ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 543 - 24/11/2009
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MÍDIA & PRECONCEITO
Opus Dei ataca homossexuais e os jornais dizem amém

Por Leandro Colling em 23/6/2009

No dia 1º de junho, os jornais A Tarde, O Globo, Estado de S. Paulo e Gazeta do Povo publicaram um texto do jornalista e professor Carlos Alberto Di Franco que ataca as políticas públicas para o combate à homofobia no Brasil. Imediatamente, redigi e enviei para os mesmos jornais um texto para rebater Di Franco. Apenas o Estadão publicou o texto, na sua página na internet. A Gazeta informou que preferiu publicar um texto de Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Os demais nada informaram.

Ironicamente, Di Franco diz que se o Conselho Federal de Jornalismo tivesse sido criado, ele "certamente" não poderia publicar o seu artigo. Este caso mostra, mais uma vez, que quem não pode publicar os seus artigos são aqueles que contrariam os textos publicados nos jornais brasileiros. Por isso, resolvi enviar o meu texto para este Observatório, depois de esperar 20 dias pela sua publicação nos jornais.

Outra informação relevante é a de que Di Franco, como representante no Brasil da Universidade de Navarra, presta ou prestou assessoria a vários jornais brasileiros, inclusive para aqueles que publicaram seu texto claramente homofóbico (ver http://www.consultoradifranco.com/index.php?page=carlos-alberto-di-franco). A revista Época informa que ele já treinou mais de 200 editores brasileiros. Talvez por isso não devamos estranhar a qualidade de nossos periódicos na atualidade. Também fico a imaginar o que esse professor de ética está ensinando aos seus alunos. Seria ele mais ético se assinasse seus textos como representante da Opus Dei no Brasil. Mas como ele disse, em entrevista para Época, isso não acrescentaria nada aos seus textos. Eis meu texto, seguido do de Di Franco, o virgem celibatário que usa cilício duas horas por dia (ver http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT1106784-1664-9,00.html).

De quem é a intolerância?

O artigo publicado em vários jornais (A Tarde, O Globo, Estado de S. Paulo e Gazeta do Povo – ler abaixo), no último dia 1º de junho, com o título "Totalitarismo e intolerância", do jornalista e professor Carlos Alberto Di Franco, é recheado de contradições e fruto de um pensamento conservador, disciplinador (no pior sentido), totalitário e intolerante.

O autor, para tentar persuadir o leitor, tenta ligar duas questões distintas para reforçar o preconceito contra a comunidade LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros) e, de uma forma mais geral, contra a discussão da sexualidade nas escolas. O texto poderia ser desconstruído de várias maneiras, mas, em função do espaço, vou eleger apenas algumas.

Franco tenta sustentar o argumento de que estamos vivendo "uma onda de intolerância" porque "discriminados assumem a bandeira da discriminação". Isso porque o governo federal deseja que a temática LGBTT seja incluída nos livros didáticos e que os professores sejam capacitados para combater a homofobia nas escolas. O que é um avanço no combate à intolerância, capaz até de diminuir um alto índice de suicídios entre os jovens, motivados pela homofobia no ambiente escolar, Di Franco chama de "espasmo de totalitarismo", pois o governo estaria fazendo um "proselitismo de uma opção de vida" e que a escola, via materiais didáticos, não deveria "formatar a cabeça dos brasileiros".

Orientação compulsória

Ora, em primeiro lugar, quem deseja formatar (ou manter formatada) a cabeça das pessoas é Di Franco. Pregar o respeito à diversidade sexual não é um "proselitismo de opção de vida", mas a defesa do respeito à diferença. E ser LGBTT não é uma opção, pelo menos não no sentido de que é plenamente possível o indivíduo optar por determinada orientação sexual ao seu bel prazer.

Todos nós, inclusive os heterossexuais, possuímos uma orientação sexual (que pode ser também uma que transite entre as várias possíveis), adquirida ao longo dos nossos processos de formação de nossas identidades, o que é realizado, em boa medida, de forma inconsciente.

A sociedade impõe, exige, apenas uma orientação, ou seja, quer que todos sigam a heterossexualidade, por isso ela mesma também não é uma opção, pois é compulsória. No entanto, centenas de pessoas acabam por não se adequar nessa heteronormatividade e sofrem sérias conseqüências. E é por causa delas que o governo, muito tardiamente, começa a criar políticas públicas para combater o preconceito.

Filiações ideológicas e religiosas

Di Franco diz que o governo deve combater os "abusos da homofobia", mas "não pode impor um modelo de família que não bate com as raízes culturais do Brasil e sequer está em sintonia com o sentir da imensa maioria da população". Eu gostaria de saber o que ele entende por abusos de homofobia. Pode discriminar, desde que não mate? Esse seria o único abuso a ser combatido? O modelo de família que temos no Brasil e no mundo também é uma imposição, construída por um regime de poder que Di Franco representa muito bem. Regime esse que não consegue conviver com o diferente.

Ironicamente, esse regime se revela também como uma construção cultural exatamente nesses momentos, pois o texto de Di Franco mostra como a heternormatividade precisa ser diariamente reforçada para continuar sendo a norma preponderante, que tenta, a qualquer custo, aniquilar o diferente através da coerção e da manutenção da hierarquia de uma norma sobre os outros.

