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MEMÓRIA
ÚLTIMA HORA – Atualizado em 27/7/2000
ALOYSIO BIONDI (1936-2000)
O que todo jornalista deveria ser
Marcos Dantas
Foi com muita tristeza que li a nota informando a morte de Aloysio Biondi. Em sua homenagem, quero dar um testemunho pessoal.
Fui jornalista. E fui jornalista enquanto pude ser, com dignidade, um fiel discípulo de Aloysio Biondi.
Trabalhei com ele, no Jornal do Commercio, ali por volta de 1973-74. Época braba de ditadura. Época que, no imaginário de hoje, é tida e havida como de total censura e de total silêncio na imprensa. Pois naquele cenário de medo e quase nenhuma chance (aparente) de se escrever outra coisa que não fosse notícia oficial, naquele cenário, Aloysio ensinou-me duas lições básicas.
A primeira: o jornalista não pode se limitar a publicar o que dizem as chamadas fontes (em "on" ou em "off"), mas está obrigado a pesquisar, a es-tu-dar. Aloysio era um devorador de estatísticas. Estatísticas oficiais. Lia os relatórios do Banco Central, do IBGE, da Cacex, aquela monteira de tabelas e números que, em si, nada significam. E ele mostrava-nos que você não precisa ser "economista", não precisa ser "técnico", para cruzar dados, interpretar números, extrair das tabelas informações que os autores das tabelas pareciam querer nos ocultar. Sim, você precisa, sim, é não ser preguiçoso! Você precisa, sim, é não está disposto a aceitar a primeira explicação que lhe dão. Você precisa, sim, é querer ter um pouco mais de trabalho, na hora de escrever o seu texto, do que simples e facilmente transcrever as anotações das suas conversas do dia, com aspas ou sem aspas.
Era com base nos próprios números oficiais que Aloysio desmascarava as verdades oficiais, em plena ditadura, em plena era do reinado de Delfim Netto. Claro, você precisa, sobretudo, é ter coragem. Coragem, não para enfrentar ameaças e censura. Isto é fácil. Você precisa de coragem, é para não se corromper com as lantejoulas e purpurinas que a profissão de jornalista, tornando tão fácil o convívio com ricos e poderosos, tornando tão acessível os restaurantes caros e as viagens ao exterior, que essa profissão pode lhe fantasiar. Você precisa, sim, é de coragem para não trocar a verdade por tantas facilidades...
Esta foi a primeira lição. A segunda, muito mais importante (primeira, aliás, em ordem de importância), relaciona-se ao final, acima escrito. Aloysio defendia uma tese que pude constatar e reconfirmar muitas outras vezes. Em plena a ditadura, ele nos dizia: a pior censura é a autocensura dos editores. Ele definia como nossa meta, testar SEMPRE os limites da censura – não somente os da censura policial mas, sobretudo, os limites da censura dos patrões. Para ele, era proibido dizer-se, ou nos dizer, "não devemos publicar isto, ou aquilo, por que pode dar problema com o boss". Ao contrário: devemos publicar o que acharmos necessário publicar, devemos palmilhar, por assim dizer, "o terreno", avançar sempre na ousadia do noticiário e na "ofensa" aos interesses, até recebermos clara e explicitamente alguma poderosa "advertência". Esta "advertência", quando chegava, não chegava de forma delicada, ou como simples cartão amarelo. Vinha com toda a raiva e virulência de chefões e, sobretudo, chefetes, que, de repente, se davam conta que uma espécie de "guerrilha noticiosa" vinha sendo travada sob seus olhos e narizes...
Por isso, Aloysio e os que com ele trabalhavam eram uma espécie de ciganos da imprensa. Dificilmente seguíamos empregados por mais de um ano em um jornal qualquer. Mas era este mesmo o projeto: resistir, não apenas a uma ditadura militar, mas ao controle da informação pelos grandes donos da mídia. Se você quer ser jornalista de verdade, você precisa desdenhar o seu emprego, a segurança do salário ano após ano, o medo de enfrentar o mercado de trabalho. É a escolha: ser jornalista ou não passar de burocrata de redação. Este projeto, Aloysio jamais traiu, mas a grande maioria dos que com ele trabalhavam estão aí, hoje em dia, gordos e satisfeitos empregados nesta imprensa de m.... que, há muito tempo, deixou de dar a Aloysio Biondi o espaço, o respeito e o mérito a ele devido. Sabemos todos como foram duros os seus últimos anos.
Por isto fui jornalista. Na medida em que os outros envelheceram, eu preferi seguir fiel a mim mesmo e fui fazer outras coisas na vida. Fui ensinar às novas gerações o que este país já foi um dia. Um dia, mesmo sob a ditadura, que parecíamos estar mais empenhados no avanço da nossa sociedade do que na versão mais avançada de software...
Obrigado, Aloysio!
