ÚLTIMA HORA – Atualizado em 15/01/2001


VASCO & EURICÃO
Descaso do Clube dos Treze

Como jornalista recém-formado e apaixonado por esporte, fico igualmente decepcionado com o ocorrido em São Januário, resultado da desorganização do nosso futebol. Concordo que a culpa não é só do Eurico Miranda. O descaso do Clube dos Treze e do stjd (manifesto aqui a tese de que o estádio estava superlotado sim, entre outras irregularidades), e a própria torcida, que originou toda a confusão, também merecem a culpa. Perdoem-me se estiver enganado, mas nenhum órgão de imprensa falou da ausência de policiamento rigoroso no estádio. É também uma irregularidade, da qual o clube também deveria ser culpado. Como torcedor, gostaria, como a maioria da população, que o São Caetano erguesse a taça como legítimo campeão. Mas é preciso que a imprensa separe o coração da cabeça. O São Caetano merece ser campeão sim, mas de acordo com o regulamento.

Alexandre Salvador

 

O bode expiatório

Concordo com as opiniões de Luiz Antonio Magalhães. Também não acredito na "tragédia grega" diariamente encenada pela imprensa em geral e que, no caso em questão, escolheu Eurico Miranda para bode expiatório, pressupondo que: com o sacrifício do cartola vascaíno se purgaria o futebol brasileiro de todas as tramóias e falcatruas. Fala-se da falta de ética do presidente eleito do Vasco e esquece-se que mais antiética ainda é a lei que permite que ele faça o que faz.

Maurício Galvão - estudante de letras vernáculas

 

Pico do iceberg

O texto sobre Eurico Miranda (A culpa foi só dele?) está excelente e o tema deveria ser abordado pelos principais veículos de forma mais aprofundada e crítica, o que não têm acontecido. Somente os "picos dos icebergs" têm aparecido de forma mais nítida, podendo levar o leitor mais desatento a uma opinião calcada em informações superficiais.

Cesar Esteves, Campo Grande, MS

 

Soares Calçada: menos culpado

Concordo plenamente com todo o texto, inclusive de que o atual presidente do Vasco, Soares Calçada, também tem culpa. Porém, no caso do jogo específico, talvez não, pois além de vice-presidente do Vasco, Eurico é Diretor de Futebol. E todos nós sabemos que a função de vice é praticamente nenhuma, caso este não seja nomeado pelo presidente para algum outro cargo. Portanto, como gerente de futebol Eurico tem muito mais responsabilidade do que Calçada, pois este tem outros esportes, além da questão social do clube, para administrar.

João Augusto Siqueira Geraldini

 

Santo Eurico?

Só falta agora o jornalista dizer que o Sr. Eurico Miranda é um santo. Realmente, ele é um santo, o popular "Santoanais", pois é o que existe de pior para o futebol. Enquanto isso a imprensa do Rio de Janeiro fica bajulando esse senhor. Se fosse um país de primeiro mundo, com certeza esse torneio iria para o São Caetano. Dizer que o Vasco não teve culpa é brincadeira infantil.

Marcos A. Cardoso Santos

 

Acidente manipulado

Fica evidente a forma covarde como o acidente foi manipulado. Todas as emissoras de televisão apresentam apenas o momento em que Eurico Miranda solicita a "limpeza" do gramado. Quantas vezes estas mesmas emissoras mostraram a determinação dada por ele para que em primeiro lugar fosse feito o atendimento aos feridos? Quanto tempo após o incidente foi solicitada a retirada dos que ocupavam o gramado? Havia ainda feridos graves no gramado aguardando socorro?

Sergio Luis dos Santos

 

A culpa foi da Globo

Achei excelente o artigo de Luiz Antonio Magalhães. Gostaria de apreciar a coragem do jornalista em artigo sobre a edição da fita de vídeo sobre o incidente em São Januário (entre mortos e feridos, salvaram-se todos) e exibida pela rede Globo, denunciada na Câmara dos Deputados. Também sobre a apuração de pequeno acidente no Projac, onde apenas 50 feridos e sete em estado muito grave (mas devem se recuperar logo!!!!). E tem mais: os jornais de sábado anunciaram que o Corpo de Bombeiros só foi avisado 29 minutos depois. Leio que a Rede Globo, revendo suas filmagens, detectou que o incêndio começou muito tempo depois. É mole? E a fita de vídeo do incêndio divulgada no Jornal Nacional? O que havia no áudio que não poderíamos ouvir? O que o jornalista acha de uma CPI para as Organizações Globo? Tenho certeza que estes temas darão um grande impulso na sua coragem.

