ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 470 - 24/11/2009
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PESQUISAS DE OPINIÃO
A (des)confiança na mídia

Por Venício A. de Lima em 29/1/2008

Telespectadores da edição de terça-feira (22/1) do Jornal da Globo e leitores do jornal O Globo (24 e 25/1) foram surpreendidos com a informação de que "brasileiros confiam mais na mídia" e que "o governo ficou em último lugar" (entre as instituições mais confiáveis), segundo pesquisa realizada por uma empresa de nome Edelman. Surpreendidos porque outros resultados divulgados recentemente indicam tendência exatamente oposta.

O que justificaria mudança tão repentina na opinião dos brasileiros?

Um estudo mundial sobre a credibilidade das instituições, contratado pela BBC, a Reuters e o The Media Center, realizado em março de 2006, revelou que, no Brasil, mais da metade dos entrevistados – ou 55% – declarou que não confiava nas informações obtidas através da mídia. Entre todos os países pesquisados, esse percentual era igual ao da Coréia do Sul e só não era maior do que o obtido na Alemanha (57%). Além disso, a pesquisa revelou que, comparativamente, o Brasil era o país onde os entrevistados estavam mais descontentes com a sua própria mídia: 80% disseram que a mídia exagera na cobertura das notícias ruins; 64% concordam que raramente encontram na grande mídia as informações que gostariam de obter; 45% não concordam que a cobertura da grande mídia seja acurada; e 44% declaram ter trocado de fonte de informação nos 12 meses anteriores por terem perdido a confiança [ver, neste Observatório, "Pesquisa revela a (des)confiança na mídia"].

Parte da elite

Por outro lado, além das sucessivas pesquisas de opinião realizadas pelos principais institutos brasileiros (Ibope, DataFolha, Sensus, Vox Populi) indicarem índices positivos de avaliação do governo, o LatinoBarômetro 2007 divulgado em novembro de 2007 mostrava que o presidente do Brasil foi o mais bem avaliado da América Latina (ver aqui).

Ao contrário, a notícia publicada no jornal O Globo (25/1, A-8), com o título "Brasileiros confiam mais na mídia" e subtítulo "Pesquisa mostra que imprensa tem credibilidade para 64%; governo, para 22%" afirma que:

"Pesquisa realizada pela multinacional de relações públicas Edelman mostrou que 64% dos brasileiros consideram a mídia a mais confiável das instituições. Conforme informou ontem a coluna Ancelmo Gois, no Globo, o governo é a instituição de menos credibilidade para os brasileiros – apenas 22% das pessoas ouvidas disseram ter confiança" [ver abaixo texto integral da matéria].

Um leitor atento, no entanto, que não se inclua entre os brasileiros entrevistados e não confie tanto assim na mídia, poderá, ele próprio, visitar o site da Edelman – a maior empresa de relações públicas do planeta, com sede em New York/Chicago e escritórios em 46 cidades de 23 países dos 5 continentes, inclusive São Paulo – e obter informações fundamentais que não encontrará na matéria de O Globo sobre a tal pesquisa.

O "2008 Edelman Trust Barometer" foi realizado nos meses de outubro e novembro de 2007 e os 150 (isso mesmo, cento e cinqüenta) entrevistados, por telefone, no Brasil, são considerados (por quais critérios?) "líderes de opinião" – 50 deles entre 25 e 34 anos e 100 entre 35 e 64 anos. Eles têm curso superior, pertencem aos 25% detentores do maior nível de renda por domicílio e têm grande interesse em assuntos relacionados à mídia, à economia e aos negócios públicos.

Trata-se, portanto, de uma amostra de parte da elite brasileira, sem qualquer representatividade do conjunto da população.

Amostras representativas

Lendo e relendo os textos das matérias de O Globo e do Jornal da Globo, fica-se com a impressão de que eles foram escritos deliberadamente para passar a idéia (falsa) de que a maioria dos brasileiros confia mais na mídia do que no governo. As matérias, ao não contextualizarem a informação e omitirem dados essenciais sobre a pesquisa da Edelman, acabam por contar uma meia verdade que esconde uma inverdade.

Não é sem razão que a credibilidade da mídia, revelada por pesquisas feitas com amostras estatisticamente representativas do conjunto da população, é – ao contrário do que diz O Globo – cada vez menor entre os brasileiros.

