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VEJA vs. JB
Comunique-se

"Veja não terá direito de resposta no JB", copyright Comunique-se, 11/1/02

"A revista Veja não terá direito de resposta ao editorial do Jornal do Brasil, publicado na edição de 23/10, em que é feita crítica à reportagem ‘Delinqüentes da Imprensa’ sobre anotações do lobista Alexandre Paes dos Santos. A decisão é da 14ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. O juiz Marcus Henrique Pinto Basílio decidiu pelo arquivamento da ação movida pela Veja.

O editorial do JB se referia a Policarpo Júnior e outros repórteres de Veja como ‘talebãs especializados na confecção de notícias explosivas, ainda que escancaradamente falsas’. Menciona explicitamente o presidente da Editora Abril, Roberto Civita, como tendo ‘afastado o próprio diretor de Redação para que o governo militar do presidente Geisel fosse mais generoso com a empresa’, no caso um empréstimo de US$ 50 milhões, através da Caixa Econômica Federal.

A briga começou com a publicação da matéria de Veja que descreve Nelson Tanure, principal acionista da editora do JB, como ‘o maior amigo da TWI (empresa em guerra com o Banco Opportunity, de Daniel Dantas) fora do governo’. O texto também faz insinuações sobre as atividades do empresário."

 

REALITY SHOWS
Cidade Biz

"TVs nos EUA abandonam reality shows e investem nos noticiários", copyright Cidade Biz, 8/1/02

"Os ataques terroristas contra Nova York e Washington converteram a televisão em outro protagonista da história. A princípio, uma onda de patriotismo invadiu as redes americanas, que se cobriram de bandeiras. Até mesmo os correspondentes em todo o mundo ostentavam as cores dos Estados Unidos enquanto transmitiam o noticiário. Mas a história não termina aí. Agora, autoridades seguem controlando as informações e os espectadores questionam a veracidade dos fatos apresentados pelos jornalistas.

Os vídeos de Osama bin Laden também causaram um forte impacto no público. A primeira fita, que se tornou pública antes da retaliação dos EUA, introduziu na televisão um novo modelo de propaganda global. Intimidados, os canais se atreveram a mostrar apenas uma parte dos vídeos posteriores. Mas não tiveram dúvidas na hora de exibir um filme mais recente, aprovado pelo governo americano, no qual Bin Laden comemorava o êxito da queda das torres.

É que hoje, os espectadores são suficientes astutos para saber que merecem ver e ouvir mais do que as autoridades permitem. É possível prever que este ano haverá uma exigência dos consumidores por temas menos superficiais. Por isso, a tendência é de abandono dos programas de entretenimento e de uma evolução dos noticiários.

Para as TVs, as notícias foram, sem dúvida, o principal produto do ano. Anteriormente ao episódio, os reality shows eram os mais cotados da programação. Há alguns meses, a segunda edição do Survivor - versão americana de No Limite, da Globo - dominava a audiência da temporada. Porém, apesar de ser mais aterradora do ponto de vista visual, sua sucessora Survivor:Africa não criou tanto alvoroço.

Não se pode culpar a região escolhida tampouco os terroristas pela perda de atrativos do jogo. Programas do estilo ‘Quem quer ser milionário’ também se desvaneceram. Apenas o repulsivo ‘Fator Medo’, no qual os participantes, entre outras coisas têm de se arrastar entre ratos, regressará às telas na próxima semana.

Depois dos atentados terroristas, ficou evidente o ressurgimento da programação familiar. Mas os programas de crime e terrorismo também estão pisando forte. Algumas séries como JAG, de militares, e C.S.I., dramas forenses, têm registrado uma audiência espetacular. A popularidade dessas histórias parece ir contra a tendência de reconfortar o público, no entanto, não é bem assim. Em todos eles o bem triunfa sobre o mal e os crimes sempre se resolvem.

O que se pode deduzir é que no futuro próximo, as notícias estarão repletas de incertezas, mentiras que no entretenimento se desprendem da realidade e chegam de novo ao público em um banquete tranqüilizador. A TV seguirá definindo e refletindo o estado de ânimo nacional com uma imediatismo e uma intensidade que não se iguala a nenhuma outra mídia."

 

INTERNET
Cidade Biz

"Compra do Cadê pelo Yahoo torna o portal 3º maior do país", copyright Cidade Biz, 8/1/02

"O anúncio feito pelo Yahoo Brasil, conforme promessa desta segunda, passou longe das especulações do mercado, cuja expectativa era a oferta de acesso à internet. O portal comprou o site de busca Cadê, controlado pela StarMedia. A aquisição, de valor não revelado, dá ao Yahoo o status de terceiro maior portal brasileiro em termos de audiência, segundo números de novembro da Nielsen NetRatings, com 3,5 milhões de usuários. Estima-se que o negócio seja da ordem de 30 milhões de reais.

Essa é a segunda vez que o Cadê, que ocupa a 5ª posição no ranking de audiência do Ibope eRatings, muda de mãos. Criado em 1995 por três sócios dentro da empresa Zeek, o site foi comprado pela StarMedia em abril de 1999, por 13 milhões de dólares. Agora, a própria StarMedia, que vive dificuldades financeiras e sofre uma série de processos nos Estados Unidos por irregularidades na sua abertura de capital, repassa a empresa ao Yahoo.

O Yahoo Brasil, segundo seu presidente Bruno Fiorentini Júnior, vai agregar os 450.000 endereços que hoje fazem parte do site aos seus atuais 50.000. Os canais de compra serão incorporados à área de shopping do Yahoo, que hoje tem uma oferta de um milhão de produtos no Brasil. ‘Nos próximos meses, vamos unificar os diretórios de busca dos dois sites, reforçando a liderança do Yahoo Brasil nesse serviço na América Latina’, disse Fiorentini. A marca Cadê, no entanto, pode ser preservada.

Fiorentini não descartou a possibilidade de a empresa se tornar uma provedora de acesso à internet, estratégia global adotada pela matriz recentemente como forma de aumentar sua receita, dependente de publicidade online. Mas a meta, por hora, segundo o executivo, é chegar ao primeiro lugar do ranking de audiência no país, ampliando a gama de serviços pagos.

Segundo Fiorentini, essa foi a estratégia da recente aquisição do site americano HotJobs, de classificados de empregos, comprado por 436 milhões de dólares. No Brasil, a companhia já tem uma parceria com a Catho na área de empregos, onde a distribuição dos currículos também é paga.

Em comunicado distribuído pela StarMedia, a empresa informou que os serviços de busca não se enquadram mais na sua nova estratégia. ‘A venda do Cadê nos permitirá reaplicar os lucros dessa transação em outras áreas de nossos negócios e, futuramente, expandir a vantagem competitiva da StarMedia no Brasil e na América Latina, que se baseia numa combinação de tecnologia de publicidade online e sem fio, conteúdo e audiência’, disse o executivo de operações da StarMedia, José Manuel Tost.

A empresa demitiu toda equipe editorial remanescente do Cadê, mas o Yahoo deve absorver parte do quadro. Segundo Fiorentini entre 20% e 30% dos funcionários podem ser reaproveitados. Mas adianta que a estratégia administrativa ainda não foi definida."


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