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JORNALISTAS NO FRONT
Mais correspondentes expulsos de Bagdá

Funcionários do governo iraquiano expulsaram mais um jornalista da capital do país, invadida por americanos. Agora foi a vez de Robert Valdec, jornalista free-lance da Croácia que participava de uma entrevista ao vivo com a CNN, emissora banida do Iraque.

Valdec já estava em Bagdá havia três semanas, a serviço da Rede Comercial Croata, da Rede Indepentende Sérvia, da Rede Independente Bósnia e de outros canais balcânicos. O jornalista recebeu uma advertência e ordens de deixar a cidade após falar com a CNN de seu quarto de hotel, no dia 22 de março.

De acordo com Valdec, oficiais iraquianos chegaram em seu quarto 20 minutos após a entrevista para a CNN. O administrador geral do Ministério da Informação pediu para o correspondente sair de Bagdá imediatamente. Militares escoltaram Valdec até a fronteira com a Jordânia.

O Committee to Protect Journalists (24/3/03) afirma que este é o quinto jornalista expulso do Iraque em uma semana. Em 21 de março, Nic Robertson, Rym Barhimi, Ingrid Formanek e Brian Puchaty, todos da CNN, foram obrigados a deixar Bagdá em aparente protesto contra a cobertura da emissora. Jornalistas estrangeiros continuaram sendo barrados de reportar de fora de seus hotéis sem a presença de responsáveis do governo iraquiano.

O perigo de ser tagarela

O Pentágono expulsou Philip Smucker, repórter do Christian Science Monitor, do Iraque. Soa estranho, mas aparentemente o Pentágono tem esse "direito", uma vez que conseguiu levar os repórteres para o front. Esse é o primeiro caso de um jornalista retirado do campo de batalha por dar informações delicadas e comprometedoras.

Smucker, free-lancer a serviço do Monitor, de Boston, e do Daily Telegraph, de Londres, meteu-se em maus lençóis com o exército americano após dar uma entrevista à CNN. Ao explicar onde estava, Smucker, que acompanhava o Quinto Regimento da Primeira Divisão da Marinha, disse: "é bem acima de Najaf. Se Najaf é a coluna do exército em direção a Bagdá, nós somos a coluna da Marinha indo adiante". Neste momento, Carol Costello, da CNN, disse para ele não ser tão específico.

De acordo com Mark Jurkowitz [The Boston Globe, 28/3/03], um porta-voz do Pentágono disse que Smucker "estava falando em tempo real sobre posições, localizações e atividades das unidades engajadas no combate". "O comandante achou necessário e apropriado retirá-lo do campo de batalha, a fim de não comprometer sua missão ou pôr pessoas de sua unidade em perigo."

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