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ÚLTIMA HORA – Atualizado em 12/12/2000

 

ASPAS

WEB JORNALISMO
Simone Biehler Mateos

"Seminário discute a confiabilidade das informações que circulam pela rede", copyright O Estado de S. Paulo, 5/12/00

"A confiabilidade das informações veiculadas pela Internet foi uma das questões debatidas ontem durante o seminário O Impacto das Novas Tecnologias no Jornalismo, promovido pela InterNews e Petrobrás. Pedro Armendares, diretor do Centro de Jornalismo Investigativo no México, chamou a atenção para o fato de o dono de um dos sites informativos mais consultados pelos americanos (Matt Drudge) ter admitido que põe no ar informações com 80% de certeza de sua veracidade. ‘Isso é grave, porque tenho visto jornalistas se esquecerem de duvidar das fontes e confrontar versões só porque encontraram a informação na Internet’, advertiu Armendares.

Por isso, foi destacada a importância da credibilidade da marca jornalística. Matinas Suzuki, vice-presidente de conteúdo do portal iG, lembrou o pioneirismo do Grupo Estado, que saiu na frente com a notícia em tempo real na Internet. ‘O fato de o Estado liderar hoje esse mercado é muito positivo porque é uma referência de qualidade e prestígio que estimula a competir por cima’, disse, lembrando que com apenas três anos de experiência o iG encontra-se já em segundo lugar.

Rodrigo Mesquita, diretor da Agência Estado, lembrou que o prestígio da marca fez o site de últimas notícias da agência conquistar, antes do portal e sem nenhuma publicidade, 25 milhões de leitores. Segundo ele, a amplitude de possibilidades da Internet impõe ‘fechar o foco’, como fez a Agência Estado, que se tornou lucrativa especializando-se em captar e vender informações para setores econômicos específicos, assim como no desenvolvimento de softwares e aplicativos para facilitar o acesso a esse mercado."



Cristina Charão

"Especialistas debatem edição de notícia on-line", copyright O Estado de S. Paulo, 5/12/00

"Tida como a grande vantagem da Internet sobre outros veículos, a interatividade pode acabar se tornando um entrave editorial para jornais eletrônicos. A edição do conteúdo de sites seguindo apenas a vontade expressa pelos internautas foi apontada pelo professor da Universidade de Nova York Mitchel Stephens como uma tentação comum entre os jornalistas e um perigo para a qualidade da informação.

‘É assustador pensar nos editores trabalhando com base apenas na opinião da audiência’, afirmou Stephens, no segundo e último dia de debates do seminário internacional O Impacto das Novas Tecnologias no Jornalismo, promovido pela Petrobrás. Segundo o professor, é preciso quebrar a distância entre o público e os jornalistas sem deixar de ter critério editorial.

Mesmo concordando com Stephens, o diretor do Departamento de Jornalismo da Emerson College de Boston, Jerry Lanson, chamou a atenção para as possibilidades da interação com usuários para ajudar na apuração e criação de pautas. ‘Alguns comentários podem iniciar uma nova série de reportagens’, exemplificou. O diretor-executivo do portal de esportes Lancenet!, Afonso Cunha, lembrou ser necessário critério para lidar com a interatividade.

‘Aquilo que é tecnicamente possível não é necessariamente desejável’, afirmou."



Jesuan Xavier

"Professor não vê linguagem própria na mídia virtual", copyright Jornal do Brasil, 5/12/00

"‘Toda nova mídia é cópia de uma antiga.’ A afirmação foi feita ontem pelo professor da Universidade de Nova York, Mitchell Stephens, durante o seminário internacional O impacto das novas tecnologias no jornalismo. Segundo ele, o jornalismo virtual precisa ter sua própria linguagem para conseguir se sustentar. ‘Ainda é muito cedo para dizer que o jornalismo na internet é pior ou não do que o impresso, mas o certo é que é precisa ter sua própria identidade.’

Na abertura do evento, o presidente da Petrobras, Philippe Reichstul, falou da relação da empresa com a imprensa. Ele ressaltou que a Petrobras conta com um banco de dados para consulta dos jornalistas. ‘Buscamos a transparência total de nossas atividades’, disse.

O seminário superou a expectativa dos organizadores: 2 mil pessoas se inscreveram para os debates, que terminam hoje.

O diretor do Centro de Jornalismo Investigativo do México, Pedro Henrique Armendares, disse que a mídia está tendo que lidar com um novo tipo de leitor, 'o investigador'. De acordo com ele, as pessoas já não se contentam com a informação de uma única fonte. 'Estamos convivendo com leitores pesquisadores, que têm acesso a diversas fontes e passam a investigar as informações por conta própria’, afirmou Armendares.

O diretor da abril.com, Wagner Barreira, não acredita que o jornalismo impresso esteja ameaçado pela multiplicação de sítios de notícias na internet. 'Os meios de informação são cumulativos. O rádio não terminou com a entrada da televisão e nem a internet vai acabar com o jornal’, exemplificou.

Matinas Suzuki, vice-presidente de Conteúdo do iG, contabilizou investimentos de US$ 16 milhões para a implantação do site. Ele disse que os sites de notícias reduziram seu tempo médio de atualização - no início de 12 minutos. Hoje, de acordo com Matinas, o iG tenta manter uma periodicidade de 45 segundos. ‘Ocupamos o segundo lugar de audiência’".




e-BOOK / STEPHEN KING
OESP

"Apesar da falta de leitores, Stephen King libera e-livro", copyright O Estado de S. Paulo, 5/12/00

"Depois de retirar da Internet o livro digital The Plant, que vendia por capítulos, o escritor americano Stephen King voltou atrás e decidiu liberar de graça os dois capítulos com os quais termina a primeira parte da obra, conforme informou ontem aos leitores via correio eletrônico.

Com o livro, King queria se livrar da intermediação dos editores. O autor se comprometera a levar adiante a iniciativa inédita, caso pelo menos 75% dos leitores pagassem o preço estabelecido (US$ 1 por capítulo), o que ocorreu nos três primeiros capítulos. Mas, no quarto, caiu para menos de 50%.

King anunciara, na quarta-feira, a suspensão do livro, mas ontem prometeu liberar até o dia 18 o sexto capítulo, resolvendo o destino de personagens, mas não revelando toda a trama. Prometeu um capítulo chocante, e aconselhou:

‘Aproveitem e fiquem tranqüilos, mas não muito, porque quando The Plant voltar, será novamente na base do pague e receba’, advertiu."




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