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TERROR & HORROR JORNALISMO ONLINE Raphael Perret Leal (*) O surpreendente e grotesco ataque terrorista nos EUA pegou a todos de surpresa. Inclusive os sites de notícias. Após saber que um dos prédios do World Trade Center fora atingido, comecei a catar notícias na internet, em vários dos principais sites de informação brasileiros: UOL, Globo On, JB Online, Último Segundo, Terra. Foi difícil. Parecia que todo o Brasil estava ávido por informações a respeito dos históricos e cinematográficos acontecimentos, e os sites demoravam a entrar no ar. Justificativa simples: o número de acessos, de fato, deve ter aumentado muito. E as atualizações constantes dificultavam qualquer estabilidade na navegação. Alguns fatos, porém, são dignos de registro: ** Na primeira página da UOL, um ícone apontava para mais notícias no TV UOL. Lamentável que dentro da TV aparecia o rosto de Paulo Henrique Amorim, sorrindo.** O site do Globo ficou tão descuidado que as fontes dos textos eram primárias, fora do padrão. Sem dúvida, devido à pressa da atualização.** O iG pagou um mico histórico: decidiu que o dia 11 seria dia das boas notícias, e tiraria da primeira página qualquer menção a más novidades. Teve que abrir mão rapidinho da idéia.** A CNN, principal provedora de informações para os sites de notícias brasileiros – e dos outros veículos também – chutou o balde: esqueceu o design de seu site e, em texto puro, resumia os fatos. Tinha apenas links para as notícias. Perfeito: aproveitou-se de um recurso da web – a flexibilidade estética do hipertexto – e definiu um novo modo de comunicação via internet.Em geral, os problemas ocorridos na cobertura dos ataques terroristas nos EUA foram mínimos. É o efeito da experimentação do jornalismo eletrônico, que ainda busca uma convergência para um padrão de formato. Ninguém duvida de que os acontecimentos de terça-feira foram uma verdadeira prova de fogo para os portais de notícias. (*) Analista de sistemas e jornalista | ||