ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 417 - 24/11/2009
  Ciência
Início > Índice Geral > Ciência + A | - A
[imprimir] [enviar por email ] [link permanente]
 

SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS
Paralogismos do jornalismo cientifíco

Por Paulo Rosenbaum em 23/1/2007

A vida só apreende a vida pela mediação das unidades de sentido que se elevam acima do fluxo histórico. Wilhelm Dilthey (1833-1912)

Na edição de terça-feira (16/1) New York Times, Dan Hurley publicou um artigo cujo titulo despertou considerável curiosidade dos leitores pelo mundo – "Diet Supplements and Safety: Some Disquieting Data" cuja tradução aproximada poderia ser "Suplementos dietéticos e segurança: alguns dados inquietantes". O articulista apresenta dados perturbadores sobre o uso e repercussões de produtos livremente comercializados como suplementos vitamínicos, óleos essenciais e ervas.

De acordo com os relatórios da Associação Americana do Centro de Controle de Envenenamentos citados Hurley, consumir suplementos vitamínicos e óleos essenciais pode representar um risco epidemiológico significativo para a população. Em 1983 relatou-se 14.006 casos, em 2005 foram 125.595 incidentes relatados a partir de consumo de suplementos vitamínicos e produtos congêneres. Números modestos se comparados ao que o National Institute of Health – em seu relatório de 2006, Congressional Justification – revela no item "Por que as pessoas diferem no modo como respondem às drogas" em relação aos fármacos convencionais, quando lamenta que "infelizmente a maior causa de mortes nos Estados Unidos são por reações adversas as drogas"[ver aqui].

De 1989 a 2004, o Food and Drug Administration, continua Hurley, recebeu relatórios com o registro de 260 mortes associadas a ervas medicinais e outros produtos não vitamínicos. São informações relevantes, pois a maior parte destes produtos são livremente comercializados. Em farmácias não ficam sequer atrás de balcões com acesso restrito. Qualquer cidadão, cá ou lá, pode abarrotar sua cesta ou carrinho de supermercado com variedade de produtos do gênero – de vitaminas a compostos naturais industrializados – cuja indicação é, em geral, tanto imprecisa como perigosa.

Funciona ou não?

Apesar do déficit analítico da matéria, aí reside o mérito deste alerta que desmonta a crença do senso comum de que o "natural" – com toda a crítica da mitologia que o termo comporta – é, no máximo, inócuo. Um aspecto inusitado é que Hurley incluiu nesse pacote de substâncias nocivas os medicamentos e "produtos" homeopáticos. Sem muitos detalhes, revela que em 2005 foram 7.049 relatos de reações, incluindo 564 hospitalizações e dois óbitos.

Apenas para situar o problema, apresento breve contexto. Entre boa parte dos pesquisadores que investigam substâncias ultradiluídas acredita-se que elas realmente podem ser nocivas à saúde se ingeridas sem os devidos cuidados, orientação e assistência médica. Não há segredo algum. Estabelecido está que todo fármaco pode induzir reações adversas, das banais às mais potentes. Dependerão diretamente da sensibilidade e das idiossincrasias do sujeito. Por isto mesmo, muitas vezes, a única e abençoada prevenção é a excessiva cautela na utilização de qualquer produto farmacêutico (natural ou não) ou suplemento alimentar.

De todo modo, o que parte da mídia científica mundial, incluindo revistas médicas importantes, tem relatado nas mais recentes polêmicas (e aqui reside o paralologismo) é que as substâncias infinitesimais são suspeitas – não de toxicidade – mas exatamente do oposto. São suspeitas de não apresentarem quaisquer efeitos biológicos detectáveis. Nem in vitro (em laboratórios) nem in vivo (em seres humanos).

É claro que são conclusões parciais, portanto contestáveis uma vez que um olhar hermenêutico determinaria resultados distintos. Experimentações em seres humanos, estudos observacionais e qualidade de vida em saúde, por exemplo, contraditam fortemente estas conclusões de inação.

Eis um aspecto desafiador. Se o Food and Drug Administration pode constatar empiricamente que, sim, há efeitos adversos em fármacos homeopáticos e eles são significativos, como é que, com a obstinação estóica de um mantra, costuma-se acusá-los (eles, os fármacos) de serem substâncias farmacologicamente inertes?