***

Brasileiros confiam mais na mídia

Pesquisa mostra que imprensa tem credibilidade para 64%; governo, para 22%

Copyright O Globo, 25/1/2008


Pesquisa realizada pela multinacional de relações públicas Edelman mostrou que 64% dos brasileiros consideram a mídia a mais confiável das instituições. Conforme informou ontem a coluna Ancelmo Gois, no Globo, o governo é a instituição de menos credibilidade para os brasileiros – apenas 22% das pessoas ouvidas disseram ter confiança.

A pesquisa foi realizada em 18 países, entre outubro e novembro, em entrevistas por telefone. No Brasil, 150 pessoas foram ouvidas. Foi a nona pesquisa realizada pela empresa e, pela primeira vez, grupos foram separados por idade: de 25 a 34 anos e de 35 a 64. Um dos dados destacados é que só em três países – Holanda, Suécia e China – o governo foi considerado a instituição de maior credibilidade.

Brasileiros confiam em empresas multinacionais

No Brasil, a confiabilidade da mídia superou a de empresas (61%) e organizações não-governamentais (51%). Multinacionais atingiram altos percentuais de credibilidade no Brasil e no México – à exceção de chinesas e russas. Segundo a pesquisa, nos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) o uso da mídia social pelas empresas é geralmente alto e também entre jovens formadores de opinião.

O estudo indicou ainda que 44% do grupo formado por pessoas entre 35 e 64 anos tendem mais a ler jornal impresso do que eletrônico (21%). A diferença de percentual diminui no grupo de 25 a 34 anos: 35% lêem os impressos e 30%, os onlines.

Nos 18 países, CNN (25%), BBC (17%) e Google (9%) são as fontes com que as pessoas mais contam para obter informações sobre empresas. No Brasil, 71% consideram confiáveis os artigos de revistas especializadas em negócios.

O setor de tecnologia é o mais confiável em 17 dos 18 países, seguido por biotecnologia, ciências biológicas. A média de credibilidade nos 18 países para propaganda de produtos é baixa: apenas 20%.

A maioria acredita em especialistas e "pessoas como nós" – aqueles que compartilham dos mesmos interesses e têm crença política similar – como fontes de informação. No Brasil, no entanto, a importância de compartilhar interesses caiu de 79% para 65% nesta pesquisa.

Nos Estados Unidos, uma má notícia para a senadora Hillary Clinton: foi perguntado em qual gênero a população confiaria mais para o cargo de presidente. A maioria dos ouvidos (69%) disse que ser homem ou mulher não faria diferença. No entanto, um índice estatisticamente alto prefere um líder do sexo masculino (16% contra 7%).

