ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 524 - 17/11/2009
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CASO PAULA OLIVEIRA
Afobação em lugar da investigação

Por Alberto Dines em 16/2/2009

Comentário para o programa radiofônico do OI, 16/2/2009

A imprensa se afobou e as autoridades brasileiras se precipitaram no caso da jovem advogada que denunciou ter sido atacada por neonazistas na Suíça. A notícia controversa foi dada como verdadeira, em primeira mão, pelo Globo Online, na quarta-feira (11/2). Toda a imprensa embarcou na história. Só na sexta-feira a TV Globo colocou em dúvida a versão da jovem. O caso mistura xenofobia de verdade, emocionalismo e pouca disposição para investigar. Enganada por sua própria afobação, a imprensa pode inverter os sinais. (L.M.C.)

Nada há de definitivo sobre as denúncias de Paula Oliveira contra os neonazistas suíços que a teriam atacado. Médicos garantem que ela não abortou, a polícia acha que os ferimentos teriam sido auto-infligidos. Mesmo assim diversos articulistas dos jornalões de domingo (15/2) tentaram diminuir a importância desta reviravolta.

Um deles afirmou que esta era uma questão secundária porque o caso de Paula Oliveira é "verossímil" numa Europa conturbada pela violência política. Outra colunista admitiu que Paula pode ter errado, mas "o erro maior está lá, na Europa".

Vamos com calma: a União Européia não esconde a sua preocupação com a xenofobia e o racismo. O erro maior é mentir, inventar, criar um caso diplomático e produzir um vexame internacional.

Erro maior é uma imprensa que não investiga antes de denunciar.

Erro maior cometem as autoridades que botam a boca no trombone antes mesmo de averiguar o que se passou.

A verdade é que a xenofobia européia e a antixenofobia brasileira estão ficando muito parecidas. A emoção nunca pode substituir a razão.

 

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"Barriga" quase compromete o Brasil – Rui Martins

