DIRETÓRIO ACADÊMICO

ÚLTIMA HORA – Atualizado em 15/01/2001


ASPAS

GAMA FILHO DEMITE
O Globo

"Gama Filho demite 77 professores", copyright O Globo, 10/01/01

"O ano não começou bem para 77 professores da Universidade Gama Filho (UGF). Demitidos pela instituição no fim de 2000, eles não conseguiram efetuar ontem, no sindicato da categoria, a homologação da demissão e ainda não sabem quando receberão suas indenizações.

Com 13 anos de casa , a professora de letras Ildiko de Vasconcelos disse que foi avisada por telefone que não trabalhava mais na universidade:

- É uma falta de respeito ficar sem pagar os professores.

Segundo o diretor do departamento jurídico do Sindicato dos Professores (Simpro), Afonso Celso Meira, o caso será levado à Delegacia Regional do Trabalho. Alguns professores vão entrar na Justiça, alegando que a UGF atrasava salários e não efetuava o depósito do FGTS desde 1998.

O vice-reitor administrativo da UGF, Edmundo Novaes, disse que a universidade demite nos finais dos períodos letivos para ajustes acadêmicos. Quanto às indenizações, explicou que a instituição está revendo os valores. Ele não disse quando serão liberadas as homologações."

 

CURSOS FANTASMAS
Arnaldo Ferreira

"Universidade em Alagoas tem sete cursos fantasmas", copyright O Globo, 12/01/01

"A Fundação Universidade Estadual de Alagoas (Funesa) teve de cancelar o seu vestibular, que acontece sempre em fevereiro. A decisão foi anunciada, ontem, pelo secretário Estadual de Ciências, Tecnologia e Ensino Superior, Williams Soares Batista, e pelo presidente da Funesa, professor Erasmo Soares de Araújo, depois de se descobrir que sete dos 17 cursos da universidade são fantasmas.

Os cursos clandestinos são: pedagogia, licenciatura em português e inglês; ciência da matemática, de química e de biologia; licenciatura plena em geografia; licenciatura em história e o curso da Escola Superior de Ciências Humanas e Econômicas.

A crise na instituição se agravou depois que cerca de 300 ex-alunos da Funesa, aprovados no concurso para professor da Secretaria Estadual de Educação, não puderam ser admitidos porque não têm diplomas e descobriram que os cursos que fizeram não têm autorização dos conselhos Federal e Estadual de Educação.

Professores, representantes de três mil estudantes, diretores da Funesa e técnicos da Secretaria de Ciências, Tecnologia e Ensino Superior discutiram, ontem, numa sessão especial com os deputados estaduais, saídas para minimizar a crise na universidade.

- Infelizmente, os governos anteriores usaram a Funesa como instrumento de barganha eleitoral, criando cursos sem autorização do MEC e admitindo professores sem concurso - disse Williams Batista.

-Temos de parar as atividades, concertar o que está errado, contar com a ajuda do Poder legislativo para regularizar os cursos e voltar a funcionar no segundo semestre com a casa arrumada-.

-A Universidade Estadual não pode mais ser cabide de empregos para amigos de governadores e dos políticos. E temos pressa no andamento de reconhecimentos dos cursos irregulares-, disse o líder estudantil. A luta dos estudantes é manter a universidade funcionando."

 

ENSINO DE JORNALISMO
Camila Melo

"Comissão quer menos alunos por sala em Jornalismo" copyright Ultimo Segundo, 8/01/2001

"Comissão de Especialistas do MEC anuncia os novos critérios para a autorização e reconhecimento dos cursos de Jornalismo

A Comissão de Especialistas em Comunicação Social do Ministério da Educação (MEC) quer limitar o número de alunos nas salas para 50 nas aulas teóricas e 25 nas disciplinas práticas. Este é um dos novos critérios para a autorização e renovação do reconhecimento dos cursos de graduação em Jornalismo.

O documento deve ser divulgado ainda este mês pela Secretaria de Ensino Superior (SESu/MEC) e passa a valer já em 2001. Os novos critérios valorizam ainda a adequação do docente à disciplina e não apenas a titulação. ‘Um mestre ou doutor é mais valorizado quanto mais ele se aproxima das disciplinas práticas’, diz Victor Gentilli, membro da comissão.

Regime de Trabalho, Plano de Carreira e políticas de aperfeiçoamento, qualificação e atualização do corpo docente também somam pontos para as instituições.

Gentilli acredita que a reformulação vai estimular uma reforma curricular e acabar com a ‘esquizofrenia’ do ensino de Jornalismo no País. ‘As aulas teóricas são de Comunicação Social e as práticas de Jornalismo’, afirma. ‘É preciso discutir também a prática’.

Para os pedidos de autorização, têm mais chances os cursos que oferecerem disciplinas práticas no primeiro ano e tiverem, como conseqüência, laboratórios (rádio, TV e fotografia).

‘Será muito difícil conseguir a autorização se nenhum laboratório estiver pronto no início do curso’, garante. Para Gentilli, com os novos critérios, as escolas vão pensar duas vezes antes de entrar com um pedido de autorização de curso de Jornalismo.’"


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