Por fim, ainda é preciso tratar sobre o outro exemplo do texto de Di Franco, a polêmica questão do livro, adotado pelo governo de São Paulo, que conteria palavrões. Não conheço o livro, que realmente pode ser inadequado para a faixa etária proposta. No entanto, até quando a escola continuará sem discutir profundamente a sexualidade? Por mais que o poder conservador e disciplinador tente o contrário, a sexualidade é tema recorrente nas conversas dos alunos e alunas. Se o professor não fala, os estudantes falam, e muito, e inclusive praticam, cada vez mais cedo e com mais intensidade. Tudo isso sem a devida orientação, tanto para heterossexuais ou não. E assim vemos aumentar o índice de doenças sexualmente transmissíveis entre os adolescentes. Ou Di Franco seria um defensor do sexo somente depois do casamento e apenas com fins procriativos? Não duvidaria nem um pouco dessas possibilidades, dadas as suas filiações ideológicas e religiosas conhecidas (ser membro da Opus Dei, por exemplo), novamente evidenciadas em um dos seus textos.

 

***

Carlos Alberto Di Franco

Totalitarismo e intolerância

Reproduzido do jornal O Estado de S. Paulo, 01/06/09

Dois episódios recentes, em Brasília e São Paulo, desnudam a visão totalitária e a intolerância ideológica que dominam estratégias de longo alcance na formação das novas gerações.

Comecemos por Brasília. O governo quer que sejam incluídos nos livros didáticos a temática de famílias compostas por lésbicas, gays, travestis e transexuais.

Ainda na área da educação, recomenda cursos de capacitação para evitar a homofobia nas escolas e pesquisas sobre comportamento de professores e alunos em relação ao tema. Essas são algumas das medidas que integram o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), documento firmado por representantes de 18 ministérios do governo Lula. "É um marco na busca da garantia dos direitos e cidadania", afirmou o secretários de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, durante o lançamento do plano.

Vamos, caro leitor, a São Paulo. A Secretaria Estadual da Educação distribuiu em escolas um livro com conteúdo sexual e palavrões, para ser usado como material de apoio por alunos da terceira série do ensino fundamental (faixa etária de 9 anos). O livro ("Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol") é recheado com expressões como "chupa a rola" e "chupava ela todinha". São 11 histórias em quadrinhos, feitas por diferentes artistas, que abordam temas relacionados a futebol – algumas usam também a conotação sexual.

Novos dogmas e tabus

O governo de São Paulo afirmou que houve "falha" na escolha, pois o material é "inadequado para alunos desta idade". Ótimo. Reconhecer o erro é importante.

Mas, aparentemente, o governo entende que o conteúdo seria adequado para alunos de outra faixa etária.

Lamentável! É assim que se pretende melhorar a qualidade de ensino? São Paulo que foi capaz de produzir uma USP assiste hoje à demissão do dever de educar. A pedagogia do palavrão e a metodologia da obscenidade estão ocupando o lugar da educação de qualidade.

Espero, sinceramente, que o episódio seja pontual e que o governador José Serra, homem de sólida formação acadêmica, e seu secretário da Educação, o ex-ministro Paulo Renato, tomem providências definitivas.

Na verdade, amigo leitor, uma onda de intolerância avança sobre a sociedade.

Discriminados assumem a bandeira da discriminação. O tema da sexualidade passou a gerar novos dogmas e novos tabus.

Absoluta liberdade

E os governos, num espasmo de totalitarismo, querem impor à sociedade um modo único de pensar, de ver e de sentir.

Uma coisa é o combate à discriminação, urgente e necessário. Outra, totalmente diferente, é o proselitismo de uma opção de vida. Não cabe ao governo, com manuais, cartilhas e material didático, formatar a cabeça dos brasileiros.

Tal estratégia tem nome: totalitarismo.

O governo deve impedir os abusos da homofobia, mas não pode impor um modelo de família que não bate com as raízes culturais do Brasil e sequer está em sintonia com o sentir da imensa maioria da população.

Se tivessem aprovado o Conselho Federal de Jornalismo, uma frustrada tentativa de garrotear a liberdade de imprensa e de expressão, eu, certamente, não publicaria este artigo. Não conseguiram.

Felizmente. Escrevo com absoluta liberdade. E outros, que de mim discordem, podem defender seus pontos de vista com a mesma liberdade.

Virtudes e competências

A intolerância atual é uma nova "ideologia", ou seja, uma cosmovisão – um conjunto global de ideias fechado em si mesmo –, que pretende ser a "única verdade", racional, a única digna de ser levada em consideração na cultura, na política, na legislação, na educação, etc. Tal como as políticas nascidas das ideologias totalitárias, a atual intolerância execra – sem dar audiência ao adversário nem manter respeito por ele – os pensamentos que divergem dos seus "dogmas", e não hesita em mobilizar a "inquisição" de certos setores, para achincalhar – sem o menor respeito pelo diálogo – as ideias ou posições que se opõem ao seu dogmatismo.

Aborrece-me a intolerância dos "tolerantes".

Incomoda-me o dogmatismo das falanges autoritárias. Respeito a divergência e convivo com o contraditório.

Sem problema. Mas não duvido que é na família, na família tradicional, mais do que em qualquer outro quadro de convivência, o "lugar" onde podem ser cultivados os valores, as virtudes e as competências que constituem o melhor fundamento da educação para a cidadania.