Abílio Jr., de Niterói (RJ)

Resposta do editor-assistente Luiz Antonio Magalhães: Pelos motivos levantados pelo senhor Abílio Jr., infelizmente a CPI da Globo é inimaginável. Durante o jogo entre Vasco e São Caetano, a emissora se comportou bem. Mostrou várias vezes o momento do acidente – o locutor Galvão Bueno foi até ironizado por ter pedido insistentemente que "o lance" fosse repetido – e acompanhou o desenrolar dos acontecimentos até o final, inclusive criticando a postura de Eurico Miranda no gramado.

No caso do Projac, até o fechamento desta edição (domingo, 14/01) os órgãos jornalísticos das Organizações Globo também apresentaram bom comportamento, a começar pelo fato de que noticiaram os acontecimentos. Da gravidade do estado de saúde dos feridos ao estágio das investigações sobre as causas do incêndio, passando pela visita às vítimas realizada pelo juiz Siro Darlan – certamente uma personalidade não muito querida no Jardim Botânico –, o público que sintonizado na Globo teve acesso a todas as informações relevantes sobre o caso. (LAM)

 

CENSURA NO UOL?
Atitude que se justifica

Escrevo para desmentir a mensagem mentirosa de Eduardo Paiva, publicada na seção de cartas da edição de 8 de janeiro ("Defesa das privatizações gera exclusão do grupo de discussão"). Nunca vi o UOL censurar mensagens por causa de seu conteúdo, e freqüento os fóruns há muitos anos. Não têm qualquer procedência as alegações de que seriam suas posições em defesa do neoliberalismo a causa de sua exclusão do newsgroup.

É verdade que Eduardo Paiva defende (com argumentos ralos e desinformados) tudo que se refira à globalização, à política de Pedro Malan e à entrega do mercado brasileiro às multinacionais. Isso incomoda, mas é normal, tanto que a grande maioria dos participantes do grupo têm posições semelhantes (os "esquerdistas" saíram, pela inutilidade de conversar com pessoas desse tipo). O problema é que Eduardo Paiva é contumaz em ofender a honra das pessoas que dele divergem. Ele talvez não seja o mais violento, nem o mais burro, mas com certeza é dos mais persistentes em usar insultos e palavras de baixo calão para outros usuários. A atitude do UOL se justifica apenas por esse motivo. Esse comportamento é execrado em qualquer fórum virtual que se preze.

Marcus Pessoa de Araújo

 

BRONCA DE CAETANO
Parabéns a Evaldo Mocarzel

Fazia falta um artigo como o de Evaldo Mocarzel, preciso sobre o tema, escrito por quem, à semelhança dele, pode contemplar a questão dos cadernos culturais a partir de mirante privilegiado: é editor de um dos melhores do país, o Caderno 2, de O Estado de São Paulo.

Deonísio da Silva, São Carlos

 

MÁRIO COVAS
A Folha e a morte com hora marcada

Depois veio a senhora Folha de São Paulo com a íntegra dos desjeitos de um Covas dopado por remédios. Frases mal raciocinadas ganharam ares de demência, com direito a página inteira de uma reportagem numa dedicação ao assunto que até o mais desatento dos leitores até hoje procura uma explicação. Fica a dúvida se o corpo editorial da Folha esperava um comportamento diferente de uma pessoa que, à parte a idade, estava excessivamente dopada pelos medicamentos. Assim está Covas na imprensa hoje, enclausurado na UTI imaginária e legado à morte mais conveniente possível. Numa - Deus nos livre - morte repentina do governador de São Paulo, muitos editores chorarão. De lamentação pelo fato de a morte ter chegado antes da hora marcada.

Cláudio Messias, repórter Especial do jornal Voz da Terra de Assis, SP



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