Crítica e otimismo
Roberto Goulart Menezes
O Brasil e todos aqueles que lutam por justiça social ficam desfalcados com a morte do companheiro Aloysio Biondi. Foi com espanto e tristeza que recebi a notícia. Tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente no ano passado, quando ele esteve no Cursinho da Poli [em São Paulo] para debater com os estudantes o seu livro o Brasil Privatizado. Naquela ocasião, ele possibilitou aos jovens uma visão otimista e crítica do nosso país. Em nenhum momento descambou, assim como em seus textos, para o simplismo e o populismo. Transmitiu a todos a necessidade de continuarmos a pensar e repensarmos o destino e os rumos da nação.
Fica a lição de vida e a luta que será levada adiante. Fica o testemunho de que é mais do que possível exercemos nossas profissões de forma ética e honesta, sem que para isso tenhamos que abrir mão da verdade.
Só temos a lamentar a sua partida.
ASPAS
Washington Novaes
"Aloysio Biondi, doutor em tudo", copyright Folha de S. Paulo, 22/7/00
"Com Aloysio Biondi , desaparece um tipo raro de jornalista -competente, experiente, apaixonado, detentor de um acervo impressionante de informações sobre o Brasil e principalmente sobre a sua economia. Ao mesmo tempo, extremamente pessoal, distante de ideologias, refratário a grupos, poderes, conveniências, meios-termos. Nada disso o prendia nem ditava sua conduta jornalística -seguia apenas sua consciência, ao preço que fosse.
Sempre foi assim. Conheci-o em 1956, quando fiz teste para revisor da Folha da Manhã, mãe desta Folha de S.Paulo. Estranho que pareça, ele era sub-chefe da Divisão de Sucursais, Correspondentes e Representantes, à qual a revisão era subordinada. E era ele quem supervisionava os testes.
Um mês depois, chamou-me par a trabalhar como redator de notícias do interior do Estado -uma pedreira, já que nos obrigava a tornar interessantes informações passadas em meia dúzia de linhas pelos correspondentes. Aloysio era rigorosíssimo, mandava reescrever muitas vezes a mesma notícia -que tinha de sair clara, elegante, impecável, sem gerúndios.
Embora muito moço -tinha pouco mais de 20 anos nessa época-, já era apontado como prodígio desde sua cidade de origem, São José do Rio Pardo (260 km ao norte de SP), onde assombrou uma banca julgadora com seus conhecimentos sobre Euclydes da Cunha e ‘Os Sertões’, na olimpíada literária que se realizava todos os anos em homenagem ao escritor, que viveu ali um tempo.
Na Folha também era considerado um prodígio. Mário Mazzei Guimarães, então redator-chefe, admirava-se com a qualidade dos editoriais que Aloysio produzia sobre temas do interior do Estado, revelando um conhecimento e maturidade que seriam sua marca pela vida afora.
Depois, correu mundo, muitas redações, voltou à Folha com Cláudio Abramo, mudou-se para o Rio, onde nos reencontramos, em uma das muitas vezes, na revista ‘Visão’. Saímos de lá por causa de um atrito com o jovem então ministro da Fazenda, Delfim Netto, a quem Aloysio, como editor de economia, criticava duramente pela política de abertura desregrada das importações e endividamento externo. Já então o país sofria com essas coisas, Aloysio não se conformava, enfurecia-se com cada número que descobria.
Fomos, juntos, fundar uma revista econômica –‘Fator’- que só durou três números, sufocada pelo Ato Institucional nº 5. Na capa do primeiro número, uma foto do ator Joel Barcellos com a boca entupida de dólares. Feroz, como o Aloysio, que a planejara.
Reencontramo-nos no ‘Correio da Manhã’, onde fizemos juntos o ‘Diretor Econômico’, um caderno diário, de muito êxito e vida breve, tais as resistências que levantou no governo e em outras áreas.
Aloysio voltou para São Paulo, onde fez um longo périplo por redações, ora como editor de economia, ora como diretor de Redação. Sempre com o mesmo estilo, a mesma flama.
Em uma de suas passagens por esta Folha, travou memorável polêmica com os chamados ‘economistas de esquerda’, inconformados porque em plena ditadura ele escrevia e teimava, fiel a suas informações e interpretações, que a economia brasileira estava se recuperando da crise do endividamento do início dos anos 80. Até de ‘louco’ foi chamado. E por escrito. O tempo provou que a razão estava com ele.
Teve duas passagens breves por Goiânia -outros reencontros, outras tentativas de enxergar o Brasil de outras formas, de outros ângulos, outras abrangências. Como teve outras passagens por outras redações paulistas. E por uma coluna semanal nesta Folha, que marcou época por sua coragem, independência, lucidez -apontando solitariamente desde o início, por exemplo, os erros que vão encalacrando o atual governo federal.