Comentários (27)
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arnaldo boccato , campinas-SP - jornalista e publicitário
Enviado em 3/2/2008 às 1:05:10 PM
Nada contra nem a favor, antes pelo contrário. Por que só no Jornal da Globo e O Globo? Isso não faz soar a campainha do desconfiômetro para justificar a análise? Toda a imprensa brasileira entra na categoria "gato escaldado" quando se trata de pesquisa, universo, característica da amostra, mas isso parece que só funciona direito (e com ressalvas) em tempo de eleições, para depois relaxar. O prof. Venício chegou, em algum momento, a aventar a possibilidade de ter sido um quase barrigão, daqueles que quando a gente percebe tenta varrer rapidinho pra baixo do primeiro tapete e, no dia seguinte, desconversa na hora do café?
Evandro de Morais , Belo Horizonte-MG - Bombeiro
Enviado em 3/2/2008 às 2:51:35 AM
É... ainda bem que em todo processo de comunicação, entre o emissor e o receptor, existe o ruído. Pois tomara que, entre a Globo e eu, hajam ruídos ensurdecedores...
Jose Souza , São Paulo-SP - Bancario
Enviado em 3/2/2008 às 12:08:20 AM
Que enganação que é essa mídia brasileira!!!!!
gedaias azevedo , campos-RJ - professora
Enviado em 2/2/2008 às 4:12:44 PM
QUERO COMENTAR QUE É QUESTIONAVEL O FATO DE QUE NA CHINA O GOVERNO SEJA A INSTITUIÇAO MAIS CONFIAVEL, POIS LÁ A LIBERDADE É VIGIADA, SE É QUE ISTO EXISTE. E AI DE QUEM FALAR MAL DO GOVERNO. A MATERIA É ÓTIMA. É UMA PENA QUE A EMISSORA MAIS POPULAR NAO SEJA AMANTE DA VERDADE VERDADEIRA.
Fabio Passos , Curitiba-PR - Engenheiro
Enviado em 2/2/2008 às 3:15:46 PM
Sei lá de pesquisa. Eu considero a grande mídia brasileira uma tremenda porcaria. Uma máquina de marketing e propaganda sempre a disposição dos interesses dos ricos. Penso que muitos ainda são adestrados pela vigarice das empresas Globo, Veja, Estadão, Folha e similares... mas cada vez mais a população percebe que as "reportagens" destes veículos não passam de propaganda política preconceituosa e retrógrada. É preciso democratizar os meios de comunicação. Marinho, Civita, Mesquita e Frias representam os interesses de uma minoria que despreza a democracia e o povo. Há um Brasil que quer ser ouvido e não suporta mais esta ladainha mentirosa, difundida por uma elite internacionalmente famosa como incapaz e mau caráter.
Luciano JG Souza , SBC-SP - Eletricitário
Enviado em 31/1/2008 às 12:57:09 AM
Esqueceram de mencionar que o Ministro das Comunicações de Lula é um sinônimo mais do que visível da presença da Globo em seu governo (o repórter Hélio Costa), o que me leva a crer um pouco do ressentimento que o governo sente com relação a estas manipulações das mídias do império Globo.
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 30/1/2008 às 8:14:36 PM
Sr. Cláudio Dias, a especulação não é necessariamente um mal. Pode nos levar a novas conclusões. Sobre o tal truque, aliás, os dois truques, como eu disse, pra quem não é da área, parece especulação. É que nem aqueles mágicos que parecem fazer sumir coisas, mas são apenas truques, não especulação. Eles treinaram para fazer o truque de modo a não permitir que se vejam os detalhes. Mas eu sei que pessoas como o senhor ou preferem não ver ou, como está na moda, inverter o jogo. Quando for ver uma apresentação de mágicos, preste mais atenção. O senhor vai descobrir muitas coisas novas.
Cid Elias , Fortaleza-CE - Hoteleiro
Enviado em 30/1/2008 às 7:40:42 PM
Sr Claudio Dias, tenha dó! A proximidade da Grobo com o Lula é grande? Somos míopes em não ver isto, não é? Aos fatos: 1- não divulgar o acidente da Gol para mostrar durante 20 minutos as fotos do delegado/dossiera, na véspera do primeiro turno, com gráficos sugestivos à participação do Lula no crime, é coisa de gente "próxima? 2- testar hipóteses absurdas, acusando o Governo como CULPADO pelo acidente da TAM, é coisa de gente "próxima"? 3 - a grobo, mui amiga do Lula, tentou provocar um conflito entre o Brasil e Venezuela, exibindo no programa de maior audiência nacional, uma provocativa e enganosa reportagem sob o título: "O Brasil está preparado para uma guerra contra a Venezuela?"(e será processada por isto),é coisa de gente "próxima"? 4- a grobo , via [ ] Merval Pereira produziu a seguinte pérola, ao comemorar a derrota da renovação da CPMF: "Teria sido superada (em caso de vitória do governo) a última barreira política que separa a nossa hiperpresidência da ditadura." Quanta "proximidade", não achas! 5- noticiar uma epidemia e um apagão elétrico inexistentes, para desestabilizar o Lula é coisa de gente "próxima"? 6- matéria do repórter Ricardo Galhardo-O Globo, requentando o caso PT/Delúbio/azeredoduto/Lula, contextualizando depoimentos, fora absurdos tipo "rompeu o silêncio",sendo que li na íntegra e ele confirma o anterior, é coisa de gente "próxima"? Queres +?