Comentários (31)
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Washington Setsuo Hatayama , Brasília-DF - Bancário
Enviado em 21/2/2009 às 9:05:57 PM
É lamentável verificar que, mesmo com o passar do tempo e depois de muitas lições, a maior parte da grande imprensa continua destruindo reputações sem provas e envergonhando a sociedade na busca insana por audiência e bons números de tiragens. Ficando no exemplo do caso Paula de Oliveira, não teria sido muito mais prudente e produtivo verificar o histórico da moça e noticiar simplesmente os fatos? Com relação as autoridades brasileiras, não há nem nunca houve muito que se esperar delas. E isto não é um fato, mas, uma opinião embasada em fatos.
Humberto Alves Alves , Salvador-BA - Advogado
Enviado em 18/2/2009 às 4:42:47 PM
Se o Ministério do Exterior não tivesse de pronto se manisfestado, os brasileiros estariam se sentindo apátridas, abandonados pelo nosso Governo. Prefiro um manisfestação dita precipitada, do que uma omissão do nosso Governo. Parabéns Governo brasileiro, esteja sempre atento às questões que envolvam o nosso povo aqui e lá fora, somente assim nos sentiremos verdadeiramente brasileiros - povo+Governo.
Pasteur Cintra , Rio de Janeiro-RJ - Executivo
Enviado em 18/2/2009 às 2:13:50 PM
uy"Intrigante, obscuro, perigoso" ..o caso da brasileira. Por tudo o que se disse a respeito, considero um caso de difícil reparação. Para a GLOBO por ter se afobado, manifestando tendenciosa defesa à versão da jovem Paula. Para a diplomacia brasileira, que igualmente afobada, acoitou o noticiário da GLOBO, se manifestando precocemente quanto às acusações do pai da vítima, apesar das suspeitas e contestações da Polícia de Zurique ao crime supostamente atribuído à racistas locais, causando mal estar diplomático a dois países amigos. Para o jornalista Rui Martins, que pretendendo escrever boa matéria,só contribue um pouco mais para espalhar toda a parafernalha de notícias, e no que critica, iguala-se ao criticado, emitindo opinião de valor baseadas na tese achista , do suposto versus suposto! ..Foi também infeliz! aliás, como os protagonistas do caso, exceto, a pobre moça ("pobre , na acepção mais humanista") para a qual, espera-se superar , seja lá o que for! esta cruel experiência.. Finalmente, ao autor da matéria, Barriga..., que de forma caprichosa, nega-se publicamente a responder comentários dos leitores desta coluna, um convite à reflexão do seu verdadeiro papel como profissional da informação que não deve se furtar à interlocução democrática com seus informantes e informados. Para o bem do bom jornalismo que defende. Que se saia bem dessa.
Marlene  Rein , Luechow-IN - Jornalista/Trader
Enviado em 18/2/2009 às 12:08:07 PM
II Parte: Este acontecimento que pode ter sido ou nao criado pela jovem Paulo Oliveira, compromete de certa forma nao apenas os brasileiros que vivem na Europa, mas tambem outros grupos, colocando em duvida, ate mesmo para mim, a confianca que se deva ou nao por neles. Na Alemanha, onde vivo, sempre ha casos infelizes envolvendo brasileiros (residencia/trabalho ilegal, prostituicao, trafico) e nao ha pouco tempo houve uma tentativa de assalto a um banco portugues (que levou a morte de um dos criminosos) prepetrado por brasileiros e logo depois, outro grupp foi preso. Ano passao 25 brasileiros foram deportados da Espanha, envolvidos num crime hediondo: falsificacao de passaportes/vistos de cidadaos brasileiros que ilegalmente moravam/trabalhavam pelos quatro cantos da Europa. Havia tambem espanhois com este grupo. Nao vi na imprensa do Brasil comentarios a respeito e o caso vem sendo investigado, porque se calcula que tenham ficado por aqui aprox. 5000 brasileiros com passaporte/vistos falsos. Claro que ha brasileiros aqui de excelente comportamento, mas infelizmente, fatos como este tem se tornado corriqueiros, o que desgasta mesmo o relacionamento do Brasil com outros Paises. Minha opiniao, como ex-reporter de policia: que jornalistas respeitem a Lei de Imprensa e antes de publicar suas linhas, as investigue com cautela. E melhor ser exemplo, que servir de ridiculo.
Marlene  Rein , Luechow-IN - Jornalista/Trader
Enviado em 18/2/2009 às 11:53:21 AM
