ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 526 - 24/11/2009
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"DITABRANDA" NA FOLHA
Direita, volver!

Por Luiz Antonio Magalhães em 23/2/2009

Há males que vêm para o bem, lembra o dito popular. No último dia 17 de fevereiro, em Editorial contra o presidente venezuelano Hugo Chávez, a Folha de S. Paulo qualificou, assim como quem não quer nada, en passant, de "ditabranda" o regime militar que vigorou no Brasil entre 1964 a 1985.

Para que não reste nenhuma dúvida sobre o que foi escrito na Folha, vai a seguir a transcrição do trecho que vem provocando tanta polêmica:

"Mas, se as chamadas ‘ditabrandas’ -caso do Brasil entre 1964 e 1985- partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça-, o novo autoritarismo latino-americano, inaugurado por Alberto Fujimori no Peru, faz o caminho inverso."

Para começo de conversa, causa espécie que o jornal escreva "as chamadas ‘ditabrandas’" quando não há notícia de que alguém tivesse, antes da Folha, a idéia de jerico de qualificar o regime militar de tal forma. Este observador fez uma busca no Google e constatou que a pesquisa retorna apenas as referências à polêmica iniciada pela Folha. Ninguém antes qualificou a ditadura brasileira de "ditabranda".

Aliás, a busca no Google já vem carregada de ironia, pois antes da primeira indicação de link, o buscador pergunta: "você quis dizer dieta branda?" Como bem sabem os iniciados, toda vez que alguém erra a digitação da palavra, o Google cuida de corrigir ou sugerir o nome correto. Ditabranda, portanto, é coisa lá da rua Barão de Limeira mesmo. Dieta branda teria sido realmente mais feliz.

Mas até aqui, é justo dizer, a direção da Folha e seus editorialistas têm todo o direito de achar que os militares pegaram leve. É uma questão de gosto e escolha, provavelmente o assinante do Estadão jamais leria tamanho despautério, ainda que o jornal se posicione de maneira muito mais conservadora do que a Folha em várias questões. A razão para isto é simples: O Estado de S. Paulo sofreu bem mais com a censura e sabe o quão duro foi o dito governo. De toda maneira, o diário da família Frias não precisa se envergonhar em qualificar de ditabranda o regime em questão, da mesma maneira que a turma da Abril não só pensa que pegaram leve como anda saudosa de um novo período semelhante, especialmente para tirar essa gente barbuda e mal educada que insiste em permanecer altamente popular em meio à maior crise do capitalismo.

Nota da Redação: jornal muda de rumo

Não foi no editorial, portanto, que a Folha perdeu a mão. Nos dias que se seguiram à publicação daquela jóia do pensamento que emerge no nono andar do belo prédio do jornal, os leitores naturalmente reclamaram, enviando cartas indignadas à redação. O Painel do Leitor publicou algumas nos dias 18 e 19, mas foi no dia 20 de fevereiro que o jornal mostrou a sua verdadeira cara. Depois de uma sequência de cartas de leitores, apareceram duas de "figurões", seguidas por uma inacreditável resposta da Redação, como segue abaixo.

"Mas o que é isso? Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão de "ditabranda’? Quando se trata de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de todos, sem comparar "importâncias" e estatísticas. Pelo mesmo critério do editorial da Folha, poderíamos dizer que a escravidão no Brasil foi "doce" se comparada com a de outros países, porque aqui a casa-grande estabelecia laços íntimos com a senzala -que horror!" MARIA VICTORIA DE MESQUITA BENEVIDES , professora da Faculdade de Educação da USP (São Paulo, SP)

"O leitor Sérgio Pinheiro Lopes tem carradas de razão. O autor do vergonhoso editorial de 17 de fevereiro, bem como o diretor que o aprovou, deveriam ser condenados a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao povo brasileiro, cuja dignidade foi descaradamente enxovalhada. Podemos brincar com tudo, menos com o respeito devido à pessoa humana." FÁBIO KONDER COMPARATO , professor universitário aposentado e advogado (São Paulo, SP)

Nota da Redação - A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações acima. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua "indignação" é obviamente cínica e mentirosa.

É preciso ler com calma a tal Nota da Redação. Que a Folha respeite a opinião dos leitores é o mínimo que se pode esperar. Imagine o grau de arrogância, que já não é baixo, se não respeitasse... Mas o que realmente choca neste caso é a Redação classificar de "obviamente cínica e mentirosa" a indignação de Fábio Konder Comparato e Maria Victoria Benevides, como se para que os dois se indignassem com a barbeiragem do jornal fosse necessária a indignação prévia com Fidel Castro.

Este observador aprendeu com seu avô, pioneiro do ensino de Filosofia na Universidade de São Paulo, que o fiofó nada tem a ver com as calças. Ou, como diria outro filósofo, este da esfera futebolística, "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa". Comparato e Benevides não têm "autorização" da Folha para se indignarem, precisam antes bradar que não gostam de Fidel e seus amigos e, principalmente, que Cuba é uma DI-TA-DU-RA. Ou será que se os eméritos professores também qualificarem o regime cubano de "ditabranda" a Folha já deixaria de considerar "cínica e mentirosa" a indignação dos dois?

O pior de tudo realmente não foi o editorial, bem lamentável, mas a Nota da Redação de 20/2. Pior, sim, porque todo foca que passou uma semana em qualquer redação do país sabe que uma nota dessas não é publicada sem a anuência da direção do jornal. Por mais que o editor do Painel do Leitor vista a camisa do jornal, ele não tem autonomia para chamar Fábio Konder Comparato de cínico e Maria Victoria Benevides de mentirosa. A nota veio de cima, o que só reforça a ideia de que também o editorial foi cuidadosamente pensado para que o jornal emitisse o juízo de valor que tem, hoje, sobre a ditadura brasileira.

Não será surpresa se a Folha roubar Reinaldo Azevedo ou Diogo Mainardi da Veja. A esta altura, é bem provável, inclusive, que ambos já tenham sido sondados. E, ironia das ironias, não demora muito para o leitorado paulista de esquerda migrar para o Estadão. Há mesmo males que vem para o bem: nível de azia na leitura será bem menor...

