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ISRAEL vs. TED TURNER
Folha de S. Paulo
"Israel ameaça cortar sinal da rede de TV CNN", copyright Folha de S. Paulo, 21/06/02
"Autoridades israelenses criticaram ontem o fundador da rede de TV CNN, ameaçando com represálias contra a emissora norte-americana depois que Ted Turner acusou Israel de terrorismo de Estado, comparando suas ações militares a atentados terroristas.
Autoridades israelenses reagiram anunciando que a operadora YES, que chega a uma boa parte das casas do país, poderia ceder um espaço ao canal de TV dos EUA Fox, rival da CNN. A YES e outras operadoras também cogitam o corte do sinal da rede, bastante vista em Israel.
Turner, atual vice-presidente da AOL-Time Warner (que possui a CNN), irritou os israelenses ao afirmar em uma entrevista publicada pelo diário britânico ‘The Guardian’, na terça-feira, que Israel também cometia atos terroristas. ‘Os ricos e poderosos não precisam recorrer ao terrorismo... os palestinos estão lutando com suicidas, é tudo o que eles têm’, disse Turner.
‘Os israelenses... têm uma das máquinas militares mais poderosas do mundo. Os palestinos não têm nada. Então quem são os terroristas? Eu diria que ambos os lados estão envolvidos com terrorismo’, afirmou.
A CNN colocou no ar uma mensagem informando que Turner não tem ligação com o conteúdo editorial da rede.
Reagindo às críticas, Turner reconsiderou e disse ‘que há uma distinção fundamental entre os atos do governo israelense e os dos palestinos’."
O Estado de S. Paulo
"Ted Turner ‘reconsidera’ críticas a Israel", copyright O Estado de S. Paulo, 20/06/02
"Sob intensa pressão de grupos judaicos, Ted Turner, fundador da rede de televisão CNN, reconsiderou ontem declarações feitas no dia anterior a um jornal britânico de que israelenses e palestinos, ambos, praticam terrorismo no Oriente Médio. ‘Quero deixar absolutamente claro que há uma diferença fundamental entre as ações do governo de Israel e a dos palestinos’, explicou Turner, reformulando completamente seu ponto de vista.
‘Creio que o governo israelense tem usado força excessiva para se defender, mas isso não é o mesmo que matar intencionalmente civis com ataques suicidas’, insistiu.
Numa controvertida entrevista concedida a The Guardian e publicada na terça-feira, o vice-presidente da AOL-Time Warner, proprietária da CNN, não havia deixado nenhuma dúvida quanto a sua posição: ‘Os palestinos lutam com atacantes suicidas, pois isso é tudo o que eles têm. Os israelenses contam com uma das mais poderosas máquinas de guerra do mundo. Os palestinos não têm nada. Então, quem são os terroristas? Acho que ambas as partes estão envolvidas em terrorismo.’
A direção da CNN procurou distanciar-se da posição de seu fundador.
‘Trata-se de um parecer pessoal que não reflete a opinião da empresa’, disse um porta-voz da emissora.
O governo israelense e a comunidade judaica reagiram com indignação. A Liga Antidifamação dos EUA classificou as declarações de ‘ironia trágica difundida no mesmo dia em que um homem-bomba assassinou em Jerusalém 19 israelenses, entre os quais muitos escolares’."
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"Autoridades de Israel ameaçam boicotar a CNN", copyright O Estado de S. Paulo, 21/06/02
"As autoridades israelenses ameaçaram ontem boicotar a rede de TV americana CNN, cujo fundador, Ted Turner, acusou Israel e palestinos de praticar terrorismo - embora, posteriormente, tenha reconsiderado essa posição. Os israelenses anunciaram que a rede via satélite de TV Yes - a de maior audiência no país - vai ceder um canal à Fox, a grande rival americana da CNN.
‘Se Turner tivesse dado essa declaração em Israel, seria imediatamente declarado persona non grata’, disse o ministro das Telecomunicações israelense, Reuven Rivlin. ‘Quando sepultamos 26 civis mortos nos atentados de terça e quarta-feira em Jerusalém, Turner compara nossa política de autodefesa com o terrorismo praticado pelos palestinos’, lamentou o líder do direitista Likud, Avraham Hirschson."
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"CNN desmente que vá sair do ar em Israel", copyright O Estado de S. Paulo, 22/06/02
"Executivos da CNN desmentiram ontem que a tevê americana possa ser tirada do ar em Israel e disseram que ela mantém forte relacionamento com os distribuidores de satélite e cabo do país. Mas, em resposta aos protestos do governo israelense e espectadores por sua cobertura, a CNN adotou a política formal de evitar a divulgação de declarações de homens-bomba palestinos. E Eason Jordan, executivo de notícias da CNN, vôou ontem para Israel para discutir com funcionários israelenses a cobertura do conflito.
A ira israelense teria sido provocada por uma recente entrevista do fundador da CNN, Ted Turner, na qual ele equiparou as ações militares israelenses com as dos homens-bomba. Mais tarde, Turner se desculpou por suas declarações ao jornal britânico The Guardian. A CNN desaprovou os comentários de Turner, alegando que ele não tem mais nenhum envolvimento operacional ou editorial com o canal.
A CNN International informou ter recebido garantias da companhia de retransmissão via satélite YES de que não haverá interrupção do serviço em Israel, onde a CNN é vista em 1,4 milhão de casas. Mas a CNN decidiu não divulgar declarações feitas por suicidas, pois, segundo Jordan, a tevê quer garantir que ninguém cometa o erro de fazer uma ‘equivalência moral’ entre declarações de homens-bomba e entrevistas com as famílias das vítimas dos atentados a bomba."
Comunique-se
"CNN passa por dificuldades em Israel", copyright Comunique-se, 21/6/02
"A CNN está passando por uma crise em Israel em função da cobertura que vem fazendo sobre os conflitos entre palestinhos e judeus. Segundo notícia publicada no The New York Times, as operadoras de TV a cabo em Israel, com o apoio do governo e também dos espectadores, ameaçam retirar o canal do ar. Nesta quinta-feira (20/06), um dos principais executivos da CNN, Eason Jordan, viajou para Israel a fim de se reunir com oficiais para discutir o rumo da cobertura. Uma das principais críticas feitas à emissora norte-americana é a exibição de vídeos produzidos por homens-bomba, contendo declarações a favor do terrorismo. A CNN já declarou que não vai mais apresentar esse tipo de material.
Mas a gota d’água foi uma declaração feita por Ted Turner, executivo da AOL Time Warner, que comparou as ações militares de Israel aos ataques dos suicidas. Turner se desculpou e a CNN afirmou que o executivo não tem nenhum envolvimento operacional ou editorial com a CNN. Por conta disso, na quarta-feira (19/06) a companhia de satélite YES cogitava derrubar a CNN.
No entanto, Susanna Flood, da CNN Internacional, disse que a rede recebeu garantias da YES de que não haverá interrupção no serviço. Ela disse também que executivos da CNN estão se reunindo com as três companhias de Israel, que em breve vão se transformar em apenas uma."
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