ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 503 - 17/11/2009
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CRISE ECONÔMICA
Muda tudo, inclusive a indústria do jornalismo

Por Alberto Dines em 16/9/2008

Ainda não foi escolhido o cognome com que o último fim de semana (13-14/9) entrará para a história econômica. É uma questão de dias – ou horas – até que se encontre o nome-fantasia apropriado para uma catástrofe que se anunciava claramente há mais de um ano e que os experts (inclusive na imprensa) teimavam em ignorar.

A ruína do banco Lehman Brothers, fundado em 1844, não é simbólica, não se trata apenas do fim do capítulo sobre os gigantescos bancos criados por imigrantes alemães no interior americano. Trombetear o fim do capitalismo é bobagem, instituições ou sistemas só podem ser consideradas tecnicamente encerradas quando há substitutos aptos. O suplente do capitalismo ainda não foi inventado e dificilmente o será algum dia.

No fim de semana arrancaram-se as derradeiras lantejoulas de um sistema financeiro que para se proteger, estufou, estufou até que arrebentou. A crise hipotecária americana não foi avaliada com a devida seriedade – pelas consultorias, agências de risco e a imprensa especializada – porque o sistema financeiro compreende vários níveis de negócio.

Mesmo em dias de quebradeira de bancos hipotecários há gente apostando no futuro, ganhando rios de dinheiro na própria débâcle do mercado.

Perigo das bolhas

O sistema se realimenta continuamente, o negócio de negociar com dinheiro – o próprio ou de outros – não admite lutos ou folias. Bolsas disparam e despencam, mal-humoradas ou bem-humoradas, independentemente da real situação dos mercados. Dentro de dias um especulador pode mudar drasticamente os tétricos índices da segunda-feira (15/9) sem tocar no mercado hipotecário americano ou no sistema mundial de refinanciamentos.

A imprensa não consegue mostrar esta complexidade. Nem jamais teve esta pretensão porque, para isso, deveria adotar uma postura rigorosamente crítica. Não necessariamente marxista, mas cética, militantemente cética. Não apenas no que respeita às crises em si, mas, sobretudo, no tocante ao mecanismo de criação de modismos, tendências e seu produto final, obra-prima do efêmero contemporâneo – as bolhas.

Alertar para o perigo das bolhas equivaleria desestimular o consumismo, o turismo e a falsa noção de que a felicidade só é possível num apartamento duplex com piscina olímpica. Quem agüenta viver sem a esperança de hospedar-se no Crillon de Paris, quem abdica do direito de sonhar com um Land Rover ou mini Sony Vaio?

Nem a mídia nem os mediadores – sobretudo estes – têm suficiente estofo (ou rabugice, dá no mesmo) para dizer aos concidadãos que estão sendo enganados quando governantes, experts e outros jornalistas garantem que uma catástrofe como a do último fim de semana será rapidamente contornada.

***

Os portais de notícias brasileiros no domingo (14/9) à noite eram um show-room do tal jornalismo do futuro. Com exceção de um par de especialistas de plantão, os veículos digitais – estes que estão sendo solenemente apresentados como substitutos dos jornalões e revistões – cuidavam do futebol, da Fórmula-1, da fofoca, dos cataclismos climáticos e da Bolívia; afinal, não se deve desperdiçar fotos de confrontos armados, lembram filmes de ação. Nenhum sinal do que acontecia nos EUA e dentro de horas seria manchete da imprensa mundial. Fácil entender: a bolha hipotecária e a bolha digital foram fabricadas pela mesma febre. Não se sabe exatamente o que vai mudar. Talvez a velocidade.