***

PS em 22/02: O ombudsman da Folha, em sua coluna semana publicada no domingo (22/02), parece concordar com este observador. Evidentemente, Carlos Eduardo Lins e Silva foi mais ameno na forma, mas não deixou de assinalar o despropósito da Nota da Redação do jornal, conforme se pode ver abaixo:

Duas opiniões que mobilizam muitos leitores

Já me referi aqui ao escopo do trabalho do ombudsman, que não abarca as opiniões publicadas pelo jornal, em editoriais, colunas ou artigos.

O ombudsman se atém aos aspectos técnicos, factuais, comprováveis, verificáveis. Opinião é como religião, time de futebol, convicção ideológica: cada um tem a sua e nenhuma é melhor que outra.

Mas, talvez porque, como ensinava Spencer, a opinião é determinada em última análise pelos sentimentos, não pelo intelecto, ela mobiliza manifestação de muitos leitores.

Esta semana, duas motivaram pelo menos 115 mensagens. Sem entrar no seu mérito opinativo, vou tratar de ambas.

Um post de blog do Folha Online trazia no título as palavras vadias e vagabundas acima de foto em que apareciam Marta Suplicy e Dilma Rousseff. Pareceu-me uma insinuação de mau gosto e insultuosa.

Um editorial com referência ao regime militar brasileiro provocou cartas publicadas no "Painel do Leitor". Resposta da Redação a duas delas na sexta foge do padrão de cordialidade que julgo essencial o jornal manter com seus leitores.

***

PS em 26/02: O diário da Barão de Limeira publicou nesta quinta-feira (26/2), no Painel do Leitor, as duas cartas reproduzidas abaixo. Sem resposta malcriada, desta vez. Será que a direção do jornal percebeu que essa história de "ditabranda" não caiu bem e resolveu recuar? É cedo para saber, mas é o que indica a ausência de resposta aos professores. Menos mal, só que ainda falta um bom "mea culpa" sobre o trocadilho infame.

Ditadura

Em resposta aos insultos a mim dirigidos na Nota da Redação de 20 de fevereiro próximo passado (`cínico e mentiroso´), reitero meu protesto contra o editorial, que considerou brando o regime militar brasileiro, cujos agentes mataram mais de 400 pessoas e torturaram milhares de presos políticos. FÁBIO KONDER COMPARATO , professor titular da Faculdade de Direito da USP (São Paulo, SP)

As injúrias da Redação da Folha não me intimidam. Continuarei denunciando os crimes da ditadura, seus responsáveis civis e militares, bem como seus aliados -ontem e hoje. MARIA VICTORIA DE MESQUITA BENEVIDES , professora titular da Faculdade de Educação da USP (São Paulo, SP)

 

 

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A "ditabranda" e a culpa de Fidel — Gilson Caroni Filho

