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VASCO BARRA IMPRENSA
PanoramaBrasil / AJB
"ANJ repudia atitudes de Eurico Miranda", copyright PanoramaBrasil/AJB, 1/12/00
"A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) divulgou nesta quinta-feira (30/11) uma nota de protesto contra a atitude do vice-presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda, que proibiu o acesso de alguns jornalistas ao estádio de São Januário, além de entrevistas com os jogadores.
Segundo a nota, a proibição fere o livre exercício da profissão de jornalista e atinge a liberdade de imprensa, constitucionalmente assegurada, e prejudica o direito à informação. ‘A ANJ protesta reiteradamente contra atitudes como essas, de lamentável desrespeito ao trabalho profissional da imprensa, e pede que a direção reconsidere a proibição.’
A nota é assinada pelo presidente interino da ANJ, Paulo Cabral, e pelo vice-presidente responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão, Mário Gusmão.
Uma cobertura tendenciosa das eleições do Vasco e a falta de apoio aos esportes amadores foram as justificativas dadas pela direção do clube para a proibição do trabalho dos profissionais de imprensa da Rádio Globo e dos jornais O Globo, Lance!, Extra e O Dia."
O Estado de S.Paulo
"Jornalistas protestam contra Eurico Miranda", copyright O Estado de S. Paulo, 1/12/00
"A Associação Nacional de Jornais (ANJ) protestou ontem contra a decisão do presidente do Vasco, Eurico Miranda, de proibir o acesso de jornalistas ao Estádio São Januário. Ela fere um direito constitucional e prejudica o direito à informação, já que as notícias do Vasco são de interesse público, diz a nota, que pede a reconsideração da decisão."
Painel F.C. (FSP)
"Mordaça", copyright Folha de S. Paulo, 1/12/00
"A Associação Nacional de Jornais protestou contra a atitude do presidente eleito do Vasco, Eurico Miranda, de proibir a entrada de jornalistas de alguns veículos em São Januário. Em nota, classificou a restrição de ‘lamentável’ e pediu que a atitude seja reconsiderada."
L! Sportspress
"ANJ repudia atitudes de Eurico Miranda", copyright L! Sportpress, 30/11/00
"A Associação Nacional de Jornalistas (ANJ) divulgou nesta quinta-feira uma nota de protesto contra a atitude do vice-presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda, que proibiu o acesso de alguns jornalistas ao estádio de São Januário, além de entrevistas com os
jogadores.
Segundo a nota, a proibição fere o livre exercício da profissão de jornalista e atinge a liberdade de imprensa, constitucionalmente assegurada, e prejudica o direito à informação. ‘A ANJ protesta reiteradamente contra atitudes como essas, de lamentável desrespeito ao trabalho profissional da imprensa, e pede que a direção reconsidere a proibição’.
A nota é assinada pelo presidente interino da ANJ, Paulo Cabral, e pelo vice-presidente responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão, Mário Gusmão."
O Globo
"ANJ e Fenaj protestam contra proibição de Eurico a trabalho dos jornalistas", copyright O Globo, 1/12/00
"A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) protestaram ontem contra a atitude do Vasco, que por intermédio de seu vice-presidente de futebol, Eurico Miranda, proibiu o acesso de jornalistas ao Estádio São Januário. Os dois órgãos também protestaram contra a ordem do dirigente, que, em sua opinião, vem impedindo de forma arbitrária que seus jogadores dêem entrevistas.
Por ordem do dirigente, os jogadores do Vasco estão proibidos de dar entrevistas aos jornais O GLOBO, ‘Extra’, ‘O Dia’ e ‘Lance’, além da Rádio Globo. A rádio ainda está proibida de transmitir os jogos em São Januário. Na terça-feira, a Rádio Globo até conseguiu liminar que lhe garantiria acesso ao estádio, mas usando suas prerrogativas de deputado o dirigente impediu a entrada mesmo com liminar.
Ontem, a Rádio Globo conseguiu nova liminar, assinada pelo juiz Célio Geraldo de Magalhães Ribeiro, da 13ª Vara Cível. Mas a direção da empresa optou por manter o esquema usado na terça-feira, quando o narrador José Carlos Araújo transmitiu Vasco x Bahia pela TV, do estúdio da emissora, na Rua do Russell.
Para quem teve seu carro depredado e foi agredido em São Januário, a situação para José Carlos Araújo, o Garotinho, é bem clara: não adianta pôr a vida em risco num local em que as condições de trabalho são totalmente desfavoráveis aos jornalistas.
