ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 474 - 24/11/2009
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LEITURAS DE VEJA
Isto é jornalismo?

Por Luiz Antonio Magalhães em 26/2/2008

Reproduzido do blog do autor, 24/2/2008

Não, nitidamente, não é jornalismo. Se alguém tinha alguma dúvida, a capa de Veja desta semana (edição nº 2049, de 27/2/2008), reproduzida abaixo, é esclarecedora: trata-se de um panfleto de direita e não uma revista informativa. O jornalista Luis Nassif, que está escrevendo um dossiê sobre a revista Veja em seu blog, é até gentil ao classificar de "jornalismo de esgoto" o que é publicado na revistona mais vendida do país. Na verdade, não há jornalismo algum ali, apenas um apanhado de comentários e textos, muitos deles nitidamente ficcionais, sobre o que de mais importante a ultradireita considera ter ocorrido na semana. É, digamos assim, uma revista de formação e não de informação – e muito bem feita, por sinal.

Sem mencionar o conteúdo das "reportagens" internas, uma rápida análise da capa desta edição é suficiente para provar o caráter da revista. "Já vai tarde – o fim melancólico do ditador que isolou Cuba e hipnotizou a esquerda durante 50 anos" é uma chamada e tanto. Bem, "Já vai tarde" é o que pensa a família Civita e os muito bem pagos acólitos que trabalham na árdua função de "editar" (editorializar seria mais preciso) Veja.

Até aí, o script da ultradireita caminha bem. "Fim melancólico do ditador que isolou Cuba", porém, já força um pouco a barra. Primeiro, porque não há nada de melancólico na renúncia de Fidel. Ele soube sair de cena, preparou a sua sucessão, continua escrevendo e divulgando as suas idéias (bem mais lidas do que as da família Civita, é bom que se diga). O que há de melancólico na troca de comando em Cuba? Ao contrário do que certamente desejavam a família Civita e os cubanos de Miami, não houve revolta popular contra o regime de Fidel e nem ele morreu no poder para que pudessem dizer que em Cuba a presidência era vitalícia.

Estudo de caso

Em segundo lugar, não foi Fidel quem isolou Cuba, mas os Estados Unidos da América – pátria dos Civita –, por meio do desumano embargo que já dura décadas. Outra incorreção da chamada é dizer que Fidel "hipnotizou" a esquerda mundial. Ora, trata-se apenas de uma figura de linguagem ruim, pois a esquerda não foi "hipnotizada" por ninguém, ao contrário, estava lutando ao lado de Fidel, como esteve do camarada Stálin, por exemplo. A esquerda pode ter cometido erros, mas "hipnotizada" pelo comandante, definitivamente não foi.

A cereja no bolo desta edição de Veja é a pequena foto do presidente Lula no alto da capa, acima de Fidel e com pose de Superman. "Popularidade – Lula surfa nos bons números do capitalismo brasileiro" é a chamada que acompanha a imagem. Claro, trata-se de uma referência ao excelente desempenho do presidente brasileiro na pesquisa CNT/Sensus divulgada na semana passada. A revista já traz a explicação do aumento da popularidade logo na capa, para não deixar dúvidas: é a "rendenção" de Lula à economia de mercado o que o faz o mais popular dos presidentes brasileiros desde a redemocratização, a despeito da vergonhosa campanha da própria Veja contra o presidente.

Ou seja, Lula é a esquerda que, domesticada, "deu certo". Embora também não tolere o governo do presidente-operário, o panfletão da Abril deixa claro que, pelo menos até aqui, Lula e Fidel são diferentes.

Tudo somado, a edição de Veja desta semana devia ser estudada não nos cursos de jornalismo, mas nos de publicidade. É um bom jeito para os futuros marqueteiros dos futuros Malufs, Pittas e afins aprenderem como vender gato por lebre. Isto, melhor do que Veja ninguém faz.

Comentários (136)
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Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 5/3/2008 às 1:45:44 AM
Tome as informações acima como contribuição, às quais adiciono os seguintes fatos: A constituição cubana foi referendada por 95% dos cubanos, o executivo não tem o poder de editar, propor ou vetar leis e muito menos de dissolver o Parlamento. Poucos parlamentares estavam vivos antes da revolução, e uns 2/3 do Parlamento não foi reeleito.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 5/3/2008 às 1:45:11 AM
"me apresente a lei que define "traição" e a própria definição em si" - usei traição em sentido amplo. Assim, vou indicar o apropriado. Constituição cubana, art 62 (http://www.parlamentocubano.cu/espanol/leyes/Constitucion%20de%20la%20Rep%FAblica%20de%20Cuba.htm) - utilizar uma das liberdades e garantias individuais contra a constituição, leis, a finalidade ou a existência do Estado socialista ou contra a decisão popular de construir um estado socialista. "me indique um site, com domínio cubano, contendo críticas contundentes a Fidel Castro." - Existem blogs de cubanos que moram em cuba q até ofendem Fidel, espalhados por aí. Mas como pouquíssimos cubanos detestam Fidel, não é algo comum de se encontar. E "críticas contundentes" não é critério de "liberdade de expressão". Opinião diversa ou oposta, sim. "Após apresentar isso tudo, podemos discutir se Cuba é uma ditadura ou não." - Só pode ser brincadeira. Quer dizer q vc só se digna a discutir algo do qual vc já está convencido depois que suas exigências forem minuciosamente cumpridas? Ah, é muita bondade sua, mas não, obrigado. Não tenho o menor dever de cumprir suas exigências pela honra de discutir com vc, e nem o menor interesse em mudar suas opiniões. Tome as informações acima como contribuição, às quais adiciono os seguintes fatos: (cont)
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 5/3/2008 às 1:44:40 AM
"então vamos discutir racionalmente" - não é o q está sendo feito? "me apresente uma lista das eleições que o Fidel disputou." - Todas, desde 92, pelo menos. "candidato oposicionista" - o sistema eleitoral cubano não funciona como o nosso. Não existe situação e oposição, pois ninguém é eleito pelo que promete fazer, mas sim pelo que já fez, e não existem partidos políticos (o PC cubano não é um partido político). As eleições não são "um contra outros", disputando com base em promessas q nunca são cumpridas e em montes de dinheiro de propaganda. A propaganda eleitoral lá se resume a uma biografia do candidato indicado (os candidatos não se auto-indicam, e não são indicados pelo partido, que não apoia ninguém, mas sim pelo povo, pelas próprias assembléias inferiores e por organizações sociais). Não dá pra usar os conceitos próprios da nossa plutocracia, ou julgar o sistema deles com base no nosso. "me apresenta uma lista com os nomes das pessoas não pertencentes ao partido que disputaram tais eleições" - basta ir em http://www.parlamentocubano.cu/espanol/legislatura7/conten.htm e checar a biografia dos que foram eleitos. Lá consta os que são militantes ou funcionários do PC. (cont)
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 4/3/2008 às 10:31:43 PM
"Haveria mais legitimidade nesse interesse se não houvesse censura" - discordo veementemente. O interesse existe devido às conquistas sociais. O fim dessa censura não "valeria" a perda dessas conquistas, q se seguiria, certamente, ao fim do regime. "E entre Voltaire e Fidel" - eu fico com as conquistas sociais em vez de qquer um dos dois. "A autocensura não é uma faceta tolerável de censura, mas talvez a pior de todas elas." - concordo. E assim q o regime cubano deixasse de existir, a auto-censura privada se instalaria, como existe aqui, nos EUA e em praticamente todos os países. O que mudaria? Em vez de defender o regime socialista, o atacariam. E ainda apoiariam o fim de todas as políticas q permitiram as conquistas sociais. "O papel do jornalista, penso eu, é revelar aspectos de uma ditadura que cobra preços altíssimos dos alfabetizados e saudáveis cidadãos daquele país." - É mesmo? Eu já acho q o papel do jornalista é abordar todos os aspectos e buscar a verdade, sem paixões ou preferências, revelando tanto o preço cobrado como as vantagens entregues, sem julgar com base em suas preferências pessoais e ideologia. Chamar de ditadura, por exemplo, algo q não é unanimemente aceito como tal, é fazer justamente o contrário.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 4/3/2008 às 10:31:20 PM
"por que impor ao povo de Cuba, pessoas pobres alfabetizadas e com invejáveis indicadores de saúde, uma ditadura "mais ou menos" errada?" Essa é uma questão carregada. Os cubanos são pobres devido ao embargo econômico, são alfabetizadas e têm invejáveis indicadores por causa dessa "ditadura mais ou menos errada". E a própria existência dessa "ditadura" é contestável, assim com o verbo "impor", uma vez que o povo cubano apóia, massivamente e quase unanimemente, o governo e a forma como são governados, além de elegerem seus representantes democraticamente. Estariam eles impondo algo a eles mesmos, ou escolhendo? Ou estaríamos nós impondo algo a eles, ao exigir q mudem o governo q eliminou a fome e lhes deu saúde, educação e índices sociais invejáveis? "Por que não debater sobre isso?" - não é isso q estamos fazendo? "mas não bastam para justificar a censura às liberdades individuais." - não é o embargo e a riqueza dos EUA q justifica essa censura (q eu discordo q exista mais em Cuba do q existe aqui ou nos EUA), mas sim a necessidade pois, sem ela, todas aquelas conquistas sociais seriam perdidas, como ocorre em todos os Estados satélite dos EUA, e ocorria com Cuba qdo ainda era um deles. (cont)
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 4/3/2008 às 10:42:22 AM
"me apresente uma lista das eleições que o Fidel disputou": sim, Pierri, advogados podem fazer mais jornalismo que a Veja.
José Carlos , RIO DE JANEIRO-RJ - Estudante
Enviado em 4/3/2008 às 12:40:34 AM
Ricardo Pierri, então vamos discutir racionalmente. Sobre as eleições do Fidel: me apresente uma lista das eleições que o Fidel disputou. Por favor, não se esqueça de incluir o ano e, PRINCIPALMENTE, o candidato oposicionista que ele derrotou. Sobre qualquer um poder disputar eleições: me apresenta uma lista com os nomes das pessoas não pertencentes ao partido que disputaram tais eleições. Sobre "traição": me apresente a lei que define "traição" e a própria definição em si. Sobre liberdade de expressão: me indique um site, com domínio cubano, contendo críticas contundentes a Fidel Castro. Após apresentar isso tudo, podemos discutir se Cuba é uma ditadura ou não.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 3/3/2008 às 9:37:46 PM
Prezado Ricardo Perri, por que impor ao povo de Cuba, pessoas pobres alfabetizadas e com invejáveis indicadores de saúde, uma ditadura "mais ou menos" errada? Por que não debater sobre isso? O prejuízo de um embargo e a existência de uma montanha de dinheiro no país vizinho concorrem, mas não bastam para justificar a censura às liberdades individuais. Há o interesse de continuidade de um regime. Haveria mais legitimidade nesse interesse se não houvesse censura: isso não é ianquismo, mas Voltaire. E entre Voltaire e Fidel, não vejo razão para não ficar com o primeiro. A autocensura não é uma faceta tolerável de censura, mas talvez a pior de todas elas. Identifico contaminação do debate sobre Cuba à direita e à esquerda (resguardadas as respectivas assimetrias dessas contaminações). Mas não é porque temos um panfleto na capa da Veja que se pode justificar a miopia à esquerda. O papel do jornalista, penso eu, é revelar aspectos de uma ditadura que cobra preços altíssimos dos alfabetizados e saudáveis cidadãos daquele país.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 3/3/2008 às 6:04:07 PM
"então não faz diferença entre censura em nome do lucro ou em nome do povo." É bem verdade que os fins não justificam os meios, e q ambos estão, nesse aspecto errados. Mas não estão igualmente errados. Como tudo mais, certo e errado não são conceitos absolutos ma sim relativos (pode-se dizer q algo é mais ou menos errado do que outro), e o contexto importa muito nessa questão. Por exemplo: um soldado pode ser um herói para uns e um criminoso para outros, exatamente pelo mesmo motivo. A necessidade a q me referi é esse contexto. Assim como matar alguém em auto-defesa, ou seja, por necessidade absoluta, não é assassinato e nem errado, como dizer q essa censura (q não é a mesma q ocorreu por aqui duante a ditadura e nem é feita da mesma forma, sendo mais semelhante à auto-censura q vemos por aqui na imprensa servil) é errada, se é absolutamente necessária? Neste outro ponto o sr. tem toda a razão: "Não é a defesa do senhor, de que Fidel faz o que faz "porque é necessário", que revelerá a todos que Cuba não é uma ditadura." Essa revelação - que não é para todos, entretanto, mas para uns poucos - se dá pelo conjunto dos motivos q já elenquei, uma vez q ditadura não é a mera existência de censura 9ou estaríamos em uma ditadura tbm, pois a mesma censura q ocorre lá, ocorre aqui, essencialmente).
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 3/3/2008 às 5:21:12 PM
Méééé... E a caravana passa! Isto é liberdade de expressão. A caravana não está nem aí para o que falam. Mas podem continuar falando. Mééééé......
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 3/3/2008 às 10:16:23 AM
"Cuba = Farsa!": que coincidencia, eh isso que eu chamo Sao Paulo. Vai ver que sao parentes.
Otoniel Carvalho , São Paulo-SP - Motorista
Enviado em 3/3/2008 às 7:47:58 AM
Cuba = Farsa!
