ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 508 - 24/11/2009
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DIPLOMA DE JORNALISMO
A discussão está muito ideologizada

Por Rogério Christofoletti em 21/10/2008

Publicado originalmente no blog Monitorando, 16/10/2008

As últimas semanas têm sido muito agitadas no que tange à discussão em torno da formação dos jornalistas. A Fenaj divulgou ostensivamente uma pesquisa que mostrava que a maioria da população prefere que os profissionais do jornalismo passem por cursos superiores na área. O resultado da sondagem serviu de munição para a entidade que mobiliza a categoria para o julgamento no Supremo Tribunal Federal da liminar que desobrigou a exigência de diploma universitário para jornalistas.

(Para quem não se lembra, em outubro de 2001 a juíza Carla Rister atendeu a uma ação civil pública que pedia essa desobrigatoriedade. A ação foi movida por grandes empresas jornalísticas e, concedida a liminar, permitiu que mais de sete mil pessoas obtivessem registros profissionais independentemente de diploma na área.)

Dias depois, uma matéria do site Congresso Em Foco colocou mais lenha na fogueira, informando que a maioria dos magistrados que julgarão a matéria já sinalizou pela rejeição à obrigatoriedade. O próprio ministro da Educação, Fernando Haddad, chegou a sinalizar que os cursos de graduação poderiam não ser as únicas portas de entrada de profissionais no jornalismo.

Gritaria na web

Na internet e entre jornalistas, estudantes e pesquisadores da área, o assunto tem rendido discussões acaloradas. No Observatório da Imprensa, todas as semanas artigos são publicados e versões são confrontadas. Numa lista eletrônica restrita a professores e pesquisadores da área, o professor Marcos Palácios insistiu em discutir aprofundadamente a possibilidade de mestrados profissionalizantes serem uma alternativa na formação de quadros mais qualificados para a profissão. Em poucos dias, a mensagem de Palácios foi objeto de reações as mais diversas, quase todas muito, mas muito apaixonadas, fazendo prevalecer argumentos corporativos e questionáveis.

Na blogosfera, gente influente do mercado e da academia vem se posicionando. Carlos Castilho (Código Aberto), por exemplo, ressalta o fato de que as escolas de comunicação não têm sido capazes de formar profissionais que possam enfrentar os novos desafios do jornalismo, provocados pelas novas tecnologias.

Alex Primo, por sua vez, afirma que a defesa do diploma não poder ser uma defesa do diploma per se, mas da formação de qualidade dos profissionais. Marcelo Träsel pega o gancho e envereda para o impacto que as novas tecnologias vêm provocando na atuação cotidiana desses profissionais. Já Márcia Benetti criticou violentamente a morosidade da inteligentsia brasileira, esperando uma atitude mais pró-ativa na condução e elevação do nível dos debates. Cética, ela acha que a batalha no STF está perdida e, com a desregulamentação no jornalismo, não só os jornalistas perderão.

Os sofismas da liminar

Discuto a obrigatoriedade do diploma desde 2001, a partir da concessão da liminar. De 2002 a 2005, debati o tema mesclando preocupações conceituais e corporativas, já que ocupava a vice-presidência do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina. Desde então, tenho feito uma autocrítica que me faz ver que a condução da questão não pode seguir essa orientação. Isto é, hoje, o debate está muito, mas muito ideologizado, o que é uma pena. Afinal, as questões centrais são deixadas de lado.

Primeiro, é sofismático o raciocínio que sustenta a liminar da juíza Carla Rister. Grosso modo, ela afirma que restringirmos o exercício do jornalismo àqueles que detêm diplomas universitários é um desrespeito à liberdade de expressão e a manutenção de um privilégio elitista. As premissas estão incorretas. Não se pode confundir o direito à liberdade de expressão com o exercício profissional do jornalismo. São coisas de natureza distinta. O primeiro é um direito, previsto em diversos protocolos, inclusive na Declaração Universal dos Direitos do Homem. O segundo é uma atribuição específica que depende de uma habilitação para tal. Isto é, o exercício de uma profissão exige conhecimentos técnicos, competências e habilidades para ser efetivado.

No caso das profissões regulamentadas – e o jornalismo é uma delas –, há outras exigências, inclusive burocráticas, para a obtenção de registro profissional. A inclusão da obrigatoriedade de diploma universitário é uma maneira de contribuir para que os quadros que exerçam o jornalismo passem por uma formação mais ampla, mais específica, mais qualificada. Isso garante que essa formação aconteça? Claro que não. Mas as leis prescrevem e outros instrumentos devem garantir a efetivação das políticas previstas em lei.

Se formos confundir o direito à liberdade de expressão com o exercício profissional no jornalismo poderemos também nos exceder e misturar acesso à justiça (um direito) com a possibilidade de ser advogado (um exercício profissional regulamentado, previsto em lei e consolidado como prática social há anos)...

Cortar a cabeça do paciente

Outro sofisma na liminar é o que condena a elitização. É verdade que nem todos têm acesso aos bancos escolares universitários. É verdade também que o salário mínimo previsto na Constituição não garante o sustento pleno de uma família de quatro pessoas. Nem por isso se defende por aí o fim do salário mínimo. O que se faz é a reivindicação de seu aumento, e da sua extensão como uma remuneração mínima, referencial para o mundo do trabalho. Da mesma maneira, não se pode atribuir à regulamentação dos jornalistas um insucesso da política pública nacional de universalização do ensino superior. Se as universidades ainda são um sonho e uma realidade de poucos, deve-se trabalhar para transformar essa realidade, e não atentar contra os cursos ou as instituições.

Retirar a obrigatoriedade do diploma para jornalistas é recuar na história, na medida em que reforçamos o entendimento de que não é necessário estudar, não é preciso se habilitar ou se capacitar para uma dada profissão. Com isso, antipedagogicamente, contribui-se para a idéia de que a escola não forma, não ajuda no desenvolvimento do sujeito, tem um papel sobressalente e descartável.

Pensando assim, agimos como o médico que decide cortar a cabeça do paciente que se queixa da dor. Decepar a parte doente não resolve o problema. Não se cura a dor. Pior: mata-se o paciente...

De qualquer forma, cabe pensar. Se as escolas brasileiras de comunicação são incapazes de despejar no mercado de trabalho profissionais qualificados, por que as empresas – de todos os portes e de todas as partes do país – continuam contratando esses jovens jornalistas?

Qualidade na formação

A discussão acerca do diploma para jornalistas sempre traz à tona uma suspeita sobre a capacidade das escolas de formar bons profissionais. Um argumento recorrente é o de que o mercado poderia fazer o mesmo, de forma mais barata e mais direcionada aos seus propósitos. Esse argumento é facilmente derrotado quando se lembra que o mercado não tem prerrogativa nem atribuição para formar profissionais, já que esta função é das escolas, das instituições e sistemas de ensino, que existem para isso. A idéia pode ser derrubada também pelo fato de que o mercado não tem condições de treinar e aprimorar todos os contingentes que anseiam por isso. O mercado não ensina, as empresas não têm infra-estrutura nem tempo ou prioridade para fazê-lo.

Cabe e deve caber às escolas de comunicação esse serviço: preparar profissionais para os desafios do mercado e as demandas sociais. As escolas de comunicação precisam ter (e muitas já têm) as condições necessárias para formar bons profissionais, já que reúnem quadros qualificados (e em constante aperfeiçoamento), infra-estrutura, experiência pedagógica. Há escolas ruins? Sim. Mas há boas também. USP, UFBA, Cásper Líbero, as PUCs, a UFSC, a UFRJ e a UnB não são bons exemplos de escolas de jornalismo?

Como em outras áreas do conhecimento, há exemplos e contra-exemplos. Veja-se o caso do Direito. Existem centenas de escolas no país que despejam milhares de novos profissionais todos os semestres no mercado. Apesar dessa quantidade, a OAB – volta e meia – se queixa que os concursos para juízes não preenchem a totalidade de suas vagas por conta da performance insuficiente dos candidatos. Nem por isso se prega o final das escolas de Direito no país... O que a OAB faz é recomendar as boas escolas, e com isso – de maneira afirmativa – sinaliza saídas positivas, esquenta a concorrência e obriga os cursos pouco recomendados a correr atrás...

