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INTERNET GRÁTIS EM DEBATE
Roberta Escansette
"Gilberto Gil sobre Internet: ‘quando é de graça, um maior número de pessoas pode ter acesso às informações’", copyright Último Segundo (www.ultimosegundo.com.br), 19/12/2002
"O cantor e compositor Gilberto Gil, provável ministro da Cultura no governo Lula, comentou nesta quinta-feira, durante coletiva sobre seu show Kaya N’Gan Daya, os benefícios da internet grátis no Brasil.
‘A internet é importantíssima. Os braços do Ministério da Cultura até o advento da internet tinham um determinado alcance. Com ela, ficou muito melhor. E, quando é de graça, um maior número de pessoas pode ter acesso às informações’, disse.
Para Gil, a internet é de certa forma uma revolução na administração pública. ‘Leis, decretos e resultados de seminários, assim como avaliações internas feitas pelo governo, pode ser jogados pela internet diariamente. O diálogo do governo com a sociedade ficou mais ágil. Com esses braços que vão e que voltam na velocidade da luz, a coisa se torna mais rápida’."
Camila Fusco
"Inclusão digital: Para ministro das Comunicações, governo reduziu o ‘hiato digital’", copyright Último Segundo (www.ultimosegundo.com.br), 13/12/2002
"O ministro das Comunicações, Juarez Quadros do Nascimento, acredita que o relatório do Fórum Econômico Mundial (WEF sigla em inglês), que colocou o Brasil como líder do ranking latino-americano de inclusão digital, é um reconhecimento justo ao bom desenvolvimento da infra-estrutura de telecomunicações ocorrido nos últimos anos.
‘O crescimento da infra-estrutura de telecomunicações é decorrente do processo de reestruturação do sistema brasileiro de comunicações, da privatização do sistema de telefonia e da competição que se instaurou (...). O segundo fator [para o resultado do relatório] é a existência de vários programas de governo que visam à redução do hiato digital’, declarou o ministro em entrevista por e-mail ao Último Segundo.
Na opinião do ministro, outra iniciativa muito importante para colaborar com a inclusão digital, seria a criação do 0i00, projeto que garantiria a possibilidade de acesso à internet de qualquer lugar do País sem necessidade de uma chamada de longa distância, e previsibilidade dos custos para o usuário.
‘Hoje apenas 350 municípios brasileiros contam com provedores de acesso à internet. Nos demais, o usuário precisa efetuar uma chamada de longa distância. Para reverter isso, propõe-se a utilização de um número como 0800 ou o estabelecimento de um código local de quatro dígitos a ser usado por todos os provedores de acesso à rede’, afirma Quadros.
Para os próximos anos, o ministro prevê um cenário bem diferente daquele da metade da década de 90 em termos de inclusão digital. ‘Em 1995, o uso da internet no Brasil era limitado. Apenas universitários ou alguns poucos possuíam computador. Em 2003 a perspectiva é diferente. Prevê-se que haverá um país mais informatizado’, ressalta.
Na avaliação do ministro, atualmente ‘existe um grande esforço para incluir o maior número de pessoas nesta onda virtual’, isso porque é sabido que ‘quanto maior o número de iniciados e alfabetizados tecnologicamente, maior será a sinergia indispensável à criatividade e a produção de tecnologia, fundamental para a inserção autônoma do país no mundo globalizado’.
‘Pode-se ressaltar, portanto, que os levantamentos realizados na área de inclusão digital comprovam que o país está no caminho certo. Em pouco mais de três anos, o Brasil saltou de 117 mil para mais de um milhão de sites assumindo a 12ª posição no ranking internacional em 1998 e, provavelmente, vindo a atingir a 10ª posição no final deste ano’, conclui.
Quiosques virtuais
Nesta semana, o Ministério das Comunicações inaugurou em São Paulo o programa Gesac, (Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão), projeto que tem por objetivo promover a universalização do acesso à internet. A iniciativa, inicialmente testada no Rio de Janeiro e Pará, tem como meta instalar até o final de 2002 mais de 800 terminais de acesso à internet.
A intenção é implantar quiosques em locais públicos de comunidades com mais de 10 mil habitantes, como prefeituras, rodoviárias, centros comerciais, estações de metrô, agências da CEF, entre outros, que oferecerão acesso gratuito à internet para a prestação de serviços e informações governamentais. Atualmente 72% dos serviços do governo federal estão disponibilizados na internet.
‘Esta é mais uma iniciativa que pretende beneficiar principalmente as populações de baixa renda em todo o país’, defini Juarez Quadros. Os terminais serão instalados prioritariamente em municípios e entidades carentes. Eles estarão disponíveis em unidades nucleares - que abrigarão grupos de microcomputadores e contarão com pessoas preparadas para orientar o público no uso dos serviços - e em unidades isoladas, de auto-atendimento.
As bases tecnológicas ficarão a cargo da Gilat - empresa de tecnologia de transmissão via satélite - que venceu a concorrência pública instaurada pelo MC e deverá prover as soluções de gerenciamento, controle de acesso e infra-estrutura ao programa.
Também participará do projeto a divisão de serviços da IBM, que ficará responsável pelos serviços de implementação dos terminais remotos para acesso a internet, do Centro de Gerência, localizado em Belo Horizonte, dos serviços de tele-suporte, além da integração de toda infra-estrutura.
No total, o Ministério das Comunicações investirá R$ 77,9 milhões no Gesac, que terá 3,5 mil terminais de computadores com acesso gratuito à internet em 2,734 mil localidades (a um custo médio de R$ 22,2 mil por terminal). Em pleno funcionamento, o programa possibilitará uma média de 80 mil acessos diários.
Para o Ministério, o Gesac, juntamente com outros projetos criados nos últimos anos, representa uma atitude ‘pioneira’ em relação à iniciativa de integrar a população brasileira ao mundo digital. A intenção é que nos próximos dois anos, caso os programas sejam mantidos, os 5,561 mil municípios do Brasil tenham pelo menos um terminal de acesso gratuito."
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