Petição em solidariedade a Fábio Konder Comparato e Maria Victoria Benevides 

Comentários (60)
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Ataliba Barbosa , Recife-PE - Também cidadão brasileiro
Enviado em 13/3/2009 às 8:26:26 AM
É de se estranhar que "alguns" reclamem do regime militar, e "muitos" o elogiem, por quê? A diferença é que os que criticam são mais berreiros, são mais anarquistas, sempre invocando o passado, reclamando, protestando. Infelizmente essa é a realidade, é nojento verificar esse ataque nostálgico e vermos a anarquia reinante, Jarbas Vasconcelos disse que nem nos tempos do "regime militar" ele foi calado e agora o querem calar - "ditabranda ou ditalegislativo"? E cadê a liberdade de imprensa? Porquê a Folha não pode expressar sua opinião? Quando hipócritas emitem opiniões, "oba, hoje é festa lá no meu ap". Existe diferenças entre orgulho e dignidade: os orgulhosos querem que todos cantem da mesma forma que eles cantam, não sabem ouvir, não sabem calar. Mas, senhoras e senhores ouve um clamor e foi atendido prontamente, calem-se e não tenham medo de perder a liberdade, nunca a perderam, a não ser que assim a desejassem, se havia censura ainda hoje também a há, vamos cessar a hipocrisia e ser mais realistas na covardia e no assassinato de inocentes que ocorre nos tempos de hoje. Nos meus tempos de criança vivi feliz, as pessoas contavam-me coisas horríveis de anarquistas e a pronta resposta das autoridades. Por que a população em sua maioria elogiava, mas, a mídia, a mídia tem que vender, mas, não pode tecer comentários que não sejam 100% agressivas à Revolução Democrática. Valores.
Clerton de Castro e Silva , Rio de Janeiro-RJ - Engenheiro
Enviado em 2/3/2009 às 5:35:24 PM
A Folha deveria se explicar melhor. Não sei o que o Jornal quis dizer. Entretanto, vejo uma grande maioria tecendo comentarios aqui, sem realmente saber o que foi a ditadura no Brasil. Os órgãos de imprensa foram obrigados a colaborar na marra. Quem viveu aquela época e era ligado aos meios de comunicação, sabe do que estou falando.
Julio Valerio Neto , Andradas-MG - Produtor de TV
Enviado em 28/2/2009 às 4:29:08 PM
Por essas e outras eu parei de ler a Folha há mais de 5 anos
Donizeti Costa , São Paulo-SP - Advogado
Enviado em 27/2/2009 às 5:57:34 PM
Primeiramente gostaria de dizer que o Comparato e a Maria Benevides deveriam processar o "PASQUIM DA CRACOLANDIA" por Danos Morais. Com certeza, são grandes as chances de vitória, pois é crime e ofensa consumada perante milhões de brasileiros. Não adianta processar a Folha e seus Editores por crimes de difamação e injúria, pois a grande mídia conseguiu através de seu "loby" no Supremo Tribunal Federal suspender a lei 5250/67, aquela que enquadrava os chamados crimes de imprensa. A lei 5250 está suspensa pelo STF através de Ação de Descumprimento de Preceito Constitucional (ADPF) por ação ajuizada pelo Deputado Federal Miro Teixeira. Agora o fato da Folha chamar a ditadura brasileira de ditabranda não tem pé nem cabeça, pois ditadura é igual virgindade, não existe meia virgindade, assim como também não existe meia-ditadura. Acho que a Folha estava com peso na consciência de ter prestado vassalagem, auxílio moral e material aos torturadores e ditadores de plantão da época pós 64. São inúmeras as histórias envolvendo a Folha e o regime militar como: policiais trabalhando na Folha; empréstimo das viaturas C-14 de distribuição do jornal para transportar presos e torturados políticos;a Folha não foi censurada pelos ditadores, etc;, sendo que apenas um desses fatos já seria suficiente para arrasar com a reputação de qualquer jornal que se diga sério e defensor da liberdade.
rafael palomino , araraquara-SP - professor
Enviado em 27/2/2009 às 12:59:16 PM
É difícil passar mais de vinte anos fazendo pose de democrata. De vez em quando a Folha tem que lembrar os belos anos de chumbo, em que ela serviu diligentemente aos torturadores e sanguinários que governaram o Brasil. Essas foram, certamente, as primeiras linhas sinceras que se escreveram na Folha em anos... Da parte de Comparato e Benevides, acho que deveriam processar o jornal pelos insultos e exigir que os editores paguem pela calúnia e difamação em que incorreram ao gozarem da democrática liberdade de expressão que se tem nos dias de hoje, vinte anos depois da ditadura.
juciano lacerda , Joinville-SC - jornalista e prof. ens. superior
Enviado em 27/2/2009 às 9:24:10 AM
O colunisa Weis, do blog "Verbo Solto" já publicou naquele blog um texto em que usa o termo horrível de "ditabrandas". Só para informe. Eu descobri naquela busca do google, que dá "dieta branda".
Jonas Paulo Negreiros , Jundiaí-SP - técnico em eletrônica
Enviado em 27/2/2009 às 6:51:27 AM
Oi, Felipe! O que eu quero dizer é que muito "jornal" publica aquilo o que agrada ao leitor-comprador e não necessariamente os fatos. Enquanto quase toda a imprensa publicava com destaque o movimento "diretas já", parece que nada estava acontecendo, aos "olhos" da Folha da Tarde. O discurso rançoso da FT estava esvaziado e a guinada "liberal" com certeza rendeu-lhe maior tiragem. Será que esta "nova guinada" não tem o mesmo objetivo? Ah, Big Brothers...
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 27/2/2009 às 12:27:42 AM
Pois eis que o biodegradante Felipe Faria diz que queriam transformar o Brasil num Cubão. Mas, quem queria isso? João Goulart, que subiu ao poder legitimamente e foi derrubado ilegitimamente? O Cubão, então, seria uma Cuba com eleição?
Hugo  Santos , São Paulo-SP - -
Enviado em 26/2/2009 às 10:52:08 PM
Não existe meia ditadura: ou foi ou não foi. Algumas com mais mortes e abusos, outras com menos (ou mais ‘brandas’ que outras); questão de eufemismo. Curioso é o fenômeno hipócrita de supervalorização da ditadura justamente por quem sofreu com ela. Reflete nas críticas ao editorial, em polpudas e desproporcionais indenizações que nós pagamos e no sentimento de aversão a tudo que se refira a civismo, disciplina, patriotismo ou outro ligado ao militarismo, refletindo a desordem de hoje, travestida de liberdade, que gera na verdade libertinagem, injustiça, desigualdade e impunidade. O regime militar não era bom, e a FSP nunca disse isso; melhor seria não só condenarmos os erros do passado generalizadamente, mas também aproveitarmos os acertos deste regime pra sermos uma democracia mais ordeira.