Comentários (47)
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JUSTO FAVARETTO , PONTAL-SP - ADMINISTRADOR
Enviado em 2/7/2009 às 12:25:28 PM
Lobo em pele de cordeiro! DI FRANCO " uma coisa é o combate à discriminação, urgente e necessária" RÉPLICA : O Sr Di Franco utiliza uma frase anti discriminatória para " pintar" de políticamente correto um texto DISCRIMINATÓRIO , vejam: DI FRANCO transita entre os temas "luta dos homossexuais" por direitos e o erro da secretaria de educação ao distribuir livros com palavrões!!! Q ue relação tem um tema com outro? NENHUM. Que intenção teria o Sr. Di Franco ao tentar relacionar os dois temas distintos senão a de tentar descaracterizar a legitimidade da luta homossexual contra a discriminação? Ora!O Senhor Di Franco utiliza uma frase anti discriminatória , para concomitantemente incitar à discriminação, à intolerância ( a mesma que o observatório) se diz contrário! O Sr. Di Franco diz favorável a " combater o abuso da homofobia"! RÉPLICA : Assim ele deixa claro quie é a favor da homofobia, só é contra ao abuso : "matar pode, mas não abuse do morto" O Sr. Di Franco diz : "discriminados assumem a bandeira da discriminação" . O que ele quer dizer com isto ? Que os oprimidos se revoltam contra a opressão. O que para ele é um absurdo. Quanto a impor " um modelo de família" O Sr Di Franco, como representante do cristianismo e do capitalismo deve entender muito bem como fazê-lo, uma vez que já o fizeram ao pobre homo sapiens!
Rogério Santos , Salvador-BA - Professor
Enviado em 30/6/2009 às 3:37:10 PM
O que mais impressiona no texto de di Franco é que ele representa o grupo que mais persegue os diferentes, mas sempre se faz de vítima quando os diferentes reagem. Ele quer que todos respeitem as opiniões dele, mas não se sente na obrigação de respeitar as opiniões de ninguém. Boa essa!
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 30/6/2009 às 12:44:05 AM
Falando em pobreza de argumentos, Diego Eiras, seria interessante você explicar os motivos para dar "vivas" a uma instituição beligerante e opressora como a Opus Dei, que encontra opositores até mesmo dentro da Igreja Católica.
DIEGO EIRAS , BOTUCATU-SP - PROFESSOR
Enviado em 29/6/2009 às 7:44:00 AM
VIVA O OPUS DEI, seu texto é uma torpeza impressionante.Apela para informações pessoais sobre Di Franco, como o fato de ele ser numerário do Opus Dei. Praticamente exige que os jornais ressaltassem esse fato ao publicar os artigos do professor. Fala de celibato e cilício, coisas que absolutamente não têm nada a ver nem com o artigo de Di Franco, nem com sua qualificação profissional (que é o que lhe habilita a escrever artigos na imprensa, e não o fato de ser numerário). Carl Sagan já dizia que o ataque ad hominem é um dos jeitos de mascarar pobreza de argumentos
Flavio Salles , Belém-PA - Filosofo
Enviado em 28/6/2009 às 3:42:44 AM
"A Máscara do Mal Em minha parede há uma escultura de madeira japonesa Máscara de um demônio mau, coberta de esmalte dourado. Compreensivo observo As veias dilatadas da fronte, indicando Como é cansativo ser mau" Bertolt Brecht (1898-1956)
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 28/6/2009 às 3:40:35 AM
Júlio Lins, se o vínculo religioso estiver de algum modo associado àquela opinião, a resposta é sim. Se a jornalista comentadora é a editora de Opinião da Gazeta do Povo, é bom que os leitores saibam disso. Por quê? Porque isso traz reflexos sobre nossa independência e motivação para manifestar a opinião X ou a opinião Y. Se o assunto é homossexualidade, é de bom tom sublinhar a diferença entre Igreja e Estado, pois vivemos num Estado laico e não se pode impor valores católicos a todas as famílias. O vínculo e a importância de Di Franco dentro do Opus Dei impedem (ou constrangem) que ele manifeste opinião contrária a dogmas católicos. Se ele quiser falar sobre a saúde do brasileiro, não precisa dizer que é do Opus Dei. Mas se for pontuar "crítica técnica" à pesquisa com células-tronco embrionárias ou ao uso da pílula, é necessário que o jornal informe que se trata de pessoa com vínculo religioso de relevo. Como estamos falando de um professor de ética, é dada a ridícula tentação de querer ensinar o mestre.
Júlio Lins , Belo Horizonte-MG - Economista
Enviado em 27/6/2009 às 4:42:50 PM
Depreende-se que, de acordo com a maioria dos comentários, cada um deve possuir, antes do nome, a sua religião ou grupo que pertence. Por exemplo: O "Opus Dei" Carlos Alberto Di Franco, o "maçom" Barack Obama, o "maçom" Alvaro Dias, o "católico" Geraldo Alckimin, e assim por diante.
j batista , sp-SP - func publ
Enviado em 27/6/2009 às 2:40:31 PM
16-06-2009 22:36 jornal AngolaPr Lituânia-Aprovada lei que proíbe divulgação da homossexualidade - Vilnius - O parlamento lituano aprovou segunda-feira uma lei para a “protecção de menores” que proíbe toda a “publicidade” de relações homossexuais, bissexuais e poligâmicas. A votação teve a aprovação de 77 deputados, contra três, que se opuseram e quatro abstenções. O texto considera que a informação que publicite relações homossexuais, bissexuais e poligâmicas tem um efeito negativo para a saúde psicológica e para o desenvolvimento físico, intelectual e moral dos menores.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 25/6/2009 às 8:56:34 PM
