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TELETIPO
Tratamento desigual

Em editorial do dia 20/3, o jornal libanês Daily Star reclama que a imprensa local terá que se limitar a acompanhar as reuniões da cúpula árabe – realizada em Beirute, capital do país – pela televisão, enquanto outros jornalistas árabes terão acesso livre como integrantes autorizados de delegações estrangeiras. "O péssimo tratamento dado pelo governo à mídia nacional é impossível de defender, ou mesmo de entender. (...) Uma das coisas que sempre fez o Líbano se destacar no mundo árabe foi a relativa independência de sua mídia. Quaisquer outras faltas que o Estado tenha cometido, a maioria de nossos governos entendeu e respeitou a liberdade de imprensa", afirma o Star. "Qualquer país que aspire ao título de democracia não deve apenas tolerar, mas cultivar as atividades dos veículos independentes locais, e o Líbano não é exceção."



Alteração de formato

Os principais jornais americanos em língua chinesa resolveram inovar: estão mudando de formato, para serem lidos como os veículos em inglês. Ou seja: se a leitura antes era vertical, da direita para esquerda, passou a ser horizontal, da esquerda para direita, e o que costumava ser a capa virou a última página. Alguns diários foram mais ousados, trocando os tradicionais caracteres chineses por outros simplificados, introduzidos pelo governo de Pequim na década de 50. David W. Chen [The New York Times, 25/3/02] conta que tanta novidade desagradou muitos da comunidade, mas China Press, que fez a mudança há três anos, viu sua circulação aumentar 20%.

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