João Batista , Belém-PA - docente
Enviado em 26/2/2009 às 9:29:28 PM
E, ainda hoje é possível encontrar docente público federal que jura pela santíssima trindade de que o Regime era dotado de uma bondade tão extremada, mas tão extremada mesmo, pelo nosso educacional, ao ponto de o ter nomeado sem concurso apenas por ele ter convencido general avalizador de ficha dos ingressante de que era o mais competente academicamente possível para o cargo.
Marcelo Conti , SP-SP - Bibliotecário
Enviado em 26/2/2009 às 8:48:43 PM
Concluo que a folha não serve apenas para recolher fezes de cachorros... ela também ajuda a identificar muito bem quem é fascista...
Sofia P. J. , São Paulo-SP - socióloga
Enviado em 26/2/2009 às 8:36:36 PM
Uma coisa é preciso dizer a respeito do Estadão: é conservador, mas nunca negou, sequer disfarçou. Já a Folha é dona de ficar em cima do muro - mudando de lado sempre que convém... Melhor o Estadão. Mais uma coisa: "dino stalinistas" e "transformar o Brasil em Cubão" é bem coisa de quem não viveu a DITADURA! Quer ficar à direita, fique! Mas não fale sobre o que não conhece!
ADILSON SANTOS , SAO PAULO-SP - AGENTE DE VIAGENS
Enviado em 26/2/2009 às 7:42:33 PM
É bem simples . Tomemos os integrantes da famiglia Frias e todos aqueles que apoiam o termo Ditabranda , e os submetamos aos mesmos Ditabrandos Tratamentos dados pelos Ditabrandos Torturadores Fleury e Ustra a todos que lutaram contra tão cândido regime . É claro , que eles náo reclamarão pois , trata-se de um tratamento Ditabrando , como foi informado pelo Pasquim da Cracolândia. Entretanto se reclamarem , então os passaremos alegremente pelas Armas , de forma bastante Ditabrandistica .
Jorge Sá de Miranda Netto , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 26/2/2009 às 7:07:00 PM
"Ditambranda" (e bota branda nisso) pras negas da direção e dos puxas da Folha. Porém, companehiro, é muito triste e lamentável que muita das gentes da "ditabranda", como Sarney. Delfim e cia. Bela Limitada (ou seria ilimitada?) está muito bem na fita com "essa gente barbuda e mal educada que insiste em permanecer altamente popular em meio à maior crise do capitalismo (sic)". .
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 26/2/2009 às 6:19:34 PM
Querian transformar o Brasil num Cubão....e ainda reclamam que foram pegos de calças curtas? Ora, se alguem quer saber como seria o Brasil socialistas é só olhar por aí. Venham logo para o século 21, dino-stalinistas. Ah, a crise econômica não vai levar à revolução, esqueçam.
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 26/2/2009 às 5:01:43 PM
Combinemos então que ditadura boa é aquela que nos favorece. A estas chamamos de ditabranda.
Roberto Ramos , Mairiporã-SP - Jornalista
Enviado em 26/2/2009 às 4:52:22 PM
Falta educação básica aos redatores puxa-saco dos donos da Folha que escreveram tais bobagens. O maior problema de muitos veículos de comunicações é o de serem autoritários (não admitem o contraditório) e posarem de "liberais", "democratas", "defensores da livre opinião". E essa história de "ditabranda" é pura bobagem: é ditadura mesmo e os incultos da Folha deveriam saber disso ( ou não passam de cínicos).
Viviane  Gonçalves , Salvador-BA - Secretária Executiva
Enviado em 26/2/2009 às 3:58:57 PM
Enfim, é a fsp mostrando a sua verdadeira cara!Midiazinha nefasta!
Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE - ATRFB
Enviado em 26/2/2009 às 2:35:14 PM
"Roberto Campos costumava dizer que as ditaduras de direita são bio-degradáveis, enquanto Fidel prova que as de esquerda não se desmancham ." Vai ver, Felipe Faria, que era por isso que os ditadores"brandos" jogavam opositores no mar. Vai ver que Roberto Campos também só dizia isso por ser beneficiário de uma ditadura de direita. Se fosse beneficiário de uma de esquerda, certamente inverteria os termos.
Beatriz Cleto , Sào Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 26/2/2009 às 2:14:57 PM
Ditadura biodegradável, Felipe? Até hoje o país sofre com as consequências daquele golpe. Henrique, quem jogou a história da Folha no lixo foi ela mesma com esse editorial, pelo menos a história recente.
Henrique Carvalho , BH - MG-MG - Jornalista
Enviado em 26/2/2009 às 1:43:34 PM
Tem uns caras na Folha que têm um nome a zelar. Se o "ditabranda" foi tão grave, não seria o caso de lhes cobrar uma posição? Fernando de Barros e Silva refutou o termo, mas não a nota, em artigo do dia 24/2. E quanto aos demais? Clovis Rossi, Eliane Cantanhêde, Ruy Castro, Juca Kfouri, Cony? De todo modo, não acho razoável jogar a história da Folha no lixo e reduzi-la a expressão da elite paulista. O jornal tem muito mais acertos que erros. E, se provoca essa reação quando faz uma lambança, é porque é lido. Repercute. O mesmo não diremos da maioria dos jornais do Brasil.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 26/2/2009 às 12:32:44 PM
O Roberto Campos costumava dizer que as ditaduras de direita são bio-degradáveis, enquanto Fidel prova que as de esquerda não se desmancham .
Leonardo Candido Bastos , Niterói-RJ - Advogado
Enviado em 26/2/2009 às 11:30:42 AM
Todo Estado que pratique um regime contrário ao Estado Democrático de Direito merece o repúdio dos veículos de impressa, pois só há veículos de imprensa quando há Liberdades de Informação, Opinião e Expressão. A FSP ao chamar de “ditabranda” o período ditatorial brasileiro atentou contra suas Liberdades existenciais, pois louvou a própria ausência delas – o que é absurdo e inaceitável! É indiscutível: Cuba vive sob a égide de uma ditadura horrenda! Tal qual o Brasil viveu sob a égide de uma ditadura igualmente horrenda! Mas ao que parece, para a FSP, Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo: ditadura de verdade só as de esquerda...
Altamir Tojal , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 26/2/2009 às 10:49:01 AM