Claro, Sandra Gonçalves. Menos mal que a Gazeta do Povo publicou o artigo de Toni Reis, conforme pontuei em comentário anterior. Eu posso estar sem atualização no dado, mas a senhora já foi (não sei se ainda o é, ou se tem uma colega homônima) editora de Opinião da Gazeta do Povo. Ou seja, pode ser justamente a profissional responsável pela publicação do artigo ora glosado pelo jornalista Leandro Colling (e eu penso ser importante que os demais comentadores da caixa saibam disso). Eu não estou seguro de que o jornal Gazeta do Povo publicaria uma crítica ao Opus Dei - posso estar enganado. O mais ilustre integrante do Apostolado da Opinião Pública, Carlos Alberto Di Franco, não teve esse vínculo explicitado nos créditos publicados pela editoria de Opinião. É uma falha, a meu juízo (e no do autor), a não ser que se queira insistir de que se trata de uma "crítica técnica", tal qual foi alegado pelo professor de ética quando da crítica ao livro (ruim, na minha opinião) O Código Da Vinci. Toda a imprensa sabe desse vínculo entre Di Franco e o Opus Dei, mas não publica nada, mesmo quando o vínculo parece estar intimamente associado à opinião publicada. Os leitores devem ter o direito de saber que o autor do artigo, cujo conteúdo é criticado pelo viés homofóbico, é numerário do Opus Dei? Ou o fato de outro integrante da Aop ser dono do jornal constrange a explicitação desse vínculo?
Sandra Gonçalves , Curitiba-PR - jornalista
Enviado em 25/6/2009 às 7:01:08 PM
Gostaria de destacar que a Gazeta do Povo não apenas informou que preferiu publicar o artigo de Toni Reis. O artigo "Cidadania e Democracia" foi efetivamente publicado no dia 8 de junho. Como notarão todos quantos se derem ao trabalho de ler o artigo de Reis (www.gazetadopovo.com.br), a Gazeta do Povo cede espaço para opiniões divergentes.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalist
Enviado em 25/6/2009 às 5:40:56 PM
Júlio Lins, o autor do texto não nega o direito de expressão de Carlos Alberto Di Franco, mas demonstra não haver espaço correspondente na imprensa para refutar a argumentação publicada. Os veículos ainda omitiram os vínculos religiosos do professor de ética, embora, nas palavras do próprio Di Franco, "toda a imprensa" saiba de sua ligação com o Opus Dei. Traduzindo: foi publicada uma opinião homofóbica e não houve espaço correspondente para que a crítica se manifestasse. Dos quatro jornalões, o Estadão publicou o texto de Leandro Colling na internet (não na versão impressa). A Gazeta do Povo publicou um artigo de Toni Reis. Menos mal. Fato é que eu não conseguiria imaginar a Gazeta do Povo publicando críticas diretas ao Opus Dei, pois o dono do jornal, Guilherme Döring Pereira, também é numerário da obra, integrante do mesmo Apostolado da Opinião Pública de Di Franco. Dois jornais nada publicaram em contraste: disseram amém. Não houve, no episódio ora circunscrito, tratamento isonômico entre a opinião "homofóbica" e a "tolerante", prevalecendo a primeira. Assinalo, por fim, que a liberdade de expressão, cláusula pétrea de nossa Constituição, não é um direito absoluto e que não traz consequências. Exemplo? O editor Siegfried Ellwanger Castan, de Porto Alegre, foi condenado por publicar opiniões racistas contra judeus. Em 2003, o STF manteve sua condenação, pois racismo é crime.
Rodrigo Dias , Manaus-AM - Biólogo
Enviado em 25/6/2009 às 5:12:14 PM
Júlio Lins, então por ser democracia devemos aceitar homofobia, racismo, machismo, talvez trabalho forçado e prostituição infantil também? Sua homofobia é tão lamentável quanto tudo isso. De onde ela vem, a propósito? Você acha que se tentarmos educar as crianças para aceitarem a diversidade de orientações sexuais ninguém mais vai procriar e a espécie vai se extinguir? Sabe que seria uma boa opção? Certamente sobrariam casais heterossexuais (a diversidade é regra), e seria ótimo para o futuro do planeta. Ao menos reverteríamos a superpopulação!
Júlio Lins , Belo Horizonte-MG - Economista
Enviado em 25/6/2009 às 2:56:43 PM
Repito: Carlos Alberto Di Franco tem todo o direito de se expressar, assim como vocês. Vocês mostram que não aceitam nenhuma opinião contrária às suas, o que é lamentável e característico de uma ditadura de esquerda. Não é a diversidade de ideias a base da democracia? Por que não aceitam a diversidade de opiniões?
Diogo Terra , Porto Alegre-RS - Bibliotecário
Enviado em 24/6/2009 às 7:21:53 PM
Até parece que esse pessoal da Opus Dei é santo... Pululam por aí relatos de gente que entra para essa seita e desaparece sem deixar vestígios. Mas seu pensamento ultraconservador os aproxima - e muito - da Igreja e de suas posições retrógradas. Daí seu imenso poder de penetração (uma palavra que eles abominam...) junto a determinados setores da mídia. Toda e qualquer condenação veemente a homossexuais pode ser tranquilamente creditada na conta dessa gente. Em tempo: não pertenço à comunidade GLBT, mas - ao contrário do que preconiza a educação católica que recebi - aprendi a respeitá-los.