Inacreditavel o teor de boa parte dos comentarios de leitores do Brasil. Claramente se ve que sao julgamentos pre-concebidos de quem nao conhece a Europa e sua realidade. Moro aqui desde 2005. Conheco muito bem este continente, viajo muitissimo e tenho amigos/parceiros de trabalho em diversas cidades, incluindo a Suica, aonde frequente vou. A questao principal aqui, na verdade, nao e a xenofobia. A Europa experimenta hoje uma realidade social de muita preocupacao mesmo para mim, pois o comportamento de diversos grupos nao europeus que defendem e se outorgam certas liberdades e direitos que nao condizem com a realidade do Direito Internacional/ Direitos Humanos. Ex: grupos islamicos. Hoje, infelizmente, e comum ligar a TV e saber que uma mulher foi morta por um membro de sua familia por nao aceitar mais viver segundo as Leis do Corao. isto aqui tem se tornado rotineiro. Sem falar nos ataques a cidadaos europeus, no meio da noite, por um islamico. Muitas vezes nao chega a imprensa, para que nao se incentive, mas tem acontecido ha muito tempo. Por conta disto, ninguem quer mais islamicos aqui, orincipalmente os de linha mais conservadora (xiitas, Taliban). Os brasileiros nao tem nocao dos crimes que sao perpetrados aqui por esta gente. E hoje, eu tambem defendo que se feche as fronteiras contra esta gente e pela deportacao daqueles que nao respeitem a lei aqui.
Lotar Kaestner , Curitiba-PR - jornalista
Enviado em 18/2/2009 às 11:31:00 AM
Vale tudo para tentar a sorte. O nazismo é aproveitado por muitos e tem dado resultados. Somente desta vez não, mas quem sabe no futuro. Viver no Brasil não é tão confortável. Tem pobre, lixo na rua, esgoto a céu aberto. O dinheiro para a saúde...vai para o castelo do deputado e tantos outros. Valeu a tentativa.
valeria dias , sao paulo-SP - bancaria
Enviado em 17/2/2009 às 7:56:25 PM
a Suiça nao é o país mais sério do mundo, como comenta o também leitor, abaixo. Talvez seja o país que mais defende o sigilo bancário no mundo... o país que menos se importa no mundo em saber de onde vem os recursos que engordam suas contas bancárias... e digamos a verdade, é um país altamente preconceituoso... quando saiu a noticia de quea policia suiça prometeu investigar a fundo, fiquei super aliviada, afinal de contas, sabemos que a policia nao mente nunca, nem burla laudos e resultados periciais. que
João Cirino Gomes Gomes , Campinas -SP - Escritor
Enviado em 17/2/2009 às 7:24:45 PM
Este caso deve servir de exemplo, aos politiqueiros levianos e oportunistas. E os senhores sensacionalistas, que gostam de fazer média à custa das desgraças alheia! Tenho pena do pai, e da família desta moça! Ainda bem que a Suíça, um dos países mais sérios do mundo, não exigiu uma retratação dos que fizeram comentários ofensivos! Este é o caso de dois pesos e duas medidas! Pois nossos representantes, seja no Brasil ou no exterior, nunca se importaram de fato com os brasileiros, pessoas de bem, que são tratados como marginais indigentes, e expulsos da maioria dos países! Enquanto que no Brasil os gringos estão sendo beneficiados, pois não precisam nem pagar a taxa de IOF; enquanto nós os patriotas simples mortais, somos escravizados e obrigados a pagar as mais altas taxas tributarias do universo!! Agora eu pergunto isso é justiça? Na verdade estamos sendo tratados como idiotas por nossos próprios representas! Que vexame para quem tem vergonha!
César Dorneles , Porto Alegre-RS - Professor
Enviado em 17/2/2009 às 10:44:52 AM
Pra isso existe o futuro do pretérito: TERIA acontecido tal coisa ...
Thomaz Magalhães , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 17/2/2009 às 9:42:55 AM
A imprensa seguiu e relatou os fatos que se apresentaram e mudaram. E por isso é dita afobada. Não concordo. Na medida que os fatos foram se revelando a imprensa veio relatando, com pontos de vista, interpretações e opiniões a gosto. Quem fez bobagem foi a autoridade brasileira, passando por da praxe diplomática. E quem acertou logo de cara foi a polícia suíça que, ao tomar o primeiro depoimento da advogada disse "aí tem". E tinha. Começando pela falsa gravidez, comprovada por exame pericial e agora mostrada por ultrasom falso. A eu ver o que está faltando é esclarecer a participação do noivo, que sumiu. Sabe-se que chamou a polícia em crises anteriores da advogada. A polícia suíça sabe mais. Tem as imagens das câmeras de segurança da estação do metrô. Deve ter outras. Querer cobrar "bon senso" da imprensa para acompanhar uma novela dessas é o mesmo que pedí-lo na cobertura das novelas das oito. Concordo com Dines que as autoridades erraram. Mas a imprensa, não. Porque não tem que investigar. Tem que contar. Não tem que ser boa. Tem que ser livre.
