Pesquisa identifica 35 habilidades necessárias para jornalistas que trabalham na Web
Postado por Carlos Castilho em
12/2/2007 às 12:45:49 AM
A dissertação de mestrado do norte-americano Max Magee, aluno da Escola Medill de Jornalismo (Universidade Northwestern) é um trabalho que procura identificar os requisitos básicos a serem preenchidos por um jornalista online.
Os resultados da investigação, patrocinada pela Online News Association(entidade que 800 jornalistas online de todo mundo) são especialmente úteis para a discussão sobre a reforma do ensino do jornalismo na era digital porque podem ajudar a montar uma agenda de temas para análise.
A conclusão mais importante a que chegou Magee, depois de entrevistar 438 profissionais e blogueiros independentes nos Estados Unidos e Europa, foi a de que a grande diferença entre quem escreve para a versão impressa e quem trabalha na versão online de um jornal não é o uso da tecnologias, mas a forma diferente de pensar.
Esta forma diferente de pensar seria uma espécie de síntese dos novos valores e rotinas que a web está introduzindo no jornalismo. A internet está obrigando os profissionais a pensar em formato multimídia, imaginar narrativas não lineares onde o leitor, por exemplo, cria o seu próprio roteiro de leitura, e conceber o seu trabalho dentro de um contexto social, através da interatividade com o público.
Esta constatação é crucial porque quando se pensa em atualizar os currículos das faculdades de jornalismo quase sempre a primeira preocupação que vem à cabeça de professores e gestores universitários é como treinar os alunos no uso das novas tecnologias.
Na sua pesquisa, divulgada no final do ano passado, Magee dividiu os entrevistados em dois grupos: os profissionais responsáveis por versões online de grandes empresas e jornalistas e independentes que produzem páginas noticiosas online. As respostas da pesquisa foram organizadas em quatro categorias: atitudes, edição, desenvolvimento de conteúdo e ferramentas de produção online.
No grupo atitudes, os editores de jornais online valorizaram mais as habilidades de dar atenção aos detalhes e trabalhar sob pressão, enquanto os independentes deram mais importância à capacidade de desenvolver múltiplas tarefas.
O interessante é que, segundo Magee, os editores qualificaram o aprendizado de novas tecnologias como mais mais importante para obter um emprego mas destacaram que uma vez empregado, o jornalista deveria estar sempre antenado em inovações.
Já os independentes acham que habilidades como relacionamento com usuário, trabalho em grupo e desenvolvimento de comunidades são essenciais para os que desejam criar o seu próprio espaço informativo na Web.
No ítem edição, tanto os editores como os independentes destacaram a capacidade de avaliar o conteúdo noticioso e o conhecimento do idioma como as habilidades mais desejáveis. O autor afirma que a preocupação com a concisão é muito menor no jornalismo online do que no impresso e que o profissional deve estar capacitado a editar textos, áudio e vídeo caso deseje acompanhar a evolução editorial na internet.
Na criação de conteúdo, surgiu uma divergência. Os editores valorizaram mais a capacidade de investigar enquanto os independentes deram maior peso à edição de fotografias. Ficou claro no entanto que ambos acham mais importante a capacidade de montar a narrativa com os ingredientes multimídia do que escrever o texto.
Na avaliação das habilidades tecnológicas, uma surpresa. O conhecimento do HTML , de programas gerenciadores de conteúdo e do Photoshop (edição de fotos) , os mais mencionados tanto pelos editores como pelos independentes, foram, no entanto , considerados menos importantes que a capacidade de edição.
Os interessados em maiores detalhes sobre a pesquisa podem consultar um resumo de dez páginas em inglês publicado pela Online News Association.