Carlos N  Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 24/6/2009 às 6:58:46 PM
Caro Leandro, acho que trata-se apenas de um caso de liberdade de expressão. E dos mais saudáveis, visto que ficamos conhecendo o pensamento incrivelmente arcaico do professor Carlos Alberto di Franco. Para não perdemos a viagem, sugiro duas coisas : primeiro, usando esse texto homofóbico como exemplo, meter na cabeça que o título professor num cabeçalho não é chancela de texto inteligente; e segundo, pedir direito de resposta aos veículos que publicaram tal texto. Assim, separaremos quais deles querem contribuir para o debate democrático e os que só querem impor seus dogmas ao resto da Humanidade.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 24/6/2009 às 6:25:55 PM
Júlio Lins, a coisa está piorando. Carlos Alberto Di Franco NÃO informa aos leitores de seus artigos nos jornalões que ele, Di Franco, é numerário do Opus Dei. Acesse o site do Master em Jornalismo e tente encontrar alguma referência ao Opus Dei. Não há (no máximo se encontra alguma referência à Universidade de Navarra). Mas vários professores do Master para editores são numerários ou supernumerários do Opus Dei. Não há problema nisso, só não compreendo a omissão de que se trata de uma missão corporativa da obra, um projeto de santificação por meio do trabalho: enfim, o que o Opus Dei diz fazer. Os clubinhos de astronomia para crianças também não explicitam o vínculo com o Opus Dei. Será por que isso faz parte do tal "plano inclinado"? Di Franco, observo eu, não é numerário comum: é expoente do Apostolado da Opinião Pública (AOP), justamente o segmento responsável por difundir o proselitismo da prelazia. Ele foi cobrado sobre a omissão dos créditos de sua filiação ao Opus Dei em entrevista concedida à revista Época, em 2006. Ele, que é professor de ética, alegou que "todo mundo na imprensa sabe". A rigor, quem nos traz aqui a informação sobre o Opus Dei é o jornalista Leandro Colling. No mais, a argumentação que está a defender nossas crianças e jovens dos perigosos homossexuais é sofrível. Veja só, que absurdo autoritário: o discriminado empunhar a bandeira da discriminação!
Edson Marcon , Manaus-AM - Professor
Enviado em 24/6/2009 às 6:15:28 PM
O Julio Lins entra aqui, dá uma xingadinha básica e cai fora rapidinho... Nem responde aos questionamentos feitos a ele.... Reclama que querem tirar sua "liberdade de expressão" ... Na verdade o que ele quer é "liberdade para xingar".... Sua religião é contra os homossexuais? problema seu!
Rodrigo Dias , Manaus-AM - Biólogo
Enviado em 24/6/2009 às 5:12:59 PM
Inexplicável, Júlio Lins? A igreja católica (e também as evangélicas e os islâmicos) repetem todos os dias mentiras a nosso respeito: 1) que "escolhemos" ser assim, 2) que Deus criou os homens assim e assado (será que você consegue entender algo como uma Igreja cometendo uma blasfêmia? Deus não era incognoscível? Como alguém poderia dizer algo em "Seu" nome?), 3) que nossas naturezas não devem ser respeitadas, mas convertidas, 4) que o que fazemos é imoral (apenas porque não vai produzir filhotes para a Igreja manipular), 5) que o sexo e o prazer sexual são uma coisa natural e, portanto, negativa (sim, as coisas "espirituais" são superiores para esses odiadores da Terra). Leia Nietzsche, Sr. Júlio, e talvez você comece a entender do que estou falando.
Edson Marcon , Manaus-AM - Professor
Enviado em 24/6/2009 às 5:05:56 PM
Para Júlio Lins , Belo Horizonte-MG - Economista - Não é pelo fato dele ser da Opus Dei ou católico, ele pode ser o que quiser . . . Mas ele não pode achar que via falar mal dos homossexuais, ou qualquer outra minoria, e essa minoria vai ficar quieta.... Ser católico ou da Opus Dei não dá o direito de xingar os outros. . . Eu acho que qualquer igreja só deve falar para as pessoas que estão DENTRO das igrejas, e deixar os outros viverem em paz. . . . Ou vc quer obrigar todo mundo a se converter ao catolicismo? Fala sério......
Júlio Lins , Belo Horizonte-MG - Economista
Enviado em 24/6/2009 às 4:46:15 PM
O artigo, que reclama da intorlerância, por si só, é bastante preconceituoso, ao não falar que "Di Franco ataca homossexuais" e sim a Opus Dei, que nem foi citada em seu texto.
Júlio Lins , Belo Horizonte-MG - Economista
Enviado em 24/6/2009 às 4:30:51 PM
Vocês são bastante contraditórios. Condenam a posição contrária de Di Franco (em nome de uma tolerância), mas mostram inexplicável intolerância ao fato de ele ser católico e da Opus Dei. Como eu disse, é a intolerância dos tolerantes!
Rodrigo Dias , Manaus-AM - Biólogo
Enviado em 24/6/2009 às 4:22:15 PM
A homossexualidade e a bissexualidade são comuns e devem ter uma função adaptativa (provavelmente são úteis à sociedade); caso contrário, como se manteriam em todas as sociedades conhecidas? Acho que é assim: a Igreja proíbe padres de se casarem e proíbe também o homossexualismo. Daí muitos homossexuais, sem coragem de assumir a homossexualidade e sem vontade de enganar uma mulher pela vida inteira (dando-lhe filhos e fingindo que a ama), viram padres. A Igreja não vai permitir casamento de padres nem aceitar homossexuais, ou [ ]
Cristian Korny , São José dos Campos-SP - Músico
Enviado em 24/6/2009 às 3:33:26 PM