- Vamos fazer como outro dia, pela TV mesmo. Não há condições de pôr equipamento lá dentro. Não temos nem linha. A equipe da TV Globo transmitiu o jogo levando copos de urina e com os caras jogando rojões lá dentro da cabina. Transmitir hoje (ontem) o jogo do estádio só se fosse no meio da torcida...
Só que, diante do clima criado entre Vasco e a imprensa e pela falta de condições técnicas e de segurança, o narrador preferiu mesmo a segura cabine da Rua do Russell.
- Sei o que é isso. Há alguns anos meu carro foi quebrado lá dentro e fui agredido pelos torcedores. Tive que passar a ir com seguranças para São Januário e foi pior a emenda do que o soneto. O segurança brigou com a torcida, teve revólver caindo no chão. Nunca mais - comenta o Garotinho.
Como não é a primeira vez que um dirigente do Vasco prejudica o trabalho da imprensa, pois já aconteceu em abril de 1997, quando o presidente do clube, Antônio Soares Calçada, também proibiu o acesso de jornalistas no estádio, a ANJ e Fenaj protestaram contra o que consideram desrespeito ao trabalho da imprensa.
Além da nota de protesto, a ANJ registrou o fato no relatório anual sobre a liberdade de imprensa no Brasil e levará ao conhecimento da Sociedade Interamericana de Imprensa - SIP. A nota de protesto da ANJ foi assinada pelo presidente interino Paulo Cabral e pelo vice-presidente Mário Gusmão, vice-presidente do Comitê de Liberdade de Expressão."
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"‘Proibição fere livre exercício da profissão’", copyright O Globo, 1/12/00
"A íntegra da nota da Associação Nacional de Jornais (AJN) é a seguinte:
‘A Associação Nacional de Jornais (ANJ) protesta contra a atitude do vice-presidente de futebol do Clube de Regatas Vasco da Gama, sr. Eurico Miranda, que proibiu o acesso de jornalistas ao Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), e entrevistas com os jogadores.
‘A proibição fere o livre exercício da profissão de jornalista, atinge a liberdade de imprensa, constitucionalmente assegurada, e prejudica o direito à informação, eis que os assuntos do Clube de Regatas Vasco da Gama são de interesse público.
‘Não é a primeira vez que um dirigente do Vasco da Gama prejudica o trabalho da imprensa.
‘Em abril de 1997, o presidente do Clube de Regatas Vasco da Gama, Antônio Soares Calçada, também proibiu o acesso de jornalistas ao Estádio de São Januário.
‘A Associação Nacional de Jornais (ANJ) protesta reiteradamente contra atitudes como essas, de lamentável desrespeito ao trabalho profissional da imprensa, e pede que a direção do clube reconsidere a proibição, compreendendo a missão que a imprensa tem de informar e do direito que a sociedade tem de ser informada’."
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"Atitude é ‘discriminatória e cerceadora’", copyright O Globo, 1/12/00
"A íntegra da nota da Federação Nacional de Jornalistas, divulgada ontem por sua diretoria.
‘A FENAJ considera discriminatória e cerceadora da liberdade de expressão a atitude do dirigente do Vasco da Gama e deputado federal, Eurico Miranda, de impedir que alguns veículos de comunicação do Rio de Janeiro façam a cobertura das partidas de futebol do clube ou que entrevistem os jogadores.
‘Tanto os atletas quanto o próprio clube são figuras públicas, motivos de atenção por parte da sociedade carioca e brasileira e que por isto mesmo recebem a devida cobertura da mídia especializada.
‘Mesmo que fosse o dono do clube (o que não é), Miranda não pode agir como se o Vasco da Gama fosse sua propriedade particular e querer impedir o trabalho da imprensa.
‘Por enquanto, a atitude do cartola atinge alguns veículos de comunicação, mas se não houver uma reação a altura da sociedade logo ele estenderá a proibição para os demais órgãos e em seguida também estará perseguindo os próprios jornalistas que fazem a cobertura do clube.
‘A FENAJ repudia a atitude do dirigente esportivo e parlamentar e solicita que ele reveja a sua decisão, em respeito à população e à imprensa em geral’."
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"Atitude é repudiada por dirigentes e treinadores", copyright O Globo, 1/12/00
"Presidentes, treinadores e ex-jogadores são unânimes em condenar a atitude da diretoria do Vasco em impedir o trabalho da imprensa na cobertura das atividades do time. Além de não concordarem com o cerceamento à imprensa, eles acreditam que a atitude da direção do Vasco prejudica os torcedores e o clube.
- É um tiro no pé. O esporte depende de divulgação e o leitor, o ouvinte e o telespectador não podem ter o acesso à informação prejudicado - afirmou o presidente do Fluminense, David Fischel.
