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ÚLTIMA HORA – Atualizado em 15/01/2001
ASPAS
MERCADO
PanoramaBrasil
"Murdoch fecha divisão de mídia digital nos EUA", copyright PanoramaBrasil, 8/01//01
"O megaempresário do setor de comunicações Rupert Murdoch está fechando sua divisão on line nos Estados Unidos e cortando cerca de 200 empregos, num esforço para reduzir gastos. Essa decisão vai economizar ‘dezenas de milhões de dólares’, informou o porta-voz Andrew Butcher.
O grupo News Corp. vai transferir a produção dos três maiores websites de volta para as redes de televisão associadas, a Fox Broadcasting Company, Fox Sports Television Group e o Fox News Channel.
Isso significa que cerca de metade dos 450 postos de trabalho na News Digital Media, a divisão digital do grupo, será eliminada nos próximos seis meses, e os funcionários que escaparem do cortes serão remanejados para os sites das redes de televisão.
A News Digital Media foi criada em 1997, para fornecer conteúdo editorial para os sites da News Corp: Fox News.com, Fox Sports.com e Fox.com.
O grupo está interessado em reforçar seus negócios com a compra de metade da Fox Family Worldwide, de propriedade do magnata da programação para crianças Haim Saban, co-criador dos Power Rangers. Além disso, a News Corp., proprietária da Sky Global Networks, pretende comprar também a Direct TV, uma unidade da General Motors´ Hughes Electronics."
Luís Nassif
"@com e a depressão irracional", copyright Folha de S. Paulo, 6/01//01
"Como sempre ocorre em movimentos especulativos, à exuberância irracional segue-se a depressão irracional. No começo do ano passado, analistas de sistema, especialistas em bancos de dados, jovens designers eram disputados a peso de ouro pelo mercado. As empresas pontocom se multiplicavam, impulsionadas pelo dinheiro fácil que afluía do mercado financeiro para a nova corrida do ouro. Agora, o mercado inteiro trabalha com capacidade ociosa. Tanto agora como antes, os critérios de avaliação de projetos continuam generalizantes, superficiais e, não raras vezes, completamente falsos -apenas as direções são opostas. Antes se pensava no projeto sem prazo para alcançar o ponto de equilíbrio -uma ficção. Agora, quer-se o ponto de equilíbrio no primeiro ano. Projeto com esse perfil não precisa de investimento. No início do ano passado o slogan preferencial de valoração de projetos era o ‘número de page views’. Lembro uma conversa com um desses portais financeiros independentes que estão se desmanchando no ar. Ele possuía ‘page views’ porque o portal genérico fazia chamadas na home page remetendo leitores para lá. Mas qual sua capacidade de fidelizar a clientela? Qual seu plano estratégico para transformar os ‘page views’ em negócios? Qual sua capacidade de gerar ‘page views’ sem a ajuda do portal genérico? Não havia resposta para nada. Agora o slogan é que só é consistente o projeto que tenha paralelo com a velha economia. O que significa isso? Simplesmente que o projeto tem que ter um produto para ser vendido e clientes que se disponham a comprá-lo. É a isso que chamam de paralelo com a velha economia. Ora, esse é um princípio básico de negócio, em economia real ou virtual, velha ou nova. No entanto hoje em dia é apresentado como a última palavra em Internet simplesmente porque a especulação do ano passado prescindia de produtos a serem oferecidos. Bastava o tal do ‘page views’. Mas como é se se analisa uma nova tecnologia, revolucionária, permitindo inovações de toda ordem e se sentencia que só darão certo projetos que sejam cópias informatizadas da velha economia. Qual é? O mais bem-sucedido projeto do ano passado, o hPg surgiu remando contra a maré e trabalhando com algo só possível na nova economia: a montagem de sites personalizados de pessoas e empresas. A possibilidade de consultorias virtuais no atacado, a tecnologia asp, a orientação em tempo real para executivos e o leilão reverso remoto são atividades só possíveis na nova economia, com as novas tecnologias. Outro modismo foi buscar uma rapaziada nova, sem experiência de vida, sem amadurecimento, para tocar projetos grandiosos, conforme artigo recente do administrador Fernando Camargo Luiz para a Clickinvest. Essa estereotipação se deu em todos os níveis. Confundiram-se jovens brilhantes e fanáticos por computador com aqueles que eram apenas jovens fanáticos, especialistas de primeiro time em determinadas áreas com integrantes da terceira divisão. E passou-se a louvar a irresponsabilidade, o desligamento, o amadorismo como se fosse sinal de genialidade, e não simplesmente de amadorismo. Os analistas de primeiro time voltarão a ganhar dinheiro com a Internet porque sabem que cada projeto é um projeto. Os fazedores de slogans passarão, e o capital de risco voltará à Internet em bases mais sólidas."
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