dá medo em falar de normatividade em relação ao ato sexual, pois o que mais tem entre os conservadores é gente que force, obrigue, por meio político, social ou econômico alguém a se relacionar com uma outra pessoa que, aos olhos desses conservadores, não pode ficar só, podendo levar quem se recusou ao constrangimento ou ao ostracismo, isso é a base do assédio moral, e, principalmente, do assédio moral em ambiente de trabalho, tão comum no Brasil, que, por questões culturais, é socialmente aceitável. Mudanças são bem vindas, inclusive medidas que possam reduzir a homofobia.
Nadja  Miranda , Salvador-BA - jornalista e professora
Enviado em 24/6/2009 às 1:56:25 PM
Parabéns mais uma vez a Lendro Colling que tem conseguido dialogar com Di Franco com paciencia, clareza, respeito, idéias atuais, conhecimento novo e seriedade. Considero uma verdadeira façanha já que o discurso do professor de ética e consultor quer disfaçar preconceitos e equívocos extremamente irritantes, em nome de uma moral hipócrita.
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 24/6/2009 às 1:35:47 AM
Algumas pessoas ainda não entenderam que homofobia é CRIME, amparado por dispositivos legais na Constituição deste país. Tolerar, concordar, compactuar e/ou estimular este PRECONCEITO não se trata, portanto, de defender "liberdade de expressão", mas sim de evocar o mesmo obscurantismo que justificou o massacre de não-arianos na Alemanha de Hitler e o genocídio de não-sérvios na Iugoslávia de Milosevich. O débil do Di Franco está seguindo a cartilha da Igreja - inclusive a cartilha mais atual, que manda servos fazerem cursos de Jornalismo, Direito, Filosofia e outros pilares importantes dentro do contexto da formação de opinião pública, dando "ar científico" à senda de intolerâncias do Cristianismo. A Universidade de Navarra é emblemática. Mas, como diria um cristão de passagem pelo OI, "Di Franco está sendo coerente com a ideologia da Igreja"... E como! No fim não há nada de novo na sistemática cristã: abandonaram as espadas, as fogueiras e os instrumentos de tortura, mas continuam com o terror "moralizatório". O problema é que a moral tem dado rasteiras na Igreja. Só nos Estados Unidos são inúmeros processos de abuso sexual contra crianças (leia-se PEDOFILIA) enfrentados pela "sagrada Igreja". Daí os emissários da Igreja (e seu séquito estrábico) vêm e dizem que os homossexuais são depravados, uma anomalia da natureza e não sei mais o quê... Ê, cara de pau!
Edson Marcon , Manaus-AM - Professor
Enviado em 24/6/2009 às 12:23:49 AM
Lins escreveu: "E a liberdade de expressão??? Serve apenas para defender o homossexualismo? E aqueles que são contra tal prática?" . . . É contra porquê? Se dois adultos do mesmo sexo se relacionam, em que isso afeta sua vida? . . Sim, deve afetar, porque ninguem é contra algo que não o afeta em nada... Tem medo de que?
Pedro Pereira Peririria , Palmas-TO - oleiro
Enviado em 24/6/2009 às 12:19:58 AM
Ou Di Franco seria um defensor do sexo somente depois do casamento e apenas com fins procriativos? Não duvidaria nem um pouco dessas possibilidades, dadas as suas filiações ideológicas e religiosas conhecidas (ser membro da Opus Dei, por exemplo), novamente evidenciadas em um dos seus textos. Usando a l[ogica que falta na mente dos enganjados, isso n ao seria a mesma coisa que defender o homosexualismo de forma totalmente passional como o autor do texto.... Tem gente que n ao consegue se situar no mundo sem colocar culpas em terceiros
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 23/6/2009 às 11:34:41 PM
Júlio Lins disse. "Concordo com Di Franco. E a liberdade de expressão? Serve apenas para defender o homossexualismo? E aqueles que são contra tal prática? São tidos como homofóbicos ou nazistas". São tidos, não Júlio Lins. São homofóbicos (não propriamente nazistas, afinal também foi crime na Cuba de Fidel até há pouco tempo). Que tal deixar os homossexuais se expressarem, inclusive sexualmente, sem maiores contrariedades de sua parte, hein? Você não tem nada com isso, ora. É direito dele(a) ser. Homofobia, segundo o Houaiss (filólogo que não faz proselitismo gay, até onde se sabe), é exatamente "rejeição ou aversão a homossexuais e à homossexualidade". O desejo é descoberto geralmente na puberdade, com o amadurecimento dos órgãos sexuais. Na fase escolar, portanto. Na escola, comportamentos e trejeitos comuns a homossexuais são, sim, cruelmente discriminados por outros jovens que "são contra homossexuais". É gente alvo não só da execração. Também é vítima da agressão física. Em seguida, continua Lins. "Quem é a favor tem a liberdade de se expressar, e também quem é contra deve poder se expressar contra. Parabéns ao Di Franco, que teve coragem de enfrentar a grande mídia e o próprio governo, que querem impor o homossexualismo à população brasileira". Ui, que medo. Ainda bem que o capitão Di Franco está a me defender dessa imposição.
Elvis Cley Matos Almeida , Cuiabá-Mt - Estudante Jornalismo
Enviado em 23/6/2009 às 11:28:26 PM