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 2/3/2008 às 11:43:16 AM
Prezado Ricardo Perri, o jornalista Fernando Morais (A Ilha), que eu citei aí embaixo, traz exatamente essa explicação para a censura na ditadura cubana. Ou seja, já que onde existe a "liberdade", a liberdade de fato não existe (porque os interesses enconômicos mandam na história) então não faz diferença entre censura em nome do lucro ou em nome do povo. Como sublinhei, acho essa justificativa patética. Parece até o sujeito que rouba, mas aponta o dedo para o lado para falar que o outro rouba mais - como se o seu próprio roubo pudesse ou devesse ser desprezado. Não é a defesa do senhor, de que Fidel faz o que faz "porque é necessário", que revelerá a todos que Cuba não é uma ditadura.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 1/3/2008 às 10:10:24 PM
É fácil descontextualizar e tratar do assunto como se as forças envolvidas fossem iguais e éticas. Mas fica muito mais complexo qdo tal "oposição" não o assassinato como meio, a dominação de Cuba como fim e os interesses e o poder dos EUA por trás. "não toleram Voltaire" - apelo à autoridade. Ainda q seja verdade, não é possível dizer q tudo o q não "aceita Voltaire" é errado ou ditatorial por definição. "Cuba é uma ditadura." - afirmar isso não fará disso verdade. cuba não é perfeita, mas imperfeição não é ditadura. E os cubanos tem várias liberdades, alumas das quais não existem aqui ou nos EUA: a liberdade da ausência de privilégios e da exploração, a liberdade de uma vida digna, a de estudar, à saúde, etc. Será q nada disso importa? Será racional uma análise q ignora todos os aspectos positivos? Como eu já disse, para criticar é preciso compreender o q está sendo criticado. E para fazê-lo é preciso conhecer o todo, e não apenas os aspectos q conduzem à conclusão desejada.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 1/3/2008 às 10:09:52 PM
"Fidel se vale do poder que tem para dominar a opinião pública" Isso é óbvio! A diferença, meu caro, é q Fidel não faz isso para se beneficiar - muito pelo contrário -, mas pq é necessário. O imperialismo toma o controle da mídia para proteger seus interesses eprivilégios, em detrimento da maioria. O q Fidel faz é errado, sim, mesmo q seja necessário, e não deveria ocorrer em ummundo ideal. Mas é muito menos errado do q o q ocorre no outro caso. Em ambos os casos a imprensa é servil. A diferença é a quem ela serve. "O ditador constrange a identificação das diferenças" - Q diferenças? Como ele faz isso? sinceramente, não entendi o q vc quis dizer com isso. Espero q não seja algo da linha "todos ganham, vestem, comem, etc o mesmo pq o comunismo é assim". Por favor, esclareça. "impede a organização de grupos" - muito pelo contrário, existem muitos grupos formados em Cuba, e isso é até mesmo fomentado, especialmente para a discussão política. "e a construção de oposição" - Depende do q vc entende por oposição. Pessoas e grupos q discordam de propostas e políticas de Fidel existem. Mas a "oposição" representada e identificada com os EUA ão é oposição, mas golpistas. Esses, com efeito, não são permitidos, ou Fidel já teria sido assassinado e Cuba retornado à condição de cassino e prostíbulo dos EUA a muito tempo. (cont)
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 1/3/2008 às 2:44:25 PM
Pois é, Apolonio, é justamente sobre o que está escrito na Veja que se debruça esse artigo, que eu leio com alguma regularidade (as matérias principais, pelo menos), também por força da profissão. O link que dei aí abaixo, da edição 1968, não é fechado para assinantes. Veja o senhor mesmo como uma mesma edição refere-se à Cuba e à China. A edição da semana o senhor não consegue ler no site da Veja, só se for assinante mesmo. Mas dá para ler seis reportagens, inclusive a matéria de capa, no site da Federação Nacional dos Policiais Federais, www.fenapef.org.br.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 1/3/2008 às 2:32:16 PM
Prezado Ricardo Perri, já que o poder econômico imperialista iria dominar a opinião pública, o ditador decidiu trocar o sinal. Fidel se vale do poder que tem para dominar a opinião pública. Isso é o famoso "acuse-os do que você faz", muito típico de gente autoritária. Na política, pode-se filiar ao partido comunista, mas ninguém é obrigado: as pessoas podem se filiar a partido nenhum. O ditador constrange a identificação das diferenças, impede a organização de grupos e a construção de oposição. As práticas de Fidel não me iludem, não toleram Voltaire (cujo pensamento não é imperialista, ou anti-castrista, convenhamos). Cuba é uma ditadura.
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 1/3/2008 às 11:46:01 AM
Então aparece um outro estudantiuuu para dizer: pois é, o seu Apolônio ressente a miséria chinesa, enquanto o mesmo ocorre no Brasil e ele...nada. Mas no Brasil, o que vai garantir a correcão de distorcões é a liberdade política, a liberdade de expressão. Enquanto tivermos isso, enquanto pudermos nos expressar denunciando os problemas e os vícios de pensamento, as ideologias que deram errado e acabaram em tragédias maiores do que as as geraram (com Pol Pot, Stalin, Mao), seguiremos no rumo das correcões - é claro, mais difícil, mais lento - correto. O fim da liberdade representa o pior dos mundos. Seriam necessários santos, mais santos que os santos da igreja católica, para que pudessemos viver tranquilos em regimes totalitários, a mercê de seus milagres de onipotência, onisciência e plenipotência, e assim resolvessemos os problemas que assolam a humanidade desde que esta se conhece. É claro que isso não funciona. É claro que dia menos dia aqueles santos revelam-se como o que realmente são: seres humanos com vícios e virtudes humanas, com seus próprios mundanos valores. Afinal, alguns se escandalizam porque fedem (!?), ou que cometem erros e injusticas, como nós todos que aqui escrevemos. Sem liberdade, como corrigir erros? Alguns entendem, outros permanecem rezando em igrejas ideológicas para sempre. A veja nesta capa, ataca o santo de LAM. Eis o resumo de toda essa celeuma.
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 1/3/2008 às 11:32:49 AM
Essa história da China, isto é, esse absoluto desprezo pelos direitos individuais, tão caros à democracia, constitui sempre o marco que caracteriza os piores regimes de esquerda e direita. Na China, hoje, pouco ainda se fala em política. Convivem no mesmo sistema mecanismos enormes de repressão (que apagaram da história por exemplo a revolta que lá houve na Praca Celestial - lembre-se que ainda outro dia, uma repórter foi demitida porque por equívoco trouxe referências ao que tinha acontecido), junto com um liberalismo econômico que não conhece limites. Eles tem já uma enorme classe média (muito maior que a brasileira) (além de uma classe rica!) e também um enorme exército de miseráveis (várias centenas de milhões). Nas cidades em que esse processo andou mais rápido, existem favelas ao lado de bairros majestosos (não te lembra nenhum país?) - mas é curioso: se necessário racionalizar energia, eles geram blackouts nas favelas, enquanto os bairros ricos, com seus milhares de neons permanecem com energia: eis um símbolo do que é a China hoje. Digo isso ao senhor não porque li em revistas Veja e quetais. Quem tenha visitado aquele país pode lhe confirmar essa triste história, caso não esteja contaminado pelo que detectou Janer Cristaldo num excelente artigo (procure na net,"Filho de Verissimo verissiminho é". O resto, é coisa do nível de LAM.
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 1/3/2008 às 8:36:06 AM
Agora, isso não quer dizer que não exista nos EUA uma forte oposicão do think-tank americano, e embargos não existam: é impossível vender diretamente dos EUA para a China um monte de artefatos tecnológicos. Muitos, inclusive indiretamente. Assim, o que você diz não é verdade. Os EUA abrem mão sim do mercado chinês para bens de alto valor agregado tecnológico - mas investem pesadamente em fábricas de commodities - e compram pesadamente de lá. E o incrível é isso: inclusive este embargo - altamente estratégico - possui formas de burla conhecidas por quem é da área tecnológica. Quanto à sua observacão sobre a desumanidade dos EUA, para mim soa meio estranho. Qual o papel que Fidel cumpre nessa história desumana no seu ponto de vista? Ele é vítima, ou simplesmente aquele único que - se se pode dizer isso - "se deu bem" com tal embargo (porque manteve-se no poder por quase 50 anos)? Se o embargo cubano é desumano, o que é Fidel? A vítima? Ele não é o líder que conduziu sua nacão a este estado de coisas? Prezado Fábio, há no fundo de sua argumentacão, aquela leve certeza da justificativa dos atos cometidos em nome de ideologias, o que o leva a absolver aqueles que cometeram as acões das quais os males resultam, tentando culpar aqueles que reagem - e que possuem o direito óbvio de reagir.
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 1/3/2008 às 8:20:01 AM
Caro Fábio, uma coisa é ler o que está escrito na Veja- coisa que confesso: até agora não sei pois, como já lhe disse, não leio essa revista (mas vou acabar tendo que assiná-la). O que sei da China vem de minha experiência profissional em várias empresas que acabaram investindo lá e do conhecimento da área tecnológica. Uma das primeiras empresas a investir pesadamente na China foi a Motorola, e o que se comentava na empresa, é que para isso ter ocorrido foi necessário "conhecer o caminho das pedras"- leia-se: saber qual chinês deveria ganhar dinheiro com o negócio. Uma vez descoberto o esquema, um enorme número de empresas americanas migrou para lá atrás de mão-de-obra semi-escrava, e algumas vantagens competitivas inimagináveis numa sociedade democrática. Explico-lhe: suponha que você convenceu o governo de que tal empresa seria estratégica e blá-blá-blá (atencão: você é americano...). E a instalacão dessa empresa envolve destruir um centro habitacional. Por aqui, isso envolveria um processo longo, de anos, com indenizacões e etc. Na China não meu amigo. As pessoas são simplesmente removidas, de sopetão. Constrói-se um outro centro a dezenas (centenas!) de km dali e a empresa, em poucos meses! está instalada. Isso é grande parte do barateamento Chinês: a ausência de entraves democráticos...Desconheco se isso está escrito em Veja, mas tenho muito mais para contar.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 1/3/2008 às 1:30:24 AM
Os asseclas cambodjanos de Pol Pot (os simpatizantes estrangeiros continuam impunes) estão sendo julgados. Por que nada disso é noticiado na imprensa brasileira?
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 29/2/2008 às 11:56:36 PM
José CArlos, q bom q vc acha q minhas opiniões são "injustificáveis". em vista de seus comentários, eu ficaria muito preocupado se vc pensasse o contrário. Valeu! Ah, e no dia q vc quiser discutir o q escrevi racionalmente, em vez de meramente qualificá-lo com base no quanto eles concordam ou discordam de suas idéias (é engraçado como certas pessoas acreditam q suas opiniões são a expressão da mais pura verdade absoluta, a ponto de desqualificar qquer argumento q não concorde com ela, sem maiores procupações de arrazoar, como se todos devessem aceitar suas conclusões como definitivas. engraçado e ao mesmo tempo triste, na verdade), me avise.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 29/2/2008 às 11:55:39 PM
Alias, a direita mundial sabe disso exatamente, tanto que nao existe UM UNICO barao-de-media esquerdista NO MUNDO. Media tem agenda SOMENTE desde que seja a da direita mundial.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 29/2/2008 às 11:52:40 PM
"há valores mínimos que devem guiar a imprensa": entao diga nos quais "valores" nao-jornalisticos a imprensa deve ter, e em quais paises eles se encontram, e qual o efeito deles no jornalismo. Cuba? Russia? Brasil? Mostre me media podre e eu te digo o valor jornalistico dela e o nome do cheiro dela. Cabe aa imprensa INFORMAR. SOMENTE INFORMAR. Veja pode pegar sua jornarreia e enfiar.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 29/2/2008 às 11:45:33 PM
Até mesmo blogs - alguns altamente contrários a Fidel - existem. A discussão pública é um dos grandes trunfos de Cuba, pois permite q o próprio povo - q é altamente politizado - defenda seus próprios interesses e princípios. "Eu não poderia chamar Fidel de ditador no Granma (que obviamente não publicaria o texto) sem sofrer graves conseqüências." Se vc fosse cubano, e não fosse um agente anti-Castro, não sentiria a menor necessidade de fazê-lo pois se trata de uma inverdade. Em todo caso, muito embora Cuba esteja muito longe de ser um exemplo de liberdade de imprensa, isso não significa q seja uma ditadura.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 29/2/2008 às 11:44:57 PM
Fidel explicou isso muito bem ao dizer q enuanto Cuba for alvo dos EUA, não pode se dar ao luxo de permitir q seus inimigos usem seu poder econômico para dominar a opinião pública. Não há restrição por princípio, mas por necessidade. Se essa restrição é justa ou não pode ser debatido, mas o fato é q é preciso contextualizar o fato para poder discutí-lo corretamente. "nem tem eleições livres" - sim, eles as têm, e mais livres do que as nossas, considerando q não há necessidade de pertencer ao partido único e nem campanhas eleitorais financiadas por interesses especiais e decididas pelo poder econômico e pelos marketeiros. "Esse conjunto, para não mencionar os crimes de traição à pátria, basta para que consideremos Cuba uma ditadura." - os crimes de traição existem em todos os países, e são uma necessidade. E esse conjunto não é suficiente para declarar q Cuba é uma ditadura uma vez q 1) não atendem aos requisitos q caracterizam uma ditadura (poder centralizado, opressão, arbitrariedade, inexistência de Estado de direito) e 2) por tratar-se de um pettitio principii - um falso silogismo no qual as premissas são controversas, indemonstradas e falaciosas. "[este debate] não seria possível em Cuba" - não é verdade. uma das coisas mais comuns em Cuba é a discussão política. Na verdade, os cubanos são incentivados a discutir, e existem grupos de discussão aos montes. (cont)
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 29/2/2008 às 11:43:56 PM
caroFábio: "Tivemos ou não uma ditadura no Brasil a partir 1964?" Sim. "embora tivéssemos Constituição (novinha em folha) e Legislativo (manobradíssimo)." O judiciário e o Legislativo estavam oficialmente sob o controle do executivo, e até se imiscuíam. "Não é preciso ser a Arábia Saudita, sem Constituição e sem Legislativo, para termos configurada uma ditadura no sentido que aqui nos interessa." Verdade. Basta q os 3 poderes estejam sob o controle do Executivo e, mais importante, q haja opressão e arbitrariedade. "o Legislativo cubano é enfraquecido, sim: não há e nem nunca houve, nem por hipótese, Roberto Campos discutindo com Maria da Conceição Tavares por lá" Como vc sabe? Qual a lista dos legisladores cubanos, e quais suas opiniões? em tempo: a inexistência de um roberto Campos não seria nenhum sinal de fraqueza do legislativo, muito pelo contrário. Entreguistas como o Bob Fields não tem lugar em um legislativo soberano. Porém, considerando q todos eles são eleitos por pessoas q os conhecem diretamente, e não através de propaganda, a eventual inexistência de um Bob fields só pode ser creditada ao bom senso do povo cubano. "O regime cubano não permite a liberdade de expressão" não é exatamente verdade. (cont)
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 29/2/2008 às 11:09:29 PM
Omitem ofato dos cubanos votarem livre e secretamente em seus vizinhos, pessoas q conhecem e com cujas opiniões concordam (afinal, se dissessem isso seriam forçados a admitir q o povo cubano não quer mudar). Cuba certamente não é perfeita, mas é menos imperfeita do q a falácia de argumentar q deva ser perfeita ou mudar - e é exatamente este o fundo do argumento anti-Fidel, acrescentando-se q o conceito de "perfeito" dos q defender esse ponto de vista é "o mais parecido possível com os EUA", medida de todas as coisas anti-comunistas. Os avanços sociais, como o fim da fome, da desnutrição, do analfabetismo, o amplo acesso à cultura e conhecimento superiores, etc são secundários e até indesejados, por negarem a possibilidade de exploração fácil, a crença na desigualdade essencial entre as pessoas, nos "méritos" da meritocracia e, finalmente, por demonstrarem que é possível sim uma sociedade igualitária e justa. Q existe liberdade fora do modelo de plutocracia estadunidense.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 29/2/2008 às 11:07:45 PM
"Pelos critérios do advogado Perri blablabla". Tem gente q não consegue escrever sem mentir descaradamente. Ou sem querer dizer a outrem o q eles pensam. "Preso político" é o preso por opinião, e não por ações criminosas, geralmente de forma arbitrária e sem o devido processo legal. Exatamente o q ocorreu no Brasil após 64, e muito diferente do q ocorre em Cuba hj. Seu grande erro, bem como o da maioria da direita, é descontextualizar Cuba e julga a situação lá a partir da daqui. Cuba é sujeita a uma imensa pressão política estadunidense, q coopta ou mesmo planta cubanos para atacarem o sistema e o governo, à revelia e em detrimento da imensa maioria da população. Atos terroristas cometidos em Cuba não são noticiados por aqui, pela nossa imprensa servil. Ficamos apenas com as notícias sobre as "prisões políticas", como se os condenados não tivessem cometido ato algum definido como crime, e fossem encarcerados pela mera vontade de Fidel. Da mesma forma nossa imprensa servil não informa como se dão as eleições em Cuba e, quando as mencionam, distorcem os fatos para fazer parecer q são são livres. Omitem o fato de não haver necessidade de filiação ou mesmo de concordância com o partido único. (cont)
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 29/2/2008 às 10:03:16 PM
Prezado Apolonio, se não existissem assimetrias, provavelmente não estaríamos aqui debatendo. As desigualdades são fatos. Não tratar um país como café-com-leite não significa liberdade para massacrá-lo (nem mesmo liberdade para patrocinar o assassinato de Fidel, ou a invasão de Cuba, como já tentaram). O prejudicado com o embargo não é o regime ou o ditador, mas antes um povo pobre. A condenação sofrida é de 184 a 1. Essa política externa é desumana, indefensável. Não se trata de capitalismo selvagem, mas de atentado fundamentalista de mercado. Os EUA não estão protegendo seus lucros, defendendo suas tecnologias e seus direitos. Estão investindo ideologicamente com falsa propaganda democrática: a China (a Arábia Saudita, o Iraque...) está na capa da Veja, qualquer estudante de segundo grau que a lê sabe disso.
cid elias , fort-CE - hoteleiro
Enviado em 29/2/2008 às 8:56:50 PM
Não te esquives! Aqui é o Observatório da Imprensa, e caso não saibas, a imensa maioria dos brasileiros, principalmente os desinformados metidos a informados e os defensores de reis nossacaixa2, os que se "acham", incluindo professores-visitantes, lêem apenas as capas e as manchetes. Portanto, nota 1000 pro artigo que observa a CAPA. Com certeza os leitores de vejaqmentira preferem se comportar como avestruzes.