Fernando Schweitzer de Oliveira , Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
Enviado em 30/1/2008 às 6:32:13 PM
Amigo Claudio, a conspiração é contra quem não é em prol do capitalismo, PT deixou de ser um partido de esquerda em 2002, alguns iludidos ainda o chamam de maior partido de esquerda, somente para que um esquerda verdadeira nunca chegue ao poder. Nosso sistema econômico e de governo é o mesmo desde 64.
Cláudio Dias , Brasília-DF - servidor público
Enviado em 30/1/2008 às 4:31:03 PM
Sr. Marcelo Ramos, não precisa ser o governo de marte, mas poderia ser de São Paulo, Minas, Belo Horizonte, Distrito Federal, Piauí etc etc. Bem, se é um truque ou não fica difícil de saber, eis que saímos do campo dos fatos para o da mera especulação, o que não me parece salutar (até por que o Governo Lula está cheio, digamos assim, de globais: o Ministro das Comunicações; o Edison Lobão, apadrinhado do Sarney, proprietário de uma retransmissora da Globo; a presidente da TV Brasil, nomeada por Lula, é uma jornalista advinda do Globo). Se fizermos uma análise desapaixonada, não é difícil concluir que Globo e Lula estão muito mais próximos do que se imagina (vide a questão da TV Digital, das rádios comunitárias, da TV Brasil...). Suspeito, aliás, que o truque muitas vezes é no sentido inverso: inventa-se um inimigo e, a partir daí, deixa-se de explicar fatos controversos e ilegais com o argumento fácil de que se trata de mais uma artimanha da "mídia golpista" (como no caso do mensalão). Até o Renan Calheiros se utiliza do "truque"... Sério, não se pode ler "governo federal" onde está escrito apenas "governo", a não ser que já se esteja com o espírito aprioristicamente orientado para defendê-lo a todo custo. Ou pra enxergar teorias da conspiração em toda notícia da mídia tida por conservadora (a mesma que, interessante, ocupa cargos e cargos no governo progressista).
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 30/1/2008 às 2:56:34 PM
Sr. Cláudio Dias, esse é um truque antigo. Dou até um desconto porque o senhor não é da área de comunicação. Esse truque já foi utilizado outras vezes nesse mesmo sentido, qual seja, em se confundindo as figuras, fica subjacente o sentido de crítica ao governo federal, sim. Ou será uma crítica ao governo de marte? É igual ao truque de botar, no jornal, a manchete (título) sobre corrupção, e embaixo uma foto grande de Lula, mesmo que essa foto não tenha nada que ver com o título. Já fizeram isso montes de vezes e esse é só mais um dos expedientes aéticos usados por esse grupos de comunicação exercendo um poder ilegítimo. Felizmente, perdem leitores paulatinamente.
nelson perez de oliveira jr , iturama-MG - bancario
Enviado em 30/1/2008 às 2:47:15 PM
Parece que tem gente aqui que é analfabeto funcional. Não sabe entender o que leu. O autor não disse textualmenete em lugar nenhum do texto que defendia A ou B de governo. O que entendi e é o fundamental é que dois grandes veículos de informação divulgaram uma pesquisa com 150 pessoas, pelo jeito escolhidas a dedo (MAINARDI, JABOR E ETC..) em que o resultado deu ampla maioria de entrevistados que afirmam acreditar mais na mídia que no governo. É lógico que quando a mídia fala de governo até por reflexo condicionado ela está falando do governo federal porque é o único governo neste país que a mídia reputa como digno de não ter credibilidade. Mas, isto sou eu que estou dizendo, o autor não disse nada disso, somente registrou uma manipulação grosseira. Tem gente que precisa ler o que está escrito e não o o que quer que esteja escrito senão vai manipular informaçoes do mesmo modo que a mídia neste caso.
Cláudio Dias , Brasília-DF - servidor público
Enviado em 30/1/2008 às 2:10:23 PM
