. Em menos de dez anos, criou uma sociedade mais informada que qualquer outra no passado. Abriu a possibilidade de novas gerações exigirem alguma coisa da mídia que estão consumindo, em vez de se deixarem levar, passivamente, para um processo de lobotomia.

Os jovens caíram fora da televisão, tal como a conhecemos hoje, e os filhos desses jovens vão um dia lhes agradecer por isso. A síndrome da cauda longa se confirmou e a sociedade cada vez mais busca a sua praia. A televisão, que por tanto tempo tratou seu público como um bando de otários, vê-se agora na contingência de ser ela mesma a otária dos novos tempos. Se neste instante for feita uma fotografia do que ela oferece a esse público, essa foto estará em breve estampada num museu, servindo para que as novas gerações riam um pouco e debochem da ingenuidade de seus pais.

A garotada que não é gado

Uma forma de transferir responsabilidades é agarrar-se à idéia de que a TV detém ainda o monopólio da produção audiovisual e insistir que as teles, por exemplo, cometem crime ao seguir este caminho. Esta é a segunda grande transformação que os próximos dias nos reservam. Produzir e difundir audiovisual não é mais privilégio de ninguém. Imaginar que seja equivale a dizer-se capaz de impedir a tempestade.

A tempestade da web TV, aliás, é a terceira das grandes transformações que o brasileiro estará experimentando em sua nova relação com a produção audiovisual. A TV que vinha pelo ar, pelo cabo ou por satélite já está em cada computador. Não é, a rigor, a mesma TV. São mais de 3 mil canais, que muito em breve serão 30 mil, que cada usuário pode acessar agora mesmo. Quem tem banda larga de 1 MB vendida no Brasil vai achar que a qualidade não é perfeita. Mas na Europa, no Japão e nos EUA a oferta desses serviços está hoje em mais de 20 MB. A imagem que vem pela rede em nada difere da que vem por qualquer dos caminhos que morrem no receptor de TV.

A TV por protocolo internet, aliás, não vem apenas pela web. Vem também pela linha telefônica, através dos serviços de IPTV, que vão tirar proveito da grande capilaridade montada pelos provedores de telefonia fixa. Caberá a eles, é claro, decidir se irão repicar o que a TV tem sugerido a seu público – ou se olharão para a garotada mais esperta, mais informada, que decidiu não ser gado e ir atrás da sua turma.

Entre os instrumentos que poderão encorajar mecanismos mais modernos do usuário se relacionar com o produto audiovisual que consome, vão entrar agora as modificações na estrutura da TV por assinatura no país. Tal coisa é devida à sociedade desde que a TV por assinatura se instalou no país, há 16 anos. A votação do PL 29/2007 ficou para 2008, ano em que terão início também as discussões para uma nova lei de comunicação de massa. O relator Jorge Bittar (PT-RJ) apresentará em fevereiro o substitutivo final a esse PL, que poderá sofrer mais de 100 emendas. É inevitável, porém, que tanto as programadoras quanto as operadoras tenham que assumir compromissos com a produção audiovisual brasileira, coisa da qual sempre estiveram livres.

O projeto prevê cotas para a produção nacional (50% em canais brasileiros, 10% em canais estrangeiros), o que pode ser aprimorado fazendo-se o que há muito deveria ter sido feito: estendendo-se cotas para o volume total de programação ofertado pela operadora.

Procurando quem fale sua língua

A ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) reagiu, sustentando que o público vai pagar pelo que não quer ver. Contudo, isso é precisamente o que acontece agora. A TV por assinatura no Brasil teve um desempenho pífio nesse tempo todo (acaba de atingir os 5 milhões de assinantes) justamente por ter sido montada tendo as operadoras como núcleo, e não os produtores de conteúdo.

O fato é que o público, quanto mais jovem for, menos gostará que lhe digam o que ele deve ver e mais buscará seus nichos de interesse. Nesse particular, a TV aberta brasileira se comporta hoje como um perfeito débil mental. É o Tio Sukita de toda uma geração que optou pelo iPod, pelo UGC, que foi explorar a cauda longa.

Esta geração já não acha que tem que ver a mesma novela para se sentir parte da sociedade. O que ela acredita é que ver a mesma coisa que todo mundo é mico, que a sua participação na sociedade consiste em ir atrás do que lhe parece melhor, mais afinado com os seus gostos e os seus princípios.

Se alguém a trata como retardada mental, ela simplesmente vira as costas e vai procurar quem fale a sua língua. Há quatro anos, 70% dos brasileiros não tinham essa possibilidade. Hoje são 20%. Antes que 2008 acabe, serão muito menos.