As escolas de comunicação têm muito a melhorar? Sim, e precisam se preocupar com isso. Professores e pesquisadores da área precisam construir instrumentos e indicadores que afiram qualidade de ensino, eficiência na formação. Com isso em mãos, é mais fácil visualizar os resultados dos cursos, seus impactos nos mercados regionais, suas influências nas práticas e processos cotidianos, e até em procedimentos inovadores.

Nos anos 90, setores da academia que formavam a Fenaj concluíram um documento bastante importante para a qualificação do ensino na área do jornalismo. O Programa Nacional de Estímulo à Qualidade da Formação em Jornalismo é um instrumento detalhado, abrangente e aprofundado. Sabe-se que o texto de 1997 passou por avaliações e ajustes, e mesmo assim, passada mais de uma década, poucas escolas colocaram tais políticas em funcionamento. Não porque a proposta seja ruim. Pelo contrário: de tão boa, de tão comprometida, as escolas sentem dificuldade de contemplar todos os pontos, o que inviabiliza a sua implementação.

Entre outras coisas, significa que só o documento da Fenaj não basta e são necessários outros elementos para influenciar positivamente as instituições de ensino.

Parte interessada

O que, modestamente, venho percebendo é que a discussão em torno do diploma tem sido contaminada muito mais por elementos ideológicos do que racionais ou práticos. Isto é, a defesa do diploma fica muito circunscrita a argumentos circulares que endeusam o diploma por sua essência, e não pelas qualidades ou potencialidades que pode reservar. Com isso, a defesa da formação universitária em jornalismo alcança contornos meramente corporativos.

É preciso entender que é legítima a atuação corporativista de sindicatos e da própria Fenaj; afinal, são entidades classistas e têm a função de defender os interesses da categoria. Entretanto, a questão da (boa) formação dos jornalistas transcende os interesses profissionais, já que jornalismo e comunicação são atividades de finalidade pública, de clara interferência no cotidiano e no imaginário das pessoas. Isto é, essa questão afeta a todos, produtores ou consumidores de informação. Como é o caso da Medicina ou da Engenharia, por exemplo. Imaginem se estivesse em questão a formação universitária (ou não) de médicos ou engenheiros? Isso não afeta toda a sociedade que se serve de seus serviços?

Como disse, é legítima a defesa corporativa do diploma, mas é insuficiente. A sociedade ou o STF não se comovem ou se mobilizam por isso. É necessário mostrar que o jornalismo é uma atividade de caráter social e o seu exercício depende de preparo técnico, de rigor ético, de comprometimento com o interesse público, entre outros fatores que incidem concretamente na vida das pessoas.

A campanha pela defesa do diploma que a Fenaj tem levado adiante tenta mostrar essa faceta mais social do jornalismo, mas não sei se vem causando os efeitos desejados. Por quê? Porque a Fenaj é parte interessada na manutenção do diploma, por uma questão de reserva de mercado, de controle da entrada dos profissionais no ramo. E porque é parte interessada, sempre será olhada como suspeita...

As demandas da sociedade

Por isso, hoje, não sei mais se a Fenaj deveria liderar e conduzir o debate acerca da formação dos jornalistas. Não porque seja ilegítima. Não porque não seja representativa. Não. A Fenaj é uma instituição legitimada e representa 31 sindicatos de jornalistas em todo o Brasil. Tem 60 anos de grandes contribuições à categoria e à profissão. Mas há tempos vem sofrendo desgastes políticos internos e externos que afetam a sua imagem, e isso dificulta a sua atuação.

O discurso compreensivelmente ideológico da Fenaj em torno do diploma cumpriu um papel fundamental de colocar a questão na agenda nacional, de mobilizar setores nas redações e assessorias, nas escolas e nas instituições. A Fenaj e os sindicatos devem manter suas palavras de ordem, suas falas e seus discursos de mobilização, já que não podem (nunca) renunciar às suas funções políticas e aglutinadoras. Mas, insisto, a ideologização do debate sobre o diploma não cumpre propósitos além dos da mobilização.

Mas se não a Fenaj, quem deve liderar esse processo? O Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo? A Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo? A Associação Brasileira de Imprensa? O Conselho Nacional de Comunicação Social? A Sociedade de Estudos Interdisciplinares de Comunicação? Sinceramente, não sei que entidade conseguiria reunir legitimidade, representatividade e autoridade para tanto. Talvez nem uma nem outra. Talvez um novo coletivo, especialmente formado para isso. Não tenho essa resposta. Mas é fundamental que a academia, o mercado e outros setores da sociedade possam qualificar o debate, dando mais nível e direção às discussões. É importante que esses atores contribuam para a compreensão da questão, que pensem e proponham saídas, e que tenham no seu horizonte de trabalho um único objetivo: atender às demandas da sociedade.

Se conseguirmos mostrar que o jornalismo é algo relevante e essencial para a sociedade; se conseguirmos mostrar que o jornalismo deve ser exercido por profissionais especializados e bem formados; e se conseguirmos mostrar que o nosso sistema de ensino pode responder por essa demanda social; aí, sim, estaremos contribuindo substancialmente para uma sociedade e um jornalismo melhores.