Arno Esquivel , Belo Horizonte-MG - Professor
Enviado em 29/2/2008 às 8:15:41 PM
Enquete: quais desses assuntos geram maiores grandes debates entre os comentaristas do OI e 15 minutos de fama ao articulista: (a) leituras de Veja; (b) Reinaldo Azevedo; (c) bajular ou esculhambar Fidéis e Guevaras; (d) ciência x religião; (e) Lula x FHC? Bem, já são quase 100 comentários para discutir se a capa de Veja é ou não jornalismo, baseado num artigo que faz planfetagem ideológica de quinta categoria tomando para "cereja no bolo" o viés jornalístico ou não da capa de Veja e que conclui com a seguinte obtusidade: a capa de Veja deveria ser objeto de cursos de publicidade, para os futuros marqueteiros dos futuros Malufs, Pittas e afins aprenderem como vender gato por lebre . A se acreditar nisso, os cursos de publicidade devem estar na sarjeta, não é? Dá para levar a sério estes [ ] da mídia? Se dá, vamos na mesma tecla: o artigo do [ ] deveria ser objeto dos cursos de jornalismo para os futuros marqueteiros dos futuros ditadores e corruptos de plantão aprenderem como vender gato por lebre . Méeééé... e a caravana passa...
Cid Elias , fortaleza-CE - Hoteleiro
Enviado em 29/2/2008 às 7:05:22 PM
zé carlos, dá mais uma estudadinha aí, vai...talvez nem precises tanto esforço, pois acho que sabes "de cabeça" a quantas anda o DÉFICIT americano, acertei? Por gentileza, seria possivel revelar quantos zeros aparecem no neo-rombo imperial? O capitalismo selvagem está ruindo, só não enxerga isso quem assina e LÊ a vejasqmentira. Em poucos anos, quando o mundo se debruçar sobre as consequências catastróficas do capitalismo neo-liberal decadente, será muito difícil eleger qual foi pior pra humanidade, este engôdo que é o capitalismo americano, ou a falácia do tardiamente extinto comunismo soviético. Não existe regime perfeito, deve-se buscar algo intermediário. Me parece que algumas nações compreenderam isto e largaram na frente, entre elas a Suécia e a Dinamarca. Logicamente precisamos observar as particularidades geopolíticas e culturais destes países, muito diferentes da nossa. Mas é um começo.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 29/2/2008 às 6:46:44 PM
"lia e gostava, não porque Veja era pró-isto anti-aquilo, mas porque (Veja) fazia jornalismo de fato, o que não parece fazer hoje - ou se tenta não consegue mais": uma das laranjas de paraiso fiscal que comprou a Abril, a famosa "Curupira" alguma coisa, eh laranja tucana. A agenda antiPT antiLula anticomunista foi IMPOSTA de cima pra baixo la dentro porque eles estao dispostos a serem colonias. Eu exijo que eles abaixem o facho pra falar ao Brasil.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 29/2/2008 às 6:18:36 PM
Prezado José Carlos, verifique o senhor mesmo o que um panfleto travestido de semanário "reporta", caudalosamente, sobre a China e, seletivamente, sobre Cuba. Ambos estão numa mesma edição, número 1968. O link é http://veja.abril.com.br/090806/p_104.html.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 29/2/2008 às 6:10:49 PM
Prezado José Carlos, os Estados Unidos mantêm relações comerciais com a China comunista. Por quê? Porque uma nação como os Estados Unidos não pode prescindir de relações com um gigante de mais de 1 bilhão de habitantes e que cresce a taxas espantosas. Tais relações NÃO são constrangidas por lá haver uma ditadura, com partido único, responsável pelo massacre na Praça da Paz Celestial no final da década de 80. Eu resido num Estado onde a indústria calçadista sofreu muito, com milhares de demissões, justamente pelo modo agressivo com que o emergente asiático entrou disputando esse mercado, de modo que a interferência chinesa em nossa economia (e na do mundo) é clara e inquestionável. De outro lado, temos exemplos capitalistas que não sofrem embargo, mas estão em condições deploráveis, como é o caso do sempre lembrado Haiti, que recebe ajuda humanitária de muitos países, inclusive do Brasil e dos EUA. A capacidade de interferência da economia haitiana e da cubana na economia global é desprezível. Causa espécie assistir a uma nação valer-se de seu inegável poderio econômico e protagonismo nas relações comerciais do mundo para impor calculado prejuízo a um país pobre como Cuba. A alegação de que o embargo decorre de retaliação a uma ditadura é FALSA. Com isso, obviamente, não pretendo livrar a cara de Fidel, que deve ser responsabilizado pelo que fez e pelo que não fez na ilha.
José Carlos , RIO DE JANEIRO-RJ - Estudante
Enviado em 29/2/2008 às 4:59:02 PM
Ivan Moraes 1- "Mas fosse esse papel adequado a imprensa, porque Veja eh so "antiditadura" e nao eh "anticorrupcao" como teve milhoes de chances de ser quando seu queridinho FHC era presidente". Discordo, há valores mínimos que devem guiar a imprensa. A partir do momento que um governo mata milhares de pessoas opositoras ao regime, a imprensa deve ser sim contra este regime. Não vale a lógica "matou milhares, mas vejam os avanços na área social". Quanto o papel anticorrupção da Veja, re-leia os arquivos dela. Há casos lá no governo FHC denunciados pela revista.] 2- "quais? Nome, data e hora, por favor". Por exemplo, Ricardo Pierri, 28/02, 12:38h. 3- "Eh a editorializacao de fatos para fims "anticomunistas" quando ninguem esta perguntando isso a ela". NÃO é a editorialização anticomunista. É ANTI-DITADURA. Assim como foi anti-ditadura militar brasileira e Pinochet.......por um acaso, você exigiu parcialidade nesses casos? Ou só vale quando o Fidel esté envolvido?
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 29/2/2008 às 4:49:38 PM
Prezado Fábio, apenas uma observação ao seu comentário sobre o embargo. Existe nas relações entre países uma série de restrições de comércio permanentemente discutidas em diversos fóruns. Sobretudo existe um conjunto de restrições comerciais na área de tecnologia, apenas para citar um exemplo que conheço bem. O Brasil, por ter estabelecido acordos bilaterais com países como China, Ucrânia e etc., sofre embargo dos EUA no que se refere a qualquer tecnologia sensível (isto é, aquelas que habilitam ou viabilizam a construção de armas em estado da arte tecnológico). Ou seja, existem no mundo gradações de embargos que surgem de arranjos geopolíticos que são em última análise consequência pura e simples das escolhas que cada país faz para si - e que, evidentemente, trazem consequências, oras! É pueril discutir se o embargo econômico dos EUA contra Cuba traz/trouxe ou não consequências - é evidente que trazem. Mas a questão é: o que se esperaria de um país que teve todos os seus ativos confiscados por um governo de uma nação que passa a agir de forma agressiva? A criançada queria que os EUA declarassem Cuba "café-com-leite" e fizesse como o Rei Leão: Hakuna Matata - vamos esquecer os nossos problemas e olhar pra daqui em diante? Querem porque querem uma guerrinha assimétrica. Isso é bobagem de aluno de centro acadêmico de 2o grau. Que é mais ou menos o nível do artigo de LAM acima.
José Carlos , RIO DE JANEIRO-RJ - Estudante
Enviado em 29/2/2008 às 4:46:07 PM
Fábio Carvalho, vou colocar o contra-senso em forma de 2 perguntas. As economias capitalistas conseguem se desenvolver satisfatoriamente SEM as economias socialistas/comunistas? E as economias socialistas/comunistas conseguem se desenvolver SEM as capitalistas?
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 29/2/2008 às 4:22:34 PM
"Anotem aí o que vou falar dos esquerdos. Quando o PT sair do governo e vier outra turma, o lulo-petismo vai defender a Veja.": anotem o que vou falar dos direitistas. Quando o PT sair do governo e vier outra turma, o Brasil vai passar fome de novo.
Luciano Silva , curitiba-PR - professor
Enviado em 29/2/2008 às 3:47:09 PM
O problema de muitos estudantes de hoje é que não tiveram a oportunidade ler as edições da década de 80 de Veja, mas com um pouquinho de curiosidade - e boa vontade - dá para ir ao setor de periódicos de qualquer biblioteca e conferir. Eu era estudante nesta época, lia e gostava, não porque Veja era pró-isto anti-aquilo, mas porque fazia jornalismo de fato, o que não parece fazer hoje - ou se tenta não consegue mais. É só olhar lá, para ver que tem muita matéria sobre Fidel Castro, onde ele não deixou de ser ditador, onde o regime cubano não deixou de suprimir liberdades, mas o viés estava nitidamente voltado ao jornalmo e não a propaganda. Queridos estudantes, continuem estudando muito, para entenderem bem que o tempo passa, os editoriais mudam e também mudam as pessoas e os interesses por tras desses editoriais. Não existe "sempre foi isso ou aquilo". Os editoriais tem seu grande momento, envelhecem e morrem. Igualzinho ao velho Fidel. Dizer que já vai tarde é falar de sí.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 29/2/2008 às 3:19:46 PM
1-"a Veja sempre teve posicionamento anti-ditaduras": nao eh o papel da imprensa, mas pelo menos ja temos alguem que reconhece claramente que a revista TEM SIM uma agenda por mais anos-50 que seja! Mas fosse esse papel adequado a imprensa, porque Veja eh so "antiditadura" e nao eh "anticorrupcao" como teve milhoes de chances de ser quando seu queridinho FHC era presidente? 2-"ver alguns comentários aqui para se constatar que alguns ainda estão hipnotizados e procuram justificar o injustificável": quais? Nome, data e hora, por favor. O assunto NAO eh o que Veja acha e nao acha. Eh a editorializacao de fatos para fims "anticomunistas" quando ninguem esta perguntando isso a ela. Ninguem perguntou. NINGUEM PERGUNTOU a ela. Que ela ofereca fatos e abaixe a crista pra falar da America Latina -a opiniao dela nao eh jornalismo ha anos.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 29/2/2008 às 3:17:01 PM
Prezado José Carlos, não é contra-senso. Os EUA são a maior economia do planeta e o embargo, condenado por 16 vezes consecutivas na Assembléia Geral da ONU (em 2007, por 184 votos a 4) repercute para muito além do comércio direto entre Cuba e EUA. Se o México importa um "chip" dos EUA, fica impedido de montar um computador e revendê-lo a Cuba. Se uma empresa brasileira usar açúcar cubano para fazer seu suco de laranja, não poderá vender a bebida para o maior consumidor de suco de laranja do planeta. Logo, a empresa brasileira deixa de comprar açúcar cubano para não ver suas pretensões de comércio, absolutamente legítimas, constrangidas. A justificativa americana para perpetuar o embargo, iniciado em 1962, é a manutenção do regime de Fidel Castro - mas, como demonstrei em comentários anteriores, os EUA mantém relações profundas com ditaduras mais agressivas, como é o caso da Arábia Saudita, ou mesmo comunistas, a exemplo da China. Segundo o relatório da ONU de 2005, o embargo já impôs a Cuba um prejuízo acumulado de 82 bilhões de dólares. Imagine o senhor o que isso significa para um país pobre, cujo PIB anual não chega a 50 bilhões de dólares?
Thomaz Magalhães , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 29/2/2008 às 2:56:02 PM
Anotem aí o que vou falar dos esquerdos. Quando o PT sair do governo e vier outra turma, o lulo-petismo vai defender a Veja. Seus deputados e senadoras a brandirão novamente nos discursos em plenário, e veremos aqui nos comentários do Observatório essa turma que "odeia" a veja a defender as denúncias que a revista fará do outro governo. Tem mais, e agora a ver aqui com este debate. O autor Luiz A. Magalhães, a exemplo de outra matéria contra a Veja aqui no OI, do Deonísio da Silva, lança mão da seguinte estratégia: faz uma crítica dita jornalística àVeja, para defender Fidel Casto, sua ditadura e ditaduras de esquerda. Eles e os colegas esquerdos que comentam aqui estavam, como escrito aí no artigo e não contestado por ninguém aqui, " lutando ao lado de Fidel, como esteve do camarada Stálin, por exemplo." A turma que está incomodada aqui nos comentários é chamada de stalinista pelo cumpanhêro, e não reage. Faz gosto.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 29/2/2008 às 1:36:16 PM
Prezado Ricardo Perri, discordo mesmo do entendimento do senhor. Tivemos ou não uma ditadura no Brasil a partir 1964? É claro que tivemos, ora, embora tivéssemos Constituição (novinha em folha) e Legislativo (manobradíssimo). Não é preciso ser a Arábia Saudita, sem Constituição e sem Legislativo, para termos configurada uma ditadura no sentido que aqui nos interessa. Eu não aceitaria os eventuais argumentos de que houve eleições municipais em 2005 na Arábia Saudita para retirá-la da lista de regimes ditadoriais. E é por essas Arábias e outras Chinas que não engulo o discurso EUA contra Cuba: é um discurso falso, seletivo, sem dúvida. Ademais, o Legislativo cubano é enfraquecido, sim: não há e nem nunca houve, nem por hipótese, Roberto Campos discutindo com Maria da Conceição Tavares por lá. O regime cubano não permite a liberdade de expressão, tampouco a livre organização, a livre circulação de idéias, a liberdade de imprensa, nem tem eleições livres. Esse conjunto, para não mencionar os crimes de traição à pátria, basta para que consideremos Cuba uma ditadura. Para mencionar um exemplo bastante oportuno e prosaico, o debate que ora fazemos, absolutamente saudável, ainda que a gente esteja pontificando divergência, não seria possível em Cuba. Eu não poderia chamar Fidel de ditador no Granma (que obviamente não publicaria o texto) sem sofrer graves conseqüências.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 29/2/2008 às 12:53:30 PM
"Disse q é a causa principal dos problemas econômicos da ilha, e q é profundamente injusto e imoral" O quê? Mas Cuba não é Socialista? Vocês querem o quê? Que a Microsoft abra uma filial por lá!? Ué, não é o Socialismo suficiente, vocês ainda precisam de ajuda dos EUA? E mesmo que a abertura fosse apenas para comprar comida, com que dinheiro eles pagariam? Com petrodólares do Hugo Chavez? Só pode ser piada.