Agora, a televisão brasileira tem duas alternativas. A primeira é mudar radicalmente para trazer de volta um público que se tornou muitíssimo mais qualificado. A outra é definhar na pasmaceira enquanto os outros meios ocupam o seu lugar.

Comentários (18)
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Gilberto  Bombardieri , Lages-SC - Jornalista
Enviado em 14/1/2008 às 6:15:19 PM
Excelente comentário. Faltou apenas acrescentar que na busca por novas alternativas existe mais um elemento novo: o público cada vez maior que não quer mais ser editado, mas ser editor. E a internet oferece essa possibilidade. Se é caminho para que a inteligência prevaleça é outra história, mas que há um avanço no sentido da participação do público não apenas na condição de consumidor, isso com certeza. É um passo adiante. O óleo no final de toda essa fritura vai mostrar os enganos que fatalmente serão registrados.
César Dorneles , Porto Alegre-RS - Professor
Enviado em 13/1/2008 às 5:32:55 PM
Penso que o destino da TV tal como conhecemos será metamorfosear-se em algo que será uma mistura de tv, internet e rádio - num só aparelho. Anunciaram-se a morte do rádio e do cinema e eles estão aí, adaptados a uma nova realidade. Quanto à imprensa escrita, bem, essa sim, não vejo muito futuro, pelo menos no que toca à diária.
EDUARDO  OLIVEIRA (23 anos) , São Paulo-SP - Supervisor de Vendas
Enviado em 13/1/2008 às 10:38:57 AM
Caro Sr. Nelson Hoineff, definitivamente você escreveu o que passa no inconciente de toda população. Em contato com o varejo percebe-se a anciedade de pessoas que eram até em tão gado, a serem mais exigentes. Cada vez mais comum você ver pessoas indo a Lan houses em áreas periféricas para buscar outro tipo de cultura daquela apresentada pelos programas padronizados. Falo de Blogs, configurações de carros, pc, ou até mesmo de pessoas que já tiveram uma doença parecida. O que quero dizer, é que os poucos canais que a massa tem acesso, (canais abertos), não são suficientes ou são fracos de conteúdo eclético para tanta individualidade. Acredito que o atalho ou o desvio seja mesmo outras mídias. Porém, o que mais aflige um jovem hoje, é não conseguir conversar com seus pais sobre o que ele acabou de descobrir na Internet. Fazendo destes outros canais de midia, verdadeiras sociedades anonimas. Um problema que essa geração (a minha) não terá como as anteriores, será essa facilidade de conhecimento em participar do desenvolvimento.
Marcos Chaves , BH-MG - Autonomo
Enviado em 12/1/2008 às 4:06:14 PM
Excelente nota.
Carlos Martins , Rio de Janeiro-RJ - Economista
Enviado em 12/1/2008 às 3:53:44 PM
Meu caro Nelson, você continua viajando na maionese "high-tech". Quantas pessoas, vá lá, famílias, podem pagar R$ 100 ou mais por mês por uma conexão banda-larga minimamente decente, num mercado oligopolizado entre "teles" e Metástase? Sei, sei, os blogs, o YouTube, o diabo a quatro. Ora, a própria multiplicidade lhes dilui o impacto: quantos "acessos" são necessários para equivaler a trinta segundos de BBB? O que sai no "ciberespaço" só "repercute" se tiver, dirta ou indiretamente, resplado da grandimprensa. O que você vê as pessoas discutindo no boteco, na feira, no suoermercado, na fila do banco, o filho da Benazir ou a "dança do poste" da novela das nove? O que "pauta" a própria mídia, não é em grande parte o JN? Caia na real, meu caro; e não duvide por um momento que a solerte e mentirosa campanha da ABTA vá derrubar o PL 29/2007, com o pressuroso concurso dos "formadores de opinião". Foi assim com o Conselho de Jornalismo, por que seria diferente agora? Quanto à TV digital, volto a bater na mesma tecla: não vai "democratizar" coisa alguma, será apenas "mais do mesmo", com a propalada "iteratividade" transformando toda a programação, mais ainda do que já é, num incessante "infomercial": aponte, clique, compre.
Otávio Santos , Sobral-CE - Psicólogo
Enviado em 12/1/2008 às 1:37:42 PM
