ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 564 - 17/11/2009
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Venda avulsa de jornalões brasileiros cai a índices surpreendentes
Postado por Carlos Castilho em 17/11/2009 às 12:42:18 PM
 
 

Fala-se muito na crise das publicações impressas, como jornais e revistas, mas quando se analisa os dados reais percebe-se que a situação é muito mais grave do que imaginamos e que a busca por novos modelos de negócios é ainda mais urgente do que se previa.

 

Quando você descobre que a Folha de S.Paulo, considerada um dos três mais influentes jornais do país, vendeu em média 21.849 exemplares diários em bancas em todo o território nacional entre janeiro e setembro de 2009, é possível constatar a abissal queda de circulação na chamada grande imprensa brasileira. Em outubro de 1996, a venda avulsa de uma edição dominical da Folha chegava a 489 mil exemplares.

 

Segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC) a Folha é o vigésimo quarto jornal em venda avulsa na lista dos 97 jornais auditados pelo instituto, atrás do Estado de S.Paulo, em 19o lugar e O Globo, em 15o lugar. Somados os três mais influentes jornais brasileiros têm uma venda avulsa de quase 96 mil exemplares diários, o que corresponde a magros 4,45% dos 2.153.891 jornais vendidos diariamente em banca nos primeiros nove meses de 2009.

 

São números muito pequenos comparados ao prestígio dos três jornalões, responsáveis por boa parte da agenda pública nacional. Globo, Folha e Estado compensam sua baixa venda avulsa com um considerável número de assinantes, o que configura a seguinte situação: os três jornais dependem mais do que nunca das classes A e B, que são maioria absoluta entre os assinantes, já que a população de menor renda é a principal cliente nas compras avulsas em bancas.

 

Esta constatação não é nova, mas ela aponta um dilema crucial: as classes A e B são aquelas onde a penetração informativa da internet é mais intensa. Nesta conjuntura, o futuro de O Globo, Estado e Folha depende umbilicalmente das classes média e alta, o que levou a uma disputa acirrada para saber qual deles interpreta melhor a ideologia destes segmentos sociais.

 

O atual perfil da imprensa brasileira mostra que os três grandes jornais nacionais agarram-se à classe média para manter assinantes e influenciar na agenda política do país, mesmo com tiragens reduzidíssimas, correspondentes a menos de 5% da média da venda avulsa nacional.

 

Nos últimos nove meses houve uma pequena recuperação nos índices de venda avulsa do Globo, Estado e Folha em 2009. O IVC registrou um crescimento de 5,5 % em relação aos quatro últimos meses do ano passado. É um aumento bem acima da média dos 97 jornais auditados pelo IVC, cuja venda avulsa diária total subiu insignificantes 0,27% no mesmo período. Mas a recuperação tem que ser vista num contexto de patamares muito baixos e que não garantem a rentabilidade futura dos jornais.

 

Em compensação os jornais locais e populares ocupam um espaço cada vez maior na mídia nacional. Dos dez jornais com maior venda avulsa, segundo dados do IVC, nove são claramente populares, voltados para as classes C e D. Destes, dois são de Minas Gerais, um do Rio Grande do Sul, cinco do Rio e dois de São Paulo.  Somados eles chegam a uma venda avulsa diária média de 1.401.054 exemplares, ou seja 64,5% de todos os jornais auditados entre janeiro e setembro do ano passado.

 

O jornal Super Notícia, de Belo Horizonte,  vende em bancas, em média, 290.047 exemplares (13,47% de todos os jornais auditados pelo IVC) - o que corresponde a cerca de 13,2 vezes a circulação avulsa da Folha de S.Paulo, em todo o país. Números que indicam uma clara tendência do mercado da venda avulsa de jornais no sentido das publicações populares, regionais, com apelo sensacionalista.

 

Isto também significa que os grandes jornais, tradicionais vitrines da agenda nacional, dependem, hoje, mais do prestígio herdado do passado do que do fluxo de caixa. A sua principal matéria prima, a notícia, perdeu valor de mercado em favor da opinião. Um prestígio que ainda alimenta uma receita publicitária compensadora, principalmente no setor imobiliário, de supermercados e revendas de automóveis, mas cujos dias também estão contados porque a migração destes segmentos para a internet é cada vez maior.

 

O conglomerado Globo aposta cada vez mais nos jornais populares regionais e segmentados - como o Extra, no Rio. Talvez busque inspiração no caso do Lance!, um jornal esportivo que vende, na média diária, 124 mil exemplares em bancas e jornaleiros. No sul, o grupo RBS aposta no Diário Gaúcho, o terceiro em vendas avulsas no ranking nacional do IVC e 8,4 vezes maior do que a do carro chefe do conglomerado, o jornal Zero Hora.

Comentários (58)
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Ney José  Pereira, Contador (São Paulo/SP)
Enviado em 20/11/2009 às 8:53:04 PM

O nome do representante-mor da "rataiada" da privatização é Luiz Carlos Mendonça de Barros. Ele é "colunista" folháctico. E que fim levou o tal "procurador" Luiz Francisco?. Tem gente que acha que o tal Luiz Francisco é "jesuíta", mas, eu o acahva um "franciscano"!. Nada "insinuei" contra o tal Paulo Henrique Amorim. Apenas fiz afirmações!. Nem sabia que existem "amorinistas"!. E não inverti nada. O PIG do B -Partido da Imprensa Governista do Brasil e o PIBE ao B -Partido Internacional da Bajulação Econômica ao Brasil- não é uma "criação" minha!. Eles existem!. Mas, eles são "grosseiros". Por mim esse tal Paulo Henrique Amorim pode ter o melhor currículo do PIG do B. E ainda bem que o sarcasmo não é pecado, hein!. Pois, se o sarcasmo fosse [pecado] o tal Paulo Henrique Amorim teria de dar um dízimo ao procurador de Jesus o tal "bispo" Edir Macedo para ser perdoado. Sim, a ficha da companheira Dilma é falsa. Mas, a companheira Dilma foi, sim, terrorista!. Aliás, por falar na companheira Dilma Rousseff já está na hora dela se adaptar à democracia!. Essas louvaminhas a certos jornalistas (principalmente os do PIG do B) são bem mais deletérias do que às lulações ao companheiro Lula!. Abaixo as louvaminhices pigáticas do B!. Aliás, abaixo quaisquer louvaminhices!. Observação: A Associação das Jornalistas de Brasília precisa urgentemente de um "código de ética", né!. Quanta sedução!.
Ibsen  Marques, Técnico em Eletrônica (Caçapava/SP)
Enviado em 20/11/2009 às 3:02:54 PM

Cadê o meu post? A comunicação via internet tem dessas; às vezes perdemos um tempo tentando elaborar um comentário que consiga, nas poucas linhas disponíveis, condensar o todo de um pensamento mais coerente, quando de repente você tem seu comentário enviado e no dia seguinte nota que sequer foi publicado. Como a publicação no código aberto não sofre censura, não há como não acreditar que foi uma daquelas falhas inexplicáveis da Internet. A pesar de conhecermos a tecnolgia básica que lhe organiza, sempre resta aquela idéia de que smepre há algum milagre em seu bom ou mau funcionamento. Que irritante!!!!!
eduardo  salina, engenheiro (são paulo/SP)
Enviado em 20/11/2009 às 1:38:30 PM

Ah, e um adendo; se você encontrar na rua o Luis Eduardo Mendonça de Barros mande-lhe um abraço e diga-lhe que ele anda muito sumido.
eduardo  salina, engenheiro (são paulo/SP)
Enviado em 20/11/2009 às 1:34:12 PM

Opa,Marcelo,desculpe pelo companheiro,já que você é um ser não engajado.Mas pelas respostas que você me dá,posso perceber claramente que você não entendeu nada do que eu disse, não conhece minimamente nada sobre os fatos que eu citei, tanto que misturou Mendonça de Barros com Luiz Francisco.Então vamos nos despedir cordialmente porque não pretendo gastar meu latim com alguém que sofre de dissonância cognitiva.
Marcio  flizikowski, Professor (Curitibia/PR)
Enviado em 20/11/2009 às 1:23:00 PM

O artigo traz uma série de informações, mas que infelizmente são incapazes de realmente permitir dizer que os veículos impressos estão em crise (e olha que eu realmente acredito que existe uma crise de circulação e qualidade nos veículos impressos). Algums hipóteses podem ser levantadas somente com os dados apresentados. 1 - Houve uma que da circulação das edições vendidas em banca. Certo. Mas é fácil acreditar que um dos fatores que levaram a essa queda foi a migração do comprador do jornal em banca para o assinante. Existe um forte indício apontando para esse caminho, uma vez que houve aumento do poder aquisitivo da população. 2 Outro fator a ser considerado refere-se a questão da crise econômica. O alardemaneto da crise pelos próprios jornais levou a uma potencial retração dos consumidores que certamente influencio na aquisição dos jornais em banca.
Marcelo  Ramos, Publicitario (Brasilia/DF)
Enviado em 20/11/2009 às 10:20:04 AM

Engraçado, já fui chamado de "companheiro" diversas vezes, por causa de minhas posições, embora não seja petista nem governista. Mas eu gostaria de apontar a dubiedade moral do Eduardo Salina, ao fazer perguntas das quais sabe a resposta. Mas vamos lá, respondo a você. Salinão, você é cara de pau o suficiente pra sustentar que a filha do Lula foi "descoberta" só no último debate do 2º turno das eleições de 89? E o PIG apoiou o Collor, vide entrevista recente no Estadão, qual a novidade disso, você está com falta de argumentos mais caras-de-pau? Ou na medida que o PIG é desnudado você fica sem argumentos mais convincentes?Você está misturando as coisas, o Luis Eduardo Mendonça de Barros é que "reclamava" da perseguição do procurador. Conheci esse procurador, ele parecia um padre Jesuíta. E você esqueceu de uma, ou melhor de muitas. Hoje, depois de muitas evidências de que o PIG mente, manipula e distorce, e depois de a circulação dos jornais continuarem caindo, você acha que é preciso provar que o PIG mente e manipula? Acorda cumpadre. Você acha que vou gastar meu português com pessoas que sabem o que está acontecendo mas preferem fazer como o PIG, tentar manipular e distorcer até o fim?
Alexandre  Pastre Gonçalves, contabilista (Andradas/MG)
Enviado em 20/11/2009 às 8:45:23 AM

Ana Lucia, o artigo é sobre vendas avulsas, mas, realmente, talvez grande parte do público do jornal tenha migrado para a assinatura. Uma pesquisa de 2007 fez um retrato dos leitores da Folha: "68 têm nível superior (no país, só 11 passaram pela universidade) e 90 pertencem às classes A e B (contra 18 dos brasileiros)" - http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=459ASP002
Alexandre  Pastre Gonçalves, contabilista (Andradas/MG)
Enviado em 20/11/2009 às 8:33:01 AM

Márcia, os próprios jornais devem tentar responder a essas questões. Não é difícil imaginar que todos esses fatores colaboram, alguns mais, dependendo de cada veículo. O Estadão sempre ilustra as capas dominicais com "artistas" globais, a exemplo do Super que sempre coloca alguma mulher "bonita" para chamar a atenção dos leitores. Para conquistar outros públicos, os jornalões devem tentar fazer parte de outras realidades. O Super custa R$ 0,25 (giro alto, margem pequena) e as notícias são bem concisas, então não é somente o apelo sensacionalista a grande sacada do veículo.
Ana Lucia  Yan, a (a/AC)
Enviado em 20/11/2009 às 1:36:22 AM

falar em "abissal queda de circulação" sem nem sequer citar o número de assinantes é má fé, que a venda caiu todo mundo sabe, mas os assinantes mudam todo esse cenário. a folha é o jornal que mais vende no brasil --com assinantes--, e só depois vem o super notícia. caiu a venda em bancas, aumentou proporcionalmente as assinatutas. qualquer um que entenda de mercado sabe disso. quem afinal observa o que o observatório escreve?
Márcia  Pimentel, Jornalista (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 20/11/2009 às 1:21:23 AM