Conversa com o leitor Uma das habilidades detectadas pela pesquisa é a capacidade do jornalista online de relacionar-se com seus leitores, ouvintes ou espectadores. Não basta escrever bem, investigar detalhadamente e editar com perfeição, se a interatividade não funcionar. A ferramenta comentários num blog não é um adereço tecnológico. Usá-la exige algumas habilidades inexistentes no jornalismo impresso como por exemplo a tolerância, tanto de quem escreve como de quem comenta. Estou descobrindo que, além de passar informações, os profissionais devem preocupar-se em gerar interatividade entre os leitores. Trata-se de criar uma comunidade de informação e de interesse, onde o jornalista é um prestador de serviços.
O tribunal de justiça do estado do Rio fez acordo com a Assembléia e os parentes dos juizes foram contratados na Assembléia e os parentes dos deputados contratados no TJ
Marnei Fernando, Publicitário
(Anapolis/GO)
Enviado em 14/2/2007 às 2:08:17 PM
O Luiz Carlos Azenha pergunta e eu gostaria de saber a resposta também>>> Acho que não custa nada ao OI, que prega a transparência, dizer exatamente quanto recebe da FF e o que faz com o dinheiro. >>> E qual o interesse de um organismo norte americano em finaciar projetos como o OI, as Católicas pelo Direito de decidir - grupo radical feminista que luta vorazmente pela legalização do aborto, entre outros? -------> Esse tipo de financiamento externo para que grupos defendam os ideais e interesses norte americanos não seria altamente subversivo? http://viomundo.globo.com/site.php?nome=VoceEscreve&edicao=597
Ivan Moraes, sem profissao
(Union NJ --USA/MG)
Enviado em 12/2/2007 às 11:33:23 PM
Pera la!!!! Azenha, aquele, digamos, por falta de definicao, uh, "esquerdista" que trabalha pra Globo, duvida do OI porque tem patrocinio da Ford? Ele bem podia tirar o cavalinho da chuva global primeiro pra sair com uma dessas! Eita cara de pau! (Outra coisa que nao conevta com o assunto mas que me engasgou ha muito tempo, provavelmente nao foi intencional da parte dele: a uma coisa que ele nao contou a respeito do Tico, que daria muito mais mais perspectiva nesse tragico brasileiro, eh que de acordo com alguns veteranos valadarenses dos anos 70, ele tinha o torso coberto de marcas de tortura da policia, e alguma coisa dos defeitos fisicos dele tambem tinha sido causado por tortura -mas isso ninguem tinha certeza se era verdade; aparentemente ele tinha sido ladrao no Brasil e saiu corrido de la; nao o conheci, mas nos 70 ja ouvi falar dele por causa dessas conversa, e talvez nem seja verdade.) Gloria 1-"último blefe são os "blogs" alojados nos jornalões e revistas": vai ficar pior ainda... 2-Cadastro do Globo? Nao faco mais. Castilho "Na avaliação das habilidades tecnológicas, uma surpresa": excelencia eh mais preparo do estudante do que talento com lingua nova, seja ela chamada Photoshop, Xpress, etc. Ja cansei de ver publicacoes internas --ou de pequenas empresas, ou de pequenas cidades-- novinhas em folha, com 14 tamanhos de 9 fontes diferentes bem na capa(:-)
ubirajara sousa, psicólogo
(slz/MA)
Enviado em 12/2/2007 às 8:30:35 PM
Não interessa o tipo de mídia. O requisito primeiro que o jornalista deve preencher atende pelo nome de moral. Sem isso, todo o resto é tiquinho.
Glória Rocha, médica
(RJ/RJ)
Enviado em 12/2/2007 às 7:40:51 PM
O último blefe são os "blogs" alojados nos jornalões e revistas. Só publicam os comentários a favor. Os que criticam o "dono" do blog são eliminados e desqualificados, mesmo que a crítica dura não contenha palavrões ou ofensas pessoais. E tem mais: é ridículo o cadastro de O Globo. Ele exige que você preencha de tempos em tempos (cada vez menor) para que tenha direito a acessar seus blogs ou para mandar comentários. Quer saber sua renda, seu nível de escolaridade, seu CPF, endereço, seu perfil de consumo, etc. Em síntese, estou cada vez mais cética em relação a blogs deste tipo.