Quero comentar a fala do internauta Julio Lins - Economista. Não creio que o governo quer impor o homossexualismo a ninguém. Assim como também não quis impor o negro, o crioulo, o afrodescente, o indio, e as mulheres violentadas... É DEVER do poder público zelar pelo interesse público, resguardando seus direitos constitucionais . Pode não ser do interesse de alguns que pessoas tenham tratamento digno e que sejam respeitados em suas diferenças mas garanto que muitas destas mesmas pessoas são protegidas por seus direitos a partir de sua condição. Um exemplo... o preso que tem ensino superior, ao ter cela diferenciada... o negro, protegido pela lei contra o racismo... o indio, amparado pela Funai, a mulher violentada, dignificada com a lei maria da Penha... E infelizmente são poucos os que se posicionam na conquista de novos direitos e que não se encontram na condição de desproteção. Talvez isto se dê por não ter ciência dos danos a estas pessoas, ou também por não se importar com isto. Julio eu não creio que o governo queira impor o homossexualismo, quer sim resguardar os direitos fundamentais e constitucionais destes cidadões brasileiros, que por muitas vezes são violentados por sua orientação sexual. Para mim nem cabe a discussão se é escolha ou genética, porque se é escolha respeitar-se a, porque cada um é dono de si,... porém quem conhece sabe que não é!!!
Luzia Zênia Patricio Póvoa , Araguari-MG - Professora e WebDesign
Enviado em 23/6/2009 às 8:34:32 PM
Acorde, Professor Di Franco! O homossexualismo tem a idade da humanidade! Os homossexuais têm a mesma culpa que eu, por ter nascido mulher, e o senhor por ter nascido homem! Quem escolhe ser discriminado, humilhado, rejeitado, espontaneamente? O nosso século é o XXI! Ah! A Opus Dei? Por que será que o maravilhoso João Paulo II não tolerava ficar recluso no luxuoso Vaticano, preferindo viagens constantes para ficar entre nós, o povo, o povo de Deus? Esclareço que sou católica praticante e devota. Só que creio na palavra de Cristo! E quem foi que Ele discriminou? Homens de Ciência e de Fé, têm que se comportar como tal!
Júlio Lins , Belo Horizonte-MG - Economista
Enviado em 23/6/2009 às 8:07:50 PM
A reportagem de Leandro Colling foi pior ainda. Eu não vi em nenhum ponto do texto de Di Franco a opinião da Opus Dei. Se eu sou católico e me posiciono em relação a um determinado assunto, a opinião é da Igreja Católica?
Júlio Lins , Belo Horizonte-MG - Economista
Enviado em 23/6/2009 às 8:01:11 PM
Concordo com Di Franco. E a liberdade de expressão??? Serve apenas para defender o homossexualismo? E aqueles que são contra tal prática? São tidos como homofóbicos ou nazistas. Quem é a favor tem a liberdade de se expressar, e também quem é contra deve poder se expressar contra. Parabéns ao Di Franco, que teve coragem de enfrentar a grande mídia e o próprio governo, que querem impor o homossexualismo à população brasileira.
Dio Dal , Santa Maria-RS - Professora
Enviado em 23/6/2009 às 5:09:50 PM
A sociedade é hipócrita. Não quer que se discuta sexo na escola, nem papai e mamãe quanto mais outras opções sexuais. Fica tudo por baixo do pano, criando tarados de todas as espécies. Sexo tem que ser discutido sim. Todas as escolhas, se forem escolhas, devem ser respeitadas. Sem preconceitos, natural e valorizando relacionamentos de amor, respeito acabando com culpas e tirando a sexualidade dos porões onde só vão criar aberrações e DST.
henrique rodrigues , americana-SP - estudante
Enviado em 23/6/2009 às 5:05:11 PM
Viva o mundo bizarro! Esse argumento tipo "combater a discriminação é discriminação e ponto final" é uma das coqueluches da direita nacional. Nunca vi tanta gente defender o indefensável, pensando que está transgredindo alguma coisa.
Edson Marcon , Manaus-AM - Professor
Enviado em 23/6/2009 às 4:44:11 PM
Para Izaias Lima , Brasilia-DF - Analista de Sistemas . . . Existem vários tipos de famílias tradicionais: pai e mãe e filhos felizes (infelizmente muito poucas); A familia onde o pai ou a mẽo ou ambos são alcoolotras; A familia onde o pai bate na mulher todo dia: a familia onde o marido vai procurar [ ] na rua e gasta todo o dinheiro; a familia onde o pai ou a mãe tem amantes; a familia onde os pais espancam os filhos; a familia onde o pai abandona mulher e filhos; a familia onde os filhos são abusados sexualmente; a familia onde os filhos são obrigados a trabalhar; . . . E po aí vai.... essas familias tradicionais parecem nao incomodar o tal Di Fr
sergio ribeiro , são paulo-SP - bancário
Enviado em 23/6/2009 às 4:39:28 PM
Esses textos reacionários são pródigos em comicidade. Quer dizer que intolerantes são aqueles que pregam o respeito às diferenças e democrático é ele, que defendem um forma única de família (que são pessoas que convivem em harmonia; reduzí-los a um macho, uma fêmea e a prole é uma interpretação pobre de sua função e dos relacionamentos nela contidos). Eles vivem resmungando de um estado totalitário, mas seus textos e declarações são sempre publicados. E sempre se arrogam o monopólio da verdade.
Izaias Lima , Brasilia-DF - Analista de Sistemas
Enviado em 23/6/2009 às 3:13:16 PM
Para as pessoas que não sabem o que é um modelo de família normal -- o(a) sr(a) Suâmi Dias parece que não sabe -- vou esclarecer: é aquele da qual você foi gerado, um macho e uma fêmea e os filhos resultantes dessa união.