Perguntou-se porque o leitor não compra os chamados jornalões? Há de se saber o motivo: preço? informação desinteressante? linguagem supostamente pouco atraente? ou o que? Sem saber o motivo pelo qual o leitor não compra os jornalões fica difícil debater.
eduardo  salina, engenheiro (são paulo/SP)
Enviado em 20/11/2009 às 1:15:47 AM

Não se preocupe,caro advogado Prado.Ainda tem alguns países por aí onde a imprensa é estatal e só saem notícias a favor do partido que está no poder (mesmo porque não há outro). Nem por isso eles morreram de tédio.Os norte-coreanos,por exemplo, são felizes e estão sempre risonhos.Os cubanos também.É muito difícil encontrar papel higienico por menos de 20 centavos de peso cubano,preço (subsidiado) do Granma.O único problema desses países,é que lá os advogados são tão inúteis quanto as notícias que seus jornais publicam.
Luciano  Prado, advogado (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 20/11/2009 às 12:55:37 AM

Já estou começando a ficar entediado só de pensar em um mundo sem o PIG. De quem vamos tirar sarro? As eleições vão ficar entediantes sem os escândalos e dossiês falsos. Não vamos mais poder desenvolver nossas teses sobre, por exemplo, os siameses Folha e Serra. Vai ficar sem graça a discussão sobre a ditabranda. O Arthur Virgílio e o Álvaro Dias não vão mais poder fazer denúncias vazias com base em recortes de jornais e nós não vamos mais poder desmascará-los. Acaba o jogo de mão dupla entre oposição e os jornalões. Ah, mas ainda vão restar os William’s Bonner e Waack para honrar o PIG.
Alexandre  Pastre Gonçalves, contabilista (Andradas/MG)
Enviado em 19/11/2009 às 11:37:55 PM

Ótimo texto e que mostra claramente um cenário preocupante. A Folha de S.Paulo é mais plural que a tríade de jornalões e não merecia situação tão incômoda. Entretanto, creio que as assinaturas on-line do jornal, bem mais baratas, também sejam responsáveis por parte da baixa vendagem de exemplares avulsos. Em relação ao Super, já tive o acesso bloqueado ao site do jornal em consequência do limite excedido de leitores on-line. Ou as classes C e D, além de demais fatias do público, também fazem uso da internet para a leitura do jornal ou a mensagem é um convite para a banca.
Luiz  Serenini, Professor (Goiânia/GO)
Enviado em 19/11/2009 às 10:50:18 PM

Eduardo, obrigado pelo debate. A lamentar apenas o fato inesperado de, até aqui, verificar a tentativa de polarização entre os uns e os outros. Como o observatório é da imprensa, minha intenção era apenas a de estranhar a censura que ela mesmo se autoimpôs há tanto tempo por quem tanto vocifera contra qualquer limitação que lhe seja imposta, independentemente de cores, partidos ou alfabetos. Esqueça Lula, Fhc ou quem quer que seja e pense no que move todo um sistema midiático a esta situação.
eduardo  salina, engenheiro (sao paulo/SP)
Enviado em 19/11/2009 às 10:38:49 PM

Lembre-se,caro professor, que a mesma imprensa manteve o mesmo silêncio sobre o caso da filha do Lula, talvez pelo mesmo motivo; a absoluta irrelevância do fato.
Luiz  Serenini, Professor (Goiânia/GO)
Enviado em 19/11/2009 às 10:30:06 PM

Eduardo. De fato não há relevância em relação à coisa pública, mas há muita no que refere-se ao tratamento que a mídia dá a uns e outros. Não parece estranho, nestes tempos de escândalos e espetáculos, que todos - absolutamente todos os veículos - tenham adotado tamanho silêncio, inclusive não repercutindo uma isolada tentativa de tocar no assunto, na revista Caros Amigos? Será que já estamos tão domesticados ao ponto de enxergar apenas a questão do filho fora do casamento?
eduardo  salina, engenheiro (sao paulo/SP)
Enviado em 19/11/2009 às 10:28:10 PM

Companheiro Marcelo,me responda: o PIG era PIG quando silenciou anos a fio sobre a filha do Lula ? O PIG era o PIG quando ajudou o PT a derrubar Collor ? O PIG era PIG quando derrubou Luiz Carlos Mendonça de Barros do Ministério das Comunicações? O PIG era o PIG quando publicava todas as denúncias mentirosas do promotor Luiz Francisco contra o então governo de Fernando Henrique? O PIG era o PIG quando criou o mito do líder metalúrgico que queria mudar o País?
Marcelo  Ramos, Publicitario (Brasilia/DF)
Enviado em 19/11/2009 às 8:49:24 PM

Iiih, começou a viagem. S,r Ney, independente do estilo sarcástico do PHA, e independente de suas insinuações, o cara tem um currículo como poucos no Brasil. Já trabalhou em todas as grandes redes. Mas essa de PIG do B é uma criação sua que não tem nada que ver com a realidade. Antigamente, quando se falava em manipulação da mídia, muitas pessoas chamavam de teoria da conspiração. Os fatos, que incluem o "desaparecimento" do filho bastardo de FHC, demonstram que a teoria corresponde à realidade. Grupos de mídia tentam sim, interferir na agenda política. E a esse movimento difuso desses grupos, PHA cunhou de PIG. Mas é uma inversão grosseira chamar de PIG governista. É como querer provar que Dilma é terrorista e apresentar uma ficha falsa. Entendeu? Não é difícil.
eduardo  salina, engenheiro (são paulo/SP)
Enviado em 19/11/2009 às 8:28:02 PM

Ora,professor Serenini, faltou apenas um Collor para contar que o FHC tinha um filho fora do casamento, como fez com o Lula,lembra? Antes do Collor qual foi o jornal que falou sobre a filha do Lula? E que jornal francês falou sobre a filha do Mitterand? E que importância tem para a gestão dos negócios públicos se o cara tem ou não um filho fora do casamento?
Luiz  Serenini, Professor (Goiânia/GO)
Enviado em 19/11/2009 às 8:12:48 PM

É ASSUSTADOR o silêncio da mídia sobre o caso do filho de FHC escondido durante 18 anos, sob o conhecimento de todos. É IMPRESSIONANTE a fidelidade dos detentores da notícia sobre os requisitos necessários para conseguir tamanho prestígio. Ninguém vai explicar nada?
Ney José  Pereira, Contador (São Paulo/SP)
Enviado em 19/11/2009 às 6:29:55 PM

Carioca por carioca Roberto Marinho e Edir Macedo também o são!. E ainda há muitos outros [cariocas] virtuosos (e virtuoses)!. Mas, não se iluda, não!. Quando o tal Boris Casoy vassalava para o bispo Edir Macedo o tal pastor João Batista era um homem "sério e sereno". Depois que o tal Boris Casoy foi escorraçado da TV Record ele foi ao "Pânico no Rádio" para "debochar e debochar e debochar" do seu ex-patrão Edir Macedo. E a mesma coisa fez o tal Paulo Henrique Amorim. Na Rede Globo era um louvaminheiro do patrão Roberto Marinho. E depois que foi escorraçado da Rede Globo o tal Paulo Henrique Amorim foi ao "Pânico no Rádio" para debochar e debochar e debochar do seu ex-patrão Roberto Marinho. Observação: Esse tal Paulo Henrique Amorim é do PIG do B -Partido da Imprensa Governista do Brasil- aliadíssimo do PRB de propriedade do tal bispo Edir Macedo. Igreja Universal do Reino de Deus e TV Record e Paulo Henrique Amorim: Tudo a ver!. Ou haver, né!.
Marcelo  Ramos, Publicitario (Brasilia/DF)
Enviado em 19/11/2009 às 4:50:06 PM

Prezado Paulo Athayde, quando eu era mais novo, a Veja (que inaugurou o caminho hoje trilhado pelos jornais) era referência para trabalho escolar. Falo em década de 80. A professora dizia "faça uma pesquisa na Veja". As revistas eram guardadas com carinho, como fonte de informação. Hoje, Veja e jornalões estão juntos no pântano onde deveria estar a vaca do dito popular. O que ocorre é que, falando um pouco mais tecnicamente, essas revistas e jornais, em suas propagandas, apelam direta ou subliminarmente para esse nosso senso de nostalgia, como deveriam ser as coisas, como esperamos que seja um jornal, como era a imprensa "antigamente", como "defendia as liberdades". Até mesmo a história de que a imprensa "defendia as liberdades" já caiu por terra, com revelações de que a Folha cedeu carros para o aparato repressor, na época do regime militar. Mas nunca veremos nenhuma propaganda sobre isso.
Paulo  Athayde, professor (Campinas/SP)
Enviado em 19/11/2009 às 4:24:08 PM

Eu assinei a Folha por mais de 10 anos. Pegar o jornal pela manhã era como eu costumava começar o meu dia. Entretanto, a Folha jogou a sua "história" e credibilidade no lixo quando começou a agir como um jornalzinho "oficioso" de cidade do interior - sem querer ofender aos jornais do interior - daí a "relação de amor e ódio" com o leitor, que sempre foi a linha editorial do jornal, resvalou para algo insuportável. Eu não só assinava, como fiz vários amigos e alunos assinarem. Espero que eles, também tenham caido na real e caido fora!
Marcos Vinicius  Gomes, Professor de línguas portuguesa e inglesa (Taboão da Serra/SP)
Enviado em 19/11/2009 às 3:32:09 PM

Parece um círculo vicioso, o jornal(ão) perde venda avulsa para os populares. Aqueles então dependem cada vez mais da ´classe média´ para se garantir como empresa rentável, porém com uma tendência, um partidarismo precário, que apenas adula o patrão mor (que não é o publisher, e sim o leitor que o assina). Daí a decadência no prestigio dos grandes jornais, algo que não havia sido explando de tal forma, tão aberta e objetiva. Temos que ficar atentos como citou o leitor Marcelo abaixo, para que não nos tomem este mecanismo democratizador da informação e da interação jornalista-leitor. E é evidente que devemos lutar pela democratização digital.
Marcelo  Ramos, Publicitario (Brasilia/DF)
Enviado em 19/11/2009 às 12:48:03 PM

Pois é, Ney, até a definição de sofrimento é relativa. Mas o PHA, além de ser carioca, (o que por si só já é uma virtude) juntamente com outros jornalistas como Luiz Carlos Azenha, o Carlos Castilho, Luis Nassif, Rodrigo Viana, Leandro Fortes e alguns outros, formam a minha rede de informação confiável. Preferências pessoais à parte, cada um se informa onde quiser.
Ney José  Pereira, Contador (São Paulo/SP)
Enviado em 19/11/2009 às 11:51:23 AM

Olá, tuuudo beeemmmmmmmm!!!. Pô, prestigiar "palestra" do tal Paulo Henrique Amorim, hein!. Tem leitor que sofre porque quer!. Observação: Esse tal Paulo Henrique Amorim se vangloriava de ser vassalo do então jornalista Roberto Marinho. Agora esse tal Paulo Henrique Amorim se vangloria de ser vassalo do bispo Edir Macedo!.
Ney José  Pereira, Contador (São Paulo/SP)
Enviado em 19/11/2009 às 11:44:27 AM

