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APRESENTADORAS DE TV
Bia Abramo
"Apresentadoras são espécie midiática nova", copyright Folha de S. Paulo, 6/07/03
"As apresentadoras Adriane Galisteu (‘É Show’, Record) e Luciana Gimenez (‘Superpop’, Rede TV!) são uma espécie nova no panorama midiático. Não são as primeiras, nem serão as últimas, mas talvez elas sejam hoje o produto mais típico da moderna máquina de criar celebridades. Antes, a TV criava os ‘famosos’ -atores e atrizes, apresentadores(as), cantores(as), artistas em geral e até jornalistas. Mais recentemente, a TV serve muitas vezes apenas de vitrine para exposição dessas celebridades ‘ready-made’, ou seja, aquelas que se anunciam como tal.
A tais celebridades cai como uma luva o epíteto que caracterizava a Viúva Porcina (‘Roque Santeiro’), ‘aquela que foi sem nunca ter sido’. Porcina era viúva sem nunca ter casado; Adriane Galisteu e Luciana Gimenez são celebridades que nunca fizeram e nem ao menos foram nada de célebre. Ambas despontaram para a mídia pela proximidade de namorados muito famosos e orquestraram um circo de exposição que, da noite para o dia, as transformou, por sua vez, em famosas. Mas famosas o quê?
Sem credenciais de fato, elas chegaram à televisão munidas apenas de seus predicados e da urgência em retroalimentar a fama. O preço a pagar nesse pacto é a eterna desconfiança -será que a fama é mesmo merecida?- e a consequente necessidade de demonstrar que a notoriedade vem de talentos e capacidade reais, não apenas da sorte -e quer melhor do que um programa de auditório para isso?
Em primeiro lugar, há o auditório. Devidamente estimulado por luzes, câmeras, brindes e pelo próprio fato de estar na televisão, os aplausos, risadas e gritos que vêm da platéia confirmam e inflam o ego dos apresentadores e como que criam uma bolha de aprovação incondicional.
Em seguida, o lugar central representado pelo apresentador, que detém a posse do microfone, ‘recebe’ os convidados e conduz as conversas, introduz as chamadas atrações, como que justifica, às avessas, a proeminência daquele nome -ela apresenta um programa sozinha, logo, ela deve ser boa (talentosa, comunicativa, simpática, o que quer que sejam os pré-requisitos imaginados para ocupar esse posto).
Nem interessa se são ou não, o que importa é que seus programas tresandam a essa inversão -uma pessoa que se fez famosa ganha um programa de televisão para tentar mostrar que, de fato, merece ser uma celebridade- da ordem direta -um programa bem-sucedido pressupõe um bom apresentador que, por isso, torna-se popular e famoso.
Cada uma à sua maneira, Adriane Galisteu e Luciana Gimenez suam a camisa e o pancake no vídeo para mostrar que são, de fato, algo que inventaram ser. Só que carisma não se inventa."
TV DIGITAL
Folha de S. Paulo
"Simulacro Digital", Editorial, copyright Folha de S. Paulo, 6/07/03
"A distinção entre dimensões políticas e técnicas, em qualquer ministério, embora sempre difícil, está tornando-se, no caso das Comunicações, quase impossível.
Ao discutir o modelo de TV digital para o Brasil, o ministro Miro Teixeira, que se notabilizou pelo embate com a Anatel, tenta simular um papel de mediação análogo ao que a agência tenta desempenhar.
O site do ministério estampa o selo ‘TV Digital’, que conduz o interessado a uma página com minutas antigas e novas de decretos e exposições de motivos. E anuncia que, para tornar a discussão mais ampla, várias instituições, entidades e empresas estão subsidiando o ministro das Comunicações.
O texto do site convida todos os setores para um debate sem regras, mas anuncia que vai tornar disponíveis apenas os documentos ‘entregues pelas empresas’. Registre-se que na página há só um pequeno esquema feito pelo CPqD e pelo Instituto Genius, da empresa Gradiente.
As audiências da Anatel têm regras e cronogramas. Estão sujeitas a demandas judiciais. Não é o caso da página virtual do MC sobre TV digital.
A documentação do próprio ministério evidencia que seu maior esforço, até aqui, foi articular participantes de um ‘Grupo Executivo do Projeto Televisão Digital’ (GET).
Na versão de abril, o grupo era mais restrito. A que foi ao ar no final de junho inclui o Instituto Nacional de Telecomunicações, de Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais. Seria uma influência do vice-presidente da República. Surgiram, também, vagas facultativas para o Congresso Nacional, a Anatel e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão.