O presidente do Flamengo, Edmundo Santos Silva, também condenou o Vasco.
- A imprensa é o olho e a boca do povo. Em 68 participei de passeatas e sei muito bem o que a proibição à liberdade de imprensa pode representar - disse Edmundo.
O deputado estadual Roberto Dinamite (PSDB), maior artilheiro e ídolo da história do Vasco, acha que o torcedor está sendo prejudicado com a proibição:
- Como torcedor, quero que haja um acordo, até porque o Vasco disputa duas competições importantes no momento e é interessante que a imprensa possa divulgar as notícias do clube.
O técnico Valdyr Espinosa, do Fluminense, lembra que cada um tem que cuidar da sua casa, mas critica a proibição:
- Não podemos dar valor à imprensa apenas quando ela fala bem. Cercear a imprensa é contrário a tudo aquilo com que a gente sonha. E a gente sonha com democracia.
O presidente do Conselho Deliberativo do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, disse que não gostaria se ser como o vice-presidente do Vasco, Eurico Miranda, o mentor das proibições à imprensa.
- Os seus métodos não me agradam. Não gosto de sua truculência e do radicalismo.
O tetracampeão mundial Zagallo também lamentou:
- A imprensa tem todo direito de opinar. E não é a primeira vez que isso acontece."
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"Entenda o caso", copyright O Globo, 1/12/00
"A tentativa do Vasco de cercear a liberdade de imprensa começou dia 23 de abril de 1997, com uma carta assinadas pelo presidente Antônio Soares Calçada à Rádio Globo exigindo que o comentarista Sérgio Noronha, não fosse mais escalado nos jogos em São Januário. O GLOBO também recebeu carta sugerindo que os colunistas Renato Maurício Prado e Fernando Calazans não entrassem no estádio. Márcio Guedes, colunista de ‘O Dia’ e as emissoras de TV SBT e Rede Manchete também foram proibidas de entrar no estádio.
No dia 8 de outubro de 1999, insatisfeito com o noticiário dos jornais a respeito de Edmundo, que foi preso pela morte de três pessoas num acidente ocorrido em 1995, na Lagoa, uma nova tentativa de impedir o trabalho dos jornalistas. Dessa vez, contra os jornais O GLOBO e ‘Extra’. Uma liminar derrubou a iniciativa do cartola.
Este ano, a lei de mordaça começou com o silêncio imposto dia 31 de março para tentar abafar a briga entre Edmundo e Romário pela braçadeira de capitão do time durante o Torneio Rio-São Paulo. E teve seqüência na volta da Argentina semana passada, após o jogo contra o River Plate, pela Copa Mercosul. Eurico alegou que o rival Flamengo era favorecido na cobertura da imprensa."
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"Oficiais de Justiça denunciam", copyright O Globo, 1/12/00
"O presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Rio, Roberto Santos, condenou ontem o comportamento do presidente eleito do Vasco, Eurico Miranda, e lembrou que os dirigentes do clube têm ignorado medidas judiciais.
- Os dirigentes do Vasco respondem a processo na 34ª Vara Cível porque numa ocasião não receberam o oficial de justiça - explicou.
Desta vez, segundo o presidente do sindicato, o problema é mais grave.
- Fomos informados que o presidente Antônio Soares Calçada recebeu a liminar que autorizava a Rádio Globo a transmitir o jogo, mas a ordem do juiz não foi cumprida.
Roberto Santos afirma que Eurico pode ser incriminado porque ele representa o Vasco e não se pode valer da imunidade parlamentar.
- É lamentável. Em vez de os dirigentes darem bom exemplo à sociedade, eles tomam atitudes que ferem os princípios da Justiça."
Jornal do Brasil
"ANJ faz protesto a Eurico", copyright Jornal do Brasil, 1/12/00
"A Associação Nacional de Jornalistas (ANJ) divulgou hoje uma nota de protesto contra a atitude do vice-presidente do Vasco, Eurico Miranda, que proibiu o acesso de alguns jornalistas ao estádio de São Januário, além de entrevistas com os jogadores. Segundo a nota, a proibição fere o livre exercício da profissão de jornalista e atinge a liberdade de imprensa, constitucionalmente assegurada, e prejudica o direito à informação. ''A ANJ protesta reiteradamente contra atitudes como essas, de lamentável desrespeito ao trabalho profissional da imprensa, e pede que a direção reconsidere a proibição.'' A nota é assinada pelo presidente interino da ANJ, Paulo Cabral, e pelo vice-presidente responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão, Mário Gusmão. A direção do clube tem atrapalhado o trabalho dos profissionais de imprensa da Rádio Globo e dos jornais O Globo, Lance!, Extra e O Dia."
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