Comentários (54)
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Anita Leite , Engo. Coelho-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 9/12/2008 às 4:27:34 PM
Ou então, a poderíamos pensar que, assim como o direito de expressão deve existir, o acesso direto à Justiça também poderia existir. No entanto, nem mesmo discute-se a possibilidade de fazer com que a Justiça se abra a qualquer cidadão que deseje exercer livremente as profissões de advogado ou juiz. Quaisquer mudanças, como as citadas, acarretariam em conseqüências “fatais” para a corrupção e a lentidão dos processos legais. Acarretariam também conseqüências para o status e os lucros daqueles que detêm o poder. Sendo assim, vale concluir que exercício profissional de uma profissão não tem nada a ver com liberdade e cidadania, mas formação e informação de qualidade. No caso do jornalismo, os blogs e o jornalismo cidadão estão a disposição de quem, sem formação acadêmica na área, deseja se expressar, ser visto ou ouvido.
Anita Leite , Engo. Coelho-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 9/12/2008 às 4:25:38 PM
(Parte 1)Quando se fala em obrigatoriedade do diploma, seja para qualquer profissão, fal-se também de formação profissional. Acertadamente, Christofoletti trata da formação acadêmica dos profissionais de jornalismo como condição para o fim da discussão em torno da necessidade do diploma para o exercício do jornalismo. O que Carlos Castilho diz (“as escolas de comunicação não têm sido capazes de formar profissionais que possam enfrentar os novos desafios do jornalismo, provocados pelas novas tecnologias), não faz o menor sentido. Pode ser, sim, que algumas instituições deixem a desejar no tocante às novas tecnologias, mas esse não é o problema central na formação acadêmica do profissional de jornalismo. De qualquer forma, essas discussão deve despertar a atenção das escolas de comunicação e incentiva-las a aperfeiçoar o que oferecem. O problema central está em outro aspecto dessa discussão. Claramente, a ação de desobrigar o diploma para o exercício do jornalismo, se deve a interesses políticos e econômicos. Ninguém se interessa em exigir diploma daqueles que se envolvem em partidos políticos, candidatam-se e são eleitos sem a menor competência ou formação para o exercício do poder.
Elkeane Aragão , Engenheiro Coelho-SP - Estudante do 3º Jornalismo - Unasp-EC
Enviado em 1/12/2008 às 9:48:41 AM
Não existe possibilidade mais sem cabimento de se retirar a obrigatoriedade do diploma. Como Christofoletti mesmo disse no texto, é "recuar na história". Outra questão que não consigo entender é a marcação com a profissão de jornalismo. Nenhuma profissão pode ser questionada. Muito menos a nossa! É um absurdo agora depois de tanto tempo ter que provar que o jornalismo é "relevante e essencial para a sociedade" para ser reconhecido!
Juan Luis Pereira Torres , Engenheiro Coelho/SP-SP - estudante de Jornalismo
Enviado em 19/11/2008 às 7:26:08 PM
A discussão em torno da desobrigatoriedade do diploma para os jornalistas para a entrada no mercado de trabalho e um assunto muito serio e deveria ser tratado com mais seriedade. E preciso considerar que a formação de um curso superior e o mínimo que um profissional deveria dispor para um trabalho serio e de qualidade. Também e prudente pensar que a medida que o tempo passe esse profissional deve se atualizar. Por outro lado, e necessário valorizar aqueles jornalistas que pela necessidade se fizeram jornalistas e que em muitos casos ate melhores que aqueles formados. Nesse caso, poderiam ter o seu registro de jornalista. O governo deveria olhar de perto toda esta discussão, pois e de seu interesse mostrar que o Brasil e um pais que presa pela educação. Acabar com as instituições que preparam os jornalistas seria realmente um retrocesso. A obrigatoriedade do diploma deve permanecer, mas o governo precisa urgentemente investir no seu programa de valorização da educação dando prioridade para isso.
Matheus Siqueira , Engenheiro Coelho-SP - Estudante
Enviado em 18/11/2008 às 5:04:22 PM
Como mencionou o Christofoletti, talvez uma resposta seria um órgão que pudesse organizar o debate. Essa proposta me chamou a atenção, pois permite uma conversa muito mais abrangente entre opiniões divergentes. Porque não chamar jornalistas, empresários da área, professores, blogueiros, órgãos governamentais e discutirem soluções e saídas? Outra questão que Christofoletti levanta mais não aborda profundamente é da ineficácia do mercado jornalístico brasileiro de elevar os padrões mínimos para contratar um novo jornalista: "Se as escolas brasileiras de comunicação são incapazes de despejar no mercado de trabalho profissionais qualificados, por que as empresas – de todos os portes e de todas as partes do país – continuam contratando esses jovens jornalistas?" Parece haver uma grande batalha de múltiplas frentes a ser combatida. É necessário conscientizar a sociedade, exigir mais do mercado e formar melhores profissionais.
Alessandra Guimarães , Engenheiro Coelho-SP - estudante de Jornalismo
Enviado em 17/11/2008 às 7:30:09 PM
Nesse artigo ressaltei alguns pontos que gostaria de destacar nesse comentário. Quando Rogério Christofoletti diz que a liminar foi movida por grandes empresas jornalísticas e com resultado colocando no mercado mais de sete mil "novos jornalistas". Novos jornalistas esses que caíram no mercado da comunicação sem ao menos ter estudado para isso, como a maioria de nós que ficamos quatro anos nos bancos de universidades, sem contar também o preparatório para o vestibular. Ressalto também quando Christofoletti escreve em seu artigo sobre "O próprio ministro da Educação, Fernando Haddad, chegou a sinalizar que os cursos de graduação poderiam não ser as únicas portas de entrada de profissionais no jornalismo", com todo respeito, mas um profissional da educação dizendo que não é necessário diploma para o jornalismo, e com respeito novamente, o que ele entende sobre a área?E concordo plenamente com o autor que sim, "o exercício de uma profissão exige conhecimentos técnicos, competências e habilidades para ser efetivado", caso o contrário é um desrespeito com as escola formadoras de comunicadores. As escolas de jornalismo tem sim o compromisso de formar profissionais para esses novos desafios de mercado, esse é o compromisso. Não se deve tomar uma atitude "drástica" desobrigando o diploma para que se tenham profissionais capacitados.
Rogério Cardoso , Mogi Mirim (UNASP - Engenheiro Coelho)-SP - Jornalista
Enviado em 14/11/2008 às 8:16:54 PM
Toda essa discussão de obrigatoriedade ou não do diploma é extremamente desnecessária. É claro que um debate sempre é bom, porém deve ocorrer quando o assunto seja algo sério. A obrigatoriedade do diploma jornalistico é algo natural e deve ser tratado desta maneira, assim como qualquer outro diploma de outro curso, senão também não deveria ser mais necessário o diploma de um advogado, uma vez que qualquer um pode ler um livro de leis e se inteirar sobre o assunto. DIPLOMA é coisa séria. Não interessa se em outros países não existe esta obrigatoriedade... infeliz eles. A notícia deve ser dada por quem sabe como trata-la da maneira correta. Caros, o diploma é essencial na formação de qualquer profissional, sendo assim, como disse a pouco, infeliz aqueles que acreditam na possibilidade de um bom jornalismo sem jornalistas.
Suzaeny  Lima , Engenheiro Coelho-SP - Estudante
Enviado em 14/11/2008 às 5:30:25 PM
Embora a profissão do jornalista é vista como uma atividade de finalidade pública, não é uma justificativa para não se ter o diploma. Aí sim que deve ser obrigatório, pois se trata de algo que irá interferir no cotidiano geral da sociedade e para isso é necessário um pessoa preparada devidamente com as teorias, técnicas e práticas para que não haja distorção das informações. Pode até parecer demagogia, mas é justamente na faculdade que aprendemos tudos isso, inclusive a importância da ética na profissão. Uma pessoa graduada em outra área pode ter essa capacidade ? Pode sim, não duvido. No entanto ele não tem qualidades suficientes para responder a altura. Quem além dos jornalistas podem julgar a imprensa? Qual é o profissional que está mais qualificado para divulgar informações? Logicamente quem estudou para isso. Christofoletti argumenta algo muito importante sobre o que deve ser discutido: o preparo do profissional na acadêmia. Então que tal revertermos o foco da discussão? E agora passaremos a discutir e avaliar os métodos e disciplinas aplicados nas faculdades de Jornalismo, já que é tão importante, pois se trata de algo que atinge toda a sociedade. Deve haver uma observação mais criteriosa e não a extinção da obrigatoriedade do título. Deve também haver um investimento maior nessa área, principalmente por parte do governo. Afinal, somos a voz da história marcando gerações.