A ideia de ditabranda é mais generalizada do que se pensa. Tenho ouvido isso de pessoas jovens e até de outras que eram crescidas na época, mas que devem ter esquecido ou nem tomaram conhecimento do que foi a ditadura no Brasil. Também confundem e misturam resistência à ditadura militar com projetos de ditadura de esquerda. Quem se lembra e quem estuda o tema deve saber da diversidade que havia na resistência. O pior é que ex-militantes que hoje se locupletam no poder e promovem a corrupção não só deterioram o nosso presente como desmoralizam o passado. Por incrível que pareça, a chegada da esquerda ao poder tornou mais difícil lembrar e denunciar a ditadura no Brasil. Tem gente que pensa que não há mais perigo de ditadura no Brasil. A nossa democracia avança, mas a ameaça totalitária nunca deixa de existir. E o esquecimento é o primeiro requisito para reviver os piores pesadelos políticos.
Augusto  Mello , Rio de Janeiro-RJ - Sem profissão
Enviado em 26/2/2009 às 10:37:33 AM
Concordo que LAM. Caroni e Lungaretti foram decisivos para o recuo do jornalão, que hoje publica cartas de Benevides e Comparato, assim como os vários protestos da sociedade civil. Parabenizo os três e irei posta essa mensagem no artigo de cada um deles como forma de reconhecimento, para desespero dos defensores do regime militar
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 26/2/2009 às 10:31:42 AM
Depois, o grupo tornou-se "mais liberal" por pura necessidade de mercado. Jonas, você quer dizer que ninguem queria comrpar o jornal antes? Que
antonio barbosa filho , taubaté-SP - jornalista
Enviado em 26/2/2009 às 8:06:31 AM
A Folha revelou sua alma, no editorial revisionista e na agressão ignóbil aos professores Comparato e Maria Victoria Benevides. Ela optou por um nicho conservador ou francamente reacionário do mercado, e vai estreitar-se cada vez mais. É um jornal sem nenhuma afinidade com os valores democráticos, elitista, e hoje atrelado a uma candidatura presidencial que representa a Direita. Espero que em breve a FSP vire um jornal para meia-dúzia de quatrocentões e viúvas da ditadura, enquanto o país avança nas liberdades e na Justiça Social.
Jonas Paulo Negreiros , Jundiaí-SP - técnico eletrônico
Enviado em 26/2/2009 às 6:42:00 AM
Como confiar numa empresa de comunicação que, das mesmas oficinas, saiam o a Folha de São Paulo e o famigerado "Notícias Populares". Até o episódio das "Diretas Já!" havia um jornaleco cheirava puro ranso: Folha da Tarde. Depois, o grupo tornou-se "mais liberal" por pura necessidade de mercado.
Luiz Felipe Adurens Cordeiro , Mogi das Cruzes-SP - Professor de História e Estudante de Jornalismo
Enviado em 25/2/2009 às 11:00:38 PM
Concordo com Luiz Antônio Magalhães: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa; uma coisa é a ditadura comunista em Cuba, outra coisa foi a ditadura militar no Brasil. A violência dessas ditaduras, seus motivos, suas promessas, suas duraçôes, suas estruturações, o tratamento que receberam (e recebem) na mídia, nos livros de História, nos filmes (vejam no youtube o ator Benicio del Toro pego de calças curtas quando questionado a respeito das mais de 400 execuções ordenadas por Che Guevara; quase o mesmo tanto de execuções da ditadura brasileira...Em 21 anos) ... Em tudo as ditaduras se diferem. Errou a Folha ao rotular de ditabranda a ditadura militar brasileira.Erraram - e erram - Fábio Konder e Maria Victoria Benevides se não reagem publica e proporcionalmente à ditadura cubana; ou seja, se não reagem com muito mais horror e indignação. Porque ataques à ditadura brasileira ocorrem. Mas os que atacam nossa ditadura e são da esquerda, condenam de forma veemente as ditaduras que se espalharam e se espalham pelo mundo, pelo nosso continente? Neste ponto acerta a Folha ao taxar de cínica e mentirosa a reação de Leandro Konder e Maria Victoria Benevides.
Felipe Faria , Rio de Janeiro-RJ - estudante
Enviado em 25/2/2009 às 9:49:05 PM
A FSP em boa hora para de flertar com regimes avessos à democracia liberal, ventos fascistas se aceleram na Venezuela.....
Marques Neto , Goiana-PE - Mecanico
Enviado em 25/2/2009 às 9:32:18 PM
Procurei e não consegui chegar na opinião do Zé Simão.Porque essa de "ditabranda" é tipica do país da piada pronta.É claro que a esquerda não gosta de comparativos,mas é também claro que existem tendencias politicas na esquerda a dá com pau.Algumas acreditam que é somente na bala e na "autocracia" politica pra se mudar uma sociedade,pra melhor ou pior é outra historia.Mas o que precisa ser colocado não é só Cuba,vamos colocar China,regimes são identicos não são?Mesmo Cuba sendo duzentas vezes menor. Os objetivos,e vejam também Venezuela,é em tese acabar com o analfabetismo,e dar saude de qualidade.Assim fica melhor analisar a situação do brasileiro,e acima de tudo,no meu ponto de vista,condenar por trocentésimas vezes os militares,que acabaram com a capacidade do povo de então de assimilar e gostar de politica,produzindo inumeras gerações de analfabetos póliticos. Não tenho duvida,ou cada vez menos,que esse foi o principal crime dos militares.
Marcelo Conti , São Paulo-SP - Bibliotecário
Enviado em 25/2/2009 às 8:08:09 PM
DESAFIO - Se alguém puder ajudar, pelas vias legais dos tratados internacionais, gostaria de propor um desafio: Se por acaso, os 1 milhão de pessoas que vivem na miséria (abaixo da linha da pobreza absoluta) em Nova Iorque, forem para Cuba, em contrapartida, um milhão de cubanos que desejem conhecer o capitalismo nos EEUU. Façamos o teste por um ano. Vamos ver quantos cubanos se darão bem e quantos estadunidenses se darão bem??? Que me dizem. Quem ficará mais feliz, qualitativa e quantitativamente??? A sorte está lançada!
Adhemar Santos , Rio de Janeiro-RJ - Professor
Enviado em 25/2/2009 às 2:09:49 PM
O Miguel do Rosário, ao acreditar piamente na versão oficial do governo sobre o caso dos boxeadores cubanos, se parece com aquela personagem, a Velhinha de Taubaté. Qualquer pessoa de bom senso chega a conclusão de que os fatos não ocorreram conforme o governo relatou, é só se colocar na posição dos boxeadores. Se você quisesse fugir de umregime autoritário (e os fatos provam que eles queriam, tanto que fugiram depois novamente e com sucesso) e já tivesse cumprido parte do caminho, ou seja, estar fora do país e da delegação cubana, você iria querer ficar no Brasil ou voltar e começar tudo de novo? Mas se essa lógica não for suficiente, recomendo a leitura das últimas entrevistas dos mesmos, no Estadão de hoje, do qual destaco as seguintes frases: "Lara, hoje, garante que não tem mágoas do País. Mantém, contudo, a versão de que nunca queria ter saído do Brasil. " "Lara diz estar "muito feliz" por ter conseguido sair de seu país. Ele mantém a tese de que foi devolvido ao governo de Cuba pela Polícia Federal do Brasil. "Sinceramente, até hoje não entendi o que ocorreu e por que voltamos a Cuba.""