Fazendo uma caricatura das audiências públicas da Anatel, alterando casuisticamente a composição do GET e publicando apenas documentos oficiais e propostas de empresas, o Ministério das Comunicações contribui pouco para tornar mais legítimas e tecnicamente consistentes decisões cruciais para o futuro do país."
TV GLOBO
Daniel Castro
"Globo abre o arquivo e lança 19 novos DVDs", copyright Folha de S. Paulo, 5/07/03
"A TV Globo descobriu que seu arquivo é um bom negócio. A Globo Vídeo, seu braço para DVDs e fitas VHS, estreou no mercado em 2001 com apenas dois títulos. Em 2002, lançou 12 obras. Até o final deste ano, colocará nas prateleiras 26 novos títulos, 19 deles em DVD, que mesclam produções atuais e antigas.
Segundo José Luiz Bartolo, diretor da Globo Vídeo, o primeiro pacote de ‘Sítio do Picapau Amarelo’, de 2001, já vendeu 250 mil fitas. O primeiro volume de ‘Os Normais’ atingiu 30 mil DVDs.
Bartolo aposta no potencial de vendas de DVDs players para ampliar o ‘círculo de extensão de vida do conteúdo da TV’. Segundo o executivo, há 22 milhões de lares com videocassete no país, que tendem a substituir o aparelho por DVDs players, cujas vendas vêm dobrando a cada ano (foram 2 milhões em 2002).
Dos 26 títulos que a Globo irá lançar até dezembro, sete, em VHS, são para o público infantil. Entre os próximos DVDs estão as minisséries ‘Os Maias’, ‘A Casa das Sete Mulheres’ e ‘Anos Rebeldes’, compilações do humorístico ‘TV Pirata’ e dos 30 anos do ‘Fantástico’ e ‘Carga Pesada’."
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"Aos 40 anos, Globo muda grade em 2005", copyright Folha de S. Paulo, 3/07/03
"A TV Globo deu o pontapé ontem de manhã, numa reunião entre cerca de 90 executivos, no megaprojeto comemorativo dos 40 anos da emissora e que irá trazer mudanças significativas na programação de 2005.
O projeto, intitulado ‘TV Globo Ano 40’, irá envolver todas as áreas e formatos de programas da emissora, criar uma nova programação visual e gerar subprodutos como shows, CDs e DVDs. Em 2005, todos os programas da Globo terão que representar de alguma forma os 40 anos da emissora, a serem comemorados em 26 de abril daquele ano.
Na reunião de ontem, Octavio Florisbal, diretor-geral interino da emissora, afirmou que a programação de 2005 terá quatro tipos de conteúdos festivos: reprises, recriações (novas versões de antigos formatos, como já ocorre com ‘A Grande Família’), remakes (a regravação, por exemplo, de uma novela ou minissérie) e programas inéditos.
Florisbal disse que até o final deste ano todos os diretores e autores da casa terão que apresentar propostas de programas. No primeiro semestre de 2004, os projetos selecionados serão escritos e orçados. Os primeiros começam a ser produzidos no segundo semestre do ano que vem. A programação comemorativa entra no ar no primeiro minuto de 2005.
O jornalismo também será mobilizado, produzindo especiais sobre sua história da emissora."
TV BANDEIRANTES
Daniel Castro
"Band muda programa por 450 anos de SP", copyright Folha de S. Paulo, 7/07/03
"A partir de setembro, o horário local do ‘Melhor da Tarde’, entre 13h e 15h, deixará de ser dedicado a fofocas e passará a ser um programa com competições entre bairros, gincanas escolares, histórias e dicas sobre São Paulo.
A mudança será a parte mais visível ao telespectador do conjunto de ações da Band para comemorar os 450 anos de São Paulo, em janeiro de 2004. Assim como a Globo (que terá uma minissérie) e o SBT (que lançou na semana passada 12 projetos promocionais), a Band também prepara um pacote pela efeméride.
‘São ações, já apresentadas à prefeitura, que valorizam a cultura e o lazer e recuperam a auto-estima do paulistano’, diz Celso Tavares, diretor de programação.
O ‘Melhor da Tarde’ será uma espécie de catalisador dessas ações. Até 25 de janeiro, estão previstos um concurso de novos talentos de música, teatro e humor, uma gincana entre escolas e um campeonato de futebol amador.
O projeto da Band também inclui a restauração de monumentos públicos e a montagem de uma árvore de Natal gigante na torre da emissora, que tem 212 metros. Vinhetas e programetes sobre São Paulo, entre eles uma animação com dois personagens paulistanos (Mano Sampa, jovem da periferia) e Paulinha (mestiça de italiano com japonês) completam a programação, que se encerra em 25 de janeiro com um show na avenida 23 de Maio."
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