Any Laila , Engenheiro Coelho-SP - estudante
Enviado em 14/11/2008 às 3:56:59 PM
Opiniões quanto a obrigatoriedade ou não do diploma para o exercício da profissão vão divergir sempre e muito e cada um acha o que acha de acordo com a própria situação em qeu se encontra. Mas acho que independente do que seja decidido, ser obrigado ou não aos que atuem no jornalismo possuir a credencial, é inevitável a atuação dos que não a possuem exercer o jornalismo amador. Com a internet as pessoas estão livres para escrever o que quiserem e lerem também o que lhe parecer útil.
Jonathan  Bispo , Engenheiro Coelho-SP - Estudante - Jornalismo
Enviado em 14/11/2008 às 3:50:55 PM
Falta de credibilidade e retrocesso profissional será o novo código de lei do jornalismo, com a desobrigatoriedade do diploma para o exercício profissional. Sou a favor a obrigatoriedade do diploma, pois a mesma qualifica a informação e impede recuar na história. Ademais não concordo precisamente com o desfecho do texto: “Se conseguirmos mostrar que o jornalismo é algo relevante e essencial para a sociedade; se conseguirmos mostrar que o jornalismo deve ser exercido por profissionais especializados e bem formados; e se conseguirmos mostrar que o nosso sistema de ensino pode responder por essa demanda social; aí, sim, estaremos contribuindo substancialmente para uma sociedade e um jornalismo melhores”. Creio que esse Se, não existe, porque mostramos que o jornalismo é relevante e possui profissionais especializados e bem formados. Contudo, fico sem questionamentos quando leio o regulamento da profissão no decreto Nº 972, de 17 de outubro de 1969,cujo dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista e deixa claro a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.
André Leite , Engenheiro Coelho-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 14/11/2008 às 2:52:56 PM
Acho interessante poder argumentar sobre as "qualificações mínimas" citadas pelo jornalista Maurício Tuffani. Concordo plenamente que é preciso haver qualificações mínimas para exercer profissionalmente uma profissão. No entanto, o que se deve discutir não é "haver" qualificações mínimas e sim "quem" define essas qualificações e "quais" são os critérios utilizados. Me faço entender. Sei fazer curativos, receitar alguns remédios de cabeça e, até mesmo, diagnosticar a situação de alguém que está com febre. Concordo, também, que um técnico em enfermagem pode fazer muito mais do que eu quando o assunto é cuidar da saúde de alguém. Nesta ilustração, apesar de ambos os personagens saberem tomar medidas referentes ao cuidado da saúde de alguém, nenhum é médico. Por quê? Porque as qualificações mínimas para se definir um médico abrangem um número muito maior de aspectos. Da mesma forma, saber escrever de forma que se faça entender e ter conhecimento para entrevistar alguém e tirar informações úteis desta pessoa não transformam uma pessoa em jornalista. Argumentei que "quem" define o que é um padrão mínimo é uma das grandes questões deste debate. No entanto, não quero ser eu a pessoa que irá definir o que é um padrão mínimo. No entanto, gostaria de gerar uma reflexão.
André  Leite , Engenheiro Coelho-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 14/11/2008 às 2:51:40 PM
(Parte 2) Não se pode desmerecer a importância de uma avó que sabe receitas caseiras para cuidar de seu neto doente. Porém, ninguém em sã consciência confiaria na mesma senhora para realizar uma cirurgia de alto risco. É preciso reconhecer a importância de blogueiros e outros escritores sem formação superior em jornalismo. Acredito ser possível até mesmo afirmar que o número de não-diplomados gerando informação é maior que o número de jornalistas. Acho que isso é uma prova evidente e nenhum pouco surpreendente dos benefícios que a internet e a facilidade que ela proporciona para gerar informações proporciona. No entanto, atualmente há uma frase que vejo ser repetida por alguns brasileiros: "Antigamente era possível acreditar no que o jornal dizia. Atualmente, há tanta gente falando o que pensa que fica difícil saber quem está falando a verdade". Quem quiser escrever uma pequena notícia sobre um evento cultural que aconteceu em sua cidade pode fazê-lo com maestria assim como eu faço ótimos curativos em joelhos ralados e mãos cortadas. No entanto, é preciso ser mais cauteloso ao lidar com pessoas do poder público, celebridades, investigações policiais, coberturas políticas, educação, saúde pública e mais uma série de temas, assuntos e pessoas que podem ser prejudicadas com informações pouco verificadas, textos mal escritos e ética nula.
André  Leite , Engenheiro Coelho-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 14/11/2008 às 2:38:50 PM
(Parte 3) É claro, estou falando apenas de aspectos gerais do jornalismo. Há áreas técnicas como o trabalho em rádio, televisão e assessoria de imprensa (esta praticada por inúmeros não-diplomados que cometem diversos erros e geram prejuízos de imagem para sua empresa) que não citei aqui, mas que são estudados nos bancos universitários e preparam melhores comunicadores. Sabe, hoje em dia busca-se uma pluralidade de habilidades em qualquer profissional. Alguém se habilita a trabalhar em impresso, online, rádio, TV e assessoria agindo de forma ética, responsável e com qualidade textual e de comunicação sem passar pelos bancos universitários que formam jornalistas? Acho que a resposta de muitos poderia ser sim. Assim como eu poderia dizer sim a um amigo que precisa de alguém que sabe falar bem em público e tem poder de argumentação para defendê-lo em um tribunal. Só não sei se seria possível obter bons resultados. Talvez os únicos que acreditassem em mim fossem os que estivessem na mesma situação que a minha. Mas seriam eles bons julgadores?
Joyce  Meirelles , Artur Nogueira-SP - estudante de jornalismo
Enviado em 14/11/2008 às 2:16:28 PM
A posição que Christofoletti toma, é excencial no meio jornalístico. Temos que defender sim! Assim como a Fenaj está defendendo o diploma, será que as "lutas" que os prfissionais travaram desde 1919 para obter o diploma nao adiantou nada? A nao-obrigatoriedade do diploma é retrocesso, reforça que não é preciso estudar. Se nao é necessário o diploma no nosso curso, não é necessário em nenhum. O primeiro da lista é o Direito. Retirar a obrigatoriedade do diploma para jornalistas é recuar na história, na medida em que reforçamos o entendimento de que não é necessário estudar, não é preciso se habilitar ou se capacitar para uma dada profissão.
Deyse  Fagundes , Engenheiro Coelho-SP - Estudante - Jornalismo
Enviado em 14/11/2008 às 2:05:13 PM
É notável que cada um queira defender seus interesses. Um jornalista que possui um curso superior vai lutar pela implementação do diploma. Não diferente do jornalista que há anos atua no mercado e acredita que a faculdade não mostra a realidade do trabalho jornalístico. Acredito que o diploma seja crescimento e não retrocesso. Concordo com Christofoletti, Essa história já é antiga e a rivalidade parece não ter fim. Acredito sim, que existam profissionais competentes sem formação superior. Como também é notável a presença de muitos destes, sem capacidade para atuar na profissão. Quando acontecem manifestações de jornalistas sem diploma lutando para que não haja essa formação, mostra-se claramente que o povo brasileiro não tem perspectiva de crescimento. Defender a idéia de qualquer um fazer jornalismo por existir a liberdade de expressão é apoiar a estagnação do nosso país. Jornalistas conceituados por exercer a profissão há anos, deveriam ter consciência de que o melhor lugar de ensinar e aprender jornalismo é na faculdade, lugar onde há espaço para erros e correções. Ter um diploma em mãos significa se preocupar com a credibilidade e ética das informações.
Waldirene  Pereira Barbosa , Engenheiro Coelho-SP - Estudante
Enviado em 14/11/2008 às 1:08:35 PM
O assunto sobre a obrigatoriedade do diploma jornalístico é um tema muito abrangente, e, depende da lente que estamos usando para observar. É claro que eu, Waldirene Barbosa, como estudante do curso de jornalismo torço com todas as forças para a obrigatoriedade do diploma na profissão. Mas e quem está apenas observando do lado de fora? Por isso, necessário é ouvir os dois lados, assim como estamos fazendo aqui. Ao visitar o Jornal Folha de São Paulo, na capital, e passar uma manhã conhecendo a política do diário, descobri que eles não exigem a obrigatoriedade do diploma jornalístico. No entanto, exigem que o indivíduo tenha pelo menos uma formação de ensino superior. Para estes, a redação oferece a oportunidade de atuarem como aprendiz, aprendendo na teoria e prática as técnicas jornalísticas. Sinceramente, não consigo ver problema algum em permitir que um profissional formado em outra área exerça a profissão jornalística, uma vez que possui uma formação superior e recebe treinamentos para o exercício da profissão. Contudo, apesar de ter este pensamento que, por muitos estudantes de jornalismo pode ser criticado e ignorado, penso que apesar disso, o diploma não deveria cair, pois, há aqueles que não se decepcionariam com outra profissão e decidiram estudar a finco as teorias e técnicas jornalísticas, tornando-se especialistas em comunicar em todas as mídias jornalísticas.