Sr. Ivan Moraes, estou de acordo quanto à metodologia falha. Aliás, não tenho o menor interesse em defender O Globo ou mesmo qualquer empresa das organizações Globo, que considero pouco democráticas. Agora, embora o articulista não tenha expressamente se referido ao PT, expressamente se referiu ao Lula ("o presidente do Brasil foi o mais bem avaliado"). A defesa, de fato, era desnecessária, eis que o jornal em nenhum momento se refere a um governo determinado. Mas, claro, o Sr. Venício, só pra garantir...
Cláudio Dias , Brasília-DF - servidor público
Enviado em 30/1/2008 às 1:57:58 PM
Marcelo Ramos, você leu atentamente a crítica feita pelo Max Suel? Não há dúvida de que, sendo verdade o que escreveu o Sr. Venício, a notícia publicada pelo O Globo é criticável. O problema é que o jornal fala genericamente em governo, não se referido a este ou aquele governo, ou ao Poder Y ou X. Mas, óbvio, o Sr. Venício logo entende que o governo criticado é o do Lula. E, havendo essa possibilidade, ele, como de costume, logo aparece para fazer a defesa... Ele não resiste, tem que dizer: "... o presidente do Brasil foi o mais bem avaliado da América Latina."
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 30/1/2008 às 12:53:59 PM
"Existindo a menor possibilidade de o governo federal ser criticado, lá estará ele, defendendo-o": eu tambem, se fosse preciso, mas o artigo eh a respeito de metodologia falha numa pesquisa suspeita, metodologia falha que nao foi revelada em uma reportagem... nao chega nem a ser necessario "defender" o governo federal. As letras "PT" nao aparecem no artigo nem nos comentarios abaixo, exceto o seu.
Marcelo Ramos , São Paulo-SP - Publicitario
Enviado em 30/1/2008 às 12:12:02 PM
Srs. Max Suel e Cláudio Dias, segundo dados do próprio instituto de pesquisa, nenhum "homem comum" foi entrevistado pela pesquisa. Basta ler o artigo ou consultar o site da Edelman. Então, o que o senhor chama de "homem comum" só pode vir de sua inferência pessoal. E se for pra inferir, eu também quero. Na minha inferência, o homem comum brasileiro atual sabe muito bem discernir quando e como se faz uma pesquisa que contempla apenas pequena parte do povo desse grande pais de diferenças; o homem comum sabe muito bem discernir o que é governo estadual, municipal e federal, e tudo o que esses atores estão fazendo que os favorece ou não; e principalmente, sabe muito bem discernir, como pontuou o Carlos Mendes, que essa pesquisa é apenas a mídia se autoelogiando. Mas eu vou te falar, só podem ser os remanescentes dos broncos barões do café, -hoje barões da mídia - porque é um truquezinho de uma falta de originalidade gritante, faz favor.
Cláudio Dias , Brasília-DF - servidor público
Enviado em 30/1/2008 às 11:34:37 AM
Max Suel, o Sr. Venício é assim mesmo. Existindo a menor possibilidade de o governo federal ser criticado, lá estará ele, defendendo-o. Afinal, o PT e o Sr. Venício são velhos e bons amigos da Fundação Perseu Abramo. Isso é que é independência e credibilidade, não é mesmo?
douglas puodzius , são paulo-SP - pesquisador
Enviado em 30/1/2008 às 10:50:07 AM
É por essas e outras que a midia tem estes indices ridiculos de aprovação. Imagine que os cidadãos são impactados por esta comunicação praticamente o dia todo e mesmo assim, eles não conseguem convecer a maioria do povo. Fica a felicidade de ter Venicio neste observatório ajudando a manter nossos olhos abertos. Diferente de alguns observadores piratas que aqui usam aquele olhar caracteristico para aplaudir a midia e fazer ressoar suas mentiras. Usam o olho do tapa olho para algumas coisas(como essas materias distorcidas) e o olho da luneta em outras (quando é pra meter o pau no lula). Louvo a presença do venicio aqui e suas palavras sempre coerentes e fundamentadas. parabéns!
Renata Zago , Araçatuba-DF - Estudande (Jornalismo)
Enviado em 30/1/2008 às 10:23:16 AM
Na verdade, o que ocorre com o jarnalismo brasileiro contemporâneo é uma ausência de apuração, incluindo a contextualização como elementos de uma boa investigação sobre um dado obtido. Sem a devida confirmação nada deveria ser publicado. O que apredendemos desde o primeiro ano de faculdade não é aplicado na prática e, por isso, a deficiência nas coberturas é tamanha. Talvez se seguíssemos com um pouco mais de rigidez os ensinamentos acadêmicos ou mesmo o bom senso, não haveria tantos absurdos em forma de jornais por aí.