José Carlos , RIO DE JANEIRO-RJ - Estudante
Enviado em 29/2/2008 às 12:40:46 PM
Não vejo nenhum problema na capa de Veja. Em primeiro lugar há que se considerar que a Veja sempre teve posicionamento anti-ditaduras. Foi assim em relação a ditadura militar brasileira, a Pinochet e Fidel. Quanto ao "Já vai tarde"....é claro que já vai tarde, afinal de contas o cara já está faz uns 50 anos no poder. A título de comparação, a nossa ditadura militar durou uns 21 anos e teve alguns generais como presidente. Quanto ao "fim melancólico do ditador que isolou Cuba", alguém duvida que os cidadãos de Cuba não vivem isolados? Tem acesso a Internet? Podem sair livremente do país? Recebem notícias de outros órgãos que não sejam os oficiais? E por que fim melancólico? Ora, Cuba já esteve mais em moda antes da queda do muro de Berlin e o desmoronamento dos paíse comunistas do leste europeu. Por fim, quanto ao "hipnotizou a esquerda durante 50 anos" basta ver alguns comentários aqui para se constatar que alguns ainda estão hipnotizados e procuram justificar o injustificável.
José Carlos , RIO DE JANEIRO-RJ - Estudante
Enviado em 29/2/2008 às 12:29:29 PM
"Em segundo lugar, não foi Fidel quem isolou Cuba, mas os Estados Unidos da América – pátria dos Civita –, por meio do desumano embargo que já dura décadas". É meio contra-senso uma sociedade e economia de cunho comunista como Cuba alegar que seu desenvolvimento foi prejudicado por não poder fazer transações comerciais com a maior sociedade/economia capitalista do planeta......
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 29/2/2008 às 10:47:46 AM
"miserável e repugnante gritaria pela comiseração com Fidel": entao esta facil mostrar a todos aonde ela esta, Apolonio: aonde? Voce nao o disse porque 3 dias depois ainda nao sabe o que te incomoda a respeito do texto. Mas eu sei, e digo. Eh a primeira sentenca do quarto paragrafo, a saber: "Em segundo lugar, não foi Fidel quem isolou Cuba, mas os Estados Unidos da América – pátria dos Civita –, por meio do desumano embargo que já dura décadas". Essa, a sua prova de gritaria no texto acima: a palavra "desumano".
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 29/2/2008 às 8:41:06 AM
Pois olhe só prezado Fábio. Pelos critérios do advogado Perri, a nossa esquerda - junto com 99% da nossa classe política que alavanca a própria relevância com a triste ditadura que o país viveu após 1964 - é mentirosa. Aqui não houve ditadura (é mole?! Já vi todo tipo de argumento esquisito, mas este bateu todos os recordes.), mas ainda mais democracia do que Cuba. Pois veja: Tínhamos eleições, tivemos um número muito menor de presos políticos do que Cuba tem (ainda hoje), tínhamos um sem número de jornais (que de vez em quando publicavam em primeira página deliciosas receitas culinárias - afinal, quem fazia bolo também era parte da população e possuía direitos, correto?) - o Chico podia cantar "A Banda" num festival de música impune! O advogado Petri ilumina a inteligência mundial ao mostrar que muitas vezes, até um português "freak" como o de Ivan-sem-profissão (o Mini-Mini de plantão), contém menos absurdos do que um texto que apresenta concordâncias, pronomes - e sem erros, (apesar de escrito presumivelmente às pressas - sem copydesk...). Repito que o que mais escandaliza no texto de LAM, é essa miserável e repugnante gritaria pela comiseração com Fidel, enquanto ainda hoje apodrecem em cárcere pessoas cujo erro é discordar (além dos que tiveram que fugir). Esse "bias" sistemático de sentido humano e ético diz muito sobre as hipertrofias ideológicas presentes por aqui.
Fernando Tanganeli Império , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 29/2/2008 às 8:35:14 AM
Obrigado por este artigo! Pensei que ninguém iria reagir frente a essa panfletagem de direita que a Veja sempre faz. O pior, portando, está por vir nesta próxima edição do fim de semana, quando a seção Cartas parabeniza a revista pela reportagem. Devíamos incentivar as pessoas de bem a não ler este veículo.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 29/2/2008 às 6:32:29 AM
"Até agora não vi ninguém contestar reportagem, apontar inconsistências, mentiras ou notícias inventadas." - É, tem gente q só ver o q quer, e ainda tenta passar essa seletividade como argumento. Difícil imaginar q depois de tantas provas de q a Veja mentiu descaradamente, depois de tantos reclamarem - e provarem - das distorções de Veja, alguém ainda se preste a dizer q "não viu"...
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 29/2/2008 às 6:28:06 AM
Caro Fábio, a definição de ditador q o sr. citou é a mesma q usei, muito embora com menos palavras: alguém q toma o poder e concentra os poderes legislativo, judiciário e executivo em si mesmo, e o exerce arbitrariamente - o q é o mesmo q dizer q não existe estado de direito. entretanto não é o caso de Cuba. Fidel foi eleito diversas vezes, bem como o conselho de Estado q efetivamente governa. Os poderes legislativo e judiciário em Cuba não são enfraquecidos - concluir q o são por não derrubarem Fidel ou se oporem a ele sistematicamente é lógica circular, evidentemente. Existe Estado de Direito em Cuba - ou seja, o governo se submete às leis e não governa arbitrariamente, fazendo qquer coisa q queiram, a despeito das leis e da opinião do povo. Ocorrem eleições a cada dois anos em Cuba, e as regras são mais liberais q as nossas, banindo, por exemplo, a necessidade de ser vinculado ao partido comunista, assim como as próprias campanhas políticas financiadas pelo poder econômico. Por fim, simplesmente faltam argumentos para declarar Fidel um ditador. Fosse ele alguém q manda fechar o legislativo e desrespeita decisões judiciárias ou, ainda, q oprimisse seu povo para enriquecer-se, aí sim poderíamos chamá-lo disso. Mas tendo em vista q ele é apoiado pela imensa maioria do povo cubano e jamais enriqueceu a si ou a sua família com o poder, chamá-lo de ditador é propaganda.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 29/2/2008 às 6:11:21 AM
Ao apolonio: "Há um advogado aí embaixo que acusa outras pessoas de mentirosas." Caso o sr. esteja se referindo a mim, não acusei ninguém de mentiroso, mas apenas apontei as mentiras e disse o pq são mentiras. "E que os mísseis foram retirados - segundo ele - porque os EUA retiraram os seus da Turquia." É um fato histórico q os misseis na Turquia foram retirados em razão de um acordo tácito entre EUA e URSS, envolvendo a retirada dos misseis de Cuba - q ocorreu primeiro, caso o sr. não saiba. Conteste-o por sua conta e risco. "Para ele, é suficiente esse empate ridículo, para que os EUA não pudessem bloquear economicamente Cuba, numa espécie de jogo de regras infantis" Essa afirmação, além de ser falsa, não faz o menor sentido. Não disse q os EUA "não podem" bloquear economicamente Cuba. Disse q é a causa principal dos problemas econômicos da ilha, e q é profundamente injusto e imoral. Defenda a moralidade dessa ação covarde se quiser. Mas tenha o bom senso de não tentar me dizer no q acredito, e nem finja q disse o q efetivamente nem sugeri. A falácia do espantalho é uma das mais ridículas e óbvias. Se quer discutir meus comentários seja honesto o suficiente para reproduzí-lo, e não inventá-lo.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 29/2/2008 às 1:18:28 AM
"Os militares no Brasil agiram para deter os comunistas" QUÊ COMUNISTAS ? Nem o Carlos Lacerda viu esses comunistas, suposto motivo do golpe militar de 1964. O fato é, trocou-se uma democracia por uma ditadura. Se essa ditadura veio para deter outra ditadura, quê vantagem levou o Jeca Tatu ? Grande desculpa, longa noite escura, piada sem graça. Eu só tive que comemorar a "revolução de 64" fazendo ordem unida no pátio do colégio... E quem não voltou para casa ? Enquanto milhões se encolhiam intimidados em casa vendo Sílvio Santos e Chacrinha, meio de milhar de brasileiros com culhões dava a cara e a vida à tapa, pelo menos para mostrar que se podia querer mudar as coisas. Mas é sempre mais cômodo apertar a mão do Jair Bolsonaro.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 28/2/2008 às 11:49:16 PM
"você é imune aos fatos?você é imune aos fatos?": VEJA ERROU, HISTERIZOU, MENTIU. Na capa.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 28/2/2008 às 11:09:12 PM
1-"militares no Brasil agiram para deter os comunistas e, se comparado com todos os comunistas que já passaram pela Terra, eles foram uma mãe em termos de bondade": sim, lembro me bem das maes deles, ja fui agredido por militares 3 vezes em BH no meio da rua, sem qualquer razao, sem explicacao. Tambem lembro me muito bem da phohibicao de qualquer conversa politica no Brasil por adultos ou adolescentes, sob pena de agressao e prisao. Me lembro bem. 2-"ao contrário do tirano de Cuba eles não mataram quase (ou é mais de?) cem mil pessoas": seria redundante, mais de 50 mil pessoas ja sao assassinadas no Brasil todo ano.
Luciano  Silva , curitiba-PR - professor
Enviado em 28/2/2008 às 10:55:08 PM
Ora convenhamos caro Thiago, verdades e mentiras não são de uso exclusivo de uma única inclinação ideológica. Assim, do seu jeito, fazemos dois times, dos bonzinhos contra os malvados, dos bandidos contra os mocinhos, dos brasileiros contra os argentinos... Como também esclareço que se resolvemos matar 1 de vez em quando não somos menos assassinos do que aquele que matou 100 mil de uma vez. Quanto as classificações que possam enquadrar alguém como "terrorista", após o 11 de setembro, certos governos que não são necessariamente integrantes das "esquerdas que mentem por ideologia" dão uma lição de como distorcer a tão amada "verdade" em seu próprio proveito.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 28/2/2008 às 10:30:28 PM
Ai, Ivan, você não muda nem se um meteorito cair na sua cabeça..você é imune aos fatos?
Cid Elias , fortaleza-CE - hoteleiro
Enviado em 28/2/2008 às 9:33:48 PM
MARCELO MOREIRA(?), façamos assim, relembrarei ao senhor matérias publicadas no panfleto vejaqmentira, como se verdade fossem, as quais, em poucas horas, se revelaram mentiras toscas. O nobre, embora ligado à ex-revista, não soube, não viu, não leu...vamos lá? 1-O "fruto da carne", derivado da fusão da carne do boi e do tomate, batizado com o sugestivo nome de Boimate, constituiu-se, sem dúvida, no mais sensacional "fato científico" veiculado pela a revista Veja, em sua edição de 27 de abril. Na verdade, trata-se da maior "barriga" (notícia mentirosa) da divulgação científica brasileira. 2- Dólares das FARC. 3- Dólares de Cuba em caixas de uísque(não seria do Paraguai?) 4- Contas do Lula e Ministros no exterior, que a própria revista admitiu ser MENTIRA 5-"A ex-esposa de Pelé, Assíria, divulgou nota-16/02/08- em que nega as informações publicadas pela revista Veja. Diz a nota:"Diante das supostas entrevistas atribuídas a mim publicadas nos últimos dias na mídia - em especial na última edição da revista de maior circulação nacional, a Veja - esclareço: Em nenhum momento dei declarações/ entrevistas/ depoimentos a qualquer jornalista ou veículo da mídia sobre o meu casamento, tampouco à repórter Sandra Brasil da revista Veja .Portanto, toda declaração publicada e atribuída a mim nesses últimos dias é falsa e inescrupulosa e será tratada nas esferas jurídicas." Têm +
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 28/2/2008 às 8:48:52 PM
Ivan Moraes, como reconhecer o fato de que o Fidel Castro é um ditador é se posicionar à direita? Acredito que quem se identifica com a direita geralmente diz a verdade na maioria das vezes, pois lá não há, assim como é na esquerda, um relativismo moral que justifique mentiras em nome de uma ideologia, mas isso não é o suficiente para se afirmar com toda a certeza que alguém é de direita apenas por falar a verdade. Assim como o Fidel os governantes militares do Brasil em um passado recente eram ditadores, mas ao contrário do tirano de Cuba eles não mataram quase (ou é mais de?) cem mil pessoas e prenderam ou destruíram a vida de tantos outros. Os militares no Brasil agiram para deter os comunistas e, se comparado com todos os comunistas que já passaram pela Terra, eles foram uma mãe em termos de bondade, pois a maioria dos "perseguidos" ou eram terroristas ou ajudantes de terroristas.
Luciano Silva , curitiba-PR - professor
Enviado em 28/2/2008 às 7:24:21 PM
"polarizar eh especialidade da direita". eh faz sentido Ivan.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 28/2/2008 às 6:59:01 PM
Prezado Apolonio Silva, penso que o jornalista Luiz Antônio Magalhães está correto ao pontuar a omissão ao verdadeiro significado do embargo econômico que norteia a atual capa da Veja. Se o senhor o lê e relê, já deve tê-lo visto criticar as limitadas visões de mundo da esquerda brasileira - e, obviamente, isso não impede o senhor de criticar o autor desse artigo, mas talvez contribua para relativizar algumas de suas opiniões. A revista Veja, como se sabe, é cínica ao ponto de afirmar que Fidel é incapaz de fazer concessões ideológicas mesmo diante de agruras econômicas do povo cubano, mas que o embargo imposto pelos EUA (contra o qual o Brasil sempre se insurgiu desde a redemocratização; e que, indubitavelmente, explica e muito essas agruras econômicas cubanas), convence a população da vitalidade de ter um governante que "resiste ao imperialismo". Ao avaliar a qualidade do jornalismo produzido em qualquer espaço, penso ser impossível compactuar com a publicação de informações sabidamente falsas, como faz o jornalista Thomaz Magalhães. Firulas e contorcionismos verbais animam torcidas, mas não alteram os fatos - a matéria-prima do jornalismo.
