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TELETIPO
Alerta aos editores
O ministro da Justiça da Grã-Bretanha, lorde Goldsmith, avisou aos editores de jornais do país que devem tomar cuidado com a cobertura do julgamento de três homens detidos sob o Terrorism Act pela posse de artigos para preparação e incitação de atos terroristas. Segundo Ciar Byrne [The Guardian, 22/11/02], Goldsmith lembrou aos editores da obrigação de não publicar qualquer informação ou comentário que possa comprometer o direito assegurado aos réus de um julgamento justo.
Menos liberdade na França
Estudo que recomenda um série de restrições ao meio audiovisual agita produtores franceses. Encomendada pelo ministro da Cultura, Jean-Jacques Aillagon, a pesquisa conclui que há relação de causa e efeito entre atrações violentas e pornográficas e o comportamento das crianças. Ele recomenda que a classificação etária aplicada nos cinemas passe a vigorar também para vídeos, DVDs e videogames. Outras sugestões são a proibição de filmes violentos ou pornográficos na TV antes das 22h30 e o aumento do poder do Conselho Superior do Audiovisual para multar emissoras infratoras. Pascal Rogard, diretor da associação de Autores, Diretores e Produtores francesa disse à Variety [19/11/02] que a implantação das medidas seria um desastre para a indústria do cinema.
Alerta sobre a Argélia
Repórteres Sem Fronteiras [25/11/02] voltaram a chamar a atenção para a complicada situação da imprensa na Argélia. Documento da organização pede que a União Européia se assegure de que seja cumprida cláusula de defesa dos direitos humanos do acordo de associação firmado com o país africano. A perseguição a repórteres argelinos pelo governo, empresários e grupos rebeldes geralmente fica impune. Lei que prevê prisão para quem difamar o presidente é a mais nova medida contra a imprensa na Argélia. O caso grave mais recente de violência contra um jornalista foi a morte de Abdelhai Beliardouh num ataque suicida, em 20/11. Ele havia sido espancado por integrantes de uma câmara de comércio local em julho.
Acordo entre Time e AOL
A editora Time Inc. está negociando acordo pelo qual o conteúdo de suas publicações eletrônicas, hoje disponível abertamente na internet, seria tornado exclusivo para assinantes da America Online, maior provedor dos Estados Unidos. Como reporta The Wall Street Journal [25/11/02], ambas empresas pertencem ao grupo AOL Time Warner. Para o provedor de acesso, que tem enfrentado dificuldades com a queda nos lucros, o material valioso que ganharia com o trato ajudaria a atrair assinantes. Com uma equipe relativamente pequena, a America Online tem dificuldade em produzir conteúdo próprio. Para a Time, o acordo significaria o abandono do modelo baseado em ganho com publicidade e a perspectiva de rapidamente se tornar líder no setor de sítios fechados com a base de 35 milhões de assinantes do parceiro.
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