O que é isso, companheiro Sandro Vaia?. Jornalistas na "rua"?. Só se for na rua do Release!.
Marcelo  Ramos, Publicitario (Brasilia/DF)
Enviado em 19/11/2009 às 11:09:47 AM

Quando o Paulo Henrique Amorim veio à Brasília, para dar uma palestra no Iesb, fui lá prestigiar. O fluxo das coisas segue ininterrupto: como disse o autor, a tentativa (cada vez mais desesperada) de influenciar a agenda política gera (cada vez mais) perda de credibilidade aos jornais. Em uma sociedade democrática, mesmo com todas as relativizações, as pessoas ainda procuram/precisam de informação confiável. O modelo para se conseguir informação confiável na web é mais trabalhoso para o internauta, que tem de estabelecer filtros diversos e perder muito mais tempo. Mas parece que esse é um caminho sem volta. A internet sigfnifica a não-delegação a outrem de mediar a informação... com todas as suas consequências, boas e ruins.
Jorge Vieira  Vieira, Professor (Fortaleza/CE)
Enviado em 19/11/2009 às 11:06:26 AM

Faltou uma informação importante: o ranque dos jornais, considerando o total de vendas, ou seja, vendas avulsas + vendas por assinatura
Carlos N  Mendes, industriário (Santos/SP)
Enviado em 19/11/2009 às 10:44:16 AM

"...Sua primeira missão foi cortar os jornais em pedaços para os pendurar em ganchos no WC. O clarividente Mauricio dizia que foi dessa maneira que se tornou jornalista." ISSO é que é começar por baixo!
Jaime  Collier Coeli, Aposentado (Itanhaem/SP)
Enviado em 19/11/2009 às 8:24:03 AM

O falecido Mauricio Loureiro Gama contava como foi seu primeiro contato com o jornal. Ainda garoto, foi ser atendente numa venda em Tatui. Sua primeira missão foi cortar os jornais em pedaços para os pendurar em ganchos no WC. O clarividente Mauricio dizia que foi dessa maneira que se tornou jornalista.
Luciano  Prado, advogado (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 19/11/2009 às 2:14:05 AM

Só não ficou claro mesmo o dia do enterrro.
Marcelo  Silvestre, Internauta (São Paulo/SP)
Enviado em 19/11/2009 às 1:26:18 AM

Citar um artigo de um americano premiado com um prêmio pulitzer a mais de 60 anos quando estamos discutindo a grande imprensa brasileira atual é irrelevante. Nem nos Estados Unidos uma cobertura isenta como essa durante uma guerra é aceita atualmente. Essa época, dos jornalistas heróis correspondentes de guerra, está morta. Os EUA controlam com punho de ferro o fluxo de informações no front, e os jornalistas apenas repetem informações dos militares. Esse erro ninguém comete mais, nem os governos mais bobos. Podemos ficar discutindo aqui o jornalismo romântico que não existe mais. Mas o melhor jornalismo a que temos acesso HOJE é o feito por cidadãos comuns na internet (blogs de jornalistas independentes também se encaixam nesse conceito). O resto, o grande capital já controlou. A grande imprensa até amordaçou seus jornalistas na Internet, impedindo-os de se expressar livremente em ferramentas como o twitter ou em seus blogs pessoais!!!
Sandro  Vaia, Jornalista (São Paulo/SP)
Enviado em 19/11/2009 às 12:46:25 AM

Caiu uma bomba em Hiroshima é informação."Hiroshima" , de John Hershey,é jornalismo.
Marcelo  Silvestre, Internauta (São Paulo/SP)
Enviado em 19/11/2009 às 12:36:25 AM

Eu, em minha ignorância, juro que achava que troca de informações era jornalismo. Os internautas tinham acesso às vozes de ambos os lados, os manifestantes e o governo teocrático. Prisões na calada da noite e a repressão violenta foram denunciadas pelos manifestantes; Interferências de outros países foram denunciadas pelo regime; podíamos acompanhar quando e onde ocorriam manifestações contrárias ao regime; O regime tentava mostrar que a fraude não era tão grande e denunciava que os manifestantes eram de uma pequena elite, com sonhos capitalistas. Observávamos as reações favoráveis ou desfavoráveis de cidadãos comuns de outros países. Assistíamos ao grotesco vídeo da moça morta covardemente. Pensando bem, acho que vc tem razão. Isso não é jornalismo. Pelo menos não o que temos no Brasil. É muito melhor. É plural.
Cristiana  Castro, Advogada (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 19/11/2009 às 12:19:44 AM

A grande imprensa está perdendo uma chance de ouro de integrar-se a rede e a sociedade de maneira geral. Essa semana, a partir desse site, tomamos conhecimento do programa do OI TV, sobre as relações entre mídia e governo na Venezuela. Assistimos ao programa e voltamos ao OI para os comentários e assim fecha-se um ciclo com a participação de todos em todas as etapas. Pois bem, se o OI consegue fazer essa integração, não há razão para que a voz das pessoas esteja excluída de programações do mesmo gênero. Além disso, tenho a impressão que essa " integração" aumenta tanto a audiência do programa qto os visistantes do site, o que é positivo. Um faz a publicidade do outro e nós acabamos por fazer a publicidade dos dois. Na minha família, ninguém posta aqui mas todo mundo assiste o OI na TV e já perguntam, antes, o que vai " ser" no OI TV daquela semana. A meu ver, o modelo ideal seria este. Imaginem essa mesma forma para o Canal Livre, o Roda-Viva... Ou ainda, um debate desses horríveis que assistimos nas eleições, elaborados nesses moldes. A p....é a audiência, o OI TV teria uma tremenda de uma audiência se a pessoas pudessem achar o canal, eu não sei o que é isso, mas aqui na minha casa o OI ( RJ ) é num canal, na casa da minha mãe ( TO ) em outro e na minha irmã ( PR ) é outro, sempre alguém fica sem ver. Pq p.... não é um canal só pra todo mundo?
Marcel  Stefano, Jornalista (Sorocaba/SP)
Enviado em 19/11/2009 às 12:06:08 AM

Isso é resultado de anos e anos em que os jornais usaram do jornalismo para ditar. Nunca foram palco de discussão. nunca ouviram todos os lados. Nunca trabalharam com o contraditório. Só ditaram regras, apesar de não as cumprir. Não é a toa que um meio democrático - como a rede de blogs - ocupe tão rápido o lugar desses jornais.
Sandro  Vaia, jornalista (São Paulo/SP)
Enviado em 18/11/2009 às 11:55:48 PM

Caro Marcelo Silvestre: uma rede cidadã de troca de informações formada através do Twitter numa situação de emergência, sob um surto repressor de um governo autocrático ,por mais útil que seja, não tem nada a ver com jornalismo.Obviamente, estamos falando de coisas diferentes.
RIVALDO  Moraes, Auditor (Salvador/BA)
Enviado em 18/11/2009 às 11:24:37 PM

Vale lembrar que vários goernos estaduais estão comrando milhares de assinaturas da FSP, Estadão e O Globo. Portanto, a venda de assinaturas para pessoas físicas também dezwbfcve ter despencado muito.
Paulo  Roberto, advogado (Piraí/RJ)
Enviado em 18/11/2009 às 10:58:22 PM

"Nos últimos nove meses houve uma pequena recuperação nos índices de venda avulsa do Globo, Estado e Folha em 2009. O IVC registrou um crescimento de 5,5 % em relação aos quatro últimos meses do ano passado." Isso, provavelmente, se deve ao fato de que muitas famílias passaram a fazer parte da classe média e, por isso, puderam comprar jornais mais caros. Entretanto, quando se derem conta de que os "jornalões" fazem parte do "Partido da Imprensa Golpista - PIG", com certeza, vão parar de comprar e as vendas diminuirão novamente.
Zé da Silva  Brasileiro, Bancário Aposentado (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 18/11/2009 às 10:36:50 PM

Excelentes os comentários de Marcelo Silvestre. A grande vantagem do OI sobre outros sites e blogs é exatamente o fato de que aquí, além de um quadro de colaboradores bem diversificado, comentaristas das mais variadas tendências oferecem gratuitamente valiosas contribuições. Eu particularmente gosto de ler artigos e comentários bem escritos de pessoas das quais discordo. Na minha opinião pessoal em um debate entre pessoas bem intencionadas é humanamente impossível que um lado possa estar 100% certo e o outro lado 100% errado. Assim é fundamental criar um ambiente educado e civilizado onde as pessoas possam se manifestar livremente.
Carlos N  Mendes, industriário (Santos/SP)
Enviado em 18/11/2009 às 7:50:17 PM

O artigo demonstra que a jornalismo da internet não está matando os jornais - quem continua os consumindo são justamente as classes A e B, as de maior poder aquisitivo. O que o artigo descortina é uma possível causa para a queda vertiginosa da venda dos jornalões. Eles optaram pela opinião, e aparentemente, quem comprava esses jornais ou tinha outras opiniões ou então preferia ler sobre fatos. O que ficou muito evidente é a queda extraordinária de tiragem desses veículos. Até assusta, e nem dá para saber se é tarde demais para eles se salvarem.
Marcelo  Silvestre, Internauta (São Paulo/SP)
Enviado em 18/11/2009 às 7:26:02 PM

A cobertura dos fatos que se sucederam às eleições iranianas derrubam seu argumento, Sandro Vaia. O Twitter e o jornalismo cidadão praticado na rua pelos manifestantes existiu, e é jornalismo sim. Gostaria de lembrá-lo que não haviam repórteres na rua, pois foram impedidos pelo regime teocrático. E a cobertura foi muito melhor do que as guerras do Iraque, por exemplo, onde existiam repórteres nas ruas aos montes, todos a convite do exército americano.
Marcelo  Silvestre, Internauta (São Paulo/SP)
Enviado em 18/11/2009 às 7:15:55 PM

Concordo com vc, Max Suel. Todos os que escrevem aqui no OI provavelmente são pagos. Mas a credibilidade a que me refiro é justamente da pluralidade de opiniões nos comentários, não dos jornalistas. Eu certamente não estou sendo pago e acho que vc tb não. É exatamente a esse tipo de debate de alto nível que estamos tendo a que me refiro. Aqui temos os de direira, de esquerda, centro, fascistas, radicais e moderados de todos os tipos. É esse o valor agregado, não o artigo principal, que pode ser superficial ou tendencioso. O que vale é o local democrático e aberto a todas as opiniões. E esse local SÓ existe na Internet, não existe na grande imprensa.
Comentário do Autor

Oi Marcelo,
Você mencionou uma coisa muito importante e que geralmente passa desapercebida, até por nós do Observatório. A nossa principal riqueza, patrimonio ou seja lá o que for, não são os articulistas e nem o domínio na Web. É a rede de leitores e de comentaristas de todas as tendências. Nós só conseguiremos sobreviver enquanto mantivermos esta relação de parceria com a rede de leitores e respeitarmos a diversidade e diversificação de opiniões.
Um abraço e volte sempre,
Castilho