Comentários (21)
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Andre Vieira , Curitiba-PR - Analista de sistemas
Enviado em 30/9/2008 às 10:58:03 AM
"O suplente do capitalismo ainda não foi inventado e dificilmente o será algum dia"... Um suplente já foi inventado sim, e chama-se SOCIALISMO. Se gostam ou não dele, é uma questão de opinião. Já ignorá-lo trata-se de compromisso ideológico que não deveria estar estampado em um texto que se pretende crítico. Lamentável para o Observatório...
Rubens Prector , Guarulhos-SP - Dentista
Enviado em 18/9/2008 às 8:50:42 PM
Incorporou-as no lugar de encorporou-as.
Rubens Prector , Guarulhos-SP - Dentista
Enviado em 18/9/2008 às 7:30:17 PM
Deu no NYTimes: "Ao oferecer um empréstimo de último minuto de US$ 85 bilhões ao American International Group (AIG), a seguradora em dificuldades, Washington não apenas deu as costas a décadas de retórica sobre as virtudes do livre mercado e os riscos de intervenção do governo, mas também provavelmente minou futuros esforços americanos para promover essas políticas no exterior". E ""Eu temo que o governo tenha passado ao ponto sem retorno", disse Ron Chernow, um importante historiador financeiro americano. "Nós temos a ironia de um governo de livre mercado fazendo coisas que o governo democrata mais liberal nunca faria nem mesmo nos seus sonhos mais insanos." Pois é, cadê a turma do P$DB que elevou o neoliberalismo à religião dogmática financeira aqui no Brasil. Eles afirmavam que "quem não adere ao neoliberalismo estará fadado ao fracasso"! Seré mesmo? By the way: Cadê o audio da gravação?
Rodolfo Ribeiro Machado , Batatais-SP - programador
Enviado em 18/9/2008 às 1:36:48 PM
...Alertar para o perigo das bolhas equivaleria desestimular o consumismo,... É por isso que a Globo apoia tanto o Obama, é para que nós possamos continuar a idolatrar os EUA como ela faz. Como Bush se tornou insuportavel até mesmo para alguns conservadores e seu pupilo McCain e Sara Palin acham que declarar guerra à Russia é algo banal, só resta à Globo alguem mais palatavel como Obama, para, como diz o slogan da famosa rede de fast food, "amo muito tudo isso...", ao invez de exercitar um pouco de espirito critico em relação aos EUA e sua suposta liderança no mundo, uma sociedade onde o cidadão penhora sua casa, pega cincoenta mil dolares e vai gastar no shopping, como a todos os jornais, inclusive a Globo, mostraram, é muito pior do que a nossa, aqui no Brasil alem de ser dificil obter emprestimo, creditos como o Finame ou crédito rural nos obrigam a prestar conta de onde gastamos o dinheiro emprestado, apresentar nota fiscal etc, e são creditos para investir no seu negocio, nãp para exercicio de consumismo puro e simples. Bem, como disse um professor da UFRJ no "Jornal das dez" na GloboNews semana passada a respeito da entrvista de Sara Palim dizendo que iria declarar guerra à Russia, "é porque ela não viu o teste do missil russo "Topol M"".
Luiz Paulo Santana , Belo Horizonte-MG - Economista
Enviado em 18/9/2008 às 1:29:00 PM
Fim do capitalismo? Ou transformações, mudanças, avanços? Precisamos superar o atual estado de coisas. O consumismo, por exemplo, e toda a sua febril engrenagem. Essa história de bater recordes. De "crescer" sempre. Mesmo que não se saiba para quê, por quê, para onde. E os limites do planeta? Como responsabilizar administradores, agentes, proprietários, pelo absurdo de gerar um desequilíbrio econômico-financeiro que está sendo comparado com a debacle de 1929? É preciso desenvolver esse lado da questão. Por que, na verdade, essa história de derivativos, "subprime" e quejandos há algum tempo cheira a golpe, a um-sete-um, estelionato de grandes proporções, capazes de lançar o mundo inteiro num turbilhão de gravíssimas consequências. É preciso avançar na questão da responsabilização. Agências reguladoras? Quem regula as agências? Fala-se nisso tudo há bem tempo, mas ainda não se viu providência alguma. Ora, se há alguma coisa no capitalismo que espanca a racionalidade é justamente a incapacidade do sistema de manter-se em equilíbrio. Acredito que possamos atingir, um dia, um estágio em que possamos produzir o necessário, como um mínimo de recursos e de trabalho, visando sobretudo o equilíbrio do sistema e deste com o meio ambiente, nele incluido o homo sapiens. Por enquanto, temos que aguentar essa bagunça glamourosa. Irresponsável e irracional.