Na verdade, este tem sido o instransponível obstáculo epistemológico, uma espécie de Rubicão da homeopatia desde sua fundação, já que não há suporte científico consensual para explicar o mecanismo de ação dos medicamentos. Isto significa o seguinte: o descarte se dá uma hora pelo mais, outra hora pelo menos. A célebre pergunta "funciona ou não funciona?", doravante passa a carrear insuportável ambigüidade: "Funciona. Apenas para intoxicar". Mas, um momento! Substâncias infinitesimais não são nem mesmo "substâncias" strictu senso. Se não há sequer vestígio de princípio ativo, nem alguma outra evidência validada, como é que podem determinar tais ações?

Vida prática

Deparamos – e o artigo do New York Times é apenas uma pálida amostra – com um diagnóstico superficial de reprodução mecânica e acrítica de dados que reverberam, impactando a sociedade e a comunidade de usuários com desinformação. Só para oferecer uma cifra, calcula-se em cerca de 180 milhões de europeus os consumidores de medicamentos homeopáticos. Além do critério duplo, o surpreendente aqui é o tamanho do paralogismo.

Ficaríamos assim: um dos jornais mais influentes do mundo anuncia que medicamentos homeopáticos envenenam. Mas até bem pouco não havia nada ali nos frascos, apenas água. Efeitos seriam apenas miragens dos crentes, efeitos-placebo. Pois assim posto, ou está em curso uma notável epidemia de efeitos-placebo nos centros de monitoramento de envenenamentos ou um fenômeno que, verificado, deveria encabeçar a lista de investigações gerando, inclusive, fomento público para pesquisas.

O corolário seguiria com as seguintes inquietações: serão falsos os remédios? Há venenos ativos nas doses infinitesimais? Se há, tudo deve ser reavaliado. As restrições sobre a veracidade da ação deveriam ser substituídas por desejo de conhecer melhor esses acidentes clínicos, surgidos na vida prática da sociedade mais industrializada do planeta. Seria cabível pensar que tais fatos ocorrem porque – sem teorias conspiratórias, mas apenas suposições comerciais – todas as indústrias farmacêuticas estimulam o consumo e a automedicação?

Teorias e verificações

Mas há outra opção mais arrojada: avaliar sociologicamente o que está acontecendo com o jornalismo científico. Sabemos que a lógica em si mesma é insuficiente para dar conta de exigências e possibilidades de validade que, conforme nos mostrou Thomas Kuhn, ampara-se em valores e necessidades de uma dada cultura, em um determinado momento histórico.

Ou seja, impõe-se reconhecer a não universalidade e a não univocacidade dos padrões normativos de uma determinada ciência. Em seu clássico a Estrutura das Revoluções Cientificas, Kuhn nos avisou que há um único aspecto inadiável na análise do desenvolvimento das teorias e verificações cientificas: a psicosociologia da ciência e a compreensão das motivações, sentidos e significados de seus discursos. Ele sabia exatamente a duração e o alcance desta formulação.

Neste caso, a pauta é urgente.

Comentários (10)
Comentar
Compartilhe
[imprimir] [enviar por email ] [link permanente]
Seu comentário foi enviado.
Este é um espaço de diálogo e troca de conhecimentos que estimula a diversidade de idéias e pontos de vista. Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem intolerância ou crime. Os comentários devem ser pertinentes ao tema da matéria e aos debates que naturalmente surgirem. Evite vulgaridades e simplificações grosseiras. Não escreva em maiúsculas: isso dificulta a leitura do texto e, na linguagem da internet, é interpretado como gritos. Mensagens que não atendam a estas normas serão deletadas, e os comentaristas que habitualmente as transgredirem poderão ter interrompido seu acesso a este fórum.
         
Nome :   Sobrenome :
E-mail:   Profissão:
Cidade:   Estado:
Comentário:


para o limite de 1400.
 
The CAPTCHA image
Clique aqui para ouvir o
texto soletrado(mp3)
Digite no campo abaixo o texto
que você vê na imagem ao lado.

