MONITOR DA IMPRENSA


CAMBOJA
Imprensa renasce das cinzas

Os jornais de Camboja costumavam ser tão ruins que alguns cambojanos não tinham certeza se tinham feito a coisa certa quando, entre 1991 e 1993, libertaram a imprensa do controle comunista como parte de seu projeto de encerrar a guerra civil. Mas algo está mudando na imprensa do Camboja. Mesmo ainda imersos em problemas de fundo, como o envolvimento de jornalistas em casos e corrupção, os jornais têm ajudado na democratização do país ao expandirem o fluxo de informações e conter abusos de autoridade.

Os jornais do país são muito importantes, uma vez que o partido no poder controla a maioria das estações de rádio e TV e rejeitou pedidos do partido de oposição de obtenção de licenças para ambos os meios.

A estabilidade política do Camboja nos últimos dois anos também ajudou muito, conforme artigo de Peter Eng [The Los Angeles Times, 10/12/00]. Jornalistas temiam por suas vidas quando a hostilidade entre os partidos atingiu seu ápice. Com o esfriamento das lutas políticas, jornalistas estão prestando mais atenção às causa profissionais, em vez das políticas. Os insultos mais grosseiros, que comparavam personalidades políticas a animais e partes sexuais, praticamente desapareceram.

Os jornais locais também estão fazendo mais reportagens sobre abuso de direitos humanos e prestando mais atenção ao equilíbrio e à justiça. Fora da esfera política, o jornalismo cambojano está se tornando melhor devido à competição entre os principais veículos por leitores e anunciantes. Leitores estão exigindo mais e agora não querem apenas opinião, mas fatos. Após pesquisas com leitores, os jornais ampliaram a seção de notícias internacionais e diminuíram a de entretenimento.

Além disso, grupos midiáticos estrangeiros estão oferecendo treinamento, o qual pode estabilizar o primeiro programa universitário de jornalismo no país.

O governo também tem colaborado mais. Além de colocar dados e estatísticas acessíveis a jornalistas – o que torna as notícias mais precisas –, as autoridades estão aprendendo a lidar com repórteres e a tolerar jornais independentes.

Para preservar seus direito e elevar os padrões da profissão, jornalistas de todas as frentes políticas recentemente formaram dois grandes grupos: o Clube de Jornalistas Cambojanos e a Associação Cambojana para Proteção de Jornalistas. Grupos anteriores foram reprimidos por diferenças políticas.




NOVA MÍDIA
O velho e bom jornalismo

A julgar pelos dados de audiência da Jupiter Media Metrix e da Nielsen/NetRatings, a maioria das reportagens de internet consumidas em casa, no trabalho ou na estrada vem de jornalistas da velha mídia e das fontes "tradicionais" como Associated Press, Reuters, NBC, CNN, Dow Jones, The New York Times, USA Today, The Washington Post, Tribune Company e Knight Ridder. O único membro da nova mídia da Knight Ridder que consta na lista é a Bloomberg News.

Em 8 de novembro – um dia após as eleições presidenciais –, segundo Felicity Barringer [The New York Times, 11/12/00], a Nielsen/NetRatings mostrou que a CNN.com atingiu seu recorde de audiência: 3,9 milhões de internautas navengando do trabalho e 1,9 milhão de casa. Ganhos consideráveis foram notados em sítios de jornais de mídia impressa, como Washingtonpost.com e NYT.com.

Enquanto a velha mídia está se adaptando à nova mídia, esta também adota muitas práticas do jornalismo antigo. A Associated Press, por exemplo, transmite notícias de uma fonte online, a News.com, da CNet.



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