Marcelo  Moreira , São Paulo-IN - jornalista
Enviado em 28/2/2008 às 6:57:03 PM
"A Veja é ruim porqe é de direita, porque ataca os mitos da esquerda, porque é reacionária, porque é porta-voz da direita..." Esses "brilhantes" argumentos" são o máximo que os críticos que passam por aqui conseguem reunir para falar mal da revista. Até agora não vi ninguém contestar reportagem, apontar inconsistências, mentiras ou notícias inventadas. Para muitos, a revista é ruim porque falou mal daquele personagem de boina que ilustra brochinhos e camisetas em faculdades de ciências sociais. E é ruim porque critica um governo ruim de um presidente de origem popular. No começo eu até me divertia com essas críticas adolescentes, mas agora perdeu a graça. Ficou repetitivo.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 28/2/2008 às 6:46:53 PM
Sao polissemias, Fabio. O "ditador" Cubano que a Veja esta empurrando goela abaixo de seus leitores eh o "ditador" dos anticomunistas, um grupo que se encontra sem emprego e com alta possibilidade de perder patricinio internacional ultimamente. Igualmente, em linguagem biblica, Veja eh uma perdida --eu tambem conheco polissemias.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 28/2/2008 às 6:17:30 PM
Prezado Ricardo Perri, Fidel é um ditador, ou então devemos aceitar a tese de que o golpe de 1964 não instituiu uma ditadura, tampouco todos os presidentes militares brasileiros poderiam ser classificados como ditadores. Se nos socorrermos do dicionário, veremos que ditador (além do sentido etimológico, que se refere ao magistrado romano, e do significado que o senhor corretamente emprega), também é uma pessoa autoritária e despótica. Sinônimo? Tirano. Segundo Houaiss, ditadura é "governo autoritário exercido por uma pessoa ou um grupo de pessoas, que tomam o poder desrespeitando as leis em vigor, com supremacia quase absoluta do poder executivo, apoiado pelas forças armadas, e com o poder legislativo inexistente ou enfraquecido e subordinado ao poder do ditador, o mesmo acontecendo com o judiciário, e onde geralmente não há estado de direito, imprensa livre, liberdade de associação, de expressão, nem eleições livres e regras claras de sucessão". Ou seja, temos um retrato quase irretocável de Cuba - e da China, exaltada pela revista Veja. No sentido que nos interessa aqui, ditadura se opõe à democracia como regime de governo.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 28/2/2008 às 5:36:12 PM
1-"Não se trata de polarizar o discurso entre direita e esquerda, se Fidel é um ditador sanguinário ou um santo": concordo, bom ponto, Luciano, mas polarizar eh especialidade da direita, eh por isso que voce esta vendo cacadores de bolsheviks aqui nas paginas do OI 100 anos depois do fato. 2-"Revistas como Carta Capital assumem o posicionamento esquerdista em seu editorial sem maiores cerimônias" enquanto Veja esconde seu suporte completo do Partido da Fome Garantida.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 28/2/2008 às 4:19:33 PM
"mal informado sobre os veículos onde RA trabalhou como editor ou diretor de redação": o que Adonis disse foi "o máximo que o Azevedo conseguiu foi afundar a Primeira Leitura, aquela revistinha do Mendonção que a Nossa Caixa patrocinava?". Era um desqualificador arrazante, como, digamos, "macaquinhos amestrados" em papagaiar a Veja.
Luciano  Silva , curitiba-PR - Professor
Enviado em 28/2/2008 às 4:18:06 PM
Não se trata de polarizar o discurso entre direita e esquerda, se Fidel é um ditador sanguinário ou um santo. Trata-se de ver o jornalismo não assumindo um posicionamento político nítido e ainda vender-se como "isento". Revistas como Carta Capital assumem o posicionamento esquerdista em seu editorial sem maiores cerimônias e não escondem que visam a um público de determinada inclinação política. O problema de Veja é a megalomania. Quer atingir, e atinge a um público massificado, desagradando a esquerda e deixando a direita com cara de estúpida. Veja era a melhor quando não era a maior. Se respeitou a passagem de Antônio Carlos Magalhães por que não faz o mesmo com uma figura histórica inegavelmente mais expressiva como Fidel? Jornalismo Melancólico.
Gerlis  Prata Surlo , Ouro Preto-MG - Estudante
Enviado em 28/2/2008 às 4:10:14 PM
Ao ler uma manchete dessas, que sem dúvidas é qualquer coisa menos jornalismo, preciso vincular o papel da revista Veja ao papel da oposição no Brasil. PSDB e PFL (ou Demo cratas) insistem em criticar o governo sem escrúpulos nenhum, sem muitas vezes, provas alguma. Mas, os fatos mostram que a popularidade do Presidente cresce a cada dia. Deve ser dificil para os "editores" da Veja conviver com seu ínfimo poder de persuasão. Toda semana uma crítica, a cada semana a popularidade aumenta. Deve ser intrigante conviver com uma dúvida: como pode? E o efeito é contrário duas vezes: enaltece FHC que é a cada dia menos popular, demoniza LULA que é cada dia mais popular. Infelizmente, assim como a oposição e VEJA não aprendeu a lição: não adianta querer crescer falando mal dos outros ainda mais quando os fatos são no mínimo duvidosos. É preciso propormos sugestões ao país ao invés de "já foi tarde". Não posso deixar de reconhecer que no governo de Fidel houve fuzilamentos e censura, mas seria imprudente não reconhecer que são poucos países do mundo que podem receber uma o Papa e dizerem: "Santidade, esta noite muitas crianças estão dormindo nas ruas, nenhuma delas é cubana"!!!. Não vamos nos render ao unilateralismo que empobrece a discussão no Estado Democrático de Direito. A complexidade da realidade social necessita ouvir todos os envolvidos para podermos ser considerados democracia
Thomaz  Magalhães , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 28/2/2008 às 2:37:59 PM
O colega Mauro Adônis está mal informado sobre os veículos onde RA trabalhou como editor ou diretor de redação.
Ary Nunes , COTIA-SP - vig.
Enviado em 28/2/2008 às 1:32:38 PM
"Trata-se de um panfleto de direita", dizer isso sobre a revista VEJA é chover no molhado. Mais que isso. É chover em enchente. Não por menos o Sr. Roberto Civita disse uma vez que a Veja tem que ser uma revista polêmica,pois assim seus leitores a desejam. Nessa frase infeliz, está mais que claro que o semanário não passa de um panfleto político-socio-ideologico adaptado para agradar os seus leitores. Só isso e nada mais. Nessa frase estúpida, o sr. Roberto Civita deixou claro que a verdade não interessa. Ela foi colocada em segundo plano. O lema da Veja é o seguinte: é preferível uma mentira que agrade o seu público, do que uma verdade que os desagrade. E assim ela vai caminhando à passos largos rumo a decadencia. É muito triste quando uma imprensa, do quilate da VEJA, se enverede por esses caminhos obscuros.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 28/2/2008 às 11:16:46 AM
Fui ao Brasil nos anos 90! Por duas vezes, passear, pois o litoral lá é lindo. Entrava em butecos "só para turistas", porque brasileiro não pode entrar. Fazia compras em butiques "só para turistas", porque brasileiro não pode entrar! Jantava em restaurantes bem legais "só para turistas " porque brasileiro alí tambem não podía entrar. Somando-se a isso, tem a "coisa" que é seguinte. Democratimente FHC mandava PASSAR FOME quem pensava contrariamente a ele. Foram mais de 20 millioes de pessoas PASSANDO FOME , por ,simplesmente, discordarem de seu método. E eh de Cuba que Veja reclama enquanto ate hoje ainda cobre FHC de elogio apos elogio. Ela vai tirar o cavalinho da chuva. Ja vai tarde.
Mauro Adônis Britto , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 28/2/2008 às 11:13:46 AM
Ahahahahahahaha. "Se não fosse Reinaldo Azevedo ninguém saberia quem é este Luis Nassif". Não seria o contrário, [ ]? Sabia que o Nassif já integrou o Conselho Editorial da Folha e que o máximo que o Azevedo conseguiu foi afundar a Primeira Leitura, aquela revistinha do Mendonção que a Nossa Caixa patrocinava? As cheerleaders do subjornalismo brasileiro não se emendam. Sempre tão desinformadas...
Victor Hugo Carvalho , Rio de Janeiro-RJ - Funcionário Público
Enviado em 28/2/2008 às 9:48:45 AM
A Veja está ótima e continua sendo a vanguarda do jornalismo no Brasil. Se não fosse Reinaldo Azevedo ninguém saberia quem é este Luis Nassif. Esse dossiê sobre a Veja que ele escreve é bizarro, e da conta da sua frustração por ter que escrever em jornalecos de terceira.
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 28/2/2008 às 8:36:30 AM
Prezado Fábio e colegas. Creio que defender ou atacar Fidel é uma inutilidade. É quase patético. É desviar o olhar para o estado em que se encontra Cuba - o país -, que evidentemente resulta do caminho, das opções que seus líderes escolheram. Há um advogado aí embaixo que acusa outras pessoas de mentirosas. É um exagero da parte dele, um impulso agressivo muito mais comum em pessoas jovens - " o vigor cruel da mocidade" como disse o poeta - do que propriamente alguém experimentado ou conhecedor profundo da história ou, como se lê no que escreve, com um verniz de lógica. Ele admite que - no auge da guerra fria - em face da instalação de mísseis americanos na Turquia (o país se fez de quintal dos EUA), Cuba (o país que se fez de quintal da URSS) deixou que soviéticos instalassem mísseis nucleares em seu território. E que os mísseis foram retirados - segundo ele - porque os EUA retiraram os seus da Turquia. Para ele, é suficiente esse empate ridículo, para que os EUA não pudessem bloquear economicamente Cuba, numa espécie de jogo de regras infantis. Depois de um sólido argumento desse, proveniente de um advogado, não há mais dúvida: o cliente, Fidel, está perdido. Minhas crianças, se tem algo mais velho, gasto e amarrotado, é a tal da guerra assimétrica. Argumentos baseados nisso precisam ser urgentemente recauchutados. Quanto a LAM, leio e releio: e é sempre o mesmo LAM.
beatrice vargas , BH-MG - jornalista
Enviado em 28/2/2008 às 7:37:01 AM
Fui a Cuba! Por duas vezes, passear, pois o litoral lá é lindo. Pela OAB!Entrava em butecos "só para turistas", porque cubano não pode entrar. Fazia compras em butiques "só para turistas", porque cubano não pode entrar! Jantava em restaurantes bem legais "só para turistas " porque cubanao alí tambem não podía entrar. Somando-se a isso, tem a "coisa" que é seguinte. Democratimente Fidel manda "FUZILAR quem pensa contrariamente a ele. Foram mais de 90 mil pessoas fuziladas , por ,simplesmente, discordarem de seu método. E gente magnífica, como a turma de Buena vista, ficou apodrecendo em porões. Até que uma fita clandestina foi parar em Londres, mostrando a música maravilhosa daquela gente calada, escorraçada, vivendo em muquifos. Um produtor americano descobiu aquele som em Londres e pediu licença a Castro para entrar na ilha e entrevistar essa gente. Só foi possível com um pistolão ( essa é outra estória) Por favor, vejam o "makiing of" de Buena Vista Social Club, para ter uma idéia do que esse [ ] fez com a fina arte de Cuba! Aí vem alguem e fala: Imagina! ele nunca foi um ditador! Ele foi eleito democraticamente e nunca matou ninguem! Ah tah , cara pálida!Agora o Fidel é um democrata! Por esse viés, Hitler tambem foi!
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 28/2/2008 às 2:20:59 AM
Faz o seguinte Luiz Antonio, quando qualquer pessoa puder comprar a Veja numa banca de jornal de Havana, aí você critica a qualidade jornalistica da revista. Até lá, Veja é melhor que qualquer jornal cubano.
Ely Constante , Curitiba-PR - Ap.
Enviado em 28/2/2008 às 2:01:31 AM
O grande problema dos órgãos da grande imprensa brasileira é que, na sua megalomania, eles acham que ainda formam opiniôes. Que ainda fazem cabeças. Eles achavam que poderiam derrubar Fidel, que podem derrubar Chaves, que podem derrubar Lula. Fidel ficou no poder por quase cinquenta anos. Deu dignidade ao povo cubano. Exigiu e obteve respeito para o seu país e para o seu povo. E passou o poder. Quando quis, como quis. Não caiu. E por isso a grande frustração da revista Veja. Chaves foi derrubado pela revista Veja na edição 1747, de 17/04/2002: "A queda do presidente fanfarrão", numa das maiores barrigas da imprensa mundial. Antes que a revista chegasse às bancas, o povo venezuelano já tinha reconduzido o presidente Chaves ao seu devido lugar. E ele continua lá, firme e fortemente apoiado pelo povo venezuelano. E por isso a grande frustração da revista Veja. Lula: - também a revista Veja já tentou desesperadamente derrubá-lo. Lembram-se da edicôes e das capas de 2005? Mas o povo brasileiro não deixou a Veja e a grande imprensa brasileira derrubar o Lula. Pelo contrário: reelegeu-o, e por goleada: 62% a 38%. Isto indica que a revista Veja e os demais órgãos da grande imprensa não enganam mais ninguém. Vejam as recentes pesquisas de popularidade do Lula, e do seu governo. O Lula vai passar o poder. Por isso a grande frustração da revista Veja.
Fabrícia  Lopes , Araçatuba -SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 28/2/2008 às 1:54:43 AM
Todos nós sabemos que o Jornalismo passa longe de ser uma atividade imparcial,mas,esta capa da veja foi vergonha.A revista agiu como dona da verdade,dando se ao luxo de colocar a título da capa como se fosse a vontade absoluta de todos os brasileiros .Desta forma a revista perde toda sua credilidade é bom ler,pois na veja vemos o que não devemos aplicar em um jornalismo ético e sério,pois,a ela cabe informar para que nós leitores possamos formar nossas opiniões.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 28/2/2008 às 12:49:39 AM
"O embargo decorreu dos misséis soviéticos em Cuba": mentira. O embargo tem a finalidade explícita de estrangular Cuba economicamente, para forçar a "mudança de regime" para um subordinado aos EUA. A crise dos mísseis cubanos foi uma resposta à iniciativa estadunidense de instalar mísseis nucleares na Turquia, uma forma de pressão (bem sucedida, por sinal) para q aqueles fossem removidos - o q ocorreu. Se for pra criticar Cuba e fidel, q se faça objetivamente, conhecendo os fatos e os conceitos, e sem utilizar lógica circular. Q se critique com honestidade intelectual - todo e quer país, sistema político, social e econômico e pessoas podem ser criticados honestamente. O q não se pode admitir - e esta é uma medida objetiva do q se pode chamar de ualidade da imprensa - é a desonestidade, a descontextualização, manipulação, escolha e distorção de fatos e conceitos para justificar uma conclusão pré-concebida e ideológica. Chamar alguém de "ditador" ou "tirano" ou "assassino" ou de qquer outra coisa sem justificar a categorização com fatos e conceitos rigorosos não passa de propaganda ou repetição da mesma.
