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O Estado de S. Paulo
"Nova e velha economias estão em rumos opostos", copyright O Estado de S. Paulo, 19/04/01
"As empresas da velha economia, com as empresas tradicionais, e as da nova economia, representando principalmente as companhias de tecnologia, estão apresentando situações bem diferentes. Enquanto a GM e a Coca-Cola mostram bons resultados no primeiro trimestre do ano, a Hewlett-Packward e a Cisco System diminuem previsões de lucros e anunciam cortes em massa.
Várias empresas divulgaram ontem os resultados do primeiro trimestre, menores do que os do ano passado, mas acima da previsão do mercado.
A General Motors anunciou lucro operacional no primeiro trimestre que atingiu quase o dobro do esperado pelos analistas, embora tenha ficado bem abaixo do apurado no mesmo período de 2000. A montadora lucrou US$ 225 milhões, ou US$ 0,50 por ação diluída, excluindo itens especiais. O faturamento da companhia, US$ 46,858 bilhões no primeiro trimestre de 2000, caiu para US$ 42,623 bilhões nos primeiros três meses deste ano.
A GM fez ainda um alerta, prevendo que seu lucro ficará em US$ 0,95 por ação no segundo trimestre, o que não confirmaria as estimativas de ganho de US$ 1,02.
A Coca-Cola informou que teve lucro líquido de US$ 863 milhões no primeiro trimestre ou US$ 0,35 por ação, incluindo despesas de US$ 10 milhões por causa de mudanças contábeis. Analistas esperavam lucro de US$ 0,33 por ação. No mesmo período do ano passado, a Coca-Cola havia obtido prejuízo de US$ 58 milhões ou US$ 0,02 por ação.
Diante da acirrada competição com a Pepsi, a companhia informou que reduziu as estimativas de expansão nas vendas em volume para 2001 para entre 5% a 6%, de meta anterior de crescimento entre 6% a 7%.
Demissões - Esta semana, diversas empresas, principalmente dos setores de tecnologia, anunciaram que farão cortes. Ontem, a Hewlett-Packward, diminuiu as previsões de lucro para o segundo trimestre e anunciou que demitirá 3 mil empregados. Na terça-feira, a Cisco System informou corte de 8.500 vagas, a Texas Instrument, 2 mil e a Philips, maior fabricante de aparelhos eletrônicos na Europa, 7 mil. previstos.
Segundo analistas, os cortes levaram o levaram o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a baixar as taxas de juros, pois eles indicavam um grande risco de recessão. ‘Evidentemente o Fed percebeu que os riscos de uma crise tinham aumentado, assim decidiram tomar uma medida extra de precaução para certificar-se de que a economia não iria para uma recessão’, afirmou o economista-chefe do Banco Wells Fargo, Sung Won Sohn. (AE e agências internacionais)"
UOL: ADEUS, ESPANHA
Regina Moura
"UOL fecha portal na Espanha", copyright Tcinet (www.tcinet.com.br), 19/04/01
"O UOL anunciou hoje o fechamento de seu portal na Espanha, lançado há cerca de um ano. Em comunicado oficial divulgado por seu escritório argentino, o provedor afirmou que ‘por razões estratégicas’ passa a concentrar esforços em solo latino, por isso o desinvestimento na Espanha.
A nota oficial argumenta que, no início, a Internet se dividia por meio de fronteiras lingüísticas, tratando como um só mercado os países de línguas espanhola e portuguesa. ‘Já em um segundo momento, a Web passou a se segmentar de forma geográfica, como fez o Terra Latam, a AOL-LA e agora o UOL, que volta o foco para a América Latina, seu território natal.’
No final do ano passado, o Universo Online já havia anunciado o fechamento de seus escritórios na própria Espanha e no Chile, alegando corte nos custos para aumentar a rentabilidade. O provedor mantém portais na Argentina, Estados Unidos, México, Venezuela, Colômbia e Chile."
iG NA PUC
Alexandre Praça
"iG fecha aliança com PUC-SP", copyright Tcinet (www.tcinet.com.br), 18/04/01
"O iG fechou uma parceira com a PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) para disponibilizar ferramentas de Internet para os estudantes. O portal vai oferecer uma área exclusiva para os universitários dentro de seu site, com fórum, bate-papo e uma conta de e-mail ig.puc.br.
Além disso, a empresa também vai instalar quiosques de acesso gratuito à Internet dentro do campus em São Paulo. A intenção é criar um espaço virtual para debates acadêmicos e oferecer serviços, como consulta de notas e faltas, antes disponíveis apenas na secretaria da universidade.
‘Será um canal de comunicação entre a comunidade de estudantes, professores e a universidade’, explicou Demi Getschko, vice-presidente de Tecnologia do iG. De acordo com a empresa, o projeto também ajudará a divulgar a marca e conquistar clientes em potencial do serviço. O iG não divulgou o valor do investimento."
MORTE ON-LINE
Folha de S. Paulo
"Juiz federal veta execução on-line nos EUA", copyright Folha de S. Paulo, 21/04/01
"Um juiz federal norte-americano decidiu ontem que a execução de Timothy McVeigh não poderá ser transmitida por nenhum site.
Os sobreviventes e os familiares das vítimas do atentado a bomba ocorrido em Oklahoma City (centro dos EUA), em 1995, receberam autorização, no último dia 12, para assistir à execução de McVeigh, autor do crime, por meio de um circuito fechado de televisão. Empresas reivindicavam a transmissão pela internet.
Ao anunciar medidas excepcionais para a execução, que acontecerá em 16 de maio, o secretário da Justiça dos EUA, John Ashcroft, pediu à imprensa que sua cobertura seja moderada para evitar que McVeigh ‘injete mais veneno na cultura americana’. A transmissão da execução usará tecnologia de ponta para evitar que ela seja pirateada ou sofra interferências, segundo Ashcroft.
A decisão do juiz John D. Tinder prejudicou os planos da Entertainment Network, que tentava obter autorização para transmitir via rede a execução do condenado. O juiz considerou que a execução não é uma forma de notícia à qual o público possa ter acesso, mas um ato de sensacionalismo que, em sua análise, poderia ameaçar a segurança do sistema penitenciário dos EUA.
Derek A. Newman, advogado da Entertainment Network, disse que vai apelar da decisão.
McVeigh, 32, será executado, por injeção letal. Ele foi condenado em 1997 pelo atentado, ocorrido em 19 de abril de 1995, contra o prédio federal Alfred P. Murrah, que deixou 168 mortos, incluindo 19 crianças, e centenas de feridos.
O juiz Tinder afirmou que representantes da imprensa têm acesso garantido a execuções nos EUA, mas não podem filmar o evento. ‘Não há restrições de qualquer natureza na forma como os representantes da imprensa relatam o que observam.’"
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