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ÚLTIMA HORA – Atualizado em 15/01/2001


ASPAS

MERCADO
Edson Porto e Heloísa Magalhães

"Meta da Globo.com é liderar em março", copyright Valor Econômico, 11/01/01

"Exatos 61 dias. Esse é o prazo que Juarez Queiroz, o novo diretor executivo da Globo.com tem para realizar uma proeza: tornar o portal das Organizações Globo o líder em audiência no país a partir de março. Queiroz, que deve deixar seu cargo de vice-presidente de Marketing na Telemar nos próximos dias, recebeu a incumbência da própria Marluce Dias da Silva, superintendente geral da Globo.

Não será fácil. Após 10 meses de vida - o portal foi lançado em março -, o Globo.com disputa a sexta posição de audiência, segundo o instituto de pesquisa Ibope eRatings. Esse desempenho, aliás, teria causado algum desconforto interno e decepção no grupo, embora a gestão de Luis Carlos Boucinhas, o executivo que está deixando a direção da companhia, não esteja sendo avaliada por isso.

Segundo várias fontes, Boucinhas foi escolhido como o homem que deveria implantar o portal, escolher corretamente a estratégia tecnológica e ajudá-lo a lançar ações na bolsa eletrônica de Nova York, a Nasdaq. Seu contrato era de um ano, encerrado em novembro, e o próprio executivo já teria demonstrado mais de uma vez a intenção de não permanecer na pontocom após sua fase de implantação. Sua saída foi definida em dezembro.

Boucinhas não lançou as ações, por conta da crise na Nasdaq, mas conseguiu um sócio de peso para o empreendimento, a Telecom Italia, e, mais importante, forrou seu caixa: em junho, os italianos pagaram US$ 810 milhões por 30% da companhia. Outra meta cumprida foi a de pessoas cadastradas: 1,2 milhão até o fim do ano passado. A frustração teria ficado apenas por conta do acesso.

Para mudar isso, Queiroz vai contar com uma série de armas - além de muito dinheiro - que já estão sendo usadas desde o final do ano passado. A principal aposta da Globo.com para atrair público é a criação de sites de famosos, como Xuxa e Roberto Carlos, ou aqueles nos quais identifiquem grande potencial. Apenas no site da Xuxa foram investidos R$ 5 milhões.

Além disso, a empresa coloca em prática ainda neste mês seu projeto de financiar, ao lado da Caixa Econômica Federal, pacotes de acesso à internet, que incluem dos computadores ao acesso propriamente dito. A intenção é atender até o final do primeiro semestre 300 cidades em todo o país. A meta final é prover acesso e vender computadores para 1 milhão de pessoas.

A publicidade da empresa também tem muito espaço para crescer. Ao longo de 2000, segundo fontes do mercado publicitário, o Globo.com investiu R$ 30 milhões. Concorrentes diretos, como Terra e UOL, investiram quase o dobro: estima-se que o primeiro tenha desembolsado perto de R$ 60 milhões e, o segundo, R$ 50 milhões.

Os levantamentos do instituto de pesquisa Media Metrix mostram que a estratégia de lançar sites populares já está dando certo. O portal foi o que mais cresceu em visitas de setembro até o final do ano, de acordo com suas pesquisas. A questão agora é saber se Queiroz será capaz de reproduzir, em menos de três meses, no mundo virtual o domínio da Globo na telinha da TV. (Colaborou Arnaldo Comin)"

 

Folha de S. Paulo

"The New York Times vende participação no site TheStreet por US$ 3,2 mi", copyright Folha de S. Paulo, 9/01//01

"O ‘The New York Times’ confirmou ontem a venda de 1,425 milhão de ações que possuía do provedor de notícias TheStreet por US$ 3,2 milhões, no dia 4 de janeiro.

A transação corresponde a quase toda a participação minoritária que a companhia tinha no site. O jornal recusou-se a divulgar o nome do comprador das ações.

Segundo a porta-voz da companhia, Catherine Mathis, o jornal havia encerrado a joint venture que tinha entre o TheStreet e a sua unidade on line em novembro, alegando que a empresa não via um interesse estratégico no provedor a longo prazo.

O anúncio ocorreu um dia depois que o gigante de mídia anunciou que cortaria 17% da força de trabalho de seu próprio site -tentativa de tornar a divisão mais rentável.

A companhia havia comprado a participação no TheStreet em fevereiro de 1999.

O ‘The New York Times’ ainda mantém 125 mil ações do TheStreet. Michael Golden, vice-presidente do jornal, faz parte do corpo administrativo do provedor."

 

Tony Marques

"Divisão digital do New York Times vai demitir", copyright O Globo, 8/01//01

"Má notícia em causa própria: o jornal ‘The New York Times’ informou ontem, na terceira página de seu caderno dedicado aos assuntos da cidade, que demitirá cerca de 70 funcionários de sua edição on-line. Sob o título ‘Empresa New York Times cortará empregos na unidade de Internet’, o jornal anuncia que, nos primeiros nove meses de 2000, a divisão teve prejuízo de US$ 46,2 milhões, contra US$ 17,8 milhões no mesmo período de 99. O corte atinge 17% dos 400 funcionários da edição digital do jornal e representa economia de US$ 6 milhões.

Esse é o segundo gigante das comunicações a fazer cortes no setor recentemente. Na semana passada, o grupo Murdoch anunciara a demissão de centenas de funcionários dos websites FoxNews.com, Fox Sports.com e Fox.com.

Sob anonimato, uma fonte do New York Times digital diz que, em novembro e dezembro de 2000, a empresa foi muito mal em termos de receita publicitária, o que está acontecendo na mídia americana de modo geral. A porta-voz do grupo, Catherine Mathis, não quis se pronunciar. Os cortes atingirão as áreas de notícias, programação, desenvolvimento de produtos e talvez cargos executivos.

A notícia diz que ‘os cortes estão vindo mais de sete meses após a aprovação pelos acionistas de uma oferta pública de uma nova classe de ações da Times Company, baseada nos ativos da New York Times Digital’. O registro das ações não chegou a ser feito."




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