Antonietta Rodriguez , Engenheiro Coelho-SP - Estudante de jornalismo
Enviado em 14/11/2008 às 12:16:55 PM
Hoje em dia as grandes mídias reforçam o fato de que a educação brasileira é de baixa qualidade e não formam profissionais competentes. Não é de se estranhar que a opinião pública acredite e se acostume com essa realidade e não dê importancia ao estudo como algo fundamental para o desenvolvimento pessoal e da sociedade em geral. É de estranhar que um país em desenvolvimento, como o Brasil, diminua a relevância do estudo, ao contrario de outros como China, India que, atualmente, investem pesado em educação. O diploma de jornalismo está se vendo ameaçado, qual será o próximo?
Miriam  Lopes , Eng. Coelho-SP - estudante de jornalismo
Enviado em 14/11/2008 às 11:37:47 AM
A questão é mais que clara, o diploma deve ser obrigatório e ponto. Imagine como seria a sociedade onde todos opinam, falam o que bem da na telha independente de ser relevante ou não ou quem sabe ter algum tipo de técnica ou qualidade no conteúdo de sua informação. O fato é que a defesa da não obrigatoriedade do diploma esta pondo em descrédito o jornalismo. Já pensou como seria se o açougueiro resolvesse fazer um transplante de rins em uma pessoa ou um carcereiro dar a sentença final em um processo? Não estou com isso desmerecendo nenhuma das áreas, mas se qualquer um pode ser jornalista porque um açougueiro não pode fazer um transplante? Afinal de contas ele conhece muito bem as entranhas de um boi a ponto de saber o local exato para o corte., poderia fazer o memso com um humano. A liberdade de expressão é um direito de todos, isso não quer dizer que todo mundo pode ser jornalista. Se assim fosse, não serio necessário existir universidades, se já existe um curso preparatório para isso porque é que se tem a profissão? Assim como focinho de porco não é tomada , açougueiro não é médico e dona de casa não é jornalista. Se for pra ser tudo de qualquer jeito então não precisaria existir a OAB e assim qualquer um poderia ser advogado. Jornalismo é algo sério, muitos sabem mas ainda não perceberam.
Priscila  Baracho , Engenheiro Coelho-SP - estudante
Enviado em 14/11/2008 às 11:10:16 AM
Sou a favor do diploma para exercer o cargo.O jornalismo é uma profissão que merece respeito como todas as outras. Assim como é necessário estudar medicina para ser médico, porque não estudar jornalismo para ser jornalista? Jornalismo não é para qualquer pessoa e passar pela faculdade é essencial para se fazer um jornalismo de qualidade, que respeite os leitores. Afinal, você deixaria qualquer pessoa operá-lo em uma mesa de cirurgia só porque ela assistiu uma vez pela televisão?
miguelli Simioni , Engenheiro Coelho-SP - es
Enviado em 14/11/2008 às 10:48:10 AM
Não vejo motivos para não existir a obrigação do diploma de jornalismo. Creio que o diploma não é apenas um papel escrito dizendo que você está capaz de exercer tal função, mas sim um diploma que transmite uma segurança ao leitor de que você estudou quatro anos de sua vida e agora está apto para escrever sobre as notícias do país e do mundo da forma menos tendenciosa possível. Vamos pensar um pouquinho. Imagine se de repente uma enfermeira começasse fazer cirurgias. Ou até mesmo começar a receitar vários remédios para o tratamento de diabetes ou câncer? Todos iriam achar um absurdo e logo o COREN, conselho regional de enfermagem, iria recolher o diploma desta enfermeira. Vamos um pouquinho mais longe, imagine se um chefe de obras resolve assinar as plantas do prédio onde você irá morar o que você acharia disso? Escrever qualquer texto até uma criança de oito anos consegue. Mas agora escrever um texto onde todas as classes sociais entendam a linguagem sem ambas ficarem ofendida, apresentar informações corretas checando todas as possibilidades de erros, além de prestar serviços à comunidade com ética e responsabilidade não é qualquer alfabetizado que pode escrever. O autor deste artigo Rogério Christofoletti resume o que eu quero dizer com a seguinte frase “o exercício de uma profissão exige conhecimentos técnicos, competências e habilidades para ser efetivado”.
Josemar de Almeida Campos Almeida Campos , Engenheiro Coelho-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 14/11/2008 às 10:03:22 AM
Eu sou a favor das escolas de comunicação em especial as de Jornalismo, o jornalista deve ter base no que fala, nas atitudes, no jeito de se posicionar nas cameras,no rádio, na parte impressa, em seu posicionamento ético e profissional. São estas e mais coisas que o bom profissional de jornalismo será se passar pelo banco das faculdades de Jornalismo. Cada individuo nasceu com talento para alguma coisa, uns desenvolvem estes talentos, outros não, alguns decobrem coisas novas e se dedicam aquilo. E na faculdade de Jornalismo o camarada vai conseguir trilhar no caminho que acha melhor para ele, o que ele mais gosta se é rádio, Tv, ou outra coisa, a faculdade encaminha direciona. Igual o Christofoletti citou como pode se estabelecer que desobrigatoriedade do diploma para o curso de Direito, não dá. Ah! eu quero ser um advogado e vou lá e exerço a minha função sem diploma. Quero ver qual a pessoa que procuraria este Advogado para defende-lo em uma causa. Dúvido que exista alguém. E assim se faz para o curso de Medicina, e os demais. O que não pode permitir é fazer Jornalismo sem diploma, o que deve acontecer é reenvidicar melhores salário, melhores direitos, planos de carreira, mudar alguma coisa na constituição. Mas permitir trabalhar sem diploma. Ah, isso é um abuso com a população. Diploma deve ser obrigatório. Quer ser Jornalista? Estude.
Jocielma  Carlos , Engenheiro Coelho-SP - Estudante
Enviado em 14/11/2008 às 8:50:42 AM
O jornalismo é uma profissão regulamentada como qualquer outra. Por que não se questiona a obrigatoriedade de diploma universitário para exercer direito, pedagogia etc...? As universidades de comunicação têm muito a melhorar, isto eu nem questiono, assim como as escolas de direito que despejam milhares de novos profissionais todos os semestres no mercado e que a maioria não consegue passar na prova da OAB. Apesar das esolas de jornalismo ficarem “à desejar”, é lá que aprendemos a ter ética profissional. Como uma pessoa que não tem diploma pode fazer um jornalismo com ética? Concordo com o autor do texto,”retirar a obrigatoriedade do diploma para jornalistas é recuar na história”.
Rosemeire Félix , Engenheiro Coelho -SP - Estudante de jornalismo e funcionária Pública
Enviado em 14/11/2008 às 8:40:06 AM
Acredito que todo debate é válido. No mínimo leva as pessoas a pensar. Li também os artigos do jornalista MaurícioTuffani, não o condeno por ser contra a exigência do diploma,mas não concordo integralmente com seu posicionamento. De fato não é somente o banco escolar que faz um bom profissional. Além de estudante de jornalismo, sou funcionária do Poder Judiciário, e no dia-a-dia do meu trabalho vivo duas vertentes deste debate. Não cursei a Faculdade de Direito, tudo o que sei sobre leis e procedimentos jurídicos aprendi nos quinze anos de trabalho, mas isso não faz de mim uma advogada. Por outro lado atendo advogados diariamente e "apesar de terem a OAB", vejo a precariedade de conhecimento de alguns deles. Concordo com muitos que falaram sobre a precariedade do ensino em muitas faculdades, ainda assim creio que a formação é extremamente importante. Um bom profissional não é resultado apenas do curso superior ou da importancia da faculdade em que se formou. A formação, a prática profissional, o caráter ético, o compromisso social e moral, a bagagem cultural são alguns aspectos que formam bons profissionais em qualquer área.
Cígredy Neves , Engenheiro Coelho-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 14/11/2008 às 8:02:15 AM
