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MONITOR DA IMPRENSA
ÚLTIMA HORA – Atualizado em 12/12/2000
IRÃ
Jornalista acusado de sionismo
O julgamento de uma figura de peso sobre uma reunião controversa do Irã, considerada anti-islâmica, avançou em direção à farsa, em 30 de novembro. O jornalista Akbar Ganji apareceu diante da Corte Revolucionária do Teerã, pela segunda vez, no julgamento sobre a conferência que proferiu a respeito do Irã em abril último, em Berlim, pela qual outras 17 pessoas também estão respondendo processo.
Segundo a Agence-France Press (30/11/00), Ganji disse que as autoridades empurraram ele e os outros à transgressão da lei, na medida que não os avisaram de que seus atos constituiriam um problema. "O sistema judiciário e o Ministério da Inteligência não avisaram de antemão que a conferência era proibida", Ganji disse ao juiz. "As Cortes não sabiam que a Fundação Heinrich Boell [organizadora da conferência] é sionista? Permitindo que fôssemos a Berlim, você nos encorajou a cometer uma ofensa."
Ganji defendeu-se e atacou o sistema por cerca de três horas. Ele é acusado de duplo apoio relacionado à visita do ministro do Exterior alemão Joschka Fischer ao Irã, no começo de 2000. O ministro é membro do Partido Verde da Alemanha, o qual é ligado à fundação Heinrich Boell. "As autoridades iranianas não convidaram uma figura conhecidamente sionista?", disse Ganji, a respeito da visita do ministro.
A conferência de Berlim causou uma tempestade entre conservadores do Irã devido a seu caráter crítico do regime. Ganji, que também enfrenta processos da Corte de Imprensa por causa de artigos que escreveu, pode ser acusado de "travar guerra contra Deus", acusação que pode levá-lo à sentença de morte.
MÉXICO
Comissão barra monopólio da Televisa
A Comissão Antitruste Mexicana reprimiu a tentativa da Televisa de comprar 27,8% do Grupo Acir Comunicações. O acordo teria criado o Grupo Acir-Radiopolis, companhia com 194 rádios somadas às 1.112 estações de TV da Televisa, o que significaria cobertura quase completa do território nacional. A comissão, segundo matéria de Graham Gori [The New York Times, 5/12/00], disse que a fusão expulsaria pequenos competidores do mercado de publicidade.
Há mais de dois meses, Emilio Azcárraga Jean, terceiro membro sucessivo da família Azcárraga a dirigir a Televisa, disse que a fusão planejada não teria problemas em receber permissão de autoridades governamentais.
Francisco Sánchez Ugarte, presidente da comissão, afirmou que, após rever todos os aspectos do caso, a comissão determinou que a nova companhia colocaria em risco a competitividade no México. De acordo com a Associated Press (4/12/00), a comissão estava especialmente preocupada com a possibilidade de a Televisa vender pacotes de anúncios para rádio e TV simultaneamente, colocando competidores em desvantagem.
Recentemente, a Televisa divulgou ataques contra o caráter de Sánchez, declarando que ele abusou de sua autoridade como maior regulador nacional para ajudar um membro da família com acordos em negócios. Sánchez, por sua vez, disse que a Televisa estava tentando intimidá-lo para prevenir uma decisão desfavorável aos planos de expansão da empresa.
Sánchez afirmou ainda que em um país que tenta fortalecer o poder da lei e dar maior autoridade a agências reguladoras, "o uso da mídia feito pela Televisa para atacar decisões pode forçar autoridades a não aplicar a lei como deveriam."
"A Televisa já domina a televisão e dominaria o rádio também", disse Manuel Sandoval, porta-voz da comissão. "Levará toda competição à falência, especialmente em rádio."
ALTA DOS PREÇOS
Papel de imprensa 8% mais caro
A Abitibi-Consolidated Inc., maior indústria de papel de imprensa dos Estados Unidos, planeja aumentar seus preços em 50 dólares por tonelada a partir de 1o de março – o quarto aumento desde o último outono norte-americano.
De acordo com matéria de Adam Geller [Associated Press, 4/12/00], a Bowater Inc., que junto com a Abitibi controla cerca de metade do mercado de papel de imprensa nos EUA e no Canadá, não comenta rumores de que estão agindo de forma similar.
Se o aumento de 8% ocorrer, o custo do papel passará de 610 para cerca de 660 dólares por tonelada.
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