Aline Damasceno , São Paulo-SP - estudante jornalismo
Enviado em 25/2/2009 às 10:23:52 AM
Aquilo que já se sabia. Mas agora explicitado por eles mesmos.
Alberto Mendes , São Paulo-SP - Advogado
Enviado em 25/2/2009 às 9:34:53 AM
No nono andar daquele prédio, Luiz, não se escreve apenas editoriais infelizes. Trama-se diariamente contra a consolidação da democracia. Mas pensando bem, por que os donos da mídia apreciariam a democracia, se foi na ditadura que eles se criaram?
marcos omag , sao paulo-SP - auxiliar
Enviado em 25/2/2009 às 3:59:17 AM
Eu quase não acreditei quando lí o editorial. [ ] Com um único texto, o editorialista da "Folha de São Paulo" destruiu um cuidadoso trabalho de anos para esconder as relações da "Folha" com a linha dura militar. Desde a subida Bóris Casoy à Diretor de Redação, a retirada do nome dos Frias do expediente dos jornais da empresa, o apoio à Campanha das Diretas, tudo jogado no lixo!Agora, todos estão se lembrando dos tempos sombrios nos quais a "Folha de São Paulo" emprestava suas C-14 para o DOI-CODI, "matava" opositores do Regime de véspera nas páginas da "Folha da Tarde" e apoiava a turma do General Sylvio Frota às vesperas do Pacote de Abril!O que a "Folha de São Paulo" fez, com esse quase inacreditável editorial, não foi dar um tiro no próprio pé. Foi dar um tiro de calibre 12 na própria cabeça!
Sidnei  Brito , São Paulo-SP - Servidor Público
Enviado em 24/2/2009 às 10:44:35 PM
Também tinha estranhado a história de "a chamada"... Chamada por quem, cara pálida?, é o que todos deveríamos perguntar. Que chamem Benevides e Comparato de cínicos, ainda que eu não concorde, sou capaz de aceitar. Mas chamá-los de mentirosos por sua indignação é algo absolutamente sem sentido. A indignação é um sentimento; e se qualquer pessoa se diz indignada, fico meio obrigado a acreditar. Para saber se alguém mente quando se diz indignado, teria que ter acesso a seus estados mentais. Até onde sei, a Folha também não tem esse poder. Ainda!
Augusto Mello , Rio de Janeiro-RJ - Sem Profissão
Enviado em 24/2/2009 às 7:40:11 PM
Gilson Caroni e Luiz Antonio Magalhães, o que vocês escreveram é antológico. Uma aula de política, história e jornalismo. Com ânimo revigorado após um carnaval reparador, um aviso à direita que costuma dar seus pitacos por aqui. Estou com muita vontade de discutir. Principalmente com os que querem relativizar a crueldade da ditadura militar
Marcelo Conti , São Paulo-SP - Bibliotecário
Enviado em 24/2/2009 às 6:41:40 PM
Se realmente o grupo de empresários que domina a folha crê no que escrevem, então o Cony deverá devolver a indenização que recebe por ter sido vítima de algo apenas... "brando"???????
Ana  Bednarski , Florianopolis-SC - Pesquisadora
Enviado em 24/2/2009 às 6:00:55 PM
Podiamos aproveitar e chamar a folha, veja, globo, (propositalmente sem maísculas, eles não merecem) de DITA MÍDIA que tal?
Flávio de Souza , Rio de Janeiro-RJ - biólogo
Enviado em 24/2/2009 às 4:40:08 PM
Ao contrário do que diz o articulista, há muitas referências à "ditabranda" no Google, mas é necessário escrever "ditabranda -folha" para excluir as referências à última polêmica. Se fazem isso verao que há mais de 800 páginas com essa palavra, quase todas referindo-se à ditadura brasileira. Nao pretendo defender a Folha: acho que nao deveria haver qualificado a ditadura desta maneira nem deveria haver sido rude com os que lhe escreveram cartas. Porém, a frase inadequada da redaçao do jornal tem sua dose de verdade. Que bom seria se a esquerda um dia percebesse que as ditaduras sao todas ruins, tanto as de direita como as de esquerda. Enquanto que contam-se nos dedos os direitistas que apóiam a última ditadura brasileira, é fácil encontrar esquerdistas que ou nao falam nada da única ditadura do continente - Cuba - ou diretamente a apoiam.
celso  santanna , salvador-BA - médico
Enviado em 24/2/2009 às 4:13:57 PM
lamentável o editorial da folha. Mas lamentável ainda a resposta grosseira e desqualificada aos professores universitários. Ditadura é abominável sob todos os aspectos ou disfarces. A ditadura é um atentado as liberdades civis e aos direitos humanos aqui ou em qualquer lugar do planeta. A ditadura tupiniquin durou porque os órgâos de imprensa a apoiaram sobretudo logo depois do golpe. Todos sem exceção se beneficiaram dela até que veio o movimento diretas já e o quadro se reverteu. mas foram precisos 21 anos de luta.Muitas das mazelas atuais do estado brasileiro se justificam principalmente em função do prolongado regime de exceção que dominou o brasil no século XX (40 anos;30-45;64-85). Corrupção endêmica, devastação das lideranças políticas, dívida social, surgimento das oligarquias políticas, parsitismo do estado brasileiro, anafalbetismo, concentração de renda das mais altas do mundo, violência policial, desrespeito aos direitos humanos,etc. E ainda tem gente que acha que tudo isso foi brando. Triste editorial esse e com uma termenda falta de sintonia com o estado de direito democrático que desfrutamos hoje.
Luiz Paulo Santana , Belo Horizonte-MG - Economista
Enviado em 24/2/2009 às 2:32:11 PM
É um ingênua burrice, se me permitem a licença, e uma enorme irresponsabilidade, dizer que a ditadura brasileira foi mole ou branda ou algo equivalente, apoiando-se tal afirmativa em estatísticas como número de mortos, presos, torturados e banidos. A ditadura brasileira deixou a população brasileira à mercê de obscuras e violentas forças repressoras, omitindo-se do exercício de seu papel institucional de cumprir e aplicar a lei e impedindo o funcionamento da justiça. O medo e o sentimento de desamparo atingiu a todos indistintamente, e as diversas polícias pintaram e bordaram sem nenhum tipo de controle institucional. Fosse um povo mais educado, politizado e participativo, e o resultado teria sido uma matança muito maior. Não nos enganemos sobre a natureza de regimes ditatoriais. O arbítrio toma conta e os porões são reabertos da noite para o dia. Eles estão em estado de latência aparente, ativos, porém, nas delegacias de política por esse brasil afora. A sociedade civil é que tem (temos) de se tornar convicta quanto a esse prinjcípio: Não Torturarás! E criar mecanismos de comunicação entre instâncias civis capazes de impedir a volta da tortura política(?) e da tortura contumaz, perpetrada nas delegacias e prisões brasileiras.