A exigência ou não do diploma de jornalista parece uma questão sem fim e muito menos sem consenso. Particularmente, enxergo a polêmica de maneira bem simples e muito bem resumida na frase do autor: “O exercício de uma profissão exige conhecimentos técnicos, competências e habilidades para ser efetivado.” Para exercer uma profissão é preciso ter formação técnica. E é na universidade que aprendemos as técnicas para lidar com as situações do cotidiano profissional. É claro que o aperfeiçoamento é adquirido com a prática no mercado. Mas isto não significa entrar no mercado sem ter qualquer visão da técnica e conceitos acadêmicos. Um exemplo disso é que a Ordem dos Advogados do Brasil e o Conselho Federal de Medicina não permitiriam que um cidadão comum, sem formação e diploma de advogado ou médico atuassem em profissões tão essenciais para a sociedade, como lembra o jornalista Leandro Fortes. Em seu livro Os segredos das redações – o que os jornalistas só descobrem no dia-a-dia (Editora Contexto, 2008), ele enfatiza: “Jornalismo não é para qualquer um, e nisso reside um conceito contra o qual o colocam, no Brasil, os que defendem o fim do diploma como requisito legal para o exercício da profissão. Pode pesquisar: não há outro caso no país de corporação, além da dos jornalistas, em que exista gente disposta a defender o fim do diploma que lhes dá status acadêmico e profissional.”
maria aparecida barbosa de sousa , engenheiro coelho-SP - estudante/quase jornalista
Enviado em 13/11/2008 às 7:20:31 PM
O diploma para jornalista deve ser obrigatorio sim. Por isso concordo totalmente com esse texto, muito bem embasado. Só não gostei do titulo, mas não estou aqui para discutir isso. Assim como não confio em uma pessoa que exerce a medicina sem ser médico, ou não contraria um advogado sem que este tivesse estudado para exercer tal profissão, não daria credito para informações que não vêem de fontes seguras. A lógica é simples. "Cada um no seu quadrado." Até concordo que as escolas de jornalismo não são lá essas coisas, mas sem elas, perderiamos totalmente a noção do que é um texto bem escrito, do que é um lead, e outras coisas bem especificas da profissão. Essa discussão não tem fundamento.
Audrey Salatti , Limeira-SP - estudante
Enviado em 13/11/2008 às 6:34:44 PM
Sou a favor da obrigatoriedade do diploma. Acredito que cada pessoa tenha habilidades acentuadas para determinadas coisas, por isso a importância da escolha acertada da profissão. O ensino superior deve servir para aprimorar essas habilidades e facilatar o bom desempenho do profissional no mercado de trabalho. O ensino no Brasil é falho, porém cabe a cada estudante buscar o aperfeiçoamento profissional e cobrar mais empenho dos professores e universidades. Opinião e conhecimneto aprofundado em determinadas áreas muitos podem ter, mas assim como nas demais profissiões, o jornalista deve ser graduado, pois nem tudo se aprende na prática. Aliás, prática e teroria devem complementar uma a outra. O jornalismo desempenha papel de extrema importância na sociedade e deve ser exercido com seriedade e profissionalismo. Acredito que os não formados que começaram a atuar na área há muitos anos atrás e desempenham bem suas funções não devem servir de incentivo para a não obrigatoriedade do diploma. Hoje os tempos são outros, capacidade independe de diploma, mas este certamente a aprimora. Jornalismo, assim como as demais profissões deve ser encarado com seridade e responsabilidade.
Rosemeire Braga , Engenheiro Coelho-SP - estudante de jornalismo
Enviado em 13/11/2008 às 4:20:42 PM
Muito bem elaborado este texto. Apesar deste assunto gerar muita polêmica, compartilho da idéia de Christofoletti, da obrigatoriedade do diploma. Se não há necessidade de diploma para o exercício da profissão de jornalista, então não deveria existir para medicina, pedagogia, direito e as demais profissões. O fato de eu possuir aptidões para uma determinada função não me dá o direito de exercer. E se sou uma pessoa competente e inteligente, é claro que terei em mente que vivemos em constante aprendizado, por isso nada melhor do que se especializar na área que me identifico, e isso inclui fazer a faculdade e receber o diploma. Alguns podem alegar que nem todos que possuem diploma são bons e exercem a profissão com ética. Concordo com isso, mas este fato não justifica a não obrigatoriedade do diploma. Se o profissional X é diplomado, mas não exerce adequadamente a profissão, é lamentável, no entanto, o mercado seleciona, e mais, ele teve a dignidade de pagar o preço(quer seja realmente estudando, ou monetariamente). Desta forma, não é justo que alguém que não passou pelo processo de aprendizado das técnicas jornalísticas simplesmente ocupe um espaço que é destinado para os que tem os méritos pra isso. Quer ser médico, professor, advogado? Estude e receba seu diploma! Isso é louvável. Quer ser jornalista? Estude, e receba seu diploma também! Qual a diferença? Tudo tem um preço.
Liane  Pires , Engenheiro Coelho-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 13/11/2008 às 2:26:41 PM
Vou me deter a interessante abordagem do ator a respeito da abordagem de que os argumentos mais comuns estão ligados ao diploma por sua essência, "e não pelas qualidades ou potencialidades que pode reservar". As diferenças entre um profissional graduado e outro não, a forma de se fazer notícia ou a prática é o maior ensinamento, não cabe mais discutir, mas que qualquer ser humano que passe pelos bancos escolares aprende a ver o mundo diferente isso não muda. Porque ensino fundamental é obrigatório, se a criança pode ter aulas em casa? A discusão não tera fim. Só não podemso perder o foco.
Kimberly  Santana , Engenheiro Coelho-SP - Estudante
Enviado em 13/11/2008 às 2:17:34 PM
Essa parte do texto diz tudo: "Retirar a obrigatoriedade do diploma para jornalistas é recuar na história, na medida em que reforçamos o entendimento de que não é necessário estudar, não é preciso se habilitar ou se capacitar para uma dada profissão. Com isso, antipedagogicamente, contribui-se para a idéia de que a escola não forma, não ajuda no desenvolvimento do sujeito, tem um papel sobressalente e descartável." O diploma possui muito significado sim! Se alguns acreditam que mesmo frequentando aulas, possa sair para o mercado de trabalho um jornlaista "ruim", pode acontecer o mesmo com outros profissionais d eoutras áreas, ora! Acredito que existam pessoas que nao sao jornalistas e que podem até discursar melhor. Mas existem outras, que se informam prioritariamente por eles, e que querendo ou nao, precisam dos jornalistas, como qualquer outro profissional. Como já foi dito...recuar na obrigatoriedade do diploma, é recuar na história!
Priscilla Stehling , Engenheiro Coelho-SP - estudante
Enviado em 13/11/2008 às 9:17:36 AM
O debate entre defensores e não defensores do diploma é uma questão delicada, como bem colocou a Luzia Paula. As escolas de comunicação sem dúvida aumentam a noção de ética e ensina técnicas que não podem ser ignoradas. Mas diploma de fato não garante sucesso na profissão. Mesmo diante de argumentos bastante coerentes da parte dos que não são adeptos à obrigatoriedade do curso superior para exercer a profissão de jornalista, fico com aqueles que apóiam o diploma. Diploma não é garantia de sucesso, mas todo bom profissional está sempre buscando conhecimento, aprendizado e inteiração com questões referentes ao trabalho que exerce. A obrigatoriedade do diploma, de certa forma, pré-seleciona pessoas com esse perfil para o mercado, além de ensinar e preparar os jovens. Se esses já têm saído das universidades sem o preparo necessário, imagine se não tivessem passado por lá.
Murilo  Pereira , Engenheiro Coelho -SP - estudante - jornalismo
Enviado em 12/11/2008 às 7:30:10 PM
Eu vejo o jornalismo como uma profissão importante demais para que a formação academica seja considerada desnecessária. A função social do jornalismo carece de responsabilidades, e o melhor lugar para se dicutir ética e dever, é dentro de uma universidade e não em um veiculo de comunicação com interesses já estabelecidos. Acredito que as universidades são responsáveis pela qualidade do profissional que colocam no mercado, e parte delas não cumprem devidamente seu papel, porém não podemos desmerecer uma profissão meramente por existir faculdades ruins, por que aí estariamos defavorecendo todos os cursos superiores. Quem pretende ser jornalista deve procurar uma instituição competente. E sempre se qualificar para a função. Também penso que cada país tem a sua realidade e o fato do diploma de jornalismo existir ou não em outros lugares não deveria ser o foco, o que realmente me interessa é a necessidade do Brasil.
Luzia Paula , Engenheiro Coelho-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 12/11/2008 às 2:11:03 PM
Aqui nos deparamos com uma questão extremamente delicada. É bem verdade que um curso superior não garante que o o profissional que está sendo lançado no mercado de trbalho será um excelente jornalista. O diploma por si só não garante isso. Mas é importante lembrar que o exercício da profissão exige técnica, responsabilidade a acima de tudo, ética. E é justamente nos bancos da Universidade que os alunos aprendem a serem éticos e comprometidos com a verdade. Por isso, defendo a obrigatoriedade do diploma, assim, podemos esperar um jornalismo de mais qualidade.