Rubens Prector , Guarulhos-SP - Dentista
Enviado em 18/9/2008 às 2:05:16 AM
Estatização nos EUA: tucanos, blogueiros pseudo-sapientes, e sabem -tudo, disfarçam, fingem que não estão entendendo bem a situação e ainda por cima avacalham como sempre as idéias de esquerda, das quais o P$DB nunca encorporou-as. Fim do capitalismo só pode ser pensado bem para frente, pois o fim desse sistema exigiria que o ser humano se desenvolvesse em muitas áreas: ética, humanitária, administrativa e outras. Como o mundo ainda é dominado pelo pensamento neoliberal, que se esconde hoje pelo fracasso total de sua prática, não é de se espantar que comparem o "povo" de lá (EUA ou NE"U"RA), com o "povo" daqui. E as críticas partem dos mesmos de sempre: os revoltados com a vitória de Lula nas eleições e na popularidade, que até os tucanos já dão como inflexível, apesar das crises inventadas pela oposição chinfrim-tupiniquim. A característica cultural dos NEURAs, pode ser também a alienação; a prepotência substituída pelo pavor econômico; a obssessão compulsiva pelo consumismo; a sujeição religiosa, o bushismo a caminho da extinção e etc. Ótimas características culturais! Ó oposição desnorteada e nocauteada: olhai os lírios do campo lulopetista com mais carinho! Será que as supostas censuras que alguns tucanos estão recebendo aqui no OI desmantelaram o bom senso dos mesmos? Cadê o áudio?
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 18/9/2008 às 1:44:36 AM
"É a hora mais feliz para os capitalistas, que ficam "compradores". Compram os prejuízos aplaudidos pela esquerda" e "A estatização emergencial da seguradora norte-americana, que enleva a alma da esquerda festiva,antevendo o fim do capitalismo, oo do "neoliberalismo"": ja que tem tantos assim, aponte nessa pagina ou no OI dessa semana, aonde se encontram todos esses esquerdistas, mencionados duas vezes por voce, tao felizes com prejuizos e com a estatizacao "emergencial". Ate la, voce esta inventando ou mentindo... como sempre, Thomaz.
Rubens Prector , Guarulhos-SP - Dentista
Enviado em 18/9/2008 às 12:12:26 AM
De todas os personagens perseguidos na vida real, quadrinhos, filmes, novelas e mais, o presidente Lula está superando-os. Com tantas crises inventadas pela oposição, pelo tablóide Veja e mainardistas de plantão, pelo blog nunca visitado do Trem Azul, pelo PIG em geral e Globo, é de admirar que Lula ainda esteja de pé. Coisa impressionante para qualquer tucano desesperado, atualmente. Impressionante!
Thomaz Magalhães , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 17/9/2008 às 11:44:04 PM
A estatização emergencial da seguradora norte-americana, que enleva a alma da esquerda festiva,antevendo o fim do capitalismo, oo do "neoliberalismo" - a mesma coisa para os felizes - parece ter no império características diversas da tupiniquéia. Não se tem notícia de aparelhamento das ditas empresas por cumpanheros de partidos. Também não se observa, no "povo" de lá, euforia comemorando que agora a seguradora e o banco "é" nosso. O povão de lá não é disso. Isso, característica cultural, digamos assim, pode fazer certa diferença. Não vai demorar para ficarmos sabendo. Se os EUA vão continuar capitalistas ou vão virar um país socialista.
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 17/9/2008 às 10:03:36 PM