Seu testamento talvez seja o pequeno e formidável livro sobre as privatizações, em que, baseado no seu fantástico acervo pessoal de informações e na prodigiosa memória, dissecou os erros do processo, os favorecimentos inaceitáveis, os prejuízos para o país e para os cidadãos que, com seu esforço ao longo de décadas, construíram o patrimônio alienado.
A Fundação Cásper Líbero, onde ensinava jornalismo nos últimos tempos -para alegria de tantos jovens-, em boa hora lhe concedeu um título de doutor, pelo ‘notório saber’. Era, de fato, doutor em jornalismo, doutor em economia, doutor em Brasil, doutor em dignidade.
Fará uma falta enorme. Como jornalista. Como cidadão. Como pai. Como professor. Como amigo alegre que gostava de cantar nas noites boêmias. Muito raramente, até voltava ao piano da juventude, às vezes para acompanhar sua linda filha Beatriz, minha afilhada querida.
Acreditem ou não, eu lia jornal na manhã de ontem quando me assustei com um beija-flor perdido, que entrara de súbito e se debatia com os vidros da janela do meu escritório em Goiânia. Foi exatamente na hora em que o Aloysio morreu. Era ele, tenho certeza."
Luís Nassif
"A morte de um mestre", copyright Folha de S. Paulo, 22/7/00
"Morto ontem, de infarto, Aloysio Biondi foi o mais importante jornalista econômico brasileiro, desde que a imprensa descobriu o jornalismo econômico, em meados dos anos 60. Começou a atuar mais firmemente na imprensa nesse período, época em que o jornalismo econômico engatinhava. Na fase inicial, Biondi trouxe componentes técnicos, de análises de empresas e de conjuntura, aliados a um espírito altamente polêmico e a uma enorme capacidade de remar na contramão da maioria, que foi sua característica principal.
Nos anos 70 militou na imprensa nanica e desde então foi um fecundo formador de jornalistas. Em toda redação por que passava deixava discípulos.
Era um radical na defesa de suas idéias, em tudo o que o termo encerra de qualidades e defeitos. Em meados dos anos 80 Biondi atingiu o seu auge, como jornalista e analista.
No início do ano o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) havia detectado o movimento de recuperação da economia. A enorme recessão do início da década -após a moratória de 1982- chegava ao fim.
Quando a oposição chegava ao poder, em 1985, a economia estava em recuperação. Dos principais jornalistas de oposição nos anos 70, crítico implacável da política econômica de Delfim, Biondi resolveu apostar na intuição e defender com unhas e dentes a tese da recuperação. Foi o único jornalista a apostar todas as suas fichas nos estudos do BNDES.
Os críticos utilizavam os indicadores tradicionais da macroeconomia como se fossem dogmas cristãos, mas com objetivos claramente políticos; Biondi deixava a teoria de lado e focava na realidade. Muitas vezes forçou a barra para comprovar suas teses. Aliás, sempre foi um mestre no uso das ênfases em favor de suas teses. Mas por trás de tudo isso havia o uso criativo da intuição -algo que pode chocar os tecnicistas, mas que permitia uma visão de conjunto da economia fundamente calcado em sinais da realidade.
Nessa época, ele me passou uma lição inesquecível, aparentemente simples, mas que representava -pelo menos representou para mim- uma profunda mudança de paradigma na forma de analisar a economia. ‘A gente vai vendo notícias boas daqui e dali’, dizia ele, ‘aí as boas notícias começam a se avolumar. A economia é assim mesmo, é como uma bola descendo uma montanha cheia de neve. Quando ganha velocidade, vai aumentando, até provocar uma avalanche’. Vale para notícias boas ou ruins.
Ou seja, o resultado final da economia é a soma de um conjunto variado de fatores. Em vez de analisar cada fator por si, olhe o conjunto. Se não conseguir entender o conjunto, vá juntando cacos da realidade. Se muitos cacos indicarem que a economia está melhorando -ou piorando-, é porque ela está melhorando (ou piorando). Em vez de ficar teorizando e adaptando a realidade a sua teoria, constate primeiro qual é a realidade e só depois vá se preocupar com as explicações.
Biondi sempre foi um intuitivo brilhante, que abominava as teorias e não tinha muito respeito pelos números. Como todo radical, era capaz de sacadas exemplares ou então de rejeitar fatos e evidências que pudessem colocar sua tese em xeque. Manteve até o fim seu estilo de tomar partido.
Mas, com sua cabeça dura e seu coração enorme, ajudou não apenas o jornalismo econômico como toda uma geração de economistas a pensar a economia de uma forma sistêmica. Nesse sentido, foi de um pioneirismo exemplar."