Sérgio Troncoso , Santos-SP - Industriário
Enviado em 29/1/2008 às 9:49:48 PM
Segundo os valores a mim ensinados,isso se chama falta de vergonha na cara.
Cid Elias , Fortaleza-CE - Hoteleiro
Enviado em 29/1/2008 às 9:16:00 PM
O Professor Venício honra a função de "observador da imprensa"! O artigo é inquestionável, mesmo assim alguns não compreenderam a gravidade da mentira desmascarada pelo autor. Os meios marrons da pró-golpe militar organizações grobo, aquela do testador de hipóteses, mentem na maior cara de pau, mentem, mas mentem tanto que nem ficam mais com vergonha. O artigo do jornaleco grobal é uma mentira, a reportagem do jn é mentirosa e, graças ao Brasileiro Venício Lima, foram desmoralizadas, mais uma vez. Os caras fazem uma pesquisa com 150 pessoas, cento e cincoenta! Por telefone! Por telefone? Como escolheram os números? O ali kamelpótese forneceu a listinha? Péraí!Péraí!Péraí! Tápensandoquê?Tãopensandoquê?! Parabéns ao OI e ao Professor Venício!
Clerton  de Castro e Silva , Rio de Janeiro-RJ - Engenheiro
Enviado em 29/1/2008 às 7:10:00 PM
"Mas acredito que está chegando o dia em que este país resolverá enfrentar aquele que considero hoje seu maior problema: a mídia." E eu que pensava que os nossos grandes problemas se resumiam em educação, habitação, saúde, nutrição, emprego e segurança. Cada comentário que leio aqui.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 29/1/2008 às 3:16:00 PM
"fica-se com a impressão de que eles foram escritos deliberadamente para passar a impressão (falsa) de que a maioria dos brasileiros confia mais na mídia do que no governo": uma impressao tao grande que parece [ ] de elefante!
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 29/1/2008 às 2:01:46 PM
Resumindo : a mídia, usando a mídia, divulga dados distorcidos que beneficiam ela mesma, a mídia. Que valor tem isso ? Que valor tem um auto-elogio baseado em dados inconsistentes? A Globo chegou a divulgar os detalhes dessa pesquisa ? A mídia divulga uma mentira para dizer que não mente. Puro Kafka.
Max Suel , SP-SP - Engenheiro
Enviado em 29/1/2008 às 11:48:42 AM
Ops, aura ao invés de haura.
Max Suel , SP-SP - Engenheiro
Enviado em 29/1/2008 às 11:26:14 AM
O articulista comete, a meu ver, um erro no seu artigo: para o Sr.Venício a população entende "governo" apenas o Governo Federal, o atual, o do pres. Lula, o qual está bem avaliado ao contrário do que aparece na reportagem. Ocorre que para nós, para toda população brasileira, a palavra "governo" tem sentido muito mais amplo: significa TODO PODER PÚBLICO, em todos os níveis Federal, Estadual e Municipal, incluindo aí o Congresso e seus deputados e senadores, as Assembléias Legislativas e seus deputados, as Câmaras Municipais e seus Vereadores, o Poder Judiciário, etc. Para o homem comum (que é a esmagadora maioria neste país) tudo é "governo", por isso ele não vê com bons olhos o que para ele é fonte de corrupção, desperdício, malandragem etc. Já a midia, especialmente a televisiva e os jornais, têm para o homem comum a haura de verdadeira, pois o homem comum não tendo senso crítico aceita tudo o que vê, lê ou ouve como verdades absolutas.
Eduardo  Guimarães , São Paulo-SP - comerciante
Enviado em 29/1/2008 às 11:20:01 AM
Prof. Venício, o sr. não acha que está na hora de alguém confrontar algum barão da mídia com os fatos? Quem seria capaz de ficar frente a frente com um deles e confrontá-lo com fatos dessa natureza? Frias, Mesquita, Marinho, Civita e outros, fogem de se manifestar publicamente como o diabo foge da cruz. Apesar de mamarem nos cofres públicos (via publicidade oficial), acham que não têm que dar satisfações a ninguém. Mas acredito que está chegando o dia em que este país resolverá enfrentar aquele que considero hoje seu maior problema: a mídia. Temos que desmoralizá-la de vez. A autodesmoralização que ela pratica é muito lenta. Quem quiser me ajudar, que entre em contato comigo. É fácil saber como me encontrar. Basta usar o google e digitar meu nome entre aspas. O primeiro resultado remete a mim.
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Venício A. de Lima

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