Ney José  Pereira, Contador (São Paulo/SP)
Enviado em 18/11/2009 às 6:46:50 PM

É que os jornalecões brasileiros não fazem questão nenhuma de vender exemplares avulsos em bancas. Principalmente a tal Folha de Notícias Populares de S. Paulo (de S. Paulo, hein!). Acho que eles (os jornalecões, e, principalmente o (ex)-Folhão) têm ódio de jornaleiros!. E o pior são aquelas kombis velhas e fumacentas distribuindo os jornalecões utilizando-se de mão de obra semelhante a trabalho escravo. Mas, o pior mesmo são aqueles "cartazes" horripilantes grudados nas bancas (ilegalmente) por motociclistas (subterceirizados) na madrugada. Em troca de alguns centavos de réis!.
conceicao  duarte, jornalista (sao paulo/SP)
Enviado em 18/11/2009 às 6:01:46 PM

Os jornais impressos nos obrigam a ler, ou ver textos de gente que detestamos! Além do que, não há nada mais tendêncioso. Feito de forma grotesca, com profissionais de panelinha. Se consideram "intelectuais" ... Lamentável. Aqui, ao menos escolhemos, como no controle remoto da TV, aquilo que queremos ver e ler... Jornal impresso, to fora...
Zé da Silva  Brasileiro, Bancário Aposentado (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 18/11/2009 às 5:27:25 PM

Em Belo Horizonte a situação dos impressos está muito complicada. O lançamento do jornal popular "Super Notícia" forçou os Diários Associados a lançar o também popular jornal "Aqui". Isso foi a pá de cal para o tradicional vespertino "Diário da Tarde" que já vinha perdendo espaço e leitores e acabou desaparecendo em meados de 2007. O "Estado de Minas" conhecido outrora como o grande jornal dos mineiros está numa decadência de dar dó. No andar da carruagem só vão sobreviver mesmo os populares porque têm uma outra utilidade também importante que é higienizar o banheiro dos cães...
alvaro  marins, professor (rio de janeiro/RJ)
Enviado em 18/11/2009 às 4:34:57 PM

Ótima notícia! Se a mídia vai mal, é sinal de que o jornalismo vai bem e de que a sociedade está mais bem informada e de que não se deixa mais enganar pelas campanhas da mídia. Mais um passo importante no processo de democratização da sociedade brasileira.
Sandro  Vaia, jornalista (São Paulo/SP)
Enviado em 18/11/2009 às 3:57:37 PM

"Não conheço um website que coloque repórteres na rua" (Tom Wolfe,ontem,em Porto Alegre). E sem repórter na rua não tem jornalismo.Simples assim.
Max  Suel, Engº (SP/SP)
Enviado em 18/11/2009 às 3:11:11 PM

Prezado Marcelo: e você acha que quem escreve na NET (aqui no OI, por ex.) é pago por quem ? Você acha que o Sr. Carlos Castilho escreve de graça? Lógico que o portal IG hospeda este pessoal, tem contrato com eles e os paga (acredito que muito bem, por sinal). No fundo todos são empregados e recebem pelo que escrevem. (Max Suel)
Marcelo  Silvestre, Internauta (São Paulo/SP)
Enviado em 18/11/2009 às 2:25:04 PM

A mídia no nosso país está concentrada justamente nas mãos dos que deveriam regulá-la, ou seja, dos legisladores. Além disso, os grandes grupos midiáticos possuem recursos suficientes para formar lobbies em todas as casas legislativas. Acho que a nossa única saída é a Internet. Por isso precisamos tanto lutar contra o analfabetismo digital. Temos que também garantir a universalização da internet e nos mobilizarmos contra projetos que cerceiam a rede, como o do Eduardo Azeredo e a recente tentativa de eliminar concorrentes, atingindo diretamente o portal Terra e o grupo Telefônica. Contra a Globo, serviços como Youtube. Contra os jornalões temos os blogs e o jornalismo cidadão. Contra a Veja e o jornalismo partidário, denúncias por parte do cidadão em sites como o OI. Respondendo ao nosso amigo Max Suel: Sim, quero o fim da grande imprensa. Confio muito mais em um artigo de Internet com cinco mil comentários do que em algo escrito por um empregado (Jornalista?) de uma empresa (Jornal? Rádio? TV?) de uma família (dinheiro e poder?).
Fábio José  de Mello, Jornalista (Descalvado/SP)
Enviado em 18/11/2009 às 2:05:07 PM

Creio que o autor do artigo não "quis" nada; o autor do artigo "mostrou" que a venda avulsa dos jornalões caiu vertiginosamente, de acordo com dados fornecidos pelo IVC. E que continuem a classificar de "lulopetistas" quem critica esse jornalismo pouco ético que vem sendo praticado no Brasil. Está dando muito certo.
Miro  Junior, Analista (Sao Paulo/SP)
Enviado em 18/11/2009 às 1:26:45 PM

"A sua principal matéria prima, a notícia, perdeu valor de mercado em favor da opinião." Como todo produtor a dono do jornal teria que se preocupar com a sua mercadoria, qualidade, validade, embalagem, entrega, responsabilidade com o cliente. Isto é uma das belezas do capitalismo, o mercado rejeita produtos adulterados e impróprios para consumo. Só um exemplo: Dá para consumir quem noticia que em 3 meses teremos 36 milhões de pessoas no Brasil com febre suína.
Max  Suel, Engº (SP/SP)
Enviado em 18/11/2009 às 1:01:23 PM

Belíssimos comentários, e de altíssimo nível. Uma indagação: o que deseja o autor do artigo ? o final da grande imprensa no país ? só porque são críticos ao lulo-petismo quando é preciso ? lamentável a atitude deste jornalista (ex isto ex aquilo)
Dante  Caleffi, Publicitário (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 18/11/2009 às 12:53:41 PM

Segundo os oráculos cibernéticos,a grande imprensa caminha a largos passos para se tornar nanica. Os populares.nada mais são do que panfletos digestivos.Um passada d ólhos e basta. Convívio mais demorado será nas gaiolas,interagindo com seus inquilinos. É mais útil e ecológico. . .
Cristiana  Castro, Advogada (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 18/11/2009 às 12:14:58 PM

Eu quero que se danem... Quero ver as emissoras passando pela mesma situação.
Carlos  Rajão, Engenheiro (Macaé/RJ)
Enviado em 18/11/2009 às 12:07:06 PM

Quero mais que se afundem. Jornalismo parcial, criador de crises, etc...
Adir  Tavares, Aposentado (Praia Grande/SP)
Enviado em 18/11/2009 às 11:28:37 AM

Hehehehe, bem feito para esses panfletóides de araque, eu não compro mais essa m...!
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A difícil transição do discurso para a conversa, no jornalismo online
Postado por Carlos Castilho em 11/11/2009 às 2:59:02 PM
 
 

Não há tema mais apaixonante nas redações de jornais e revistas do que a questão dos comentários de leitores. A divisão de opiniões e imediata e quando já existe alguma experiência anterior, o rosário de queixas e lamentações é quase interminável. Nada parece ser mais perturbador para um profissional com mais de 30 anos do que a perspectiva de ter que enfrentar leitores questionadores, insistentes quando não agressivos.

 

Ao ler o livro Citizen Journalism – Global Perspectives ( Jornalismo Cidadão – Perspectives Globais, ainda sem tradução em português) encontrei um capítulo relativo a uma pesquisa feita entre profissionais da redação do jornal inglês The Guardian, tido como um dos cinco mais webificados[1] do mundo. Surpreendentemente, a maioria dos 33 jornalistas entrevistados admite que ainda se sentem muito desconfortáveis com a interatividade online.

 

O Guardian é um dos raros grandes jornais mundiais que estimulam comentários de leitores, chegando inclusive a criar uma seção especial chamada Comment is Free. O The New York Times já permitiu comentários no final das matérias publicadas na sua versão online, mas depois suspendeu o serviço por pressão dos seus repórteres e editores.

 

Hoje o Times abre comentários só para algumas matérias específicas e mantém também uma página destinada a questões polêmicas da atualidade onde os leitores podem postar comentários.

 

A resistência as redações a uma convivência mais intensa com o público consumidor de informações tem origem no fato de que ela contradiz uma série de rotinas e valores muito entranhados no dia a dia dos profissionais, bem como numa conjuntura muito específica na qual os comentários funcionam com uma verdadeira catarse dos leitores.

 

A pesquisa do Guardian mostrou profissionais frustrados com a violência da média dos comentários recebidos, embora ressaltando que o fenômeno está diminuindo de intensidade. A observação mais freqüente foi a de que os comentários desafiam a autoridade do jornalista e argumentaram que “a credibilidade (dos jornalistas) é constantemente posta em dúvida, sem que os profissionais tenham condições de conferir a dos leitores”.

 

A análise dos dados colhidos pela pesquisadora inglesa Jane Singer e publicados no livro Citizen Journalism, mostram que em matéria de conteúdos produzidos por leitores, a maioria dos jornalistas profissionais ainda pensa em termos da divisão nós e eles, onde eles são os leitores. 

 

Três temas são os que mais dividem as opiniões dos jornalistas profissionais no item conversa com leitores: responsabilidade, autonomia e exatidão. No primeiro ponto, os entrevistados afirmam que tem a obrigação de prestar contas sobre o que foi publicado enquanto os leitores não têm esta preocupação quando produzem notícias.

 

Já com relação à autonomia, os profissionais se queixam que estão sendo patrulhados pelos leitores, o que limitaria a liberdade de ação de repórteres e editores, enquanto no quesito exatidão, as divergências são ainda maiores. Os profissionais dizem que é impossível confiar integralmente em dados e fatos fornecidos pelo público.

 

A pesquisa tem o mérito de explicitar uma série de questões que grande parte dos profissionais simplesmente prefere esquecer. São reações naturais , se levarmos em conta que é toda uma rotina que está sendo alterada e os valores profissionais não mudam da noite para o dia.

 

Mas a substituição do discurso pela conversa no exercício do jornalismo parece irreversível se levarmos um raciocínio muito simples. Se admitirmos que na complexidade da sociedade atual ninguém pode assumir que sabe tudo, então há sempre alguém que sabe o que eu não sei. No jornalismo, isto significa que não há formas de reproduzir numa notícia todas as variáveis que participam na conformação de um contexto.

 

É preciso lembrar que o jornalista faz a representação da representação, ou seja, ele reproduz aquilo que uma ou mais pessoais reproduziram sobre um fato ou sobre o depoimento de terceiras pessoas. Ao produzir o seu texto, o jornalista submete os fatos e depoimentos ao seu filtro pessoal, por mais que ele tente ser isento. Se estes fatos e depoimento já passaram por outros filtros anteriores, a distância em relação à chamada realidade pode ser grande.

 

Assim, como a função do profissional é chegar o mais perto possível daquilo que se convencionou chamar verdade, ele não pode prescindir da conversa com os leitores porque são eles que lhe proporcionarão a diversidade de representações. Por isto a atitude de resistência ao diálogo com os consumidores de informações, além de ser informativamente equivocada, também cria barreiras em relação ao público, vai na contramão da fidelização de usuários.  


[1] Webificar – neologismo criado por fanáticos da computação para expressar o grau de integração de uma empresa às rotinas e valores surgidos em torno da Web e da internet.