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 17/2/2009 às 3:24:52 AM
"letras foram escritas no sentido e cima para baixo, características de quem encontra-se de frente para o plano onde escreve, o que não poderia ocorrer na autoflagelação": eu questionaria qualquer pericia nesse sentido, Ubirajara. Os "cortes" sao tao superficiais que nao eh possivel determinar o angulo da lamina, por exemplo -ja teria sido mencionado. No entanto ja se sabe a ordem em que eles foram feitos! Quem fez a pericia entao? Simplesmente nao faz sentido. O que eh muito possivel acontecer eh que brasileiro cresce com a impressao que toda justica de qualquer pais tem o maior prazer de ser um ferida viva na populacao porque justica brasileira o tem, e que se houver uma eterna discussao a respeito dos fatos a justica nao vai pra frente, mesmo porque ela pode muito obviamente voltar ao Brasil e sustentar sua historia pelo resto da vida pra aliciar a populacao a seu favor, enquanto a Suissa sustenta outra versao com provas que nao existem do g grampo que nunca aconteceu, uh, aborto. Seja verdadeiro ou nao o ataque, esse cenario nao vai acontecer porque jurisprudencia internacional nao segue o pobre juizinho brasileiro. Justica internacional nao eh escandalo mediatico e aliciamento da populacao a favor de elite, apesar do supreminho brasileiro. Nao pode e nao vai ficar assim. Juiz de paises como Suissa nao hesitam em escrever o futuro; desgracar lo eh especialidade brasileira.
ubirajara sousa , slz-MA - psicólogo
Enviado em 16/2/2009 às 10:45:15 PM
O molina admitiu a possibilidade da agressão, mas sua proposta maior é de que - em decorrência da simetria das letras e marcas, que indicaria a ausência de reflexos musculares de resistência à dor - tratar-se-ia de autoflagelação. Há um detalhe, porém, que não me passou despercebido: as letras foram escritas no sentido e cima para baixo, características de quem encontra-se de frente para o plano onde escreve, o que não poderia ocorrer na autoflagelação. De três, uma: ou ela treinou muito para fazer isso; ou o fez em frente a um espelho; ou houve a participação de uma outra pessoa. Haveria um plano para buscar uma "recompensa", mediante um pedido de indenização ao governo da Suiça (se possível); seria um ato terrorista que buscasse criar um situação de animosidade entre o Brasil e a Suiça? Mas pra que? Com a palavra a "imprensa-que-sabe-tudo". Quanto às autoridades botarem a boca no trombone, se não o fizessem, coitadadas delas. A "impresna-que-sabe-tudo" mataria cano de ferro. Arre!
Geraldo Hoffmann , Berna-IN - Jornalista
Enviado em 16/2/2009 às 7:57:40 PM
Até a Folha dá "barriga" e não corrige: http://coisasdasuica.swissinfo.ch/?p=1971 A entrevista que o legista suíço nunca deu. E aqui uma sobre a mutilação da notícia de que ela não estava grávida: http://coisasdasuica.swissinfo.ch/?p=1961
Carlos Fochesatto , Caxias do Sul-RS - Professor
Enviado em 16/2/2009 às 6:04:38 PM
Há algo de estranho (prá não dizer podre) no reino informativo global. Peço desculpas a Shakespeare. Lembram que a pouco tempo esse jornalismo na base do "acho" também derrubou um avião perto do aeroporto de Congonhas?
Henri Fulfaro , Sorocaba-SP - Taxidermista
Enviado em 16/2/2009 às 5:49:04 PM
Putz! Até que enfim um artigo, um ponto de vista equilibrado e com o qual sou obrigado a concordar inteiramente com o Dines... Para desespero dele, imagino!
luiz alfredo  motta fontana , são josé do rio preto-SP - advogado e agrônomo
Enviado em 16/2/2009 às 5:41:34 PM
Estranha dificuldade! Qual a razão de evitar a realidade dos fatos no caso Paula Oliveira? A imprensa simplesmente embarcou na carona perigosa de um blogueiro, que, face ao recente encontro com o pai da pretensa vítima, numa festatípica de nosso tempos, em que políticos convidam os profissionais de imprensa. O blogueiro, em busca do furo perdido, reproduziu os fatos alegados pelo prestimoso pai como se notícia fosse. Consultar os posts no Blog do Noblat é fácil e revelador. Simples assim, o resto é tentar, via tortuosos raciocínios sociológicos, esconder a precariedade da conduta profissional de nossos diletantes jornalistas. Lamenta-se, e muito, a incial adesão do Iatamraty e da sempre em busca de bravatas Presidência da República.