Marco Costa Costa, T.P.A.
(São Caetano do Sul/SP)
Enviado em 12/2/2007 às 3:11:46 PM
O que tenho observado neste site são criticas e mais criticas contra o governo do senhor Lulardo da Silva. Quando de fato este espaço vai observar a imprensa, principalmente a rede redonda de televisão.
Marnei Fernando, Publicitário
(Anapolis/GO)
Enviado em 12/2/2007 às 2:42:48 PM
Luiz Carlos Azenha, eu e o Vladimir Putin queremos saber que diabo é esse de "promover a democracia" com dinheiro de gringo? A Fundação Ford financia o Observatório da Imprensa. talvez isto explique a maneira iracional do Dines e de outros daqui na defesa dos interesses da elite brasileira e dos interesses estadunidenses... http://viomundo.globo.com/site.php?nome=MinhaCabeca&edicao=586
Comentário do Autor
Caro Marnei, Gostaria de esclarecer que o Observatório da Imprensa não depende da Fundação Ford. Ela é apenas uma das várias organizações e empresas que financiam projetos especificos do OI, como foi o caso do Colóquio Latinoamericano Sobre Observação da Imprensa, realizado em São Paulo, no ano passado. O fato de sermos uma organização sem fins lucrativos nos obriga criar uma rede diversificada de financiadores de projetos para que nossa independência na observação crítica da mídia seja preservada. Caso você, Luiz Carlos Azenha ou Vladimir Putin desejem qualquer informação a nosso respeito, é só nos perguntar. Estamos à disposição. Um abraço Castilho
helder Matias, estudante
(Belo Horizonte/MG)
Enviado em 12/2/2007 às 11:55:51 AM
Acredito que o jornalismo na web tem que se assemelhar mais ao estilo blog, assim como o é aqui no Oi, está possibilidade de interação entre o jornalista e os leitores é muito importante acredito eu, para o crescimento profissional do jornalista, e ajuda a abrir o campo de visão do jornalista sobre determinados assuntos.
Sobre as ferramentas que a internet disponibiliza a este jornalista também sou a favor. O mais legal do blog (e que pode ser transposto para o jornalismo on-line), é a pesquisa e as várias vertendes que o blogueiro utiliza para formular sua notícia ou crítica, dando opção também ao usuário de procurar novos caminhos e mais informações sobre o tema.
Fabio de Oliveira Ribeiro, advogado
(Osasco/SP)
Enviado em 12/2/2007 às 9:56:44 AM
Enquanto lá fora a liberdade de imprensa "on line" é debatida e ampliada, aqui no Brasil golpistas de todos os matizes pretendem acabar com a liberdade de imprensa e os jornalistas nem se interessam pelo assunto:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=4249&tid=2513421108656252891&na=2&nst=851
* Ex-redator internacional - JB * Ex-editor internacional - Opinião * Ex-editor telejornais - TV Globo * Ex-chefe do escritório da TV GLobo em Londres * Ex-redator - Cadernos do Terceiro do Terceiro Mundo; * Ex-correspondente latino americano do jornal Público/Lisboa * Ex-editor internacional do JB; * Ex-editor associado do The World Paper/ Boston; * Ex-editor latino-americano da agência IPS - Costa Rica; * Ex-consultor de advocacy na mídia para a União Européia; * Professor de Jornalismo Online , Faculdades ASSESC (Florianópolis); * Professor de Projetos Multimídia (pós-graduação latu senso) no CESUSC / Florianópolis; * Professor de Jornalismo Online (curso a distância) no Knight Center, Universidade do Texas; * Autor do capítulo Webjornalismo no livro No Próximo Bloco - Editora PUC/Rio -2005. * Autor do prefácio e tradução do livro Jornalismo 2.0, de Mark Briggs, publicado pelo Centro Knight, da Universidade do Texas. * Mestre em Mídia e Conhecimento pelo EGC/UFSC. -Reside em Florianópolis / SC email ccastilho@gmail.com
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