Comentários (40)
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Ze da Silva  Brasileiro, Bancário Aposentado (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 17/11/2009 às 7:42:28 PM

Aparentemente o prezado Sandro Vaia não gostou da indicação do blog do seu colega jornalista e colaborador aquí do OI, Luís Nassif. Tudo bem. Gosto não se discute. Creio que eu tenho tanto direito de gostar quanto o Sandro de desgostar, ou não? Sendo assim, peço licença aos prezados leitores para fazer uma segunda indicação que, espero, não irá decepcionar tanto o nosso prezado Sandro Vaia.... Trata-se do artigo "Detrás das dunas do Estadão" de autoria de do próprio Sandro Vaia, publicado em 02/10/2007 aquí mesmo no OI (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=453IMQ004). Trata-se de um interessante e até mesmo hilariante relato dos bastidores do tradicional e decadente jornal paulista. Em tempo: Não tenho dificuldades para ler e indicar textos de autores dos quais discordo, desde que escritos com engenho e arte, como foi o caso. E assim, vamos em frente pois que, em quaisquer circunstâncias, é fundamental manter a calma e o bom humor...
Cristiana  Castro, Advogada (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 17/11/2009 às 1:26:01 AM

correção, "bem menor".
Cristiana  Castro, Advogada (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 17/11/2009 às 1:24:15 AM

Sandro Vaia ( na boa, sem ofensas, só pra argumentar), mas o fato é que estávamos vendo um governo eleito, democraticamente, ser derrubado a troco de nada, ou pior, em nome de interesses que até hoje não conhecemos e não vamos conhecer pq não temos Imprensa. Todos nós sabemos o que representa a imprensa no nosso país, mas não podemos falar, pq a própria imprensa não se publica e a web anda policiada. A população conseguiu voz e não vai perd~e-la de jeito nenhum, a imprensa, por sua vez, não se preocupa em resgatar essa voz e mais ainda, trabalha no sentido de calá-la, é só ver o editorial da FSP de domingo. A população apanhou da imprensa mas aprendeu a lidar com ela ( não somos 80% na rede) mas a imprensa parece não querer aprender a conviver com a população. Vão perder e é lamentável pq existem hábitos que se formam, todo mundo gosta de ler os jornais, ver televisão, mas não está dando mais, tá difícil e aí, no limite da ira, pq, sim, a gente vai até o limite, corre pra rede e lá está todo mundo com o mesmo sentimento. QQ jornalista pode entender isso pq é cidadão tb e, aliás, os melhores sites da web são deles e são procurados, diariamente, por milhares de leitores ávidos por informação limpa. Eu sei que o prof. Sandro Vaia vai ficar chateado mas quem trabalha com a panfletagem rasteira é a nossa imprensa e por isso ganhou o apelido de PIG e acabou rechaçada pela sociedade.
Cristiana  Castro, Advogada (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 17/11/2009 às 1:08:33 AM

Castilho, antes de comentar, queria perguntar uma coisa. antes da web, os leitores já enviavam cartas àquelas seções dos leitores, em um número, talvez, bem menos, mas já enviavam, né? O fato de serem selecionadas para a publicação, não invalidava o contraditório, afinal, para haver seleção, teriam que ser lidas. Os jornalistas tinham acesso a essas cartas? Pq essa exasperação toda, por parte dos jornalistas com relação a livre manifestação popular? Estavam de acordo com a seleção? Concordavam com a manipulação ds informações? É só falta de hábito mesmo? E entendo que as empresas jornalísticas se voltem contra a população, mas os jornalistas, não. Por outro lado, entendo que a energia desprendida para atacar matérias, jornalistas, etc... está mal canalizada, o alvo é outro, mas aí eu sou " chavista". O texto, como sempre, perfeito, parece que a única pessoa na rede que consegue transitar, a vontade, entre esses dois mundos é o Castilho. Ocorre que nós nunca tivemos voz embora sempre tivéssemos imprensa, a web nos deu voz e foi só isso. É verdade o que diz o Ibsen, a mídia, no episódio do mensalão, trabalhou para derrubar o governo e com isso, acabou fortalecendo a rede. Não havia nada de concreto naquele episódio e, isso era claro para a maior parte da população. Hoje parece tranquilo, comentar que as postagens da rede partem de ideologias rasteiras, referência a postagem de
Comentário do Autor

Oi Cristiana,
Sim, as cartas do leitor já existiam muito antes da internet. É bom lembrar que os primeiros jornais impressos também eram feitos a base de cartas de leitores. Os xingamentos que tanto irritam os editores de jornais também existiam, só que nunca era publicados porque caiam no filtro da seleção. A diferença é que hoje não só o volume de cartas aumentou muito por conta da facilidade de envio pela internet como as pessoas também estão mais desinibidas na hora de cobrar, criticar e reclamar. É verdade que muitos leitores ultrapassam os limites da convivência social. Isto também não é novidade. O problema está na adaptaçao dos jornalistas a esta nova realidade. Eles não estão acostumados à transparência em relação ao leitor. Vai demorar um pouco, mas a adaptação vai acabar acontecendo. Abraço Castilho

Raoni  Jardim, Estudante de Jornalismo (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 17/11/2009 às 12:05:28 AM

Muito se falou sobre a interatividade e a influência dos leitores no jornalismo atual. Há um consenso em quase todos os estudiosos que dizem que essa interatividade aumenta o campo de abrangência do jornalismo e traz maiores informações que podem complementar o texto. Porém, ainda não vi um estudo dizendo o que os jornalistas (que trabalham diretamente com veículos de informação, e não acadêmicos do tema) acham desta interação aparentemente inesgotável. Dar voz ao leitor é justo e preciso. Não me lembro de um veículo informacional que não reserve uma ou duas páginas para a famosa coluna “cartas ao leitor”. Provavelmente essas novas formas de interagir com o jornalismo influenciaram a decisão dos políticos que começaram a movimentar a queda do diploma da área. A princípio, a queda do diploma parece um princípio democrático, afinal, qualquer um pode escrever o que quer, isso é liberdade de espressão. Na minha opinião o problema é muito mais estrutural do que aparenta: é perigoso dar voz a qualquer pessoa em um país que a educação de base é tão precária. A educação leva a um indivíduo fazer argumentos lógicos, concisos e, principalmente, éticos.
Sandro  Vaia, Jornalista (São Paulo/SP)
Enviado em 16/11/2009 às 8:00:21 PM

Siga o conselho do leitor Zé da Silva Brasileiro e veja como a interatividade da web é capaz de proporcionar um debate bem informado e edificante, sem proselitismo político e sem rastejamentos ideológicos. Isso é que é o leitor proporcionando ao jornalista uma ampla "diversidade de representações",...
Gabriela  Machado, Estudante de Jornalismo (BH/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 7:28:11 PM

A obrigação do jornalista em passar a informação verdadeira para a mídia pode colocar sua competência em dúvida, perante as opiniões dos leitores relatando uma crítica ou apoiando a forma com que o fato foi exposto. A veracidade da notícia entra em equívoco quando existem pessoas anônimas querendo dar o seu parecer tirando o lugar do autor da notícia, e até colocando-o em ‘saia justa’, assim a matéria vira um centro de comentários irreverentes. É considerável que seja uma relação de desconforto para os jornalistas, mas são opiniões que remetem certos contrapostos subjetivos e que podem ser refletidos diante do acontecimento publicado. Misturam idéias, valores, condutas e aumentam a responsabilidade do profissional. A liberdade de expressão para os repórteres e editores têm que ser limitada, pois se iguala ao profissionalismo, já os leitores não, é totalmente uma diversidade de conceitos subjetivos.
Zé da Silva  Brasileiro, Bancário Aposentado (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 7:11:00 PM

Para os leitores interessados em abordagens críticas sobre a matéria do jornal "O Globo" relacionada com o morro Dona Marta, objeto das considerações dos comentaristas Ibsen e Sandro Vaia, existe um post no blog do Luís Nassif (http://colunistas.ig.com.br/luisnassif) de 15/11/2009 às 15:51 hs, com cerca de oitenta comentários.
Michele  Amaral, Estudante de Jornalismo (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 6:09:22 PM

Àqueles que se negam ou se incomodam com a interatividade do webjornalismo, além de perderem boas fontes para suas repostagens, estão sendo atrasados. Henry Jenkis no seu livro Cultura da Convergência (2008) mostra que interação com o usuário, além de inevitável é a tência para o jornalismo atual. Muitos outros autores explicam como essa participação acontece e quais os benefícios dela: Palácios, Primo, Noci, Corrêa, e muitos muitos outros... Os comentários e participações são uma forma de implementação da inteligência coletiva citada por Lévy: várias pessoas juntas criam o que nenhuma sozinha consegue....
Frederico  Rossin, Estudante de Jornalismo (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 5:53:18 PM

Escutar é difícil para qualquer um, quanto mais para o jornalista acostumado a ser o dono da verdade e da matéria. Estamos acostumados a receber sempre os créditos pela reportagem e não os dividimos com nossas fontes e parceiros. Dialogar com o público é complicado para nós, mas a interatividade é algo urgente e necessário nos dias atuais. Por que existe esse conflito? Pois não sabemos escutar e isso só fica provado devido aos blogs de jornalistas nos quais não existem respostas para os comentários de leitores, fazendo que o processo de comunicação não seja completo. Elucidar essa barreira é uma questão pessoal, que passa dentro de cada jornalista. Alguns não gostam de ver suas opiniões tão bem arquitetadas e elaboradas serem derrubadas por argumentos simples e fortes de leitores especialistas no assunto. É um mal do jornalismo achar que apenas nós produzimos conteúdo, já que o feedback quem nos dá são os leitores e, hoje em dia, principalmente, consumidores de notícias.
Sandro  Vaia, Jornalista (São Paulo/SP)
Enviado em 16/11/2009 às 5:00:52 PM

Caro Ibsen: o fato de o sr. considerar a matéria do Globo sobre o Morro dona Marta ´superficial e parcial´ não desqualifica o trabalho jornalistico como ´pérola´, como o sr.,genérica e depreciativamente, classificou trabalhos de quatro órgãos específicos de imprensa.Ainda assim,para dizer que uma matéria é superficial e parcial é preciso apontar onde estão a superficialidade e a parcialidade que o sr.detectou.É preciso saber se a parcialidade e a superficialidade estão em informações erradas da matéria ou apenas são baseadas no critério de sua opinão pessoal. Para qualificar de ´ditabranda´ a ditadura militar, a Folha usou um critério comparativo com outras ditaduras latino-americanas da época,objetiva e numericamente mais sangrentas e repressivas.Pode ser um critério de gosto duvidoso,mas é um critério,em cima do qual o jornal formou a sua opinião,tão legítima quanto qualquer outra opinião.Quanto ao mensalão,ao falar em ´absolvição geral´,o sr. está se antecipando ao julgamento do STF,que ainda não aconteceu.E a reunião da ex-secretária da Receita com Dilma Rousseff , foi relatada pela própria ex-secretária, que se não a comprovou documentalmente, também não a desmentiu.Claro que as suas considerações são típicas de quem está apenas interessado na verdade dos fatos e não são movidas por ideologia partidária,embora todas,coincidentemente,tenham o mesmo sotaque.
Zé da Silva  Brasileiro, Bancário Aposentado (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 4:40:45 PM

Para elucidar meu comentário anterior cito um caso concreto. O veterano jornalista Mino Carta, que eu considero um dos maiores profissionais da imprensa brasileira no século XX, assumiu uma posição definida e intransigente no caso Battisti desqualificando como "ignorantes" todos os que dele discordavam e esquecendo-se de ouvir o outro lado. Trata-se de um caso muito complexo onde ambos os lados esgrimem bons e fundados argumentos. Até o Supremo Tribunal Federal se dividiu mas a revista Carta Capital sustentou um posicionamento monolítico. Nós, leitores de Carta Capital, tivemos que nos socorrer aquí do OI para ter acesso ao contraditório. Pois bem. Na revista tudo correu às mil maravilhas e o Mino defendeu sua opinião com o talento de sempre. Já no blog a coisa foi totalmente diferente. A garotada questionou o Mino de vários angulos diferentes deixando o veterano jornalista em dificuldades. Em determinado momento da peleja o Mino invocou a revista Veja, o que foi uma festa para a garotada inteligente e irreverente... O Mino então, muito irritado, agiu como um menino birrento diante de um resultado adverso. Colocou a bola debaixo do braço e mandou passear todos os participantes do blog... Devo esclarecer entretanto que, a despeito dessas críticas pontuais, sou assinante antigo de Carta Capital e pretendo renovar a assinatura...
Zé da Silva  Brasileiro, Bancário Aposentado (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 4:36:10 PM