O texto do Nelson é desprovido de parâmetros que esclareçam a aproximação da verdade das afirmações que faz. As estimativas generalizantes só satisfaz aos crentes e aos adeptos. Acredito que esse modelo de TV deve cair muito, e mudar consideravelmente a sua realidade. Assim como a TV não acabou com o rádio. As pessoas que moram em capitais ou em cidades grandes imaginam que a realidade do Brasil seja a mesma em toda parte. Aqui no interior do Ceará, em uma cidade de 155 mil habitantes encontramos de tudo: desde pessoas que escutam rádio AM ou FM, em radinhos de pilha, (que não são poucos), e outros que têm TV à cabo, mas assistem sistematicamente novelas, e BBB´s em sua TV de LCD de 42 polegadas. (Esses são poucos). A TV como conhecemos vai sobreviver. Talvez mude de mídia. Mas isso vai depender ainda de muito investimento em infraestrutura de comunicação. Alguém saberia estimar em quanto tempo a população brasileira vai ter 20MG de conecção de rede?
Lucas Artur , Paiva-MG - estudante
Enviado em 10/1/2008 às 9:48:46 PM
Por que será que justamente neste horário eu estou aqui comentando sobre Tv? Por que a Tv brasileira nos ultimos anos se tornou um lixo acumulativo de novelas que falam a mesma coisa. Com uma tv que dita os padrões que as outras vão seguir. Meu Deus! É só ligar a Tv nesse horário que fica comprovado o que que estou escrevendo aqui. As vezes penso que o Brasisl é uma ficção da Tv Globo... A internet veio pra fica. Não! veio pra domina mesmo. o Brasil é hoje o terceiro maior mecado de PCs do mundo, quer mais o que?. É fatO.
Fernando Schweitzer de Oliveira , Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
Enviado em 10/1/2008 às 9:01:36 PM
O que mudou foi o critério do que é felicidade. Final feliz? Pois bem... O final feliz antigamente ou na antiguidade era ter moral e mesmo assim vencer obstáculos. Na modernidade é apenas vencer obstáculos. E entenda por obstáculos qualquer coisa que atravesse o caminho seu. E vencer na atualidade nada mais é do que fazer qualquer coisa, mesmo sem ética, moral ou respeito ao próximo para ser o maioral... É... Hoje Édipo não arrancaria os olhos no ato final, mas sim arrancaria os olhos dos que viram o seu ato incestuoso e estaria na capa da Folha: "Filho casa-se com a mãe após matar o pai, e elimina testemunhas!
Ednei Roberto , Angatuba-SP - Estudante
Enviado em 10/1/2008 às 9:20:13 AM
Gente! Quanto ódio no coração. As mudanças são fatos. As adaptações são necessidades. A vida é isso. Em cada época, uma realidade. Vivida de acordo com aquilo que acontece na sociedade naquele momento. Não comparem essas coisas. Fica parecendo meu avô dizendo" Na minha época..." O que passou é experiência, o que existe é referência e o que virá é seqüência. A Internet tá aqui (ou nós estamos nela), é um fato. As opções aumentam a cada dia, fato. Aquele que fecha os olhos às mudanças, fica para trás. A TV (Aberta ou Fechada) é o cachorro prestes a cair do caminhão. E a novela, acreditem, ainda tem final feliz... Fim.
Fernando Schweitzer de Oliveira , Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
Enviado em 10/1/2008 às 2:18:23 AM
Naquela época O Fino da Bossa era líder de audiência...Olhe o conteúdo das letras, hoje não seria assimilado nem pelo FHC... coloque o calípso com aquele repertório no horário nobre vai dar traço. E o povo vai dizer, po esse repertório novo do calipso é ruim né... Hoje vivemos uma inversão de valores. A média geral de ignorantes em todas as classes sociais hoje é infinitamente maior. O que tem de tão bom na TV a Cabo? Heroes? Quer me chamar de idiota diz na minha cara, não fique sussurrando a boca miúda!
Rodrigo Barbosa , Belo Horizonte-MG - Estudante
Enviado em 9/1/2008 às 2:40:01 PM
Sobre o comentário do Fernando Schweitzer de SC. Não consegui compreender sua comparação aos jovens (óbviamente da elite educacional) dos anos 70 com os jovens da grande massa popular de hoje em dia (e afinal de contas, o povão é o verdadeiro consumidor de televisão). É fato que sempre existiu quem tivesse interesse pela "cauda longa", mas ficou claro para mim que o artigo do Nelso trata da mudança do paradigma dos grupos sociais que nunca antes haviam buscados alternativas à tv aberta e que hoje, têm acesso e interesse em novas opções. Eu acredito que existe um limite para o pensamento socializado de cada um. Reflexo disto é que quanto mais integrada e "massificada" nossa sociedade se torna, mais as pessoas tentam ser únicas em seus aspectos pessoais. Isto não quer dizer que nos anos 70 ou antes não houvessem "gente diferente" (você como ator certamente experimentou reações negativas por ser diferente da massa operária), mas o background dessa "gente diferente" é que mudou. E muito. Parabéns ao Nelson pelo excelente artigo.