Miguel  do Rosario , Rio de Janeiro-RJ - Blogueiro
Enviado em 24/2/2009 às 1:51:52 PM
Resposta ao leitor Cláudio Dias , Brasília -DF - servidor público Enviado em 23/2/2009 às 8:08:23 PM, que escreveu o seguinte: "No blog do Juca Kfouri - Pugilistas cubanos fogem de novo Os pugilistas cubanos que foram deportados pelo governo brasileiro durante o Pan-2007 voltaram a fugir de seu país. Um, Erislandy Laranha, já tinha fugido antes e dito, em Hamburgo, na Alemanha, que ao contrário do que disseram as autoridades brasileiras, ele em nenhum momento manifestou a vontade de voltar para Cuba. O outro, Guillermo Rigoundeaux, fugiu agora e está em Miami. O que apenas demonstra o óbvio: ambos foram postos num avião de volta para Havana à força." Prezado Claudio, os pugilistas foram entrevistados por representantes do Ministério Público e da OAB, para os quais afirmaram que desejavam voltar a Cuba. O fato de que eles tenham fugido de Cuba não quer dizer nada. É óbvio que eles vem querendo fugir de Cuba há tempos, já que toda a confusão se originou do fato de eles terem abandonado o PAN para fugir com um alemão, que depois os abandonou. Eles podem fazer o que quiserem agora, podem se matar, podem tentar matar Fidel, podem fugir, nada muda o fato de que eles, naquele momento de desamparo, queriam voltar para as suas famílias, e assim o expressaram para autoridades brasileiras, que lhes haviam oferecido asilo, como ofereceram (e concederam) para outros atletas cubanos.
Marcelo Conti , São Paulo-SP - Bibliotecário
Enviado em 24/2/2009 às 12:12:49 PM
Finalmente a folha (minúscula mesmo) tirou a máscara!!! Aquele jornaleco marrom não teve ao menos respeito com as famílias dos quie foram assassinados por nossa torpe ditadura. Lixo puro a folha, que nunca mais receberá um centavo meu. [ ]
sylvia moretzsohn , rio de janeiro-RJ - professora
Enviado em 24/2/2009 às 11:54:55 AM
Eu faço apenas um reparo. Não é verdade que esse termo, "ditabranda", seja uma invenção da Folha. Pode não estar no google, mas eu me lembro perfeitamente de um título de capa do falecido JB: Figueiredo diz que Brasil tem "ditabranda". Aliás, faço outro reparo: não é apenas a resposta estúpida e grosseira ao Comparato e à Maria Victoria Benevides que merece repúdio. Já o argumento utilizado na resposta à primeira carta, embora em tom civilizado, é escandaloso. Não fosse por qualquer outro exemplo, bastaria recordar o mais recente: o relativismo do bispo Williamson a propósito do holocausto. Porém devo dizer que não sou leitora de editoriais, portanto o referido e lamentável editorial só me chamou a atenção por causa da repercussão que vi aqui no Observatório. De fato é algo que não pode passar despercebido. Logo me lembrei daquela campanha publicitária de muitos anos atrás em que a Folha procurava mostrar que havia enfrentado valentemente todo tipo de agressões para fazer o melhor jornal do país. Uma das peças era escandalosa: a reprodução de páginas do jornal (e da Folha da Tarde) com notícias sobre o ataque de "terroristas" aos carros de entrega do jornal, usados, à época - como recorda o Caroni aqui mesmo -, como apoio logístico à repressão contra grupos de esquerda. Falsificar a história e mostrar esse episódio como símbolo de resistência é uma aberração que me apavora.
Ana Holanda , Brasília-DF - economiária
Enviado em 24/2/2009 às 10:21:19 AM
Parabéns LUIZ ANTÔNIO MAGALHÃES, o nome todo deve ser escrito em caixa-alta. Seu artigo, juntamente com o do Lungaretti e do Caroni, são a prova de que o Observatório observa. Não se deixa intimidar pelos nostálgicos da ditadura nem se rende ao corporativismo da mídia.
Vilar Murine , São Paulo-SP - Geógrafo
Enviado em 24/2/2009 às 10:19:31 AM
Ô Luís! Faça-me um favor, não? Que história é essa de ditadura? Agora que a mídia paulistana está consolidada e de rabo preso com os interesses capitalistas de sempre, não é hora de chamar a FSP de descortês! Sabe aquele bispo que negou o holocausto? Pois então, é quase mesma coisa! Ah, e lembre-se que FHC e Serra dramatizavam serem líderes estudantis preocupado com o futuro político do Brasil. Relembre a trajetória política dos dois e onde chegaram: o primeiro, ainda não entendo porque seu pupilo não foi aceito pela sociedade "não-paulista" para presidente, e o segundo, o próprio pupilo, vai atrás de uma vaidade pessoal muito interessante: ser eleito presidente do Brasil! Como mensurar a capacidade política de Serra, no tocante ao seu preparo executivo?
nelson lott , rio grande-RS - rservista
Enviado em 24/2/2009 às 10:15:59 AM
A expressão "ditamole" era frequentemente utilizada pelos torturadores do DOI/CODI em referência ao governo militar ao qual serviam. Considerando o conúbio desses órgãos de repressão política com a direçào da "FSP", inclusive com o uso dos seus veículos caracterizados com seu logotipo - na condição de viaturas mesmo, encobrindo seus crimes, transportando presos ou desaparecendo gente - não é de se estranhar terem adquirido a terminologia dos parceiros torturadores. Aliás, a FSP nunca deu explicações quanto a essas suas atividades criminosas em apoio ao DOI/CODI.
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 24/2/2009 às 8:24:39 AM
Gente, que exagero!Reclamar do que? O autoritarismo continua com as mesmas raizes do tempo da escravidão. É mais um capitulo da sistole e da diastole, comentada por um democrata famoso. \iz um tempinho de escaramuças e logo começa novo periodo de bate e apanha, o iluminismo da America Latina, com farta distribuição de luzes.
Marcia Pereira , Sao Paulo-SP - pesquisadora
Enviado em 24/2/2009 às 7:37:26 AM