Janio de Freitas
"Aloysio Biondi", copyright Folha de S. Paulo, 23/7/00
"A grande contribuição de Aloysio Biondi para o jornalismo só agora vai se mostrar, na plenitude, com a sua falta. A imensa contribuição de Aloysio Biondi para o país só será percebida na plenitude quando, e se, houver estudos históricos abrangentes, de meados de 60 para cá, das relações entre imprensa e poder, entre a propaganda oficialesca e a realidade econômica, entre governo e negócios.
Biondi não frequentava ministérios, bancos, gabinetes estatais, rodas de grandes empresários. E, no entanto, jamais um jornalista soube de modo tão completo quanto ele, e duvido que algum dia outro venha a saber, o sentido real, os pormenores e as consequências das decisões econômicas e monetárias, como dos grandes negócios envolvendo interesses governamentais ou sociais.
O dia-a-dia de Aloysio Biondi era uma ourivesaria sem fim, pinçando e estabelecendo a conexão, surpreendente e verdadeira, dos maiores e dos mínimos dados presentes nas seções de economia, nos boletins de serviços governamentais, nas estatísticas e nos balanços, de que era admirável analista. Sua memória incomum guardava tudo, mas seus leitores também podiam guardar: Biondi nunca sonegou uma informação que lhe parecesse devida ao leitor, nunca deformou para que não desagradasse o empresário influente, o poder governamental ou objetivos não-jornalísticos do seu empregador, se fosse o caso.
Não é à toa que Aloysio Biondi foi um tanto maldito, apesar do seu êxito como editor, como colunista, como articulista e repórter. Simples, tranquilo, bem-humorado, passou a vida de redação em redação. Em cada uma, formou, com a competência didática e a fraternidade incomuns, uma legião de jornalistas. Nos últimos tempos, essa sua qualidade foi descoberta pela renovada Faculdade Cásper Líbero de Jornalismo, que o incluiu no seu corpo docente e, neste ano, lhe outorgou o reconhecimento de Notório Saber.
A quantidade de farsas e negociatas que Aloysio Biondi desnudou não tem conta. Seu livrinho recente sobre as privatizações é e será sempre um trabalho de consulta obrigatória a respeito do período atual. Mas não sei quem foi mais excepcional, entre o jornalista e a pessoa Aloysio Biondi, se é que um dos dois foi mais excepcional do que o outro.
A coragem e a altivez com que Biondi aceitou as muitas adversidades são, em minha memória, um caso único. Sua vida foi de dificuldades contínuas, mas ninguém poderia ser mais generoso do que Aloysio Biondi. Nem de caráter mais límpido.
Cedo ao lugar-comum, nada pode agora ser mais verdadeiro e eloquente: Aloysio Biondi, uma perda irreparável."
Folha de S. Paulo
"Infarto mata o jornalista econômico Aloysio Biondi", copyright Folha de S. Paulo, 22/7/00
"O jornalista econômico Aloysio Biondi, 64, morreu ontem às 9h30, vítima de infarto agudo do miocárdio, aneurisma da aorta abdominal e complicações pós-operatórias. Ele havia sido internado no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, às 20h30 de quinta-feira, para uma cirurgia de emergência.
O corpo do jornalista, que ficará no velório do hospital até as 10h de hoje, será enterrado no cemitério da Paz, no Morumbi. Ele tinha três filhos.
Com 44 anos de profissão, Biondi ingressou na Folha em 1956, onde foi editor de Economia e manteve uma coluna entre novembro de 92 e junho de 99.
Foi diretor de redação do ‘Jornal do Comércio’ (RJ) e do ‘DCI -Diário Comércio & Indústria’ (SP). Também trabalhou nas revistas ‘Veja’ e ‘Visão’ e nos jornais ‘Gazeta Mercantil’ e ‘Correio da Manhã’, entre outras publicações.
Sempre foi conhecido por seus textos críticos sobre economia. Quando dirigiu o ‘Jornal do Comércio’, no Rio, nos anos 70, conseguiu realizar uma verdadeira revolução no conceito da cobertura econômica, atento à necessidade de se praticar um jornalismo crítico e indagativo.
A falta de subsídios aos pequenos produtores agrícolas e sua posição contrária à abertura econômica eram temas que apareciam constantemente nos seus trabalhos nos últimos anos.
Um de seus últimos artigos criticava a forma como foi ignorada a assinatura de um tratado no encontro do G-7 (que reúne as sete maiores economias do mundo), na Alemanha, em junho, rejeitando as políticas neoliberais. Em 1999, publicou o livro ‘Brasil Privatizado’, no qual faz um levantamento das privatizações no país, mostrando seu lado negativo.
A Fundação Cásper Líbero, onde lecionava jornalismo, lhe concedeu o título ‘Notório Saber’.
Atualmente, publicava seus textos nos jornais ‘Diário Popular’ e ‘Correio Braziliense’, nas revistas ‘Caros Amigos’, ‘Bundas’ e ‘Educação’ e no portal MyWeb."
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