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CPI DOS BANCOS
Alberto Dines
"Dir-se-á que este catastrofismo é tique e timbre apocalíptico do fim-de-século-com-fim-de-milênio. Pode até ser, para mim, é conseqüência de uma partidarização primitiva e insana que está deturpando nossas adesões morais, culturais e mesmo políticas. Cada divergência converte-se em casus belli, fremente e transcendente."
Pedro Malan
"A Folha se orgulha de saber reconhecer os seus erros. Freqüentemente, tem a humildade, a decência, a elegância de corrigi-los, e esse é um exemplo que tem transmitido aos outros jornais brasileiros e cativado os seus leitores. Para ser coerente com essa linha séria e digna de conduta, a Folha está devendo aos seus leitores uma correção absolutamente clara, sem sofismas, de sua manchete de sábado passado, dia 8/5: ‘Malan sabia da ajuda ao Marka, diz PF’. Essa é uma dupla mentira: nem eu sabia da ajuda, como provam os depoimentos dados até agora, se já não fosse suficiente a minha própria palavra, nem a Polícia Federal confirma ter dito ou chegado à conclusão que a Folha, precipitada e levianamente, lhe atribuiu."
Nota da Redação – A reportagem da Folha baseou-se em informações obtidas junto a três fontes da Polícia Federal, todas envolvidas, direta e indiretamente, nas investigações."
IstoÉ
"Às 13h22 da tarde da sexta-feira 14, o aparelho de fax da redação de IstoÉ em São Paulo recebeu do Ministério da Fazenda carta assinada por Pedro Sampaio Malan, ministro da Fazenda.
"Se IstoÉ tivesse pretendido escrever uma grande mentira e não uma reportagem não teria sido tão perfeita e competente como foi com a montoeira de invenções e sandices escritas a meu respeito na edição nº 1545, de 12 de maio. Pedro Sampaio Malan"
ISTOÉ responde: "IstoÉ alcançou respeitabilidade levando aos seus leitores a verdade. A reportagem de IstoÉ baseou-se em informações obtidas junto a quatro fontes. Dois funcionários do Banco Central e dois da Polícia Federal. Apesar das negativas do ministro, istoé mantém a convicção de que o ministro sabia das duas operações. A revista desconhece, isto sim, os motivos que o levaram a ignorá-las."
GUERRA
Francisco Martins da Costa
"Ted Turner, 61, o criador da rede CNN, presente em mais de 150 milhões de lares em todo o mundo, se diz um homem da paz, um seguidor de Martin Luther King e Gandhi. Para ele, a guerra é terrível em todos os sentidos. ‘A guerra é péssima para os negócios’, afirma, apesar de ter sido justamente um conflito armado, a Guerra do Golfo, o principal marco na expansão de sua rede de notícias. Sobre essa acusação, a de faturar com as guerras, Turner afirma que a CNN mostra a guerra para o mundo para que todos possam ver como tudo é hediondo. (...)"
LEITORES VS. JORNALISTAS
Renata Lo Prete
"O protesto da leitora: ‘O enfoque das reportagens empulha o leitor, que não acha a Folha na rua, mas paga por ela.’ ‘O discurso oficial, por ser oferecido como único, não dá chance para que cada um forme sua opinião.’"
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"Para desgosto do chamado ‘leitor comum’, seu espaço na página 3 é freqüentemente ocupado por autoridades que contestam o teor de reportagens do jornal (ou, em alguns casos, das manifestações de outras autoridades na mesma seção). Não bastasse a desigualdade da disputa, às vezes o leitor é confrontado com cartas que deixam no ar um ponto de interrogação."
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