Rúbia Gomes , Artur Nogueira-SP - estudante de Jornalismo
Enviado em 12/11/2008 às 11:25:00 AM
Fantástico o texto. Muito acertadas as observações. Destaco os trechos: “Não se pode confundir o direito à liberdade de expressão com o exercício profissional do jornalismo. São coisas de natureza distinta. "(...) "Se formos confundir o direito à liberdade de expressão com o exercício profissional no jornalismo poderemos também nos exceder e misturar acesso à justiça (um direito) com a possibilidade de ser advogado (um exercício profissional regulamentado, previsto em lei e consolidado como prática social há anos)...” Com isso, ele disse tudo. Todo este debate está sendo conduzido por interesses, que se utilizam de sofismas e falácias. Nada que não possa ser colocado em cheque.
Cleber Lemos Pereira Caires  caires , Engenheiro Coelho-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 11/11/2008 às 6:57:27 PM
São muito interessantes as colocações feitas pelo Rogério Christofoletti. É preciso apontar os motivos pelos quais somos ou não a favor do diploma. Não se pode admitir que a empresa que vai contratar o profissional o forme, porque ela se torna quase como dona dele. Esse ensinamento fica defasado por não abranger todas as funções que um jornalista pode atuar. No curso de jornalismo o aluno aprende sobre assessoria de imprensa, jornalismo literário e diversas especifidades mais da profissão. Será que as empesas iriam disponobilizar todos estes conhecimentos aos seus alunos-funcionários? Algo queé importante na faculdade éque voce aprende a se relacionar com os poderes constituidos. Aprende a praticar um jornalismo de utilidade pública e não um jornalismo corporativo, com sensacionalismo que visa apenas trazer lucros para os patrões. Corre-se o risco de perder o que esta profissão tem de mais importante: a defesa dos interesses públicos.
Moabe  Giudice , São Paulo-SP - estudante de jornalismo
Enviado em 11/11/2008 às 3:51:04 PM
Há muito se questiona sobre a necessidade do diploma para exercer a profissão de jornalista. Entre os que defendem a idéia de desnecessário, está o argumento que tal exigência restringe o acesso a uma profissão essencial para a liberdade de expressão. O que muitos esquecem é que qualificar não tem nenhuma relação com restringir, muito pelo contrário. Quando se tem no mercado, profissionais advindos do ambiente acadêmico, a probabilidade de exercer a liberdade de expressão torna-se muito mais exímia. Talvez seja este o principal motivo de tanta discussão sobre a necessidade ou não do diploma. Afinal, apartidarismo e pluralidade não estão na linha de interesses dos donos da comunicação do Brasil. Que diga-se, deveria ser o povo, mas infelizmente não é. É para manter esse círculo vicioso, onde informação tem relação direta com coligação, que os grandes veículos de comunicação e os políticos querem ditar as regras do jogo. Ou seja, para ser jornalista não é necessário ter graduação. Em uma democracia civilizada, profissional graduado é sinônimo de qualificação. Já nos países que não conhecem o real sentido de democracia, graduar é limitar o acesso a informação.
eduardo lettieri , sp-SP - free
Enviado em 27/10/2008 às 3:10:43 PM
Rodrigo, países como os EUA não exigem diploma em jornalismo porque eles consideram o direito de imprensa e de comunicação um direito constitucional. Não é uma autorização do Estado que garantirá esses direitos. Aqui os intelectuais e sindicalistas consideram um direito do bacharel.
rodrigo  galiza , engenheiro coelho-SP - estudante de jornalismo
Enviado em 27/10/2008 às 12:13:38 PM
gostaria de saber por que em países como EUA, Espanha, França e Alemanha não é obrigado o diploma para ser jornalista e aqui no Brasil sim? Acredito, ao contrário de alguns, que isso deve a formação pré-universidade. O compromisso com fazer correto e punir o errado estão mais estabelecidos nessas sociedades mais democráticas que nessa baderna que é o Brasil onde a corrupção parece está no sangue. Assim eles não precisam de diploma para informar corretamente pois a formação inicial foi sólida. Se uma educação de qualidade sobre crítica de mídia existisse desde as séries iniciais da escola, essa discusão tomaria outro formato.
Wilma Pessôa , Niterói-RJ - professora
Enviado em 25/10/2008 às 3:10:43 AM
Não sou do ramo mas tenho um profundo interesse pela democratização da informação, do conhecimento e da qualidade dos mesmos. Quero apenas contribuir para a reflexão pois estou aprendendo com este debate. Nos EUA a prática da acupuntura iniciou-se e fez sucesso através dos orientais. Os médicos tradicionais perderam clientes e ficaram revoltados, logo exigiram que se regulamentasse tal prática alegando defesa da saúde da população. A acupuntura foi introduzida no currículo dos cursos de medicina, os professores foram ao oriente aprender com os não-médicos. Depois disso só os médicos puderam exercer legalmente essa atividade... mas e os criadores da acupuntura? Passaram a condição de charlatães... e tudo por uma questão corporativa de reserva de mercado. Creio que deva haver algum controle social sobre os meios de comunicação pois o auto-controle é uma falácia. Creio que deva haver um reconhecimento e uma proteção ao exercício da atividade jornalística. Mas não devemos fazer um debate corporativo pois o que está em jogo é o direito do cidadão de ter acesso a informação com qualidade, sem manipulação ou omissão deliberada. Sem reducionismos legalistas e/ou corporativistas podemos fazer um debate assumidamente político-social. E não adianta cair na ingenuidade de demonizar a palavra ideologia pois ela estará presente sempre que houver debate político e de concepções de mundo.
eduardo lettieri , sp-SP - free
Enviado em 24/10/2008 às 4:17:13 PM
Se a imprensa nacional esconde o tema como um tabu, a estrangeira escancara! An end to journalism’s closed shop? ONE of the many things that remained the same in Brazil when military rule went in 1985 was the need for journalists to obtain a diploma and register with the labour ministry. When the law stipulating this was introduced in 1967, it provided a useful way to prevent troublemakers from voicing their opinions. It has survived because Brazil is often slow to undo such anachronisms, but also because it suits the journalists’ union to keep a closed shop. http://www.economist.com/world/americas/displaystory.cfm?story_id=12474610
Tales Tomaz , Engº Coelho-SP - Estudante de jornalismo
Enviado em 23/10/2008 às 3:42:07 PM
Quem fala que o (mau) exercício do jornalismo não causa riscos à "vida e a segurança dos indivíduos e da população" deveria estudar um pouco mais sobre democracia e liberdade de informação. Deveria saber o quanto sociedades de países não-democráticos sofrem por não terem acesso a informação. A democracia só é possível com liberdade de informação, e isso não significa qualquer um poder falar qualquer coisa. Isso significa liberdade de acesso a informação confiável e verdadeira necessária para se autogovernar. Isso não significa, é claro, que somente jornalistas formados tenham condição de fornecer esse tipo de serviço - produzir a informação confiável necessária para a democracia. Antes, significa que a qualidade de quem está lá dentro dos veículos de informação precisa ser compatível com a responsabilidade da função que exercem. Como conseguir isso? Realmente não sei. Devo admitir que estou a meio caminho no debate. Certamente não é apenas (ou somente) com a formação universitária, mas não sei se a solução seria o banimento da obrigatoriedade do diploma. Deixar essa decisão nas mãos do mercado é acreditar que os grandes interesses econômicos não vão interferir significativamente nos interesses públicos, e isso, pessoalmente, me parece temeroso.
Domingos Bezerra Filho Bezerra Lima , Teresina-PI - Jornalista e professor
Enviado em 23/10/2008 às 2:36:24 PM
A profissão de jornalista está regulamentada no Brasil, fruto de uma "guerra" travada pela categoria a fim de que pudesse ser melhor respeitada e remunerada. É claro que só o fato de o cidadão ser graduado em jornalismo não o credencia a ser um bom profissional, a ser um profissional ético, responsável socialmente - o jornalismo é uma profissão de alta responsabilidade social. É preciso que, além do conhecimento técnico, o estudante - e futuro profissional - seja "instruído" no comprometimento ético que a profissão exige. Há jornalistas incompetentes e irresponsáveis e há também médicos irresponsáveis e incompetentes, como há igualmente engenheiros etc etc etc. O raciocínio de Rogério deve ser levado em consideração, dada a lucidez com que é externado. Carecemos, sim, de melhorar o nosso jornalismo. Da mesma forma precisamos melhorar a saúde pública, a construção civil, a prestação dos serviços jurídicos, a atuação dos nossos políticos, dentre outras urgências. Não é excluindo a obrigatoriedade do diploma de jornalismo que vamos oferecer um salto positivo à profissão. Pelo contrário, é exigindo a aplicação da lei e a melhoria das escolas de comunicação. Não nos esqueçamos também de que o profissional de jornalismo ganha mal em nosso país, sendo obrigado a ter vários "bicos" para viver com dignidade.
