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ÚLTIMA HORA – Atualizado em 15/01/2001
ASPAS
BALANÇO
Aleksandar Mandic
"Novo milênio, velhos rumos", copyright iG.com (www.ig.com), 9/01//01
"Uma leitura rápida dos números negativos da chamada ‘nova economia’ dos EUA no ano 2000 é digamos... devastadora. Nada menos do que 210 empresas fecharam, sendo que 40% delas pediram falência no último trimestre do ano e só em dezembro foram 40, essas aí com um ‘preju’ de US$ 1,5 bilhão. Sem falar nas cerca de 15 mil pessoas desempregadas, o que não é brincadeira também.
Apenas em caráter ilustrativo, o Estado campeão em falências foi a Califórnia, com Massachusetts, New York e Washington (aquele do Bill) nas posições seguintes. Com relação às atividades, foram 109 sites de e-commerce e 60 de conteúdo, além de 41 de infraestrutura (provedores de acesso, hosting e de outros serviços do gênero).
Não era o que os analistas de bancos de investimentos estavam prevendo no início do ano, e por conta disso - até o Wall Street Journal deu - vários perderam seus empregos e foram cantar em outra freguesia. Há uma tese sobre essa sucessão de acontecimentos segundo a qual o entusiasmo da mídia contaminou os investidores em títulos, que por sua vez contaminaram os mercados, que contaminaram os valores nos IPOs, que contaminaram os grandes investidores privados, que contaminaram o empresariado, num círculo vicioso que agora gira perversamente ao contrário. No meio disso tudo, os analistas diziam amém.
Quer dizer que tudo estava errado? Claro que não. Tem gente que vai muito bem, obrigado - e até com ações em baixa na Nasdaq, mas operando e cumprindo direitinho o plano de negócios apresentado aos investidores. Nós, que estamos aqui alguns milhares de quilômetros abaixo do Equador, temos agora de ler cuidadosamente esses dados e tirar proveito disso: é uma informação que para os falidos custou milhões e milhões de dólares, e que nós estamos recebendo absolutamente de graça. Pouco mais de um ano atrás, quando a onda de investidores se voltou para a América Latina em busca de novas oportunidades para fazer crescer seu rico dinheirinho, essa era uma das vantagens apontadas: latino-americano erra menos porque já aprendeu com as bobagens cometidas no território do Tio Sam. Agora, podemos provar que isso é verdade.
Por mais que aqui no continente - e particularmente no Brasil - já se tenha provado que algumas coisas não dão certo (leia meu artigo http://www.ig.com.br/paginas/ig.com/colunistas/mandic/2000_12_18.html e tenha você a certeza de que muitas outras operações estão destinadas ao sucesso."
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