Não é de hoje que a Folha desceu nesse nível. O tão falado pluralismo parece ser, na verdade, uma possibilidade de poder manifestar esse tipo de opinião absurda. O que se vê é arrogância de sobra e um jornal sem posicionamento claro. Concordo que a resposta da redação é muito pior que o editorial, porque desnuda o preconceito contra os intelectuais, tentando desqualificá-los e ainda mostra a burrice do editorialista, que solicita um posicionamento sobre um regime de outro país, quando o assunto é sobre nossa história recente. Essa outra prática de falar sobre um assunto e no meio do texto manifestar ódio, racismo, preconceito, antissemitismo sobre uma outra população, também está ficando muito manjada.
Paulo Pereira , S J Campos-SP - .
Enviado em 23/2/2009 às 11:14:32 PM
A máxima ( ) está na segunda linha do oitavo parágrafo do artigo. Então vou citar a outra, também apanhada no texto:"uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa".
rogerio cardozo , Tubarão-SC - desempregado
Enviado em 23/2/2009 às 9:30:22 PM
Ditabranda alem de ser de pessimo gosto ortografico é um plagio sem vergonha de Pinoche,que disse quando perguntado se no Chile havia uma ditadura ele respondeu :ditadura não,ditamole.Eu que assisto tv me lembro daquele jornalista que estava cobrindo o golpe no Chile em 1973,quando a lente de sua camera focol um soldado e o soldado vendo a camera e o jornalista ,fez mira,e disparou seu fuzil,passou a morte do jornalista em todos telejornais do mundo.Eta ditamole,não se fala mas do Pinoche que junto com todos que fizeram ditamoles cairam no esquecimento que é resarvado a ditadores.Vesse que plagiadores alem de mal gosto,mal gosto(como diz Caetano)tem memoria curta e não sabem os perigos de ditabrandas,vai que vai tirar uma foto e pinba um tiro acaba com a reportagem e ai se vê a diferença entre ditadura e ditabranda.O que o dinheiro e a ganancia não faz.
isabella Mennucci , interior-SP - estudante
Enviado em 23/2/2009 às 9:21:22 PM
...confesso k recebi com estranheza a decisão de lula de escrever como diz ele para a classe C, D e E....mas refletindo bem...somente os ultimos meses....ficando apenas com Veja e FSP.....passo a apoia-lo..... com certeza mesmo sem ter afinidades com o pt, serei multiplicadora dos seus editoriais presidente.....Vc venceu FSP ñ leio nem de graça no consultório medico...
Paulo Pereira , S J Campos-SP - .
Enviado em 23/2/2009 às 8:47:04 PM
Sinto-me gratificado lendo os trabalhos do Luiz Antonio Magalhães e do Gilson Caroni Filho aqui no Observatório. Mas os “ raciocínios tortuosos” continuam desprezando a máxima: [ ]
alvaro marins , Rio de Janeiro-RJ - professor
Enviado em 23/2/2009 às 8:46:54 PM
As batalhas entre a mídia e a opinião pública estão chegando às vias de fato. Daqui a pouco, os donos da mídia vão pedir ao governador José Serra para mandar a polícia bater na opinião pública.
Cláudio  Dias , Brasília -DF - servidor público
Enviado em 23/2/2009 às 8:08:23 PM
No blog do Juca Kfouri Pugilistas cubanos fogem de novo Os pugilistas cubanos que foram deportados pelo governo brasileiro durante o Pan-2007 voltaram a fugir de seu país. Um, Erislandy Laranha, já tinha fugido antes e dito, em Hamburgo, na Alemanha, que ao contrário do que disseram as autoridades brasileiras, ele em nenhum momento manifestou a vontade de voltar para Cuba. O outro, Guillermo Rigoundeaux, fugiu agora e está em Miami. O que apenas demonstra o óbvio: ambos foram postos num avião de volta para Havana à força.
Pedro Pereira Perira , Palmas-TO - decoupagista
Enviado em 23/2/2009 às 7:43:20 PM
Realmente.... ,gostaria de ver uma notinha de ambos qualificando a DI_TA_DU_RA cubana com o devido nome.Ou quem sabe qualificar outros regimes ditatorias crueis de esquerda no restante do mundo com o devido nome. Não entendo essa indignaçao embora concorde que o regime de exceção Brasileiro não tenha sido tão brando,assim como os antigos elementos socias da esquerda que o ambicionava não eram tão demacráticos assim. Perdeu o povo pela demora na redemocratização do pais, que aconteceu graças a politicos moderados souberam conduzir com sabedoria e até com certa tolerancia os que tinham as armas e fuziz na mão.Se dependese de FABIOS COMPARATOS et/al... o derramamento de sangue seria muito maior pois sempre se alinharam com elementos ditatorias de esquerda como os militares se alinharam com os da direita. Dita branda é Òtimo,,,, uma bela cutucada nos intelectuais de salão e na esquerda festiva que vivem ás custas do estado há 30 ou 40 anos..Parabens pela ousadia aos redatores da folha.
dante caleffi , rio de janeiro-RJ - publicitário
Enviado em 23/2/2009 às 6:50:58 PM
Obudsman,da Folha de SP,parece ensaiar sua participação no bloco "Passaralhos da Bufão de Limeira", e assim sem constrangimentos,permitir a novidade jornalística,conhecida como revisonismo.Método maoista,às avessas,introduzido pelo editor da coluna,"Frias & Geladas",em homenagem as instalações especiais da hospedaria da rua Tutóia, de propriedade de rica viúva,que abrigou por breve período ,a nata intelectual e jornalística da paulicéia.
Haroldo Arruda , São Paulo-SP - Professor
Enviado em 23/2/2009 às 6:28:31 PM
Ao invés de tentar justificar o uso do termo "ditabranda" (Opinião, 17/2), o jornal Folha de São Paulo partiu para o ataque contra os leitores que se escandalizaram com tal termo (Painel do leitor, 20/02). Contudo, usou dois pesos e duas medidas: aos leitores, disse que "respeitava" a opinião contrária a do jornal; mas, para dois leitores em especial, os professores Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato, a Folha argumentou que a indignação era "obviamente cínica e mentirosa". Afinal, o jornal "respeita" os leitores ou os considera "cínicos e mentirosos"? Por que duas categorias de leitores? Alguns pagam por seu passado de militância política em defesa dos direitos civis? A resposta do jornal aos professores seria um exemplo cabal da tal "ditabranda"? Jamais passou por minha cabeça que o Painel do Leitor pudesse subverter sua função primeva, qual seja, a de acolher críticas ao jornal e ser meio de expressão do livre pensamento, e passasse à desqualificação gratuita de seus interlocutores, tais como fez o jornal. Em tempo: o ombudsman não se meteu, limitou-se a dizer que o jornal fugiu ao "padrão de cordialidade". Lamentável!
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