Ricardo Pierri , Santos-SP - advogado
Enviado em 28/2/2008 às 12:38:42 AM
"Fidel é um ditador": mentira. Um ditador é o governante q reúne todos os poderes do Estado em si mesmo, e decide arbitrariamente, sem consultar ninguém, em proveito próprio. Fidel é eleito indiretamente para um cargo q não tem virtualmente nenhum poder individual - nem mesmo o de nomear um funcionário público, ou exonerá-lo. "Fidel assassinou quem discordava dele": outra mentira. Cuba adota, infelizmente (e por isso deve ser criticada), a pena de morte para casos de traição. Todos os que foram condenados à morte o foram após um processo judicial E após a concordância unânime do conselho de Estado cubano - q não é nomeado por Fidel, mas eleito indiretamente pelos representantes do povo. "A política cubana é dominada por um partido único": mentira. Embora exista apenas um partido em Cuba, não é necessário ser filiado a ele, ou mesmo concordar com as políticas dele, para ser eleito, inclusive para Presidente. "Cuba isola-se do mundo": mentira. O mundo é chantageado pelos EUA para isolarem cuba. Negociar com Cuba acarreta pesadas multas e a proibição de negociar com virtualmente qquer empresa estadunidense. comprar algo em Cuba resulta em prisão e multa. As sanções do embargo a Cuba se estendem a estrangeiros. "O embargo decorreu dos misséis soviéticos em Cuba": mentira. O embargo tem a finalidade explícita (cont)
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 27/2/2008 às 11:28:52 PM
"sempre fica alterado (ai, santa!) quando alguém resolve contestar seus métodos": todo o uso da linguagem neocon eh excruciantemente trabalhado para excluir limites alheios e para clamar terreno, que alias nao para de crescer nunca. Ate quando ele nao esta mentindo, o "jornalismo" neocon tem cheiro de mijo.
beatrice vargas , BH-MG - jornalista
Enviado em 27/2/2008 às 11:04:59 PM
Boa noite a todos! Outra vez quero dar os parabens às pessoas lúcidas, com argumentação precisa como o Arno e o Apolônio e mais um ou outro. Para mim, a capa da Revista Veja foi muito boazinha com aquele tiranete facínora! Até hoje tenho ouvido gravações de emissoras de rádio da época, onde se ouvia o barulho dos tiros dos fuzilamentos no tal "paredon". Quem matou tanta gente , quem expulsou do país de 20% da população, merecia uma capa mais contundente do tipo: ASSASSINO DEIXA O PODER PARA O IRMÃO E INAUGURA A DINASTIA DOS CASTRO POL POT!!" Não consegui entender porque a Veja foi tão boazinha com esse criminoso!!!
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 27/2/2008 às 11:03:17 PM
1-"Mas enaltecem a ditadura cubana": o assunto nao eh esse, masja que aqui estamos, mostre nos quem "enalteceu" alguma ditadura, e em qual comentario. Ate la, VEJA ERROU. O autor usou a raiz "jornalis---" 6 vezes, "ditad---" zero vezes, "Fidel" 7 vezes, "Veja" 7 vezes, a palavra "regime" uma unica vez numa sentenca que eu ja expliquer abaixo: "Ao contrário do que certamente desejavam a família Civita e os cubanos de Miami, não houve revolta popular contra o **regime** de Fidel e nem ele morreu no poder para que pudessem dizer que em Cuba a presidência era vitalícia." E essa sentenca continua sendo a respeito de VEJA ERROU. 2-"Qual a causa do embargo? Ou melhor: se o embargo é desumano, o que Fidel faz é o que?": E se eu dissesse "desumano eh deixar os brasileiros passarem fome e morrerem aa mingua como os tucanos fizeram" voce juraria que nao diria mas apresentaria efetivamente o argumento "espere, nao eh valida essa comparacao, as minhas comparacoes historicas valem, as suas nao valem". Ou comparacao historica vale pra Cuba E para o Brasil ou o argumento eh invalido. Da pra escolher de uma vez ou voce quer desqualificar comparacao historica em um assunto e usar la em outro? Nao que o assunto seja esse, tanto a roubalheira dos tucanos como o marxismo de Castro dispensam explicacoes. Gente que eu conheco passou fome por ambos.
Francisco Alves , Paulista-PE - Aposentado
Enviado em 27/2/2008 às 10:53:48 PM
O amigo jornalista de São Paulo logo aqui embaixo deveria ler de novo o artigo. A única coisa razoável que o articulista viu na capa foi o "já vai tarde". É picuinha pensar que o que acontece de mais importante quando um esquerdista lê uma revista como "Veja" é ele se achar ofendido.
Claudia Zardo , Uberlândia-MG - indefinida
Enviado em 27/2/2008 às 10:52:39 PM
Quer ver Cuba ao vivo e em cores e em metáforas verdaeiras? No filme "Guantanamera" Cuba definha. Numa viagem de uma ponta a outra da Ilha, um corpo num caixão (possível metáfora de um País) procura descanso derradeiro. Nesse percurso desenhado por Tomáz Gutiérrez Alea – que, apesar de tudo, soube ser crítico a partir de dentro – esmiuça-se um sistema, que há muito se sabe podre. No entanto, como na vida cubana, neste filme o riso solta-se e a alegria parece apagar tudo o resto. Importante para mim, que o vi pouco tempo depois de ter visitado Cuba; para todos, calculo, que tendo ou não visitado a Ilha de Fidel, encontraram no filme a confirmação do mito: da cuba revolucionária, nem que seja apenas pela alegria que a contamina, mesmo em horas de lamento; e ainda dessa Cuba ameaçada pelo inimigo norte-americano.... ( não achei o nome do autor deste parágrafo, mas...). Ficou curioso? Pegue o filme. Vai fundo. Esquece a Veja.
Alice  Góes de Paula , São Paulo-SP - Advogada e Jornalista
Enviado em 27/2/2008 às 10:46:10 PM
Como ficou fácil reconhecer um neo-con. É o mesmo histrionismo, a mesma afetação, a mesma hidrofobia. Tsc, tsc. Inegavelmente, o carolismo tem efeitos colaterais devastadores. Os devotos de Olavo de Carvalho vivem em abnegação radical e tentam resolver complexos mal resolvidas com briguinhas imaginárias pela net. Vejam o caso de Reinaldo Azevedo. Vocifera contra os "macaquinhos amestrados da esquerda" e sempre fica alterado (ai, santa!) quando alguém resolve contestar seus métodos. Julga respeito pelo interlocutar como eufemismo de bajular os patrões. Que ideologia nobre, uma espécie de mais valia às avessas! É tão sacal (tentar) debater com essa gente. São mais dogmáticos que um stalinista, pretendem ser mais realistas que o rei e ficam excitadíssimos ao serem desmascarados (calma, Apolônio, não precisa criar um terceiro fake para me ofender).
Fernando Schweitzer . , Florianópolis-SC - Desempregado
Enviado em 27/2/2008 às 9:45:48 PM
Bom artigo... e tem outro melhor no OI, que detalha todos os boicotes americanos a Cuba com dados da Nações Unidas...
Bruno  Silveira , Ribeirão Preto-SP - Advogado
Enviado em 27/2/2008 às 9:38:00 PM
Falar mal da Veja (nos termos tratados no artigo) vá lá, mas defender Fidel... aí já é demais. O autor, espertamente, tenta “justificar” o regime de Fidel através do ataque da Veja. O pensamento é mais ou menos este: se a Veja fala mal, é porque presta. Amigo, não concordo com você. Você está ultrapassando a análise do jornalismo e tentando a doutrinação ideológica. Não cola. Sem falar nas pérolas: “Ao contrário do que certamente desejavam a família Civita e os cubanos de Miami, não houve revolta popular contra o regime de Fidel” Dá vontade de rir, não é? Por que será que a revolta não existiu, então? Outra: “Em segundo lugar, não foi Fidel quem isolou Cuba, mas os Estados Unidos da América – pátria dos Civita –, por meio do desumano embargo que já dura décadas”. Qual a causa do embargo? Ou melhor: se o embargo é desumano, o que Fidel faz é o que? Nas duas frases há menção ao sobrenome Civita justamente para “validar” a afirmação. Triste.
Thomaz Magalhães , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 27/2/2008 às 9:16:44 PM
O título "já vai tarde" da Veja, como Fidel não morreu, só nomeou seu irmão ditador no seu lugar, não é, a meu ver, ofensivo. E é capaz de mostrar uma clara diferença entre os comentadores. Assim, ó: quem gosta de ditador e ditadura, ficou bravo. Quem não gosta de ditador e ditadura, ficou satisfeito. Daí temos um "paradoxo", para pegar leve com a turma que se ofendeu com o título. Falam o diabo dos milicos da ditadura brasileira e do Pinochet da chilena. Mas enaltecem a ditadura cubana. Não é um espanto?
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 27/2/2008 às 8:04:53 PM
Cá para nós, prezado Arno Esquivel, porque publicar fato sabidamente falso é mais feio que bater na mãe e porque seria imensa lacuna não fazê-lo em se tratando da revista líder de mercado. Olhe o caso de Che Guevara. Em 97, foi capa de Veja, numa reportagem assinada por Dorrit Harazim (hoje na revista Piauí), que foi à Bolívia. Em 2007, a mesma Veja fez um panfletão que ensejou críticas duríssimas de John Lee Anderson ("o melhor biógrafo de Che", segundo Veja) contra a matéria assinada por Diogo Schelp. "Fiquei intrigado quando você não me procurou após eu responder seu email. Aí me passaram sua reportagem em Veja, que foi a mais parcial análise de uma figura política contemporânea que li em muito tempo. Foi justamente este tipo de reportagem hiper editorializada, ou uma hagiografia ou – como é o seu caso – uma demonização, que me fizeram escrever a biografia de Che (...) O que você escreveu foi um texto opinativo camuflado de jornalismo imparcial, coisa que evidentemente não é. Jornalismo honesto, pelos meus critérios, envolve fontes variadas e perspectivas múltiplas, uma tentativa de compreender a pessoa sobre quem se escreve no contexto em que viveu com o objetivo de educar seus leitores com ao menos um esforço de objetividade". E, se o tema é ditadura, não dá para comparar Cuba "Já vai tarde" com a capa super especial com a China comunista de partido único.
Cristiano Medri , Londrina-PR - biólogo
Enviado em 27/2/2008 às 7:21:33 PM
O que me deixa mais desanimado é a quantidade de desavisados que ainda acredita nesta revistinha.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 27/2/2008 às 7:17:16 PM
Entao revele ao que veio, Arnevedo: "muito macaquinho amestrado do tipo mico-leão-dourado e sem profissão pra ulular as sandices de jornalistas de aluguel": Diga nos que voce esta aqui pra mudar o foco da Veja, pelo menos, e mostre nos aonde eu ululei sandices da Veja... nos paises nordicos, talvez?
Simonal  Vanderlei , Arcoverde-PE - Estudante de Dirteito
Enviado em 27/2/2008 às 7:09:36 PM
Muito me admirou a petulância da revista Veja ao criticar Fidel, e o que é pior, nas qualidades que mais admirava nele. O Grande Líder que durou 50 anos no Poder e com apóio quase que total de seu povo, porque mesmo com os poucos recursos soube dividi-los, mas também, a medicina cubana é ponta, alto grau de maturidade nos esportes, dentre outros. Outrossim, não entendo quando falam no isolamento Cubano, mesmo porque nós brasileiros também vivemos algo parecido, pois todos sabem que o nossos produtos ao saírem do pais são altamente tarifado e conseguintemente perdemos mercados fora, e não raras as vazes temos abrir nossos mercados para com baixas tarifas. Em outras palavras, todos os dias nós passamos por isolamento comercial, e mais, diferentemente do Grande Fidel (para mim), não conseguimos desconcentrar rendas. Mas ainda vejo o lado bom de tudo, sei que a política de Fidel ainda vai perdurar por muito tempo em Cuba e espero que se espalhe por outras nações, mas também, por não estar morto, poderá, mesmo sem estar no poder, direcionar Cuba repassar seus ideais..
Arno Esquivel , Belo Horizonte-MG - Professor
Enviado em 27/2/2008 às 7:07:20 PM
Cá pra nós, o que seria da Mídia IG sem a Veja? É um tal de Leituras de Veja pra cá, outras tantas leituras de Veja pra lá, por que será? Aí vem uma "adevogada" que acompanha caravanas, e pespega a seguinte pérola: parece existir entre os comentaristas do OI uma "blitzkrieg de anti-esquerdistas que faz apologia ideológica em detrimento da análise midiática". Não é hilário? Mas, esperar o quê dessa claque bolchevique idiotizada se o ator faz essa LAMbança ideológica? É muito macaquinho amestrado do tipo mico-leão-dourado e sem profissão pra ulular as sandices de jornalistas de aluguel. E a caravana passa...
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 27/2/2008 às 6:49:23 PM
"na verdade não tinha mais condiçoes de continuar ..... foi forçado pela doença ... por ele ficava "ad eternum". Nota ZERO para o artiguete deste (?) jornalista / observador (?) ,e para quem defende aquela ditadura": o assunto nao eh isso, Max Suel, eh a cobertura de 4 centimetros da Veja que nao cola suficiente. Veja ainda precisa de uns 4 metros de tapa-c...
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 27/2/2008 às 5:23:29 PM
Prezado Ivan Berger, eu identifico, claramente, o senhor à direita do espectro ideológico. Isso, em si, não é bom ou mau, mas uma constatação. Às vezes, penso que o senhor se perde na crítica antipetista - e já apontei isso em comentários dirigidos diretamente ao senhor, inclusive em artigo que eu mesmo assinei ("RBS inaugura o novo jeito de noticiar", OI, nº 426). Eu me situo à esquerda. Isso não me impede de fazer questionamento e de apresentar discordância às práticas, por exemplo, da Via Campesina ("Camponesas queimam filme no Dia da Mulher", OI, nº 372). Por vezes, critico a miopia lulista que rola solta entre comentadores do OI. Sei de práticas políticas abomináveis dentro do PT e já manifestei aqui minha opinião, por exemplo, sobre o caso dossiegate e sobre o oferecimento da denúncia do mensalão. Lembra-se da polêmica entre o senhor, Sandro Vaia e outro colega (cujo nome me foge) com Gilson Caroni? Ali, nos comentários, o senhor encontrará críticas que fiz a Chávez e ao próprio professor Gilson Caroni. Fidel? Um ditador que nunca me enganou e acho patética a justificativa que Fernando Morais traz ("A Ilha") para a censura à imprensa em Cuba. Mas não considerar o bloqueio imposto"democraticamente" pelos EUA, além de desonesto, não faz parte da tradição brasileira de pedir o fim do embargo. Eu não brigo com fatos.
Marco Antônio Leite , SCS-SP - TST
Enviado em 27/2/2008 às 5:02:43 PM
Como sempre a extrema direita não se conforma com a postura ética, moral e ideológica da grande esquerda revolucionário. Essa revisteca de quinta categoria gostaria muito de invadir o território cubano e impor sua ideologia burguesa, a qual tem por objetivo explorar os cubanos vendendo gato por lebre. O grande líder Fidel Castro, o mito desta e de muitas histórias que virão não admite que [ ] venham a explorar seu politizado povo, povo que adotou e aprovou unanimemente o socialismo cubano. A extrema direita raivosa e desonesta imaginava que o grande Fidel viesse a morrer e os [ ] viriam a invadir a Ilha para vender seus produtos piratas e vagabundos para os cubanos. Abaixo a direita decadente e viciada na exploração dos despolitizados e alguns poucos bobos que imaginam que estão lendo algo que venha trazer coisas úteis.
Edemerson Aquino , Ribeirão Preto-SP - Adm. de Empresas
Enviado em 27/2/2008 às 4:52:48 PM
Essa "dita revista", não passa de um instrumento de disseminação de ódio dentro do país. Não forma, nem informa e sim deforma qualquer pensamento e tema. Será que eles farão uma capa igual a essa quando o Sr. Bush Jr. deixar o poder? Tenho certeza que não! Ao contrário: exaltarão os anos de chumbo de Bushinho e dirão que esse [ ] foi uma das melhores pessoas que já pisou na Terra. Assim caminha a Veja. Na minha casa, faz dez anos que essa porcaria não entra e acho que vai ficar um bom tempo sem contaminar minha residência. Tenho dois vizinhos e uma amigo de trabalho que cancelaram as suas assinaturas de Veja. Eu só pude parabenizá-los.