Tenho a impressão de que os jovens jornalistas da era Internet terão mais facilidade no convívio com leitores críticos do que os jornalistas veteranos que tiveram uma prática de décadas na mídia impressa, um veículo de mão única onde o leitor tem basicamente três opções: Pode aceitar satisfeito, contrariado ou indiferente o que o jornalista tem a dizer... Para um jornalista veterano acostumado a ditar suas verdades durante anos sem ser contraditado deve ser realmente muito difícil ingressar na realidade plural e multifacetada da internet. Na mídia tradicional informações e opiniões transitam por uma via de mão única em que os papéis estão claramente tipificados. De um lado o jornalista, "formador de opinião" de outro o leitor, uma opinião a ser formada. Já no mundo da internet informações e opiniões transitam por uma via de mão dupla. Tudo que vai volta e, o que é pior, nem sempre na forma de elogios... Os críticos às vezes até exageram e pisam sem reverência em egos longamente cultivados... Jovens irreverentes fazem questão de entrar nas enquetes de sites e blogs para votar contra a posição oficial do veículo e isso não acontece somente com os sites e blogs mais conservadores. Recentemente em, enquete da revista Carta Capital sobre o caso Cesare Battisti, 48% dos votantes se colocaram contra a posição oficial da revista...
Emilio  Fonseca, Estudante de Jornalismo (BH/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 4:24:44 PM

Muito interessante a questão levantada por Carlos Castilho. Hoje em dia assistimos à webificação de quase a totalidade do conteúdo jornalístico. Muitas vezes há a possibilidade de que os leitores comentem as notícias. Apesar de alguns jornalistas se sentirem desconfortáveis, vejo com bons olhos a interação proporcionada pela internet. Acredito que comentários não são interferências que desafiam a autoridade do jornalista, mas sim uma saudável interatividade entre emissor e receptor. Ninguém é dono da verdade. Então por que os jornalistas devem pensar em ‘nós e eles’? Os comentários podem apresentar novos dados, outras versões. A mesma história passa por vários filtros diferentes. O resultado (satisfatório) é uma matéria mais completa e mais próxima à realidade.
Ibsen  Marques, Técnico em Eletrônica (Caçapava/SP)
Enviado em 16/11/2009 às 3:13:25 PM

O Vinicius fez um comentário interessante. Como consequência do novo capitalismo, da ciência e da tecnologia, a informação passa a ser produto de consumo. Estamos ávidos e vorazes por informação, qualquer que seja. Pingamos de site em site, de blog em blog para saber das novidades e delas participar. Resta saber se nossa participação é realmente efetiva, se o que dizemos é levado em conta ou não é simplesmente é uma forma de satisfação pessoal e ponto. Quanto dessa informação é pertinente e nos acrescenta algo? É como qualquer consumo: De quantas marcas de sabão em pó, detergente ou desodorantes precisamos para lavar as roupas e as louças? De quanta informação precisamos para viver a vida? A informação que nos é oferecida realmente nos tem feito pessoas melhores, tem nos feito viver bem? Tem realmente qualidade e pertinência? Acho que estamos paralizados pela notícia, já não vivemos senão virtualmente. Esses dias prestei um concurso em que Atualidades seria tema de avaliação. Uma das perguntas feitas foi: O que Obama fez com o professor negro que tentava arrombar a porta de sua casa e com o policial que reagiu ao arrombamento (foi racista). Resposta da questão: Convidou ambos para tomar cerveja na Casa Branca. Daí a pergunta, o que é mesmo preciso saber? Qual notícia é importante e pertinente? Não seria mais importante uma discussão menos rasa sobre o problema do racismo?
Ibsen  Marques, Técnico em Eletrônica (Caçapava/SP)
Enviado em 16/11/2009 às 2:53:52 PM

Caro Sandro Vaia, aqui vão algumas pérolas que não fundamentei. O Globo disponibiliza no jornal do final de semana matéria sobre o morro D. Marta, considerando um gasto excessivo com a implementação e manutenção da estrutura de suporte dizendo que com esse dinheiro se poderia construir uma casa de R$ 84.000,00 para cada família do local, numa análise prá lá de parcial e superficial. A Folha de São Paulo nomeia a ditradura militar como ditabranda. Nenhum jornalista de nemhum desses jornalões se dignou a admitir publicamente a eficácia do Governo Lula no enfrentamento da crise mundial; o máximo a que se propuseram foi elogiar o presidente do Banco Central. A Veja ao publicar a denúncia do mensalão utilizou-se de arapongagem e não de jornalismo investigativo e o resultado foi uma absolvição geral. A secretária da Receita Federal deu declarações sobre uma eventual reunião secreta com a ministra Dilma que não pôde comprovar e a grande mídia sequer se dignou a investigar a veracidade das informações, foi simplesmente publicando. Às vezes somos obrigados a não pontuar essas coisas de já há muito sabidas por todos em função do pequeníssimo espaço para comentários. Em tempo, não tenho ideologia partidária, às vezes sou a favor, outras contra, mas muitas vezes a imprensa toma posição política em suas reportagens sem que o leitor seja devidamente alertado (olha eu aqui sem exemplo. falta
Fernando  Kelysson, Comerciante/Jornalista (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 1:48:00 PM

O jornalista ainda possui o status de bacharel em Comunicação social, o que teoricamente lhe confere uma habilidade no trato com a comunicação. É ele que deve ser o moderador maduro, o mediador da heterogeneidade de opiniões, o grande organizador dos diversos discursos, ou melhor, da conversa. Isto ele já faz em debates, entrevistas e até mesmo na apuração dos fatos, quando tem de lidar com conflitos de interesses. O desafio se dá quando ele é bombardeado por toda sorte de opiniões. É realmente difícil e sufocante para o profissional da notícia, trabalhar com interpelações sem fim. É como se um engenheiro tivesse a interferência direta do pedreiro, do servente ou do mestre de obras. Vamos com calma. Esses profissionais não estão alijados do processo, nem impedidos de darem opinião, mas sob a coordenação de um profissional de conhecimento mais profundo. Sendo assim, todos podem se expressar, pois em nosso país há e deve sempre haver a liberdade de expressão, mas se expressando em jornais, ou no site da instituição a qual atua o jornalista, o conteúdo deve estar subordinado à revisão de um profissional com conhecimento mais profundo, no caso, o jornalista (comunicólogo). acessem emfluencia.blogspot.com
Michelle  Cristina, Estudante de Jornalismo (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 12:01:07 PM

figura soberana jogando uma porção de palavras para uma leva de “robôs”, sendo suas funções somente a de escutar. E se esses profissionais vierem com a “conversinha” de que é injusto, pois não podem “retrucar” o que os leitores dizem, então é melhor produzirem notícias para as paredes, já que são elas que somente escutam.
Carolina  Costa, Estudante de comunicação (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 12:00:16 PM

O jornalismo online ainda tem 1 dificuldade imensa d encaixar as informações dos jornalistas com as informações dos internautas.A conversa,como diz o texto,seria essencial para a participação dos leitores com notícias,ou seja,com mais representações,ñ ficando apenas com as dos profissionais.O jornalismo precisa se renovar,como os recursos da tecnologia se renovam a cada ano.Se agora os leitores exigem participação,é importante o jornalismo abrir mais as portas para o jornalismo interativo.Os jornalistas ñ podem achar q são os únicos q conseguem produzir notícias,conversar com fontes etc.Tb, se os internautas qrem mesmo participar,ñ são só os jornalistas q precisam ser questionados,os internautas participativos tb precisam,para uma notícia mais apurada e isenta.Os recursos tecnológicos estão aí transbordando,e devem ser abusados por tds,tnt pelos comunicadores como pelos leitores.A participação é muito boa p/ melhores visões sobre vários assuntos.Se houver internautas que simplesmente querem tumultuar redações,esses então devem ser banidos pelos jornalistas(os jornalistas serão tb como filtros ao perceberem que alguns leitores não estão ajudando ao participarem,mas sim atrapalhando).E outros q estão realmente contribuindo para + e melhores informações e comentários para os meios de comunicação,devem ter o direito de serem ouvidos e os jornalistas têm o dever de ouvi-los.
Michelle  Cristina, Estudante (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 11:59:49 AM

O jornalismo só existe porque existem leitores, ou melhor, consumidores da notícia, a qual foi reproduzida por jornalistas. Ignorar esse fato é uma falta de amadurecimento dos profissionais que divulgam a informação. Se não existissem pessoas que lessem os jornais, não existiria motivo para se fazer jornalismo para um público fantasma. E parece que é isso que os profissionais desejam ao excluir o seu público da notícia. Eles querem estar no topo, “no trono”, serem os “reis” da notícia, os mais importantes e os inquestionáveis. O problema é que eles não se lembram que nós, seres humanos, não somos perfeitos e não nascemos com todas as respostas e verdades absolutas guardadas na cabeça. Além disso, cada pessoa tem uma visão ou opinião sobre um acontecimento, e mesmo que sejam leigas sobre ele, todas tem o direito de argumentar, expor suas críticas e até ajudar na coleta de informações. Sim, muitas vezes os comentários e posts ajudam a construir uma notícia mais verdadeira e realista. Um exemplo é quando não há possibilidade do jornalista ir no local da guerra. Só é possível entender a realidade de quem vive lá, se houver a contribuição dos próprios moradores e os seus relatos. Se os jornalistas acham que seus leitores não tem direito de emitir opiniões, então para que se formaram na profissão de comunicadores sociais? Para mim, comunicação é sinônimo de diálogo e não de uma
Rodrigo  Coimbra, estudante de jornalismo (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 11:52:35 AM

Não dá pra associar o consumidor de um jornal a um consumidor que vai a um restaurante, não se sente satisfeito com a comida, e reclama. A interatividade não chegou (com a facilitação digital) para acabar com a hierarquia, por isso eu acho que o discurso irá prevalecer, a diferença é que a conversa aumentou e as fontes aumentaram, mas o buraco está mais fundo do que nunca. Posso ser retrógrado, mas vejo o jornalismo como uma investigação particular, quando ultrapassa o “declaratório”. Creio que seja um mito fazermos análises em conjunto. O bom da internet é primeiro a publicação geral, e a capacidade de filtrá-las será a demanda por “jornalistas” no futuro. O nome continua o mesmo, e ainda faremos a tal “representação das representações”.
Jaime  Hosken, Estudante (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 11:38:59 AM

O título desse texto é um dos mais adequados que vi nos últimos tempos. A questão é justamente transitar pra conversa, saindo do discurso e também de discussões. Creio que é natural não gostar que pessoas que você nem conhece comentem seus textos, mas também é natural a vontade de comentar tudo que vemos. Em relação às agressões via comentário, creio que são desnecessárias, mas também devemos lembrar que vivemos em um país livre e que cabe aos jornalistas se importar ou não, e também se colocarem no lugar dos agressores, pois tenho certeza que um dia eles já foram grandes “comentaristas”. A verdade jornalística, nada mais é que a verdade de alguém. Cabe a nós decidir em que alguém queremos acreditar.
Daniela  Souza, estudante de jornalismo (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 11:34:09 AM