Bruno Duarte , Belo Horizonte-MG - Agente Censitário
Enviado em 16/2/2009 às 4:46:43 PM
Fugindo do assunto, mas não necessariamente do tema, sobre afobação da imprensa, investigações mal feitas, respostas e posicionamentos pouco esclarecedores. Em Minas, o principal jornal do Estado, regularmente está publicando reportagens que denunciam a corrupção dentro da UFMG e a fundação de pesquisa ligada à faculdade. Desde janeiro as reportagens estão sendo publicadas e atualmente a faculdade não responde e se posiciona em relação às materias, se omtindo no discurso de que está sendo perseguida. Por outro lado, a forma e a regularidade das denúncias acabam por dar uma imagem de campanha contra a universidade. Pediria ao dines que acompanhasse e analisasse essa situação.
Artur Nobre , Brasília-DF - Antropólogo
Enviado em 16/2/2009 às 4:14:08 PM
"A verdade é que a xenofobia européia e a antixenofobia brasileira estão ficando muito parecidas" Dines, não amenize os fatos. A verdade é que a nossa xenofobia é pior que a deles. A xenofobia européia é uma reação à imigração. Claro, é condenável e tem que ser combatida. Mas e a nossa que é apenas uma auto-defesa idiota ? Uma reação a um complexo de inferioridade que às vezes se volta até contra brasileiros, como se viu recentemente no caso da Terra Indígena Raposa Serra do Sol quando os índios foram acusados estupidamente de estarem a serviço de interesses internacionais pela quase totalidade da mídia. Essa moça foi vítima sim da xenofobia, mas da nossa xenofobia verde e amarela. Se ela precisa de tratamento, a nação inteira bem que poderia acompanhá-la, a começar pela nossa imprensa.
Júlio  Lins , Belo Horizonte-MG - Economista
Enviado em 16/2/2009 às 3:12:53 PM
Independente de quem tem a razão, venho criticar a postura da maioria dos brasileiros. O sonho de quase todo brasileiro é ir trabalhar nos Estados Unidos ou Europa, mesmo que seja de faxineiro, garçom ou outros subempregos. O brasileiro parece ser anti-nacionalista, já que considera os outros povos e países melhores que ele. Essa situação tem que mudar! Por que nós somos tão mal recebidos nos países desenvolvidos e recebemos otimamente bem os estrangeiros? O Brasil precisa de pessoas nacionalistas que sempre defendam o seu país, que prefiram ficar no país onde nasceram e são bem tratados.
Rodrigo Fernandes , Florianópolis-SC - Professor
Enviado em 16/2/2009 às 3:08:10 PM
Hegelianamente falando, é necessário que haja xenófobos, é necessário que haja xenófilos, e é necessário que haja antixenófobos antixenófilos. Não estou completamente seguro disso: talvez o principal fator que nos leve para um ou outro lado deste barco não é a religião ou a nacionalidade, mas a idade. [ ]
Luiz Edmundo Germano Alvarenga , Rio de Janeiro-RJ - Advogado
Enviado em 16/2/2009 às 3:04:35 PM
Esse caso da visilmente vítima de um surto, a doce Paula de Oliveira, que tem a nossa solidariedade como pessoa, poderia ter provocado um série incidente diplomático. O assuntos surgiu, avassaladoramwnte, através da participação, de boa fé, sem dúvida, do Marco Maciel, Roberto Magalhães e chegou até a induzir um pronunciamente do Presidente da República. Senhores jornalistas e detentores de alguma forma de mídia, sejam mais responsáveis pelo que publicam! Agora, desfeita a versão da Paula, todos ficaram mal...
Ivan Moraes , Newark, NJ-MG - sem profissao
Enviado em 16/2/2009 às 1:28:16 PM
"Médicos garantem que ela não abortou": ela eh atacada segunda feira, na terca perde dois fetos, na quarta ja nao existem fetos em lugar algum e ninguem sabe aonde eles estao, na quinta (ou foi na quarta?) as fotos dos arranhoes estao espalhadas nos jornais brasileiros: os **medicos** garantem?
Marcia Pereira , Sao Paulo-SP - pesquisadora
Enviado em 16/2/2009 às 1:07:42 PM
E como poderia ser analisada a matéria do mesmo jornal de domingo com o título "Nacionalismo aumenta com recessão" do caderno Mais, onde a mesma história sem correção é repetida? Cito: "Espancada, na segunda passada, por skinheads em Dubendorf (Suíça), a brasileira Paula Oliveira acabou abortando a gravidez de gêmeos em decorrência dos ferimentos. Os agressores inscreveram a estilete, em suas pernas, a sigla do partido SVP -contrário à proposta, aprovada em referendo no domingo passado, de renovar e ampliar o acordo de imigração da Suíça com a União Europeia."