 
Claudio Bastos , Niterói-RJ - médico
Enviado em 28/1/2007 às 12:13:42 PM
A idéia de paralogismo só surgiu a partir de uma confusão entree suplementos, drogas fitoterápicas, etc. e homeopatia, Acontece que muitos produtos homeopáticos apresentam doses farmacológicas concretas (não-"dinamizadas") de substâncias químicas e são exatamente esses que podem ocasionar toxicidade. Os "dinamizados" são inócuos. O fato de que muitos deles não são farmacologiamente inertes invalida totalmente o argumento de que haveria um paralogismo. Existem muitos, inclusive nesse campo, mas este caso não é um deles.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 26/1/2007 às 9:14:45 AM
Mas para quem conhece um pouco do assunto tratado no artigo, e não usam de paralogismos para confundir os leitores trocando baixa diluição, por ultradiluição, o assunto nos trás ensinamentos repetidos durantes estes duzentos anos. Hahnemann usou apenas a diluição por 29 anos antes de passar a sacudir as soluções. A alegada ação mágica ao sacudir com a mão ou aparelho a água. Afirmava que quando se diminuía a concentração da diluição o mesmo passava a ser remédio agindo ao contrário da sua ação original. O que se constata, pelas denúncias feitas para o FDA relatado no artigo há anos, apenas demonstra que veneno, mesmo em micro dose, ainda é veneno, e não inverte a sua ação como alegado. Apenas desaparece a ação ao serem eliminadas as moléculas, virando placebos mais-que-perfeitos. Apenas o uso farmacológico de substâncias pela sua ação pode ser usado racionalmente para obter resultados baseados na ação molecular e não em ações nunca demonstradas em pessoas doentes de verdade. Assim como as energias usadas em tratamentos não são curativas, mas apenas o uso racional de coisas potencialmente destrutivas: energia elétrica, luminosa, radiação, calor, etc...
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 25/1/2007 às 8:12:02 PM
Caro Psicólogo Otávio Santos, de Sobral-CE – Não podia deixar de agradecer a sua participação aqui defendendo a homeopatia. Afinal, o autor da matéria não se atreveu a fazê-lo para explicar-nos porque confundiu o trabalho do Dr Dr. Hurley. Você me deixou confuso, pois você negou “que toda a Psicologia ou todos os Psicólogos (não) se apóiam na imaterialidade”, no entanto você está dividindo o paciente em dois: “dos corpos dos animais humanos sem alma e sem sentimentos”. (Veja que alma foi você que mencionou) e “aos "loucos"”! Para você existem dois pacientes separados completamente. Um só louco (palavras suas) e outro só material! Como pode alguém tratar só um sem conhecer ele na integralidade? Onde fica o real holismo do terapeuta, aquele que não se limita a tapear os pacientes pois na verdade alegam entender da alma, veja só, e não conhecem nada do corpo, para poder entender o ser como uno? Como separar a mente da neurociência e do substrato material, sem o qual não existe sentimento, emoção, consciência? E o erro de Descartes?
Otávio Santos , Sobral-CE - Psicólogo
Enviado em 25/1/2007 às 8:47:01 AM
Explicações teóricas são lindas e demonstra cultura. A medicina certamente tem a sua utilidade, e com certeza faz parte importante de nosso conhecimento humano; mas não é o principal motor da promoção da saúde. Afirmo que a epidemiologia e a educação são mais importantes. Enxergar mais adiante apoiados nos ambros dos gigantes. Como é importante citar as autoridades no assunto, mas sabido que não representem toda a verdade, pois ninguém a tem. Cuidemos dos corpos dos animais humanos sem alma e sem sentimentos, (assim pensam intimamente). As dores que não podem medir, são encarados como "piti", "frescura". Os que morrem em leitos, deixe-os morrer. Quantos aos "loucos", nada podemos fazer. Encerro a minha participação aqui.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 24/1/2007 às 5:39:32 PM