Vanessa Borsato , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 23/10/2008 às 1:17:28 PM
Muito engraçadinho o Sr. Ângelo Azevedo Queiroz! Por falar em risco, como ele mesmo diz "o exercício de uma profissão só pode ser restringido se o livre exercíico(sic) acarretar risco para outros direitos igulamente consituiconais, como a vida e a segurança dos indivíduos ou da população." O que ele argumenta quanto ao caso de Santo André? Preciso explicar a influência da mídia? Realmente, talvez precise desenhar....
Stefano Gonçalves de Oliveira , Varginha-MG - Aux. Serv. Especializados - Funcionário Público
Enviado em 22/10/2008 às 3:03:05 PM
A formação é vital porque garante que o profissional, mais do que possuir habilidade técnica, deva responder a uma categoria e aos seus valores éticos e disciplinares, bem como ser responsável pela informação que apresenta. "Liberar geral" apenas atenderia a interesses excusos do mercado e da política, onde qualquer um (com habilidade) e devidamente incentivado($$$) poderia manipular a informação e influenciar a opinião pública sob um aparente "verniz de credibilidade".
Ângelo  Azevedo Queiroz , brasilia-DF - funcionário público
Enviado em 22/10/2008 às 12:43:23 AM
É livre o exercício de profissões no Brasil. Essa a regra. Profissões regulamentadas devem ser uma execção.; E o que diz a CF. A lei pode restringir? Pode, mas só em casos exepecionais sob pena de a execção contrariar a regra. Assim, o exercício de uma profissão só pode ser restringido se o livre exercíico acarretar risco para outros direitos igulamente consituiconais, como a vida e a segurança dos indivíduos ou da população. É por isso que a medicina deve ser regulamentada e o jornalismo não. Quer que desenhe?
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 22/10/2008 às 12:00:36 AM
Quem não nasceu ontem e é chegado a uma leitura já leu muita coisa boa escrita por não-jornalistas (sem diplomas) e muita porcaria escrita pelos diplomados. Defendo que o exercício dessa profissão seja definido pela competência do profissional: você é economista, conhece bem o assunto e sabe escrever, por que não ser um "jornalista" de economia? O que se vê hoje é um monte de pessoas que não sabem quase nada, escrevendo sobre quase tudo e pior, sem sequer deter o domínio da língua que utilizam para tanto. Há bons jornalistas formados e bons "jornalistas" sem formação específica; e há maus jornalistas com diplomas e maus "jornalistas" "desplomados". Que sobrevivam os bons, com ou sem diploma.
fabiana costa , salvador-BA - jornalista
Enviado em 21/10/2008 às 8:03:59 PM
Concordo em parte.A questão avi mais além, os jornalistas não brigam por seus direitos como outras categorias. Defendo a obrigatoriedade do diploma.Você sabia que aqui na Bahia até ACM se considerava jornalista.Imagine. Agora deveria haver exceções para as atividades de designer, secretário gráfico e outras que estão surgindo com o avanço da tecnologia, deveria abrir mais.
Christian Morais , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 21/10/2008 às 7:36:23 PM
Parabéns, Rogério. É uma das análises mais equilibradas sobre o assunto que já li até agora. Acompanho esta discussão há quase vinte anos, e observo, com desesperança e enfado, a predominância de argumentos irracionais de ambos os lados. Sua posição ajuda a esclarecer um pouco mais as coisas e a jogar luz sobre um tema que, de fato, interessa muito mais à sociedade do que às partes envolvidas – patrões, jornalistas, sindicatos e faculdades. A relevância social da atividade jornalística é inegável. Resta saber a quem, e de que forma, a sociedade pretende delegar o direito de ser informada corretamente.
Maurício Tuffani , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 21/10/2008 às 5:35:29 PM
Repito ao Sr. Magnus Saavedra o que ele não teve condições de responder decentemente em outra oportunidade: seu argumento não resiste a uma tênue consideração lógica. Se uma pessoa tem as qualificações mínimas para exercer a medicina, a engenharia, o odontologia, a veterinária e outras determinadas profissões, é porque ela teve formação específica nas respectivas áreas. Nesses casos, a formação superior específica é condição necessária para o exercício de tais profissões e, por isso, justifica-se sua obrigatoriedade nos termos do inciso XIII do artigo 5º da Constituição. No entanto, se uma pessoa tem as qualificações mínimas para exercer o jornalismo, não podemos afirmar que ela necessariamente estudou jornalismo, o que é é atestado pelo que acontece em quase todo o mundo civilizado. Isso quer dizer que a formação superior específica em jornalismo não é condição necessária para o exercício dessa profissão. E é por isso que não se deve exigir diploma específico para ela. E é por causa da diferença entre ser e não ser condição necessária que o STF jamais poderia fazer a bobagem que o Sr. propõe. No fundo, o que o Sr. faz ao dizer o que disse não passa daquilo que em lógica se chama falácia do argumentum ad populum, que é o grande expediente da demagogia.
Magnus Saavedra , Campinas-SP - Sociólogo
Enviado em 21/10/2008 às 4:52:57 PM
Caro advogado, se você acha os jornalistas arrogantes, o que dizer de um profissional de Direito que exige ser chamado de doutor? Quer maior petulância do que esta? Se é para colocar fim ao ensino superior, então que se comece a decapitar as profissões em ordem alfabética, iniciando pela letra A, de advocacia.
Magnus Saavedra , Campinas-SP - Sociólogo
Enviado em 21/10/2008 às 4:50:28 PM
Quanto ao Direito, ele também foi regulamentado durante a ditadura. Portanto, eu também gostaria de exercer a profissão de magistrado. Vamos colocar um fim nos dentistas. Afinal, nos países de primeiro mundo, para ser dentista é necessário cursar medicina. Quanto à comparação com a Turquia, caro advogado, para seu conhecimento, este país se encontra anos-luz à frente do Brasil.
Wilian  Miron , São Paulo-SP - Estudante - jornalismo
Enviado em 21/10/2008 às 4:37:48 PM
Bem, concordo "em partes" com o seu discurso, mas acredito que o melhor é criar uma entidade do porte da OAB e que haja uma prova para garantir o ingresso, apenas de pessoas realmente capacitadas. Da forma como está, eu prefiro a desobigatoriedade do diploma, pois só estamos dando dinheiro para as faculdades que ficam em uma situação cômoda, porque sabem que seus alunos são reféns até se formarem. Ou seja, precisam pagar sem questionar, e até mesmo sem o direito de uma formação decente. Enfim chega de diploma... pelo menos se for para continuar desta forma.
enio modesto , passos-MG - jornalista
Enviado em 21/10/2008 às 4:04:34 PM
Concordo com o Rogério no sentido de demonstrarmos o interesse social por um jornalismo técnico e ético. Entretanto, penso que, se não fosse a Fenaj e sindicatos de nossa classe, a questão estaria relagada apenas ao interesse dos empresários. Podemos, sim, discutir e tentar encontrar uma forma que "desideologie" o assunto, mas não devemos nos esmorecer com isso, porque, senão, gente como o advogado que enviou seu comentário deita e rola sobre os jornalistas formados. Afinal, por que Estados Unidos, Alemanha, Espanha e outros países europeus que não exigem diploma estão corretos? Afinal, a quem interessa o jornalismo ser exercido, indiscriminadamente, por qualquer um?
eduardo lettieri , sp-SP - free
Enviado em 21/10/2008 às 2:57:59 PM
Quando os doutores da academia vão perceber que o que se discute é um direito constitucional? Não tem nada de ideologia.
Filipe  Nascimento , Goiânia-GO - advogado
Enviado em 21/10/2008 às 12:41:46 PM
"A formação superior em jornalismo não é condição necessária para se exercer a profissão em países como Alemanha, Austrália, Espanha, Estados Unidos, França, Inglaterra, Irlanda, Itália, Japão e Suíça. Além do Brasil, o diploma é exigido hoje apenas na África do Sul, Arábia Saudita, Colômbia, Congo, Costa do Marfim, Croácia, Equador, Honduras, Indonésia, Síria, Tunísia, Turquia e Ucrânia.", Renata Camargo, Congresso em foco (http://congressoemfoco.ig.com.br/DetEspeciais.aspx?id=24984). Afinal, a exigência de diploma de jornalismo nao se resumiria a mera reserva de mercado e preservação do status quo, bem como necessidade instintiva dos jornalistas diplomados em preservar o prórpio ego? O que faz da informação e mídia brasileira um elefante tão branco que exiga os moldes da Tunísia ou da Turquia?
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Rogério Christofoletti

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