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 27/2/2008 às 3:59:11 PM
"...Primeiro, porque não há nada de melancólico na renúncia de Fidel. Ele soube sair de cena, preparou a sua sucessão ..." Sim, preparou seu irmão ...... grande sucessão !!!! . Soube sair de cena (???) na verdade não tinha mais condiçoes de continuar ..... foi forçado pela doença ... por ele ficava "ad eternum". Nota ZERO para o artiguete deste (?) jornalista / observador (?) ,e para quem defende aquela ditadura
Alice Góes de Paula , São Paulo-SP - Advogada e Jornalista
Enviado em 27/2/2008 às 3:42:59 PM

O sistema de edição dos comentários cortou a última frase do meu texto: "sei que o OI não está interessado na identidade dos comentaristas, mas é preciso cuidado para não transformar o espaço dos debates em plataforma de tietes ideológicas". Está claro, e não apenas para mim, que o Sr. Apolônio e seus heterônimos exercem esse papel por aqui. "Litigância de má-fé" foi uma ironia, mas a direita culta e bela se revelou incapaz de compreendê-la. O pior é que essa mesma gente se acha em condições de criticar a "qualidade" do artigo de Luiz Antonio Magalhães. O articulista condenou a linha editorializada de "Veja", critério que não tem nada a ver com juízo ideológico, "tiranos que fuzilam civis" e outros quejandos. Na verdade, trata-se de uma análise de caráter técnico, sobre método jornalístico. Fidedignidade e objetividade são resultantes da aplicação intransigente do método. É ele que ajuda a conter as nossas emoções, as nossas idiossincrasias. A credibilidade decorre do método, que no caso de Veja não existe. O viés das matérias é sempre o mesmo, qualquer pessoa sabe, de antemão, o que irá encontrar nos textos da revista. Fechar os olhos para isso é sectarismo. Pior: é cabotinismo.

Nota do OI: Prezada leitora, o sistema de comentários do Observatório aceita textos de, no máximo, 1.400 caracteres (contando os espaços).

Nilton Bergamini , Bauru-SP - micro-empresário
Enviado em 27/2/2008 às 3:31:43 PM
Luiz Antonio, um ótimo artigo mas desnecessário. Assino embaixo do que escreveu, mas não deveria ter perdido o seu tempo analisando a capa da Veja. Já é fato que as páginas dessa revista não servem para se limpar. Não é preciso ter mais de dois neurônios para perceber que as noticias são totalmente parciais. As opiniões saem das colunas (onde deveriam ficar) e se proliferam nas noticias tantando nos convencer de que é fato. Basta ler em pelo menos outras 2 ou três fontes que publiquem a mesma noticia para perceber as incongruências dos fatos. É tão difícil defender essa revista quanto procurar pelo em ovo. Ela mesma já faz o favor de se maldizer ao passar do tempo. Vejo o desespero do Apolonio e de mais meia dúzia tentando defender a revista. São vários posts cheio de letras e argumentos furados. Mais posts defendendo do que atacando a revista porém são de uma quantidade ínfima de defensores desesperados contra o dobro de atacantes. E aí eu percebo que ela não precisa ser mais analisada, pois ela já não tem mais o crédito que tinha. As pessoas pouco a pouco estão se dando conta de que não vale a pena pagar por ela. Parabenizo novamente o Luiz pelo ótimo artigo apesar de mostrar o óbvio.
Silvério Cardoso Corrêa , Juiz de Fora-MG - Advogado
Enviado em 27/2/2008 às 2:57:53 PM
Interessante, no domingo de manha fui a banca de jornais com um pouco de pressa para comprar jornais. De relance ví a capa da veja dependurada, e na hora que ví e lí o título pensei comigo "que manchete grosseira". Não entendo nada de capa de revista, mas foi mesmo de mal gosto. Fui assinate de VEJA muitos anos, e há anos não sou mais. Ainda bem, tiro minhas próprias conclusões.
Edivaldo Silva , Brasília-DF - Ator
Enviado em 27/2/2008 às 2:52:22 PM
Parabéns, Luiz Antônio Magalhães! Belo artigo.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 27/2/2008 às 2:47:07 PM
"Ou então somos alguns mancomunados (em "litigância de má-fé"!), porque, convenhamos, é evidente!: é impossível a hipótese de concordarmos que fuzilar alguém desumano!": a nenhum ponto do artigo ou dos comentarios aparece a palavra "fuzilar" ou alguma coisa parecide: VOCE introduziu isso, se responsabilize pela reacao. Voce nao esta convertendo marxistas embora tenha SE convencido disso, ok? O assunto eh o assunto, nao o que voce percebe dele.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 27/2/2008 às 2:34:59 PM
Mas olhemos bem de perto quem deu fatos e quem nao deu, CartaCapital ou Veja: Carta Capital diz: "Cuba sem Fidel". Nao da pra mim ler o escritinho embaixo e nada sei a respeito. Veja pesadamente editorializa e adjetiva: "ja vai tarde", "fim melancholico", "ditador", "isolou", "hipnotizou a esquerda" (que eh mais uma mentira jornarreica da Veja pois ele hipnotizou os **marxistas** mas vamos deixar pra la). QUEM DEU FATOS E QUEM DEU BOATOS?
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 27/2/2008 às 2:16:20 PM
"para ele o título de capa "Já vai tarde" é interpretação da família dona da revista e os jornalistas que lá trabalham. Nada a ver com o que pensam as famílias brasileiras a respeito de uma ditadura": o assunto nao era ditadura, era a reportagem de Veja. 2-"arremata, o democrático colunista: "e nem ele morreu no poder para que pudessem dizer que em Cuba a presidência era vitalícia". É verdade, vitalícia a ditadura não foi. Que trunfo, não?": o "trunfo do democratico colunista" era O QUE A VEJA TERIA DITO A RESPEITO DA MORTE DE CASTRO e esta vesga por nao poder falar ("nem ele morreu no poder para que **pudessem dizer**...")
Alexandre  Maia , São Paulo-SP - médico
Enviado em 27/2/2008 às 1:59:47 PM
Parabéns Luiz Antonio Magalhães. Que a Veja fique com suas posições. Mas jornalismo não é. A Veja tem deixado o jornalismo de lado em tributo ao esgoto.
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 27/2/2008 às 1:57:09 PM
Caro Fábio. O comentário que fiz pretendeu ser objetivo. Pretendi ser claro, no que julgo ser indiferente à esquerda ou à direita - o que não é o artigo de LAM. Repito que se o OI se tranformar em um espaço para ficar garimpando artigos de lá e de cá, perderá de vista uma missão que vai implícita no nome. Repito que o que falta é um sistema de qualidade mínimo. Ademais Fábio, nós dois sabemos que existem inúmeros articulistas que não são contemplados aqui no OI - inclusive de outros sites. Portanto há aqui sim um filtro na garimpagem. Um filtro definido por critérios vagos, que fornece espaço a uns em detrimento a outros. Esse texto de LAM é horrível, chega a ser tosco. Um texto decente num OI apresentaria os vários "approachs" para o ocaso do tirano, de esquerda e de direita - existem vários... Que LAM não escreve bem, desconhece história e não articula idéias de forma inteligível, eu sei faz tempo. Que ele seria mais um no incrível exército de brancaleone também era previsível. Mas isso não interessa. O que interessa é como uma entidade que se julga "O Observatório da Imprensa" pode ser tão vulnerável a essa discrepância na garimpagem (ou como disse, por outras no futuro)? Creio que a resposta é: falta a aplicação de ferramentas básicas de qualidade. Subindo a qualidade, a militância xiita vai procurar regiões mais adequadas à sua dieta diária de desinformação.
Ivan Berger , Santos-SP - jornalista
Enviado em 27/2/2008 às 1:42:12 PM
Claramente identificado com a direita, jornalista Fabio ? E o prezado como se situaria ? Pelo que eventualmente leio, chutaria que naquela esquerda envergonhada, que posa de liberal e igualitária, mas não ousa assumir publicamente a simpatia por figuras no mínimo controversas como Fidel,Chávez e o próprio camaleão Lula, para não citar os que já se foram desta para melhor, se é que há lugar lá para mentores de alguns dos maiores genocídiosa da história. Não que o seu rótulo me incomode, é apenas mais um que não consegue enxergar além dos estreitos horizontes da ótica binária que seu conterraneo advogado Ricardo dissecou tempos atrás, mas que não deixa de ser uma decepção partindo de quem se esforça tanto para demonstrar superioridade e sabedoria. Mero verniz, por supoesto.
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 27/2/2008 às 1:41:48 PM
Parece que o pessoal de esquerda, não contente em apresentar argumentos ridículos, lanca mão dos risíveis. Aparece uma advogada - que não lê o que ninguém escreveu abaixo, ou que simplesmente não lê - cujo grande trunfo é esse: eu, e outros aqui (assim, desde que seja da área de exatas) somos um só. Ou então somos alguns mancomunados (em "litigância de má-fé"!), porque, convenhamos, é evidente!: é impossível a hipótese de concordarmos que fuzilar alguém desumano! É um complô, uma blitz ideológica da direita! Não sei se rio ou choro disso. Mas ela escreve isso! Se essa vivente se desse ao trabalho de pelo menos ler o que vai escrito abaixo veria que considero esse debate que está ocorrendo aqui e agora - essa coisa surreal entre um tal de Apolônio e uma advogada que acha que gente que discorda é complô - não é o tipo de discussão apropriada. Chamo a atenção abaixo para a falta de ferramentas de qualidade: Isso que permite textos ruins como o de LAM, e de outros aqui no OI - inclusive os comentários surreais, e os dos macaquinhos amestrados da esquerda. Quanto a falta que fez à advogada as aulas de história ou mesmo a leitura de jornais e livros, o advento da internet é um alento. Mas vai ter um efeito colateralzinho: a desconstrução dos discursos maltrapilhos.
Roberto Silva , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 27/2/2008 às 1:39:11 PM
Invertendo-se os sinais: se ao invés de Fidel fosse Hitler, teria o autor se revoltado tanto assim ? Ou sua "isenção jornalística" lhe impede de fazer tal inversão ? Sobre ".. a esquerda PODE ter cometido erros": devem ser os tais "ovos para omeletes" de Stalin.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 27/2/2008 às 1:28:49 PM
Prezado Apolonio Silva, o artigo do autor é uma observação da imprensa. É condescendente com Fidel? Penso que não colocaria o ditador cubano ao lado do camarada Stálin se quisesse poupar críticas aos seus métodos. Ao interpretá-lo como ideal autoritário da esquerda ressentida que quer patrulhar a liberdade alheia e fixar padrões de qualidade sinistros, o senhor formula crítica (e, assim, observa o OI). Ao fazer a sugestão para que o senhor ampliasse a pluralidade de visões da imprensa com artigos, eu o fiz de boa fé e amparado nas muitas afirmações do senhor sobre a seleção de textos publicados pelo OI. Exemplo? "Tenho acompanhado o OI há algum tempo. Não enxergo critério algum identificável, nenhum padrão de qualidade. Mais, o OI não apenas observa uma mídia, ele explicitamente e recorrentemente, ao promover artigos como este de LAM, defende um tipo de mídia, em prejuízo de outra". Se o OI não publica textos que, de modo explícito ou recorrente, defendam "o outro tipo de mídia", talvez seja porque não existam pessoas que pensam como o senhor dispostas a escrever e a participar do debate. Talvez seja por outra razão. Observe o OI, ora, isso é bom. O território aqui, ao contrário de outros, é livre e plural.
Thomaz Magalhães , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 27/2/2008 às 12:54:52 PM
"E muito bem feita por sinal". Temos aí um sinal do equilíbrio na interpretação do articulista Luiz Antonio Magalhães. De resto, para ele o título de capa "Já vai tarde" é interpretação da família dona da revista e os jornalistas que lá trabalham. Nada a ver com o que pensam as famílias brasileiras a respeito de uma ditadura. E tudo a ver com a esquerda brasileira que não acha melancólica a renúncia de um ditador e nomeação de outro - seu irmão. "Soube sair de cena, preparou a sua sucessão". Sem dúvida. Saiu-se melhor que um Pinochet da vida, convenhamos. E arremata, o democrático colunista: "e nem ele morreu no poder para que pudessem dizer que em Cuba a presidência era vitalícia". É verdade, vitalícia a ditadura não foi. Que trunfo, não? E conclui sua defesa da esquerda: "estava lutando ao lado de Fidel, como esteve do camarada Stálin, por exemplo." E que exemplo!
Gersier Lima , Montes Claros-MG - Radialista
Enviado em 27/2/2008 às 12:22:46 PM
Eu aconselho a esse Pedro Levindo que se diz ser estudante de jornalismo, a pesquisar um pouco antes de escrever. Se o Fidel, que não estou aqui dizendo ser seu fâ ou defensor, fuzilou inimigos o que dizer então do Fulgêncio Batista, capacho dos Estados Unidos por anos e depois abandonado por aquele País? A Veja hoje não passa de um folhetim de quinta na mão de grupos que perseguiram pessoas na Africa do Sul simplesmente porque não tinham a mesma cor que eles. A Veja hoje não passa de um folhetim de quinta que aliena pessoas que se dizem cultas, mas que não passam de preguiçosos mentais, que ao fazerem qualquer esforço cerebral exala um certo mau cheiro. A Veja hoje complementa a educação(?) e a cultura(?) daqueles inertes que têm preguiça até de usar um controle remoto e mudar de canal para ver se existe algo diferente em outros canais. A Veja hoje enoja quem realmente é jornalista. Passar por uma faculdade e receber um diploma não significa que se está apto a exercer essa nobre função. Houvesse uma prova como a da OAB a maioria não passaria no teste. É dificil acreditar que um grupo que imprime outras revista que vale a pena ler, tenha que chegado a um nível tão baixo com a revista que era sua vitrine.
Alice  Góes de Paula , São Paulo-SP - Advogada e Jornalista
Enviado em 27/2/2008 às 12:07:27 PM
Vou direto ao ponto: está havendo “litigância de má-fé” aqui no OI. O “físico” Apolônio Silva e o “programador” Tiago Conceição têm atuado de forma orquestrada, difundindo o mesmo tipo de interpretação dos artigos publicados pelo Observatório. Chama atenção o fato de ambos serem da área de exatas e de terem textos e pontos de vista muito similares. Não sei, me parece uma mesma pessoa ou uma blitzkrieg de anti-esquerdistas que faz apologia ideológica em detrimento da análise midiática. É sempre a mesma ladainha de condenação gauche e de propaganda acrítica do capitalismo. Pouca ou nenhuma reflexão sobre método jornalístico. Vejam o caso da capa de “Veja” sobre Cuba, por exemplo. Ora, não está em questão a natureza boa ou ruim do regime castrista, mas a forma como a revista apresenta a renúncia do caudilho: “Já vai tarde”. Isso é opinião apaixonada, meus caros. Já se sabe, de antemão, o que norteou a apuração da revista. Foi isso que Luiz Antonio Magalhães denunciou. “Veja” mais parece um panfleto mofado da guerra fria, editado por basbaques integralistas. Chega a dar dó. Eu li a matéria e não há nela a problematização do embargo americano e suas conseqüências para a situação econômica da ilha. Negligenciar tal informação é erro jornalístico crasso. Sei que o OI não está interessado na identidade dos comentaristas, mas é preciso cuidado para não transformar o espaço dos debates e
Valéria  Sinésio , João Pessoa-PB - repórter
Enviado em 27/2/2008 às 11:46:27 AM
Essa capa de Veja realmente merece um estudo aprofundado, não apenas pela parcialidade visível retratada na capa, mas para que seja feita uma reflexão tantos pelos alunos como pelos professores do curso de Jornalismo de todo o país, Infelizmente, não há como ser totalmente imparcial na profissão, uma vez que os veículos pertencem, na maioria das vezes, a grupos políticos dominantes. A capa e "opinião" da revista, deixa claro a contrariedade entre o que é ensinado no curso (Ética no Jornalismo) e a vida prática. Onde está o jornalismo informativo???O que vemos hoje no Brasil, quase sempre, pe jornalismo opinativo.