dante caleffi , rio de janeiro-RJ - publicitário
Enviado em 23/6/2009 às 3:09:24 PM
Como é do conhecimento geral, Carlos Alberto di Franco, membro da Opus Dei, costuma fazer uso do silício, instrumento de auto flagelação medieval,empregado pelos membros dessa irmandade,como forma de mortificação.Contudo,pergunta-se ao próprio di Franco, a reação dele ou da comunidade se lhes fossem imposto tal prática?Certamente haveria defecções, que comprometeria a integridade da organização e possivelmente sua sobrevivência. Agora imagine ao invés do silício físico,conviver à revelia com o flagelo contínuo e impositivo , do preconceito ,da discriminação e da despersonalização.Di Franco, crê ,iludido ,pela própria soberba, que o seu "sofrimento"tem pedigree e o"By appointment",do próprio Cristo,quanto aos demais,são justas punições divinas às fraquezas da carne.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 23/6/2009 às 2:43:44 PM
Quando a gente pensa que um sujeito já chegou no seu limite, ele nos surpreende e se supera. Esse di Franco é muito ruim, ele é horrível mesmo, eu acahava que ele só escrevia no Globo. Pelo menos, ele escreve besteira mas tem consciência disso: "Se tivessem aprovado o Conselho Federal de Jornalismo, uma frustrada tentativa de garrotear a liberdade de imprensa e de expressão, eu, certamente, não publicaria este artigo. Não conseguiram. " Pois é, seu Di Franco, e por causa disso mesmo, nós somos obrigados a ler essas coisas que o sr resolve psicografar e, o mais duro, encontra quem publique. Minha filha tem 11 anos e eu prefiro que ela leia os livros didáticos do Serra que o texto do senhor.
matheus  santos , Salvador-BA - FACOM
Enviado em 23/6/2009 às 2:18:41 PM
Preocupante o fato de textos como esse serem publicados em tantos jornais. A Opus Dei, com cordeiros tão influentes como o Di Franco, dissemina seus ideais homofóbicos tão facilmente. Para que/quem servem estes jornais?
Mario Marcio , Limeira-SP - tecnocrata
Enviado em 23/6/2009 às 1:44:24 PM
LGBTT não é uma bobagem afinal existe travesti, transexual ou bissexual que não seja gay ou Lesbica, a pressão politicamente correta beira ao ridiculo!
Leandro  Colling , salvador-BA - jornalista
Enviado em 23/6/2009 às 1:29:12 PM
os links não estão funcionando. já avisei o pessoal do site. enquanto isso não for resolvido, basta copiar os endereços e colocá-los direto no navegador. um abraço
Suâmi  Dias , Salvador-BA - Jornalista
Enviado em 23/6/2009 às 1:12:22 PM
Fico imaginando o que o senhor Di franco diz com: "...não pode impor um modelo de família que não bate com as raízes culturais do Brasil e sequer está em sintonia com o sentir da imensa maioria da população". Qual o modelo? Quem é ele para saber o que a maioria senti? A medida não extingue a que existe, e sim, complementa. Se todo "totalitarismo" fosse assim, seria sempre bem vindo. Talvez o senhor Di Franco tenha medo que idéias não condizentes a sua formação "democrática" sejam ensinados aos seus decendentes, que por esse "totalitarismo" teriam mais informação e capacidade de opção, consciente ou inconscientemente.
Carlos Menotti , São Paulo-SP - Corretor de Imóveis
Enviado em 23/6/2009 às 12:32:29 PM
Os links colocados pelo autor não estão funcionando.
Luiz  Prisco , Brasília-DF - Estudante de Sociologia e Jornalista
Enviado em 23/6/2009 às 12:04:53 PM
Brilhante artigo. É incrível o grau de intolerância da nossa sociedade. Para melhorá-la é imprescindível uma educação que combata qualquer tipo de discriminação.
Elvis Cley Matos Almeida , Cuiabá-Mt - Estudante Jornalismo
Enviado em 23/6/2009 às 12:04:46 PM
"E os governos, num espasmo de totalitarismo, querem impor à sociedade um modo único de pensar, de ver e de sentir." Texto mal escrito. tentando usar da boa estratégia de usar o argumento contrário em seu favor o autor peca pois não consegue encaminhar seus argumentos a visão de seu preconceito incubado. O Governo não quer impor um único modo de pensar, mas quer que os diferentes modos sejam aceitos e respeitados. Na atual situação as relações homoafetivas ainda são vistas como anormais e ameaçadoras e muitos são os que sofrem preconceito de pessoas que se julgam donos da verdade e da liberdade alheia. ... Uma familia evangélica expulsa o filho de casa, prefere-o morto, pragueja contra sua vida porque o filho é gay. E não é destes gay que muitos não suportam ver, pode muito bem bem passar despercebido entre os heteros... mas o preconceito e aversão ao diferente são tão forte que não existe a possibilidade de conhecer, entender. A lei protegeria este filho, do preconceito. Protegeria ao dizer que ele não é um alien e que tem seus direitos garantidos. Alguém que perde a estrutura familiar fica sem norte, seja ela qual for, hetero, gay, ... ter a segurança legal seria o primeiro passo para um dia reverter a situação.
Elvis  Cley Matos Almeida , Cuiabá-Mt - Estudante Jornalismo
Enviado em 23/6/2009 às 11:45:57 AM
Não consegui ver mos dois links do texto. O link da revista época não consta no arquivo online da globo.com e outro também da página não encontrada.
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