Realmente caro Psicólogo Otávio Santos , Sobral-CE – concordo com o seu parecer sobre a ignorância. Muito pertinente. Veja, no caso de charlatões, por exemplo. No Brasil, só pode ser charlatão quem for médico. Assim como só se pode mencionar autoridades quem as conhece. Quem as dispensa para estudar, não pode delas se socorrer. Por isto que o nosso bom Dr Paulo Rosenbaum chamou o testemunho da Food and Drug Administration, e do Dr. Hurley para embasar a sua assertiva de que homeopatia tinha efeitos reais em hiper-diluição, podendo até intoxicar. Infelizmente só em casos poucos diluídos. Realmente, a medicina não eliminou as doenças. Compare as doenças que vitimavam as pessoas há duzentos anos atrás, e veremos que mudança graças a ela. E se compararmos com a homeopatia, não podemos recomendar em nenhuma situação apenas que funcione. A simples sarna, causa material e não psicológica da doença, vitimava enormemente as pessoas com males terríveis. Hoje, é raro assistimos casos avançados. A varíola foi erradicada. O que pode a psicologia fazer para afastar as neoplasias, infecções, parasitoses, males cardiológicos, doenças reumáticas e neurológicas, além dos distúrbios genéticos e endócrinos de que nem mesmo desconfiam da sua existência? Como eliminar crenças irracionais: mal olhado, azar, sorte, astrologia, horóscopo, anjos, demônios, homeopatia e forças ocultas?
Otávio  Santos , Sobral-CE - Psicólogo
Enviado em 24/1/2007 às 2:59:43 PM
A ignorância pode ser uma bênção porque, pelo menos, temporariamente, nos afasta do sofrimento, criando um mundo para nós em que nos sentimos seguros, sólidos, quando pretendemos fazer de nossa realidade algo controlável e reconhecível. A ilusão da razão absoluta sempre teimará por afirmar que a sua visão de mundo é única. O conhecimento científico positivista quer afirmar algo que não sabem. Regalam-se por citar autoridades para dizer o que é ou que não é , mesmo que as evidências apontem outras possibilidades. Quem diz que toda a Psicologia ou todos os Psicológos se apóiam na imaterialidade desconhece a Psicologia e os Psicólogos, portanto abstenho de mais comentários. A medicina não eliminou nem diminuiu a doença. Não cabe a eles. Medidas sanitárias públicas são muito mais eficazes para a cura de doenças. Não defendo a homeopatia, mas se o método é assim tão inóquo e ineficaz que se acabe com ele. Por que não o faz a sociedade de medicina em suas próprias linhas. Doenças reais? Os livros de Reumatologia estão cheios de descrições de doenças chamadas “idiopáticas”, ou seja, sem causa conhecida. A saúde da população deteriora muito mais por causa de políticas públicas elitistas e corruptas e por carência de acesso às mais simples técnicas da medicina, do que por conta de charlatões, que aliás não poupa nenhuma profissão.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 24/1/2007 às 11:08:35 AM
Caro Psicólogo Otávio Santos , Sobral-CE -. Entendo a sua dificuldade de entender o assunto. A psicologia acredita no pensamento imaterial desvinculado ao mundo material. Assim, se compreende a dificuldade de entender o assunto em questão de medicação, ação farmacológica, ciência, pensamento mágico. Uma das primeiras dificuldades sua é pedir que se demonstre que homeopatia não funcione. O que na verdade é uma obrigação de quem alegue fazer isto. Mesmo assim, se você estivesse a par da literatura internacional, saberia que já foi mais que demonstrado nos últimos duzentos anos a inocuidade da mesma. O que acontece que os homeopatas, como o articulista, só consideram os raros que por serem mal feitos que dão algum resultado (justamente por isto). Os milhares que comprovam a ineficácia são sempre ignorado. O problema da auto-sugestão é que as pessoas que padecem de doenças reais, estão perdendo tempo e dinheiro, enquanto a sua saúde deteriora. Apenas isto. Justamente por isto que as pessoas deveriam ser honestas com os que sofrem, e só empregar terapias que realmente estejam demonstradas que funcionem, não as que gostaríamos que assim fosse, ou só nos apegarmos no lucro, sem retorno algum para o paciente real. Foi este o editorial de recente publicação “The end of homoeopathy. Lancet 2005;366:690” “que os médicos devem ser "corajosos e honestos sobre a falta de benefícios"!
Otávio Santos , Sobral-CE - Psicólogo
Enviado em 24/1/2007 às 9:27:21 AM