Carlos Moliterno , Maceió-AL - Arquiteto
Enviado em 27/2/2008 às 11:39:24 AM
Essa revista está um verdadeiro nojo, foi o que senti ao ver a capa na banca e estou inclusive fazendo campanha entre amigos mais desligados no sentido de que a des-assinem. Obs.: Já tive algum êxito.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 27/2/2008 às 11:01:34 AM
"Na farta de saia, a gente vamo de melancia mêmo...": no colar?
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 27/2/2008 às 10:36:04 AM
¡ No te preocupes, amigo! Esse pessoal que tem uma ampulheta com o nome do Fidel na cabeceira da cama tinha um problema : se preocupar com quê, quando o Grande Comandante se for ? Deus, eles parecem virgens esperando a noite de núpcias. Quem lembra das cenas de Miami quando correu o boato que Fidel havia morrido, em 2007 ? Mas apesar de Hugo Chavez não ter um pingo da estatura de Fidel, quebra o galho dessa gente. Na farta de saia, a gente vamo de melancia mêmo...
Pedro  Levindo , Salvador-BA - Administrador, estudante de jornalismo
Enviado em 27/2/2008 às 9:53:24 AM
O que os críticos da revista mais lida do país parecem esquecer é que a família Civita é dona de uma editora. A publicação de jornais e revistas não é uma concessão pública, como no caso de TV e rádio. O dono publica o que bem entende. Em relação ao título do artigo, é óbvio que a Veja faz jornalismo. Opinativo, mas faz. Está no direito dela. E sobre o mérito da matéria, além de estar extremamente bem-escrita, mostra algumas verdades incômodas para a dita esquerda. O embargo à ilha pode ser desumano. Mais desumano ainda é fuzilar pessoas por terem ideáis diferentes das suas. E tão desumano quanto, e no mínimo curisoso, é observar como a esquerda brasileira, que sofreu nas mãos da ditadura daqui e lutou pela liberdade política e de imprensa no Brasil, parece achar que os cubanos não tem o mesmo direito.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 27/2/2008 às 9:47:04 AM
"voltando à referência de LAM: o que ele escreveu é desumano, como fuzilar alguém porque pensa diferente, como torturar alguém que discorda": as palavras "fuzilar" e "torturar" nao aparecem nessa pagina. Aonde ele "escreveu" isso?!
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 27/2/2008 às 8:48:40 AM
O que mais choca nesse artigo, é a referência cruel de LAM aos "cubanos de Miami". Como se o pessoal que largou seu patrimônio em Cuba, tivesse ido para os EUA como imigrantes. Não foram. As pessoas eram intimidadas, havia perseguicão política e falta de liberdade para pensar e escrever - inclusive essa liberdade maravilhosa que tem LAM para escrever [ ] texto, que por outro lado pode ser questionado ou aplaudido por [ ] texto - saúdo a liberdade de expressão porque é ela que nos salva de Fidels, PolPots, Hitlers, e congêneres. Mas voltando à referência de LAM: o que ele escreveu é desumano, como fuzilar alguém porque pensa diferente, como torturar alguém que discorda. A esquerda pede que se fuzilem os ditadores de direita, em boca espumando ódio e sangue, e quando um fascinra de esquerda, que fuzilou dezenas de milhares, chega ao seu ocaso, deseja comiseracão. Pois então entenda sr Fábio: ESTE tipo de texto, que acabei de escrever, assim como este de LAM, assim como vários de sua lavra, são exatamente aqueles que nunca deveriam aparecer aqui, a não ser em comentários pouco apaixonados e de preferência, raros. Lamento profundamente que o sr não consiga entender isso. Que por sinal, é bem básico.
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 27/2/2008 às 8:36:29 AM
Mas uma vez que apareceu um advogado, assíduo frequentador do blog de Nassif - muito, muito preocupado com o bom jornalismo, é importante tracar contraprontos ao artigo de LAM - não como elemento de observacão da mídia, porque não tem relacão alguma com isso - mas apenas como o que ele é de fato: a lamúria de quem se sentiu ofendido com a despedida - de fato, melancólica - de Fidel. LAM afirma, que - coitadinho de Cuba, sofreu embargo econômico dos EUA (após ter tentado instalar alguns misseizinhos nucleares para atacar...os EUA) - Deixemos pra lá essa guerra assimétrica Tabajara repercutida por LAM. Ele não deve nunca ter ouvido falar disso. Os fatos históricos (desconheco a idade de LAM) são que os EUA (a bem de seus interesses, é óbvio) e por intermédio de Hanry Kissinger ofereceram a Cuba a possibilidade do fim do embargo, tão logo Cuba renunciasse a enviar tropas a outros países para ajudar na "causa socialista". Por um capricho da história, explodiram na África vários conflitos na mesma época e Fidel optou mandar tropas para lá. Ele optou pela continuidade do embargo. Mas é óbvio. O único beneficiário do embargo era Fidel mesmo, ao custo do sofrimento de seu próprio povo.O fim do embargo significaria a perda automática da substância do discurso de Fidel. No fim acabaria como todo ditador, julgado pelos fuzilamentos que ordenou de gente que apenas discordava do que fazia.
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 27/2/2008 às 8:21:36 AM
Caro Fábio, por favor releia o que escrevi. Por favor diga qual parte entendeu. O resto eu dou um jeito para tentar ser mais claro. Acredito no óbvio: o OI não deveria ser espaco para o debate que você propõe. É simplesmente ridículo depois do que escrevi receber uma sugestão como a sua. Estou dizendo com todas as letras meu caro: Isso que ocorre com artigos de LAM, e com a sua sugestão esdrúxula, não deveria ser possível aqui! Isto não deveria se indignar a ser um palco político a apresentar pecas daquele ou deste lado. Isto é um observatório da imprensa. Não deveria se sentir bem em ser ou observatório bolivariano da imprensa, ou observatório "direitista" da imprensa. E não se trata de dar o mesmo espaco para todos os lados, num arremedo de democracismo. Trata-se de um problema de qualidade de organizacões meu caro. Trata-se de compreender sua própria missão e não prostituí-la ao sabor do xiita de plantão. É observacão da mídia meu caro, então que a mídia seja observada, mas com critérios que possam ser aferidos por terceiros e que se diga: o OI observa a mídia segundo estes critérios, a selecão de textos obedece a este procedimento e etc., para que se avalie se não ocorrem desvios, principalmente com textos nos quais o autor não entende o que lê nem o que escreve. Não enviarei artigo algum. Espero um artigo digno de um OI. O que não é o caso do artigo de LAM.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 27/2/2008 às 12:04:39 AM
Prezado Apolonio Silva, se me permite uma sugestão, escreva um artigo para o OI enaltecendo a qualidade do jornalismo da revista Veja (ou de outro veículo que o senhor leia de modo regular ou bissexto) até domingo. Na terça-feira, ele será publicado. O trololó da direita é bastante conhecido: a imprensa é, supostamente, de esquerda. Pois há opiniões e artigos de pessoas claramente identificadas à direita na atual edição do OI (posso mencionar os artigos de Ivan Berger e Paulo Bandarra). Isso se chama pluralidade, Apolonio. Na Veja, temos algumas matérias, uma espécie de jornalismo residual, e muitos textos editorializados: um mar com a mesma opinião formada sobre tudo. Isso é mau jornalismo, além de ser de uma cansativa previsibilidade. Hoje, depois de ler a Veja (e eu leio as principais matérias), preciso checar informações para saber se aquilo ali é verdade ou não. E não é porque existe erro eventual, acidente de percurso ou enxurrada de denúncias contra "o governo mais corruto da história desse país". Há, como apontam diversos observadores da imprensa, erro doloso, e isso é indesculpável.
Eduardo  Alex , Vila Velha-ES - Servidor Público
Enviado em 26/2/2008 às 9:41:52 PM
Bem, pelo conteúdo do texto, percebe-se que o autor responde à ideologia do espetáculo de VEJA com ideologia. Parece outra face de uma mesma moeda. Independente do valor da reportagem, que realmente não é só crítica mas tenta fazer a sua parte na luta pelos corações e mentes da classe média que a lê, a decisão do ditador cubano é apenas mais um capítulo melancólico – como em toda e qualquer ditadura. Outra coisa: Fidel não soube sair; ele teve de sair. Sua influência ainda será forte no governo de seu irmão
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 26/2/2008 às 6:56:07 PM
Caro Gilberto, apenas pretendi chamar a atencão para o fato de que inexistem critérios no Oi para garimpagem de textos na imprensa. Também para o fato de que o mesmo teor de Veja esteve expresso em outras publicacões pelo mundo. Tento estabelecer o nexo entre isso e a falta de sistema de garantia de qualidade para o OI, enquanto este se pretender Observatório da Imprensa- não para veja ou estadão, conforme o sr porderá encontrar registrado em meu comentário. Postulo que a falta de um sistema de qualidade profissional faz com que o OI seja presa fácil de batalhões de esquerda - é isso que permite que semanalmente haja uma enxurrada de artigos repetindo sempre o mesmo bordão. Mas considero que no futuro pode se tornar também presa fácil para qualquer outro tipo de interesse. Quem sabe o de Veja, que LAM tanto abomina por dar guarida a ideias "de direita". Postulo mais. Com o andar da carruagem, a se perpetuar esse "bias" de deficit de qualidade, em algum momento um "nerd" da vida vai colocar gratuitamente na "net" uma ferramenta de observacão da imprensa muito mais objetiva, rastreável (mas presumivelmente pobre, do ponto de vista de debates), que retrate a mídia assim como ela é. Textos pretensamente pedagógicos como este de LAM, só repercutem o que determinadas militâncias desejam ouvir. Se o objetivo for esse, ele terá sucesso, como o sr verá ao voltar aqui daqui a uma semana.
Cid Elias , fort-CE - Hoteleiro
Enviado em 26/2/2008 às 4:46:05 PM
Nota máxima para o artigo e para o Luciano, autor disto que merece a expressão "observação da imprensa".
Gilberto Marotta , salvador-BA - jornalista
Enviado em 26/2/2008 às 4:23:49 PM
Acho que o texto não trata de jornalismo "bom" ou "ruim", mas de jornalismo. Poderiam ser milhões de pessoas a achar a revista Veja uma revista "de qualidade". Mas isso não significa que ela faça jornalismo. Jornalismo é outra coisa.
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 26/2/2008 às 3:21:42 PM
Fecho o parêntesis. LAM ao postar aqui uma crítica a mídia, trovejando sua sensibilidade ideológica ferida sobre a Veja, esqueceu-se de várias outras revistas: aqui e no mundo...parece mais um no incrível exército de Brancaleone, do que propriamente alguém observando a mídia.
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 26/2/2008 às 3:20:41 PM
Porque aquele texto e não aquele? É mais importante criticar uma mídia privada que publica uma reportagem questionável, ou uma mídia estatal, que faz vista grossa para um descalabro governamental - com dinheiro público!? Tenho acompanhado o OI há algum tempo. Não enxergo critério algum identificável, nenhum padrão de qualidade. Mais, o OI não apenas observa uma mídia, ele explicitamente e recorrentemente, ao promover artigos como este de LAM, defende um tipo de mídia, em prejuízo de outra. A observação em si da mídia é secundária, a não ser quando seja para aviltar a liberdade de expressão. Abro um parêntesis. E são frequentes aqui: é curioso que alguém por exemplo como Weis, com décadas de jornalismo até hoje não procurou entender o papel da liberdade de expressão - pelo menos o que está na história e nas leis do país? É trágico uma coisa dessas! E defende censura. E não tem nem um pingo de cuidado com o que seria mais importante para si.O sujeito erra em tudo: Parece o Lula! (se bem que este acertou na economia pelo menos): o sujeito aplaude expulsão de jornalista, censura no youtube, "senhas" do presidente da república para intimidar a imprensa! O que falta para o Granma mandar contratar como editor essa genialidade?
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 26/2/2008 às 3:19:37 PM
Por que escrevo sobre qualidade, por que trazer um assunto desse tão fora do gosto do público do OI? Porque aqui muito se fala sobre outra "qualidade": a "qualidade" da revista Veja, "qualidade" disso, "qualidade" daquilo, como se houvesse mesmo um padrão universal de qualidade, como se a percepção (e julgamento crítico!) de todos os seres-humanos pudesse ser nivelada, rasgada toda a individualidade, superadas todas as diferenças, arrasados os pontos de vistas e devessemos todos viver como se tivéssemos saído de um campo de reeducação socialista. Não teríamos senso crítico: dependemos de artigos como os do nível de LAM para que sejamos iluminados. É claro que não é assim. É claro que isso faz parte de um sonho autoritário, frequentemente embalado por canções pseudo-democráticas. Não escrevo isso à guisa da Veja ou Estadão. Escrevo pelo próprio OI. Afinal, O QUE observa o Observatório da Imprensa? Como observa? Com que critérios surgem textos como os da lavra de LAM? O texto de LAM, tem como parâmetros a observação da mídia, ou é apenas a expressão de um recalque pessoal contra algo que atinge seus mais profundos sentimentos sobre modos de produção da humanidade? Afinal, como se dá a garimpagem?
Apolonio Silva , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 26/2/2008 às 2:46:50 PM
O que é qualidade? Eis um termo que longe do pragmatismo da Engenharia do Produto serve para qualquer causa. Lá, por outro lado, define-se como qualidade, "qualquer característica capturada pelo cliente". Assim, não existem tribunais de qualidade se não aqueles que inspecionam os processos - o conjunto de documentos que definem e garantem que a confecção de determinado produto obedece a um padrão bem definido, que abrange infra-estrutura, maquinário, recursos-humanos, tecnologias e etc. - o sistema de garantia de qualidade. Um produto pode parecer bom para determinado tipo de público, e ruim para outro - mas, de posse de um sistema de garantia de qualidade, qualquer um pode verificar que o sistema está sob controle, que não anda por aí passeando ao sabor do mutável gosto de um gerente, de um engenheiro ou de um vendedor. Pode-se ainda relativizar a noção: "é de baixa qualidade mas pelo preço...", ou "isto não presta, mas acredita naquilo que acredito...". São de fundamental importância os sistemas de garantia da qualidade. Ao topar com um, sabemos que não estamos sendo enganados, que o que compramos hoje, ou o que obtemos hoje, será obtido também amanhã. Ou na pior hipótese, podemos saber exatamente a extensão de um "recall" de um produto.
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