Angélica Weise , Santa Cruz do Sul-RS - Estudante de Jornalismo
Enviado em 16/2/2009 às 12:48:46 PM
Concordo com o comentário de Adriana Dornellas , Brasília-DF - Psicóloga, "que novela mexicana". Primeiramente a imprensa divulga a notícia, e dizem ter certeza que os neonazista teriam a atacado. Depois difundida a notícia a não certeza de que Paula teria ou não abortado as gemeas. É tanta confusão que chega ser ridiculo abrir o jornal e ler.
Roberto Ribeiro , Aracaju-SE - Arqueólogo
Enviado em 16/2/2009 às 12:44:25 PM
A Suiça não faz parte da União Européia.
Marcia  Pereira , Sao Paulo-SP - pesquisadora
Enviado em 16/2/2009 às 12:44:10 PM
Os jornalistas em questão quiseram apenas se defender e justificar seu grande erro, na verdade, injustificável. O que eles não conseguem é esconder sua parcialidade, observada até pelos colegas suíços. É a isso que deveriam responder: sobre a xenofobia praticada na mídia em geral, incluindo-se aí o antissemitismo praticado por um deles em particular.
Paulo Perez , Santos-SP - advogado
Enviado em 16/2/2009 às 11:51:15 AM
De paupável nesse caso tem-se uma moça que sofreu ferimentos graves e uma policia que estranhamente não queria registrar a ocorrência nos primeiros momentos. Tem-se também que a sigla do principal partido da Suiça, um partido de fundamentação xonófoba, para dizer o mínimo, foram gravadas à faca no corpo da vítima. Daí correr a policia suíça, àquela mesma que não queria registrar a ocorrência, à tentar transformar a vítima em criminosa não é de se causar estranheza, afinal deixassem os aliados vencedores os julgamentos de Nurenberg à cargo dos alemães e certamente não teríamos nenhum nazista condenado, certamente todos os crimes comprovados seriam apontados como contos da carochinha ou invencionices judaicas. O que parece estar ocorrendo é uma tentativa de "calar" o caso, de forma imoral, sob pena de expor ao mundo que a Suíça não é o paraíso plantado na terra e de quem dos "nossos" lá mantem contas. Resta claro nesse caso que a vítima não é nenhum Battisti e nem sequer um membro de grupos terroristas de esquerda, senão já estaria sendo "salva" pelo governo petista de Genro/Lula. Resta claro também que muitos "donos do poder e da opinião" no Brasil mantém suas contas na Suiça, por isso o medo apresentado momentos depois com a possível repercussão de tal ocorrência sobre seus ativos não contabilizados. Só isso explica o inexplicável, a rápida transformação da vítima em ré.
dante caleffi , rio de janeiro-RJ - publicitário
Enviado em 16/2/2009 às 11:11:17 AM
Trata-se de uma"Escola Base",ao contrário...
Adriana  Dornellas , Brasília-DF - Psicóloga
Enviado em 16/2/2009 às 10:27:47 AM
Dines, parece que xenofobia e antixenofobia estão de fato andando de mãos dadas, pois ambas levam à intolerância, ambas são extremistas e podem levar a esse circo que estamos assistindo. Verdade ou não, o fato é que essa moça vai ter que falar com a imprensa, aí mais um fator se apresentará: a sustenção da versão dela. Q novela mexicana!!!!
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - aposentado
Enviado em 16/2/2009 às 10:13:36 AM
Há apenas dois fatos a serem apurados e/ou confirmados: 1) houve aborto? 2) foi agressão? O resto é materia de apuração policial, em que a imaginação jornalistica (paterna opu nacional) pode ionventar o que quiser.
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 16/2/2009 às 9:54:49 AM
Pois é, Dines. Aqui mesmo, no OI, foi proposta a questão relativa ao problema da versão versus fato. Ocorreu apenas uma versão, imediatamente difundida e assumida como ponto de honra. Todavia, nossa racionalidade ainda exige um certo desempenho, não no ataque a uma "xenofobia", mas ao diagnostico de uma parcela factual, que consiste claramente nos prejuizos fisicos qwe a dama em questão sofreu. Não obstante deva-se elogicar a posição da policia de Zurich (que tudo leva a crer agiu com cavalheirismo), no momento atual a midia deve exigir o esclarecimento de quais ferimentos nosa comatriota sofreu e quem ou o que os causou.
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