Carlos Castilho soube criticar com sabedoria a situação de forma consciente e madura. O jornalista tem que estar ciente que ele escreve para alguém que não necessariamente guarda as informações sem bagagem critica do assunto, o que ainda muitos jornalistas acreditam. O leitor quer participar, quer mostrar que o jornalista não é o único a saber dos fatos. Se o leitor não mostrar o que sente, o que acha ou, até mesmo, o que sabe, como o jornalista terá seu feedback? Temor demais achar que esse espaço aberto a comentários prejudicará seu trabalho. Trata-se de que a web transformou o leitor em coadjuvante na produção da noticia mostrando que está ligado na veracidade ou não da noticia. Muitos jornalistas que produzem suas reportagens não querem a intromissão de quem não participou da produção pois possuem pensamento antiquado demais para acompanhar o tempo em que vivem. Em pleno século XXI sabemos que mais e mais o ser humano é capaz de compartilhar informações, fotos, vídeos de forma rápida e precisa, pois não é em todos os momentos que o jornalista vai estar presente para descrever o que aconteceu. Se o jornalista é inseguro a ponto de se sentir desconfortável com a idéia de abertura aos comentários, que vá caçar uma profissão que exija menos de seu cérebro.
Vitor  Komura, Estudante (BH/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 11:32:46 AM

Com a evolução que a internet proporcionou ao jornalismo, é preciso que os profissionais se adaptem a essa tendência. Toda e qualquer tipo de opinião tem que ser levada em conta. Por mais que o jornalista busque a verdade – principio básico do bom comunicador- ele não é dono dela. Por mais que o trabalho seja colocado em check – investigação,apuração e conversa com fontes – com o que os leitores comentam, é a melhor maneira da democratização da notícia.
Gabriela  Fernandes, Estudante de jornalismo (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 11:32:10 AM

(Correção)*Com uma postura mais séria, os assuntos serão abordados com muito cuidado,
Ana Paula  Marum, estudante de jornalismo (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 11:31:40 AM

Este texto gera certo dualismo diante da presença ou não de comentários nas notícias. Isso porque o leitor, com a nova mídia e a utilização da interatividade, tem a oportunidade de interferir no jornalismo online. Concordo que essa atitude de “não-jornalistas” participarem e, muitas vezes, fazerem o papel de jornalista cidadão prejudica o trabalho do repórter que precisa trabalhar com a imparcialidade, mesmo que o texto venha, cuidadosamente, com traços de subjetividade. Penso que o profissional do jornalismo carrega no seu interior resquícios de insegurança após ler os comentários dos leitores, mas, ao mesmo tempo, não podemos negar esse novo instrumento da mídia digital. Ao ver seu comentário na rede, o usuário vai sentir que ele, como qualquer pessoa, é livre e tem espaço para expressar suas idéias e opiniões sobre qualquer assunto. O que deve ser feito é uma adaptação por parte dos jornalistas a essa nova prática.
Gabriela  Fernandes, Estudante de Jornalismo (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 11:30:18 AM

(...)Vulneráveis a críticas muitas das vezes violentas, os repórteres e editores do ciberespaço se sentem pressionados pelo grande público a escrever perfeitamente bem, caso contrário serão alvos de comentários maliciosos pelo resto de suas vidas profissionais. Mas o lado positivo dessa interação gigantesca é que possivelmente teremos profissionais mais conscientes e preocupados com as palavras que escolhem. Como uma postura mais séria, os assuntos serão abordados com muito cuidado, talvez assim “ofendendo” menos os leitores que se identificam grandemente com os dilemas da atualidade.
Fernanda´  Barbosa Abreu, estudante (Bh/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 11:28:24 AM

Com a interatividade online, os leitores ganharam o poder da indagação e o poder de confrontar os jornalistas que, antes, não imaginavam a dimensão das polêmicas que podiam causar com suas matérias. Com isso, os jornalistas perderam um pouco da sua essência, já que a grande maioria tem sido mais cautelosa ao expressar suas convicções. O grande medo dos jornalistas dos dias de hoje é ter sua credibilidade colocada à prova, uma vez que o leitor tem como conferir as informações de maneira quase automática através da internet. Muitos leitores, quando não concordam com o posicionamento do escritor, utilizam este espaço como válvula de escape para agredir o jornalista. Como leitores, temos que saber usar bem esta poderosa arma que é o ciberespaço, para que haja uma melhoria dos jornais de hoje.
Flávia  Leão, Estudante (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 11:23:21 AM

A interatividade foi uma das maiores conquistas da contemporaneidade. Poder comentar sobre o que é divulgado foi um grande avanço, e como todo avanço traz seus efeitos colaterais, devemos saber lidar com eles. Não acho que os jornalistas, americanos, ingleses ou brasileiros devam sentir medo do leitor. Se estão comentando (seja falando bem ou mal) é porque estão lendo, e não é isso que todo jornalista, articulistas, cronista quer que aconteça? Além disso, essa situação leva aos que escrevem a necessiade de um cuidado maior com o seu texto, porque sabem que serão bombardeados pela crítica. E é bom para mostra que ninguém é o dono da verdade, porque como o Carlos Castilho mesmo diz, os fatos passam por tantos filtros que acabam se afastando muito dela.
Gabriel  Assunção, Estudante de jornalismo (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 11:22:16 AM

O texto confirma uma sensação que já é percebida por blogueiros a tempos. A expectativa de ter exposta uma opinião contrária a que foi pensada, ou mesmo a publicação de um aspecto negativo que poderia não ter sido pensado por um autor ao escrever o texto cria um sentimento de medo e apreensão até mesmo (se não principalmente) em jornalistas. A questão da exposição já foi discutida quando foi montado o site do Presidente Lula, que não era aberto para comentários de leitores. Mais que uma barreira, que não permitia a aproximação dos leitores, era quase uma censura considerando-se os moldes de interatividade da atualidade. Para o jornalista, por mais que possam surgir comentários que o constranjam inicialmente , o retorno será positivo para um desenrolar da história, que pode até mesmo ter contribuições do leitor, se este o julgar positivo. Nas palavras do autor, esse incômodo ou distanciamento que pode sugerir o jornalista a princípio “além de ser informativamente equivocada, também cria barreiras em relação ao público”. É verdade que há uma muito maior liberdade dos leitores ao interferirem na notícia, por não haver com estes o retorno e as consequências que pode haver para o jornalista. Ao menos que este último tenha cometido de fato um erro em seu texto, este retorno não o prejudicará enquanto profissional, podendo apenas acrescentar na sua vida profissional como um todo.
Henrique  Carvalho, Estudante Jornalismo (Betim/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 11:19:08 AM

Ler e comentar, em uma sociedade capitalista nada mais que consumir notícias. O leitor hoje em dia é bombardeado por informações de todos os lados, cabe a ele filtrar o que acha importante ou não. Da mesma forma os jornalistas são afogados em informações vindas de suas fontes. Muitos profissionais da imprensa se acham o dono da verdade, o que publicam ou veiculam é a realidade pura e verdadeira. Como hoje tudo muda o tempo todo não podemos nos isolarmos do nosso público leitor. O leitor se encontra mais perto da realidade, muita das vezes ele presencia o fato. Nesta questão a participação do consumidor de notícias é fundamental para criação da mesma. O comentário após a publicação da reportagem é necessário para demonstrar a veracidade da notícia e até mesmo para discussão e repercussão do fato pela sociedade. O jornalista não pode se sentir constrangido quando questionado sobre uma informação postada em seu texto. Todos nós somos falhos e a partir do momento que assumimos o erro e jogamos junto com os nossos leitores, criamos um ambiente de interatividade e aumentamos a fidelidade daquele usuário em confiar no que escrevemos. Devemos quebrar essa barreira de preconceito entre jornalista e leitor. O leitor pode ser muito mais útil que muitos jornalistas pensam.
Ana Flávia  Goulart, Estudante de Jornalismo (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 16/11/2009 às 11:18:56 AM

Com o desenvolvimento tecnológico, os veículos que desejam credibilidade e visibilidade precisam acompanhar os novos recursos. As ferramentas de comunicação, principalmente – se não exclusivamente – as onlines, possibilitam a interatividade e estão cada vez mais convidativas à participação. Por isso, se os jornalistas ainda não aceitaram a mudança cultural, os leitores já estão intimamente ligados à interatividade. Quando acessam o conteúdo, já o assimilam pensando na resposta ou comentário que farão, portanto, o veículo que negar tal recurso estará frustrando grande parte dos seus leitores. Sendo assim, é necessário que se desenvolva novos critérios, padrões ou estratégias de adaptação à interatividade que deixem os jornalistas mais adaptados à nova cultura. Voltar atrás é que não será possível.
Alexandre  Pastre Gonçalves, contabilista (Andradas/MG)
Enviado em 15/11/2009 às 12:43:40 PM

Interessantes as considerações expostas neste artigo que pode ser considerado um parâmetro de direcionamento para os profissionais da área. É crescente a demanda por interatividade e pluralidade. Os leitores também querem fazer parte da notícia.
Samuel  Lima, Professor universitário (Brasília/DF)
Enviado em 14/11/2009 às 3:55:29 PM

Mestre Castilho, simplesmente brilhante! Sua reflexão instiga e joga luzes sobre esta relação vital aos que pretendem manter o jornalismo no patamar de relevância histórica, a duras penas conquistada, na sociedade contemporânea. É algo que nos provoca a pensar, como jornalistas e docentes, no futuro do jornalismo - ou seria no jornalismo do futuro? No caso da chamada grande mídia, a exceção à regra geral (que se pauta pelo desprezo à Sua Excia, o leitor/internauta) é o portal do Estadão de S. Paulo, que caminha claramente na direção de uma linguagem, um padrão de texto e elementos hipertextuais. Ainda que falte esse espaço para troca e construção da posição do leitor-internauta. Abraços fraternos!
galeno pupo  almeida, economista (jarinú/SP)
Enviado em 14/11/2009 às 1:40:09 PM

Muito oportuno este artigo, gostei, quero acrescentar: como alguns veículos temem seus leitores, sempre fui crítico de alguns veículos de informação e em algumas vezes expressei minha minhas duvidas e críticas a respeito deles. Apesar deste Observatório deixar um pouco de lado o jornalismno televisivo, quero comentar minhas críticas ao canal da Globo de notícias, Globo News, Recentemente consegui criticar seu comentarista economico Sandemberg, pelo seu desconhecimento total de economia, sendo apesar disso comentarista econômico, pois bem, recentemente com as mudanças no formato de seu jornal das 18 horas tentei comentar no site da GloboNews as péssimas mudanças ocorridas nas últimas semanas, com a contratação de uma jornalista chamada Leilane, que terrível!, ancora apresentadora, de uma precariedade total, pedante, arrogante , superficial em seus comentários etc , etc. para meu espanto o site da Globo Neuws não tem mais espaço para seus leitores, suprimiram os comentários dos telespectadores( como se dizia antigamente). Taí,não só teem medo da opinião do seu público , como se fazem de surdos. "O que pode piorar sempre piora", este é o tema básico dos tempos atuais. O Jornal das Seis da Globo News comprova a acertiva. Galeno Pupo- Economista
José Paulo  Badaró, desempregado (São Paulo/SP)
Enviado em 13/11/2009 às 8:12:13 PM

