10/06/2003 11/21

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O ESTADO DE S. PAULO
Agência Estado

"Estado amplia classificados na edição de domingo", copyright Agência Estado (www.agestado.com.br), 6/06/03

"O jornal O Estado de S. Paulo circulará neste domingo com edições de seus cadernos de classificados reforçadas. Haverá mais ofertas de imóveis, automóveis e empregos. Também haverá um maior número de ofertas nos anúncios de varejo - aqueles publicados no corpo do jornal.

Segundo o diretor de Publicidade do Estado, Marcos Sá, o aumento do número de classificados é conseqüência da promoção Fim de Semana Prolongado. Por ela, o anunciante compra espaço para um anúncio no sábado e no domingo e ganha a veiculação do mesmo na terça-feira. No caso dos anúncios de varejo, o aumento deverá ocorrer por causa do dia dos namorados.

De acordo com Sá, o caderno Empregos terá uma pauta especial na edição deste domingo. ‘Vamos abordar o que é fundamental para se procurar emprego’, diz. ‘Publicaremos matérias mostrando como elaborar um currículo e como se apresentar em entrevistas. Também serão abordados os estágios e os programas de trainee. Além disso, haverá dicas sobre vagas de nível intermediário e superior e como se preparar para concursos públicos ou abrir seu próprio negócio.’

Além de classificados reforçados, o Estado oferecerá a seus leitores na edição de domingo um selo promocional para ser recortado e que dará direito a 50% de desconto na compra de uma pizza em qualquer loja das Pizzas Hut."

 

QUÉRCIA vs. VEJA
Laura Diniz

"Veja não deve indenizar Quércia em R$ 648 mil por danos", copyright Revista Consultor Jurídico (www.conjur.com.br), 4/06/03

"A notícia da revista Veja em que o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia foi chamado de ‘enricossauro’ é de ‘inegável interesse público’ e não o ofendeu. Com esse entendimento, o juiz da 24ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, Márcio Teixeira Laranjo, negou a indenização de R$ 648 mil, por danos morais, pedida por Quércia.

Em outubro de 2002, a revista publicou uma reportagem, intitulada ‘Barrados nas urnas’, sobre a perda de espaço, nas últimas eleições, de antigos caciques da política brasileira. A capa foi ilustrada com montagens em que o rosto de políticos como Quércia, Paulo Maluf e Leonel Brizola faziam parte do corpo de dinossauros.

Quércia alegou que a expressão ‘enricossauro’ induzia os leitores a pensarem que ele desviou dinheiro público. Argumentou também que ser chamado de dinossauro foi uma vergonha para ele.

De acordo com o juiz, a figura e o termo dinossauro foram usados no seu sentido mais comum, ou seja, ‘como referência a veteranos, pessoas que já há tempos exercem uma determinada atividade, mas não necessariamente ultrapassado, retirando o seu caráter depreciativo’.

Laranjo também rejeitou o argumento do ex-governador de que ele foi caluniado com a afirmação de ter ‘notável habilidade de fazer fortuna sem se desligar da política’. Para o juiz, a frase reflete apenas ‘a existência de uma desconfiança quanto a origem de uma fortuna’. As críticas feitas pela revista, segundo ele, cumprem o papel da imprensa, ‘com claro objetivo informativo’.

O juiz entendeu, ainda, que a vida pública de políticos de expressão nacional, como Quércia, estão sujeitas ‘à análise da imprensa e da própria população, sujeitando-se, assim, a críticas elogiosas ou não’.

A intimidade e a privacidade da pessoa pública também estão mais suscetíveis à análise do que das pessoas comuns, conclui Laranjo.

O ex-governador também move processo criminal contra a Veja, mas ainda não há decisão sobre o assunto.

O advogado do ex-governador, Mário Sérgio Duarte Garcia, informou que vai recorrer da sentença. A revista foi representada pelos advogados, Alexandre Fidalgo e Lourival J. Santos."


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