De uma conversa ocorrida há pouco (13:35): “Do ponto de vista dos fatos, esse acordo não existe, Muito menos com a Veja. O presidente sequer se dispõe a dar entrevistas à Veja. No momento, admito que todo mundo possa ter dúvidas, inclusive internamente. Mas ao final do inquérito se mostrará se houve ou não houve acordo. E garanto que não houve. O tempo mostrará que, obedecendo às regras do Estado de Direito, se produzirá um inquérito consistente, porque virou uma questão de honra para a Polícia Federal. O governo não tem interesse em encobrir nada. Só quer que se aplique a lei. E, para isso, o inquérito tem que ser conduzido tecnicamente. Admito que há dúvidas que só podem ser desfeitas com fatos. E o fato será o final do inquérito. Não haverá como convencer ninguém antes disso". Thomaz Magalhães, por que você não informou sobre o fecho do artigo do Nassif? Ele (o fecho) está acima, copiadinho (CtrlC; CtrlV). essa tática tucana é antiga, mas precisa ser extirpada.
Elen Leite , Porto Alegre-RS - Comerciante
Enviado em 17/9/2008 às 9:54:38 PM
Off-topic - Não consigo encontrar o artigo do sr. Dines onde ele diz que os grampos são mais graves que a crise na Bolívia. Poderiam me passar o link?
Diógenes Ventura , Cabrobó-CE - Comentarista
Enviado em 17/9/2008 às 9:14:57 PM
Dizer que o capitalismo não acaba porque lhe falta um substituto apto, como quer o articulista, é como dizer que o câncer ou a criminalidade não acabam por falta de algo melhor. Se o câncer, a criminalidade e o capitalismo são ruins, muito pior é não combatê-los e, pior ainda, tentar legitimá-los com a idéia, vendida pelo articulista, de que não há alternativa para esse sistema corrupto, cujo único resultado infalível é a privatização dos lucros e a estatização dos prejuízos.
josé paulo kupfer , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 17/9/2008 às 4:33:09 PM
Meu caro Dines, Acho que sou um desses do seu par de jornalistas de plantão que foram exceção no domingo passado. Acho, aliás, que não é só um par. Acho também que devo ser uma exceção nessa "imprensa especializada" que não avaliou bem a crise. Aliás, acho que não é de hoje que sou, como dizem os economistas, um ponto fora da curva. Enfim, imagino que você nem saiba de esforços, como os meus, para fazer um trabalho sério e honesto. Assim, fica o convite: http://colunistas.ig.com.br/jpkupfer/www.colunistas.ig.com.br Aqui, um texto, publicado às 23h42 do domingo, com um título que talvez você possa considerar entre os nomes que você procura para o fim de semana passado. http://colunistas.ig.com.br/jpkupfer/2008/09/14/domingo-sangrento-em-wall-street/ Aqui, um texto já procurando avaliar os efeitos sobre o Brasil, sem catastrofismos, mas também sem oba-oba, http://colunistas.ig.com.br/jpkupfer/2008/09/15/calma-que-o-brasil-e-nosso/ Seria uma honra a visita. Abraços. ZéPaulo Kupfer
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 17/9/2008 às 10:31:58 AM
O capitalismo é Daniel Dantas, LIVRE, fumando um charuto no banco de trás de sua limusine, olhando os pedintes do lado de fora das janelas blindadas. É George Soros levando U$ 10.000 de uma velhinha de Idaho que acreditou no valor das ações da Petrobras - que NADA tem a ver com o valor da verdadeira Petrobras. O capitalismo é FHC tentando por dois meses cancelar sua conta do Speedy porque a conexão vive caindo. Capitalismo é o Bom Dia Brasil meter o pau no governo Lula não porque a economia vá mal, mas porque a família Marinho não gosta que Lula seja o presidente. Capitalismo NÃO É descobrir que um programa pequeno, assistencialista e demagógico como o Bolsa-Família consegue mudar a vida de milhões. Capitalismo é criticar o colega empresário que ainda voa não tem seu jato particular. Capitalismo é estar se lixando. Para qualquer um, qualquer coisa. Lixemo-nos todos.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 17/9/2008 às 10:29:19 AM
(Off-topic--- nao notei antes seu ultimo paragrafo, que eh excelente. Ele aponta um fenomeno social ainda nao explicado, que o numero de banalidades de fazer cair o queixo aumenta, e o numero de mencoes a coisas que poderiam ser problematicas diminui, antes de algum "acontecimento".)
