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Elio Gaspari
"Enquanto a Sersan culpa as vítimas pelo desastre do Palace 2, Naya se relaciona com o Estado e o governo no mundo da cultura e das comunicações. É dele a Fundação Serafim Naya de Pesquisas Médico-Hospitalares, baseada em Minas Gerais. Desde 1993, ela foi autorizada a montar 11 emissoras educativas no Estado. Acusam-no de fazer uso político dessas concessões, mas ele mesmo respondeu aos repórteres Sylvio Costa e Jayme Brener: ‘Ajudo mesmo porque as emissoras educativas são hoje um dos principais vetores do desenvolvimento cultural do Estado’."
Márcio Moreira Alves
"Uma repórter certa vez perguntou a Baby Pignatari como fazia, sendo brasileiro, ou seja, praticamente um botocudo, e cafajeste, ainda por cima, para reunir à sua volta tantas celebridades do mundo das artes e da nobreza européia. Baby (....) foi direto e verdadeiro. Respondeu: - Muito simples. Antes de ir para Saint Tropez, no verão, ou Gstaad, no inverno, contrato uma especialista em relações com a imprensa. A especialista vai soltando notinhas, anunciando a chegada de um famoso milionário brasileiro, que sou eu. Quando chego, dou entrevistas, porque o meu nome já é badalado. Depois, alugo um salão num hotel bem chique e penduro o presunto na porta. Convido todo mundo e todo mundo vem comer o presunto."
Carlos Eduardo Lins da Silva
"Vários cardeais do jornalismo, nos Estados Unidos e no Brasil, desgostosos com a proeminência dada a um possível caso extraconjugal do presidente Bill Clinton, decretaram que, se alguém tem culpa nesse episódio, são os que o noticiam. Já que gosto não se discute, talvez fosse relevante examinar sob alguns critérios menos subjetivos se o jornalismo tem errado ou não no incidente Monica Lewinsky."
Felicity Barriger
"Mais de 40% das primeiras reportagens sobre a investigação da relação entre o presidente Bill Clinton e Monica Lewinsky, uma ex-estagiária da Casa Branca, consistiam em análises, opiniões e especulações e não em relatos de fatos, segundo concluiu um grupo de controle, composto em sua maioria por jornalistas."
Cliford Krauss
"Apesar de não ter um correspondente na área quando a rebelião cubana esquentou, em 1895, o jornal de Hearst desavergonhadamente indicava como procedentes de Havana reportagens criativamente manufaturadas por redatores em Nova York, que entrevistavam cubanos exilados favoráveis à revolta. (....) O mau jornalismo não é nada de novo ou incomum. Anos depois, jornais americanos espalhavam por suas primeiras páginas falsos relatos de tropas alemãs cortando os seios de freiras belgas, ajudando a dissipar o desconforto do público americano a respeito da entrada na Primeira Guerra Mundial. (....) A imprensa amarela chegou a seu ponto mais baixo há cem anos, com a cobertura sensacionalista do naufrágio do navio americano Maine, no porto de Havana, em 15 de fevereiro de 1898. Essa e todas as outras coberturas chocantes que levaram à guerra Hispano-Americana poderiam ter sido consideradas apenas caricaturas se não tivessem provocado um grande conflito internacional."
The New York Times
"Jornais cometem erros, trocam nomes, confundem fontes, informam um valor de US$ 812 quando, na verdade, trata-se de US$ 812 milhões. Mas, na Inglaterra, a maioria das publicações costuma ser relutante quanto a correções de erros, exceto quando são gritantes ou a ameaça de ação legal é particularmente grave. (....) No fim do ano passado, The Guardian, o mais à esquerda dos chamados jornais de boa qualidade, decidiu chamar a atenção para as correções."
Alvin Toffler
"Quando eu disse, há quase 30 anos, que muitas pessoas nos Estados Unidos passariam a trabalhar em casa, o New York Times publicou uma página inteira de gozação afirmando que minha previsão não fazia sentido."
Entrevista a Tamara Leftel, programa Conta Corrente, Globo News, 27/2/98.
The New York Times
"A The New Yorker parece ser a revista que tem tudo. Uma história de 73 anos. Uma editora poderosa. Articulistas famosos. Tudo, menos lucro. No ano passado, a revista perdeu cerca de US$ 11 milhões. Foi uma melhoria em relação a 1996, quando perdeu US$ 14 milhões; e a 1995, quando a perda chegou a US$ 17 milhões. Mas o déficit continua."
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