Luis Antonio Aragão , fortaleza-CE - publicitário
Enviado em 9/1/2008 às 1:04:43 PM
A Rêde Globo e outras pequenas emissoras,apostam na ignorância em nome da sobrevivência do sistema.É o "quanto pior melhor".As emissoras de canal aberto que apostarem nesse padrão irão decair,pois a "única coisa certa em nossas vidas é a mudança"(Herodóto).É subestimar demais a mente humana,por mais alienada que ela seja.A cobertura do assassinato de Benazhir Butho é um exemplo;O filho da líder em entrevista coletiva para o mundo inteiro,afirmou que não aceita as investigações por parte da Scotland Yard,e acusou os EUA de apoiarem Parvez e outros ditadores.A Record divulgou a noticía quase que na íntegra.Já a Globo,cortou a entrevista na parte em que o jovem critica abertamente os EUA.Não creio que a Record mude completamente,entretanto como diria um amigo meu quando chega perto de acertar uma milhar no jôgo de bicho;é prenúncio...prenúncio
Fernando Schweitzer de Oliveira , Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
Enviado em 9/1/2008 às 6:24:55 AM
Caríssimo, onde você achou esses jovens? Em algum museu? Na década de 70 se conversava ardorosamente sobre política, comunismo, socialismo, sócio-democracia, ultra direita... etc. Hoje temos velhos apáticos e jovens bucéfalos... Se você tem uma conversa em prismas e assuntos decentes, em menos de 3 minutos se ouve: " Que papo chato". Eu retruco: "Porque depois de 2 minutos de uma conversa em paradigmas de decência e moralidade ou as pessoas fogem se é que não se sentem agredidas?"... Deplorável o artigo, não por falta de análise ciêntífica, mas por analisar uma realidade irreal!
ivo lucchesi , rio de janeiro-RJ - professor universitário / ensaísta
Enviado em 8/1/2008 às 8:45:49 PM
Excelente, Nélson! O impasse está mais que posto. Por ora, ainda teremos um período de "entre-safra" na qual consciências "domesticadas" precisarão de um tempo a mais, até se desvincularem do que já não as "alimenta". Num futuro próximo, pela pressão majoritária da nova geração, os clichês televisivos e impressos serão varridos. Ai dos profissionais que não se prepararem para a virada! Um "tsunami" da comunicação plural não deixará pedra sobre pedra!
Jackson Saboya , Rio de Janeiro-RJ - Professor, radialista e jornalista
Enviado em 8/1/2008 às 6:44:19 PM
Perfeito seu artigo, Nelson! Quem não conhece o rabão (long tail) não sabe o que está perdendo! Os medíocres Simpsons são os mesmos que pensam, produzem e reproduzem, como os Simpsons. Seguem no rabo do trem da história da TV de audiência massiva que já perderam. Ainda bem que a história da TV está escrita e assinada pelas emissoras-produtoras de "conteúdo". Parabéns pelo artigo!
Flávio Adjuto , São Paulo-SP - Consultor
Enviado em 8/1/2008 às 3:59:52 PM
Amigo, Concordo plenamente com sua exposição. O problema é que eu acho que não é tanta gente assim que está indo ou tem a chance de ir, atrás de outras opções de comunicação. Concordo até que nós temos mesmo que desligar a TV e irmos buscar alternativas mais inteligentes para ocupar nossos cérebros. Entre eles, Literatura, Internet, Música, cursos de aprimoramento profissional, etc. Teremos um dia o prazer de ver a TV sendo tratada como peça de Museu!
Danilo Lovisi , Juiz de Fora-MG - Estudante
Enviado em 8/1/2008 às 3:43:11 PM
Tem toda razão. Pelo menos, no meio em que convivo, todos estão procurando algo "mais" além dessa caixa transmissora de imagens. Queria que outros da minha idade também percebessem que não precisam ver TV para serem alguém dentro da sociedade, para ter assunto numa roda de conversa ou simplesmente conversar. Hoje se alguém chega pra você perguntando sobre o capítulo da novela é capaz dela ser linchada em praça pública. Muito boa a matéria, até.
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 8/1/2008 às 12:17:51 PM
Aleluia! Oxalá! Tomara! Que os deuses de todos os cultos, seitas e religiões o ouçam!
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