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 17/9/2008 às 10:25:19 AM
"Ainda não foi escolhido o cognome com que o último fim de semana (13-14/9) entrará para a história econômica": em homenagem ao Buraco do Xuxu, que tal Buraco de Bush?
Fernando Guimaraes , São Paulo-SP - Publicitário
Enviado em 17/9/2008 às 10:14:10 AM
Tudo que é sólido desmancha no ar. Foi um alemão barbudo meio fora de moda que falou isso. Mas vai voltar, o governo bushevsky já está cuidando disso, ao socializar a aig. É a mão invisível do mercado com todos os dedos dobrados menos um esticada na direção dos seus ideólogos. E como temos um aqui bem à mão vou ficar aguardando ansioso a explicação iluminada sobre esse novo lance de destruição criativa. Vai que é tua, magalhães.
Pedro Pereira P , PALMAS-TO - estudante
Enviado em 17/9/2008 às 8:36:39 AM
Qual Gatopardo ( Lampedusa) Sr Dines muda tudo, inclusive o jornalismo. Este mesmo jornalismo acrítico que sempre mudou para criar mantos de proteção ao poder estabelecido sob suas óticas de ação. Quando a regra básica de manutençao do poder vai ser entendida pelo jornalismo nacional?Talves assim teremos analistas de fatos e não de retóricas. Analisar retóricas é tão perigoso que se corre o risco até de pedir o impedimento do presidente.
Thomaz Magalhães , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 17/9/2008 às 12:10:44 AM
Como diz o titulo dessa matéria do Dines, muda tudo. Na imprensa brasileira. O criador vira criatura. Paulo Henrique Amorim, o criador do pig, virou o pig. Pediu o impeachmet do Lula. Quer dar o golpe no Lula. Aderiu ao pig. Mas precisa ver se o pig o aceita. Porque o pig nunca quis dar golpe no Lula. Fala mal do Lula. Mas nao pediu impeatchment do Lula. Nem o FHC pediu. O Paulo Henrique pediu. Hoje. Alegou os "fatos" da matéria do Nasisf. O Nassif agora também quer ser do pig. Falou que o lulopetismo fez acordo com a Veja e com o Daniel Dantas. Eu acho que o pig não aceita o Nassif também. Acho que o pedido de impeachment do Lula pelo Palo Henrque vai cair no vazio. Ele também vai ter que engolir o sapo.
ailton amaral , sao paulo-SP - consultor de seguranca
Enviado em 16/9/2008 às 6:21:29 PM
como disse o dines, essa historia ja estava prevista, mas os donos de jornais e quem manda neles nao querem que a massa saiba de muita coisa, porque assim assustaria os incautos e tolos consumidores de classe media para baixo, deixando o mercado com menos dinheiro a ser retirado e levado aos bons e ilegais paraisos fiscais. agora, como é mesmo o lance do jornalista ai do comentario anterior? amor aos leitores? acho e ele esta numa epoca remota, distante ou que nao existiu, nao existem jornalistas que tem amor pelo leitor nem sequer pela profissao, nao mais, pelo menos. jornalista ou jornal que tem posicao em disputas politicas, economicas ou sociais nao sao confiaveis, nao sao jornalistas de verdade, podem ter titulos, mas nao fazem por merecer. os ingenuos que acreditem nos meios de comunicacao.
Thomaz Magalhães , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 16/9/2008 às 4:52:19 PM
É mesmo uma bobagem trombetear o fim do capitalismo numa hora dessas, quando despencam os valores da empresas. É a hora mais feliz para os capitalistas, que ficam "compradores". Compram os prejuízos aplaudidos pela esquerda. Depois, quando ela se resigna diante da reação capitalista, ficando triste, eles ficam contentes de novo, aí vendedores. Realizando lucros. Numa hora como essa agora, os capitalistas nem notícia precisam ler. É só sair comprando. Notícia só precisam para para saber se ficou caro e vender. Gente feliz. E nós jornalistas, feito nossos ancestrais os trovadores, temos que fazer notícia na alta e na baixa, com o mesmo humor. Ou amor pelos leitores, se me entendem.
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