Indice Jornal de debates A imprensa em questao O circo da noticia Caderno da cidadania Caderno do leitor

Marco Antonio Rocha
O mundo assiste perplexo a um espetáculo circense, onde palhaços, mágicos e mímicos desenvolvem uma pantomima realimentada pela mídia, por sua vez refém dos baixos instintos da patuléia. Só que, diferentemente do que acontece nos circos, a platéia pode vir a sofrer de fato com o desfecho do enredo.

Nelson de Sá
Passam as gerações e nada muda. O Jornal Nacional abriu horário, ontem, para ACM lembrar como era bom o regime militar.

André Lara Resende
Escrever regularmente para um jornal de grande circulação é uma rara oportunidade de expressar-se. Um tal privilégio, que é bom não abusar e recolher-se ao silêncio de tempos em tempos.

José Gregori
Muitos comunicadores, principalmente pelo rádio, durante anos, fizeram com que a população, em especial as camadas mais simples, as chamadas periferias, acreditassem que os Direitos Humanos valiam apenas como ajuda para os bandidos não serem sacrificados pela polícia, e que não representavam para as vítimas da violência e da criminalidade nenhum tipo de ajuda ou de anteparo contra a violência.

Gay Talese
Os jornais cometem o erro de colher uma opinião e explicar que a fonte não quis identificar-se. Informação off the record é irresponsável, é quase ficção.

Janio de Freitas
Os meios de comunicação brasileiros ainda se sentem como partes de uma guerra contra Cuba.

Eliane Cantanhêde
Por um desvio que se aprofundou ao longo dos anos, a imprensa foge das comissões e dos temas em discussão na Câmara e no Senado, que depois vão afetar a vida de milhões de pessoas.

Lígia Formenti
O Conar abriu ontem processo contra anúncio da Sertic, representante da Mitsubishi Pencil Company no Brasil. O anúncio traz a foto de uma estudante que consulta fórmulas escritas em uma das pernas e o slogan "Dependendo da cola, a caneta tem que ser bem macia".

Richard Harwood
Nossa dependência do dinheiro da publicidade desperta grande preocupação, mesclada ao desprezo pela mão que nos alimenta. Ficamos inquietos e, às vezes, nos tornamos paranóicos em relação à capacidade potencial dos anunciantes de controlar nosso trabalho, ou influir sobre ele.

Frank Clifford e Louis Sahagun
Submetidos a um testamento que ameaça deserdar rebeldes, os descendentes de William Randolph Hearst só agora ousam romper o longo silêncio e falar da administração do lendário patrimônio iniciado pelo patriarca do clã. Os Hearst são minoria no conselho da corporação e no fundo de curadoria familiar que é a superestrutura da empresa. A autoridade familiar foi limitada pelo testamento de Hearst, que pôs o grosso de seu patrimônio em dois fundos beneficentes controlados por curadores sem relações de parentesco com os herdeiros.

 



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