Interessante a reação, de modo geral negativa ou temerosa, do jornalista inglês ou americano diante do leitor. Mas existe alguma similitude entre situação deles e a nossa??? Em que pese o Obama ter denunciado a partidarização da Fox, existe na imprensa inglesa ou americana algo parecido com o PIG, fenômeno que força um determinado grupo de leitores a lerem somente o que publica a Folha, Estadão, Globo e Veja, e outro grupo, oposto, a buscar notícias diretamente na Internet??? Creio que não! Acredito que uma pesquisa nos mesmos moldes teria aqui resultados muito diferentes, até porque para o segundo grupo de leitores a informação disponível na Internet é mera questão de pegar, ou largar, coisa que indiretamente acaba sendo positiva para o jornalista (!), ainda mais se se tratar de jornalista blogueiro, na medida em que estará se dirigindo basicamente a pessoas receptivas as suas idéias. Em outras palavras, duvido muito que o Noblat, Nassif, PHA ou Reinaldo Azevedo vejam o leitor da maneira que os jornalistas ingleses ou americanos.
Vinícius  Moraes, Estudante de Filosofia (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 13/11/2009 às 5:06:36 PM

No Brasil o comportamento dos leitores nos comentários é diferente. Se nos jornais internacionais, a reação comum é questionar a credibilidade do jornalista, aqui ocorre um fenômeno peculiar: poucos veem o jornalista como um mero comunicador de um fato sujeito a diversas interpretações ou distorções, a maioria dos leitores acolhe a notícia como se fosse um fato consumado e estático, sem questionar a confiabilidade da notícia. O resultado se vê nas caixas de comentários dos jornalões: comentaristas que apenas reiteram em um formato agressivo e autoconfiante o que foi dito pela matéria, por vezes resgatando da memória outros ´fatos consumados´, comunicados por esse mesmo meio informativo, para servir como fundamento de seus esboços de argumentações. Na situação atual do Brasil, isso é evidente nas investidas da mídia contra o governo, onde os leitores creem ingenuamente na interpretação unilateral feita pelo jornalista, e como não poderia deixar de ser, "ficam indignados" com os ´absurdos´ presentes neste país; invocam outros ´absurdos´ que descobriram através da imprensa e bradam em conjunto uma série de clichês como "que pais é esse???" e "acorda brasil!", sarcasmos e ad hominens inúteis. Sempre culpando um "povo" abstrato, pobre e ignorante, e é claro, os políticos da situação. E o jornalista passa despercebido...
Sandro  Vaia, Jornalista (São Paulo/SP)
Enviado em 13/11/2009 às 2:44:40 PM

Caro Castilho; é muito possivel que a resistência dos jornalistas à interatividade com os leitores tenha a ver com a quebra da rotina e valores caros a eles,como você diz.Os jornalistas não gostam de ser contestados,como observou,com toda razão, o ombudsman da Folha.E isso é um pecado de soberba infelizmente muito frequente entre eles.Mas é possivel também que uma boa parcela dessa resistência,aqui no Brasil,se deva à vulgarização ideológica que força um debate inútil e cansativo não em torno de fatos concretos, ou valores,mas em torno de mitos construidos pela partidarização.Como manter um diálogo profícuo e sereno com um tipe que chama a imprensa de PIG,ou como o amigo Ibsen, aí abaixo,que atribui "pérolas" à Veja,Folha,Estado e Globo sem sequer se preocupar em fundamentar o que diz? A interatividade pode ser muito útil,sim, mas com a frequência com que ela descamba para a rasteirice ideológica,pode tornar-se uma monumental inutilidade.
Ibsen  Marques, Técnico em Eletrônica (Caçapava/SP)
Enviado em 13/11/2009 às 1:59:27 PM

O Márcio Ikuno, falando sobre jornalismo barato, me fez lembrar da máxima dos repórteres de campo: Quando estão cobrindo um acontecimento, fato, tragédia são jornalistas, já quando quem está nas proximidades do acontecimento é um popular qualquer é um "curioso". O jornalismo é isso mesmo, informação aos curiosos!!! O cidadão faz "press release" barato, já o jornalista profissional lança pérolas como as que costumam produzir Veja, OESP, FSP e Globo. É isso aí!! Em tempo, o que se discute aqui não são propriamente as novas mídias, mas o novo jeito de se fazer jornalismo utilizando-se dos recursos disponíveis nessas novas mídias. A internet não é somente um novo canal para a notícia/informação. É isso também, mas é muito mais o estabelecimento de uma nova maneira de se produzir informação e que exige uma relação do jornalista com o leitor mais aos moldes de um jornalismo intertativo entre jornalista/leitor e leitor/autor.
Márcio  Ikuno, Jornalista (São paulo/SP)
Enviado em 12/11/2009 às 7:02:22 PM

Os jornalistas atuais são aqueles mesmos da velha guarda, seja na Grã-Bretanha ou no Brasil, ou onde quer que seja (os novos profissionais devem aprender com esses experientes). No entanto, a verdadeira questão é que esses "experientes" não estão adaptados às novas mídias, contrariamente aos novos jornalistas. Creio que não se pode "desativar" ou "ativar", em notícias seletas, uma ferramenta que complementa a liberdade de expressão. Cada um comenta e abre seu ponto de vista. Democracia. Já o ´Citzen Journalism´ é um equívoco. Jornalismo é jornalismo, com toda sua formalidade. Um cidadão comum presenciar um acontecimento e fazer uma "matéria" não significa jornalismo, significa um "press release" barato, e isso não tira a autoridade do jornalista, a não ser que ele tenha mudado, propositalmente, alguns pontos do fato. Quem não deve não teme.
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A internet cria uma nova unidade básica no jornalismo contemporâneo
Postado por Carlos Castilho em 8/11/2009 às 7:05:25 PM
 
 

Durante décadas, a unidade básica ou o padrão de referência para o jornalismo, era o jornal,uma instituição física. Depois, já no final do século XIX, a unidade passou a ser a notícia. Na metade do século XX, o jornalista profissional tornou-se o ponto de referência e agora, no início da era digital, o pilar do jornalismo passou a ser o tema.

 

Noutras palavras: nos primórdios do jornalismo, você comprava o jornal, um bem físico definido pelo seu título, pelo seu dono e seus vínculos sociais e econômicos. Havia uma fidelidade a uma instituição. Quando a notícia tornou-se a referência, os leitores passaram a comprar jornais em função da atualidade. O “furo jornalístico  classificava quem era o melhor jornal. 

 

O advento da televisão e da rádio reduziu em muito a capacidade dos jornais produzirem furos que o colocavam em vantagem sobre os concorrentes. Por isto, a autoria transformou-se no maior diferencial na venda de conteúdos informativos. Foi a época em que surgiram as grandes grifes jornalísticas e os jornais se esforçavam ao máximo para ter o maior número possível de assinaturas prestigiadas.

 

Mas ai veio e internet provocando uma nova mudança nos parâmetros definidores do patrimônio mais valorizado de uma empresa jornalística.  A nova tendência começou a definir-se muito recentemente quando ficou claro que os leitores vão atrás de temas e não mais de autores, notícias ou instituições.

 

Uma pesquisa recente do jornal The New York Times mostrou que é cada vez maior o número de leitores que acessam diretamente as páginas de blogs especializados, que de alguma forma poderiam ser equiparados às seções ou editorias nas redações convencionais. A diferença é que as editorias sempre foram decididas pela chefia de redação enquanto no caso das publicações online, a definição fica por conta da demanda do público.

 

Com isto as páginas de abertura, estilo portal, e caracterizadas por uma vitrine do conteúdo global do site, perdem muito de sua relevância pois deixam de ser uma passagem obrigatória ou o chamariz para temas internos. A instituição (página) deixou de ser o destino final pois os índices de visitação passaram a ser definidos mais em função do fim da linha (blogs especializados).

 

Cada leitor cria uma espécie de cardápio individual de referências informativas em função de suas preferências. Este menu noticioso pode ser extremamente flexível e mutável, ao contrario dos padrões anteriores, caracterizados por fidelidades e hábitos estáveis.

 

A opção por temas na hora de eleger as instituições onde buscará elementos para seu cardápio informativo evidentemente incorpora padrões anteriores. A instituição jornal ainda é uma das mais valorizadas na escolha de uma fonte informativa, da mesma forma que a atualidade, originalidade e contextualização da notícia continuam sendo fatores que entram na composição das opções informativas do público. O mesmo acontece com as grifes jornalísticas, que seguem sendo uma referência importante na aferição de credibilidades.

 

Todos estes fatores convergem agora para a seleção de temas, cuja variedade caracteriza o norte-americano Chris Anderson classificou de “nichos informativos”, ou seja, segmentos do público com interesses altamente específicos. Os nichos noticiosos se especializaram na busca, processamento e publicação de temas que jamais entrariam na consideração do editor chefe de um jornal médio. Duzentas pessoas viabilizam um nicho noticioso na Web, mas dificilmente justificariam a criação de uma área especializada num jornal.

 

A existência de tantos nichos informativos baseados em temas obriga as instituições produtoras de conteúdos a trabalhar com colaboradores , ou, para usar o economês, conteúdos “terceirizados”. É inviável financeiramente diversificar conteúdos com base em produção própria, porque ela sempre sairá mais cara que a produzida pelo aficionado.

 

É claro que algumas empresas acham que o conteúdo próprio é um ativo valorizado porque ainda acreditam que as pessoas consomem notícias em função apenas da marca (título) ou da assinatura. Mas a realidade está se encarregando de mostrar o equívoco desta concepção. A tendência é os conteúdos serem produzidos cada vez mais pelos nichos cabendo às instituições, no caso jornais, rádios, televisões ou portais online preocupar-se majoritariamente com a formação da rede de usuários e com o suporte técnico.
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Ana Flávia Goulart e  Vitor Komura, Estudante de Jornalismo (BH/MG)
Enviado em 19/11/2009 às 9:48:21 AM

A divisão dos materiais jornalísticos – e da informação em sí – em “nichos informativos” é uma tendência da evolução tecnológica e, portanto, só deve progredir. Um aspecto que evidencia isso é a utilização que os meios de comunicação em massa fazem do espaço web. No livro Modo de Fazer do Jornal Nacional, o autor – o editor chefe William Bonner – explica que no JN não há tempo hábil para aprofundar assuntos específicos. Por isso, eles anunciam o tema e informam o básico em alguns segundos, pois sabem que os espectadores buscarão, em seguida, a informação completa na internet.
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Carlos Castilho
* Ex-repórter - revista Fatos & Fotos
* Ex-redator internacional - JB
* Ex-editor internacional - Opinião
* Ex-editor telejornais - TV Globo
* Ex-chefe do escritório da TV GLobo em Londres
* Ex-redator - Cadernos do Terceiro  do Terceiro Mundo;
* Ex-correspondente latino americano  do jornal Público/Lisboa
* Ex-editor internacional do JB;
* Ex-editor associado do The World Paper/ Boston;
* Ex-editor latino-americano da agência IPS - Costa Rica;
* Ex-consultor de advocacy na mídia para a União Européia;
* Professor de Jornalismo Online , Faculdades ASSESC (Florianópolis);
* Professor de Projetos Multimídia (pós-graduação latu senso) no CESUSC / Florianópolis;
* Professor de Jornalismo Online (curso a distância) no Knight Center, Universidade do Texas; 
* Autor do capítulo Webjornalismo no livro No Próximo Bloco - Editora PUC/Rio -2005.
* Autor do prefácio e tradução do livro Jornalismo 2.0, de Mark Briggs, publicado pelo Centro Knight, da Universidade do Texas.
* Mestre em Mídia e Conhecimento pelo EGC/UFSC. 
-Reside em Florianópolis / SC
email ccastilho@gmail.com


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