"De 1989 a 2004, o Food and Drug Administration, continua Hurley, recebeu relatórios com o registro de 260 mortes associadas a ervas medicinais e outros produtos não vitamínicos. São informações relevantes, pois a maior parte destes produtos são livremente comercializados." Quantas mortes ocorreram em função do uso de medicamentos alopáticos, receitados por médicos? Quantos tem acesso à bons médicos? Água potável não intoxica, muito menos mata. Quantas incompatibilidades ocorrem com medicamentos liberados e livremente comercializados? De uma vez por todas, demonstrem que a homeopatia é uma fraude. Acredito que se tem instrumentos suficientes para isso. Se a auto-sugestão ocorre demonstre o mal que isso faz ao paciente? Quantas curas em consultórios médicos também não ocorrem à custas da auto-sugestão, porque o médico tratou bem o seu cliente? O que é auto-sugestão? Como a mente produz a cura? Sejamos pelo menos sinceros com os que sofrem, ao manter uma postura científica, de ignorância até que as questões estejam firmemente demonstradas.
Paulo Bandarra , Porto Alegre-RS - Médico
Enviado em 23/1/2007 às 9:47:31 PM
O Dr Paulo Rosbaum deveria saber ler o trabalho. Não se menciona no relatório em nenhum lugar “substâncias ultradiluídas” mas apenas o completamente contrário: “homeopathic products — prepared from minuscule amounts of substances as diverse as salt and snake venom” (minúsculas quantidades) Ou seja, preparações com a presença molecular de venenos potentes que mesmo em doses moleculares pequenas ainda apresentam ação tóxica pela substância presente e não pela alegada “energia vital”. Nestes casos todos sabem que não haverá nenhum efeito curativo, quanto mais tóxico pela total ausência da presença molecular. Felizmente, água em que só sobrou à história, não intoxica mais ninguém, sacuda-se o quanto quiser, como também é impossível demonstrar efeito curativo até mesmo em casos de malária, alegado ter sido tratada por Hahnemann, mas nunca demonstrado até hoje! Coisa fácil de fazer. Seria um alento para a prática que houvesse provas de intoxicação na ausência de moléculas, visto que todos os trabalhas bem feitos demonstram o que se avisa há mais de duzentos anos, que é apenas efeito placebo sem efeito curativo ou danoso. Infelizmente, para os homeopatas, os casos relatados são todos de preparações (não podemos chamar algo inerte medicamente de medicamentos) com presença molecular! O problema não é da imprensa, mas de crença sobrenatural!
Ivan Moraes , Union NJ --USA-MG - sem profissao
Enviado em 23/1/2007 às 4:50:44 PM
"há outra opção mais arrojada: avaliar sociologicamente o que está acontecendo com o jornalismo científico": concordo que nesse causo, a pata eh urgente sim, mas o que esta acontecendo nao eh diferente do que esta acontecendo com o jornalismo politico, e nao eh fenomeno local tampouco, mas mundial. Eh a falta de conhecimentos a respeito da propria profissao que esta deixando jornalistas expostos ao ridiculo. Quanto aa necessidade (ou nao, se for o caso) de desmontar "a crença do senso comum de que o "natural"", vi raizeiros em varias cidades do Brasil vendendo aquelas raizes esquizitas, e me pergunto se existe algum estudo a respeito delas. Se existe mercado, tambem nao existe uma possibilidade muito boa de alguem tomar cha da raiz errada? Bem que esse mercado poderia ser um pouco mais regulamentado. Os casos fatais de St. John s wort que aconteceram aqui foram um alerta, mas e no Brasil aonde nao se estuda sequer as raizes em oferta? E se alguem ler no jornal que extrato daquela planta assim assim eh remedio contra cancer (voce ja deve saber qual eh) e tentar fazer um cha daquela planta... que eh altamente toxica?
Compartilhe este texto
Blig Blig BlinkList BlinkList BlogBlogs BlogBlogs BlogLines BlogLines Delicious del.icio.us
Digg Digg Furl Furl Google Bookmarks Google Bookmarks Linkk Linkk Magnolia ma.gnolia
netscape Netscape netvibes Netvibes newsvine Newsvine reddit reddit Stumble Upon Stumble Upon
Technorati Technorati Twitter Twitter Windows Vista Windows Vista Yahoo! MyWeb Yahoo! MyWeb Facebook
Paulo Rosenbaum

Outros artigos desta Seção
SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS
Paralogismos do
jornalismo cientifíco

Paulo Rosenbaum
23/1/2007

Últimos 5 artigos de
Paulo Rosenbaum
MÍDIA & SAÚDE
Das razões da medicina
31/7/2007
MÍDIA E SAÚDE
Cursos de "humanização da medicina"
17/7/2007
FANTÁSTICO & HOMEOPATIA
O preço da diversidade
25/5/2004
Mais artigos de
Paulo Rosenbaum >>