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PORTUGAL
Ana Sá Lopes
"Emídio Rangel Convidado a ‘Refundar’ a TSF", copyright Público (www.publico.pt), 1/03/03
"Ex-director-geral da RTP aceitou convite da administração da Lusomundo para fazer projecto de reestruturação da TSF, de que foi fundador e primeiro director em 1988
Emídio Rangel irá elaborar o projecto de ‘refundação’ da TSF, a convite da administração da Lusomundo, que pretende uma modernização da estação, mantendo a filosofia de rádio eminentemente noticiosa.
Quinze anos depois de ter sido o primeiro director da estação, Rangel volta à ‘casa’ onde Pinto Balsemão o foi buscar para a direcção da SIC. Agora, o ex-director assumirá as funções de ‘consultor’ para a elaboração de um projecto de revitalização da rádio que ajudou a fundar.
Contactado pelo PÚBLICO, Rangel confirmou ter aceite o convite com ‘satisfação’. ‘Tendo sido eu a pessoa que criou a TSF, o formato da TSF, dá-me alguma satisfação poder voltar a participar no projecto, de modo a que fique mais moderno e interessante, sem nunca pôr em causa o modelo para que foi criado’, disse. Agora, trata-se de ‘fazer o diagnóstico da situação, elaborar um projecto de renovação e levá-lo à prática’.
No convite feito a Emídio Rangel pela administração da Lusomundo - pertencente ao universo da PT Multimédia, também proprietária do ‘Diário de Notícias’, ‘Jornal de Notícias’, ‘Grande Reportagem’, ‘24 Horas’, entre outras publicações - ficou claro que a ideia era a manutenção da filosofia da rádio: ‘Não faria nada se alguém me propusesse outra coisa’, declarou o ex-director-geral da RTP.
O trabalho de definição do novo projecto da TSF será articulado com a actual direcção da estação composta por jornalistas que são, segundo Rangel, ‘as pessoas que devem executar esse [futuro] formato’. Para Emídio Rangel, quem dirige a TSF ‘são as pessoas certas’. Neste momento, a TSF é liderada por Carlos Andrade, Fernando Alves (ambos trabalharam com Rangel na fundação da TSF) e António José Teixeira.
A aceitação das funções de consultor da TSF marca o regresso de Emídio Rangel ao jornalismo, depois de ter abandonado o cargo de director-geral de antena da RTP, para onde tinha sido nomeado pelo governo de António Guterres. A saída de Emídio Rangel da direcção da RTP foi uma das ‘medidas’ em que o ministro da tutela, Nuno Morais Sarmento, se empenhou logo nos primeiros tempos de mandato.
Quando saiu da SIC, num momento em que era visível a quebra de audiências face à TVI, já se tinha desmoronado a relação de profunda cumplicidade que unia Emídio Rangel e Pinto Balsemão, o proprietário da estação que rapidamente se afirmou na liderança televisiva depois da abertura das privadas. Para a RTP, Rangel levou alguns dos pesos-pesados da SIC, nomeadamente José Alberto Carvalho, ‘pivot’ do telejornal da SIC desde a fundação (que se mantém como apresentador do Telejornal da RTP) e José Fragoso (director de informação da RTP durante o breve consulado de Rangel, hoje director da RTP Internacional)."
Anabela Campos
"Cofina Lança o ‘Diário de Negócios’ em Maio", copyright Público (www.publico.pt), 1/03/03
"Paulo Fernandes, presidente da Cofina, em entrevista ao PÚBLICO diz que ‘Correio da Manhã’ destronou ‘JN’
O semanário ‘Jornal de Negócios’ do grupo Cofina, que passará a diário em Maio próximo, vai mudar de nome para ‘Diário de Negócios’. A informação é avançada por Paulo Fernandes, presidente da administração da Cofina, em entrevista ao PÚBLICO, a divulgar na íntegra no suplemento de Economia da próxima segunda-feira.
O empresário adianta que a equipa do ‘Diário de Negócios’ se encontra praticamente fechada e que o projecto está a ‘caminhar a passos largos’, já que o lançamento ocorrerá em Maio. ‘O jornal dirige-se aos decisores portugueses. Será um jornal verdadeiramente de economia, coisa que o ‘Diário Económico’ (‘DE’) hoje já não é’, sublinha. O ‘Diário de Negócios’ irá concorrer directamente como o ‘DE’, jornal de onde saiu um grupo de jornalistas para formar parte da equipa da publicação da Cofina. Foi também do ‘DE’ que veio o director do ‘Diário de Negócios’, Sérgio Figueiredo.
Na entrevista Paulo Fernandes explica ainda que não chegou a acordo com os espanhóis da Recoletos para compra de uma participação na Económica - ‘holding’ que controla o ‘Diário Económico ‘ e o ‘Semanário Económico’ - devido ‘à arrogância castelhana’. Adianta também que o ‘Correio da Manhã’ (‘CM’), um dos títulos que a Cofina edita, retirou a liderança ao nortenho ‘Jornal de Notícias’, ao aumentar a circulação para uma média diária 115 mil exemplares nos primeiros dois meses de 2003.
A liderança do ‘CM’ já se tinha verificado ao nível das receitas publicitárias em 2002, afirma. A Cofina, que edita também títulos como o ‘Record’, ‘Máxima’, ‘Automotor’ e ‘TV Guia’, admite que o mercado publicitário deverá bater no fundo este ano. ‘Já não estamos a ter os decréscimos de publicidade que tivemos no passado. Penso que o mercado está próximo da viragem. Provavelmente será ainda esta ano, mas depende muito da conjuntura’. O empresário mostra-se muito satisfeito com os resultados da fusão entre as distribuidoras Vasp e Deltapress, salientando que a operação foi benéfica e que melhorou a qualidade da rede de distribuição. ‘As vendas do ‘CM’ no Norte aumentaram 50 por cento desde que houve a fusão’, frisa.
Entre os projectos desenvolvidos em 2002, Paulo Fernandes destaca o facto de ter conseguido em quatro meses tornar a ‘TV Guia’ - que comprou à RTP -, rentável e pô-la a liderar o seu segmento. A revista de economia norte-americana ‘Forbes’, cuja publicação em Portugal foi proposta a Paulo Fernandes, é um projecto que ficará adiado. ‘Actualmente, o nosso projecto é o lançamento do ‘Diário de Negócios’, a ‘Forbes’ não está na lista das nossas prioridades. Foi-nos oferecido o título, mas a conjuntura está demasiado adversa para lançar duas publicações em simultâneo’, adianta. E garante que não fechou o negócio com a ‘Forbes’."
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